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O (188S) wi A «U. RR_

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Anno X1T.

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Rio de Janeiro — Safolbadò 33 de Fevereiro de. 1889

M: 54

_S-IG_ATUIIAS PARA A ÜGflTs Semesthe . An n 6fi000 1_S00C PAGAMENTO ADÜNTADO ESCRIPTORIO 90 RUA DO OUVIDOR 70 ,. ...-- ¦¦ ¦¦ . . .. . _..__.__._._•._.—'"'* -. _¦'.!_¦__.¦.. ¦— __~_-____ — »—- ¦ ''''"4" - '¦' ___ .&:.*'¦ TYPOGRAPHIA ¦_¦_.

RUA SETE DE SETESIBRO ?^ |gáɧ

NUMERO AVULSO 40 RS.

Oi «tigos .Aliados á redacçao lio serão restituidos ainda quo nãn sejam publicados

Stereoiypadâ b impressa nas machinas rotativas de Mariponi, oa typográp-iia da _5___ta de Notícias^, ds proprieâa.. âe Araujo & Msnãss

'"JCia.ag.-exBa 24,000 exemplares

_ax______k_____a

NUMERO AVULSO 40 RS.

li assígnaluras começam em qualquer dia e Icrmiuam em fim de março, junto, selembro ou J.zcaibr»

 GAZETA DE

recebe <i ua c_i<i ner cone»\nni-cações «Ie—ii»tca'ci__i_ íiuStlieií--que lhe «ctlnui envie.<!a.!.

Depois tia* IO liora.» «iuuoite, "~ » am cóiMini .uleaçõ eu vei'-i o u vei'-i> o _- eserlfvei'-it .>, telcplvei'-i o-¦ on -liclet-rraplilcaa* po-__c___i_ ci» d__-ifi.li! a» para a typo-graphli- da amzetm, rua Sete dc

ietèaiibro n. VS, Telephonv

¦.13 pain a rna do Ouvidor pfcTO, e n. 5 _? para a rua Seto (fe Setembro. .

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. SALUBRIDADE PUBLICA

A QUESTÃO DAS ÁGUAS Nio ba remédio senão tomai' como de origem oflicial o entrelinhado do Jornal do Commercio, de hontem, sobre este assumpto, para que não fique sem reparo aquillo quo o articulista allega cóm uma simplicidade, que pôde muito bem illudir quem não conhece a questão.

Diz o entrelinhista: «E1 uma sem razão attribuir ao governo cai_Picho, por não preferir liquidar aquesU- das águas dt: ¦erra do Commercio,

Nãoha tal semní... . governo foi, ba longos mezes, condemnado a' pagar estas águas pelo preço da avaliação, e d'ahi atè boje tem empregado toda a sorte de meios protelatorios pai a o nã. fazer; ha poucos dias publicou esta folha informa-$___ de origem ollicial, em que sc diz que a abastecimento actual veiu reforçado pela acquisição das

'

agitas' do rio dc 3. Pedro, sem que se fizesse as menos refereucia ás da serra do Commercio.

0r a, ató hoje nunca o governo declarou querer adquirir um e outro, o o appa-rente açodamento cora quo se quer fazer crer que se vai tratar da desapropriação das águas do S. Pedro, contrasta singu-larmente com a resistência que o governo tem opposto ã decisão da contenda que alimenta ha annos com o proprietário das da serra do Commercio.

Para adquirir aquellas,. o governo fez proposta ao proprietário (a um dos pro-prielarios, deveria ter dito, porque acima das terras do Sr. Finuie ha muitas vor-tentes que é preciso dcsapropiar); como esse não acceitasse a proposta, o governo, qno quer marchar com a lei, mandou os papeis necessários ao procurador dos fei-(os, para iniciar o processo de desapro-priação; mas, para adquirir as da serra do Commercio, o governo não se importa com alei, desrespeita as sentenças dos tribunaes, d'esses mesmos tríbunaes a quem o governo chega, quando è pre-eiso, a dar o auxilio da força publica para que o particular cumpra o que elles ordenam. .

'

No m.smó enlrelinhado a quo respon-demos, lia uma declaração, de que é bom ^mw.B9(a-.«A' lei n. 33%' de 24de no-tembro d$..1888 não podia ser applicada íi>é ___ .iditó de águas sobre as,,, quaes ha sentença em via de execução.» Tomamos nota d-8to, como principio; mas, se o governo e ___ convencido d'isso, que razão ^tem'para protelar esta questão? Eslá *__?..#*. demnado, tem de pagar; a

saliibri-^dade

publica"reclama urgentemente que t, ae complete o abastecimento, as águas estão, quasi canalisadas, o que falta ao governo para prestar este serviço? Falta unicamente vontade de o prestar, e não toi sem razão que aflirmá mos em nosso editorial de ante-hontem, que o governo não tinha razão alguma boa a allegar em fiivor do seu procedimento. A prova ahi «rtá; a questão, que puzemos em termos dares, foi ladeada.

Se não é assim, já que ao governo d'este paiz não c permittido pedir explicações nem cm casos d'esta ordem, appellamos para a boa fé do entrelinhista de hon-tem, c pedimos-lhe.que nos diga:

Pretende o governo adquirir as águas I;do rio do S. Pedro, além das da serrado '."Commercio,

que está condomnádo a com-?prar, quo são melhores do que aquellas, ii-mais baratas, e mais.depressa podem ser

entregues ao uso publico? '

Se não anda n'isto uma questão dc ca-pricho, se ha empenho em completar o ^abastecimento, por que razão confessavel *

prefere o governo seguir o caminho mais moroso, e comprar o que é mais caro ?

A commissão de abastecimento d'agua e a inspectoria de obras publicas tem. alguma cousa que allegar contra as agitas da serra do Commercio, cm qualidade o quantidade, e presteza de conclusão de obras, de modo que para bem do serviço publico, se procure ir a ponto de desres-peitar as sentenças do poder judiciário? Sabo o governo ao menos com quantos propriota.ios sc tem de enlender para Milisar-se das águas do rio de S. Pedro, quantos d'elles se servem d'cssas águas eomo força motriz, e a quantos terá de applicar as disposições do artigo 23 da nova lei, que manda desapropriar tara-bem o estabelecimento que ficar prejtuli-eado com a desapropriação das águas ?

Se a boa vontade do articulista nos der resposta salisfactoria a esles quesitos, .'talvez cheguemos todos juneto. u prestar .•um bom serviço ácausa publica e á

mo-ralidadc da administração.

. :.i"\f__ tanto mais 1'n'o- agradeceremos, por. ¦*.

quo não estamos dispostos a deixar esta '

...íquestã", emquanto ella não fòr dellniti-& $ vãmente resolvida, pelo direito ou peto

arbítrio.

obrigal-o a ficar em casa, sem ter quem saiba,-ou possa,'ou queira tratal-o.

Se é attentar contra a liberdade indi-vidual fazer o que se faz'na Inglaterra, lambem, é attentar contra ella prohlbir um doente nas condições figuradas, de se tratar onde lhe convier.

Quanto ao que diz o collega sobre o hospicio da Gamboa, a paridade não é completa; o hospicio da Gamboa è tam-bem asylo de orphãs—o quo não se dá nas casas de saude-e tem um consultório publico, gratuito, muito freqüentado. O mal foi fechai-», sem haver outro hospi-tal paraonde se possa remetter oa doen-tes pobres.

Creia o collega que estamos muito se-guros de que, apoiando a medida do go-verno relativa ás casas de saude, adoptá-mos dos males o menor; essas casas niio recebem hoje senão doentes de febre ama-rella; e quanto á do.eáes Pharoux, con-tra a qual se tem levantado grita espe-ciai, consulte o collega o obituario» e veja se na visinhança d'esse foco de infecção se têm dado casos fataos das febres, que aliás não tém poupado ponto algum da cidade.

O

(188S)

wi

A «U. RR_ SOCIAL (Continuação)

CASAS DE SAUDE

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ua.

A. Tribuna Liberal voltou hontem a esta questão; e o aprece que nos merece o collega, obriga-nos a attender ás obser-tações que nos dirigiu com a cortezia que lhe é habitual.

Ninguém contesta que os doentes se-. jam tratados nas casas d* suas familias com mais interesse t carinho que em qualquer outra parle; e que se ..ftinna, é que muitas vezes esse carinho faz com que sc não ponham em pratica medidas quo a scien'* "iconsclha, com receio qut el'as inficionem desfavoravelmente o doente, lias isto nós o ditemos só para não deixar sem resposta esse tópico ; o uosso ea .ò é outro; os doentes qua vão para as casas dc saude, não são os que tém familia. São os empregada» do com-mereio, são os negociantes, são os opera-rios, que não têm nom casa commoda, nem familia que cuido dlcllrs; esses < que encontram nas casas de saude inte-resse c carinho, que absolutamente lhos lâ llum cm suas casas.

Nós não queremos que se faça aqui. como diz o collega, a policia sanitária . ingleza, que realmente é cruel; o que nós dissemos, é qp-.uma vez que isso não se faz, épreferível permittir que qindividuo que não tem faniilia, qne não lem casa <__n_r _oda,vá pnra uma cncn dc saude, a

O movimento de centralisação ê uni-versai.

A rede antiga dos balcões de cambistas e agiotas apertou-se pouco a pouco e das suas malhas cerradas fizeram-se esses castellos roqueiros da finança em que, do fundo de. gabinetes opulentos, ao pé de fogões monumentaes, se impõe a lei ao commercio e á politica, governando os preços e as cotações, dictando a sorte do um valor, dispondo da riqueza das nn-ções, preparando as batalhas da bolsa' com a mesma estratégia antiga, com os mesmos escrúpulos, isto é, sem escrupu-Ios de rieiihitm gênero, mas com armas mais seguras c menos arriscadas do quo eram o montante e a lança.

A rede antiga de oílicinas onde more-javam artífices, aggrcmiados nas suas jurandas, desappareeeu, vencida por ou-tra espécie de castellos que desfraldam ao'vento pendõ-S de fumo sobre mastros cylindricos de íijollo, e dentro dos quaes morejáin; brutalmente reunidos, exércitos do formigas negras trabalhando ás ordens de monstros deaço infatigaveis.

No campo, a lavoura '.era a alegria da vida. O lavrador, atraz dosbois, arava a torra, copulando comclla, quando vastiva a semente nos seus regos fumogantes. Depois a terra viu chegar o barão com as suas armas, com machinas para fazen tudo, com dinheiro para assambarcar tudo, e desappnrceen o encanto do cres-cer das cearas qué o sol ia gradualmente amadurecendo. Veiu todo o trigo da Ame-rica, e o lavrador curva a cabeça rendido,, vencido, arruinado, .como o cambista e o toso-artífice. \

Pelas estradas, mais ou, menos bem calçadas, o almocreve seguia cântaro-lando eom a recua de machos, e o carro chiava melancolicamente, emquanto, car-re-; almocreve e machos, não tiveram de fugir estonteados pelo apito de um mons-tro de forro que sobre carris de aço le-vava de uma vez atraz de si comboyos enormes de carros com uma rapidez ver-tigtnosa. O almocreve perdeu a sua ale-gria e a sua liberdade antiga como as perdeu o lavrador.

No commercio, a mesma cousa. O typo antigo desappareeeu. O telegrapho sup-primiu as especulações a risco,'substi-tuidas pelos syndicatos e monopólios. Hontem era o do café e da borrocha; agora é o do cobre, do carvão, do sal. O syndicato assambarca ò gênero, eleva o preço, vende, divide o lucro.. .e pagam as favas aquelles; a que no jargon boi-8ista francez se chamam ps gogós.'-

O mesmo feudalismo avassallou as lojas de capella e fazondas, por uma forma que Sola retratou no seu; BpnhfureUs Vames. Assim nasceram em. Paris os armazéns do Louvre e do Printemps,. a Be lie Jardiniire e o Bon marche, que deu este anno á chronica um thema de consi-derações fecundissimas e consoladoras. Era impossível deixar de fallar d'esse caso symptomatico. Relatemos a his-toria.

Foi n'uma d'estas lojas do velho com-mercio parisiense, deliciosamente pho-tographadas por Balzac na Maison du chat gui pelote, que se conheceram e se amaram o Sr. e a Sra. Boucicaut. Eram ambos moços, eram bons, ambiciosos e econômicos: francezes da mediania com-mum d'esse povo tão igualmente dotado. A casa pertencia a qttaosqucr velhos, refractarios ás inno rações do tempo no commercio da nouveauté e do ealicot. Elles tinham idéas. O seu amor grudava-se aos grudava-seus planos de futuro. Seri_ um casamento e uma sociedade no mesmo tempo. Sonhavam prazores c prospectos dc venda, beijos c caricias recíprocos, beijos c caricias a distribuir pelos fre-guezes: uma mina fecunda,' um filão po-tente de felicidade e luoros I • - •'

E foram felizes, r.orquç- se estimaram carinhosamente e porque acertavam nos seus cálculos. Os dias dos pequenos logis, ita s estavam contados. Os grandes

arma-zens devorariam as lojas. Centralisar em vez de dividir, eis o processo; vendei-muito para poder vender barato, eis o segredo—d'onde sahiu a idéa do Bon marche, ess» verdadeiro castello requeiro da margem esquerda do Sena, com a sua legião de caixeiros e canteiras e as sua. vendas, que sommam por dja um mi-Ihão de francos.

Todos os philosophos dizem que o ho-mem é um animal tribal, para quem r. vida solitária è horrível e » simples vidt de familia Insufllcicnte. Por isso, lo»< que se partiram as instituições de aggre gação antiga, jnrandas e irmandades confrarias e corporações, vinculadas pel. interese pratico da communidadc de olli cio c de interesse, appareceram os theol ricos a formular a idéa de associaçiu abstraetamente.

N'este advérbio estava e esti o erro porque só os interesses formam as tribvis Indivíduos associados para um flm pluto nlco, sem outros laços que os unam, foi çosamente sc dcsaggrcgam. Por isso o.-pequenos logistas, desprotegidos pola le irislnção, isolados, dessiminados, no mei da turba individualista, forçosament seriam victimas do primeiro conquist. -dor. Boucicaut foi assim o primeiro bar. t. feudal da nouveauté.

Toda a g;at. sabe de que desordens, dc

que rapinas, o velho feudalismo se tornou réu, desde que deixou de corresponder á necessidade de ordem das sociedades bar-baras, nossas av.s. Toda a gente sabe quantas guerras, quantas luetas foram necessárias aos reis para reivindicarem para si, como representantes dos inte-resses communs, o poder quo de facto andava usurpado pelos barões.

Toda a gente vai sabendo hoje, agora que tambem está feita a transformação necessária da machina industrial, deter-minada pelas invenções seientifleas da primeira metade do século, toda a gente vai sentindo as conseqüências, do feuda-lismo moderno.

Ó operário rebella-se contra o patrão ei&zgreves que são verdadeiras revolu-ções; o icòmmerciante grita contra o banco que o arruina com o desconto ; o lavrador clâníai contra os monopdlisado-res de ecreaes americanos, fabricantes de farinhas. E assim á proporção.

Est» guerra do fraco conlra o forte, esta anarchia e esta instabilidade, fundo do quadro de toda a vida so.ial da Eu-ropa de hoje, hão "de resolver-se, sob pena de um cataclysmo.

Como?r Há dous caminhos: um é o da auetoridade, outro o da philantropia.e do mii.ualismo. Um propõe-o Bismark, ou-tro apresentou-o o (estamento de Mine. Boucicaut—nome qne, apezar da sua mo-dostia, ficará celebre—esse testamento quo data o anno de 1SS8 como memorando nos annaes da vida sicitil franceza.

Aproprianda-se dos caminhos do forro, defendendo a industria nacionul, no mer-cado interno com as alfândegas, no ex-torno com os drawlacks, instituindo os seguros e pensões para ps operários,, or-ganisnndo jnrandas, regulamentando o traballif, Bismark vai buscar ao arsenal das antigas leis do absoiutismo o contra-veneno para as conseqüências da anar-chia individual!.ta d'cste século.

Os Boucicaut procederam de outro modo. Já em vida d'ellos o Bon marche tinha ensaiado a participação dos opera-rios nos lucros industriaes. Pela sua morte instituíram o castello feudal da ¦nouveauté, n'uma colir.eia mutualista. Emquanto o chanceller so inspirava em Cnlbert, os Boucicaut ..'. n.inm em Pro udlion.

ÒLIVRIRA -li-RTINS.

(Continua.)

devoram eao mesmo tempo a deshonram. A Republica está agora.aberta e franca á todos os francezes de boa^vontade,- Que entrem estes, e que saiam os outros'. Viva a-Françal Viva a Republica I »

O FIGARO ILLUSTRÁDdt

Tendo-se esgotado a larga üragenrquè tinhamos mandado fazer d'esta lindíssima, publicação, tão favoravelmente acolhida pelos nossos assignantes, tclegraptíámos ao nosso correspondente, que nos respon-deu que estavam esgotadas .tambem em Pariz, tanto a edição portugueza, como: a

franceza. • • .

Insistindo nds, porém, no pedido,. Ò nosso correspondente dirigiu-se a alguns, livreiros em Portugal, que tinham feito acquisição de um certo numero de euehj-pV_res, e obteve alguns que nos remetteu: ^elo paquete chegado ha dias.

São poucos, mas provam a nossa JÈa vontade em servir ás pessoas com qíiím' nos com promettemos, ou outras quo osde: sejarem, e quo os podem mandar buscar ao escriptorio d'esta folha. ' :_.*.

ministério $mm?

Pnrlz, SS (m. ni).) '

O Sr. . Ioline informou hontem ii nqi,t£ ao. presidente da republica, que dcflnitir--. vãmente tinham sido frustrados,os, seuã' esforços para for.mar um ministério.

O OTJJ_r__Ci>

Apeair th parecer. bs.ohitamente Glarji, segundo a lei, que a libra esterlina deve ser recobida, tanto nas repartições publi-cás como pelos particulares, a Sf.890, ha sobre isso muitas divoi'gencías,que podem vir a perturbar seriamente o curso regu-lar do commercio, n'osta oceasião om que ouro invado o paiz com tanta persis-tencia.

O Sr., ministro da fazenda prestaria um grande serviço ao commcrcio.se viesse estabelecer a verdadeira doutrina,de modo a acabar de uma vez com as hesitações e as duvidas sobre as-mninto tão momon-'

rJév.niõs. •'porém, dc'passagem fazer a respeito do padrão do ouro umas.pbsci'-vações, que nos parecem vcrsar"sobre assumpto de grando alcance.

Se, como devemos esperar, viermos a estabelecer a circulação metálica, aprô-veitándo circumstancias econômicas tão lisongeiras como as que se nos deparam actualmente. a libra ha de ser forçosa-mente, pela sua abundância e pelo seu caracter de moeda universalmente co-nhecida, a base do nosso meio circulante, visto que nunca sc ha dc cunhar tanto ouro, que chegue para as necessidades do grande movimento financeiro e commer-ciai do paiz.

N'estas condições, toda a conveniência está em dar á libra um valor redondo e fácil de servir ás transacções e aos paga-mentos, sem as- torturas de pegar na penna para fazer as mínimas inldições.

O valor da libra podia muito bem, sem inconveniente algum, sor determinada por.QSQOQ, alterando a tabeliã em relação ás outras moedas estrangoiras ou nacio-naesjá existentes, e modi_candora quanto ao toque do ouro que houvesse de se cunhar d'ora em diante.

Foi assim quo se praticou em Portugal, quando se estabeleceu o curso para as libras esterlinas, sondo o seu valor doler-minado cm _S5Ü0, e o cambio par deri-vado de svbnse.

Na moeda, o que os economistas pro-curam sobre tudo, ô valor real e lixo, a que o ouro servo como nenhum outro metal precioso, e um padrão decimal ao alcance do todos, que _eja fácil do ma-nejar e não obriguo a demoradas e con-tinuas operações arithmeticas, desconhe-cidas dos iguorantos.

Estabelecendo, repetimos, a boa dou-trina, o Sr. ministro da fazenda satisfará a uma palpitante necessidade da ci.cu-lação metullica actualmente, nns nniiihãr Ias circiímstancins em que ella so acha

Mus se a isso juntai'a determinação do novo valor da libra, maio:'será ainda o sou serviço prestado á èonycrsão du nosso •defeituoso meio circulante.-diindo por um acto, que parece tão singelo, o |r'meiro passo para que se rec.nhcçani as verda-deiras aspirações do- honrado .ministro a respeito d'essa matéria.

CARTA DE BOULANGER

A carta que o general Boulanger diri-giu aos eleitores do Sena, è assim conce-bida: .

<< Dominado ainda pela profunda emoção em que me deixou a maravilhosa mani-festação de domingo, não quero conitudi-diCfcrír a expressão do meu reconheci-n-ento á admirável população quo tão vs-lorosamente marchou em columna cerrada contra a colligação parlamentar, compost. ds todos aquelles que se escudavam anda-ciosamente com a Republica, que as su». faltas, a sua inpetcncia c as suas intrigai compromet teram tão gravemente. Ntinc.t. sob regimen algum, uma camijaiiha olii fiai de ataques infames.de mentiras eitl culad»s, de ameaças odiosas, foi. niaii

...e_mlalosamente dirigida contra um ciu:-•lidato. Vós, com a vossa lista de voto n. > mãos varrestes d'uma sò vassourada ai -.-l.mnins e os calumnindores. O paitid. republicano nacional, baseado na pro bi lade dos funecionarios e ná sinceridiui• lo suffragio universal, está desde lioji iundado. A câmara, que o combateu cor 'im furor nunca visto, não tem já dinnt. Ic si senão a dissolução, ;i que não pinr iscapar. Eleitores do Sena: é a vós. . ossa energia, ao vosso bom senso, que . Blrla. a nossu grande pátria, deverá ,_r desembaraçada dos parasitas qui

A situação è incerta; notava-se líbn--tom uma certa agitação na caniara ins.

dep'itados. ''. -.^

..Paí-Ise.' »3''"' Constituiu-se um novo ministério sq_ a presidência do Sr. Tirard, senador; quo fica ao mesmo tempo com a pasta' do commercio. . .

As demais pastas foram distribuídas como se sogue:

Interior—J. A. E. Conatans. Finanças—M.RouTier..

' Jusliça— M. Thevenct, deputado do Rhône. ;

Instrucção publica e cultos—C. A. Fal-11ères.

Guerra—De Freycinet.

Marinha e colônias—Almirante Jaurès. Obras ijublicas—Yves Guyot, deputado

do Sena. ¦':.'.

Agricultura—E. L. Faye, senailui. .'.' Ainda não estão designados o minis* tros do estrangeiros c o dus correios e. te-legraphos.

(Agencia Havas.) ',

O correio tem á venda umas iir.is. solladas para franqueai- jornaes, que s8p uni modelo do amor coin que'se olha entre, nds pnra o serviço publico. ...

Vejam so. a perfeição d'estes dizoreè:. <i Brazil Correio Cítarenta reis. Bra. il-Correio Veinte róis. Brazil Car_eí|j£ Sesenta reis.»

Este Brazil com z é positivamente para; enfesar o Capistrano; quanto an veiiitej cuarentn e sesenta é de crer qtto tenham; o propósito de manter ns boas relações em que estamos eom as- línguas

estran-feiras. '\V ?'

Quem quizer ver estes primores, tí» encontrara jiTO\_l_i..._,,i!?',:n__,sa7.__lSp—¦¦ 'jíc-daõ^-ia riosVã vidraça.. _ ¦«'.

as janelias do quarto. Ao executar a or-dem o criado disse:

- — Meu senhor, estão dous homens no jardim.

— São guardas de caça. Dá-me a cor-respondencia.

E o principe assentou-se no leito, com as costas para a janella, e poz-se a íêr.

. o criado sahiu, e estava dizendo ao conde Loyos o que tinha visto, quando ,n'este instante se ouviu um tiro.

Precipitaram-se no. quarto do archi-duque e encontraram-o morto, a parte posterior do craneo esmigalhada.

Os vidros do uma janeüa estavam par-tidos.

« Eis, diz o correspondente do Figaro narrando largamente o que acima resu-mimos, o que eu ouvi em centros ondo se sabe tudo. E, sc me desmentissem esta versão, do que eu duvido,'Ãfor-me-hia ob.igado a dar provas mais conclti-dentes. »

» Começeu a publicar-se no Ceará a Tri-bunu Commercial, órgão dos interesses das classes commercial, agricola e ih-dus.rial du província.

O Sr. gerente da companhia Ferry demittiu o mestre da barca Sexta, que, como hontem noticiámos, niio attendeu ás reclamações pnra que, quando largou da corte ás G 1/-1 lioras da manhã, atra-casse de novo, afim deque pudesse em-bar car o cavalheiro ciijo fllbinlio seguiu t.aquella barca sosinho, e sem ninguém ciue velasse poi' élIeíFõi igualmente despe-.lido o marinheiro que levou ao collo a "bfiancinha

para dentro da barca. Parece-nos que para- cnm este empre-gado-houve severidade desmarcada, pois que nenhuma'responsabilidade lhe cabe do oceorrido.

Rendeu ,102:253,.87_ a alfândega Ceará, no mez passado,

do

TESTAMENTO DO BÍBLIA O tribunal da Relação da corte, em ses-são de hontem, julgou a appellação eivei n. 0,393, relativa ao testamento attribuido a Custodio José Gomes, vulgo Custodio Bíblia, na qual são appellantcs: 1*, Joa-quim Duarte de Mattos Cabral; 2", o commendador Joaquim Leite de Castro, sua mulher e outros; 3", Antonio Fer-nandes dos Santos, inventariante e testa-menteiro, e sua mulher; e appellada, Julia Maria da Conceição.

Julgaram o feito os Srs. desembarga-dores: Motta, (relator), Anlonio Augusto da Silva c Trigo do Loureiro, revisores. Os Srs. desembargadores Motta e Au-gusto Silva deram provimento á nppolla-.çòo pnra roformar a sentença e decreta-'ção

da nullidade dó testamento; o Sr. desembargador Trigo de Loureiro votou contra o provimento, e sustentou os fun-da men tos fun-da sentença que julgou válido o testamento.

O Dr. Domingos Freire hoje, ás 5 1/2 horas da tarde, vaccinará contra a febre amarella, na secretaria do Congresso Be-neticente Martins do Pinho, á rua do Vis-conde dc Itaúna.

Temos" ete chamar a attenção do respe-ctivo" delegado <_i junta de hygiene para a coeheira de unia <_t__..da rua de Santo Amaro. A familia' residente-, ire. sa; casa está fora da corte, o parece que o ehCfi. -regado de tratar dos animaes qiie fica-ram na coeheira. não se preoecupa mliito com as prescripções hygienicas. O que é facto é qne da coeheira sobem aos narizes dos•moradores da visiiihánçi. os mnis fl-sagràdaveis perfumes e densas nuvens e mosquitos. I*â_sc a auetoridade com-pete.nlo por alli, e verá so temos ou não

Z&tfè -' mdMtc-g-P

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'

IIojs, is 7 horas da" noite, soliminisa jfestivnmente a' Associação do SoeCoriO-Assumiu hontom a direcção da fabrica i Mútuos Memória a Estiior de Carvalho de armas da Co icoiçáò o Sr.

tonente-c.-ronel Luiz Carlos da Cosh Pimentel, ultimamenie nomeado para esse cargo.

o acto da possa da nova. administração, bsiíi como a inauguração do retrato do .thesoureiro, José Clemente de Moraes,

Q Times dc 3 do corrente publica o seguinte telegramma:

« Buiti.i-, 2 de fevereiro.—Uin syndi-cato de banqueiros de Berlin e Fiaiiltfort concluiu, de accordo com um grupo dc cnsus bancarias portuguezas e dc Pariz, uma convenção para. a conversão de todas as obrigações de 5 '/. "do3 empréstimos portuguezes de 1870, 187S), 1880 e 1887 a 4 1/2 '/• stock,'sondo a totalidade di operação do cerca de 200 milhões do f.-ancos. A emissão do novo empréstimo de 4 1/2 '/. deve ser feita brevemente. » O Dr. Carvalho garante. a cura da asthma e da tisica, rua do Carmo 30 E,

O príncipe rodolpho

Os jornaes europeus-dão-nos mais os seguintes pormenores sobre a morte do arcbidiiqite da Áustria.

Os amores do principe Rodolpho cnm a b.ironeza Vcrscera duravam ha mais de um anno c eram bem conhecidos pola alia: soci.dadc viennense. '

O principe, perdida a esperança de ter uni herdeiro por causa do estado de saude da princeza Estephania, pareço que alé chegara á escrever, ao Papa. allm de obter o divorcio, mas o imperador Francisco Jose havia declarado que sempre so op-poria atai, o intimou o principe a ac.ihii' eom aquelles amores para evitar nm, cs-caudtilo europeu,. Os dois amantes resol-vei'nm então suicidar-se e executaram a sua suprema resolução. Andaram pus-seando juntos pela matta de Mciérliilg, c j mios se recolheram ao pavilhão. Du-rante a noite não s_ ouviu nada; mas pelas ü lioras da manhã soou um tiro de revólver e logo em seguida outro. Aceu-dirá tn então os criados, que uão acharam já senão dois cadáveres.

Assevera-se que t) rei dos lielgf.s exigiu que so dó u publico toda a verdade.

Segundo nliirma o correspondente ú> Standard, em Roma. n. Papa ó pr.ivavel-inenU' ii unicá pessoa que. além (In fami-lia. imperial dit Áustria, sab . ns circuiii-stiiiic'. s da morte dn are brinque lindol-plin, pois que o imperador Franíwco José dirigiu ao __ljíá um telegramma do2,00. palavras, expondo-lho Oitrislo caso, a cm segundo tolegramma disse-lha quo jánáo poclia agora achar alli vio á sua dòr. senão nns consolações do chtífe da Igreja*

O cadáver do principe'foi depositado na papoila dos capnclios. /

Depois das cncommondações c do ul-timo adeus do imperador Francisco José a seu filho, o principie Rodolpho, foi o ataúde descido ácrypta. Ahi o mordomo-mdr, principe de Holienlohe, dirigindo-se _o prior, disse : « Reconhece o corpo do arciúduque Rodolphoâ » Ao que o prior respondeu: «Sim, e do hoje em diante(I corpo fica- sob a nossa guarda. » O prin-cipe de Hobenlolie eiitr.gou-ího então o ataúde.

O imperador Francisco José dirigiu «o .-onde de Taaff, e presidente do eonselh' ;e ministro do interior do listado austr_ c

um rescripto, agradecendo ao sen povo .-sympathia que lhe tem testemunhado e » toda a familia imperial.

O barão Verscem, pae da baroneza. era hnngnrojem I8f_i foi drogmdn da em baixada da Austria-llungria. cm Constam liuopl», onde casou com uma menina Bastejrgi, grega, que tinha do dote doii milhèes. Os cônjuges Verscera viverão muito tempo no Eg.vpto; depois a baio nez.v veiu residir em Vienna, lieundo l barão no Eg.vpto até ser aposentado. En LSovciu rcuiiir-se á sua mulher cm Vien na. onde morreu em 1880.

Apezar da allirmaliva ollicial, n Figtu-•t.o acredita que o | .-iiicijic se houve.-. suicidado, pois, segundo di/., u füi-iilionl pi na parto posterior dit cabeça, e o r< volver encohlnulpi marca bull-elii{-, não ãodia ter produzido.

Dias antes, conta .. folha paiiziem. •nn alto fidalgo austríaco, tciidti 3__h_u 11 pateo dil seu palácio ao romper ti luroi-ti pa'a ensinar nns rav..llo., vi un individuo .Fütris* por entro as arvoij ló parque-, perseguiu-'- e reco.nhecf. Telle o principo UoJolpho.

O qne so sngtliu. , -ft.

r..'io s' siibe. 0 raso é qu_ r.o d|ft_HB c maiid.J-ilk' 1.1^;

IIrqnrriiii-iil-1 ilwinclimlo.:

I'rlo ininist-iio üo lràj_rlõ!

Joüii lto.liiii«<s liin».—Iml-feriilo, por ier o p«-ilido contrario m qii« iliípôiiiii os arl«. 100 c 173 do ririiliim-nio iln 13 ilo oultili. > iilliino.

l)r. Smk DoiniiiKrin ile-Amlraite.—Cooipsieça na í'ilirccloria da iccrclaiia iHUslSJl).

Kraiicitco Aurélio ilo lii;iiciivilo.-_ iiija-íe á ir-mandaiI. ilo Saiilisiimo . acramciilo Ja freguezia ilo SanfAnna;

Afiauin ,ti>'Albuquerque « outros csti-lanlos do cnso jiniiliro dè S. Paulo.—Nas faculdades de di-rolto, 03 eiamos dos otuilaiilrs, qiieriiiatiluilados, q.mr não nialiiciilailof, ilT«tuam-sj no lim ilo auno lecllvii c cm março, antes do se abri.'_i as aulas, cendo qne na. simula d'aqn«llai éimcas siim. ute lioilorão ser «ilrailtidus a Mame os csliidantis In-scriptos durante .1 . rimrira, nue não o tenham fiilo |ior motivo jihlilicailo, tudo do conformidade com as disposiçõoi cm vigor.

Pelo da niautilia:

1). Jacinllia Domiaiin do Carvalho.—Aviso ao InspiTlnr do ars nal da côrle. :

1'clo da agriciiltnra:

Companhia fidelidade dj Ilio de Janoiro, pe-dindo puíamenl- do premios do seguro.-Deferido, com avieo ao minis. lio da fazenda em 10 do cor-ríiito.

Para o necrotério mandou anto-liontem o ollicial de visita do porto transportar, de bordo- do vapor francez Bineloustan cadáver da menor Maria Paiinira, de 7 mezes de idade, filha dos italianos An-gelo Plzotto e Thereza Crome. A creança, segt-nlo o attestado do medico de bordo, .'ftlleceu dè convulsões.

militar, representada pelo exercito e ar-mada, este nosso pensamento, para execu-ção do qual, com o concurso dos câmara-das de nossa corporação, envidaremos, por nossa vez, todos os esforços, quer de ordem moral, quer material.

Rio Pardo, 7 de fevereiro do 1889. (As-si»andos)—Capitão TJiomas Thompson Flores,—Capitão Luis Barbedo.—Tenen-te Hypplito das Chagas Pereira.—'Ve-nente Luis Antonio Cardoso .—Capitão Gabino Besouro.»

Fez-se mercê do titulo de barão de Suassuna ao bacharel Ílenriques Mar-quês de Hollanda Cavalcanti.

Por ter sido publicado com algumas inexactidões o nosso telegramma de Pariz, reproduzimol-o hoje com as devidas cor-recções:

. Pai-lz, SI Noticiam de I.ondros, que a companhia iigleza que comprou as estradas dc ferro 'rníicipe

do Grão-Pará e d» Norte, lançou na bolsa um empréstimo de seiscentas mil libras, em obrigações a juros de 5 '/. e preço do95.

Esta somma é destinada ao pagamento final da compra das duas estradas. A subscripção foi coberta quasi duas vezes. (Gaseta ele Noticieis)

Manuel Corrêa, «o passar ante-hontem pela rua da Assumpção, foi assaltado e mordido por um cão, tendo sido por isso medicado, por ordem do subdelegado da freguezia cia Lagoa, em uma pharmacia da rtiadc S. Clemente. 0 cão, segundo a praxe, foi justiçado.

Foram nomeados pnra servir ho Mu-seu Nacional: como secretario, o sub-direetor du 3* secção, engenheiro Fran-cisco José de Freitas; como bibiiothecario, Manoel da Motta Teixeira; como amanu-rnse, João da Motta Teixeira; como na-turalistas viajantes, oDr. Frederico Mui-ler, Gustavo Rumbelspcrger e Herman Von Kering; como preparadores, Vicente Alves Ribeiro e Carlos Moreira;. como porteiro, o preparador Carlos Leopoldo César Burlamaqui; percebendo cada um os vencimentos constantes da tabeliã an-nexa ao regulamento que baixou com o decreto n. 9912 de 25 de abril de 18SS.

O Sr. M. Paulino de Assumpção en-viou ao direetor do Lyceu do Artes e Of-fidos 30 exemplares do novo methodo de leitura—Lições á infância, para se-rem distribuídos aos alumnos pobres d'a-quelle estabelecimento.

Centro eleitoral do Município Neutro

Sob a presidência do Sr. Favilla Nunes, reuniu-se ante-hontem, ás 7 horas da tarde, o centro eleitoral do municipio neutro. O Sr. Martins de Sá, secretario, procedeu á leitura do projecto do est. -tutos, cujos artigos foram suecessiva-mente approvados, tomando parto na discussão os Srs. Fagundes de Souza, Julio Escobiir, Cândido Teixeira, Souza Louro, Estanislau .Vianna, Alexandre dos Santos, Braz Vinnna, Camillo de Xellis, Martins de Sá, Favilla Nunes, Cav.-Jéfluto, Moreira da Silva, ¦ Dr. João Teixeira-1-» o.utros. O Sr. Dr. A. Cha-vantes" co_t__.$9icqu não poder compa-recer. ; "^K

Foram propostos a inscriptos 95 sócios novos, cujos diplomlps ficaram arc.hivii-dos, ficando o Contjt' com 222 ,s0-ios. Re-solvou-se a 'convoa.ação dfnn._i|f assem-b-éa Recai cm ti-_j_.ri)ipUO-TC.,:jTirjwánd_?. salão, para a elciijao do_"cargc's dewnuni-bros do conselho' directoò cr-eado"pelos estatutos.

A assembléa deu ao directorio poderes para a cobrança das mensalidades, pu-biicação do resumo dos estatutos, e para providenciar sobre as cautelas necessa-rias com o grande numero de diplomas archivados, alugar casa apropriada, mon-tar secremon-taria e outras providencias ur-gentes.

Foi prorogada par dois mezes a licença de tres mezes concedida a Luiz Carlos Freitag, admnistradordo lazareto da Ilha Grande.

-Deixamos hontem, por esquecimento, de responder a uma pergunta que nos dirigiu o illustrado Sr. Dr. Castro Lopes. Fazemol-o agora, declarando que temos a certeza de que não foi S. Si quem publi-cou na Gaseta os taes hieroglyphos egy-pcios, que tanto dão que fallar. Tambem nada podemos dizer a respeito da inter-pretaçào d'esses hieroglyphos; mas por uma publicação qne vai hoje no logar respectivo, parece-nos que se trata de negocio serio e muito grave.

Foi nomeado Antônio Carlos de Cas-tro para exercer, om substituição de José Marques Moreira, o logar de agente do instituto dos Surdos-Mtidos. emquanto durar o impedimento de Ulysses de Oli-veira Sampaio.

Ao direetor da Faculdade de Medicina da côr te, dcclaroiii o 'ministério do império que, visto dispor o governo, no actual exercício apenas daquuntiii do5:000 .para premios aos membros do magistério das Faculdades do Medicina, que compuzerem olirns dcstinadns ao ensino, c impressão d'ellas; resolveu o ministério do império Mue a congrogação da referida Faculdade'nformo qual' d.is obras dos Drs. Joio DámasçehÔ Peçanha da Silva, José Pereira (iuima.áes. Domingos Jbsé Freire e eon-selheiro José Luiz de Almeida Couto merec.) ser preferida para a concessão (['aquellas vantagens.

Por carta recebida ante-hon tem, n'esta corte, soube-se ler fallecido em Pariz. victima de uma congestão pulmonar, o conhecido c- estimado negociante d'esta praça Antônio Joaquim Barbosa.

No Espirito Santo do Mar de Hespanha, por iniciativa do Sr: commendador Fran-¦•isco Joaquim do Noronha c Silvn, foi nn:diaüO do corrente me// celebrada umn missa, por alma Mo barão de Cotegipe-à concurroncii- foi grande, tendo-se prestado graciosamente a celebrar o acto i-digioso oRovdm. vigário Antonio Fran-cisco do Paula Dias. Tocou a banda de musica rogida pelo professor José Fer-nandes Januário, e proferiu üm brilhante discurso o Sr. Dr.. Geraldo Barbosa Lima.

De S. Gabriel, provincia do Rio Gran-de do Sul, dirigiram no Sr. Dr. Silva Jardim o seguinte telegramma:

«Republicanos de S. Gabriel saúdam intemerato órgão do republicanismo bra-zileiro. c protestam sua franca adhesão em todos os terrenos.—Presidente, Pa-tricio Asambvja.—Vice-presidente, João Abbott.-Secretários. Dr. Fernando Ab-bott e João Pedrosa.—Thesoureiro, Cy-priano Almeida. »

Continuam a npparccsi- na circulação da provincia do Pará notas falsas do valor de 2008000.

Já se acham presos alguns indivíduos, indigitados como passadõíõs d'aquellas notas.

EMIGRANTES CEARENSES

Pelo paquete nacional Pará chegaram hontem do NorteS7 emigrantes cearenses, dos quaes 32 foram vaecinados pelo Sr. Dr. PniiHuo Werneck e 11 obtiveram colloeação n'esla côrtc.

O Sr. Dr. Mello.Braga continua a diri-girj) serviço medico das hospedadas da Saiíde e da ilha de .anta Barbara.

Depois de amanhã regressa da Barra do Pirahy o Sr. barão do Rio Bonito.

A alfândega do Pará rendeu no mez passado 822:4628939.

A exposição de Antonio Parreiras fo: hontem visitada por 394 pessoas.

..iiliS. o

ii.u_o Je. n arohidj I.O-C-t

O Sr. capitão Lujz Maria de Mello e Oliveira enviou-nos uma carta acompa-iiliando cópia de outra quelhi foi dirigida pnr alguns seus camaradas do Rio Pardo, na qual se snggero a idéa dc sc levanlar um monumento á memória do tenente-coronel Senna Madureira.

A carta, que é lambem dirigida an-_rs. capita» Scrzedollo e tenente Jayni' tlenevolo, é do teor seguinte:

_ Ao mesmo instante cm que a infausl: noticia do passamento dn teneute-co-am-..nua Madurei; a dolorosamente surpren lia o coração da pátria e dn cserriti, u» •nesir.o pensamento nos occoneii: o ti ;,.i-pctua:- á memória dc tão illustre rrer-l-'¦..ni

um m. nitmenío duradouro, symfifi!. !_ devida liom .ungem a quem foi em vi.l ii -ii .i encarna ;ão vivada dignidade do sei

i. iz e de sna classe.

D_ mármore ou dc granito, cstntua o-nausolcn, co:n lavores ou sem elles, nia ijo nomo o sen c:inictei-, o valor intrii :cvo de um 1.1 monumento será a sij.t.i 'cação mor.il do estimulo ás gçraçüi

iiuínures.

N'es.c i"1 uilo rrciirrenios a VV. SN. imnnnh.iro. e áilm. .úlii.os nue forn. _ » iilustie nwi-ro o como iii-iiibro- ácu . •; do Club Militar da Corte— para 1. Sentarem n'e.s. ¦ associa¦;._•) c na da.

Escrevem-nos:

« Ha uma casa na rua do Sesador Eusebio qne está com eseriptOB ha alguns mezes, e onde falleceu uma menina com angina diphterica. N'essa casa contrahiu o mesmo mal uma moça que d'alli se mudou, ficando então a casa fechada até hoje, sem que houvessem procedido á necessária desinfeeção.»

Com vistas á inspectoria de hygiene.

Foi concedido ao agrimensor da com-missão do municipio dc Ponta Nova, na provincia de Minas Geraes, Vicente Ro-drigues de Campos, um mez de licença,

.ara tratar de sua saude.

Foram despachados oi sf{uintps requerimentos i Ia frrs.lenr.fa da província do Hio de Janeiro : Benl) José Freire.-Di ferido. _..,'. Jmé Joaquim da Cnnlia Vieira Souto.—Deferido. l.ancis-O ilaCniilia Telles.-Como r'quer. João Maiti^s .Ia Silvi.—A' direcloiia (le faienia ii_i Mlcnder nu lermos.

Joaquim de Alm ila .orlnna.—Deferido. Engenheiro Jorgn Jlirandola e outros.—DeferiJo. Jiireuat José da Silva.-Ilcforidp.

Manuel Jose d.i Cisla Jlaltos.-llereiido. J_ii.il I Pcrdra ilcCa:V8l!io.-nfferido. 1'orliiio Jnsc Frrrcira.—Indeferido. João Vice "li" M.iia.—Delerido.

Maria Oly_i[.a (lüiuis.—_iit, de accordo com -. pirmaçáo.

Foi concedido ao agrimensor José Soa-••. . dc Aiuliéa. empregado na comniissão h terras do valle do Ipiassú. na provin-i:i do Paraná, um me/, de lice.nça, paia

iilard_ sua saud:.

'

Dentro de sete dias decide-se o pleito Boulanger-Jiicque... Houve hontem sete ou oito reuniões eleitoraes em Pariz. Reu-niSes mais ou menos numerosas e quasi todas merecendo o qualificativo de «lott-vementées, que lhes dão os jornaes.

Assisti umá vez no Rio a uma reunião de uma associação beneficente em merao-ria de uma actriz popular, que acabou por não haver mais na casa moveis, nem cabeças frescas para quebrar, o porqn» a policia interveiu. Isso aqui seria uma reunião mouvementée. Mas^eomo quasi todas assini acabam —a soeco e bordoada, a designação torna-se banal.

Ha então a reunião chamada contratli-ctoria, que é aquella em que se permitte a liberdade da tribuna dos oradores dss partidos adversos, istoé aquella que co-meça e acaba â pancada. A cousa faz-se assim. —Installada a mesa c aberta a sessão, vai um homem dc coragem á tri-buna (todo orador, mesmü quo não seja francez, é um homem de coragem) o depois de vários foguetões relhoricos, em que Oitenta e Nove, Noventa e Tres, Liberdade, Soberania Popular e outras, assim são as bombas de effeito corto, que com as suas explosões dc claridades poe-ticas e illumihantes abrem perspectivas de miragens moraes, aes olhos perturba-dos perturba-dos que têm fomoc sede de justiça, depois de uma preparação sentimental, indispensável nos discursos ás massas, começa a cantar os louvores o a desen-rolar a lista dos alliciantes promessas do general preten-dente.

Mas aos cadettistas, ftoqucltistas, jitc-quistas ou que melhor nome tenham os radicaes na gíria do perdostico Roche-fort. não faz conta uma exhibição com-pleta d'esse espantalho da Republica.

Além d'isso os discursos eleitoraes são sempre fortemente adubados de desafo-ros. E ha certos desaforos que se não aturam. Eu, se me chamasse Jacques, não consentiria que me alcunhassem de Pauvre Jacques, como fazem os botilan-gistas ao rico destilládor, presidente do Conselho Municipal, etc; que é o candi-dato da Republica, e se fosse Floquett, náo gostaria quo me tratassem de doux Floquet e me chamassem aelvogado, só porque defendi algumas causas.

E a propósito, lembro-me do que, ba-seando-se em que o nome dc Mcilhac vem na bibliographia theatral como auetor de uma duzia de librettos de opercttas, o in-genuo redactor d'esta secção qualificou-o, incidentemente, porém, irreverentemente, de fabricante de opercttas. Estava errado: era ex que elle devia dizer; ex e meio, porque em cadaoperetta ha collaboraçao, o libreto e a partitura. Porém mais con-veniente ora não fallar n'cssas cousas. Quando um homem chega ás alturas da Academia' cstá sagrado, é uma falta de respeito dizer o que elle fez para ganhar a sua vida, o as bobagens que escreveu para isso. Foi o que ao inexporlo escrip-tor ensinou o aueescrip-torisado mestre do cor-tezi» JjUçraria, que professa da cadeira JDC "^SfisAín^Tvv^-Sr* Ji-.- vi*- __U»'-"-#fV--C-TAtf.*íJ lhe sejam daílas. A gravidade da falta, quando não fosse attéstada pela repetição da reprimenda, eu a veria agora aqui nas discussões eleitoraes. Isto de dar o nome aos bois é bom para rústicos. Quando se lida com gente civilisada e fina, o nome é uma voz que serve para esconder as cousas. A theoria das substituições do Taine está certa ainda ti'estc ponto. Somente, o sub-stituto na vida social deve obliterar com-plotamente a memória do substituído. Assim eu, mostrando que não esqueci a lição graciosa e utilissima, e a dtirabili-dade do meu reconhecimento; quando o provecto Elou_o_Hereíe.tòr direetor de se-cretaria e conselheiro, não o chamarei de comediographo e homem de espirito, não. Quero-lhe muito o bem, e respeito-o de-mais para ser assim familiar. Podia ser isso levado á conta de pouco caso. E o pouco caso para nds latinos ê peior que a injuria.'

Por isso, chamar Floquet de advogado em presença de radicaes, é o mesmo que dizer que o seu chefe.não é um hdmem de estado. Em reunião flna eselecta po-dem d'ahi provir golpes de espada e pis-toladas em duello. Em- reunião contra-dictoria, o soeco e a bengalada andam no ar como um temporal imminente; á mi-nima contestação desaba o furacão rai-voso. Raro é o orador que acaba a sua arenga pacificamente. Sempre ha enthu-siasmados que poupam-lhe as dttliculda-des dos remates rhetoricos.

E ás vezes levam a amabilidade ao ponto de fazer com que elle não desça da tribuna pelo seu pé, como um orador vulgar. Entre o alarido apothensico da turba, elle evola-se da sala, n'uma gloria turbilhonaiito de bengalas e punhos cer-rados.

Então sobe á tribuna um radical, possi-bilista ou socialista matiz mais ou menos carregado, c arraza o candidato da reac-ção, chamando-o do Cezar, plcbiscitario e outros nomes sujos. Mas eis que sobre-vem um bando de trpzentos boulangistas (este é o numero consagrado pelos jornaes ás reuniões mais respeitáveis; para as menores os desordeiros não sao mais do que um bando de sinistres ródeur etes barrières) que, depois de uma luta épica acabam por dissolver a reunião.

Uma consa faz a minha admiração por esses comicios — é que sempre n'elles se vota alguma cousa, ordem do dia, viva Jacques ou viva Boulanger.

E os jornaes partidários vio sommando á rontãde o numero das adhesies á candi-datura que cada um d'ellos defende. Assim se fazem as estatísticas, cada qual mais exacta.

Rochefort, esse conta principslmentecom os leitores do lntransigeant e tem razão. Eu, qu« assigno o Intransigeant, vou hoje mesmo indagar aonde devo ir no dia -7 levar o meu voto pelo general querido .as damas.

Com a algazarra eleitoral presta-se pouca attenção ao resto da vida pariziense. Entretanto os acontecimentos vão se-guindo sempre o seu curso. O trabalho intellectual c industrial faz-se e a capita-lisação das rendas da civicapita-lisação não sof-fre transtorno com uma agitação mais local e superficial do que geral e pro-funda. Os pessimistas dizem que não ha perturbação sem importância em Pariz, que è cabeça da França. Mas os tran-quillos de espirito dizem que a circulação da vida nacional fazendo-se melhor, já não ha tanto perigo de congestões no ce-rebro da nação. Em boa hora o digam. Dos acontecimentos da semana merece especial menção o banquete em que cento e tantos francezes, portuguezes e brazi-leiros reuniram-se no dia 1 tí, pov occasiivo Je otlerecerem ao. bar. o de Arlnos as

in-signias de Grande Oflicial da Legião '&$ Honra, com que íoi agraciado pelo g0. verno francez. Antes do jantar, que teve logar no Grand Váfòur, o barão da Es-trella, em uma eloqüente allocução, men-ctonando a tenção não realizada d» uma festa quando o nosso ministro recebeu a grã-cruz da Rosa, festa que seria intei-ramente familiar, congratulou-se cora,ps presentes, porque esta manifestação "de apreço subia de valor, pelo caracter que tomava de festa internacional. O nobre o sympathico velho respondeu commovido. Eloqüente é hoje um adjectivo depre-ciado. Na festa de 10 de janeiro só houve sete discursos, dos quaes cinco brindes. d>Tão se comeu e bebeu menos mal por

isso. Só o meu visinho da direita, o Sr. Ph. Sckloss, commissionado pelo commercio francez, tinha o engasgo do seu discurso que o impedia de comer. E quando, depois do brinde do Sr. tia-millo de Meraes, que fallou em nome dos portuguezes, elle proferiu o seu, ao sentar-se, no meio de applausos, disse-ma que estava contente de o ter feito. Eu tambem. Elle me tinha communicado a sua emoção antes o durante o discurso..^

Em nome dos brazileiros fallou depois.-o Sr. SanfAnna Nery, apertanddepois.-o n'u__ mesmo abraço afiectuoso contra o seu lar-go peito generoso os portuguezes d« cujo sangue vimos, os francezes de cuja ali-mentaçáo intellectual vivemos e o herde • da festa, que nos é a sombra amija e hes- [ pitaleira tia terra do exilio. Sahe sempre '' um calor d'aquellc peito.

Fallou depois o Sr. Francis Charmes, direetor dos negócios políticos no minis-terio dos estrangeiros, antigo publicista k do Journal dei-Bcbats.

E o brindado respondeu com a bonne gráce que todos lhe attribuiam tempe-rada de modéstia e ama emoção perce-ptivel na voz desviando de si íncrecimtsn-tos e direiíncrecimtsn-tos, elle não quiz acceitar da homenagem mais que a prova de sym-pathia que n'ella via.

O banquete acabou ás 10 boras e a con-versação ficou em meio de uma musica de trigaues, que a entrada da fesla to-coii um hymno nacional phanlasiado.

Não esperem que diga o nome dos que estavam presentes".' Cento e dez, ima-ginem... Do-ticio da Gama. Pariz, 20 do Janeiro de 1889.

"

I

W,

__3.'

^.'¦'¦'.'¦''-Concederam-se os seguintes créditos: - í%_ De ll:30íig228á thesouraria do Espirito. M Santo, para despezas com oa concertos do palácio da presidência;

De 11:238844(1 á thesouraria do Ceará, para a construcção de um armazém anne.o á estação, marítima da estrada de ferro de Baturité.

¦«

FITAO E PALMATÓRIA

Parece incrível !* Ainda ha por ah(.« subdelegado.'que' so julgam n'aqucl_" endemoiiinhados tempos do tronco, da p_ matoria e do vlra-mundol Essa especií de auetoridades não acabou, infelizmente; e a prova é que temos um famoso speci-men no subdelegado da freguezia de Ma-rapicú

,_ssa .'"".i^Js-i* <r-« r—".VJ" '---""Si palmatória pendente do fitao, praticou ante-hontem, segundo nos informam, o mais revoltante aos abusos.

E' este o facto, como nos foi'narrado s Ante-hontem essa auetoridade recru--tou na estação do Queimados o ex-escra-. I visado Misael, o o levou para sua fa* zenda. Ahi, em presença da praçapoti. ciai José Antonio Peruei-te, mandou da» duas dúzias dc bolos no recmitado, en-viando-o hontem para Nictheroy, a dis-posição do Sr. Dr. chefe do policia da provincia do Rio de Janeiro.

Qual foi o crime do pobre ex-éscrévi-sado Misael ? Por que razão o castigou o subdelegado. praticando um crime pu-» nível pela lettra do código ?

Simplesmente porque Misael retirou da casa d'essa auetoridade uma ir_iã,me-< nor, a quem protege e de quem ô o unico arrimo, e a levou para a casa do Sr. te-nehtc Josó da Costa Feijó.

Misael foi hontem interrogado na se-cretaria dc policia, por ordem do Sr. Dr. Salvador Muniz.

Confiamos no zelo e na integridade do digno chefe de policia da provincia do Rio de Janeiro. S. Ex. Jiu de fazer a de-vida justiça, não nermittindo que uma auetoridade abuse de seu poder para exer-cer vinganças. Misael ê trabalhador e, como dissemos, o unico protector de su. irmã. N'estas condições, não devia ser recrutado; e do certo o digno Sr. Dr. chefe de policia vai remettel-o para a localidade de onde veiu.

Quanto ao caso dos bolos, assegurámos tambem, que o Sr. Dr.ftJSalvador Muniz saberá cumprir o sou (_e.er, mandando que se proceda a rigoroso inquérito.

Por um individuo desconhecido foi ante-hontem espancada Thereza Guedes de Jesus, moradora na estalagém n. 16 de rua Guanabara. A oífendida queixou-se ao subdelegado da freguezia da Gloria, declarando que o tal indivíduo fugira.

O movimento do hospital da Santa Casa da Misericórdia, dos hospicio. de Pedro II, de Nossa Senhora da Saude, de S. João Baptista, dc Nossa Senhora do Soccorro e de Nossa Senhora das Dores em Cas-eadura, foi no dia .1 do corrente o se-guinte: Existiam 10.1, entraram fi4, sa-hiram Cl, falleceram 10, existem 1908.

O movimento da sala do banco e dos consultórios públicos foi, no mesmo dia, de 3'M consultanies, para os quaes s. aviaram 38tí receitas.

Praticaram-se 36 extracções de dentes .

30,5 foi o máximo da temperatura do dia de hontem, c .¦!,'.(o minimo dada noitt de ante-hontem, segundo observações feitas no imperial observatório meteoro-lógico do morro.do Castello. ¦ •¦

Na estação meteorológica do morro da Santo Antonio a temperatura do dia foi de 30*0 no máximo ás 11-40 da manhã, e o minimo dc 24*1 ás 6-30 da manhã.

Foram nomeados:

O capitão do corno de estado-maior dl artilharia, Arthur de Moraes Pereira, para interinamente exercer o logar de 1" aju-dante do arsennl de guerra da eôrte.

O capitão do mesmo corpo, Alexandra Carlos Barreto, para interinamente exer-cer o logar de ajudante da fabricada p_lvora da F_i._ro)ia.

O tenente honor, nò do' exercáto Bell-sario Monteiro de Pinho, para interina-mente exercer o lugai^de commandanta da 4" companhia da esoAla de aprendize*

artilheiros. ....

Falleceu em S. Paulo D. Maria Joa-quina da Luz Costa.

Ao Jardim Zoológico offereccram: 1í>. Sr. Raymundo João Cismes dos Santos,

uma onça sus-tiràii. ; o Sr. José Antonia '' Ge.cna. 10 máírcqíllhhas de matto; a Sr. Artliiir Simoni, uma cobra giboia; o Sr. Antonio Gonç. lvcs de ..n(»nadee_iilv._, lim jscaré; o Sr. Cornelio José-JftVCpsla__ _ e Souza, uma coruja rar. ¦*. »Y

-*>5t T> Quem se livra d- uma dVstas? Muito tranquillo de íua vida. Francisco de Al- jg iiieila França eslava ante hoiitem, quando, # is 4 1/2 horas da tarde, no elevador de Paula .Mattos, foi traiçoeiramente ferida com um golpe de navalha, por Josi Vieira que sc [.o: ao f_cs"0.

O súudelcgada da freguezia de SanU Antônio mandou procedei' a «ame d_ corpo de delicto ao òfíehdido, e abriu in-quesito- '

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