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VI CINE KURUMIN [PROGRAMAÇÃO]

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VI CINE KURUMIN

[PROGRAMAÇÃO]

09/03/2017 | Quinta-feira

15:00h

Mostra “Minha Aldeia Animada”

A folha de Samaúma

Direção: Ariane Porto

Anim. | 5 min. | 2010

Sinopse: Um indiozinho muito triste e feio encontra a felicidade ao se transformar numa linda folha da

samaúma.

Pajerama

Direção: Leonardo Cadaval

Anim. | 9min. | 2008

Sinopse: Um índio é pego numa torrente de experiências estranhas, revelando mistérios de tempo e

espaço.

15:30h

Mostra “Indígenas do Nordeste”

Histórias dos índios Kiriri

Direção: Coletivo Kiriri

Doc. | 30 min. | 2015

Sinopse: A história de retomada do território kiriri é contata pelos próprios indígenas no filme que

também mostra a realidade atual da aldeia no sertão da Bahia.

16:00h

Mostra “Mulheres Indígenas”

Ayani por Ayani

Direção: Ayani Huni Kui

Doc. | 20 min. | 2010

Sinopse: O foco deste vídeo é a relação profunda entre gerações, em que a neta relata com delicadeza

a vida da avó. Esta por sua vez ressalta a importância da tradição, e em meio a luz que entra pelas

frestas entre as tábuas de paxiúba, Ayani ensina seus netos a desenharem com urucum.

As palavras de minha avó – Baishadi

Shawãdawa

Direção: Vakunú e Txanda Shãwãdawa

Doc. | 16 min. | 2010

Sinopse: Baishadi, a avó de Vakunú, se lembra das canções que ouvia de seu avô, prepara caiçuma

para a família e mostra as danças do veado e do sapo encantado. Última falante da língua

Shãwãdawa, ensina aos seus netos a pronúncia e o significado do idioma de seu povo.

Inani e Banu – Imagens da Mulher Huni

Kuin

Direção Elisa Schmidt

Doc. | 24min. | 2015

Sinopse: O documentário sobre a mulher Huni-Kuin: sua voz e imagem. Parte da divisão tradicional

das mulheres inani e banu, referências femininas da onça e do gavião, enquanto organização das

famílias e do casamento. E nos aproxima do universo das mulheres que vivenciam a força da

passagem de uma cultura tradicional para a influência do contato com a cultura globalizada.

(2)

10/03/2017 | Sexta-feira

15:00h

Mostra “Minha Aldeia Animada”

Ilya e o fogo

Direção: Caetano Curi

Anim. | 5 min. | 2004

Sinopse: Ilya é um jovem guerreio, filho da Terra, que não gosta de carne crua e desafia sua Mãe

roubando-lhe o fogo.

A lenda do dia e da noite – A longa viagem

ao desconhecido

Direção: Rui de Oliveira

Anim. | 15 min. | 2000

Sinopse: A animação “A Lenda do Dia e da Noite”, produzido pela UERJ, faz parte de uma série de

filmes de animação: “América Morena”.

15:30h

Mostra “Indígenas do Nordeste”

Meu Atikum

Direção: Marcos Alexandre Albuquerque

Doc. | 10 min. | 2005

Sinopse: Vídeo etnográfico conta a história da organização dos Atikum (sertão de Pernambuco) contra

a invasão, por criadores de gado, de suas terras mais produtivas, a Serra do Umã. O filme é a crítica

nativa ao chamado "descobrimento" do Brasil, e a argumentação em torno da descendência dos

Atikum como herdeiros dos "índios bravios", a população indígena ancestral que habitava o território

brasileiro até o contato com o europeu.

Ihato – Narrativas do Anciãos Fulni-ô

Direção: Elvis Ferreira

Doc. | 16min. | 2015

Sinopse: O filme aborda as memórias dos moradores mais velhos do aldeamento sobre a dificuldade

de convivência com os não-índios, a trajetória de luta do Padre Alfredo Dâmaso, entre outras belas

histórias. A obra também é mais um registro do Yaathe, único idioma genuíno do Nordeste Brasileiro

preservado até os dias atuais (todo o filme é na língua mãe dos Fulni-ô).

16:00h

Mulheres Indígenas

PI’ÕNHITSI, Mulheres Xavante sem Nome

Direção: Tiago Torres, Divino Tserewahú

Doc. | 2009 | 56 min.

Sinopse: Desde 2002, Divino Tserewahú tenta produzir um filme sobre o ritual de iniciação feminino,

que já não se pratica em nenhuma outra aldeia Xavante, mas desde o começo das filmagens todas as

tentativas foram interrompidas. No filme, jovens e velhos debatem sobre as dificuldades e resistências

para a realização desta festa.

Pi'õ Höimanadzé - A Mulher Xavante Em

Sua Arte

Direção: Cristina Flória

Doc. | 2008 | 45 min.

Sinopse: O universo feminino Xavante é revelado pelas mulheres da Aldeia Etehiritipá, TI Pimentel

Barbosa, através da sua arte, suas raízes culturais e seus conhecimentos, mantidos e transmitidos de

geração a geração até os dias atuais.

(3)

11/03/2017 | Sábado

15:00h

Mostra “Minha Aldeia Animada”

Taina-kan

Direção: Adriana Figueiredo

Anim. | 16 min. | 2005

Sinopse: A animação digital de um conto tradicional dos índios Karajá do Brasil, conta uma história que

explica a origem da agricultura como um dom de Tainá-Kan, ou a grande estrela Vênus, que vem à

Terra sob a forma de um homem.

Icamiabas

Direção: Otoniel Oliveira

Anim. | 3 min. | 2012

Sinopse: As Icamiabas, também conhecidas como Amazonas, são uma lenda bastante conhecida no

Norte do país. Eram uma tribo de mulheres guerreiras, que defendiam uma sociedade matriarcal no

coração da Floresta.

15:30h

Mostra “Indígenas do Nordeste”

Raiz Pankaruru

Direção: Alan George de Souza, Edcarlos

Pereira, Kellin Segalla, Tarcisio Nascimento

Doc. | 8 min. | 2006

Sinopse: A chegada dos índios Pankararu na cidade de São Paulo, nos anos 1950. Realizado pelos

descendentes de índios que habitam a favela do Real Parque.

Promessa Pankararu

Direção: Marcos Alexandre Albuquerque e

Maria das Dores Conceição

Doc. | 13 min. | 2009

Sinopse: O filme mostra a cultura religiosa dos Pankararu no sertão de Pernambuco, onde realizam

antigos rituais cheios de interdições, que não podem ser filmados na sua totalidade. O vídeo

apresenta, portanto, parte dessa cultura religiosa. Como centro desse sistema religioso estão

presentes os Encantados, que são entidades que não passaram pela morte, mas se encantaram, e

promovem a saúde da comunidade, a eles são feitas promessas.

16:00h

Mostra “Mulheres Indígenas”

Porcos Raivosos

Direção: Isabel Penoni, Leonardo Sette

Doc. | 10 min. | 2012

Sinopse: Um grupo de mulheres decide fugir ao descobrir que seus maridos se transformaram

misteriosamente em porcos furiosos.

Itão kuegü: As Hipermulheres

Direção: Carlos Fausto, Leonardo Sette e

Takumã Kuikuro

Doc. | 80 min. | 2011

Sinopse: Temendo a morte da esposa idosa, um velho pede que seu sobrinho realize o Jamurikumalu,

o maior ritual feminino do Alto Xingu (MT), para que ela possa cantar mais uma última vez. As

mulheres do grupo começam os ensaios enquanto a única cantora que de fato sabe todas as músicas

se encontra gravemente doente.

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12/03/2017 | Domingo

15:00h

Minha Aldeia Animada

Awara Nane Putane - Uma história do cipó

Direção: Sérgio de Carvalho

Anim. | 22 min. | 2013

Sinopse: Um curta-metragem em animação que conta o mito de origem do uso tradicional da

ayahuasca e da cultura yawanawa, povo indígena do tronco Pano que vive no coração da floresta

amazônica, nas margens do Rio Gregório, no Estado do Acre.

15:30h

Mostra “Indígenas do Nordeste”

O Sal Tupinambá

Direção: Sebastian Gerlic

Doc. | 3 min. | 2011

Sinopse: O sal Tupinambá nos apresenta a vida de Binho, uma criança que trabalha pra conseguir o

sustento da família e garantir a própria sobrevivência. Mesmo diante de muitas dificuldades, ele

mostra, com simplicidade, sua forma de sobrevivência.

Tudo OK - Os Índios Pataxó Hã-Hã-Hãe e o

desenvolvimento rural

Direção: Fábio Titiá e Peter Anton Zoettl

Doc. | 25 min. | 2012

Sinopse: A “Reserva Indígena Caramuru-Paraguaçu” foi estabelecida nos anos 1930, numa área

reservada por lei para os índios da região Sul da Bahia. Com a expansão da frente cacaueira e

agropecuária, a reserva foi invadida por fazendeiros, confinando os índios a um espaço cada vez

menor. Quando no início dos anos 80 a comunidade indígena Pataxó Hã-Hã-Hãe começou a

reconquistar as suas terras, todos diziam que a volta dos índios resultaria na falência da economia da

região. Fomos à cidade vizinha da Reserva, para perguntar: será que é verdade que os índios são um

empecilho ao desenvolvimento?

16:00h

Mulheres Indígenas

Txêjkhô Khãm Mby - Mulheres Guerreiras

Direção: Kambrinti Suya, Yaiky Suya, Kamikia

Kisedje, Kokoyamaratxi Suya, Whinti Suyá

Doc. | 12 min. | 2011

Sinopse: Dois velhos narram um mito, encenado em ficção pelos jovens Kisêdjê, em que uma moça

namora secretamente com o próprio irmão. Os acontecimentos que se sucedem a essa paixão proibida

dão origem à revolta das “Mulheres Guerreiras”.

BIMI, Mestra de Kenes

Direção: Zezinho Yube

Doc. | 4 min. | 2009

Sinopse: Também conhecida como Marina, Bimi, uma das grandes mestres da arte da tecelagem

Hunikui, fala da sua aprendizagem e dos resguardos que uma tecelã deve respeitar.

Me'ôk, Nossa Pintura

Direção: Fábio Nascimento e Thiago Oliveira

Doc. | 24 min. | 2014

Sinopse: A pintura que fabrica a cultura. Os índios Kayapó desvendam o universo cotidiano desta

fabricação, aprendida em tempos mitológicos e transmitida por gerações. A continuidade desta

tradição, em um mundo em constante transformação, faz com que as mulheres Mebêngôkre-Kayapó,

detentoras deste conhecimento, reflitam sobre as diferenças entre índios e brancos.

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MESAS E DEBATES

Quinta-feira, 09 de março

17:00h

“Mulheres no Cinema Indígena”

Patrícia Ferreira Guarani (RS)

Cineasta indígena do Coletivo Guarani-Mbya de Cinema, nasceu em 1985 na aldeia Tamanduá em

Missiones na Argentina e com 17 anos (2002) mudou-se para a aldeia Koenju, em São Miguel das Missões/

RS, onde é professora. Hoje é a cineasta mulher mais atuante no Vídeo nas Aldeias. Diretora dos filmes

“Bicicletas de Nhanderu”, “Mbya Mirim” e “Tava – A casa de Pedra”.

Natuyu Ikpeng (MT)

Cineasta indígena Ikpeng do Parque do Xingu no Mato Grosso, Natuyu é a primeira mulher a integrar a

equipe do Vídeo nas Aldeias. Participou dos filmes “Moyngo, o sonho de Maragareum”, “Pirinop, meu

primeiro contato” e “Som Tximna Yukunang”. É co-diretora do documentário “Das crianças Ikpeng para o

mundo (Marangmotxingmo Mïrang)”. A pedido das mulheres xinguanas, tem filmado seus encontros , festas

e manifestações. Na escola indígena Ikpeng, onde estuda, apresentou em 2010 sua monografia sobre a

história da origem do tempo: Kawo Enmeptowonpïn. Natuyu também participa das produções e atividades da

Mawo, a Casa de Cultura Ikpeng, que promove pesquisa, produção e divulgação do patrimônio cultural

ikpeng.

Sirleia Kiriri (BA)

Cineasta indígena do Coletivo Kiriri de Cinema, Sirleia teve contato com o audiovisual através das oficinas

do Cine Kurumin. Participa, também, da Rádio Kiriri, que faz transmissões na Aldeia Mirandela.

Potyra Inaê Tupinambá (BA)

Articuladora do projeto “Eu sou pelas mulheres indígenas” e da ONG Thydewá.

Ana Carvalho (PE)

Realizadora audiovisual, faz parte da equipe da escola de cinema indígena, Vídeo nas Aldeias. É formada

em Rádio e Televisão pela UFMG, com pós-graduação em Jornalismo: práticas contemporâneas. Desde

2001, atua como educadora em projetos de formação em mídia comunitária e cinema junto a jovens da

periferia de Belo Horizonte e comunidades indígenas. Compõe a diretoria da Associação Filmes de Quintal e

é uma das curadoras do Forumdoc.bh - Festival do Filme Documentário e Etnográfico de Belo Horizonte. No

Vídeo nas Aldeias, trabalha como colaboradora no desenvolvimento de projetos, pesquisa e redação de

textos, além de participar das oficinas de formação em audiovisual. Recentemente, tornou-se membro do

conselho diretor da instituição. Trabalha, ainda, como fotógrafa, roteirista, e na produção e realização de

(6)

Sexta-feira, 10 de março

17:00h

Debate após sessão com diretor:

.

Divino Tserewahú (MT)

Xavante da aldeia de Sangradouro, Divino seguiu o trabalho iniciado pelo irmão. Desde 1990, Divino registra

sobretudo cerimoniais para o público da aldeia. Participou da equipe do “Programa de Índio” e no seu

primeiro trabalho para o público não Xavante -“Obrigado Irmão”- , narra a sua iniciação de videasta: “Filmar

é a minha profissão, é para isso que eu nasci...não foi para trabalhar de machado, eu não nasci para plantar.

É isso que eu sempre digo para a minha mulher”. Líder da equipe de realizadores indígenas autores de

“Wapté Mnhõnõ, A Iniciação do Jovem Xavante”, premiado em vários festivais, Divino realizou mais dois

documentários sobre rituais de iniciação Xavante, “Waiá Rini, O poder do Sonho” (2001) e “Daritidzé,

Aprendiz de Curador” (2003). Em 2009 Divino termina em co-autoria com Tiago Torres e Amandine

Goisbault, os filmes "Sangradouro", um historico da sua aldeia, do contato até os dias de hoje, e

“PI'ÕNHITSI, Mulheres Xavante sem nome", sobre o desaparecimento do ritual de nominação feminina,

exibido no Cine Kurumin.

Sábado, 11 de março

17:00h

Debate após sessão com diretor:

.

Takumã Kuikuro (MT)

Cineasta indígena xinguano, Takumã vive, como os outros realizadores Kuikuro, na aldeia de Ipatse, no

Parque Indígena do Xingu, Estado de Mato Grosso. Fascinado pela câmera de vídeo desde a primeira

oficina de video que participou, Takumã tem sido um obstinado e inspirado ‘film maker’. É co-diretor do filme

“As Hiper Mulheres”, premiado em festivais como o Festival de Gramado, Festival de Brasília do Cinema

Brasileiro e exibido em festivais internacionais como o International Film Festival Rotterdam, BAFICI,

Buenos Aires Festival Internacional de Cine Independiente, Leeds International Film Festival, Reino Unido,

entre outros. O filme será exibido no Cine Kurumin.

Domingo, 12 de março

17:00h

“Brasil: território indígena”

Jaborandy Tupinambá (BA)

Índios Online / Espalha Semente

José Augusto Laranjeira Sampaio (BA)

Antropólogo, professor da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e presidente da Anaí – Associação

Nacional Indigenista.

Sônia Guajajara (MA)

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