uwxvfinâzpâpâ Fnnxfiàp QE SANTA cATARINâ ~ CENTRO DE @fÊzN%¢%IAS~ DA SAUDE
PEPARTAMENTO -QE PEDIATRIA.
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336
ALcÉL1o1nE Jzsus Do AMARAL sánclo LINS
-\
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRQ DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
DEPARTAMENTO DE PEDIATRIA
*FEBREJ ~REuMÁT|cA
ANÁLISE DE 53`CASOS`PEDIÃTRICOS
AUTORES:*ALCELIO DE JESUS DO AMARAL *
sÉRGIo LINS *
ORIENTADORES; LÚCIO lQSÊ;BOTELHO'?? “ ›
MAURÍCIO LAERTE SILVA *** ¿_
* Doutorandos da 11! fase do curso-de graduação-em medicina
** Professor adjunto~do departamento de saúde pública *** Cardiologista pediatra>do_Hospitál Universitário-
- r SUMARIO z Agradecimentos‹ ~ ›RèSumo __ ` ~ intfoduçao í _ V' v' I Casuistica e metodos V Resultádosí ~ Discussao Conc1usãQ.'~ Abstract f -f z Referënciasfibibliográficas
AGRADECIMENTOS.
Aos nossos pnofessones. Dr. Maurício Laerte Silva _e
Dr. Lúcio José Botelho, nossos agradecimentós peloí incentivo
e orientaçao prestadas. ~
À Dra.;ISabe1a«Bach;pe1a~va1iosa co1abonação*e -apoio durante a execução'deste trabalho. L
`
m~:sUMo .
No presente trabalho, foram analisados os prontuários de 53 crianças, com o diagnóstico de febre reumática, internadas no Hospital Infantil Joana de Gusmão e no Hospital Universitário,em Florianópolis, nos anos de 1988 a 1991.
Do total de casos; 62;2% estavam no seu-primeirofsurto-e 58,5% eram do sexo masculino. A faixa etária mais atingida_ foi
de 10 a 15 anos incompletos.
Os criterios maiores de Jones revisados ocorreram na se- guinte_freqüência: cardite com 94,3%, artrite com 60,3%, coréia com 7,5%, e eritema marginado e-nódulos subcutäneos com 1,9% ca-
da.
'
_ _ _
A alteração eletrocardiografica mais freqüente foi a ta- quicardia sinusal; _
~
_ i
O folheto cardiacofmais atingido foi o endocárdio. se-
guido pela associação de endo e"miocárdio--Sendo que,fpericârdio
e miocardio<não«foram-acometidos isoladamente.
A válvula cardíaca mais acometida foi a mitral,.`seguida pela aortica.-A.va1vulaztnicuspide foi comprometida em apenas um paciente. _
'
v
Não ocorreram Õbitos^durante“ö periodo de internaçäo"“ e
não foram necessárias~cirurgiastdurante esse periodo.
INTRODUQÃO
A febre reumatica (FR) É uma seqüela tardia, não supuf
rativa, da infecção das vias aéreas superiores pelo estreptoco- co beta-hemolitico do grupo A de Lancefield(1,2).
A forma pela qual a estreptococcia pode levar ao apa- recimento da febre-reumática permanece desconhecida. No entanto comumente se acredita que a doença seja conseqüente a uma res -
posta imunológica bastante exacerbada, ao antígeno estreptoco -
cico, que estabelece reação cruzada com certos antígenos huma - nos, especialmente cardíacos (3).
'
~ A febre reumática pode envolver um numero diverso -de
orgãos e sistemas, o que faz com que o quadro clinico possa ser
bastante variado. Por causa disso, Jones em 1944, estabelecendo seus clássicos criterios,-tentou facilitar o diagnostico da do- ença. No entanto, ele mesmo reconheceu que eles não eram.absolu tos e quezpoderiam ser aperfeiçoados (4).
Esses critérios foram“sucessivamente>modificadosf~ por
_
' _
~ - z .
outros autores, datando a*ultima revisao de 1984, Nesta, feita pela American Heart Association] foi mgdifícada ngvamente, fa- zendo ênfase ¢a necessidade da comprovaçao da estreptococia pré via;parazo diagnostico de febre reumatica.(5).
O diagnostico É feito pela presença de dois-criterios
maiores,ou pela presença de um critêriofmaior`e dois menores, e
pela evidência de estreptococcia prévia das vias aéreas superi-
ores. _
a
Como criteriosémaiores são estabelecidos: cardite, ar- trite, coréia de Sydenham;znÕdulos_sub=cutâneos e eritema margi nado. E comofcritêrios menores: febreçffebre reumáticafou=car - diopatia reumatica previa, artralgia,*determinaç5es-de fasefiagu da~k1euconitose, velocidade de hemossedimentação elevada; pro -
teína C reativa;positiva e aumento doaintervalo PR.do eletrocar
diograma). =
_
' 4
b
A epidemiologia da febre reumática;espelha -a da-farig
das predisposiçoes raciais e a doença ocorre quase que exclu sivamente em crianças e adultos jovens (6). «
e A febre reumática tem diminuído de incidência, no mundo, como um todo, nos ultimos 150 anos, ou sejafmuito an- tes do advento da penicilina (7). No entanto,_e ainda um pro
blema importante nos paises do terceiro mundo e os paises ri
cos, entre os quais os Estados Unidos, tem experimentado re-
centemente alguns surtos que podem sugerir que a doença vol-
te a ser um problema importante, no futuro, para estes pai-
'
\-~
ses (8,9,10,11).
Com o fim de melhor conhecer o perfil clinico, ep;
demiolôgico e laboratorial da doença entre crianças hospita-
lizadas na região da grande'Florianopolis, realizamos o pre-
›
CASUÍSTICA E MÉTODOS
Foram analisados os prontuários de 53 crianças interna- ou
das no Hospital Infantil Joana de Gusmao (HIJG) e Hospital Uni-
versitário (HU) da Universidade Federal de Santa Catarina com
diagnostico de febre reumatica. Internações estas que ocorreram no periodo de janeiro de 1988 a dezembro de 1991, sendo *todos
os prontuários consultados junto aos Serviços de Arquivos Medi-
cos e Estatistica (SAME) dos referidos hospitais.
O estudo se restringiu ao periodo intra-hospitalar, sen do revisados e analisados aspectos epidemiológicos, clínicos e
laboratoriais dos casos de febre reumatica.
Os casos foram avaliados quanto a incidência sazonal,
Ê
nual, sexo, faixa etária (dividida em grupos de 2 anos até “umaidade maxima de 15 anos incompletos;»que~e a idade maxima para internação no HIJG), frequência dos criterios maiores e menores
de Jones revisados, resultado de exames laboratoriais,-altera -
çõesmeletro e ecocardiograficas. i'
Como alterações de exames-laboratoriais consideramos os seguintes valores:'hemoglobina menor que 12 g/dl parazm maiores
de 6 anos e menor que 11 g/dl parazcriançasficomiatëeõ-anose de
idadegvelocidade de hemossedimentação:maior:que¬1O mm na lã ho- ra (Westergreen);-proteÍna1C reativa positiva; leuöôcitos acima
de 10000/mm7;emucoproteÍnas acima de 4,5 mg em tirosina; antieâ
treptolisina O maior ou igual a 500'U“Todd para criançase maio-
' I
res de 5›anos e maior ou igual a 333 U Tõddipara crianças¬ “ate
5 anos de idade; alfa-2-globu1ina'maior que 0,8 g/dl.
Para o intervalo PR do eletrocardiogramaeforam utilizados os va
lores referenciais segundo-a¬idade-e freqüência cardíaca de AsQ'" mann, Alimurum~e~Marssel modificados.
'
Como criterio para diagnostico de cardite forameutiliza- dos: endocardite
-
presença de sopros significativos a auscul-ta, que foram desconsiderados~quando:em desacordo^com“a ecocar- diografia;~miocardite-- aumento da areaecardiaca ao examefradi*
6
logico ou ecocardiográfico e sinais clínicos de disfunção mio-
cardica (22); pericardite
-
presença de atrito pericárdico aausculta cardíaca.
No que se refere ao diagnóstico da disfunção valvular, foi utilizada a ecocardiografia como criterio maximo. Naqueles
casos em que seus resultados não estavam disponíveis, utiliza- mos como critério a ausculta cardíaca.
meiro surto e 20 já haviam tido um surto anterior.
do observada diferença significativa de um ano para o outro, a RESULTADOS
Dos 53 casos estudados, 33 estavam desenvolvendo o pri-
A incidência anual É mostrada na tabela I, não tendo si
exceção do ano de 1989, no qual foram observados apenas 5 ca-
SOS.
TABELA I - Febre reumatica: Incidência anual do 19 surto e com
surtos_anteriores.
ANO
12 sURTo com
N2 % <f*°' N2
SURTO SURTO ANT,
\O O\ N2 TOTAL % 1988 1989 1990 1991 12 22,54 7 _ 3 5,55 »1 2 9 A 1õ,9a¬ z õ 9 16,98 5 13,21 3,77 11,32 ~ 9,43 19 5 15 14 35,35 9,43 23,30 - 25,41 TOTAL ^ 33 62,23 2o 37,74 53 1oo,oo Nota; Percentuais calculados~sobre*o"n9¬tota1 de casos (53)f W Fonte 3 SAME HIJG/HU
No que se refere a variação sazonal .(figura) ), o mai-
or numero de casosrocorreu-no verão eso menor na pr1mavera_
FIGURA - Febre reumática; Variação sazonal. ` N9 CASOS f' 15 . ' z14 13 ç ~ z .11 2.
VERÃOi>~ OUTONOÍÊT INVERNO;_f PRIMAVERA ~ Fonte: SAME HIJG/HU `
8
Com relaçao a idade (tabela II), houve predominância da faixa de 10-12 e da de 12-15 anos, não sendo observados casos
abaixo de 4 anos de idade e apenas 2 casos na faixa dos 4-6
anos.
O primeiro surto ocorreu com maior freqüência na faixa
de 10-12 anos e os casos que já tiveram surto anterior foram de
maior freqüência na faixa de 12-15 anos, o que podemos obser -
var na mesma tabela.
TABELA II - Febre reumatica: Incidência por idade e relaçäo des
ta com a presença ou não de surto anterior.
SURTO 19 SURTO COMTSURTO@ANT-H TOTAL IDADE (ANOS) \O Ox NQ 0./ /O NE % / 4¬6 648 8410 10412 _ 12¬l5 3,77 15,09 5,66 20,76 16,96 2 6 5 7 3,77 11,32 9,43 13,20 i2 10 9 16 16 3,77 16,67 16,96 30,19 30,19 TOTAL 62,26 20 37,733 6 53 100,00
Nota: Percentuais:calculadosmsobreioinl total;de casos (53)
Fonte: SAME HIJG/HU _
O sexo masculino predominou em quase-todas as faixas de
idade, com exceção da de 8-10, na qual predominou o sexo femini no por pequena diferença. Nao foram observados casos femininos abaixo dos 6 anos de idade. 7
"
A relação masculino/feminino foi de 1,4/1~ para o total
de casos, sendo*que em ambos-os sexosihouve predominância das faixas etárias mais.altas (tabela III).
9
TABELA III -Febre reumática: Relação entre idade e sexo.
~
SEXO MASCULINO' FEMININ013 RELAÇAO M/F
IDADE (ANOS) % N9 0/ /O 4‹6 6~8 8-10 10~l2 12415 6,45 22,58 12,90 29,03 29,03 3 5 7 7 13,63 22;72 31,32 31,32 2,33 0,30 1,28 _ 1,28
TOTAL 1oo,oo 22 1oo,oo 1,41
Nota: Percentuais calculados sobre o n9 de casos em cada sexo. Fonte: SAME HIJG/HU. `
Quanto aos critérios maiores, a combina aoemais Ç fre Qüen
_
te foi a da cardite com artrite, como-podeWser-observadozna ta- bela abaixo.
TABELA IV - Febre reumática:,Freqü§ncia.da combinação dos crité rios maíores¬entre-si. cRITÊR1os MAIQRES N9 % Cardite Cardite Artrite Cardite Cardite Cardite Cardite Artrite Coréia* Coréia + Artrite
Artrite + Nódulo subcutâneo ‹Artrite + Eritema Marginado ..
26 18 3 2 2 1 1 49,053 33,96 ;siõõ ~ 3,77 3,77 . 1,89 1,392 TOTAL 53 100,00
Fonte: SAME HIJG/HU
\
10
Quando considerados individualmente, nota-se um predo-» minio importante da cardite sobre os outros critérios maiores,
I
I
ficando a artrite em segundo-lugar e os outros criterios com
uma freqüência bem abaixoflquadro I). .
QUADRO I - Febre reumática: Freqüência individual dos criterios
maiores - §.12;I,ÉBo;9oouMAoIo9§g_-,o NS* % Cardite 50 94,34 Artrite 32 õo,3a coréia ~ 4 . 7,55 r ` A Nodulo subcutaneo 1 ' 1,89 Eritema marginado 1 1,89
Nota: Percentagensicalculadasisobre o total de casos~(53) Fáhtez SAME HIJG/HU
¿ 1 . I
O quadro abaixo mostra a freqüencia dos criterios meno-
res. Nem todos.os pacientes tinhamfiexames-disponíveis.~-»
' › › QUADRO II - Febrezreumáticar:Freqüëncia;dos*critêrios;menores" CRITÉRIO MENOR Nâ› * ¡% __ N_D_ Febre 73,53 _ I-'OJ IUCD âagãí Artralgia . ' 22,64 _ Febre reumatica anterior.Í '
20 __- 37,73 _ Velocidade de hemossedimentação elevada 40- 75,474 8
Proteína C reativa positiva~e ~ 34 "' 64,15 ~ 11 _ V À/ . Leucocitose o 31 ` 58¡49: 1 Prolongamento do intervalo PR Í 4 7,55 49 Antiestreptolisinaiø elevada ` 33 - 62,26 7 Nota: Percentuais calculados sobre os total de casos(53) N.D.=Numero de exames não disponiveis U
V Fonte: sAME'Hu/nijg
'
11
.Dos outros exames laboratoriais realizados e não inclui
dos nos critérios menores, o que apresentou maior freqüência de
alterações foi a alfa-2~globulina, que esteve elevada em 39 pa-
cientes (quadro III). , V
*
QUADRO III - Febre reumática: Outros resultados laboratoriais
EXAME LABORATORIAL N9 % N.D.
Hemoglobina sêrica baixa Mucoproteinas elevadas Alfa-2-globulina_elevada 33 38 39 62,23 71,07 73,53 I 2 6 5
Nota: percentagens calculadas sobre o total de pacientes (53)
Fonte! SAME HIJG/HU
Dentre os sinais/sintomas não incluidos entre os crité- rios de Jones revisados, o mais freqüente foi a palidez, como pode ser observado no quadro IV
QUADRÓ IV 4 Febre reumatica: outros sinais e sintomas'
SINAEYSINTOMA N9 % Palidez<* Cefaléia ' Astenia Anorexia' Linfonodomegalia Irritabilidade vômitos Perda ponderal Dispnêia - Dor abdominal Epistaxe Piodermite ` 23 19 16 15 15 13 9 7 6 4 1 1 43,40 35,35 30,19 23,30 23,30 24,53 13,93 13,21 11,32 ~7,55 1,37 1,37 Nota: Percentagens calculadas sobre o total de casos (53)
A cardite teve como manifestação mais comum ao exame fi-
12
sico a presença de sopros cardíacos, como aparece no quadro V.
Como manifestação eletrocardiografica predominou a taquicardia sinusal e o exame foi normal em 13 pacientes (quadro VI)
Quadro V - Cardite reumatica: manifestações ao exame fisico ~
Manifestação N2 % I
Sopros cardíacos 47
Alteração nas bulhas 17
N 16 Taquicardia Alteração no ritmo 7 Frêmitos 6 ` Atrito pericardico _ 4 94,00 34,00 32,00 14,00 12,00 6,00 Nota: Percentuais calculados sobreyo total z de casos com cardite
Fonte: SAME HIJG/HU ~
QUADRO VI 4 Cardite reumática: alteraçõeseeletrocardiograficas
lv' MA.NIFEs"rAçrõEs 6 ` 'š
/
Nz Í % Taquicardia sinusal 13 Bradicardia sinusallz 1 Arritmia sinusal 5 Extrassistolia 4Sobrecarga câmaras esquerdas 9
Sobrecarga câmaras direitas 6
2
Bloqueio atrioventricular 19 grau 4
Bloqueio atrioventricular 39 grau 1
Alteração repolarização ventriculari 3
Normal 13 26,00 2-,00 10,00 6,00 16,00 4,00 6,00 2,00* 16,00 26,00 Nota: Percentuais calculados sobre o total de casos com cardite Dados não disponiveis em 5 pacientes
Fonte: SAME HIJG/HU .
_
_ 13
O folhet0_mais acometido foi o endocárdio, sendo que o-pe
ricárdio e o miocárdio não foram acometidos de forma isolada, .o
que ê mostrado na tabela V._ '
Na tabela VI verifica-se que o total de pacientes com dis
funçäo^valvular soma 49, já que apenas um paciente com carditefi cou livre desse problema.
TABELA V - Cardite reumática; folhetos cardíacos mais comprometi
dos FOLHETO N9 % Endocárdiø Miocárdio Pericárdio Endocárdio Endocâfdío Pericárdio Todos + Miocárdio + Pericárdio + Miocárdio 31 15 2 1 1 62,00 30,00 4,00 2,00 2,00 Total 50 100,00
Nota: Percentuais calculadosfsobrefo total de pacientes ¬~com
carditezw
Fonte:-SAME HIJG/HU
TABELALVI - Cardíte reumáticazmválvulaszmais freqüentemente com¬,
prometidas VÁLVULAS ACOMETIDAS Né I % Mitral Mitral + Aórtica Aórtica Mitral + Tricúspide 29 17 2 1 58,00 34,00 4,00 2,00 TOEAL 49 100,00
Nota: Percentuais calculados sobre o total de pacientes _ com z
disfunção valvular (49); A Fonte: SAMEIHIJG/HU»
Na tabela abaixo pode-se verificar que a penicilina"ben
zatína É de longe o antibiótico mais utilizado para erradicar
TABELA VII - Febre reumática: antibióticos utilizados durante a
'
internação
o estreptococo das vias aereas superiores.
14
ANTIBIÔTICO NQ 0/
/O
Penicilina benzatina Penicilina ben + proc
Penicilina cristalina Eritromicina Penicilina procaina Nenhum 39 6 2 3 1 2 73,58 11,32 3,77 5,55 1,88 ,3,77 TOTAL A 53 1oo,oo
Nota: ben + proc = benzatina + procaína Fonte: SAME HIJG/HU
Das outras drogas utilizadas, a principal-foi o corticos teroide. Dois-pacientes utilizaram simultaneamente corticoste -
roides e ácido acetilssalicilico (quadro VII)f ~
QUADRO VII - Febre reumatica:_drogas utilizadas na internação
DROGA N9 % , . Corticosteroides . Ácido acetilssalicilico Diurético Digitalicos Hâ.1.9P¢5_i.¢°1 , 38 lô 11 10 4 71,70 .3o,19 20,75 18,87 7,55
Nota: Percentuais calculados sobre.o total de casos (53)*i F0nre:“sAME*HIJG/Hu
15
No periodo de tempo estudado (1988+l991), não foram ve- rificados Óbitos por febre reumática durante o periodo de zin- ternação hospitalar. Isso não inclui possiveis Óbitos por seqüe las tardias da doença que podem se manifestar apos anos ou até mesmo décadas. l
"
Nenhum dos pacientes necessitou de cirurgia durante a
fase de internação e o seguimento desses pacientes apos a alta está, como já foi dito,fora dos objetivos deste trabalho..
Os dados constantes nos prontuários analisados não fo- ram suficientes para definir adequadamente quais os pacientes a evoluirem de maneira desfavorável.
Discussão
Como-já foi dito anteriormente, vários estudos.tem de- ,
monstrado uma queda global na incidência de febre reumatica. O pequeno perÍodo*de tempo englobadofpelorpresentefestudoenão-pe5»~ mite que se possa afirmar que o mesmo esteja ocorrendo em nosso meio. No entanto, a comparaçãoéde›nossos-dados.com.os de outros autores quezinvestigaram a doença em nossa região e que utiliza ram material e metodologia semelhante a nossa, sugere que este-
' A
ja, efetivamente ocorrendo uma queda na incidencia de febre reg
matica (12,13).
No entantoâe preciso ressaltar que o numero de interna- ções por febre reumatica pode variar de forma significativa de um ano para o outro; Esse fato pode ser constatado observando o
ano de 1989, quandoiinternaram apenas 5 crianças por febre reu-_
matica em Florianopolis, e comparado ao ano seguinte no ' -quaLm_
ocorreram 15 internaçoes pela mesma doença ou~no ano-panteripr,
quando ocorreram 19 casos; ~¿ *
_
"
Quanto a variação sazonal, nosso-estudo-näo_demonstrou'“maior incidënciaeda doença.no.invernozcomoimostraram-~f= outros"* trabalhos em nossa região (12,I3¡I4)teiemfioutroszpaisesw(15IEÍ1 Ocorreuyna verdade;uma×maior=incidëncfàfno“verãoífiemboraúinsfgšj,
nificante. .
_
Se considerarmos que os referidos trabalhosafeitosff em nosso meio apontam tpequenazdiferençaznaflincidënciafdaidoença,g entre uma estaçao e outra;~comofocorreuficom.nossoszcasos;:pode-
`\ - ~ .
'
ou - ~ ø
mos supor que a variaçaozsazonalsda incidencia da doença¬naoi e
significativa em nossa«região;‹-- _
`
'
z, V
›
Quanto a idade de ocorrência do~primeiro_surto;,a_faixa . de 10-12~anosWfoi a mais freqüente; o que ê¡smais ou menos, con -
cordante comioutras casuisticas-(12,i3,14¡L5,16).
1 '
›
Os pacientes que ja tinham surto anterior apresentaram-» com~mais freqüência naffaixa de 12-15.anos,aoHque.tambémâerases
perado-(12,14). _ .
” 1 1 i 'ti
17
Em relaçao ao sexo-ma s-at ng do pela febre reuma ,ca,. observamos uma maior ocorrência no sexo-masculino na proporçãod de 134/1,0. Abaixonpode ser vistarum~quadrosno ~qual~são-compa- rados os nossos dados com os de outros autores.
QUADRO VIII - Febre reumâtica: Numero de pacientes conforme
sexo,~segundo~vários~autores»
O
AUTOR 'N9 MASC.m__ N9'FEM.__ REL. M/F
Moritz (12) Lins (14)* Chun (15) Hosier (17) Asay (18) Este estudo <I' <l> 1_,o7 1,39 1,51 1,86 1,32 1¡,4o
Nota: Rel. m/fz relação masculina/feminino* *Estudos realizados em Florianópolis
Emboraza.taberafvlíemostrecpredominânciazmasculina ~-
em todos~os›trabalhos~citados¿zêznecessâriaÀcauteIa¡muma.vezm*;.
`
I `
- ~ lu
que a febre~reumat1ca atingefprat1camenteftodaszas~regioes§e~ i lugaresfdo mundofe a literäturafqueznosschegafnepresentafapgf;~ nas uma fração á dd:-que-pode«estar¬ocorrendo.. /,'
Com«relaçãofaossnossoszdadosçâverificamosfpredominânm` cia do sexo masculino em quaseêtodas as faixasretáriasífi_comí* exceção da -de 8à10-anos,‹na qua1;predominou-o;sexo.feminino;z~ como pode'ser observado na tabëía III;i' _
V
No que se refere-azincidëncíaõdosfcriteridsfmaioresír;
›
a comhinaçäozmaisgfreqüentementezencontrada~£o1;a¬da carditevev f
artrite,;dados¬esseszconfirmadosêporéoutros autoresfi(12¡13,14+z« 15;18-20); Quando considerados individualmente; a cardite foi~~ o critériofpdr;nós1mais~encontrado,zcomofpodezser¬vistosno;quão_;_ ¬dro>Iz:: No quadro IX comparamos nossos.dados¿com os de ›»ou-~-~
_ 18 tros autores, onde podemos observar que não há concordância en- tre os mesmos quanto ao critério mais comum;'
QUADRO IX ~ Febre reumática: Freqüência dos criterios maiores
segundo varios autores
AUTOR Artrite cardite coréia Nodgsp NQ
M0ritz(12) 51,72 63,79 24,14 «- ~ - Chun(15) 33,67 10,20 2,04 H0sier(17) 65,00 50,18 ` 18,00 64,64 78,78 _; 24,24 58 98 40 99 102 17 39 43 53 74,48 2,04 f 2,50 13,00 .- n.d _ n.d Shyama1(19)_ 66,60 33,30.-} 20,00 ~'1,90 zl 1,90 wa1d(2o) 24,00 ~~s9,oo--~e3o,oo'“. - - Asay(18) Ferguson(21)z 76,90 53,80 n.d, 'z n.d.. n.d.” B1acher(22) _ 62,50 ~ 79,16» 6,20 .2,00 ' 2,00. J õo,ss 94,34-zêé 7,55 41,89 _ .1,s9 Este estudo _
Nota: Os numero abaixo de cada critério são os percentuais com que eles se apresentaram na casuística do autor;~Mz
N! â Numero de pacientes de cada estudo. n.d = Dado.não¬disponͧe1.,f; _
No quadro.acima podemoszyerificarêque,a¿nossazcasuisq§»z_ ca apresentawuma-elevadazproporçãoadezcardite¬quando comparada a outrass Sendo a cardite a unica manifestação da febre reumâti ca que pode levar a dano permanente ou morte;~ pode-se conside-~ rar que É a manifestação maisfimportantefda febre;reumâtica;.«2 E o fato de poder deixar lesão permanente no coração,=principa¿_
menteânas suas válvulas; faz;com-queÂpossa;serzdifícfisdiferen- ciar-o agravo cardíaco produzidocpelofsurtotatual do gproduzido pelo surto-anterior2(22;23)J Talvez esteja-sezdianosticando ca- sos de carditeícom base em lesoes provocadas por<surtos'anteri2¿" res,~Outrazpossibilidade¿para.a^eIevadafpercentagem¬deipacien;-~ tes com cardite na nossa“serie'ë¬a1maior.dificuldadesde se fa-.
19
zer o diagnostico de febre reumatica na-ausência dela; não es- quecendo que muitas vezes os doentes demoram a procurar assis- tência médica, momento no qual É mais dificil documentar a es- treptococcia prévia e as alterações laboratoriais que constitu em parte dos criterios menores de Jones.
Podemos, tambem, supor que pelo fato da febre reumati-
ca ser, na ausência de cardite, uma doença relativamente benig
na, se esteja internando_menoswos pacientes nos quais esta não
se manifesta (24). _
A coréia de Sydenham esteve presente em 7,5J% dos wca- sos estudados, o que parece ser inferior ao relatado pela gran de parte dos trabalhos consultados, inclusive nos realizados e
relatados em nosso meio (12¬14).íIsso“podezser;devido'aosaaca- sos da chamada~corëia-"pura"<não@terem-sido diagnosticados co-
; _
mo sendo febre reumatica. «
A coréia de Sydenham É considerada como sendo uma mani festaçäo benigna, tendo os doentes excelente prognÔstico'quan- do na ausência de lesão+cardÍaca~(25,26),<ao-contrâriofdoe que ocorreu com os nossos casos, nos quais observamos¬todos os ca- sos de coréia emzassociação_comzcardite.
A associação>mais¿freqüente;da¬corêia;foi:aicardite,zo que concorda^com o que êzcorrentementeñrelatädo-(25-27)I““W
Quanto aos nodulos_subcutäneos; embora'considerados:ra ros em nosso meio“foramyencontrados<nestafcasuística¡ embora 1
caso apenas. Quase sempre encontrados associados;a:cardite“ e
raramenteeexistentes na ausënc£a.destaz£28);€em nossoil estudo este fato se verificou tambem; Dai não podemos tirar~~ maiores conclusöes visto que poucos pacientes"nãoÍapresentaram¬cardite
e apenas um-paciente apresentou›nÕdulos..z
O eritema marginado,ztambem:consideradoznaro“na Améri- ca do Sul, foi encontrado em apenaseum paciente; também -› com cardite~e-artrite; Essazraridadezdo~eritemazmarginado-- entre nÕs~e<explicadafporzalguns.como¿sendo€devidafa'diferentes *ce- pas de estreptococosfquefcausamfa:febrerreumáticaââ
_
_ 2o
Os critérios-menores~deVloneserevisados podem ser diyi didos em clínicos e laboratoriais. Dos clínicos o mais freqüen-
te foi a febre, que esteve presente em 73,58 % dos casos,.o que concorda aproximadamente com a literatura, que apresenta os se- guintes valores: 53,45 % (12), 81,01 % (140, 89 % (28).
A artralgia esteve presente em 22,64 %. que se somados*
aos 60,38 % que.tiveram artrite,<vão-tota1izar 83;O2 % de paci- entes com dor.articular,'seja“ela.artrite ou antralgia. _
Esse percentual-ez menor do que o~encontrado~num-~dos~maiores-e- mais completos estudos sobre febre;reumática (28), que apresen- tava 90 % de casosicom dor articular,ifosse;â1 artrite ou .ar- tralgia¿^Moritz e Schaefer (12)~encontraram~27,59 %~de artral -
gia em 58 casos de febre'reumática;
Quanto a ocorrência de surtos anteriores¡-verificamos vinte pacientes que tinnam;histôria de surto^prêvio;"o que cor- responde a 37¡73 %. Moritz efSchaefer_observaramf13;8O % '
ide seus casos-como já tendo surto anteriorf¬Fedrizzi eITëiieira en contraram 22,53 % como tendo.surto~prêvio,-apesar desse.¢estudo W
englobarfapenas'aflcardite'reumáticaí
O~exame:1aboratoria1+queâapresentou-se-maiszfreqüente-Yz menteza1terado,+dosfincluidosfinosâcritériosvmenoresiffoiáawvelgez; cidadeede hemossedimentação;;que;estevefelevadaíem;Z5;Ã7;%fifdosz“ casos. Massel f28)`encontrou::52%%zde-casos~com-elevaçãosda ve-*~ locidade;de~hemossedimentaçãofeëLins;(14)fencontrou 63,82 %T?de fr
casos com alteração no referido exame. ~
A antiestreptolisina-O:esteye;aumentada-em 62;26
%
dos bznossos casos. O que pode ser comparado com
na
literatura da mes W ma maneira: 81,03 % (12);"4a,1o.%;(14›;~9a,54:% ‹17);<zO intervalo PR do eletrocardiogramaresteve.zprolongadoâfl em 7,55.%;dos:pacientesí:Para.esse¿dadoidiferentes~autoreszeen-z~~ contraramznenhum caso~(12);;.3,79ä%i(14)§ 25,00 %'(17Ç28)í.Í
Dos~outros examesz1aboratoriais;o.que=obteve~oz -maiorl Índicerde alteraçãozfoiyo‹dazalfa-2-globulina~elevadaf-que-f1 É -
- A
21 dade reumâtica (4), no entanto alguns estudos demonstraram núme-
ro bem menor de exames alterados-(12,13,14)‹
A anemia foi freqüente nos nossos casos e também n.nos
de outros autores (12-14,18,24,28). _
Quanto aos sinais e"sintomas não incluidos nos crité- rios de Jones, o mais freqüente foi a palidez, o que ê corrobo- rado pela significativa incidência de anemia (quadro IV).
Como manifestação principalwda cardite à ausculta cons tatamos os sopros cardíacos (quadro V), que são conseqüência da alta incidência de comprometimento do endocárdio, como será dis cutido adiante. Assim como as alterações na intensidade das bu- 1has,atritos pericárdicos e frêmitos também;eramiñmanifestações
esperadas (12-15,17,19,28).~-~ `
_ A taquicardia sinusa1~foi1a alteração e1etrocardiográ¬*
fica mais freqüente.em nossa~casuistica como_nas‹outras”(12-14,z 28). A sobrecarga de câmaras esquerdasúfoiqazsegunda-alteração” mais comum,«sendo provavelmente, conseqüenteâ,disfunçaozmiocár-z dica. .O eletrocardiograma foi°normal:de 26 %°dos pacientes” | com
-z
cardite, percentagem essa~inferiorza encontrada~porfoutros auto
res (14,19,2s). a -
»
'
Quanto:ao~folhetoúmaisfacometidoçéoAendocándioâisoladâ mente foi o maisffreqüenteçro quezéeconfirmado amplamentesäpelaêi:
_/
literatura~(12¿15¡18,24,28)?fE,importantefinotar*queéesses»dadoššz foram confirmados pela ecocardiografiiazecomo:estáâdescrito¬- na página À; Entretanto 5 pacientesfnão:dispunham=defecocardiogra-
fia, ficando como:critêriozparaW1esão valvular, e conseqüente;=z
menteqlesão~endocárdica,.a ausculta cardíaca. »
A válvula atingida com maior~freqüênciazfoiéaÍmitral-de forma isolada¡-seguida.pelozacometimento conjunto desta comf fla aôrticae Como pode ser observado¬n0 quadpg
X2Í{,isto
está 4 deacordo com afliteraturazb comprometimento do aparelhoztricúspi-M
de, consideradozmuito pouco:freqüente¡resteve~presentefemiâape-~
nas um de nossos.casos e¡.mesmo:assim;fassociado aplesãofl' mi-~ trai; 0.compnometimento.da.vâ1vúlaipu1monar;~consideradoLraris-^ simo;(28), não foi detectado,za
22_
É importante dizer que=ahlesão~tricuspide É dificil de ser reconhecida.apenas pela auscu1ta.cardÍaca(29), fato confir mado neste estudo, no qual a unica lesao tricfispide %observada » foi diagnosticada pela ecocardiografia. _/
QUADRO X - Cardite reumatica: válvulas mais comprometidas w Se-
gundo alguns autores 2
VÃLVULAS* M1 '
Mi+A° 2 Ao M1+mr1 ~.M1+Tr1+A0. .ame
Auwon ' Fedrizzi (13) ~ô9,s4- 25,39. 4,76» z» - - 63 ›U cnun»(1s) ôô,ôô 21,22, 3 Blacher (22), 12,12 - _ 33 53,12 31,25 ~V- 6,25 - 9,35 32 . 71,00 22,00 7,00 - - 34,00 , 4,00 __ 2,00 - Massel (28) 249 Esteaestudo 58,00- 49 O I ` à - Nota: Os numeros abaixo_de-cada_ya1vu1a sao os percentuais so- bre o tota1¬de casos com comprometimento va1vu1ar;z. u
Nie Numerosde casos~com.comprometimento-valvular-~ Mi= válvula mitral _
"
- I O
Ao=‹._zva1vu1_a,_.~ aor1;_i_c alfl
Tri=~vá1vuLavtricuspide
Nae«tabe1a"VII~foi~mostnadozque¬ofesquemazantibiÔtico,queV mais foi_ut1lizado para erradicar oâestreptococo foi a-penicíli-_, na benzatina:;ozque estâ_de acordo com a=1iteraturaÍ(12-15,30)z `
A pencilina benzatina. tem"aflvantagemsdezpoder:ser~dada;em.z;do¬_§
se finica_no periodo de_internação e¬de manter nÍveis-sêrios edu- rante semanas‹(31435}f=NosAcasoszem quezosepacientes»enam-a1éngiiz: cosza›penicilinazo-antibf6t1co~utiIizado_foi*a"âeritromicina.
Das outnasmdrogasgaafmais;uti1izada;foi'ofcorticÕide,› 59 5-
que-pode-ser visto no quadro VIIJTA;quantidadeTde pacientes usaE¿“ do corticosterôtdes podefiser~faci1mente:entendida~se.1embrarmoszf:. que a grandezmaioria-dos~pacienteszapresentouëcardite:nozfiacurso, da internação, o que indica:a"droga;rpe1ozmenosfinas;suas formas .an
23
mais graves (36,37). O ácido acetilsalicilico possui indicação bem estabelecida :na febre reumática (36) e foi utilizado por 30,19% dos pacientes. Provavelmente não foi'utilizado em maior numero de casos devido a elevada incidência de cardite, situa- ção na qual comumente se prefere o corticoide (36,37).
Outras drogas, como diureticos e digitâlicos fazem par
te do arsenal“contra a insuficiência cardíaca e por certo dis-
pensam maiores comentarios. V
O fato de possuirmos alta taxa de casos com carditee nenhum numero de óbitos pode reforçar a afirmação de alguns au tores de que a gravidade, e não somente a-freqüëncia,dos casos
de febre reumatica“estejaíem declínio (7,10);:
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üfimhvüfi da banäa. .ÉS .-.» x P2 `~ lflfâk QÊE ÊPREÉENTQQÊEEI 'Ê' -¿‹¡_ ...X ¡T! Í... .¿.¡ U ¡ ml fã H. 'Ú ,_', ,.. 1:.: f.. _., *... £;;.,.¿_. ri ¡¿ .¡.. Ú F! ¡..¡ HH Fl §._..., ¡ .H ._,¡-_-_›.¡.. _... 4.. .¡.. U . -r.. . ': .- .. .. :::~-::.-.J -.. .. .. .A .. ':. .. .. .. :- .. .. ~::-. ... .. -.‹ . .. .. .. .. TM Ffififiifi UF MPWVÊFHTÊVFFW F Êfiflffiä fz» 'K ". -. =':z› R3 "~ ~. va M 4° Ffiíwà .. ... ¡. ,..›~..\ -....-z'~'-. c .. ~ ... ..- .‹ .. ›-v ... .. šfiN$fi 2 ÊUILEUH UHÚHIU 5 Hà. z' .'s »-.› u n ¡_ . .-‹. .aí *z m¿m 3 um tu h‹mnzmfiàn1m na ln$mnfi1a ~ ~~ . . . ,... ~.... r':«: . . '. .¡ èflí ¡._` '__ sf- SE :jr 'F' E ""_.‹ P-i_ C' I '. ~...‹-...:... " -z . .. . TÚWVÊ E ÊQNÊWÚ . _? ¡...- 1.... ="': ›. .-_ il .=.? Í... ‹... _.¡ _..-_» .-, . L ,Ú 3 Hflhwiu ÍÉHU š A ....il Uàäälfiflü
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3 ü¿àrré¿a 2 üünduäâ dm balcüniâtaâ da Farmácia"
YURI Sim ICQ :"": äUTUÉE5 3 HfiYfiHfi ífiflflñ 2 RUHQLDU5 EU LUQIÊNÚ 5"": -.sf `I> fiflñ ÊFÊHECIDÊ MUN ¬STäLDI; HÉRILÊÊ ANTÚHIU
3 fiwwndiüiffi aguda na flvianfl»
"mtamwntw Cmnfifirvador mm abflmmw aguda hfimürráäimm
: írmtammntü da Hiwmfipádim vala teünica üfi Hathiâu
avantamfifitm dmâ ñntigmfi Hábitmfi ñíimântarüfi düë Lafltw '
2 Lmxmficwlifimm na In$anfiia X Lmummfieliâmü äm adulta
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mim 2 Lw11ewfi1â Aufifinfila M hfitufiü de àw fiawü'
IU Éflfl Hflflflím ÊREE E fiLf !RIH UÉUQLÚÚ -.- z,~ ;..)¬ ,...: .,r- âu v Rmqui~mmdu1ar na ín+mnt
coNcLUsÃo
1. A febre.reumáticaicontinua.sendo uma doença importante no
nosso meio; apesar de existirem indícios de que a sua incidência esteja em declínio. C7./7 /Ítíí,
~ *P . A
2. Nao parece ocorrer variaçao sazonal-importante da inciden
cia de febre reumática~na região da grande F1orianÕpolis.- ~
3. A.maior«proporção de doentes do~sexo*mascu1ino~porfnÕs en f
contrada ê corroborada por grande-parte da literatura. e
4. A doençaflatingiu 'ic-om maior rfreqüëncifa»-a faixa--e-taria de
10›a'15"anossincompletos;=acnadosfiquezsão»comparti1hados~pe1aÀli teratura existente. ~
5. Houve uma elevada proporção de pacientes que apresentaram" cardite; o que pode «ser-um problema para o futüro devido as se- qüelas potenciais-Wque¿possui.v» -e _ _ ' J ^ 6. O eritema~marginado"e"o"noduIotsub‹cutaneo,;considerados rarosfiemvnossozmeio;¬ocorrenam^emÀapenasfumzpacientezcadaéez
7. A febre este presenteàfem 73% dos casos, o que apoia a opinião de que¬o nome "febre" reumâtica É inadequado para.a.doeQ-
ça¿ p01sza~febre“nao-ocorreÀem~todos:os?casos.¬~-
É. Dasíchamadas~reaç5esÉde~fase1aguda;fia velocidadefdezhemoââ;
sedimentação2ê;a¬que<mais;vezes:se¿mostroufa1terada:>ozqueëindi=¬< ca que.esteíexameipodefser¿ütiIfpara^ofdiagnÔstico¬Izzdesta¢doe§r¬c ça,;já que fazgpartefdos critêriosimenorescde-Jones revisados:
;9. O folhetozmais~£reqüenfemente1comprometido~foi_o”endocâr; z
dio; e o menosffreqüenteêfoi o pericárdio.zz~ _
10.~Avâ1vuia ~~ma1s.acometidazfeiia~mitraI;1seguida;pe1a.aórz` tica» Nosso-estudo confirmou a raridade do comprometimento 1 ›da
válvula tricúspide{ ~ ›
11.`A alteraçãofe1etrocardiogrâfica^mais+comum foi
a
taquicar¬f dia sinusalúfü intervalo RR estevezprolongado em 4 pacientes¿kdâ “do este que não foi registrado nos primeiros'traba1hos*pubIica=- dos em nosso:meio;¬talvez:por:menor;número»defexamesfrealizadosz
25
12..A.ecocardiognafiaMfoi útil diagnosticando disfunções vai vulares não diagnosticadas_pe1a aúsculta cardíaca. _
>13. O fato_de não terem sido regtstradosrôbitos;>podenia a
5
poian a:op1nião de a1gunsmautores«de¬queT-além-de estar~ocorreQ do a.queda .na dncidënoia de febre reumâtica, estaria ocorrendo possivelmente, queda na gravidade media dos episodios da doençar
×
-
~._..`
In the present work, the records of 53 ch1ldrenrwith*the diagnosis of rheumatic fever all of them hospitalized at Hospital Infantil Joana de Gusmão and Hospital Universitário in Florianopg lis;<in the period from I988 to I991"were»analysed. '
.
* `
`
From the total of the case, 62,2% were having their first attack.and 58,5% were male."'› _
-
The most affected age group was theroneifrom 10 to 15- 15
years. The revised Jones major criteria took place in the follow- ing frequency: cardites in 94,3%,`artrites.in 60,3%,_chorea.in in 7,5%, erytema marginatum~and subcutaneos nodules in 1,9% each.-
Theleletrocardiographic"alterationsfmorejfrequentlyflfound was-theesinusal tachycardia;~e ' ' - ~ \ . . Theíendocardialuleafletíuas”the“most;affected,'«;f011owed* by the association-of the endolandímyocardiumffwê `
Pertcardium; and myocardium were not~affected~iso1atedIyz7¬
V Thezmost~affected_cardiac Valve waszthe›mitral¡
-fglyowed by the aortic valvez¬The tricuspid va1ve~was affected in only one patient.M -' ' _ ` ` « Thenefwere no deathsgduring2the;hospital£zation;;g.perfoâ andzno*surgery:wasâneeded~inztheesamenperiodz-~ \ / 1 8 š
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TCC UFSC PE - 0336 Ex.l N-CÍwm- TCC UFSC PE 0336 Autor: Amaral, Alcélio de
Título: Febre Reumátíca.
IIIII IIII ||||||||||||I|III
973204827 Ac. 265918
Ex.l' UFSC BSCCSM