INFORMAÇÕES SOBRE COOPERATIVISMO E A COOPEEB Parte I O COOPERATIVISMO
Cooperativa é uma associação autônoma de pessoas que se unem, voluntariamente para satisfazer aspirações e necessidades econômicas, sociais e
culturais comuns, por meio de uma empresa de propriedade coletiva
e democraticamente gerida. O Cooperativismo proporciona a capacidade de somar e dividir entre
todos, tendo as pessoas como peça principal do processo. O dia internacional do Cooperativismo é comemorado no primeiro sábado de julho de cada ano. Nesta data ocorre a confraternização de todos
os povos ligados pelo cooperativismo.
OS SÍMBOLOS DO COOPERATIVISMO
Cada símbolo no emblema do Cooperativismo tem um significado especial.
Um círculo abraçando dois pinheiros indica a união do movimento, a imortalidade de seus princípios, a fecundidade de seus ideais e a vitalidade de seus adeptos. Tudo isso marcado pela trajetória ascendente dos pinheiros que, unidos, são muito mais fortes.
Pinheiro - Simboliza a imortalidade e a fecundidade, por sobreviver em terras menos férteis e multiplicar-se facilmente. Os pinheiros unidos são mais resistentes
e ressaltam a força e a capacidade de expansão.
Círculo - Por não ter começo nem fim, representa a eternidade.
Cor Verde: Remete ao princípio vital da natureza, além da necessidade de manter o equilíbrio com o meio ambiente.
Cor Amarela: O amarelo ouro simboliza o sol, fonte de energia e calor.
OS 7 PRINCÍPIOS DO COOPERATIVISMO
Um dos grandes diferenciais do cooperativismo, em relação a outras formas associativistas, são os seus princípios, cuja origem remonta ao início do cooperativismo moderno (1844), aos quais as cooperativas sempre permaneceram fiéis, apesar das mudanças sociais, políticas e econômicas que ocorreram através dos tempos.
1. Adesão livre e voluntária Cooperativas são organizações voluntárias abertas a todas as pessoas aptas a usar seus
serviços e dispostas a aceitar as responsabilidades de sócios, sem discriminação social, racial, política ou religiosa e de gênero.
2. Controle democrático pelos sócios As cooperativas são organizações democráticas controladas por seus sócios os quais
participam ativamente, no estabelecimento de suas políticas e na tomada de decisões. Homens e mulheres, eleitos como representantes, são responsáveis para com todos os sócios. Nas cooperativas singulares, os sócios têm igualdade na votação (um sócio, um voto); as cooperativas de outros graus (centrais, federações e confederações) são também
3. Participação econômica dos sócios Os sócios contribuem de forma equitativa (igualitária) e controlam democraticamente o capital de suas cooperativas. Parte desse capital é propriedade comum das cooperativas.
Usualmente os sócios recebem juros limitados (se houver algum) sobre o capital como condição de sociedade. Os sócios destinam as sobras aos seguintes propósitos: desenvolvimento das cooperativas, possibilitando a formação de fundos de reservas (divisíveis ou indivisíveis); retorno aos sócios na proporção de suas transações com as cooperativas e apoio a outras atividades que forem aprovadas pelos sócios.
4. Autonomia e independência As Cooperativas são organizações autônomas para ajuda mútua controladas por seus
membros. Entretanto, em acordo operacional com outras entidades, inclusive
governamentais, ou recebendo capital de origem externa, elas devem fazê-lo em termos que preservem o seu controle democrático pelos sócios e mantenham sua autonomia.
5. Educação, treinamento e informação As cooperativas proporcionam educação e treinamento para os sócios de modo a contribuir
efetivamente para o seu desenvolvimento. Eles deverão informar o público em geral, particularmente os jovens e os líderes formadores de opinião, sobre a natureza e os benefícios da cooperação.
6. Cooperação entre cooperativas As cooperativas atendem seus sócios mais efetivamente e fortalecem o movimento
cooperativo trabalhando juntas através de estruturas locais, nacionais, regionais e internacionais.
7. Preocupação com a comunidade As cooperativas trabalham pelo desenvolvimento sustentável de suas comunidades através
de políticas aprovadas por seus membros.
PARTE II A HISTÓRIA DO COOPERATIVISMO
Embora o cooperativismo moderno, na forma que o conhecemos hoje, tenha surgido em meados do século XIX, na Europa (Rochdale – Inglaterra – 1844), suas raízes remontam à antiguidade, pois na Babilônia já se arrendavam terras para exploração conjunta, com o objetivo de prover a sociedade de gêneros alimentícios.
No Brasil, as primeiras experiências de cooperativismo vieram por meio de ações de padres jesuítas no sul do país no início do século XVII. Esses religiosos, utilizando-se da persuasão e movidos pelo princípio do auxilio mútuo – mutirão – que os índios brasileiros já praticavam, fundaram as reduções jesuítas: comunidades solidárias fundamentadas no trabalho coletivo com objetivo de promover o bem-estar dos membros da comunidade. Mesmo considerando todos esses indícios de organizações fundamentadas nos
moldes cooperativistas, a Aliança Cooperativa Internacional – ACI – considera como marco do nascimento do cooperativismo a união dos 28 tecelões de Rochdale, Inglaterra.
Naquela ocasião, ano de 1844, em meio à Revolução Industrial, onde as condições de trabalho degradantes castigavam o operariado, 28 tecelões se organizaram e criaram uma cooperativa de consumo nos moldes que a conhecemos hoje (Rochdale Society of Equitable Pioneer). Tal organização seria regida por princípios próprios, balizadas por valores do ser humano e na democracia como solução dos problemas.
Em 21 de dezembro de 1844, em Toad-Lane
(Beco do Sapo) um grupo de 28 tecelões da cidade de Rochdale, na região de
Manchester, na Inglaterra, lançou no mundo a semente do sistema econômico do Cooperativismo. Um século e meio de experiência consagrou este sistema como o maior movimento de ideias já realizado na história da humanidade.
Já no Brasil, apesar de algumas experiências iniciais de pouca duração, este modelo de organização do trabalho cooperativista europeu chegou, de forma definitiva, através do Padre Theodor Amstad em 1902 no Estado do Rio Grande do Sul. Sob a inspiração desse Padre jesuíta, conhecedor da experiência alemã de cooperativismo, instalaram-se no sul do país as primeiras cooperativas de crédito e agrícolas. O modelo pregado pelo Padre Amstadt aplicava-se às pequenas comunidades rurais e baseava-se na honestidade de seus cooperados.
Em 2016 existiam, no Brasil, mais de 6.673 cooperativas, congregando 13 milhões de cooperados e empregando por volta de 366 mil empregados. Ou seja, trata-se de um sistema econômico e social de relevância indiscutível e que merece especial atenção. Vale lembrar que a ONU (Organização das Nações Unidas) declarou 2012 o Ano Internacional das Cooperativas. A Organização recomendou que: “todos os Estados Membros, assim como as Nações Unidas e todos os demais interessados, aproveitassem o Ano Internacional das Cooperativas para promover as cooperativas e aumentar a consciência sobre sua contribuição ao desenvolvimento econômico e social”. Na resolução "As Cooperativas e o Desenvolvimento Social", de dezembro de 2009, a ONU reconhece que as cooperativas têm participação ativa no desenvolvimento social e econômico das pessoas, incluindo mulheres, jovens, idosos, incapacitados e indígenas, contribuindo para a
erradicação da pobreza.
PARTE III TIPOS DE COOPERATIVA
No Brasil, as cooperativas estão classificadas em 13 ramos de atividades econômicas.
Agropecuário
Ramo com maior número de cooperativas e de associados no Brasil, composto de cooperativas de produtores rurais, agropastoris e de pesca. Donos da terra e dos meios de produção, os cooperados muitas vezes estão envolvidos em toda a cadeia produtiva, do cultivo à comercialização e industrialização dos produtos.
Consumo
Em busca de benefícios e preços justos, obtidos por meio da compra comum de artigos de consumo e de bens duráveis, surgiu o ramo mais antigo do cooperativismo. Por meio dele, as cooperativas oferecem inúmeras vantagens e a mesma comodidade dos supermercados, mas com uma diferença: os cooperados são ao mesmo tempo consumidores e donos do negócio.
Crédito
viável para a oferta de produtos financeiros aos associados. Autorizadas pelo Banco Central a operar no mercado financeiro, as cooperativas oferecem crédito a taxas justas e favorecem a concorrência bancária, beneficiando toda a população.
Educacional
Educação de qualidade nos moldes do cooperativismo. É o que buscam oferecer as cooperativas educacionais, formadas por professores, pais de alunos e alunos de escolas agrotécnicas e profissionalizantes. Como projeto econômico, essas cooperativas trabalham por um ensino mais barato e eficiente. Como projeto sóciopolítico, formam cidadãos mais responsáveis e cooperativos.
Especial
Pessoas que se encontram em desvantagem (nos termos da Lei 9.867/99) ou que precisam ser tuteladas, como menores de idade e relativamente incapazes, também podem aderir ao cooperativismo. Por meio do ramo especial, as cooperativas promovem a inclusão social, a inserção no mercado de trabalho, a geração de renda e a cidadania.
Habitacional
Criadas para tornar realidade o sonho da casa própria, as cooperativas desse ramo têm como objetivo a construção, manutenção e administração de moradias para os cooperados. Elas viabilizam a compra do terreno, o projeto e a construção de prédios de apartamentos ou vilas residenciais a preços abaixo do mercado, pois não visam ao lucro.
Infraestrutura
Composto em sua maior parte por cooperativas de eletrificação rural, reúne cooperativas que atendem o quadro social com serviços de infraestrutura. Quando surgiram, na esteira das cooperativas agropecuárias, tinham como objetivo levar energia e desenvolvimento aos homens do campo. Até hoje, continuam sendo de extrema importância para atividade rural e para o progresso de algumas cidades do interior.
Mineral
Em um país que se destaca pelas riquezas minerais, como ouro, pedras preciosas e semipreciosas, extração de basalto e outros tipos de pedra, as cooperativas desse ramo têm um papel fundamental para a profissionalização da atividade garimpeira. Seus cooperados pesquisam, extraem, lavram, industrializam, vendem e exportam produtos minerais.
Produção
É o ramo onde o cooperativismo e o empreendedorismo se encontram. Unidos por meio de cooperativas, profissionais produzem bens e mercadorias, em um tipo de indústria onde todos são donos dos meios de produção. Não há patrão e os cooperados fazem de tudo, desde a administração aos simples serviços internos.
Saúde
Cuidar da saúde humana é o foco das cooperativas desse ramo. Elas estão presentes em todo o Brasil e muitas são referências em assistência médica nas localidades onde atuam. Reúnem cooperados de diversas áreas, como medicina, odontologia, psicologia, fonoaudiologia, fisioterapia, enfermagem e veterinária, entre outras. Essas cooperativas integravam o ramo trabalho até 1996. Graças às suas especificidades, força e representatividade, passaram a compor um ramo à parte.
Trabalho
Trabalhadores de qualquer categoria profissional podem se unir para oferecer mão de obra por meio de uma cooperativa desse ramo. Para isso, os profissionais se organizam em um empreendimento próprio e prestam serviços como autônomos, tendo a cooperativa como contratante. Nesse negócio, as competências individuais dos cooperados são somadas a insumos, equipamentos e tecnologia.
Transporte
transporte tem importância estratégica para a economia do país. Não por acaso, foi desmembrado do ramo trabalho e formalizado em 2002 como o mais novo ramo do cooperativismo brasileiro.
Turismo e Lazer
O potencial turístico ainda a ser explorado no Brasil representa uma grande oportunidade para os cooperados desse ramo, criado em 2000. As cooperativas podem ser prestadoras de serviços turísticos, artísticos, de entretenimento, de esportes e de hotelaria.
PARTE IV A COOPEEB
A Cooperativa de Trabalho Educacional COOPEEB LTDA, formada pelo grupo de professores, técnicos, pedagogos, e setor administrativo é a atual mantenedora do Colégio Concórdia de Porto Alegre.
No ano de 2000, em Porto Alegre, o cooperativismo encontrou a possibilidade de se aproximar mais da educação cooperativa sonhada e projetada já em 1844 em Rochdale na Inglaterra. Assumindo a mantença de uma escola de ensino básico, através da qual busca desenvolver as competências de mais de 600 alunos, educando-os para um mundo em constante e acelerada mudança e que precisa, com urgência, de atitudes mais cooperativas de todos os seres humanos, a COOPEEB acredita estar cumprindo seu papel social e educacional.
A COOPEEB foi fundada no dia 09 de maio do ano 2000, na Assembleia Geral de
Constituição, realizada nas dependências do Colégio Concórdia de Porto Alegre. Participaram desta Assembleia, 22 (vinte e duas) pessoas interessadas nesta iniciativa.
Na Assembleia Geral de Constituição da COOPEEB, foram escolhidos os Cooperados com funções de direção. A presença de um Advogado foi fundamental para os devidos esclarecimentos. Nesta Assembleia ainda foi discutido e aprovado o Estatuto Social da
cooperativa, o qual é parte integrante da primeira ata.
A partir deste momento, foram muitas as reuniões, até que, no primeiro dia de Setembro de
2000, a COOPEEB assumiu a mantença do Colégio Concórdia.
Na década de 90, o cooperativismo ganha força diante dos crescentes desafios impostos pela globalização da economia. Estes desafios requeriam atividades empresariais dinâmicas, capazes de concorrer num âmbito de forte competitividade, e no âmbito social que exigia práticas mais inclusivas, capazes de atenuar os efeitos de um modelo, por natureza, excludente.
Durante dois anos, desde sua chegada ao Colégio Concórdia, o diretor Valdir Bernardo Feller busca alternativas para manter o equilíbrio financeiro do mesmo. Depois de muitos estudos, chega a conclusão de que a solução mais adequada seria a formação de uma cooperativa de trabalho educacional, conseguindo, após muito convencimento, o apoio de um significativo número de professores e técnicos do Colégio Concórdia e a aprovação da Comunidade Luterana Cristo, para a troca de mantença.
A COOPEEB foi fundada em 9 de maio de 2000, constituída por professores,
técnicos, pedagogos e setor administrativo do Colégio Concórdia e no dia 1º de
setembro de 2000, a COOPEEB passou a ser a mantenedora do Colégio Concórdia, iniciando uma história de desafios e conquistas.
COOPEEB – EXEMPLO DE COOPERAÇÃO
No ano de 2006, a COOPEEB assume a mantença do Colégio Concórdia de Santa Rosa (filial). Em 2009, a comunidade local cria a COOPERCONCÓRDIA e assume a administração do Colégio.
APRENDIZ COOPERATIVO
No ano de 2007, A COOPEEB, em parceria como SESCOOP, amplia sua área de atuação, com o Programa Aprendiz Cooperativo, que visa proporcionar a formação técnico profissional de jovens, possibilitando sua inserção no mercado de trabalho (atua em 10 municípios).
PRIMEIRA FESTA JULINA COOPERATIVA
Uma das grandes preocupações da Organização das Cooperativas do Brasil – OCB - e, certamente, da Organização das Cooperativas do Rio Grande do Sul – OCERGS - é a inclusão dos jovens no mundo cooperativo.
Dentro dessa meta, o Concórdia no dia 9 de
julho de 2008, nas dependências do Colégio
Concórdia, promove a 1ª FESTA JULINA
COOPERATIVA, um evento onde as turmas colocam em prática o processo de gestão do negócio cooperativo.
Rede Vida acompanha os preparativos e realiza reportagem durante a 1ª festa Junina da Cooperação.
DESTAQUE NACIONAL NO RAMO DA EDUCAÇÂO
A COOPEEB recebe o PRÊMIO COOPERATIVA DO ANO DE 2009, na Categoria Responsabilidade Social pela excelência do trabalho
DEZ ANOS DA COOPEEB
Em Jantar Baile Cooperativo (03/07/2010) e Culto Festivo (12/09/2010) são comemorados os dez anos da COOPEEB .
LANÇAMENTO DO LIVRO: HISTÓRIA DA COOPEEB
No dia 12 de abril de 2014, a Dra Ediane Müller Viana, assessora jurídica e vice- presidente da COOPEEB até 2015, faz o lançamento do seu livro COOPERATIVA DE TRABALHO EDUCACIONAL.
NOVA SEDE DA COOPEEB No dia 28 de junho de 2014 ocorre
a inauguração das novas instalações da sede administrativa da Cooperativa.
Presidente da Mantenedora - Valdir BernardoFeller Vice Presidente da Mantenedora - Hélio Alabarse
Conselheira secretária - Gládis Gliese Conselheiro - Marcelo Giusti Conselheiro - Diego Machado