Técnicas Observacionais em Astrofísica
Prof. Gabriel Hickel
Aula 4 – Fotometria
Conceitos sobre a radiação:
Intensidade, Densidade de Fluxo e Luminosidade
Fotometria nada mais significa que “medida da luz”. A quantidade fundamental da fotometria é a energia irradiada Intensidade:
É a quantidade de energia irradiada por segundo (potência), que entra ou sai de uma determinada área receptora ou emissora, sob um ângulo , dentro de um ângulo sólido :
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Aula 4 – Fotometria
Conceitos sobre a radiação: Intensidade monocromática:
Muitas vezes estamos interessados em saber qual é a intensidade em uma frequência ou comprimento de onda específico. Então, dividimos a intensidade pelo intervalo total de frequência ou comprimentos de onda na qual ela é emitida:
Importante: a Intensidade não depende da distância entre fonte e observador.
dt
dA
d
d
dE
I
d
d
dA
dt
dE
I
v
cos
ou
cos
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Conceitos sobre a radiação: Fluxo e Densidade de Fluxo:
O Fluxo é o que realmente medimos de uma fonte de luz. Ele é a quantidade de energia detectada por segundo (potência), em uma determinada área coletora. Nominalmente:
I
d
dA
dt
dE
F
cos
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Conceitos sobre a radiação: Fluxo e Densidade de Fluxo:
Similarmente à intensidade monocromática, na maioria das vezes estaremos interessados em medir o fluxo em um determinado comprimento de onda ou frequência. Neste caso, teremos a medida de Densidade de Fluxo:
d
dA
dt
dE
F
d
I
d
dA
dt
dE
F
cos
ou
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Conceitos sobre a radiação:
Luminosidade:
Uma vez que se conhece o fluxo e a distância de um objeto, pode-se calcular a sua luminosidade. A Luminosidade nada mais é que o fluxo total irradiado através de uma superfície, vezes a área desta superfície.
F
A
D
F
D
F
d
L
4
24
2Técnicas Observacionais em Astrofísica
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Conceitos sobre a radiação: Conceitos secundários:
Radiação isotrópica: diz-se da radiação emitida com a mesma intensidade em todas as direções.
Brilho Superficial: é o fluxo total dividido pelo ângulo sólido observado. Muito útil para objetos não puntiformes, como as galáxias, por exemplo.
Luminosidade bolométrica: mesma coisa que luminosidade total.
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Aula 4 – Fotometria Magnitudes:
Por razões históricas, as estrelas e astros têm seu brilho medido em uma escala de magntides:
- Catálogo de Hiparco (140 a.c.) – brilhos estelares de 1a à 6a grandeza, em escala decrescente de brilho;
- Robert Pogson (1860) – descobriu que o olho humano tem resposta logarítmica ao brilho de um objeto.
De uma grandeza para outra (por exemplo, da 1a para a 2a, o brilho decai em aproximadamente 2,5 vezes. Assim, podemos escrever:
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Aula 4 – Fotometria Magnitudes :
Note que precisamos definir um ponto zero qualquer nesta escala. Por razões históricas e físicas, adotou-se as estrelas do tipo A0, pois elas têm o espectro aproximadamente liso (sem muitas linhas espectrais) na região do visível.
2 1 2 1 2 12
,
5
2
,
5
F
F
Log
B
B
Log
m
m
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Sistemas de Magnitudes
Para determinar um sistema de magnitudes, precisamos escolher o intervalo do espectro eletromagnético no qual medimos o fluxo.
Este intervalo pode ser naturalmente limitado pela curva de resposta do detector (como o olho humano, por exemplo), ou por algum filtro que permita um intervalo de comprimento de onda escolhido ser observado.
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Sistemas de Magnitudes
O fluxo observado pode ser escrito como:
onde: F0() é o fluxo que emana do astro
MI () é a transmissão do meio interestelar atm () é a transmissão da atmosfera
() é transmissão/reflexão do instrumento óptico () é a transmissão do filtro
EQ () é a eficiência quântica do detector
0 0
F
EQ
d
F
MI atmTécnicas Observacionais em Astrofísica
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Sistemas de Magnitudes
Podemos incluir os termos MI (), atm () e (); considerando o fluxo medido no solo e após passar pelo telescópio. Então, teremos:
o qual só depende do filtro utilizado e da eficiência quântica.
0
F
EQ
d
F
soloTécnicas Observacionais em Astrofísica
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Sistemas de Magnitudes
Considerando a resposta do filtro, teremos então:
o qual só depende da eficiência quântica do detector.
Este normalmente é o procedimento adotado em uma fotometria astronômica. Existem conjuntos de filtros considerados padrões. Os detectores, entretanto, são muito variados.
2
1
F
EQ
d
F
filtro soloTécnicas Observacionais em Astrofísica
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Sistemas de Magnitudes
1) Sistema de Johnson-Morgan (UBV) em 1951, posteriormente estendido para o sistema Johnson-Cousins (UBVRI) em 1974. receita definitiva por Bessel em 1990.
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Sistemas de Magnitudes
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Sistemas de Magnitudes
Cada banda é dita uma “cor”. Índices de cor é a simples subtração entre cores.
U – B B – V V – R etc...
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Sistemas de Magnitudes
Os índices de cor independem da distância do objeto observado. Relembrando: Então: E assim:
5
log
5
M
d
m
5
log
5
U
d
u
5
log
5
B
d
b
B
U
b
u
d
B
d
U
b
u
5
log
5
5
log
5
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Sistemas de Magnitudes
Os índices de cor também têm a vantagem de estarem relacionados com a temperatura:
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Sistemas de Magnitudes
Os índices de cor também têm a vantagem de estarem relacionados com a temperatura:
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Sistemas de Magnitudes
Os índices de cor também têm a vantagem de estarem relacionados com a temperatura:
Para um corpo negro:
Então:
exp
21
5 1
T
k
k
F
ub b uc
F
F
Log
b
u
2
,
5
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Aula 4 – Fotometria Sistemas de Magnitudes De modo similar:
bv b v b vc
T
k
T
k
Log
v
b
1
)
exp(
1
)
exp(
5
,
2
2 2 5
1000 10000 100000 -1,0 -0,5 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 Sol Vega b - v Teff (K) -1,0 -0,5 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,0 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5 0,0 -0,5 -1,0 u - b b - vTécnicas Observacionais em Astrofísica
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Sistemas de Magnitudes Caso real:
O índice de cor (u – b) é afetado pela descontinuidade de Balmer, que é função da Luminosidade e da Temperatura.
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Sistemas de Magnitudes Caso real:
A descontinuidade de Balmer atinge um pico de efeito no índice U-B nos tipos espectrais A e F (entre 15.000 e 8.000 K)
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Sistemas de Magnitudes Diagrama cor-cor
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Sistemas de Magnitudes Diagrama cor-cor
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Redução ao Sistema Fotométrico
Magnitudes instrumentais e de Sistema
Quando observamos, obtemos as magnitudes instrumentais:
Note que Fobs depende do tempo de observação. O fluxo observado deve ser normalizado pelo tempo de exposição em segundos:
F
PZ
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Redução ao Sistema Fotométrico
O Fobs depende da extinção atmosférica, que como sabemos, depende do comprimento de onda:
z
B
e
F
F
i
0
sec
F
k
z
t
PZ
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Redução ao Sistema Fotométrico
Teremos uma equação desta para cada filtro observado:
etc...
Na prática, como não sabemos os fluxos fora da atmosfera, temos que converter eles em magnitudes de catálogo:
F
uk
u
z
u
t
uPZ
uu
2
,
5
log
0
sec
2
,
5
log
F
bk
b
z
b
t
bPZ
bTécnicas Observacionais em Astrofísica
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Redução ao Sistema Fotométrico
Isso só é possível para estrelas ditas “padrões do sistema”. Com elas podemos descobrir os valores dos coeficientes de extinção e dos pontos zeros das transformações. Temos um sistema a resolver:
x
b
a
y
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LEITURA RECOMENDADA (versão nova):
•Observational Astrophysics (Lená, Lebrun, Mignard) – pags.
93 a 110