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LEI Nº , DE 23 DE AGOSTO DE Continuação

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LEI Nº 11.343, DE 23 DE AGOSTO DE 2006

(2)

Colaboração como informante

Art. 37. Colaborar, como informante, com grupo, organização ou associação destinados à prática de qualquer dos crimes previstos nos arts. 33, caput e § 1o, e 34 desta Lei:

Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e pagamento de 300 (trezentos) a 700 (setecentos) dias-multa.

(3)

Colaboração como informante Grupo – Sem estabilidade

Organização – Artigo1º, §1º Lei 12.850/13

Art. 1º, § 1o Considera-se organização criminosa a associação de 4 (quatro) ou mais pessoas estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas, ainda que informalmente, com objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagem de qualquer natureza, mediante a prática de infrações penais cujas penas máximas sejam superiores a 4 (quatro) anos, ou que sejam de caráter transnacional.

Associação – artigo 35 lei 11.343/2006

Art. 35. Associarem-se duas ou mais pessoas para o fim de praticar, reiteradamente ou não, qualquer dos crimes previstos nos arts. 33, caput e § 1o, e 34 desta Lei:

(4)

Quem é informante?

Fogueteiro do tráfico é informante? STF 1ª turma- HC106.155/RJ - Sim

(5)

Artigo 12, § 2º da Lei 6368/76

Pena - Reclusão, de 3 (três) a 15 (quinze) anos, e pagamento de 50 (cinquenta) a 360 (trezentos e sessenta) dias-multa.

Artigo 37, Lei 11343/2006

Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e pagamento de 300 (trezentos) a 700 (setecentos) dias-multa.

(6)

(7)

Art. 38. Prescrever ou ministrar, culposamente, drogas, sem que delas necessite o paciente, ou fazê-lo em doses excessivas ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar:

Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e pagamento de 50 (cinqüenta) a 200 (duzentos) dias-multa.

Parágrafo único. O juiz comunicará a condenação ao Conselho Federal da categoria profissional a que pertença o agente.

(8)

Se a prescrição por dolosa?

(9)

Art. 39. Conduzir embarcação ou aeronave após o consumo de drogas, expondo a dano potencial a incolumidade de outrem:

Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos, além da apreensão do veículo, cassação da habilitação respectiva ou proibição de obtê-la, pelo mesmo prazo da pena privativa de liberdade aplicada, e pagamento de 200 (duzentos) a 400 (quatrocentos) dias-multa.

Parágrafo único. As penas de prisão e multa, aplicadas cumulativamente com as demais, serão de 4 (quatro) a 6 (seis) anos e de 400 (quatrocentos) a 600 (seiscentos) dias-multa, se o veículo referido no caput deste artigo for de transporte coletivo de passageiros.

(10)

Causas de Aumento de Pena

Art. 40. As penas previstas nos arts. 33 a 37 desta Lei são aumentadas de um sexto a dois terços, se:

I - a natureza, a procedência da substância ou do produto apreendido e as circunstâncias do fato evidenciarem a transnacionalidade do delito;

OBS: Remessa ilícita de drogas por via postal à país estrangeiro, cuja apreensão se

deu ainda em território nacional, uma vez demonstrada que a intenção do agente era remeter para outro país, tendo sido praticados todos os atos executórios, fica caracterizada a transnacionalidade da conduta, ainda que a substância entorpecente não tenha chegado ao destinatário no país estrangeiro – STJ, 3º Seção – CC 109.646/SP

(11)

Causas de Aumento de Pena

Art. 40. As penas previstas nos arts. 33 a 37 desta Lei são aumentadas de um sexto a dois terços, se:

OBS: Para ser tráfico internacional de drogas é necessário que a droga apreendida

no Brasil seja considerada ilícita também no país de origem ou destino – competência federal

Caso contrário será tráfico interno- competência justiça estadual

STJ- importação e cloreto de etila (lança-perfume) da Argentina não é crime de competência federal, pois lá essa substância não é proibida- STJ, 3º Seção, CC 34.767/PR

(12)

Causas de Aumento de Pena

Art. 40. As penas previstas nos arts. 33 a 37 desta Lei são aumentadas de um sexto a dois terços, se:

II - o agente praticar o crime prevalecendo-se de função pública ou no desempenho de missão de educação, poder familiar, guarda ou vigilância;

III - a infração tiver sido cometida nas dependências ou imediações de estabelecimentos prisionais, de ensino ou hospitalares, de sedes de entidades estudantis, sociais, culturais, recreativas, esportivas, ou beneficentes, de locais de trabalho coletivo, de recintos onde se realizem espetáculos ou diversões de qualquer natureza, de serviços de tratamento de dependentes de drogas ou de reinserção social, de unidades militares ou policiais ou em transportes públicos;

(13)

Causas de Aumento de Pena

Art. 40. As penas previstas nos arts. 33 a 37 desta Lei são aumentadas de um sexto a dois terços, se:

IV - o crime tiver sido praticado com violência, grave ameaça, emprego de arma de fogo, ou qualquer processo de intimidação difusa ou coletiva;

V - caracterizado o tráfico entre Estados da Federação ou entre estes e o Distrito Federal; VI - sua prática envolver ou visar a atingir criança ou adolescente ou a quem tenha, por

qualquer motivo, diminuída ou suprimida a capacidade de entendimento e determinação;

(14)

Colaboração premiada

Art. 41. O indiciado ou acusado que colaborar voluntariamente com a investigação policial e o processo criminal na identificação dos demais co-autores ou partícipes do crime e na recuperação total ou parcial do produto do crime, no caso de condenação, terá pena reduzida de um terço a dois terços.

(15)

Tráfico privilegiado

Art. 44. Os crimes previstos nos arts. 33, caput e § 1o, e 34 a 37 desta Lei são inafiançáveis e insuscetíveis de sursis, graça, indulto, anistia e liberdade provisória, vedada a conversão de suas penas em restritivas de direitos.

(16)

Lei 8072/90 (Crimes hediondos)

Art. 2º Os crimes hediondos, a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e o terrorismo são insuscetíveis de:

(17)

HC 97.256-RS (rel. Min. Ayres Britto), o Plenário do STF admitiu a substituição de pena privativa de liberdade por restritiva de direito no tráfico ilícito de drogas, sob o fundamento de que a restrição legal (art. 44, Lei 11.434/06) ofendia o princípio da individualização da pena.

E posteriormente foi publicada pelo Senado a Resolução suspensiva nº 05, de 15/02/2012.

(18)

RESOLUÇÃO Nº 5, DE 2012.

Suspende, nos termos do art. 52, inciso X, da Constituição Federal, a execução de parte do § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343, de 23 de agosto de 2006.

O Senado Federal resolve:

Art. 1º É suspensa a execução da expressão "vedada a conversão em penas restritivas de direitos" do § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343, de 23 de agosto de 2006, declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal nos autos do

Habeas Corpus nº 97.256/RS.

Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Senado Federal, em 15 de fevereiro de 2012.

(19)

Crime de tráfico privilegiado de entorpecentes não tem natureza hedionda,

decide STF

E 23/06/2016, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que o chamado tráfico privilegiado, no qual as penas podem ser reduzidas, conforme o artigo 33, parágrafo 4º, da Lei 11.343/2006 (Lei de Drogas), não deve ser considerado crime de natureza hedionda. A discussão ocorreu no julgamento do Habeas Corpus (HC) 118533, que foi deferido por maioria dos votos.

(20)

DO PROCEDIMENTO PENAL

Art. 48. O procedimento relativo aos processos por crimes definidos neste Título rege-se pelo disposto neste Capítulo, aplicando-se, subsidiariamente, as disposições do Código de Processo Penal e da Lei de Execução Penal.

§ 1o O agente de qualquer das condutas previstas no art. 28 desta Lei, salvo se houver concurso com os crimes previstos nos arts. 33 a 37 desta Lei, será processado e julgado na forma dos arts. 60 e seguintes da Lei no 9.099, de 26 de setembro de 1995, que dispõe sobre os Juizados Especiais Criminais.

§ 2o Tratando-se da conduta prevista no art. 28 desta Lei, não se imporá prisão em flagrante, devendo o autor do fato ser imediatamente encaminhado ao juízo competente ou, na falta deste, assumir o compromisso de a ele comparecer, lavrando-se termo circunstanciado e providenciando-se as requisições dos exames e perícias necessários.

(21)

DO PROCEDIMENTO PENAL

§ 5o Para os fins do disposto no art. 76 da Lei no 9.099, de 1995, que dispõe sobre os Juizados Especiais Criminais, o Ministério Público poderá propor a aplicação imediata de pena prevista no art. 28 desta Lei, a ser especificada na proposta.

(22)

Seção I

Da Investigação

Art. 50. Ocorrendo prisão em flagrante, a autoridade de polícia judiciária fará, imediatamente, comunicação ao juiz competente, remetendo-lhe cópia do auto lavrado, do qual será dada vista ao órgão do Ministério Público, em 24 (vinte e quatro) horas.

§ 1o Para efeito da lavratura do auto de prisão em flagrante e estabelecimento da materialidade do delito, é suficiente o laudo de constatação da natureza e quantidade da droga, firmado por perito oficial ou, na falta deste, por pessoa idônea.

§ 2o O perito que subscrever o laudo a que se refere o § 1o deste artigo não ficará impedido de participar da elaboração do laudo definitivo.

§ 3o Recebida cópia do auto de prisão em flagrante, o juiz, no prazo de 10 (dez) dias, certificará a regularidade formal do laudo de constatação e determinará a destruição das drogas apreendidas, guardando-se amostra necessária à realização do laudo definitivo. (Incluído pela Lei nº 12.961, de 2014)

(23)

Seção I

Da Investigação

§ 4o A destruição das drogas será executada pelo delegado de polícia competente no prazo de 15 (quinze) dias na presença do Ministério Público e da autoridade sanitária. (Incluído pela Lei nº 12.961, de 2014)

§ 5o O local será vistoriado antes e depois de efetivada a destruição das drogas referida no § 3o, sendo lavrado auto circunstanciado pelo delegado de polícia, certificando-se neste a destruição total delas. (Incluído pela Lei nº 12.961, de 2014)

Art. 50-A. A destruição de drogas apreendidas sem a ocorrência de prisão em flagrante será feita por incineração, no prazo máximo de 30 (trinta) dias contado da data da apreensão, guardando-se amostra necessária à realização do laudo definitivo, aplicando-se, no que couber, o procedimento dos §§ 3o a 5o do art. 50. (Incluído pela Lei nº 12.961, de 2014).

(24)

Seção I

Da Investigação

Art. 51. O inquérito policial será concluído no

prazo de 30 (trinta) dias, se o indiciado estiver

preso, e de 90 (noventa) dias, quando solto.

Parágrafo único. Os prazos a que se refere este

artigo podem ser duplicados pelo juiz, ouvido o

Ministério Público, mediante pedido justificado

da autoridade de polícia judiciária.

(25)

Seção I

Da Investigação

Art. 52. Findos os prazos a que se refere o art. 51 desta Lei, a autoridade de polícia judiciária, remetendo os autos do inquérito ao juízo:

I - relatará sumariamente as circunstâncias do fato, justificando as razões que a levaram à classificação do delito, indicando a quantidade e natureza da substância ou do produto apreendido, o local e as condições em que se desenvolveu a ação criminosa, as circunstâncias da prisão, a conduta, a qualificação e os antecedentes do agente; ou

II - requererá sua devolução para a realização de diligências necessárias.

Parágrafo único. A remessa dos autos far-se-á sem prejuízo de diligências complementares:

I - necessárias ou úteis à plena elucidação do fato, cujo resultado deverá ser encaminhado ao juízo competente até 3 (três) dias antes da audiência de instrução e julgamento;

II - necessárias ou úteis à indicação dos bens, direitos e valores de que seja titular o agente, ou que figurem em seu nome, cujo resultado deverá ser encaminhado ao juízo competente até 3 (três) dias antes da audiência de instrução e julgamento.

(26)

Seção I

Da Investigação

Art. 53. Em qualquer fase da persecução criminal relativa aos crimes previstos nesta Lei, são permitidos, além dos previstos em lei, mediante autorização judicial e ouvido o Ministério Público, os seguintes procedimentos investigatórios:

I - a infiltração por agentes de polícia, em tarefas de investigação, constituída pelos órgãos especializados pertinentes;

II - a não-atuação policial sobre os portadores de drogas, seus precursores químicos ou outros produtos utilizados em sua produção, que se encontrem no território brasileiro, com a finalidade de identificar e responsabilizar maior número de integrantes de operações de tráfico e distribuição, sem prejuízo da ação penal cabível.

Parágrafo único. Na hipótese do inciso II deste artigo, a autorização será concedida desde que sejam conhecidos o itinerário provável e a identificação dos agentes do delito ou de colaboradores.

(27)

Seção I

Seção II

Da Instrução Criminal

Art. 54. Recebidos em juízo os autos do inquérito policial, de Comissão Parlamentar de Inquérito ou peças de informação, dar-se-á vista ao Ministério Público para, no prazo de 10 (dez) dias, adotar uma das seguintes providências:

I - requerer o arquivamento;

II - requisitar as diligências que entender necessárias;

III - oferecer denúncia, arrolar até 5 (cinco) testemunhas e requerer as demais provas que entender pertinentes.

Art. 55. Oferecida a denúncia, o juiz ordenará a notificação do acusado para oferecer defesa prévia, por escrito, no prazo de 10 (dez) dias.

(28)

CAPÍTULO IV

DA APREENSÃO, ARRECADAÇÃO E DESTINAÇÃO DE BENS DO ACUSADO

Art. 60. O juiz, de ofício, a requerimento do Ministério Público ou mediante representação da autoridade de polícia judiciária, ouvido o Ministério Público, havendo indícios suficientes, poderá decretar, no curso do inquérito ou da ação penal, a apreensão e outras medidas assecuratórias relacionadas aos bens móveis e imóveis ou valores consistentes em produtos dos crimes previstos nesta Lei, ou que constituam proveito auferido com sua prática, procedendo-se na forma dos arts. 125 a 144 do Decreto-Lei no 3.689, de 3 de outubro de 1941 - Código de Processo Penal.

§ 1o Decretadas quaisquer das medidas previstas neste artigo, o juiz facultará ao acusado que, no prazo de 5 (cinco) dias, apresente ou requeira a produção de provas acerca da origem lícita do produto, bem ou valor objeto da decisão.

§ 2o Provada a origem lícita do produto, bem ou valor, o juiz decidirá pela sua liberação.

§ 3o Nenhum pedido de restituição será conhecido sem o comparecimento pessoal do acusado, podendo o juiz determinar a prática de atos necessários à conservação de bens, direitos ou valores.

§ 4o A ordem de apreensão ou seqüestro de bens, direitos ou valores poderá ser suspensa pelo juiz, ouvido o Ministério Público, quando a sua execução imediata possa comprometer as investigações

(29)

CAPÍTULO IV

DA APREENSÃO, ARRECADAÇÃO E DESTINAÇÃO DE BENS DO ACUSADO

Art. 61. Não havendo prejuízo para a produção da prova dos fatos e comprovado o interesse público ou social, ressalvado o disposto no art. 62 desta Lei, mediante autorização do juízo competente, ouvido o Ministério Público e cientificada a Senad, os bens apreendidos poderão ser utilizados pelos órgãos ou pelas entidades que atuam na prevenção do uso indevido, na atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas e na repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de drogas, exclusivamente no interesse dessas atividades.

Parágrafo único. Recaindo a autorização sobre veículos, embarcações ou aeronaves, o juiz ordenará à autoridade de trânsito ou ao equivalente órgão de registro e controle a expedição de certificado provisório de registro e licenciamento, em favor da instituição à qual tenha deferido o uso, ficando esta livre do pagamento de multas, encargos e tributos anteriores, até o trânsito em julgado da decisão que decretar o seu perdimento em favor da União.

(30)

CAPÍTULO IV

DA APREENSÃO, ARRECADAÇÃO E DESTINAÇÃO DE BENS DO ACUSADO

Art. 62. Os veículos, embarcações, aeronaves e quaisquer outros meios de transporte, os maquinários, utensílios, instrumentos e objetos de qualquer natureza, utilizados para a prática dos crimes definidos nesta Lei, após a sua regular apreensão, ficarão sob custódia da autoridade de polícia judiciária, excetuadas as armas, que serão recolhidas na forma de legislação específica.

§ 1o Comprovado o interesse público na utilização de qualquer dos bens mencionados neste artigo, a autoridade de polícia judiciária poderá deles fazer uso, sob sua responsabilidade e com o objetivo de sua conservação, mediante autorização judicial, ouvido o Ministério Público.

(31)

TÍTULO V

DA COOPERAÇÃO INTERNACIONAL

Art. 65. De conformidade com os princípios da não-intervenção em assuntos internos, da igualdade jurídica e do respeito à integridade territorial dos Estados e às leis e aos regulamentos nacionais em vigor, e observado o espírito das Convenções das Nações Unidas e outros instrumentos jurídicos internacionais relacionados à questão das drogas, de que o Brasil é parte, o governo brasileiro prestará, quando solicitado, cooperação a outros países e organismos internacionais e, quando necessário, deles solicitará a colaboração, nas áreas de:

I - intercâmbio de informações sobre legislações, experiências, projetos e programas voltados para atividades de prevenção do uso indevido, de atenção e de reinserção social de usuários e dependentes de drogas;

II - intercâmbio de inteligência policial sobre produção e tráfico de drogas e delitos conexos, em especial o tráfico de armas, a lavagem de dinheiro e o desvio de precursores químicos;

III - intercâmbio de informações policiais e judiciais sobre produtores e traficantes de drogas e seus precursores químicos.

(32)

Estatuto do Idoso

Lei nº 10.741/2003

(33)

O Estatuto do Idoso Trouxe uma proposta de atenção

diferenciada para o idoso brasileiro,passando a tratá-lo como

sujeito de direitos e não mais como objeto de atenção

.

(34)

Art. 1º É instituído o Estatuto do Idoso, destinado a

regular os direitos assegurados às pessoas com idade

igual ou superior a 60 (sessenta) anos

.

(35)

Critério para definição de idoso:

Critério cronológico- Critério legal – pessoa com

(36)

Todos os benefícios penais são para pessoas com idade

igual ou superior a 60 anos?

A) Código Penal

“Art. 115 - São reduzidos de metade os prazos de

prescrição quando o criminoso era, ao tempo do crime,

menor de 21 (vinte e um) anos, ou, na data da sentença,

maior de 70 (setenta) anos.”

(37)

Código de Processo Penal

Art. 318. - Poderá o juiz substituir a prisão preventiva pela

domiciliar quando o agente for:

I - maior de 80 (oitenta) anos;

Lei de Execução Penal- Lei 7.210/84

Art. 117. Somente se admitirá o recolhimento do beneficiário

de regime aberto em residência particular quando se tratar de:

I - condenado maior de 70 (setenta) anos;

(38)

Art. 2º O idoso goza de todos os direitos fundamentais

inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção

integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhe, por

lei ou por outros meios, todas as oportunidades e

facilidades, para preservação de sua saúde física e

mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual,

espiritual e social, em condições de liberdade e

dignidade.

(39)

Este artigo tem inspiração na Declaração Universal dos

Direitos Humanos aprovada pela Resolução ONU nº

217-A de 10/12/1948 e guarda estreita similaridade

com o Estatuto da Criança e do Adolescente.

(40)

Idoso:

AUTOR

VÍTIMA

(41)

Idoso autor

:

(42)

Estatuto do Idoso

Art. 94. Aos crimes previstos nesta Lei, cuja pena máxima privativa

de liberdade não ultrapasse 4 (quatro) anos, aplica-se o

procedimento previsto na Lei nº 9.099, de 26 de setembro de

1995, e, subsidiariamente, no que couber, as disposições do

Código Penal e do Código de Processo Penal.

(43)

Lei 9.099/95

Art. 61. Consideram-se infrações penais de menor potencial

ofensivo, para os efeitos desta Lei, as contravenções penais e os

crimes a que a lei comine pena máxima não superior a 2 (dois)

anos, cumulada ou não com multa.

(44)

Lei 9.099/95

Art. 61. Consideram-se infrações penais de menor potencial

ofensivo, para os efeitos desta Lei, as contravenções penais e os

crimes a que a lei comine pena máxima não superior a 2 (dois)

anos, cumulada ou não com multa.

(45)

Lei 9.099/95

O que o Estatuto do Idoso inovou?

Porque?

(46)

O que o Estatuto do Idoso inovou?

Porque?

O Estatuto somente inovou no campo processual ao ampliar a

competência, em razão da matéria, dos Juizados Especiais

Criminais, trazendo como consequência a possibilidade de

processar e julgar os crimes contra idosos não considerados de

menor potencial ofensivo que tenham pena máxima superior a

dois anos e igual ou inferior a quatro anos.

(47)

a) Se o crime praticado tiver pena máxima igual ou inferior a dois

anos (arts. 96 e §§, 97, 99 caput, 100, 101, 103, 104 e 109) todos

os institutos previstos na Lei 9.099/95 -- composição civil de

danos, transação penal e sursis processual --, deverão ser objeto

de análise para eventual implementação em favor do autor do

fato;

(48)

b) Se o crime praticado tiver pena máxima abstratamente

cominada superior a dois e até quatro anos (arts. 98, 99 § 1º,

102, 105, 106 e 108) aplicar-se-á o procedimento da Lei

9.099/95 sem os institutos concernentes à composição civil de

danos e transação penal, reconhecendo-se o sursis processual

quando cabível ao autor do fato dentro do procedimento

sumaríssimo da Lei 9.099/95 (art. 77 e ss.);

(49)

c) A terceira hipótese diz respeito aos crimes cuja pena máxima

privativa de liberdade supere quatro anos (arts. 99 § 2º e 107). A

estes, por exclusão do disposto no art. 94, caberá o rito dos

crimes apenados com reclusão previsto no Código de Processo

Penal, sendo o Juiz Comum o competente para processo e

julgamento.

(50)

Pergunta que não quer calar!!!

As medidas despenalizadoras são aplicáveis ao autor de crime

(51)

AÇÃO DIRETA DE

INCONSTITUCIONALIDADE (Med.

Liminar) - 3096

Relator: MINISTRA CÁRMEN LÚCIA

Distribuído:

20031219

Partes:

Requerente: PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA

(CF 103, 0VI)

(52)

Resultado Final

Procedente em Parte Decisão Final

Preliminarmente, o Tribunal, por unanimidade, não conheceu da ação direta relativamente ao art. 039 da Lei nº 10.741, de 2003 Prosseguindo no julgamento, após o voto da Senhora Ministra Cármen Lúcia (Relatora), julgando parcialmente procedente a ação para dar interpretação conforme ao art. 94 da referida lei, no sentido de aplicar-se apenas o procedimento previsto na Lei nº 9.099/95 e não outros benefícios ali previstos, e após o voto do Senhor Ministro Eros Grau, julgando-a improcedente, pediu vista dos autos o Senhor Ministro Carlos Britto. Ausentes, licenciados, os Senhores Ministros Joaquim Barbosa e Menezes Direito. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes.

(53)

O Tribunal, por maioria e nos termos do voto da

Relatora, julgou parcialmente procedente a ação

direta, contra o voto do Senhor Ministro Eros

Grau, que a julgava improcedente, e o voto do

Senhor Ministro Marco Aurélio, que a julgava

totalmente procedente. Votou o Presidente,

Ministro Cezar Peluso. Impedido o Senhor

Ministro Dias Toffoli. Ausentes, licenciado, o Senhor

Ministro Joaquim Barbosa e, neste julgamento, a

Senhora Ministra Ellen Gracie.

(54)

Ementa

AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ARTIGOS 39 E 94 DA LEI 10.741/2003 (ESTATUTO DO IDOSO). RESTRIÇÃO À GRATUIDADE DO TRANSPORTE COLETIVO. SERVIÇOS DE TRANSPORTE SELETIVOS E ESPECIAIS. APLICABILIDADE

DOS PROCEDIMENTOS PREVISTOS NA LEI 9.099/1995 AOS CRIMES COMETIDOS CONTRA IDOSOS.

1. No julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade 3.768/DF, o Supremo

Tribunal Federal julgou constitucional o art. 39 da Lei 10.741/2003. Não conhecimento da ação direta de inconstitucionalidade nessa parte.

“Art. 39. Aos maiores de 65 (sessenta e cinco) anos fica assegurada a gratuidade dos transportes coletivos públicos urbanos e semi-urbanos, exceto nos serviços seletivos e especiais, quando prestados paralelamente aos serviços regulares”.

(55)

2. Art. 94 da Lei n. 10.741/2003: interpretação conforme

à Constituição do Brasil, com redução de texto, para

suprimir a expressão “do Código Penal e”. Aplicação

apenas do procedimento sumaríssimo previsto na Lei n.

9.099/95: benefício do idoso com a celeridade

processual. Impossibilidade de aplicação de quaisquer

medidas despenalizadoras e de interpretação benéfica ao

autor do crime.

3. Ação direta de inconstitucionalidade julgada

parcialmente procedente para dar interpretação

conforme à Constituição do Brasil, com reduçãode texto,

ao art. 94 da Lei n. 10.741/2003.

(56)

“Art. 94 Lei 10.741/2003. Aos crimes previstos

nesta Lei, cuja pena máxima privativa de liberdade

não ultrapasse 4 (quatro) anos, aplica-se o

procedimento previsto na

Lei n

o

9.099, de 26 de

setembro de 1995

, e, subsidiariamente, no que

couber, as disposições do Código Penal e do

Código de Processo Penal. ”

(57)

Dos Crimes em Espécie:

Art. 95. Os crimes definidos nesta Lei são de ação

penal pública incondicionada, não se lhes

aplicando os arts. 181 e 182 do Código Penal.

(58)

Dos Crimes em Espécie:

Art. 95. Os crimes definidos nesta Lei são de ação

penal pública incondicionada, não se lhes

aplicando os arts. 181 e 182 do Código Penal.

(59)

Dos Crimes em Espécie:

Observações :

Estatuto do idoso criou tipos penais novos;

Ação penal: Pública incondiconada;

inaplicabilidade dos artigos 181 e 182 do Código

(60)

Dos Crimes em Espécie:

Art. 181 CP - É isento de pena quem comete

qualquer dos crimes previstos neste título, em

prejuízo:

I- do cônjuge, na constância da sociedade conjugal;

II - de ascendente ou descendente, seja o

parentesco legítimo ou ilegítimo, seja civil ou

natural.

(61)

Dos Crimes em Espécie:

Art. 182 - Somente se procede mediante

representação, se o crime previsto neste título é

cometido em prejuízo:

I - do cônjuge desquitado ou judicialmente separado;

II - de irmão, legítimo ou ilegítimo;

(62)

Dos Crimes em Espécie:

Art. 183 - Não se aplica o disposto nos dois

artigos anteriores:

I - se o crime é de roubo ou de extorsão, ou, em

geral, quando haja emprego de grave ameaça ou

violência à pessoa;

II - ao estranho que participa do crime.

III – se o crime é praticado contra pessoa com idade

igual ou superior a 60 (sessenta) anos.

(63)

Dos Crimes em Espécie:

Art. 96. Discriminar pessoa idosa, impedindo ou

dificultando seu acesso a operações bancárias,

aos meios de transporte, ao direito de contratar

ou por qualquer outro meio ou instrumento

necessário ao exercício da cidadania, por motivo

de idade:

Pena – reclusão de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e

multa.

(64)

Dos Crimes em Espécie:

§ 1º Na mesma pena incorre quem desdenhar,

humilhar, menosprezar ou discriminar pessoa

idosa, por qualquer motivo.

§ 2º A pena será aumentada de 1/3 (um terço) se

a vítima se encontrar sob os cuidados ou

responsabilidade do agente..

(65)

Dos Crimes em Espécie:

A CRFB/88 já previa a proibição de atos de

discriminação:

Art. 5º CRFB/88

XLI - a lei punirá qualquer discriminação

atentatória

dos

direitos

e

liberdades

fundamentais;

(66)

Dos Crimes em Espécie:

Sujeito ativo:

Sujeito passivo:

bem jurídico tutelado: é a dignidade do idoso

Elementos objetivos do tipo: impedir ou dificultar acesso a

operações bancárias, aos meios de transporte, ao direito de

contratar ou por qualquer outro meio ou instrumento necessário

ao exercício da cidadania, por motivo de idade.

(67)

Dos Crimes em Espécie:

O que é cidadania?

Aptidão para o exercício dos direitos políticos,

decorrente do direito de votar, se filiar, criar

partido político, entre outros.

(68)

Dos Crimes em Espécie:

Elemento subjetivo: dolo

Consumação:

(69)

Dos Crimes em Espécie:

§ 1º Na mesma pena incorre quem desdenhar,

humilhar, menosprezar ou discriminar pessoa

idosa, por qualquer motivo.

OBS: Não confundir com Injúria preconceituosa

§ 2º A pena será aumentada de 1/3 (um terço)

se a vítima se encontrar sob os cuidados ou

responsabilidade do agente..

(70)

Dos Crimes em Espécie:

Art. 97. Deixar de prestar assistência ao idoso, quando

possível fazê-lo sem risco pessoal, em situação de

iminente perigo, ou recusar, retardar ou dificultar sua

assistência à saúde, sem justa causa, ou não pedir, nesses

casos, o socorro de autoridade pública:

Pena – detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa.

Parágrafo único. A pena é aumentada de metade, se da

omissão resulta lesão corporal de natureza grave, e

triplicada, se resulta a morte.

(71)

Dos Crimes em Espécie:

OMISSÃO DE SOCORRO DE IDOSO

Bem jurídico tutelado:saúde e a própria vida do

idoso

Sujeito ativo:

Sujeito passivo:

(72)

Dos Crimes em Espécie:

Art. 98. Abandonar o idoso em hospitais, casas de

saúde, entidades de longa permanência, ou

congêneres, ou não prover suas necessidades

básicas, quando obrigado por lei ou mandado:

Pena – detenção de 6 (seis) meses a 3 (três) anos

e multa.

(73)

Dos Crimes em Espécie:

Abandono de idoso

Bem jurídico tutelado: Proteção à saúde e vida do

idoso;

Sujeito ativo: somente as pessoas que são

obrigadas a prover a necessidades básicas do

idoso (filhos, cônjuge, curador);

Sujeito Passivo: idoso

(74)

Dos Crimes em Espécie:

Consumação: com a prática “abandonar” e “não

prover”, não sendo admitida a tentativa por

tratar-se de crime comissivo;

(75)

Dos Crimes em Espécie:

Maus Tratos de idoso

Art. 99. Expor a perigo a integridade e a saúde, física ou psíquica,

do idoso, submetendo-o a condições desumanas ou degradantes

ou privando-o de alimentos e cuidados indispensáveis, quando

obrigado a fazê-lo, ou sujeitando-o a trabalho excessivo ou

inadequado:

Pena – detenção de 2 (dois) meses a 1 (um) ano e multa.

§ 1

o

Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave:

Pena – reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos.

§ 2

o

Se resulta a morte:

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