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GF CAP mod5

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Academic year: 2021

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(1)FORMAÇÃO PEDAGÓGICA INICIAL DE FORMADORES • MANUAL DO FORMANDO •. • CAPÍTULO V . Métodos e Técnicas Pedagógicas.

(2) • FORMAÇÃO PEDAGÓGICA INICIAL DE FORMADORES • MANUAL DO FORMANDO • CAPÍTULO V . Métodos e Técnicas Pedagógicas. •• C APÍT UL O V • MÉ TOD OS E T ÉC NIC AS P ED AGÓGI C AS. • Object ivos - Discriminar os factores que condicionam a selecção dos métodos pedagógicos; - Caracterizar e aplicar métodos pedagógicos; - Caracterizar e aplicar técnicas pedagógicas.. • Metáf ora “A Fla uta Mágic a” Era uma vez um caçador que contratou um feiticeiro para o ajudar a conseguir alguma coisa que pudesse facilitar seu trabalho nas caçadas. Depois de alguns dias, o feiticeiro entregoulhe uma flauta mágica que, ao ser tocada, enfeitiçava os animais, fazendo-os dançar. Entusiasmado com o instrumento, o caçador organizou uma caravana com destino a África, convidando dois outros amigos. Logo no primeiro dia de caçada, o grupo deparou-se com um feroz tigre. De imediato, o caçador pôs-se a tocar a flauta e, milagrosamente, o tigre começou a dançar. Foi fuzilado à queima-roupa. Horas depois, um sobressalto. A caravana foi atacada por um leopardo que saltava de uma árvore. Ao som da flauta, contudo, o animal transformou-se: de agressivo, ficou manso e dançou. Os caçadores não hesitaram: mataram-no com vários tiros. E foi assim até o final do dia, quando o grupo encontrou um leão faminto. A flauta soou, mas o leão não dançou, atacando um dos amigos do caçador flautista. Logo depois, devorou o segundo. O tocador de flauta, desesperadamente, fazia soar as notas musicais, mas sem resultado algum. O leão não dançava. E enquanto tocava e tocava, o caçador foi devorado. Dois macacos, em cima de uma árvore próxima, a tudo assistiam. Um deles observou com sabedoria: - “Eu sabia que eles iam dar-se mal quando encontrassem um surdinho...” Não confie cegamente nos métodos que sempre deram certo, pois um dia podem não resultar. Tenha sempre planos de contingência, prepare alternativas para as situações imprevistas, analise as possibilidades de erro. Esteja atento às mudanças e não espere as dificuldades para agir. Cuidado com o leão surdo…. •2 •.

(3) • FORMAÇÃO PEDAGÓGICA INICIAL DE FORMADORES • MANUAL DO FORMANDO • CAPÍTULO V . Métodos e Técnicas Pedagógicas. • I ntrod ução A actividade da formação como tem vindo a ser referido, exige da parte do formador a aplicação de adequadas atitudes que visem a competente e eficaz dinamização de todo o processo de ensino – aprendizagem. Cabe ao formador a função de orientar e facilitar a aprendizagem do formando, tendo, para tal de pensar nas estratégias que melhor sirvam o seu propósito. Para fazer com que a mensagem que quer transmitir chegue ao seu destinatário, o formador terá que cativar o seu público, motivando-o para a exploração da temática em questão. O acto de cativar a atenção de um grupo de formandos não é linear, requer uma contínua busca da melhor metodologia adaptada a cada momento da formação.. • A S abe r. Os conceitos de métodos, técnicas e materiais pedagógicos são fáceis de se confundir e de facto as fronteiras que os separam são muito ténues. Para que se consiga compreender onde começa um e acaba o outro será necessário proceder à definição destas noções, começando pela mais geral. Assim, existe o sistema pedagógico que é uma combinação de elementos que formam um todo coerente e definem uma abordagem pedagógica específica, sem que as suas modalidades de aplicação sejam especificadas. Um sistema pedagógico pode, mantendo a coerência, recorrer a diversos métodos, a técnicas variadas, a diferentes materiais. E inversamente pode excluir outros (Ketele, J., et al, 1988). Dentro do Sistema Pedagógico o Formador tem ao seu dispor a Metodologia pedagógica a qual engloba, por sua vez, os Métodos, as Técnicas e os Materiais/Instrumentos pedagógicos. O que é a Metodologia Pedagógica? Cita nd o … "Para quem sabe onde vai, os caminhos são vários". (Gandim,1995). A Metodologia Pedagógica é, pois, muito mais ampla do que um conjunto de técnicas didácticas. Exige, além da escolha criteriosa dos métodos e técnicas a utilizar, uma "tomada de posição" do educador. Isto é, uma definição clara dos seus objectivos educacionais, conteúdo a ser trabalhado, bibliografia básica, relacionamento com os educandos, sistema de avaliação a ser adoptado, etc. •3 •.

(4) • FORMAÇÃO PEDAGÓGICA INICIAL DE FORMADORES • MANUAL DO FORMANDO • CAPÍTULO V . Métodos e Técnicas Pedagógicas. A Metodologia, portanto, está relacionada com a concepção pedagógica, com a visão de educação, de homem e de sociedade, construída criticamente a partir da reflexão que o educador faz sobre o trabalho educacional que realiza. "A metodologia de ensino-aprendizagem é um processo de construção pessoal, ao longo da formação e das experiências de nossa vida profissional" (Mirian C.P.P. Foresti, Professora da Faculdade de Medicina de Botucatu). A metodologia orienta a tarefa de comunicar os conteúdos. Estabelece a ponte entre os destinatários da comunicação e os conteúdos a transmitir. Assim, caracterizar-se-á pela diversificação dos métodos e técnicas adoptados em situação de formação. O esquema seguinte diz respeito aos componentes que constituem a Metodologia pedagógica:. Métod os. Técni cas. Instrum ento s. Esq ue ma I – Co mp one ntes da Metod olog ia Pedag ógica. 1 – C o meça ndo pel os Método s Pedag ógico s. .. Cita nd o … “Um método é uma disposição de espírito que permite escolher ou imaginar a sequência de procedimentos capazes de resolver um problema no seu conjunto”. G. Hasson. 1.1 - Mét odo: o co nceit o Método = Methos (meta) + logos (caminho) Caminho para atingir uma meta. •4 •.

(5) • FORMAÇÃO PEDAGÓGICA INICIAL DE FORMADORES • MANUAL DO FORMANDO • CAPÍTULO V . Métodos e Técnicas Pedagógicas. O Método, sendo um modo de gerir a formação, isto é, um modo de estabelecer uma rede de relações entre o formador e os formandos, implica a utilização de diferentes técnicas pedagógicas. É um conjunto estruturado de princípios que orientam a formação (Silva, M., 1997). Mialaret (1971) definiu um método como um “conjunto mais ou menos estruturado, coerente de interacções e realizações educativas, orientadas em relação a objectivos expressos implícita ou explicitamente”. A escolha do método, como escreve Lucília Ramos (1993), é tudo menos inocente. Esta escolha pode determinar a "selecção" em termos de resultados finais. Não nos podemos esquecer que num grupo de formandos existe uma enorme diversidade de estilos e de ritmos de aprendizagem, e através da escolha e da aplicação correcta dos métodos, o formador faz a gestão destas diferenças. Assim, se nenhuma escola é inocente, à partida qualquer escolha implica o sucesso ou o insucesso de alguns formandos. Assim, é necessário ter em consideração certos critérios na escolha dos métodos, que se prendem com: •. Natureza do objectivo (o tipo de objectivos definidos irá influenciar a escolha do método utilizado, na medida em que este tem de ser ajustado ao objectivo delineado);. •. Características do público-alvo (o número de participantes, a sua formação e motivação irá condicionar a escolha do método mais adequado);. •. Conteúdos (os pressupostos teórico-práticos que vão ser transmitidos ao longo da acção de formação, de igual modo condicionam a metodologia utilizada);. •. Meios disponíveis (tempo, local, recursos didácticos determinam em grande escala o método que irá ser usado);. •. Custos (a escolha dos métodos pedagógicos irá depender da capacidade económica da entidade formadora);. •. Formadores (as competências de cada formador como a sua experiência e características pessoais também irão influenciar a selecção do método).. 1.2 Tipol ogia do s Mé todo s pe dagóg icos Ao longo do tempo, vários autores se debruçaram sobre o estudo dos métodos pedagógicos, tendo sido, desde então, concebidas diversas classificações. Seguidamente são apresentadas algumas tipologias de métodos sistematizadas de acordo com 4 eixos de classificação:. •5 •.

(6) • FORMAÇÃO PEDAGÓGICA INICIAL DE FORMADORES • MANUAL DO FORMANDO • CAPÍTULO V . Métodos e Técnicas Pedagógicas. 1. Quanto ao actor - Magicentrado ou Pedocentrado 2. Quanto à orientação - Directivo ou não Directivo 3. Quanto aos recursos - Tecnocentrado ou Sociocentrado 4. Quanto ao objectivo - Tradicional ou Aberto. Es que matiz an do …. Magistroce ntrad o Tradicio na l. Directivo. Socio ce ntrado. Tec noc entrad o. Não Directi vo. Aberto Pedo ce ntrad o. Esq ue ma II – Si ste mat izaçã o d as Tip olog ias do s Mét odos Ped agóg icos :. Pri mei ro ei xo: acto r princ ipal Este eixo classifica os métodos em: • •. Magistrocentrado – o protagonista da acção de formação é o formador; Pedocentrado – o principal actor da acção de formação é o formando.. Seg und o eix o: a orie ntaçã o Fala-se de método directivo ou não directivo quando se tem em conta a orientação da formação, ou seja, a fixação ou não dos objectivos, a flexibilidade do formador quanto à planificação da formação…. •6 •.

(7) • FORMAÇÃO PEDAGÓGICA INICIAL DE FORMADORES • MANUAL DO FORMANDO • CAPÍTULO V . Métodos e Técnicas Pedagógicas. Método directivo implica a rigidez do formador em relação ao plano dos conteúdos (discussão e tomada de decisão) e em relação ao plano dos procedimentos (regras, horários, programa). Já o método não directivo pressupõe flexibilidade da parte do formador relativamente ao plano dos conteúdos e procedimentos. O método magistrocentrado é aquele mais frequentemente directivo, já os pedocentrados podem ser tanto directivos como não directivos.. Terce i ro ei xo: o Recurso Aqui distinguem-se dois tipos métodos, consoante o protagonista/agente da acção de formação. Caso seja essencial o recurso a técnicas que necessitem de apoios escritos ou audiovisuais, este agente tem um papel muito importante na formação – Método tecnocentrado. Se o grupo obtiver um papel primordial na formação falar-se-á de Método sociocentrado.. Qua rto ei xo: o object ivo Existe o Método tradicional, quando o objectivo principal da formação fomenta a repetição dos saberes pelos formandos – predomina o saber-saber; O Método aberto, quando a formação se centra no saber-fazer (cogntivo ou prático) e no saber-ser (atitudes). Importa salientar que esta tipologia dos métodos pode ser sujeita a adaptações consoante a posição que cada método ocupa em cada um dos eixos. De acordo com uma tipologia mais clássica, pode ser ainda considerado um q ui nto ei xo de classificação que distingue 3 tipos de métodos: a) Métodos Afirmativos; 1) Expositivos; 2) Demonstrativos b) Interrogativos; c) Activos.. a) Méto dos Afi rmativ os O método afirmativo constitui-se como uma afirmação de um facto. Pode ser uma afirmação de um saber, mas também a transmissão de um saber-fazer. O segundo exemplo distingue-se do primeiro pela introdução da vertente prática. Dentro do Método Afirmativo diferenciam-se:. •7 •.

(8) • FORMAÇÃO PEDAGÓGICA INICIAL DE FORMADORES • MANUAL DO FORMANDO • CAPÍTULO V . Métodos e Técnicas Pedagógicas. a1) Método E xpo sit ivo O método expositivo consiste na apresentação oral de um assunto, desmontando todo o seu conteúdo (informação anterior, estrutura do raciocínio e o resultado). Em algumas situações pode revelar-se o mais adequado em relação aos objectivos da formação. Quando? •. O formador tem necessidade de expor as suas ideias ao grupo;. •. Quando a sessão expositiva é o meio mais prático e menos dispendioso para a abordagem de um tema;. •. Quando o formador é o único a saber responder às perguntas dos formandos;. •. Em determinadas situações em que breves sessões expositivas ajudem a quebrar o ritmo e a despertar a motivação dos participantes;. •. Quando a sessão expositiva for a única forma de responder às dúvidas dos formandos e de acrescentar informação;. •. Em circunstâncias em que o método expositivo for adequado aos seguintes objectivos: - Motivação do auditório para um tema novo; - Aquisição de conceitos; - Instruções para a realização de uma tarefa; - Reforço de informação; - Quando há assuntos que necessitam de uma actualização muito rápida, tornando-se assim mais eficaz uma exposição oral.. De que forma se organiza uma sessão expositiva? O primeiro passo é preparar a sessão, seguindo-se de uma exposição e finalizando com uma conclusão.. 1. Pre pa ração •. Seleccionar a informação, tendo em conta o perfil do público-alvo (os seus conhecimentos anteriores, motivações, capacidades), as condições matéria (sala, equipamento, ambiente) e os recursos didácticos auxiliares;. •8 •.

(9) • FORMAÇÃO PEDAGÓGICA INICIAL DE FORMADORES • MANUAL DO FORMANDO • CAPÍTULO V . Métodos e Técnicas Pedagógicas. •. Elaborar um sumário e organizar a matéria em tópicos essenciais e secundários (os temas principais constituem os temas fulcrais aos quais se vai dar importância, já os secundários serão abordados se o tempo o permitir);. •. Seleccionar exemplos.. 2. Ex pos ição • • • • • • • • • • • • • •. Começar a sessão com uma pergunta; Pequena introdução com a exposição dos objectivos; Exposição do conteúdo, usando “organizadores prévios” ou “insights” Partir das ideias mais gerais para as mais particulares; Explicar as diferenças e semelhanças entre conceitos em contextos diferentes; Enunciar factos; Apresentar mais de uma perspectiva; Definir um problema; Delimitar critérios de resolução do problema; Falar claramente e evitar distracções; Utilizar recursos audiovisuais; Utilizar o humor; Manter o entusiasmo; Avaliar as soluções.. 3. Co ncl usão Resumo das ideias essenciais, pedir aos formandos uma síntese ou respostas às suas perguntas, indicar bibliografia, fazer a ponte com temas já abordados ou novos. Note-se, que este tipo de método, pelas características apresentadas, relega para segundo plano a criatividade do educando, uma vez que este tem de estar vinculado ao conteúdo transmitido pelo educador.. •9 •.

(10) • FORMAÇÃO PEDAGÓGICA INICIAL DE FORMADORES • MANUAL DO FORMANDO • CAPÍTULO V . Métodos e Técnicas Pedagógicas. Quad ro I – C aracte rí stica s p ri nc ipai s d o Método E xpos itivo. Método Exp ositivo. Caract erísticas. Fins e N ec essidades. Pertenc em e xcl usi vam ente ao prof ess or; pen sa ment o do aluno não é esti mula do;. Pape l do form ador. Autoridade , apoi ado n o m anu al Poder legi slat ivo, exe cuti vo e j udici al. Pape l do form and o. Recepti vo. Rela çã o Pe dagó gica. Formal, dist ante, ref orço negati vo. Aprendiz agem. Centrada n os sabere s te órico s. Avali aç ão/C ontr olo. Pergunta s orai s (Durant e) Exam es e tr abal hos escrit os (Apó s). Quad ro II – Va ntag ens e Desv a ntage ns do Métod o E xpos itiv o. Vant age ns do Mét odo Exp ositivo. Desva ntag ens do Mé todo Exp ositivo. - Permite o en sino de u ma gra nde qu antid ade de con heci me ntos e de c onc eitos em pouc o tempo;. - Não permit e a e xplor ação de si tuaç ões concret as e das exper iênc ias d os formand os;. - Pode s er aco mpa nhad o pela utili zaç ão de recur sos audio vis uai s m as s ó co mo compl em ento da se ssã o;. - Não moti va o s for mand os, tor nand o-os passi vo s;. - Permite contro lar os pré-requi sito s e os c onh eci mento s adq uirido s;. - Pode ad aptar-se mal ao s grupo s heterog éneo s;. - Fome nta u ma gra nde l iberdad e de i nici ativa ao form ador;. - Pode s ubstit uir a apr endi zage m de comp etênc ias pelo ensi no trad icio nal d e conhe cim ento s;. - Permite um e lev ado n úmer o de for man dos;. - Falta de feedb ack, ou e xist ênci a de um retorno muito fr aco e muit o po ntual d o formador;. - Aplicáv el e m m eios co m pou cos r ecurs os;. - Não favor ece a obs erva ção d o que é aprendid o para situa çõe s reai s, n ova s.. - Diminui o m edo do f orma ndo d e ser soli citad o a particip ar.. - Informa çõe s teóri cas tr ans mitid as s ão mais f acil me nte e sque cida s do q ue a s realiz adas. a2) Método D e mo nst rat ivo Este método é afirmativo porque o formador afirma um saber-fazer, é assim o detentor desse conhecimento. • 10 •.

(11) • FORMAÇÃO PEDAGÓGICA INICIAL DE FORMADORES • MANUAL DO FORMANDO • CAPÍTULO V . Métodos e Técnicas Pedagógicas. O método demonstrativo caracteriza-se pelo conhecimento técnico ou prático de um saber, que, uma vez exemplificado pelo formador terá de ser repetido pelo formando até à sua aprendizagem. O formando primeiro terá a orientação do formador e depois executará sozinho. O formador ao demonstrar um saber, para além de o transmitir oralmente, terá de o explicar com exemplos, ou seja na sua vertente prática (pode exemplificar como se constrói um castiçal ou como se resolve um teorema). Assim o método demonstrativo baseia-se nisto mesmo, na associação entre o explicar e mostrar/demonstrar, para que resulte numa aprendizagem eficaz.. Qu ais os pr es su post os bá sic os que o f orm a do r dev e s e guir n a utiliza ç ão do méto do demo nst rativ o? Instruções dadas aos formandos: •. Motivar o interessado e prepará-lo; Como? - Pondo-o à vontade; - Definindo o trabalho e sabendo se é um tema já conhecido pelo formando; - Captando o seu interesse pelo trabalho.. •. Apresentar o Trabalho Como? - Explicando, mostrando, ilustrando, tendo em atenção que só deve ser referida uma frase de cada vez numerando-as; - Instruindo lentamente os formandos e salientando as ideias –chave das instruções dadas.. •. Ordenar tentativas de execução Como? - Por várias tentativas chega-se à realização correcta da tarefa.. •. Automatizar o formando na tarefa proposta Como? - Nesta fase o formando, apesar de ter de realizar a tarefa sozinho, sabe que pode pedir a ajuda do formador para possíveis esclarecimentos. Este embora vá controlando o trabalho do formando tenta que a sua intervenção seja cada vez menor.. • 11 •.

(12) • FORMAÇÃO PEDAGÓGICA INICIAL DE FORMADORES • MANUAL DO FORMANDO • CAPÍTULO V . Métodos e Técnicas Pedagógicas. Co mo se deve faze r uma de mo nst ração ? INTRODUÇÃO - Preparar o material necessário; - Definir os objectivos pedagógicos; - Colocar os participantes adequadamente. - Testar os pré-requisitos; - Informar os participantes dos objectivos; - Motivar os participantes; - Justificar o contexto; - Explicar como se executa a operação.. DESENVOLVIMENTO - Explicar como se executa a operação; - Demonstrar lentamente; - Solicitar a execução dos participantes; - Deixar os participantes executar sem ajuda; - Corrigir os erros encontrados. CONCLUSÃO - Sintetizar; - Comunicar positivamente os resultados - Avaliar. Quad ro III – P rinc ipa is caracte rí stica s d o Mét odo De mo nstrativo. Método De mo nstrativo. Caract erísticas. Pape l de Formad or. Autoridade. Pape l de Forma ndo. Obs ervad or/repete a ac ção d emo nstra da. Rela çã o Pe dagó gica. Certa proxi midad e (form ando colo ca d úvid as e f ormad or esclar ece estab elec end o um diálo go. Aprendiz agem. Centrada n o sa ber-faz er do for mador. Avali aç ão/C ontr olo. Baseia- se n a reprod ução do c omp ortam ento d emo nstrad o. • 12 •.

(13) • FORMAÇÃO PEDAGÓGICA INICIAL DE FORMADORES • MANUAL DO FORMANDO • CAPÍTULO V . Métodos e Técnicas Pedagógicas. Quad ro IV – Va nt age ns e De sva ntag ens d o Mé tod o D e mo nst rat ivo. Vant age ns. Desva ntag ens. - Permite a partic ipaç ão – emb ora li mitad a – e motiv açã o dos for mand os;. - Exige u m n úmer o redu zido d e form ando s;. - Permite ao for mador d emo nstrar com o se ex ecuta;. - Promov e o d ese nvol vi ment o de aptidõe s/ha bilida des;. - Neces sita de mui to te mpo p ara a sua realiz ação; - Neces sita de mat erial p edagó gico;. - Faz ap elo à me mória vi sual;. - Regra geral, r equer c usto s el eva dos;. - Possi bilita o es clare cim ento d as d úvid as do s formand os.. b) Métod o I nte rrogat ivo Este método tal como a própria definição da palavra indica, consiste em interrogar. O formador terá de dirigir perguntas ao formando, e a partir das suas repostas irá revelando os conceitos, conduzindo a comunicação em função dos conteúdos que pretende transmitir. Método que se baseia no princípio de que só se aprende aquilo que se compreendeu. A eficácia da aprendizagem ainda continua centrada numa pedagogia autoritária, uma vez que o poder se centra no formador, no entanto a exigência de sucesso conduz à motivação dos formandos. Geralmente este método não é aplicado de forma isolada, servindo como complemento de outros métodos – demonstrativo e expositivo. Aspectos a considerar na utilização do método interrogativo: • • •. Competência na elaboração de perguntas; Processo de raciocínio indutivo; Organização da aprendizagem por descoberta.. Então como se aplica o método interrogativo? •. Observação directa substituída pela observação planificada e reflectida, orientada por uma sequência lógica e rigorosa de perguntas.. Como formular as perguntas? • • • •. Uma pergunta de cada vez; Clara e concisa; Evitar a repetição; Reformular se necessário. • 13 •.

(14) • FORMAÇÃO PEDAGÓGICA INICIAL DE FORMADORES • MANUAL DO FORMANDO • CAPÍTULO V . Métodos e Técnicas Pedagógicas. A quem dirigir? • A todo o grupo; • Dar tempo para reflectir; • Aceitar respostas espontâneas. Como fomentar a participação? • • •. Saber ouvir; Aproveitar o máximo de respostas; Reforçar positivamente todas as respostas.. Existem algumas modalidades que são valiosas na aplicação do método interrogativo, elas são: O Int errog ató rio Através das perguntas emitidas pelo formador no sentido de fazer progredir a aquisição de conhecimentos, será mais fácil a compreensão da realidade instantânea da sessão. As questões lançadas devem ser: • • • • • •. Significativas e interessantes; Aumentar gradualmente a complexidade das perguntas (as mais simples primeiro); Questões perceptíveis a todo o auditório; Formular a pergunta antes de nomear o inquirido; Fazer uma pausa entre a emissão da questão e a nomeação do respondente; Dar tempo para responder.. A Arg ume ntaçã o Como as actividades são conduzidas pelo formador, é ele que vai determinar os objectivos e os temas da argumentação. Depois de resumir o conteúdo e proporcionar os meios de informação para o estudo do tema em questão, os formandos terão de pensar em argumentos válidos para discutir com o formador. Este aspecto requer da parte deles conhecimentos sólidos e consistentes sobre a matéria transmitida.. O Di álog o O formador é o responsável por formular questões conducentes ao diálogo. Tem de solicitar a intervenção do grupo para a análise e interpretação do tema exposto, sem descurar que o conteúdo do assunto não deve ser perdido.. • 14 •.

(15) • FORMAÇÃO PEDAGÓGICA INICIAL DE FORMADORES • MANUAL DO FORMANDO • CAPÍTULO V . Métodos e Técnicas Pedagógicas. Para isso deve ter em atenção determinados aspectos: • • • • • • •. Olhar procurando sinais de que estão prontos para responder; Maior pausa e mais lentamente se a questão é complexa; Reformular por novas palavras se não entenderem; Agradecer as respostas; Deixar claro que não faz mal errar; Distribuir por todo o grupo; Se não responde, redirige-se para outra pessoa.. O Deb ate A aplicação desta modalidade tem como pré-requisito uma formação básica no tema a ser discutido e o conhecimento das técnicas de argumentação por parte dos participantes. Antes de se dar início ao debate deverá ser nomeado um coordenador e um secretário, cujas funções serão as de orientar as perguntas e registar as conclusões e os pontos que permaneçam mal resolvidos. O objectivo principal desta técnica é desenvolver capacidades de análise crítica e/ou de julgamentos de situações. Que tipo de perguntas podem ser feitas pelo formador? As perguntas que o formador faz aos formados requerem da parte dele uma grande competência para a sua formulação. Assim abordaremos os vários tipos de perguntas que podem ser utilizadas: • • • • • •. Perguntas dirigidas à memória: relembrar informação específica; Perguntas dirigidas ao raciocínio: levar à reflexão e ao desenvolvimento da informação; Perguntas criativas: elaborar respostas/soluções novas e originais; Perguntas pessoais: expressão de opiniões, sentimentos e valores pessoais; Perguntas abertas: elaboração de respostas diferentes de formando para formando; Perguntas fechadas: indicação da única resposta correcta.. Quad ro V – Re s umo das pri ncip ais ca racte rí stic a s do Métod o I nt errog ativo. Método Int errogativ o. Caract erísticas. Pape l do form ador. Autoridade ; form ula perg unta s. Pape l do form and o. Activo/p articip ativ o. Rela çã o peda gógic a. Facilit ador da co muni caç ão; refor ço positi vo. Aprendiz agem. Aprendiz age m por de scob erta. Avali aç ão/C ontr olo. Durante • 15 •.

(16) • FORMAÇÃO PEDAGÓGICA INICIAL DE FORMADORES • MANUAL DO FORMANDO • CAPÍTULO V . Métodos e Técnicas Pedagógicas. Situações onde é mais adequada a sua utilização: • • • •. Avaliação diagnóstica Revisões; Controlo da sessão; Consolidação das aprendizagens.. Quad ro VI – Va nt age ns e De sva ntag ens d o Mé tod o I nte rrogat ivo. Vant age ns. Desva ntag ens. - Permite um ret orno (F eed-ba ck) co nst ante d os formand os; - Cria um m aior interes se/ moti vaçã o/ate nçã o/partic ipaç ão do s formand os;. - Neces sita de bast ante t emp o para a sua re aliz ação; - Muito tra balh o para a su a prepar ação;. - Permite f ome ntar h ábito s de a náli se;. - Impos ição de u ma e strutura do pensa me nto pe lo for mador;. - Permite um a uto c ontrol o do for man do na aqui siç ão de con heci me ntos; - Permite d ese nvo lver a elo cuçã o.. - Número red uzid o de for man dos;. - Requer u ma prep araçã o m uito c uidad a por parte do f orma dor.. c) Método s Act ivos Pestalozzi foi um dos primeiros grandes teóricos a realizar investigações sobre os métodos activos. Este autor defendia que a educação deveria apresentar-se com um desenvolvimento natural, espontâneo e harmónico das disposições humanas mais naturais, na sua tríplice dimensão: a vida intelectual, moral, artística e técnica. No final do século XIX, foram finalmente consagradas as bases filosóficas da pedagogia contemporânea. William James (1842-1910) concebeu a educação como "um processo vivo que permite ao homem reagir adequadamente face às mais diferentes circunstâncias". John Dewey (1859-1952) concebeu a educação baseada na acção. A sua pedagogia activa assenta nos seguintes princípios: 1. O aluno só aprende bem quando o faz por observação, reflexão e experimentação (autoformação); 2. O ensino dever ser adaptado à natureza própria de cada aluno (ensino-diferenciado); 3. Deve desenvolver, não apenas a sua formação intelectual, mas também as suas aptidões manuais, assim como a sua energia criadora (educação integral);. • 16 •.

(17) • FORMAÇÃO PEDAGÓGICA INICIAL DE FORMADORES • MANUAL DO FORMANDO • CAPÍTULO V . Métodos e Técnicas Pedagógicas. 4. A matéria de ensino deve ser organizada de uma forma que produza uma efeito global na formação do aluno (ensino global); 5. O ensino deve contribuir para a socialização do aluno, por meio de trabalhos em grupo, respeitando e fortalecendo sempre a individualidade dos alunos. A educação é vida e educar é preparar para a vida (ensino socializado). Estes métodos têm vindo a impor-se, ao longo dos tempos, devido a cinco razões essenciais: a) A crescente importância dada às vivências individuais; b) O aumento da motivação ligada a actividades que envolvem directamente o formando; c) A necessidade incrementar os hábitos de trabalho em grupo, para o aperfeiçoamento das relações humanas; d) A mudança do papel do formador, este deixou de ser visto como o detentor do saber, para ser encarado como um facilitador e animador; e) A evolução dos métodos de controlo, que passaram de um sistema de autoritário, para outros baseados no auto-controlo, auto-avaliação dos indivíduos e do grupo.. Mét odos Activo s: Defi nição Actualmente, os Métodos activos designam um conjunto de métodos em que o formando é voluntário, já que a ideia básica deste método é a de conduzir os alunos a um confronto directo com a totalidade do problema. Em que situações são mais adequados? Nos métodos activos o formando é o sujeito da sua formação. Baseiam-se na actividade, na liberdade e na auto-educação. O formando aprende por descoberta pessoal, vivenciando a situação experiencialmente. O centro de interesse é então o formando, desempenhando o formador um papel de facilitador da aprendizagem. Adquirem-se competências do saber-estar, aprendendo o saber e o saber-fazer. Os formandos têm liberdade completa de actuação e marcam o ritmo de aprendizagem.. • 17 •.

(18) • FORMAÇÃO PEDAGÓGICA INICIAL DE FORMADORES • MANUAL DO FORMANDO • CAPÍTULO V . Métodos e Técnicas Pedagógicas. Portanto algumas das técnicas utilizadas ao serviço dos Métodos Activos são: • • • • • • • • • •. Role playing; Estudo de casos; Workshops; Fórum; Painel; Dramatização; Brainstorming; Trabalhos de Grupo; Jogos pedagógicos; Autoscopias.. Quad ro VI I – Res umo da s p ri nc ipai s c aract eríst ic as d os Método s Act ivos. Método A ctiv o. Caract erísticas. Pape l do Formad or. Orient ador; gu ia; c atali sador; f acilit ador. Pape l do form and o. Activo. Rela çã o Pe dagó gica. Facilit adora d a int eracç ão grup al Reforço p ositi vo. Aprendiz agem. Reflex ão de um pro ble ma ou situ açã o. Quat ro VII I – V a ntage ns e D esva nt age ns do s Mét odos Act ivo s. Vant age ns - Permite uma mai or partic ipaç ão e um reforço da moti vaç ão d os for mand os; - Favore ce o espírit o de gr upo e de co opera ção; - Permite mai or intera cçã o e a ume nto do s sabere s;. Desva ntag ens - Neces sita da con cepç ão de exer cíci os e recurso s did áctic os;. - Neces sita de um a boa gest ão do t emp o;. - Neces sita de um a boa prepara ção d o form ador (sabere s ma is a largad os, di spon ibilid ade, criativi dade, matur idade em ocio nal e autoconfia nça).. - Favore ce a auto nom ia, a auto-a vali açã o, o sent ido de r esp ons abilid ade e a capaci dade p ara re solv er probl ema s; - Desen volv e a c apac idade para a auto-a prendi zage m.. • 18 •.

(19) • FORMAÇÃO PEDAGÓGICA INICIAL DE FORMADORES • MANUAL DO FORMANDO • CAPÍTULO V . Métodos e Técnicas Pedagógicas. Em relação a todos os métodos: •. Nenhum método por si só fornece todas as respostas que o processo de ensino aprendizagem requer;. •. A escolha dos métodos a utilizar numa determinada situação depende dos objectivos da acção de formação, do grupo e dos condicionalismos materiais.. 2 – Téc nic as Peda gógic as Notemos que, desde sempre, existiram técnicas na educação que permitiam atingir um objectivo definido. As técnicas pedagógicas são um dos elementos constitutivos da Metodologia pedagógica e que servem para operacionalizar os métodos pedagógicos. Dinamizar o processo de ensino-aprendizagem é uma das funções que cabe ao formador desempenhar. Para tal, torna-se fundamental que este domine um conjunto de técnicas pedagógicas que lhe permita orientar os grupos no sentido destes trabalharem as suas componentes relacional e afectiva.. Técnica Pedag ógica : o co nce ito “Conjunto de meios, materiais, procedimentos mais ou menos coerentes (…) que estão ao serviço de métodos pedagógicos diferentes” (Mialaret). As técnicas podem ser: a) Técnicas Activas (Jogos Pedagógicos; Trabalhos em grupo; Estudos de Caso; Jogos de papéis ou Dramatização; Simulação; Autoscopia; Tempestade de Ideias); b) Técnicas de Comunicação (Díades; Tríades; Philips 6:6; Painel; Simpósio; Colóquio; Seminário; Sessão Sussuro; Rotação; Pirâmide).. a) Téc nicas Activa s. 1. Jog os Pedag ógico s A utilização dos Jogos Pedagógicos permite criar uma dinâmica no processo de aprendizagem, motivando e “despertando os formandos. Melhora assim a integração de novos conceitos, conhecimentos e atitudes na prática profissional. Permite criar hábitos de trabalho em equipa, familiarizando os formandos com técnicas e métodos de resolução de problemas.. • 19 •.

(20) • FORMAÇÃO PEDAGÓGICA INICIAL DE FORMADORES • MANUAL DO FORMANDO • CAPÍTULO V . Métodos e Técnicas Pedagógicas. Os Jogos Pedagógicos dividem-se em três fases: •. Apresentação do Jogo - Situar os participantes sobre o tema; - Indicar de uma maneira geral, os objectivos a atingir; - Evitar a utilização da palavra jogo.. •. Desenvolvimento do jogo - Distribuir por escrito, as regras de funcionamento a todos os participantes e observadores; - Não entregar aos participantes as instruções dos observadores; - Indicar o tempo máximo de execução do jogo e, lembrar aos participantes que é fundamental todos cumprirem o tempo estabelecido;. •. Análise do jogo - No final do jogo atingem-se os objectivos pedagógicos propostos; - O formador pede aos participantes para que comentem o seu desempenho, começando pelos aspectos negativos até aos positivos, sem comentar o que está a ser falado; - Relaciona-se com a realidade profissional; - Procura de soluções alternativas para esse tipo de situações.. Quad ro XI X – Va nt age ns e De sva ntag ens d o Jogo pedagóg ico. Vant age ns do Jog o Ped agógi co - Aument a a motiv açã o/partic ipaç ão/di nâm ica e criati vidad e do for man do;. - Incute h ábito s de tr abalh o e m equi pa;. - Desafio q ue per mite o form ando con hec er os seus lim ites e as sua s po ssib ilidad es d e supera ção; - Participa ção d o form ando na c onstr ução do seu próprio conh eci ment o;. Desva ntag ens do Jog o Pe dagó gico - Pelo s eu car ácter c omp etiti vo pod e gerar situa çõe s conflit uos as, p ela n ece ssid ade d e coord enar d iferent es pontos de v ista, esta bele cer v árias re laç ões e reso lver conflit os; - Dificuldad e de ace sso e disp onib ilidad e de materi al sobre o uso de jog os na sit uaç ão pe dagóg ica, q ue po ss am vir a sub sidiar o trabal ho do cent e; - As fals as c onc epçõ es qu e se dev em ensi nar tod os os co nceit os atravé s de jogo s;. - A coerçã o do for mad or que e xige a parti cipa ção d o formand o no jogo me smo que e le n ão e steja moti vad o para tal.. • 20 •.

(21) • FORMAÇÃO PEDAGÓGICA INICIAL DE FORMADORES • MANUAL DO FORMANDO • CAPÍTULO V . Métodos e Técnicas Pedagógicas. 2. Trabal ho /D isc us sã o e m Grupo •. Como proceder? -. O formador deve garantir que as regras sejam transmitidas de uma forma clara aos formandos (impressão de preferência);. -. O formador deve certificar-se de que todos perceberam o que devem fazer;. -. O formador deve orientar e acompanhar a dinâmica e evolução dos trabalhos dentro de cada grupo;. -. No final pretende-se que cada um do porta-voz nomeado em cada grupo apresente o trabalho;. -. O formador deverá sintetizar as conclusões dos trabalhos, integrando-as no tema da sessão.. Quad ro X – Va nt age ns e De sva ntag ens d o T rab al ho/ D isc us são e m grupo. Vant age ns. Desva ntag ens. - Máxi mo a prov eita mento dos t alent os d e cad a u m;. - Dispersã o e di strac ção q ue res ulta em p erda de tempo;. - Máxi ma cr iativ idade ao servi ço da t arefa a reali zar;. - Choque d e pers onali dade s e pro cura d e lider ança que pod e term inar n um c onflit o;. - Maior moti vaçã o na s m etas a ati ngir;. - Dificuldad e de aplic ação de m étod os de tr abalh o de grupo e fica zes;. - Descentr aliz açã o do po der que r esu lta e m m aior respon sabil idad e indi vidu al; - Maior rap idez na c oncret iza ção, l ogo maior produtiv idade; - Possi bilida de de tr oca s enriq uec edora s de experiê nci as e p apéi s;. - Ausên cia de lidera nça q ue re sulta em desm otiv ação em ca deia; - Confusã o na s fun çõe s a d ese mpen har qu e origi na um de sga ste do grupo; - Falta de produti vida de de algu ns membr os o que poderá pro voc ar um des equilí brio prod utiv o da equipa.. - Novas abordag ens das solu çõe s do s probl ema s; - Consci ênci a de id entid ade do grupo, represen tativ a dos v alore s, int eres ses e mot iva çõe s de c ada um.. 3. Est ud os de Ca so O que é? Técnica de animação na qual os participantes são confrontados com uma situação ou com um problema concreto que lhes é apresentado, sendo convidados a fazer uma análise conjunta, • 21 •.

(22) • FORMAÇÃO PEDAGÓGICA INICIAL DE FORMADORES • MANUAL DO FORMANDO • CAPÍTULO V . Métodos e Técnicas Pedagógicas. detalhada, para em seguida identificar a solução mais adequada e determinar os princípios da sua justificação. Este tipo de técnica permite: - Motivar; - Desenvolver a capacidade de análise; - Aprender a trabalhar em grupo; - Desenvolver a tomada de decisão. Procedimento - O formador deve distribuir o caso; - Formar os grupos; - Estabelecer o tempo limite para a análise e a discussão; - Esclarecer as dúvidas dos grupos; - Solicitar conclusões; - Orientar o debate; - Sistematizar as conclusões, relacionando-as com os objectivos da sessão.. Quad ro XI – V ant age ns e D esva ntag e ns dos E st ud os d e Cas o. Vant age ns. Desva ntag ens. - Maior part icipa ção/ intere sse/ criati vidad e e anál ise d os me mbros d o grupo;. - Possí vei s dis cordâ ncia s qu anto à identifi caçã o da sol uçã o ma is ad equa da a o ca so e m questã o.. - Permite a apren diza gem de co mo tr abalh ar em grup o e c ons eque ntem ente o de sen volv ime nto de técn ica s de arg ume ntaç ão; - Aquisiç ão de nov as solu çõe s para r esol uçã o de proble ma s prátic os; - Maior a uton omi a e c ons ciên cia n o proc ess o de tom ada de deci são.. 4. Jog os de P apé is o u Dra matiz ação O que é? Técnica de animação na qual vários participantes são convidados a assumir uma interpretação de diferentes papéis, encarnando personagens que se encontrem numa situação precisa, a fim de permitir, em seguida, uma análise das representações, sentimentos e atitudes ligados a esta situação. Os participantes que não sejam actores serão colocados em posição. • 22 •.

(23) • FORMAÇÃO PEDAGÓGICA INICIAL DE FORMADORES • MANUAL DO FORMANDO • CAPÍTULO V . Métodos e Técnicas Pedagógicas. de observadores durante a fase de interpretação de papéis. Tomam parte, com os actores, na fase de análise conduzida pelo animador. Esta técnica tem em vista: • • • • •. Criar uma situação empática: ao assumir o papel do outro vemo-lo de forma mais próxima, com mais empatia; Transpor a realidade social para a sala de formação; Desenvolver a capacidade de liberdade de expressão de uma forma segura; Resolver problemas num grupo e/ou num contexto organizacional; Aprendizagem de uma técnica de comunicação.. No contexto de formação: •. Planeamento - O formador constrói uma situação ou um incidente que desencadeie adesão e fomente as aprendizagens seleccionadas; - Redacção das fichas relativas aos papéis que serão atribuídos a cada formando;. - Previsão dos critérios de observação e elaboração de uma grelha; - Negociação dos papéis a desempenhar por cada actor e escolha do grupo que irá observar; - Explicação sucinta da situação e de como se procede à dramatização. •. Preparação da Acção - Os formandos – actores combinam entre si a melhor forma de representar a cena. O formador também pode ajudar.. •. Representação - Durante a representação o grupo de análise regista as observações.. •. Análise - Todos os formandos intervêm sobre a situação representada; - O grupo de análise comenta; - O formador sintetiza, no final, as conclusões e as soluções para os problemas.. • 23 •.

(24) • FORMAÇÃO PEDAGÓGICA INICIAL DE FORMADORES • MANUAL DO FORMANDO • CAPÍTULO V . Métodos e Técnicas Pedagógicas. Embora esta técnica apresente inúmeras vantagens – motiva para diferentes formas de expressão, suscita o conhecimento entre formandos, melhora a comunicação, desbloqueando situações – problema – é importante sublinhar que o clima emotivo que por vezes se cria, por ser muito intenso poderá agravar as relações interpessoais. Para contrariar este aspecto não deve ser utilizada no início de uma acção de formação, pois os formandos não se conhecem e estão muito inibidos.. Quad ro XI I – V a ntage ns e D esva nt age ns da D ra matizaçã o/J ogo de p apéi s. Vant age ns. Desva ntag ens. - Favore ce o auto-c onh eci mento , a espont ane idade e a c omu nic ação;. - Exces siv a Inib ição e ti mide z dos form ando s;. - Permite a co mpree nsã o de situa çõe sproblem a.. - Rigidez em rel açã o às interpret açõ es de papéis.. 5. Si mulaç ão O que é? A técnica da Simulação consiste em reproduzir uma situação de trabalho na qual se introduzem o maior número possível de variáveis ou problemas – tipo, no sentido de testar as capacidades técnicas ou os conhecimentos obtidos pelos formandos (Silva, M., 1997). A simulação é utilizada em situações em que é necessário um treino prévio para defrontar situações consideradas perigosas. Também é usada em contextos de aprendizagem, quando é fundamental os formandos dominarem as técnicas que vão utilizar ou as teorias que vão aplicar. Assim, na formação de formadores a simulação será uma técnica valiosa, pois permitirá que os formandos se consciencializem das variáveis que intervêm na numa situação pedagógica e a partir daí adoptem os comportamentos adequados.. Situação pedagógica •. Planeamento da Simulação - O formador define os objectivos a atingir e/ou os comportamentos a testar; - Elaboração de uma grelha de observação; - Criação de uma lista de ocorrências e situações anómalas; - Descreve a simulação.. • 24 •.

(25) • FORMAÇÃO PEDAGÓGICA INICIAL DE FORMADORES • MANUAL DO FORMANDO • CAPÍTULO V . Métodos e Técnicas Pedagógicas. •. Preparação - Os formandos dispõem de um tempo para preparar a simulação, nomeadamente para escolher os actores intervenientes, devendo estar informados sobre os objectivos e os recursos a utilizar na simulação;. - O formador deverá estar preparado para ajudar os formandos na preparação e planeamento da simulação. •. Apresentação - O formando comporta-se então como se estivesse a ministrar a formação na realidade, enquanto que o formador e os restantes colegas ajudam a recriar a situação real; - Todos participam e todos observam o desempenho do formando, tomando notas.. •. Análise - A simulação é analisada e discutida por todos os intervenientes no processo; - O grupo analisa as duas listas elaboradas pelo formador; - A simulação poderá ser repetida as vezes consideradas necessárias pelo grupo. Nesta etapa é o formador que deverá ter a última palavra, fazendo um apanhado de tudo o que foi dito e dar a sua própria opinião.. Quad ro XI II - Va ntag ens e de sva ntag e ns da Si mul ação. Vant age ns. Desva ntag ens. - Permite a si mula ção d e sit uaç ões que const itue m u m proble ma p ara o suje ito, te ndo como f im a adopç ão d os c omp ortam ento s ma is adequa dos;. - Pode repre sent ar um obst ácul o para indivíd uos ex ces siv ame nte i nibido s;. - Fornec e ao suje ito u m fee dbac k do seu dese mpen ho, o que c ontrib ui para o progress ivo aperfei çoa ment o da s su as performa nce s.. - Pode a ssu mir u m cará cter a vali ativ o, o qu e dificult a o de se mpen ho do indi víduo .. • 25 •.

(26) • FORMAÇÃO PEDAGÓGICA INICIAL DE FORMADORES • MANUAL DO FORMANDO • CAPÍTULO V . Métodos e Técnicas Pedagógicas. 6. Auto scop ia Definição Auto + Scopio = ver-se a si próprio como através de uma lente. Refere-se a uma situação de simulação mas gravada em vídeo para que o formando possa ver e comentar a situação A Autoscopia permite: •. Vencer a timidez, controlar o nervosismo, aprender a lidar com situações difíceis e imprevisíveis;. •. Desenvolver a capacidade de escuta (saber ouvir) as opiniões dos outros para melhorar o desempenho;. •. Melhorar a imagem de futuro formador e as suas qualidades enquanto futuro profissional.. Quad ro XI V – Va ntag e ns e d esva ntag e ns da Auto s copia. Vant age ns. Desva ntag ens. - O víd eo fu ncio na c omo esp elho;. - É uma situa ção d e a valia ção q ue p ode alt erar os co mporta me ntos pelo nervo si smo cau sado;. - Permite uma tr ansf orma ção i nten cion al dos co mport ame ntos ;. - Alguma s pe sso as p odem não dem onstr ar as suas r eai s cap acida des.. - Promov e a a ceita ção e ge stão d a aut oimage m do suj eito; - Permite a aná lis e e e xplora ção d as interac çõe s peda gógic as.. Nota: No Capítulo “Simulação Pedagógica” abordar-se-á em mais pormenor os aspectos inerentes a esta técnica.. 7. Te mpe stade de Ide ias , Bra insto rmi ng o u C huva de Ide ias Definição O “brainstorming” é um processo de trabalho em grupo, de libertação da criatividade. Pretende-se estimular novas ideias, criando um clima pedagógico informal e dinâmico (Silva, M., 1997).. • 26 •.

(27) • FORMAÇÃO PEDAGÓGICA INICIAL DE FORMADORES • MANUAL DO FORMANDO • CAPÍTULO V . Métodos e Técnicas Pedagógicas. A sua utilização permite: • • •. Estimular a imaginação e a criatividade; Surgimento de novas ideias para solucionar um problema; Formar profissionais criativos. Procedimento: •. Exposição de abertura. Apresentação do problema pelo formador, com uma pergunta e solicita ao grupo que apresente uma solução; •. Exposição de ideias. Registo de todas as ideias apresentadas, no quadro pelo formador; •. Fase de escrutínio. Selecção de ideias com base em critérios de resolução do problema; •. Conclusão. Um novo método, um novo produto!. Quad ro XV - Va ntag ens e De sva ntage ns do “ Brai nstormi ng”. Vant age ns. Desva ntag ens. - Criação de nov os cr itério s e for mas inova doras de reso luçã o de pro ble mas;. - O form ador é q ue apr ese nta o pr oble ma a o grupo.. - Estimu laç ão da criati vidad e, im agin ação e de um cli ma p edag ógico cara cteriz ado p ela informa lidad e;. b) Téc nic as de Co munic ação 1. D íade s Técnica em que os formandos se agrupam, dois a dois, para discutir um tema ou realizar uma tarefa. Utiliza-se quando os grupos são numerosos ou se pretende enriquecer as actividades pela participação reflectida de todos.. • 27 •.

(28) • FORMAÇÃO PEDAGÓGICA INICIAL DE FORMADORES • MANUAL DO FORMANDO • CAPÍTULO V . Métodos e Técnicas Pedagógicas. Quad ro XVI – Va ntag e ns e De sva ntage ns d as D ía des. Vant age ns - Facilit a o trab alho com grupo s m uito numer oso s.. Desva ntag ens - Discordân cia d e opi niõe s e id eia s dis cutid as entre o s doi s ele men tos d o grupo.. 2. Ex pos ição Técnica de comunicação pela qual uma pessoa faz, diante de um auditório, uma apresentação de um relatório sobre um determinado tema. Técnica pouco estimulativa da participação do público por ser conduzida por um conferencista e destinada a um número ilimitado de participantes.. Quad ro XVII – Va nt age ns e De sva ntag ens d a Exp o sição. Vant age ns. Desva ntag ens. - Permite um a uditóri o va sto;. - Meio s lim itado s para contr olar o acom panh am ento d a ex posi ção d o m onitor no auditóri o;. - Trans mis são d e u ma gran de qu antid ade de infor maç ão e m pou co te mpo;. - Pouco adequ ado p ara a a quis ição de aptidõe s ou mo dific ação de atit ude s;. - Forneci me nto de infor maçõ es q ue o s participa ntes t eria m dific uldad e ou f alta d e tempo p ara obt er.. - Dificilm ente é fom entad a a part icipa ção d o público no a uditóri o; - Dificuldad e e m capt ar a ate nçã o do s participa ntes durant e m uito te mpo.. 3. Si mp ósi o Técnica de comunicação, através da qual 2 a 5 pessoas qualificadas expõem, perante um auditório, um tema comum, com a finalidade de definir uma questão. Orientados por um moderador, as pessoas - recurso especializadas respondem às questões dos participantes, mas não há debate entre elas. A diferença para o painel é a inexistência de controvérsia entre os especialistas. O simpósio pode ser organizado: •. Pelos formandos ou pelo formador;. •. Deverá haver um grupo de formandos que estuda as questões a colocar aos especialistas; • 28 •.

(29) • FORMAÇÃO PEDAGÓGICA INICIAL DE FORMADORES • MANUAL DO FORMANDO • CAPÍTULO V . Métodos e Técnicas Pedagógicas. •. A síntese deverá ser apresentada no final da sessão. Os especialistas, se forem os formandos a organizar o simpósio, podem ser elementos do grupo em formação que estudem o tema a apresentar.. Quad ro XVIII – V ant age ns e D esva nta ge ns do Si mpósi o. Vant age ns. Desva ntag ens. - Abrange gra nde n úmer o de part icipa ntes;. - É o forma dor que deter mina quan do o s formand os d eve m fal ar;. - Expõe um te ma com a fin alidad e de d efinir uma q uest ão;. - As pes soa s – re curso esp ecia liza das apen as respond em às qu est ões q ue lh es são aprese ntada s;. - Desenv olv e a c apaci dade de orga niz ação , no ca so de ser pe nsa do pe lo for mand o;. - Não há de bate.. 4. Col óq uio Técnica de comunicação, através da qual um grupo de 6 a 8 pessoas, 3 ou 4 representando o auditório e outras 3 ou 4 fazendo o papel de pessoas – recurso, realiza perante uma assembleia, uma discussão sobre determinado tema, com vista à definição de uma questão. Os debates ao nível dos membros do colóquio são reguladas por um moderador, podendo os participantes intervir ocasionalmente. Esta técnica é indicada sobretudo para tratar de assuntos actuais e de interesse para um determinado grupo específico, o qual já deve possuir alguns conhecimentos do que irá ser falado.. Quad ro XI X – Va nt age ns e De sva ntag ens d os Co ló qui os. Vant age ns. Desva ntag ens. - Possib ilita a apre sent ação de fa ctos diferente s, o que e sti mula a refle xão e a for maç ão de opiniõ es p ess oai s;. - Possí vel p as sivid ade d a plat eia;. - Possib ilita a troca de op iniõ es;. - Feedba ck d a plate ia po uco con stant e, o qu e poderá pro voc ar des intere sse ;. - Aument a a c apaci dade d e an ális e, por moti var o grupo a anal isar o que está a ser exp osto;. - Implic a con heci me ntos prévi os s obre o t em a a ser de batido.. - Forma d e deb ate inf orma l; - Na formaç ão per mite tr einar o s for mand os na téc nica d e el aborar qu estõ es e de argume ntar.. • 29 •.

(30) • FORMAÇÃO PEDAGÓGICA INICIAL DE FORMADORES • MANUAL DO FORMANDO • CAPÍTULO V . Métodos e Técnicas Pedagógicas. 5. Pai ne l Técnica de comunicação onde um núcleo de 3 a 6 pessoas - cada uma delas representando um sub – grupo de participantes - discute, perante um determinado tema, com vista à definição de uma questão. Os participantes, mesmo estando presentes na discussão, só intervêm por intermédio dos seus representantes.. Quad ro XX – Va ntag e ns e De sva ntage ns do Pa i ne l. Vant age ns. Desva ntag ens. - Indivíd uos q ue tê m prob lem as e m fal ar em público pode m tirar p artido d esta t écni ca, n o sentid o em qu e nã o preci sa m de e xpor p ublic ame nte as su as i deia s e o piniõ es;. - Nem todo s o s partici pant es parti cipa m na dis cus são, des emp enha ndo a pen as o papel de obs ervad ores;. - Técni ca de com unic açã o útil quan do s e pretende abordar vária s di men sõe s de u m te ma compl exo ou pol émic o;. - A comu nica ção só é esta bele cida entre algun s ele me ntos.. - Os e spec iali stas ao a prese ntare m opi niõe s distint as s obre o t em a centr al per mite m que os participa ntes ana lise m po ntos de v ista antagó nico s.. 6. Ses sã o S uss urro (“ Buzz Se ssio n ”) Técnica de animação na qual os participantes são distribuídos em grupos de 4 a 10 elementos para obter, com uma discussão, que se prolonga por um período de tempo muito longo, um resultado comum sobre um tema, um caso ou um problema.. Quad ro XXI – Va nt age ns e De sva ntag ens d a Ses s ão S uss urro. Vant age ns - Dado o te mpo p ara dis cus são ser l ongo podem surgir variad as solu çõe s so bre o te ma, promo vend o troca s de opini ões enrique cedor as, qu e per mita m acre sce ntar nova s vi sõe s da re alid ade.. Desva ntag ens - Número e xce ssi vo d e partic ipant es, send o nece ssári o para t al u ma bo a orga niz ação e gestão entre os e lem ento s do gru po, o q ue por veze s é difícil de ef ectuar; - Tempo dem asi ado l ongo p ara di scu ssã o do proble ma, p odend o de sen cade ar discu ssõ es ou co nver sas p aralel as em n ada rel aci onad as com o tema em q ue stão.. • 30 •.

(31) • FORMAÇÃO PEDAGÓGICA INICIAL DE FORMADORES • MANUAL DO FORMANDO • CAPÍTULO V . Métodos e Técnicas Pedagógicas. 7. Phill ips 6 – 6 Técnica de animação na qual os participantes são distribuídos em grupos de 6 pessoas com vista a que a sua discussão, durante um lapso de tempo limitado a 6 minutos, produza um resultado comum sobre um tema, um caso ou um problema.. Quad ro XXII – V ant age ns e D esva ntag e ns da Téc nica P hilli ps 6- 6. Vant age ns. Desva ntag ens. - Rapidez nos r esul tado s en contrad os;. - É nece ssári o u ma efi caz gest ão do t emp o na dis cus são do probl em a, o qu e por v eze s pode s er co mplic ado d ado o núm ero de participa ntes ser ele vad o;. - Permite q ue v árias opin iõe s sej am confront ada s nu m curt o esp aço d e te mpo, promo vend o as tr oca s interp es soai s.. - Pode nã o ha ver co ns ens o entre diferent es opiniõ es, o que g era di scu ssõ es e confl itos no seio d o grupo.. 8. Rotação Técnica de animação a partir da qual os participantes são distribuídos por grupos de 4 a 6 pessoas para discutir sobre um tema preciso e na qual em cada 10 minutos, um membro de um grupo é convidado a deixá-lo para se juntar a um vizinho.. Quad ro XXII I – V a ntage ns e D esva nt age ns da Téc nic a de Rotaç ão. Vant age ns. Desva ntag ens. - A introduç ão de um nov o ele ment o nu m grup o diferente prom ove, q uer n ele, qu er no gr upo que o re cebe u um a m aior fle xibil idade e adaptaç ão a nov as situa çõe s;. - O ele men to rotat ivo p ode n ão se ad aptar a o novo gr upo, a ss umi ndo u ma at itude pas siv a, como o grupo po de n ão s er recept ivo.. - A sua ap lica ção enriqu ece as c ontribui çõe s dos for mand os sobre o t em a, fo menta as relaçõ es int ergrupai s e f az i ntervir t odos os participa ntes.. 9. Pi râ mid e A técnica de trabalho em grupo em Pirâmide consiste numa actividade de reflexão dividida em três momentos:. • 31 •.

(32) • FORMAÇÃO PEDAGÓGICA INICIAL DE FORMADORES • MANUAL DO FORMANDO • CAPÍTULO V . Métodos e Técnicas Pedagógicas. • • •. Individualmente; Pequenos grupos; Plenário.. O trabalho individual começa por ser durante 10 minutos, onde se faz a primeira abordagem de um tema ou de uma tarefa; quando se formam pequenos grupos o tempo é de 15 minutos para a realização do trabalho propriamente dito; no final o tema é debatido em plenário, em que cada grupo apresenta um porta-voz para intervir.. Quad ro XXI V – Va ntag ens e Desv antage ns da Téc nic a P irâ mide. Vant age ns. Desva ntag ens. - O trabal ho de r efle xão a o s er divid ido e m v ários mom ento s (indi vidu al e e m grup o) po ssibi lita tro ca de idei as e uma mel hor s iste mati zaç ão da s mes ma s.. - É poss ível que e m det ermi nada s situa çõe s seja d ifícil atingir um c on sen so, poi s as opi niõe s ind ivid uai s pode m e ntrar em ch oque co m as opini ões do grup o.. 10. Res ol ução de Proble ma s p or T rí ades Técnica de animação na qual os participantes são distribuídos em grupos de elementos para, a partir da sua discussão, encontrar uma solução para um problema concreto que lhes é submetido. Consiste no agrupamento dos formandos três a três. A discussão por tríades evita certos bloqueios que podem surgir no trabalho a dois. Incentiva assim a actividade de pesquisa, evitando soluções muito rápidas e superficiais. Como proceder? •. Antes: - Preparar minuciosamente o exercício (problema a resolver) distinguindo claramente: - O suporte sobre o qual vão trabalhar as tríades; - As tarefas a efectuar (numerá-las por ordem cronológica); - O tipo de produto esperado; - Colocar por escrito ou em acetato as instruções.. •. Durante: - Apresentar o exercício e as modalidades de trabalho; - Gerir o tempo; • 32 •.

(33) • FORMAÇÃO PEDAGÓGICA INICIAL DE FORMADORES • MANUAL DO FORMANDO • CAPÍTULO V . Métodos e Técnicas Pedagógicas. - Se existirem mais de cinco tríades, seleccionar aquelas que farão um relatório, com base nas soluções propostas mais divergentes; - Organizar os relatórios de forma a permitir uma análise comparativa;. - Levar a detectar as partes de soluções convergentes e divergentes; - Levar a descobrir a forma de resolver os aspectos divergentes. •. Depois: - Anotar por escrito ou fazer registar por um ou mais participantes a correcção rigorosa do exercício.. Quad ro XXV– Va nta ge ns e De sva ntag ens d a Re sol ução de proble ma s p or t ríad es. Vant age ns. Desva ntag ens. - Permite a reso luç ão de pr oble mas de for ma meno s rápid a e superfi cial d o que no trab alho de grupo a dois, pela i ntrodu ção d e m ais um e lem ento;. - Pode ha ver u m el eme nto – ma is c omu m ser o ele ment o rotati vo - qu e nã o partic ipe no trabal ho e m ca usa , func ion ando com o factor ne utro, o u pelo contr ário, c omo factor di stracti vo do s ou tros mem bros d o grupo.. - Evita bl oquei os, p or ve zes prese nte s no tra balh o a dois.. 11. E nsi no P rog ra mado Técnica que consiste na formulação de perguntas e de respostas, em que as informações a transmitir são apresentadas em unidades coerentes, numa sequência tal que cada unidade depende da anterior. Para responder às perguntas o participante dispõe de um intermediário que pode ser: livro, fichas, computador, etc. O ensino programado assenta em cinco critérios fundamentais: 1. Informações apresentadas via visual ou audiovisual; 2. Informações por unidades coerentes que dependem das anteriores; 3. Cada unidade de informação termina com uma pergunta à qual o participante deve saber responder através das informações que recebeu previamente;. • 33 •.

(34) • FORMAÇÃO PEDAGÓGICA INICIAL DE FORMADORES • MANUAL DO FORMANDO • CAPÍTULO V . Métodos e Técnicas Pedagógicas. 4. O participante é imediatamente informado do valor da sua resposta por comparação com a resposta correcta; 5. Aprendizagem individual, respeitando o ritmo de cada um.. Quad ro XXVI – Va ntag ens e Desv antage ns do E ns ino P rog ra mad o. Vant age ns. Desva ntag ens. - Aprendiza gem pela des coberta acti va da realid ade, pri vileg iand o o in divi duali sm o e ritmo de cada um;. - Impes soal idad e do pro ces so de en sinoaprendi zage m, de scur ando as rel açõ es huma nas a troca s interp es soai s;. - Activida de qu e prom ove o de sen vol vim ento da capa cidad e int elect ual;. - Não promo ve o des env olvi me nto da criativi dade e auto-a náli se; - Pela for ma de apres enta ção, o s conhe cim ento s são ad quirid os de f orma dem asi ado seque ncia l, pod endo origin ar o ca nsa ço e desint eres se do s parti cipa ntes.. - No caso de uti liza ção d o co mput ador, possi bilita o recurs o a n ovo s progra ma s infor máti cos (auxili a o educ ando nos proce ss os de aqui siçã o e reforço de con heci me ntos).. 12. Se mi ná rio O Seminário é uma técnica pedagógica que tem como objectivo a investigação e o estudo intensivo de um tema em reuniões de trabalho devidamente planificadas. Pode dizer-se que se constitui como um verdadeiro grupo de aprendizagem activa porque os grupos não recebem a informação já elaborada, pelo contrário, são eles que, a partir do esforço colaborativo, a preparam. Um grupo de seminário integra no geral, 5 a 12 elementos. Em grupos numerosos que desejem trabalhar desta forma, podem por exemplo, dividirem-se em grupos pequenos para realizarem a tarefa. Os seminários habitualmente são organizados e supervisionados pelos educadores, que actuam como orientadores do processo, no entanto pode dar-se o caso de serem os próprios formandos a tomarem a iniciativa. Nesta situação o trabalho desenvolvido será pautado de uma forte autonomia da parte dos educandos. Porém, é mais comum serem os formadores a organizar, a reunir os grupos, seleccionando os temas e as áreas de interesse em que se deseja trabalhar.. • 34 •.

(35) • FORMAÇÃO PEDAGÓGICA INICIAL DE FORMADORES • MANUAL DO FORMANDO • CAPÍTULO V . Métodos e Técnicas Pedagógicas. Quad ro XXVII – Va ntag e ns e De sva ntage ns d os S emi nário s. Vant age ns. Desva ntag ens. - Autono mia e indep endê nci a dos f orma ndo s no des env olv ime nto da tarefa;. - Pode criar l aço s de d epen dênc ia pe lo facto do forma dor s upervi sio nar o trab alho e sel ecci onar o s te mas de traba lho.. - Permite a apre senta ção de no va s vi as de pesq uis a ou nov as c oncl usõ es sobre o tem a.. 3. Inst rument os / Mate ri ai s Pe dagóg icos Depois da escolha criteriosa dos métodos e técnicas pedagógicos pelo formador, resta-lhe o último passo que é o de preparar os instrumentos que servirão de apoio à formação. Os instrumentos correspondem aos recursos/materiais necessários para levar a cabo as técnicas e os métodos seleccionados. A escolha dos instrumentos deve ser pensada criteriosamente, uma vez que deverão adequar-se às especificidades da situação de ensino-aprendizagem. Na escolha de um ou de vários instrumentos pedagógicos deve ter em consideração alguns aspectos: • • • •. Não há “receitas” para todos os casos; Cada instrumento tem aplicações específicas; Não há motivos impeditivos à coexistência de todas as técnicas e instrumentos; Um determinado objectivo poderá ser melhor avaliado com determinada técnica ou instrumento em relação a outros;. Aquilo que é importante ressalvar na escolha dos instrumentos pedagógicos é que a opção de um em detrimento de outro irá depender dos objectivos, dos destinatários, do conteúdo, dos condicionalismos materiais, das condicionantes do espaço de formação e do tempo disponível. A selecção dos materiais a utilizar deve obedecer a um plano: Elaboração de um projecto pelo formador, onde deve constar os pontos importantes do tema, o tempo de execução e de apresentação, o número de documentos a realizar (slide, transparências…).. • 35 •.

Referências

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