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Desafios do movimento sindical no segundo semestre

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“Cabeças” do Congresso

movimento sindical,

em geral, e dos

ser-vidores públicos, em

particular, terá uma agenda

car-regada no segundo semestre de

2007. Pelo menos dez matérias,

em debate nos Poderes Executivo

e Legislativo, irão desafiar a

ca-pacidade das lideranças sindicais

de evitar retrocessos, tanto na

organização quanto nos direitos

dos trabalhadores do setor público

e da iniciativa privada.

Para os trabalhadores do setor

privado, por exemplo, está em fase

de conclusão no Poder Executivo a

elaboração de projetos de lei e medidas

provisórias, com previsão de envio

para o Congresso em agosto, sobre:

i) reconhecimento das centrais

sindi-cais, ii) funcionamento do comércio

aos domingos, iii) desoneração da

folha de salário, com a transferência

de metade da contribuição

previden-ciária da folha para o faturamento das

empresas, e iv) texto legal alternativo

à Emenda 3, que substituía a

contra-tação de pessoas por contracontra-tação de

serviço e autorizava a transformação

da pessoa física em jurídica,

indepen-dentemente da atividade.

Já para os servidores públicos,

a agenda é mais ampla e inclui

oportunidades e ameaças. Está na

primeira categoria a idéia de

rati-fi cação da Convenção 151 da OIT,

que autoriza a negociação coletiva

no serviço público. Estão na

segun-da classifi cação, ambos em

elabora-ção no Poder Executivo, o projeto

de previdência complementar do

servidor e a regulamentação do

direito de greve na administração

pública e, já em tramitação no

Con-gresso, o PLP 1/2007, que restringe

a despesa com pessoal, e o PLP

92/2007, que cria as funções

públi-cas de direito privado, cujos

servi-dores serão contratados pela CLT.

Além disso, o Governo também

pretende encaminhar para o

Con-gresso no segundo semestre uma

nova reforma tributária e,

prin-cipalmente, uma nova reforma da

previdência, atualmente em debate

no Fórum Nacional de Previdência

Social, destinada a rever os

benefí-cios previdenciários dos

trabalhado-res do setor privado, atuais e futuros

fi liados ao INSS.

A agenda do segundo semestre,

portanto, será ampla, complexa,

po-lêmica e exigirá grande capacidade

de articulação, formulação e

nego-ciação dos trabalhadores e servidores

públicos. Os avanços ou retrocessos

dependerão da capacidade de

resis-tência e mobilização do movimento

sindical. Boa sorte a todos.

A Diretoria

Desafios do movimento

sindical no segundo semestre

movimento sindical,

em geral, e dos

em geral, e dos

ser-vidores públicos, em

vidores públicos, em

particular, terá uma agenda

particular, terá uma agenda

car-regada no segundo semestre de

regada no segundo semestre de

2007. Pelo menos dez matérias,

2007. Pelo menos dez matérias,

O

3,4,5

Conheça a lista dos

100 parlamentares

mais infl uentes

Poder Legislativo

6,7,8

Leia balanço dos trabalhos

no Parlamento no

primeiro semestre

(2)

Boletim do

2 Julho de 2007 Publicação do DIAP Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar BOLETIM DO DIAP Ano XV - NO 204 - JULHO DE 2007

Publicação mensal do DIAP - Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar

SBS - Edifício Seguradoras - Salas 301/7 70093-900 - Brasília-DF Fones: (61) 3225-9704/9744

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Editora Viviane Ponte Sena

Redação

Alysson Alves, Antônio Augusto de Queiroz Marcos Verlaine e Viviane Ponte Sena.

Página: www.diap.org.br Endereço eletrônico: [email protected]

Diagramação Fernanda Medeiros Fone: (61) 3321-8200 Impressão: Stephanie Gráfi ca e Editora

Conselho Diretor do DIAP Presidente Celso Napolitano (FEPESP)

Vice-Presidentes José Gabriel Teixeira dos Santos (CNTI) Fernando Cláudio Antunes Araújo (UNACON)

João Batista da Silveira (SAAE/MG) Wellington Teixeira Gomes (FITEE) Lúcio Flávio Costa (Fed. Bras. Adm.)

Superintendente

Epaminondas Lino de Jesus (SINDAF/DF) Suplente: Ezequiel Souza Nascimento (SINDILEGIS)

Secretário: Wanderlino Teixeira de Carvalho (FNE) Suplente: Izac Antonio de Oliveira (FITEE) Tesoureiro: José Carlos Perret Schulte (CNTC)

Suplente: José Caetano Rodrigues (CNTS) Conselho Fiscal

Efetivos: Jânio Pereira Barbosa (SENGE/DF) Itamar Revoredo Kunert (Sind. Adm. de Santos/SP)

José Aquiles de Almeida (CNTEEC) Suplentes

Aramis Marques da Crus (Sindicato Nacional dos Moedeiros)

Francílio Pinto Paes Leme (SINPRO/Rio) Joaquim Domingues Carneiro Neto (SENALBA/SC)

O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) aprovou, no dia 20/07, a proposta de orçamento para o ano de 2008. Serão R$ 32,8 bilhões para aplicação no pa-gamento do seguro-desemprego, abo-no salarial e abo-nos diversos programas fi nanciados pelo FAT para a geração de emprego e renda.

Para a qualifi cação de trabalha-dores, foram destinados R$ 951 mi-lhões, volume oito vezes maior que o previsto para este ano, que é de R$ 114 milhões.

“Uma das prioridades do minis-tro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, é investir na qualificação de trabalhadores. Com essa decisão do Conselho, serão mais de 1,3 milhão de trabalhadores qualifi cados em 2008”, comemora o presidente do Codefat, Ezequiel Nascimento. Em 2006, foram destinados R$ 85 milhões.

Mão-de-obra qualificada

Além da qualifi cação, também a intermediação de mão-de-obra teve ampliação de investimento. No ano passado, foram R$ 89 milhões para recolocação de trabalhadores no mer-cado de trabalho. Em 2007, a previsão é de investir R$ 97 milhões. Para 2008, o Conselho aprovou R$ 273 milhões. “O que está acontecendo hoje no mer-cado de trabalho é que estão sobrando vagas por falta de trabalhador qualifi -cado”, explica Nascimento.

Segundo ele, no ano passado, das 1,7 milhão de vagas captadas,

somente 877 mil foram preenchidas. “A qualifi cação é a ponte entre o tra-balhador desempregado e o mercado de trabalho. Cidades onde a taxa de desemprego é alta, como é o caso de Salvador (BA), sobram vagas no mercado de trabalho por falta de qualifi cação de trabalhadores”, diz.

BNDES

Ao Banco Nacional de Desenvol-vimento Econômico Social (BNDES) são destinados 40% do orçamento, como empréstimo ao fi nanciamento de programas de desenvolvimento. Já para despesas obrigatórias, como abono salarial e seguro-desemprego o orçamento prevê um desembolso de R$ 8 bilhões, sendo R$ 13,6 bilhões para o pagamento do seguro-desem-prego e R$ 5,2 bilhões para o abono salarial.

“Esse aumento se deve muito à formalização do mercado de traba-lho. O Cadastro Geral de Empre-gados e DesempreEmpre-gados vem indi-cando um crescimento na geração de empregos formais e isso refl ete no pagamento desses benefícios, principalmente pela rotatividade do mercado”, explica.

No ano passado, a despesa para pagamento de abono foi de R$ 3,9 bi-lhões e este ano a previsão é de mais de R$ 5,3 bilhões. No seguro-desem-prego foram gastos R$ 10,9 bilhões em 2006 e para este ano a previsão é de pelo menos R$ 12 bilhões.

Fonte: Portal do Ministério do Trabalho

Senador Paim contesta dados

do Ipea sobre Previdência

assessoria do DIAP re-comenda a leitura de discurso do senador Paulo Paim, que contes-ta dados e proposcontes-tas apresencontes-tados por técnico do IPEA ao sistema previden-ciário brasileiro em reunião do Fórum Nacional de Previdência Social.

Paim chama atenção para o

risco aos direitos previdenciários de propostas como o aumento do tempo mínimo de contribuição para concessão da aposentadoria no regi-me geral e a desvinculação do piso previdenciário do salário mínimo.

O discurso do senador Paim está publicado na Seção Íntegras da pá-gina do DIAP.

Qualificação de trabalhadores

terá R$ 951 milhões em 2008

assessoria do DIAP re-comenda a leitura de discurso do senador Paulo Paim, que contes-ta dados e proposcontes-tas apresencontes-tados por técnico do IPEA ao sistema previden-ciário brasileiro em reunião do Fórum Nacional de Previdência Social.

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3

Julho de 2007

O

DIAP ainda trabalha na íntegra da publicação Os “Cabeças” do Con-gresso Nacional, com lançamento previsto para agosto, mas já divulgou a lista dos 100 de-putados e senadores mais infl uentes na condução do processo decisório brasileiro. A edição de 2007 é a 14ª na série histórica que mapeia as principais lideranças do Parlamento Federal e indica os nomes que estão em ascensão nas duas Casas do Congresso.

Entre os 100 “Cabeças” do Con-gresso há 73 deputados e 27 sena-dores. Os dois partidos com maior número de parlamentares na elite são o PT, com 25 nomes, e o PMDB,

com 17. Na terceira posição em nú-mero de parlamentares está o PSDB, com 16 nomes. A relação completa com a representação dos partidos na elite do Parlamento poderá ser consultada na publicação.

A presença feminina entre os “Ca-beças” do Congresso, em termos pro-porcionais, é inferior à participação da mulher no Legislativo Federal. Enquanto as mulheres representam 9,42% do Congresso (56, sendo 45 deputadas e onze senadoras), na elite do Congresso (Câmara e Sena-do) elas correspondem a apenas 6% (2 deputadas e quatro senadoras). São as deputadas Luiza Erundina (PSB/SP) e Rita Camata (PMDB/ES) e as senadoras Ideli Salvatti (PT/SC),

Kátia Abreu (DEM/TO), Patrícia Saboya (PSB/CE) e Roseana Sarney (PMDB/MA).

Elite da elite

Dos 100 parlamentares da primei-ra edição da série os “Cabeças” do Congresso, apenas seis – sendo qua-tro senadores e dois deputados – se mantiveram na lista em todos os 14 anos da publicação, demonstrando grande prestígio, infl uência e capaci-dade de articulação. Destes, apenas o senador Paulo Paim fez parte da lista como deputado e como senador. São parlamentares que, além de excelen-te trânsito entre seus pares, carregam habilidades que os credenciaram a exercer infl uência por 14 anos con-secutivos no Congresso.

CABEÇAS DO CONGRESSO

DIAP divulga a lista

dos 100 deputados e

senadores mais influentes

DEPUTADOS SENADORES

Inocêncio de Oliveira – PR/PE Eduardo Suplicy – PT/SP

Luiz Carlos Hauly – PSDB/PR José Sarney – PMDB/AP

--- Paulo Paim – PT/RS*

--- Pedro Simon – PMDB/RS

* ex-deputado

“Cabeças” desde a primeira edição

Estreantes

Há 13 estreantes na elite parla-mentar, aqueles que já na primeira sessão legislativa da Legislatura se destacam por habilidades diversas. São sete deputados e seis senadores. O partido que apresentou a melhor performance foi o PSB, com três deputados e um senador, seguidos pelo PCdoB e PSDB, com um depu-tado e um senador cada. O PDT e o PT emplacaram um deputado de primeiro mandato cada e o PMDB, o DEM e PP um senador cada. O estado que revelou mais talentos entre os novos foi São Paulo, com quatro deputados, seguido do Ceará com um deputado e um senador. A

DEPUTADOS SENADORES

Ciro Gomes – PSB/CE Francisco Dornelles – PP/RJ* Flávio Dino – PCdoB/MA Inácio Arruda – PCdoB/CE* Márcio França – PSB/SP Jarbas Vasconcelos – PMDB/PE** Paulo Pereira da Silva – PDT/SP Kátia Abreu – DEM/TO***

Paulo Renato de Souza – PSDB/SP Marconi Perillo – PSDB/GO** Rodrigo Rollemberg – PSB/DF Renato Casagrande – PSB/ES*

Vaccarezza - PT/SP

---seguir vem o DF, com um deputado, o Maranhão, com um deputado, e os estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Pernambuco e Tocan-tins com um senador cada.

Entre os deputados estreantes, quatro são vice-líderes e um é líder partidário. Dos seis senadores, todos ex-deputados federais, dois já foram governadores de seus estados.

Novos “Cabeças”

* ex-deputados e “Cabeças” na última sessão legislativa da legislatura passada ** ex-deputados e ex-governadores

(4)

Boletim do

Julho de 2007 4

Acre

Senador

Tião Vianna (PT)

Alagoas

Senador

Renan Calheiros (PMDB)

Amapá

Senador

José Sarney (PMDB)

Amazonas

Senadores

Artur Virgílio (PSDB)

Jefferson Peres (PDT)

Bahia

Deputados

ACM Neto (DEM)

José Carlos Aleluia (DEM)

Juthay Junior (PSDB)

Sergio Barradas Carneiro (PT)

Walter Pinheiro (PT)

Senador

Antônio Carlos Magalhães

(DEM)

Ceará

Deputados

Ciro Gomes (PSB)

Eunício Oliveira (PMDB)

José Pimentel (PT)

Senadores

Inácio Arruda (PCdoB)

Patrícia Saboya (PSB)

Tasso Jereissatti (PSDB)

Distrito Federal

Deputados

Augusto Carvalho (PPS)

Magela (PT)

Rodrigo Rollemberg (PSB)

Senador

Cristovam Buarque (PDT)

Espírito Santo

Deputada

Rita Camata (PMDB)

Senador

Renato Casagrande (PSB)

Goiás

Deputados

Jovair Arantes (PTB)

Sandro Mabel (PR)

Ronaldo Caiado (DEM)

Senadores

Demóstenes Torres (DEM)

Marconi Perillo (PSDB)

Maranhão

Deputado

Flávio Dino (PCdoB)

Senadora

Roseana Sarney (PMDB)

Minas Gerais

Deputados

Gilmar Machado (PT)

Nárcio Rodrigues (PSDB)

Rafael Guerra (PSDB)

Virgílio Guimarães (PT)

Pará

Deputado

Jader Barbalho (PMDB)

Paraná

Deputados

Abelardo Lupion (DEM)

Gustavo Fruet (PSDB)

Luiz Carlos Hauly (PSDB)

Osmar Serraglio (PSDB)

Ricardo Barros (PP)

Pernambuco

Deputados

Armando Monteiro (PTB)

Cabeças do Congresso 2007,

por Unidade da Federativa

(5)

Julho de 2007 5

Cabeças do Congresso 2007,

por Unidade da Federativa

Fernando Ferro (PT)

José Múcio Monteiro (PTB)

Inocêncio Oliveira (PR)

Maurício Rands (PT)

Renildo Calheiros (PCdoB)

Roberto Magalhães (DEM)

Senadores

Jarbas Vasconcellos (PMDB)

Marco Maciel (DEM)

Sérgio Guerra (PSDB)

Rio de Janeiro

Deputados

Chico Alencar (PSol)

Eduardo Cunha (PMDB)

Fernando Gabeira (PV)

Jorge Bittar (PT)

Luiz Sérgio (PT)

Miro Teixeira (PDT)

Rodrigo Maia (DEM)

Senador

Francisco Dornelles (DEM)

Rio Grande do Norte

Deputado

Henrique Eduardo Alves

(PMDB)

Senador

José Agripino (DEM)

Rio Grande do Sul

Deputados

Beto Albuquerque (PSB)

Eliseu Padilha (PMDB)

Henrique Fontana (PT)

Ibsen Pinheiro (PMDB)

Júlio Redecker (PSDB)

Marco Maia (PT)

Mendes Ribeiro Filho (PMDB)

Onyx Lorenzoni (DEM)

Tarcísio Zirmmermann (PT)

Senadores

Pedro Simon (PMDB)

Paulo Paim (PT)

Rondônia

Senador

Valdir Raupp (PMDB)

Roraima

Deputado

Luciano Castro (PR)

Senador

Romero Jucá (PMDB)

Santa Catarina

Deputados

Carlito Merss (PT)

Fernando Coruja (PPS)

Paulo Bornhausen (DEM)

Senadora

Ideli Salvati (PT)

São Paulo

Deputados

Aldo Rebelo (PCdoB)

Antônio Carlos Mendes Thame

(PSDB)

Antônio Carlos Pannunzio

(PSDB)

Antônio Palocci (PT)

Arlindo Chinaglia (PT)

Arnaldo Faria de Sá (PTB)

Arnaldo Madeira (PSDB)

Carlos Sampaio (PSDB)

José Eduardo Cardozo (PT)

Luiza Erundina (PSB)

Márcio França (PSB)

Michel Temer (PMDB)

Paulo Pereira da Silva (PDT)

Paulo Renato de Souza (PSDB)

Regis de Oliveira (PSC)

Ricardo Berzoini (PT)

Vaccarezza (PT)

Vicentinho (PT)

Senadores

Aloizio Mercadante (PT)

Eduardo Suplicy (PT)

Tocantins

Deputado

Eduardo Gomes (PSDB)

Senadora

(6)

Boletim do

6 Julho de 2007

A

Câmara dos Deputados encerrou as atividades do semestre legislativo enter-rando a reforma política. Há 10 anos às voltas debatendo a matéria, fi nalmente o Colégio de Líderes conseguiu construir um entendimento que permitiu a discussão no plenário do PL 1.210/07, cujos eixos eram fi nanciamento público exclusivo de campanha; cláusula de barreira ou de desempenho; fi m das coli-gações nas eleições proporcionais — ve-readores, deputados estaduais e distritais, no caso do DF, e federais; instituição da fi gura da federação partidária; e a lista fechada e bloqueada.

O texto foi ao plenário sem uma aus-culta mais apurada da opinião da maioria dos deputados, com o agravante de iniciar o debate pela parte mais polêmica do texto — a lista fechada e bloqueada.

Assim, depois de debater um dia in-teiro, a maioria dos deputados rejeitou os pilares da reforma política. Em duas vota-ções, no dia 27 de junho, foram rejeitadas quaisquer mudanças nas regras eleitorais. Na primeira votação, 240 deputados disseram não à emenda substitutiva apre-sentada pelo DEM, PMDB, PT e PCdoB; a emenda recebeu 203 votos a favor.

Na segunda votação nominal daquela noite, 252 deputados votaram contra os artigos que tratavam da lista pré-ordena-da e fechapré-ordena-da, prevista no texto original e mantida pelo relator, deputado Ronaldo Caiado (DEM/GO), em seu parecer às 346 emendas apresentadas ao PL 1.210. O texto recebeu 181 votos favoráveis e houve ainda 3 abstenções. Os pilares da reforma política foram soterrados. Fica tudo como está.

A votação do restante da reforma política — que inclui assuntos como fi de-lidade partidária; federações partidárias; e fi nanciamento público de campanha, este item em particular não tem como ser aprovado, pois dependia da aprovação da lista fechada — fi cou para agosto.

Ritmo frenético

Ao assumir a presidência da Câmara, em 1º de fevereiro, numa disputa acirrada

com o então presidente da Casa, Aldo Rebelo (PCdoB/SP), o deputado Arlindo Chinaglia (PT/SP) imprimiu um ritmo fre-nético de trabalho no plenário. Convocou sessões deliberativas às segundas-feiras e às quintas pela manhã e à tarde e centrou a agenda de votações nas medidas pro-visórias que compunham o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC).

Assim, ao encerrar os trabalhos do semestre legislativo, a Câmara já havia concluído a votação de todas as medidas provisórias do PAC, com a transformação das propostas em norma jurídica.

As votações em plenário foram abertas com a extinção de 1.050 cargos de natureza especial (CNEs) da Câmara. Os funcioná-rios que ocupavam os cargos já haviam sido demitidos, mas era necessário votar o Projeto de Resolução 321/06, da Mesa Diretora, para garantir que os cargos não fossem utilizados novamente. Foram mantidos 1.315 CNEs, que são ocupados por funcionários lotados nas lideranças partidárias, comissões permanentes, ór-gãos administrativos, Procuradoria Par-lamentar, Conselho de Ética e gabinetes vinculados à Mesa Diretora.

A iniciativa de revisar a distribuição desses cargos surgiu por parte da Mesa ainda em 2006, na gestão do presidente Aldo Rebelo, depois de denúncias vei-culadas pela imprensa de que alguns deputados estariam aproveitando cargos dessa natureza na campanha eleitoral daquele ano.

Super Receita

Talvez a matéria mais polêmica que os deputados votaram, no início da legislatu-ra, tenha sido a emenda 3 da Super Receita (PL 6.272/05). O novo órgão — resultado da fusão da Secretaria da Receita Federal com a Receita Previdenciária — centraliza a arrecadação e a fi scalização dos tributos federais, inclusive as contribuições sociais. Trata-se da Lei 11.457, publicada no DOU de 16/03/07, sancionada com oito vetos.

Das 35 emendas do Senado apreciadas pelos deputados, a que produziu mais atritos foi a emenda 3, que foi aprovada por 304 votos contra 146. Pela emenda,

vetada por Lula, seria necessária uma decisão judicial para a autoridade fi scal considerar existente a relação de trabalho entre empresas contratantes e empresas de uma só pessoa (autônomos).

A aprovação pela Câmara desta maté-ria gerou um movimento nacional encabe-çado pelas centrais sindicais contra a refe-rida emenda, por representar ameaça de retirada de direitos dos trabalhadores. A manutenção do veto só foi possível graças às manifestações do movimento sindical dentro e fora do Congresso Nacional.

Ainda no contexto da economia, os de-putados aprovaram duas proposições im-portantes. Um trata da mudança de regras do Simples Nacional ou Supersimples. O projeto de autoria do deputado José Pimentel (PT/CE) — PLP 79/07 — cria um regime especial para micro e pequenas empresas, agora sob a Lei Complementar 123, de 14 de dezembro de 2006, que re-duz em até 67% a carga tributária para os pequenos negócios.

Imposto de renda

Outra matéria relevante aprovada pela Câmara foi o reajuste da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física. A MP 340/06, transformada na Lei 11.482/07, reajustou pelos próximos quatro anos a tabela em 4,5% ao ano, de 2007 a 2010.

De acordo com o texto, os valores dos rendimentos isentos passam a ser de R$ 1.313,69 (2007), R$ 1.372,81 (2008), R$ 1.434,59 (2009) e R$ 1.449,15 (2010).

PAC

Neste semestre, a agenda de votações se concentrou nas medidas provisórias e projetos que fazem parte do PAC, enviados pelo Executivo em 22 de feve-reiro. Eram nove medidas provisórias, que foram transformadas em lei e vários projetos de lei ordinária e projetos de lei complementar.

A MP 340/07, que corrigia a tabela do Imposto de Renda até 2010, foi san-cionada com vetos e transformada na Lei 11.482/07. A MP 346/07, que abriu crédito extraordinário de R$ 452,2 milhões para o pagamento dos encargos decorrentes do

BALANÇO DO SEMESTRE LEGISLATIVO

Pauta da Câmara foi a

agenda do Planalto

Semestre produtivo na Câmara; 153 matérias aprovadas

(7)

7

Julho de 2007

processo de extinção da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), foi sancionada e trans-formada na Lei 11.469/07.

A MP 347/07, que capitaliza a Caixa Econômica Federal para aumentar os empréstimos sociais, foi promulgada e transformada na Lei 11.485/07. O mesmo aconteceu com a MP 348/07, que cria fun-do para investimento em infra-estrutura, cuja Lei é a de número 11.478/07.

A medida mais controversa foi a MP 349/07, que destina R$ 5 bilhões do FGTS para criação de fundo para infra-estrutura. O texto foi sancionado com vetos e trans-formado na Lei 11.491/07.

As outras medidas do PAC aprovadas na Câmara foram a MP 350/07, que per-mite a antecipação da compra de imóvel arrendado. O texto foi transformado na Lei 11.474/07; a MP 351/07, que concede incentivos fiscais para investimentos em infra-estrutura, sancionada com vetos e transformada na Lei 11.488/07. A Casa aprovou também a MP 352/07, que incen-tiva a produção de dispositivos eletrôni-cos. O Planalto sancionou com vetos a MP e a transformou na Lei 11.484/07.

Por fim, os deputados aprovaram a MP 353/07, que cria 157 cargos comissionados para extinguir a Rede Ferroviária Federal (RFFSA). A matéria foi sancionada com vetos e transformada na Lei 11.483/07. Acrescenta-se ainda o PLN 1/2007, que altera a LDO para aumentar investimen-tos. Trata-se da Lei 11.477/07.

Salário Mínimo

Este ano, mais uma vez, o salário mí-nimo foi reajustado por meio de medida provisória, ainda que o Governo tenha encaminhado um projeto de lei que cria uma política de recuperação permanente do piso nacional. Em meio às discussões sobre o PL 1/07, os deputados aprova-ram a MP 362/07, que elevou o valor do mínimo de R$ 350 para R$ 380 a partir de 1° de abril.

O novo mínimo de R$ 380 não significa apenas R$ 30 a mais no bolso de cerca de 44 milhões de trabalhadores e aposentados. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o aumento real do salário mí-nimo desde abril de 2002, último ano do Governo FHC, chega a 32,1%.

O recente reajuste corresponde a um aumento nominal de 8,41%, cuja variação é o Índice Nacional de Preços ao Consu-midor (INPC), referente ao período de 1º de abril de 2006 a 31 de março de 2007, à época estimado em 3%, mais aumento real (acima da inflação) de 5,41%.

Na comparação com outros países da América Latina, o Brasil deixou de ter um piso baixíssimo. Em 2003, o mínimo

equivalia a 56,8 dólares, agora conquis-tou um patamar razoável, equivalente a 200 dólares. É importante destacar que o movimento sindical perseguiu, por cerca de 20 anos, um mínimo de 100 dólares. Assim, o valor atual atinge cifras inéditas.

Política de valorização do Salário Mínimo

O primeiro projeto da legislatura é o PL 1/07, do Executivo, que dispõe sobre uma política de valorização e recuperação permanente do salário mínimo, já aprovado pela Câmara e em discussão no Senado. O texto já passou pela Comissão de Assuntos Econômico e, em agosto, será examinado pela Co-missão de Assuntos Sociais, a pedido do senador Paulo Paim (PT/RS). O projeto é o resultado de acordo político entre o Governo, as centrais sindicais e o Con-gresso, construído no final de 2006.

O projeto “estabelece diretrizes para a sua política de valorização de 2008 a 2023”, diz a ementa da proposição. Tra-ta-se de uma política de recuperação do poder aquisitivo do mínimo no período de uma geração — 15 anos. O projeto faz parte do PAC.

Para garantir ou preservar o poder aquisitivo do salário mínimo, o PL 1, no artigo 3º, determina que entre os anos de 2008 a 2011 os reajustes serão aplicados em 1º de março de 2008, depois em 1º de fevereiro de 2009, em seguida, em 1º de janeiro de 2010, data também determinada para o ano de 2011.

Passado este período, o Executivo encaminhará novo projeto de lei ao Le-gislativo, a fim de manter a política de valorização do mínimo, para o intervalo compreendido entre 2012 a 2023.

A variação para aplicar os reajustes será o Índice Nacional de Preços ao Con-sumidor (INPC) acumulado. Este índice é calculado e divulgado pela Fundação Ins-tituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre o mês do reajuste anterior e o mês imediatamente anterior ao reajuste de cada mês.

Para garantir aumento real, isto é, para além da reposição das perdas, “os valores do salário mínimo resultantes dos rea-justes (...) serão acrescidos de percentual equivalente à taxa de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB), apurada pelo IBGE, respectivamente para os anos de 2006 a 2009”, determina o projeto.

A LDO (Lei de Diretrizes Orçamentá-rias), aprovada em julho pelo Congresso, prevê um mínimo de R$ 405 em 2008. Entretanto, com a aprovação do PL 1 pelo Legislativo, o valor poderá aumentar, se-gundo as regras e critérios do projeto de lei, que prevê aumento segundo o

incre-mento do Produto Interno Bruto (PIB).

Salário dos

congressistas e ministros

Outro tema polêmico aprovado na Câmara, em meio a muitas críticas, foi o aumento do salário dos congressistas e ministros. Os textos foram aprovados em votações simbólicas.

Foram dois projetos — PDC 35/07, da Mesa Diretoria, que fixou os salários dos deputados e senadores em R$ 16.512,09, com um reajuste de 28,53% relativos à inflação do período de dezembro de 2002 a março de 2007; e o PDC 36/07, também da Mesa, que fixou os vencimentos do pre-sidente da República, do vice-prepre-sidente e dos ministros de Estado.

Com o aumento, o salário dos con-gressistas passa de R$ 12.847,20 para R$ 16.512,09. Com as demais verbas do mandato — verba de gabinete (R$ 50.815,62), auxílio moradia (R$ 3 mil), cotas de passagem de avião (varia entre R$ 4.147,10 e R$ 16.513,09), cotas postal e telefônica (entre R$ 4.268,55 e R$ 5.513,09), verba indenizatória (R$ 15 mil) e gastos com publicações (R$ 6 mil por ano) — o custo com os congressistas (deputados e senadores) chegará a mais de R$ 100 mil por mês com cada um dos 513 deputados e 81 senadores.

Os deputados aprovaram também o aumento de salário para o presidente da República, do vice e dos ministros. O chefe do Executivo recebia R$ 8.885. Com a aprovação do projeto de decreto legis-lativo, o Presidente passou a receber R$ 11.420,21. O salário do vice e dos ministros passou de R$ 8.362 para R$ 10.748,43.

Educação

A Câmara também aprovou no primei-ro semestre uma importante matéria que promete melhorar o ensino público no País. Trata-se da MP 339/06, que regulamentou o Fundo de Manutenção e Desenvolvimen-to da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

A MP foi transformada na Lei 11.494/07, que estabelece regras para o repasse de recursos da União, dos esta-dos e esta-dos municípios para o fundo que substitui o Fundef para financiar o ensino público básico — da educação infantil ao ensino médio.

O texto aprovado pelos deputados permite que as instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas recebam recursos do fundo se oferecerem educa-ção infantil gratuita a crianças de até três anos. O Fundeb foi criado pela Emenda Constitucional 53 e prevê o repasse de 20% de vários tributos federais, estaduais e municipais, com repasse mínimo da União de R$ 2 bilhões em 2007, e de R$ 4,5 bilhões em 2009.

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Boletim do

8 Julho de 2007

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Fies

Também na área de educação, os deputados aprovaram substitutivo ao PL 7.701/06 (no Senado, PLS 5/04), do ex-senador Eduardo Siqueira Campos (PSDB/TO), permitindo que o Fundo de Financiamento ao Estudante do En-sino Superior (Fies) financie até 100% da mensalidade, inclusive nos casos de mestrado e doutorado. Os juros passam a ser simples, variando de acordo com o curso, de 3,5% a 6,5% ao ano.

O projeto também concede às man-tenedoras de faculdades mais benefícios no parcelamento de dívidas tributá-rias se as instituições participarem do Programa Universidade para Todos (ProUni), que oferece bolsas estudantis a custo zero para o aluno. Como sofreu alterações na Câmara, a proposta retor-nará ao Senado.

ProUni

A Câmara também aprovou o PL 7.410/06 (no Senado, PLS 88/06), do senador Valdir Raupp (PMDB/RO), que determina que o Ministério da Educação desligará do ProUni o curso que tiver duas avaliações consecutivas consideradas insuficientes no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).

Hoje, o descredenciamento só é feito quando o curso apresenta três avaliações negativas. Ainda segundo o projeto, as bolsas de estudo do curso desvinculado serão redistribuídas proporcionalmente entre os demais cursos da instituição. O texto aguarda sanção presidencial.

Ibama

Destaque também para a medida provisória aprovada na Câmara, que divide o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A MP 366/07, que cria o Instituto Chico Mendes de Con-servação da Biodiversidade para cuidar da política nacional de unidades de con-servação da natureza a partir da divisão do Ibama, que cuidará do licenciamento ambiental. A matéria será analisada ainda pelo Senado como Projeto de Lei de Conversão (PLV) 19/07.

A MP foi aprovada, no dia 12 de junho, sob protesto dos servidores, na forma de PLV do deputado Ricardo Barros (PP/PR). Entre as mudanças introduzidas no texto está a permissão de contratação temporária por parte do novo órgão para suprir necessidades de pessoal, como das brigadas de combate a incêndio. A contratação deverá ser por até 180 dias e poderá ser feita também para situações relacionadas à preserva-ção de áreas consideradas prioritárias quando ameaçadas por fontes poluido-ras imprevistas.

Os servidores do Ibama afirmam por

meio da associação que “a nova estrutu-ra paestrutu-ra a gestão ambiental proposta na medida provisória divide arbitrariamen-te as atribuições do Ibama”.

Senado, Casa revisora

No Senado, o destaque do semestre foi a aprovação do PLS 261/05, do se-nador Aloizio Mercadante (PT/SP), que cria um teto para a liberação de recursos para auxílio-doença e que vai afetar di-reitos adquiridos de trabalhadores.

O projeto estabelece medidas para racionalizar a concessão de benefício previdenciário e combate às fraudes e irregularidades, inclusive na concessão do auxílio-doença, que será limitado à média aritmética simples dos últimos 24 (vinte e quatro) salários de contribuição ou o último deles, o que for maior. Na Câmara, o texto tramita sob o número de PL 1.291/07, em regime de urgência, isto é, poderá em qualquer momento da discussão nas Comissões de Seguridade Social e Família e de Constituição e Jus-tiça ser pauta para votação no plenário da Casa.

Quantitativamente, o Senado apro-vou muitas proposições. Foram 528 neste semestre, mas apenas 88 tiveram origem nos gabinetes dos senadores. A grande maioria teve origem no Go-verno Federal — medidas provisórias; proposições oriundas da Câmara (13), do Executivo ou da Justiça.

A Casa também votou 38 medidas provisórias, dessas, nove eram sobre o Programa de Aceleração do Cresci-mento. Isto é, a “Casa de Ruy Barbosa”, neste semestre, se limitou a ser revisora das proposições oriundas da Câmara dos Deputados.

A rigor, dos seis meses que compõem o semestre legislativo — iniciado em 1º de fevereiro e encerrado em 17 de julho (recesso parlamentar) — o período “produtivo” do Senado foi de apenas quatro meses. A crise que consumiu o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB/AL), que já dura cerca de dois meses, comprometeu a pauta de vota-ções da Casa.

O calvário de Renan começou no final de abril. Em 31 de maio, foi aberto processo contra ele no Conselho de Ética no Senado. O ocaso de Renan se arrasta desde então e promete ser resolvido em agosto, quando o Congresso retorna às atividades.

No curso deste semestre, destaca-se ainda a renúncia do ex-destaca-senador Joaquim Roriz (PMDB/DF), flagrado por escutas telefônicas da Polícia Civil do DF, negociando a distribuição de R$ 2,2 milhões com o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Tarcísio Franklin de Moura.

Diante das denúncias e da incapaci-dade de o então senador se explicar de modo convincente sobre as acusações que pairavam sobre ele, preferiu renun-ciar a enfrentar processo no Conselho de Ética e ter, em caso de condenação, seus direitos políticos cassados por oito anos.

Às vésperas do recesso parlamen-tar, numa quinta-feira, com o plenário esvaziado e sob constrangimentos, o 1º suplente, Gim Argello (PTB/ DF), assumiu a vaga de Roriz, numa posse pífia, como foi a “produção” legislativa no Senado neste primeiro semestre.

Mortes

Também marcou o final do primeiro semestre legislativo, o fato de o Con-gresso ter perdido na terceira semana de julho três parlamentares. Morreram os deputados Júlio Redecker (PSDB/RS), líder da Minoria, no trágico acidente com o avião da TAM no aeroporto de Congonhas (SP); Nélio Dias (RN), pre-sidente nacional do PP e vice-líder do partido na Câmara, vítima de câncer; e o senador Antônio Carlos Magalhães (DEM/BA), um dos maiores líderes po-líticos da Bahia e um dos parlamentares mais influentes do Legislativo Federal, devido a infecção, problemas renais e cardíacos.

O deputado Nélio Dias, 62 anos, esta-va licenciado do mandato e foi internado em uma UTI por conta de complicações no tratamento de câncer nos pulmões e rins. O senador Antônio Carlos Maga-lhães, 79 anos, estava internado, desde o dia 13 de junho, no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas (Incor), em São Paulo, para tratamento de problema cardíaco.

Suplentes que assumem o mandato

Foi efetivado, no lugar de Redecker, o veterinário Cláudio Diaz (PSDB/ RS), primeiro suplente da coligação composta por PSDB, PPS, DEM e PL (agora PR), que já estava no exercício do mandato.

Também assumiu o mandato, pelo estado do Rio Grande do Sul, o 2º su-plente Matteo Rota Chiare (DEM), que foi convocado para assumir a vaga do deputado e atual secretário de estado, Nelson Proença.

No lugar de Nélio Dias foi efetivado o deputado Betinho Rosado (DEM/RN). Rosado é o primeiro suplente da coliga-ção PP, PMDB, DEM, PTN e assume o quarto mandato federal.

Em substituição ao senador ACM foi efetivado o filho, Antônio Carlos Magalhães Júnior, pai do deputado federal ACM Neto (DEM/BA). MV

Referências

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