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Cantinho da Oração em família

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Academic year: 2021

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Cantinho da Oração em família

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º ANO

| Catequese 9

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A família reúne-se no seu «Cantinho da Oração». Sugere-se a colocação de uma cruz, uma vela acesa e uma imagem de Nossa Senhora. Podem usar-se estatuetas ou estampas. Se a família tiver alguma devoção especial a um santo ou santa em particular, pode também colocar-se a sua imagem. A cruz deve ser sempre central. Convém que haja perto cadeiras para todos se sentarem.

Antes de começar a oração, é preciso combinar tarefas: uma pessoa preside e são necessários 2 leitores. Se a criança já souber ler, sugere-se que seja ela presidir. Se não, preside um adulto, mas procurando envolver a criança o mais possível.

Caso no momento de oração participem apenas duas pessoas, então uma preside e a outra responde e faz as leituras.

Após alguns momentos de silêncio, todos rezam como se segue (o V. marca as intervenções de quem preside e o R. a resposta de todos):

V. Em nome do Pai, (†) do Filho e do Espírito Santo.

R. Ámen.

A seguinte oração é rezada por todos ao mesmo tempo (se a criança tiver dificuldade em acompanhar, recite-se com mais calma ou por partes para a criança repetir):

Espírito Santo, amor do Pai e do Filho, inspirai-me sempre o que devo pensar, o que devo dizer, como devo dizer, o que devo calar, o que devo escrever, como devo agir, o que devo fazer, para a Vossa glória, o bem do mundo e a minha própria santificação.

Então, quem preside explica o sentido da celebração:

A Palavra de Jesus é forte e é capaz de mudar a nossa vida. Ele ama todas as pessoas com todo o Seu coração e, para nos dar prova disso, neste dia convida-nos a conhecer o Seu batismo, momento em que é revelado como o Filho muito amado de Deus Pai.

A maior parte de nós também já é baptizado. Para as pessoas que acreditam e rezam a Deus, o batismo é o momento da entrada na grande família cristã da qual todos podemos fazer parte, pois o Senhor Deus não

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deixa ninguém de fora: todos temos lugar no Coração de Deus. Com esta atitude de acolhimento, Deus faz-nos um apelo para que também nós sejamos capazes de acolher a todos sem exceção.

Meditemos, pois, no batismo de Jesus. Quando Ele tinha cerca de 30 anos, resolveu sair da Sua terra para ir ter com João Batista. João era Seu primo e tinha ido para junto de um rio, chamado Jordão. Aí convidava as pessoas a serem melhores, a não fazerem maldades que ofendem a Deus e aos outros. E as pessoas que aceitavam o convite de João eram batizadas por ele: entravam na água do rio para mostrar que queriam lavar-se de todo o mal, emendar-se, serem melhores. João era conhecido como João Batista, porque batizava essas pessoas. «Batizar» quer mesmo dizer: «Entrar na água». Aconteceu, então, que Jesus foi ter com ele para ser também batizado. Jesus não fazia maldades, não fazia pecados de que tivesse de se emendar. Mas queria mostrar a todos que achava bem o que João Batista ensinava e fazia. Vamos saber o que aconteceu.

Todos se sentam. Então, entoa-se o seguinte cântico (repete-se duas vezes):

Abriram-se os céus e ouviu-se a voz do Pai: «Este é o meu Filho muito amado: escutai-O».

O leitor 1 proclama a seguinte leitura (Mc 1, 4-11).

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Naquele tempo, apareceu João Batista no deserto a proclamar um batismo de penitência para remissão dos pecados. Acorria a ele toda a gente da região da Judeia e todos os habitantes de Jerusalém e eram batizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados. João vestia-se de pêlos de

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camelo, com um cinto de cabedal em volta dos rins, e alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre. E, na sua pregação, dizia: «Vai chegar depois de mim quem é mais forte do que eu, diante do qual eu não sou digno de me inclinar para desatar as correias das suas sandálias. Eu batizo-vos na água, mas Ele batizar-vos-á no Espírito Santo». Sucedeu que, naqueles dias, Jesus veio de Nazaré da Galileia e foi batizado por João no rio Jordão. Ao subir da água, viu os céus rasgarem-se e o Espírito, como uma pomba, descer sobre Ele. E dos céus ouviu-se uma voz: «Tu és o meu Filho muito amado, em Ti pus toda a minha complacência».

Palavra da salvação.

R. Glória a Vós, Senhor.

Segue-se o Salmo Responsorial.

O Senhor abençoará o Seu povo na paz. 1| Tributai ao Senhor, filhos de Deus,

tributai ao Senhor glória e poder.

Tributai ao Senhor a glória do seu nome, adorai o Senhor com ornamentos sagrados.

2| A voz do Senhor ressoa sobre as nuvens, o Senhor está sobre a vastidão das águas. A voz do Senhor é poderosa,

a voz do Senhor é majestosa.

3| A majestade de Deus faz ecoar o seu trovão e no seu templo todos clamam: Glória!

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Sobre as águas do dilúvio senta-Se o Senhor, o Senhor senta-Se como rei eterno.

O leitor 2 faz a seguinte leitura.

João Batista anunciava a Palavra de Deus no deserto, junto ao rio Jordão, de um jeito um pouco estranho para muitos de nós: vestia-se de um modo esquisito e comia só o que o deserto lhe dava. E vinha muita gente ter com ele, para o escutar e para serem batizados. João batizava as pessoas no rio Jordão, fazendo-as mergulhar. As águas deste rio eram um símbolo da purificação que lavava as almas dos pecadores e os preparava para a mudança de vida.

Jesus, mesmo sabendo que é o Filho de Deus e não tendo qualquer pecado por causa do qual tivesse de mudar de vida, quis dar-nos o exemplo e foi ter com João Batista para também ser batizado na água. Com esse gesto, Jesus disse que aprovava o que era feito por João. Ao mesmo tempo, não foi a água do rio Jordão que purificou Jesus, mas foi o próprio Jesus, o Filho de Deus, o Santo dos Santos, que purificou a água do rio. Quando o Espírito Santo desceu sobre Jesus em forma de pomba, Jesus ficou cheio de alegria.

Deste modo, nasceu o batismo com água e no Espírito Santo. Foi esse batismo que nós recebemos, já que fomos batizados com a água benzida no dia de Páscoa (que podemos encontrar na pia batismal da nossa igreja) e com o Espírito Santo. A água que caiu sobre a nossa cabeça no dia do nosso batismo é um sinal: não é a água que é «mágica» e nos «batiza» (tal como não foi a água do rio que batizou Jesus, mas Jesus que purificou a água do rio), mas é o Espírito Santo que, invisivelmente, desce sobre nós no momento

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em que a água nos toca. Desta forma, Deus diz-nos que está sempre connosco, tal como esteve naquele momento com Jesus. Deus Pai disse: «Este é o meu Filho muito amado» – foi essa a voz que se ouviu do céu. Também no nosso batismo, Deus chamou-nos Seus filhos muito amados. Ele está sempre connosco, porque nos ama para lá do que podemos imaginar; mesmo quando fazemos coisas que não Lhe agradam muito. E, claro, muito mais ainda quando praticamos boas ações. Nesses momentos, é o Espírito Santo que Se manifesta em nós. É preciso estar atentos! Em silêncio, vamos agradecer a Deus Pai o dom do nosso batismo. Vamos dizer: «Obrigado, Senhor, porque me fizeste teu filho / tua filha».

Todos repetem três vezes, para a criança interiorizar.

Segue-se cerca de 1 minuto de silêncio, durante o qual todos rezam interiormente: «Obrigado, Senhor, porque me fizeste teu filho / tua filha». Pode ser sentados ou de joelhos. O exemplo das outras pessoas é essencial: a criança faz o que vê fazer! Observe-se a reacção da criança: quando se perceber que ela já terminou a sua oração, guardem-se mais uns instantes de silêncio e, depois, todos se levantam e cantam:

Tu és fonte de vida, Tu és fogo, Tu és amor: Vem, Espírito Santo.

A pessoa que preside inicia as preces:

Recordando o Batismo de Jesus, o Filho muito amado de Deus Pai, oremos pelos homens e pelas mulheres de toda a terra, dizendo confiadamente:

Confirmai-nos, Senhor, com o Vosso Espírito.

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1| Pela santa Igreja, mãe dos cristãos, pelos ministros da Palavra e do batismo e pelos que renascem da água e do Espírito, oremos irmãos.

2| Pelos que têm sede da água viva, pelos que creem em Jesus, Filho de Deus, e por aqueles a quem a fé não ilumina, oremos irmãos.

3| Pelos homens perseguidos e humilhados, pelos que perderam a coragem de lutar e por aqueles que os defendem e animam, oremos irmãos.

4| Pelos doentes que perderam a esperança, pelas crianças que perderam os seus pais e por aquelas a quem falta o amor e uma casa, oremos irmãos.

5| Por todos aqueles que, como nós, receberam o Batismo, pelos que estão em graça e paz com Deus e por aqueles que vivem na escuridão, oremos irmãos.

A pessoa que preside inicia o Pai-nosso, que todos rezam juntos. No final, conclui com a seguinte oração:

V. Senhor, nosso Deus, reavivai em nós, pelo Espírito Santo, o dom e a alegria do Batismo, para que Vos chamemos nosso Pai e nos sintamos, de verdade, Vossos filhos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. R. Ámen.

O momento de oração conclui-se do seguinte modo:

V. O Senhor nos abençoe, nos livre de todo o mal e nos conduza à vida eterna.

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E, voltados para a imagem de Nossa Senhora, rezam em conjunto (se a criança tiver dificuldade em acompanhar, quem preside vai recitando com calma ou por partes):

À Vossa proteção nos acolhemos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita.

Então, em silêncio, todos se benzem.

Para investigar…

O teu batismo, como foi?

Junto dos teus pais, avós ou padrinhos,

através de vídeos ou fotografias, descobre

como foi o dia do teu batismo.

No caso de ainda não teres sido

batizado, então pergunta aos teus pais quais

os preparativos que estão a fazer para esse

grande momento…

Referências

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