UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ
CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM DESIGN DE MODA
PAOLA CRISTINNE GUIMARÃES DA COSTA
O USO DA REDE DE PROTEÇÃO NA PRODUÇÃO DE PRODUTOS
DE MODA
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
APUCARANA 2017
PAOLA CRISTINNE GUIMARÃES DA COSTA
O USO DA REDE DE PROTEÇÃO NA PRODUÇÃO DE PRODUTOS
DE MODA
Trabalho de Conclusão de Curso de graduação apresentado à disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso II, do Curso Superior de Tecnologia em Design de Moda da UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná – Campus Apucarana, como requisito parcial para obtenção do título de Tecnólogo.
Orientador: Prof. M.e Nélio Pinheiro
APUCARANA 2017
Ministério da Educação
Universidade Tecnológica Federal do Paraná Câmpus Apucarana
CODEM – Coordenação do Curso Superior de Tecnologia em Design de Moda
UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ
PR
TERMO DE APROVAÇÃO
Título do Trabalho de Conclusão de Curso Nº 258
O uso da rede de proteção na produção de produtos de moda por
PAOLA CRISTINNE GUIMARÃES DA COSTA
Este Trabalho de Conclusão de Curso foi apresentado aos catorze dias do mês de dezembro do ano de dois mil e dezessete, às dezessete horas, como requisito parcial para a obtenção do título de Tecnólogo em Design de Moda, linha de pesquisa Processo de Desenvolvimento de Produto, do Curso Superior em Tecnologia em Design de Moda da UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná. O candidato foi arguido pela banca examinadora composta pelos professores abaixo assinados. Após deliberação, a banca examinadora considerou o trabalho aprovado.
_____________________________________________________________ PROFESSOR NELIO PINHEIRO– ORIENTADOR
______________________________________________________________ PROFESSORA RAQUEL RABELO ANDRADE – EXAMINADORA
______________________________________________________________ PROFESSORA GISELY ANDRESSA PIRES – EXAMINADORA
RESUMO
COSTA, Paola Cristinne Guimarães da. O Uso da Rede de Proteção na Produção de Produtos de Moda. 2017. 102 f.. Trabalho de Conclusão de Curso (Curso Superior de Tecnologia em Design de Moda) - Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Apucarana, 2017.
O presente projeto visa estudar a aplicação da Rede de Proteção vindas dos Resíduos de Construção e Demolição (RCD’s), oriundos do planejamento da Construção Civil, na concepção de produtos de moda. A partir de pesquisas bibliográficas e experimentais, o projeto pretende desenvolver peças com inovação no material mas com um conteúdo de moda que torne possível sua comercialização para o público jovem fashion e de vanguarda. Para tanto, será realizado um estudo teórico da construção civil, descarte de material, resíduos da constução civil, características e utilização dos resíduos, legislação pertinente, sustentabilidade, passando pela abordagem da sustentabilidade na moda, o desenvolvimento do pensamento criativo e a pesquisa de moda. Como principal resultado espera-se desenvolver uma coleção de inverno 2018, criada sob as ferramentas do upcycling, para a marca criada durante o estudo, que contenham peças de tela de proteção e que atendam a um padrão de qualidade e estética necessários para a iniciativa ser levada adiante.
ABSTRACT
COSTA, Paola Cristinne of Guimarães . The Use of Protection Network in the production of fashion products . 2017.102 f.. Work Completion of course ( Course of Technology in Fashion Design ) - Federal Technological University of Paraná . Apucarana, 2017.
The present project aims to study the application of construction the application of the Construction and Demolition Network (CDN), derived from civil construction planning, in the design of fashion products. Based on bibliographical and
experimental research, the project intends to developnpieces with innovation in the materialbut with a fashionable content that makes possible it’s commercialization for the youg fashion and avant-garde public. For this purpose, a theoretical study of the construction, material disposal, construction waste, characteristics and use of waste, pertinent legislation, sustainnability, creative thinking and fashion reasearch will be carriet out. As a mais result, it is hoped develop a 2018 winter collection, created under the upcycling tools for the brand created during the study, that contain pieces of protection screeen and that meet a standard of quality and aesthetics necessary for the initiave to be carried forward.
LISTA DE FIGURAS
Figura 1 – Imagem do Público-Alvo...30
Figura 2 – Painel Semântico...32
Figura 3 – Cartela de Cores...33
Figura 3.1 – Cartela de Tecido...34
Figura 4 – Geração de Alternativa 1...35
Figura 5 – Geração de Alternativa 2...36
Figura 6 – Geração de Alternativa 3...37
Figura 7 – Geração de Alternativa 4...38
Figura 8 – Geração de Alternativa 5...39
Figura 9 – Geração de Alternativa 6...40
Figura 10 – Geração de Alternativa 7...41
Figura 11 – Geração de Alternativa 8...42
Figura 12 – Geração de Alternativa 9...43
Figura 13 – Geração de Alternativa 10...44
Figura 14 – Geração de Alternativa 11...45
Figura 15 – Geração de Alternativa 12...46
Figura 16 – Geração de Alternativa 13...47
Figura 17 – Geração de Alternativa 14...48
Figura 18 – Geração de Alternativa 15...49
Figura 19 – Geração de Alternativa 16...50
Figura 20 – Geração de Alternativa 17...51
Figura 21 – Geração de Alternativa 18...52
Figura 22 – Geração de Alternativa 19...53
Figura 23 – Geração de Alternativa 20...54
Figura 24 – Ficha Técnica Blusa Plumas...55
Figura 25 – Ficha Técnica Blusa Plumas...56
Figura 26 – Ficha Técnica Blusa Plumas...57
Figura 27 – Ficha Técnica Body Plumas...58
Figura 28 – Ficha Técnica Body Plumas...59
Figura 29 – Ficha Técnica Body Plumas...60
Figura 30 – Ficha Técnica Bomber Plumas...61
Figura 31 – Ficha Técnica Bomber Plumas...62
Figura 32 – Ficha Técnica Bomber Plumas...63
Figura 33 – Ficha Técnica Bomber Plumas...64
Figura 34 – Ficha Técnica Cropped Plumas...65
Figura 35 – Ficha Técnica Cropped Plumas...66
Figura 36 – Ficha Técnica Cropped Plumas...67
Figura 38 – Ficha Técnica Faixa Plumas...69
Figura 39 – Ficha Técnica Faixa Plumas...70
Figura 40 – Ficha Técnica Faixa Plumas...71
Figura 41 – Ficha Técnica Kimono Plumas...72
Figura 42 – Ficha Técnica Kimono Plumas...73
Figura 43 – Ficha Técnica Kimono Plumas...74
Figura 44 – Ficha Técnica Kimono Plumas...75
Figura 45 – Ficha Técnica Macacão Plumas...76
Figura 46 – Ficha Técnica Macacão Plumas...77
Figura 47 – Ficha Técnica Macacão Plumas...78
Figura 48 – Ficha Técnica Saia Plumas...79
Figura 49 – Ficha Técnica Saia Plumas...80
Figura 50 – Ficha Técnica Saia Plumas...81
Figura 51 – Ficha Técnica Short Saia Plumas...82
Figura 52 – Ficha Técnica Short Saia Plumas...83
Figura 53 – Ficha Técnica Short Saia Plumas...84
Figura 54 – Ficha Técnica Vestido Plumas...85
Figura 55 – Ficha Técnica Vestido Plumas...86
Figura 56 – Ficha Técnica Vestido Plumas...87
Figura 57 – Prancha Look 1...88
Figura 58 – Prancha Look 2...89
Figura 59 – Prancha Look 3...89
Figura 60 – Prancha Look 4...90
Figura 61 – Looks Confeccionados 1...91
Figura 62 – Catálogo Impresso...92
Figura 63 – Catálogo Impresso...92
Figura 64 – Catálogo Impresso...93
Figura 65 – Catálogo Impresso...93
Figura 66 – Catálogo Impresso...94
Figura 67 – Catálogo Impresso...94
Figura 68 – Catálogo Impresso...95
Figura 69 – Catálogo Impresso...95
SUMÁRIO 1INTRODUÇÃO ...10 1.1 DEFINIÇÃO DO PROBLEMA ...10 1.2 OBJETIVOS ...11 1.2.1Objetivo Geral ...11 1.2.2Objetivos Específicos ...11 1.3 JUSTIFICATIVA ...11 2METODOLOGIA ...13 3FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ...15
3.1 CONSTRUÇÃO CIVIL, RESÍDUOS E SUSTENTABILIDADE ...15
3.1.1Construção Civil ...15
3.1.2Resíduos da Construção Civil ...16
3.1.3Normas Técnicas ...18
3.1.4Descarte e Utilização de Resíduos ...19
3.1.5Sustentabilidade ...20 3.1.6Sustentabilidade na Moda ...21 3.2 CRIATIVIDADE E MODA ...23 3.2.1Criatividade ...23 3.2.2Processo de Criação ...24 3.2.3Pesquisa de Moda ...25 4DIRECIONAMENTO MERCADOLÓGICO ...28 4.1 EMPRESA ...28 4.1.1Nome da Marca ...28 4.1.2Segmento ...28 4.1.3Concorrentes ...28 4.2 PÚBLICO-ALVO ...29 4.3 PESQUISA DE TENDÊNCIAS ...30 4.3.1Tendências Socioculturais ...30 4.3.2Tendências Estéticas ...31 5DESENVOLVIMENTO DO PROJETO ...32 5.1 PAINEL SEMÂNTICO ...32 5.2 ESPECIFICAÇÕES DO PROJETO ...33 5.2.1Nome da Coleção ...33 5.3 CARTELA DE CORES ...33 5.4 CARTELA DE MATERIAIS ...34 5.5 GERAÇÃO DE ALTERNATIVAS ...35 5.6 FICHAS TÉNICAS ...55
5.7 PRANCHAS DOS LOOKS ...88
5.9 CATÁLOGO IMPRESSO ...92
5.10 DESFILE ...97
6CONSIDERAÇÕES FINAIS ...98
1 INTRODUÇÃO
A Construção Civil é uma das indústrias mais importantes para o desenvolvimento do país, movimenta a economia, gera de empregos, imprime progresso nas cidades e uma das mais lucrativas para seus administradores. Com todos estes atributos, a gestão de resíduos deveria ser parte integrante dos projetos civis.
No entanto, a Construção Civil é uma das maiores geradoras de resíduo sólido, possuindo até nomenclatura própria. Os Resíduos de Construção e Demolição (RDC) representam grande parte do lixo gerado pelo planeta, neste contexto têm-se estudado soluções criativas para o problema, reciclar através da moda é a abordagem do presente projeto.
Para se atingir este objetivo é necessário entender e compreender as características da construção civil, as leis as quais precisa se adequar, de que maneira se desenvolve a resolução de problemas de maneira criativa, como aplicar a sustentabilidade no projeto e por fim unir oferta e procura relacionando público-alvo, através da pesquisa de moda e produto inovador.
A pesquisa além de criar uma solução e sugerir uma nova aplicação para a rede de proteção proveniente dos resíduos de planejamento da Construção Civil, trará uma sugestão de aplicar rede de proteção, provenientes dos RDC’s, pelas ferramentas do upcycling.
Sua metodologia é classificada como exploratória pelos seus objetivos, e como pesquisa bibliográfica e experimental pelos seu procedimentos técnicos e ainda, esta última modalidade sendo utilizada como método para coleta de dados.
1.1 DEFINIÇÃO DO PROBLEMA
Como utilizar a rede de proteção descartada pela construção civil no desenvolvimento de produtos de moda?
1.2 OBJETIVOS
1.2.1 Objetivo Geral
Tem-se como objetivo geral identificar e estudar as possibilidades de produzir produtos de moda com a rede de proteção usada na construção civil, de modo a adaptá-la para o uso semelhante ao do tecido plano atendendo mulheres que buscam por um produto diferenciado.
1.2.2 Objetivos Específicos
Estudar e compreender o crescimento da construção civil, suas características e seus resíduos;
Pesquisar e testar os tipos de rede de proteção existentes e adaptar para o uso como tecido plano;
Pesquisar sobre criatividade, pesquisa de tendência e processo de criação;
Desenvolver uma coleção de moda utilizando os conceitos do upcycling.
1.3 JUSTIFICATIVA
O presente projeto trata de tendências globais que se expandiram nos últimos anos: o crescimento desordenado de empreendimentos civis e o aumento da preocupação ambiental por parte da população em geral.
Desta maneira, inserir um produto de outra indústria só amplia o conceito exposto. A indústria da Construção Civil produziu cerca de 99.354 t/dia de resíduos em 2010, sendo deste 7% são produtos exceto argamassa, blocos e concretos e orgânicos (IPEA, 2012), ou seja, onde se inserem resíduos como a rede de proteção. Aproveitar este cenário como oportunidade de estudo e negócio é acompanhar uma tendência global e dar um novo destino ao que seria levado a aterros sanitários.
Este movimento denomina-se upcycling, que é o prolongamento ciclo de vida do produto já que seu resíduo é reutilizado através da criação de novas peças,
muitas vezes, com maior valor simbólico, tornando-se objeto de um status mais elevado (VINKEN, 2005).
Sabendo ainda que uma iniciativa proposta por um grande número de pessoas tende a ser um exemplo, existe uma responsabilidade de embasar o estudo e propor uma boa solução. O Instituto Akatu (2006) revelou que dentre uma amostra de pessoas que participa de pesquisas e promoções de ações de consumo consciente, cerca de 67% dos entrevistados apresentam assimilação dos valores de consumo sustentável e 35% em média apresentam real adesão a estes valores expostos.
Desta maneira, empenhar uma iniciativa sustentável na moda tem uma grande probabilidade de despertar a mudança de comportamento que a sociedade tanto almeja, fazê-la com seriedade pode incentivar o pensamento critico e a colocação na prática.
2 METODOLOGIA
A pesquisa é um processo formal e sistemático de desenvolvimento do método cietífico com o objetivo fundamental de descobrir respostas para problemas mediante o emprego de procedimentos científicos (GIL, 1996). Podem ser classificadas de acordo com seus pré-requisitos, neste caso, pelos objetivos e seus procedimentos técnicos.
De acordo com os objetivos apresentados tais como estudar e testar os tipos de rede de proteção existentes e adaptar para o uso como tecido plano o método de pesquisa pode ser classificada como exploratória. Segundo Gil (1996), este tipo de pesquisa tem como objetivo principal o aprimoramento de ideias ou a descoberta de intuições.
Por se tratar de áreas distintas (Design de Moda e Construção Civil), o autor é levado pelo seu senso crítico, intuição à solução e o aprimoramento de suas ideias solucionarias. Com isto, quanto aos procedimentos deste trabalho, sua metodologia será através da pesquisa bibliográfica, em primeiro momento, e na pesquisa experimental, em segundo momento. A pesquisa bibliográfica se faz necessária por se tratar da base da coleta de dados para a experimentação secundária. De acordo com Gil (1996), a pesquisa bibliográfica é desenvolvida a partir de material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos.
A pesquisa bibliográfica se insere no projeto através da ampla leitura de material científico disponível que disponham sobre moda e sustentabilidade, construção civil, pesquisa de moda, além das características dos materiais a serem estudados. Como segunda fase tem-se a experimentação da solução do problema a ser estudado, a rede de proteção da construção é tratada como tecido, cortada e costurada dando forma à novas roupas.
Na prática, este projeto selecionará os materiais a serem experimentados, observando suas características e o modo como será aplicado em um meio que não o seu natural. Desta maneira a experimentação se torna o método para coleta de dados que, já que a tela de proteção será cortada e costurada como um tecido plano e os resultados serão descritos pela autora
Gil (1996) destaca que a pesquisa experimental representa o melhor exemplo de pesquisa científica, ela consiste em determinar um objeto de estudo, selecionar as variáveis que podem influenciar o processo, definindo a forma de controle e de observação dos efeitos que a variável produz no objeto.
3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
3.1 CONSTRUÇÃO CIVIL, RESÍDUOS E SUSTENTABILIDADE
3.1.1 Construção Civil
O crescimento populacional mundial, a concentração humana nos centros urbanos, e o aumento exponencial da quantidade de empreendimentos imobiliários, segundo Luz, Pulter e Tamura (2008) são alguns dos motivos pelos quais as cidades estão sofrendo com um forte adensamento.
Para atender a esta necessidade crescente por unidades habitacionais seguras, cidades transformam-se em imensos canteiros de obras, e construções antigas são demolidas para dar lugar a construções mais modernas, com dimensões mínimas e aproveitamento máximo, dentro do limite da lei, para proporcionar o maior número possível de moradias por metro quadrado.
De acordo com Nascimento et.al. (1996), a construção civil é responsável por “aproximadamente 7% do Produto Interno Bruto (PIB), (...) e absorve 6,5% da População Economicamente Ativa (PEA), exercendo um forte papel indutor na economia”.
Contudo, se por um lado os avanços tecnológicos na área da Construção Civil trazem satisfação, por outro negligenciam a sua geração de resíduos advinda dos setores produtivos e a responsabilidade quanto ao descarte apropriados dos seus dejetos.
Neste contexto Degani (2003) afirma que o setor da construção civil afasta-se cada vez mais do modelo de desenvolvimento sustentável, onde há a despreocupação com o alto volume gerado e o destino final dos seus resíduos. Como resultado, além da poluição ambiental há ainda o custo social, resultado do repasse dos custos gerados pelo desperdício, diminuição da margem de lucro das construtoras e conseqüente diminuição de postos de trabalho, com redução dos
níveis de qualidade ambiental, que reduz a qualidade de vida da população.(LUZ; PULTER; TAMURA, 2008)
Mesmo sendo um indústria essecial para a economia e desenvolvimento do país, a construção civil é muitas vezes desenvolvida de maneira improvisada, sem preocupação com a capacitação da mão-de-obra utilizada e desenvolvimento e/ou aplicação insuficiente de novas tecnologias.
Carneiro et al (2003, p.4) afirma que muitos profissionais que atuam de maneira direta ou indireta no setor construtivo, vem tratando a questão ambiental com certo descaso, não possuindo opinião formada e não possuindo qualquer interesse em tê-la. Desta maneira, alcaçar um panorama favorável para uma boa gestão de resíduos se torna cada vez mais distante da realidade.
3.1.2 Resíduos da Construção Civil
A Construção Civil então atinge níveis de investimento altíssimos, trabalham como ínumeras toneladas de materiais, como muitas vezes não possuem uma gestão de resíduos adequada geram muitos desperdícios. O resultado deste desperdício é que nas cidades brasileiras de médio e grande porte, 40% a 70% da massa total de resíduos sólidos urbanos é composto por RCD - Resíduos de Construção e Demolição. (PINTO,1999).
Há uma contradição entre a busca da redução do desperdício e a presença de materiais em grande quantidade e não segregados sendo desperdiçados em seus próprios canteiros, pesquisas mostraram que questionadas, as construtoras apontam que 70% das causas estão na mão de obra pouco qualificada, enquanto para 30% apontam as características próprias da indústria da construção civil. (FERNANDES; FILHO, 2010)
O resultado do alto desperdício e da falta de gestão dos materiais durante a obra são os Resíduos de Construção e Demolição (RCD’s), de acordo com Fernandes e Filho (2010), são materiais provenientes de serviços de construção, demolição, reforma e reparos de obras da indústria da construção civil e os resultantes da preparação e escavação de terrenos que por estarem geralmente
inseridos dentro dos limites urbanos são considerados e tratados como Resíduos Sólidos Urbanos (RSU).
A diferença entre os RSU’s e os RCD’s são que no segundo os materiais são inertes, passíveis de reciclagem e com elevado volume e/ou peso específico. Os RCD’s vêm se constituindo em urgente preocupação ambiental, econômica e sanitária, pois não reaproveitá-los significa retirada de matéria prima não renovável devastando recursos naturais e, também, poluição com a deposição, muitas vezes, irregular dos mesmos, resultando em danos incalculáveis para o meio ambiente além de prejuízos econômicos para a sociedade que perde em sua qualidade de vida e para as Prefeituras que arcam com a situação nos aspectos sociais e sanitários, como: transtornos nos transportes, enchentes, degradação da paisagem, favorecimento para a proliferação de vetores e doenças. (FERNANDES; FILHO, 2010)
De todos os componentes dos Resíduos de Construção e Demolição, o utilizado nesta pesquisa é a rede de proteção, ela é utilizada na parte superficial do pátio da obra e tem a finalidade de proteger pedestres e trabalhadores de possíveis resíduos que sobressaltem no momento da construção. De acordo com o Ipea (2012), estes resíduos se enquadram na categoria “outros”, já que são minorias e correspondem a 0,9% das sobras de demolições, 0,9% dos resíduos de obras e 2,0% dos resíduos de sobras de limpeza.
Entre as várias etapas do empreendimento de construção civil, podem ser classificados como as seguinte etapas: Concepção, Planejamento, Aquisição, Produção e Utilização. Segundo Souza et al. (2004), o entendimento sobre o que é etapa do fluxo de processos onde os RDC’s são gerados, assim como a sua forma de manifestação, constitui-se no primeiro passo para a implementação de ações voltadas à sua redução.
De acordo com Andrade (2013), o momento da incidência na perda possui uma origem do desperdício, no caso da tela de proteção utilizada como objeto de estudo do projeto, seu desperdício é notado na utilização do material, logo, a origem da sua perda está no planejamento dos recursos e, consequentemente, na sua aquisição.
3.1.3 Normas Técnicas
A regulamentação técnica para a gestão de resíduos sólidos é de certa forma muito recente mediante os estragos já feitos pelas indústrias, somente na década de 90, com a ISO 14000, algumas empresas do ramo têxtil brasileiro, passaram a incorporar a questão ambiental. Além de rever todo processo produtivo e tratar os efluentes, para minimizar os prejuízos ambientais, passaram a desenvolver projetos ambientais e sociais.
Com esta norma os RCD’s passaram a se enquadrar, na classe II-B por serem em sua maioria constituídos de materiais inertes, sendo passíveis de reaproveitamento ou reciclagem desde que não se contaminem com outros materiais como o gesso (classe C) ou perigosos como solventes, tintas, amianto e outros (classe D) o que determina o desperdício dos mesmos, e essa segregação desde a geração implica exatamente na mudança de conceitos e envolvimento de todos no canteiro de obras (ABNT, 2004).
Posteriormente a essa norma, foi criada a Resolução 307/2002 do Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA ,- que endossa a Agenda 21 (1992), segundo a qual reduzir, reutilizar e reciclar constituem hierarquicamente as ações necessárias para o tratamento saudável dos resíduos.
De acordo com esta resolução, práticas como gerenciar resíduos, devem fazer parte das atribuições das empresas. Desta maneia, Pucci (2006) afirma que a Resolução fundamenta a legislação sobre RCD’s no Brasil e atribui ao gerador a responsabilidade pelo resíduo por ele gerado, devendo não apenas contratar um transportador com serviço de caçambeiro, mas implementar um projeto de gestão desde a geração até seu destino final.
Logo, criar soluções que modifiquem a cadeia produtiva, colocando materiais que sairiam do ciclo de produção, de volta no ciclo produtivo, sejam eles modificados ou não, não é so uma atitude de consciência ambiental mas uma atitude necessária para que a Resolução 307/2002 seja cumprida de maneira inteligente.
3.1.4 Descarte e Utilização de Resíduos
Para cumprir o objetivo de descartar da melhor maneira possível e se fazer cumprir a lei, devem ser incorporadas novas ações desde a elaboração da obra e sua efetiva ação. Logo, manejar corretamente os resíduos no interior do canteiro, permite a identificação de materiais reutilizáveis, que geram economia tanto por dispensarem a compra de novos materiais como por evitar sua identificação como resíduo e gerar custo de remoção. (D’ALMEIDA & VILHENA, 2000).
As ações adotadas, no entanto, precisam ser procedimentos que cumpram a Resolução 307/2002 do CONAMA e obtenham ao mesmo tempo retorno econômico que incentive as construtoras a incorporar os novos hábitos. organização do canteiro contemplando o acondicionamento e planejamento da disposição dos resíduos; definição de dispositivos e acessórios para o manejo interno dos resíduos; limpeza com remoção e separação dos resíduos; estabelecimento do fluxo dos resíduos com acondicionamento inicial, transporte interno e acondicionamento final; avaliação da reutilização e reciclagem dos resíduos e formalização de procedimentos com treinamento, capacitação e incorporação das novas práticas laborais desde a direção da empresa, operários, empreiteiros e até os fornecedores. (PINTO et al, 1999).
A partir do levantamento da real necessidade de se fazer uma efetiva gestão de resíduos, diminui-se a extração e utilização de recursos, e regula-se a coleta, tratamento e disposição final de RCD’s, além de propiciar a introdução no mercado de uma nova classe de materiais com grandes possibilidades de uso, os obtidos por meio da reciclagem dos RCD’s.
A esta altura a reciclagem dos RCD dispara como uma ferramenta para transformar o custo social em benefícios, e a política dos 3 R’s imprescindível. Como 3 R's entende-se: reduzir, reutilizar e reciclar. Reduzir o consumo de matéria-prima, reutilizar materiais descartados e reciclar que compreende transformar um produto que já atingiu o limite da sua vida útil em outro, pronto para iniciar um novo ciclo de vida.
Este projeto tem como objetivo principal, atingir a reciclagem da tela de proteção proveniente dos resíduos de planejamento e aquisição da Construção Civil,
onde, não sendo mais possível utilizá-la como protetora de edificações e pedestres, utiliza-se a criatividade para criar roupas com apelo comercial.
Para atingir este objetivo, o trabaho é árduo, longo e não envolve somente a empresa, os agentes sociais representados por construtores, poder público e cidadãos devem posicionar-se estrategicamente dentro de cada etapa do processo de reciclagem.
3.1.5 Sustentabilidade
Tratando-se tanto de resíduos e o volume em que são gerados e o pouco que se está fazendo para que ele seja absorvido de volta, é possível se questionar até que ponto os recursos naturais e a humanidade suportarão o modelo hegemônico de produção, trabalho e consumo.
Os ciclos curtos de vida destes produtos e o apelo ao consumismo representam um entrave ao desenvolvimento sustentável. O consumidor, a indústria, o criador de novos produtos, todos têm papéis determinantes na consolidação deste paradigma. (SCHULTE; LOPES, 2008)
Dentro deste contexto, pesquisadores e ambientalistas começaram a propor a ideia de sustentabilidade, ou seja de atos que caminhem para um desenvolvimento sustentável. O conceito de desenvolvimento sustentável surgiu na Conferência de Estocolmo, em 1972, sendo designado à época como “abordagem do ecodesenvolvimento”, entendido como um “desenvolvimento socioeconômico eqüitativo”, pautado no trinômio: eqüidade social, prudência ecológica e eficiência econômica (SACHS,1993)
Na época, embalado pelos desastres naturais frequentes, a sociedade se viu diante de acontecimentos em que responsáveis não poderiam ficar impunes. A primeira concepção de desenvolvimento sustentável, proclamada pelo Relatório Brundtland (1987), produzido pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento da ONU: desenvolvimento sustentável é aquele que “atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas próprias necessidades”, onde garante um crescimento
econômico vigoroso e, ao mesmo tempo, social e ambientalmente sustentável. Apesar de relativamente antigo, o Relatório Brundtland abriu portas para a preocupação com o planeta, e sempre que possível é reiterado, atualizado e novos compromissos são firmados, como por exemplo na Agenda 21 , onde defiram grandes princípios de ação desejáveis para traçar o caminho em direção ao desenvolvimento sustentável, em setores tão diversos quanto à economia, gestão de recursos naturais, a educação e a situação das mulheres. Este programa para o século XXI foi adotado em 1992, na Reunião da Cúpula da Terra, por 170 chefes de Estado e de Governo.
Vale ressaltar ainda que esta é uma abordagem mercadológico-ambiental de desenvolvimento sustentável, onde a palavra-chave é a eficiência, e as inovações tecnológicas devem garantir um melhor aproveitamento dos recursos naturais e diminuir os efeitos nocivos das atividades produtivas. o que se propõe é a relativa redução de consumo de matéria e energia a partir da maior eficiência tecnológica (DELUIZ; NOVICKI, 2004).
Por fim, vale ressaltar o que Mazzotti (1998) afirma, “a noção de sociedade sustentável ancora-se na redução máxima do desperdício ou poupança de recursos”.
3.1.6 Sustentabilidade na Moda
Manzini e Vezzoli (2008) afirmam que a transição para a sustentabilidade pode acontecer por caminhos forçados por efeitos catastróficos, que de fato obrigam a uma reorganização do sistema, a mais indolores, uma transição por escolha, isto é, como efeitos de mudanças culturais, econômicas e políticas voluntárias que reorientem as atividades de produção e consumo.
Na moda não poderia ser diferente, apontada como uma das indústrias mais poluentes do mundo, ora pelo desperdício material de seus processos, ora pela contaminação de rios e solos decorrente da lavagem industrial e estamparias, o produto do vestuário de moda exerce forte influência sobre as pessoas. Assim, propor produtos desenvolvidos com um apelo ecológico é um meio de estimular e
consolidar o desenvolvimento sustentável e o consumo consciente (SCHULTE; LOPES, 2008).
No princípio os produtos ecológicos assumiam um caráter artesanal. Eram feitos, por exemplo, pelos hippies, que confeccionavam sandálias de pneus reciclados ou, em menor quantidade, camisetas feitas com fibras de cânhamo, como confirma Gianini( 2007), no entanto este cenário mudou e de acordo com Casotti e Torres (2011) os consumidores tendem a gostar das práticas que beneficiam o meio ambiente e que os produtos verdes pertencentes à uma marca de confiança são melhores aceitos, desde que estejam presentes nesses produtos outras características como a qualidade, design e estilo.
Um novo conceito que tem vindo a ganhar importância é o upcyling, que significa utilizar um material já utilizado ou o resíduo de um produto tal como foi encontrado, sem despender mais energia na reutilização do mesmo, ou seja, sem reciclar o produto. É um processo de recuperação que transforma os resíduos desperdiçados em novos produtos ou materiais com superior qualidade e valor ambiental (Quartim, 2011).
A reutilização de materiais, a transformação em produtos com valor agregado e com qualidade estética, desenvolve gradativamente a consciência ecológica de quem produz e de quem consome os produtos (SCHULTE; LOPES, 2008).
Logo, pelo desenvolvimento sustentável se caracterizar pela combinação de fatores econômicos, sociais e ecológicos, demandando do consumidor final é importante que através dele, muitas destas transições para a sustentabilidade serão feitas, em termos de moda o upcycling é uma dessas ferramentas.
Para Anicet et. al. (2011), upcycling significa usar um material já utilizado ou o resíduo de um produto tal como foi encontrado, sem despender de mais energia na reutilização do mesmo. A rede proveniente dos resíduos de planejamento da construção civil como matéria-prima para a confecção de roupas é um processo de recuperação que transforma os resíduos desperdiçados em novos produtos com valor ambiental.
3.2 CRIATIVIDADE E MODA
3.2.1 Criatividade
Um dos grandes questionamentos que atormentam a cabeça do ser humano é a origem do pensamento criativo, afinal o que faz o que pessoas elaborem ideias inusitadas para situações corriqueiras? Barbosa (2003) comenta que há uma complexidade no fenômeno e ao mesmo tempo uma falta de clareza sobre o que entendemos por criatividade, e que esta resposta é possível pela análise da interação entre o indivíduo e seu ambiente.
Para Barbosa (2003), novas idéias podem ocorrer independentemente de uma situação problema e isso não deve causar estranhamento, pois freqüentemente manipulamos materiais no mundo que nos cerca para gerar “novas idéias” quando nenhum problema definido está presente.
Como as variáveis ambientais são determinantes para a emissão de uma resposta, e nunca são exatamente iguais, toda resposta, mesmo que se assemelhe a uma anterior, não é exatamente a mesma. Portanto, já que o ambiente é um fator decisivo para respostas criativas a estímulos, não controlar estes estímulos é fator decisivo para um alto padrão de criatividade.
Barbosa (2003) afirma que não é costume chamar de originais respostas imitativas ou controladas por estímulos verbais explícitos, ao passo que Epstein (1980) sugere que é mais provável considerar um comportamento criativo quando suas variáveis de controle são desconhecidas e não conseguimos explicar de outra forma aquela criação.
Logo, o ineditismo ou a originalidade que usualmente se atribui a uma resposta criativa ocorre, em medidas variáveis, em toda e qualquer resposta. Portanto, a inexistência da resposta até sua emissão não constitui um parâmetro adequado para a definição de uma resposta criativa (BARBOSA, 2003).
O design então, vem para constituir um instrumento de materialização que uma resposta criativa se manifesta pelas variáveis de um ambiente não controlado.
Como explana McDoweel (1989), o desenvolvimento do design (...) vem de duas fontes: a necessidade, que resulta em mudanças, e o estímulo pelo desejo de se ter algo diferente.
3.2.2 Processo de Criação
Não obstante perceber anseios de uma população e encontrar uma ferramenta, o processo se inicia com a pesquisa de necessidades e aspirações, a partir das quais se desenvolverão as ideias para sua satisfação, em forma de projetos de produtos. Löbach (2001) afirma que a satisfação de necessidades e aspirações tem um papel substancial, motivador da criação e do aperfeiçoamento dos objetos.
Para tornar a ideia realidade é preciso desenvolver um bom produto, neste caso, Avelar (2009) comenta que é preciso agregar aspectos de originalidade em relação às criações , e é através da experimentação que caminhos para elementos diferenciados serão fomentados, no que se refere tanto ao tecido, quanto aos aspectos relacionados às formas, às cores, aos volumes e à justaposição de todas essas características.
Desta maneira é preciso criar uma atividade projetual, ou seja um conjunto de ações organizadas em etapas com o objetivo de desenvolver um produto, contemplados pelo planejamento, metodologias, questões objetivas e subjetivas, cultura, aspectos funcionais e do comportamento humano.
Contudo, um processo de criação de produto, poder ser o resultado de um problema de uma determinada população, neste caso, problema entendido como um falta de resposta capaz de produzir alguma condição que será reforçadora (Barbosa,2003). Partindo desta definição, resolver um problema é um comportamento de manipulação de variáveis para o aumento da probabilidade do aparecimento de uma resposta que produza reforçamento naquela situação. (Barbosa, 2003).
Logo, já que novas idéias ocorrem independentemente de uma situação problema, aplicar metodologias de design, como citado anteriormente é medida
essencial para que ao, frequentemente, manipularmos materiais no mundo estas “novas idéias” respondam com eficácia quando há presente um problema definido.
3.2.3 Pesquisa de Moda
Os produtos não são apenas soluções para necessidades objetivas dos usuários, estes também possuem necessidades subjetivas provenientes de seus desejos, anseios, expectativas. Logo, surge aqui o conceito de moda, que amplia a definição de produto como a resposta de um problema do consumidor, ele passa a sofrer a personificação de que o utiliza.
Segundo Castilho e Martins (2005), a moda, expressa por meio do vestuário, veste os corpos e, através deles, comunica, além de ser um resultado de mudanças sociológicas, psicológicas e estéticas intrínsecas à arquitetura, às artes visuais, à música, à religião, à política, à literatura, à perspectiva filosófica, à decoração e ao vestuário.
No entanto, se antes dos anos 2000 possuíamos uma moda bem marcada e uma diferença explícita entre épocas, a partir deste tempo os novos produtos são despadronizados em múltiplos modelos, que se caracterizam a partir de um elemento-padrão e pequenas diferenças combinatórias, para escolhas personalizadas por parte dos usuários,demonstrando uma individualização crescente dos gostos. (ANDRADE, 2013).
Para atingir esta farta combinação, a moda antecipa tendências através de pessoas treinadas a olhar o comportamento das pessoas e ler seus anseios para aí materializar seus pensamentos. Do latim tendentia, cujo significado abrange “tender para”, de forma que as tendências são os direcionamentos possíveis para um determinado tempo póstumo.
Érica Palomino (2003) considera as tendências como o denominador comum da moda, surgerindo sua origem na ponta inicial da cadeia têxtil, nas indústrias produtoras de fios e fibras. Já seus alicerces de modelos e métodos são a observação de comportamento e interpretação de sinais, onde sintomas
perceptíveis, são analisados crítica e exploratoriamente, criando significados (QUEIROZ; SOUZA; RECH, 2012).
Para Back (2008), pesquisar tendências é perceber influências exercidas sobre um contexto e ler sua evolução buscando compreender suas futuras conseqüências. As tendências de comportamento são chamadas de macrotendências, onde grandes movimentos ou correntes socioculturais, influenciam as sociedades, a cultura, o consumo, por períodos de tempo mais longos (CALDAS, 2004).
A pesquisa de tendências que se mostra mais relevante na atualidade versa sobre observações e ponderações da sociedade consumidora, principalmente nos novos núcleos e nichos de consumo. Profissionais da pesquisa prospectiva mapeiam diversas áreas de predomínio atualmente em cena e avaliam suas principais implicações para o futuro. (QUEIROZ; SOUZA; RECH, 2012)
Neste contexto surge a necessidade de observar e estudar os jovens, que a partir da década de 90, como já citado anteriormente, possuia uma moda muito marcante e limitada em termos de variedade, se rebela e se contrapõe ao padrão imposto.
A partir da geração Y (pessoas nascidas entre 1982 e o início do século XXI), os jovens tem contato cada vez maior com as novas mídias que causam uma infinita rede de informações proporcionando um questionamento cada vez maior do mundo a sua volta. Como resultado, a moda das ruas se torna um objeto de estudo muito rico, uma espécie de validação do que foi proposto pelos profissionais da cadeia têxtil.
Faith Popcorn (1996), ressalta que a pesquisa de tendências faz com que se caminhe pelo mundo em constante questionamento. No entanto, para que o questionamento se torne eficaz é necessário criar certo distanciamento, a fim de ver tais práticas de modo como elas realmente se apresentam, evitando falhas
(QUEIROZ; SOUZA; RECH, 2012).
A pesquisa compreende quatro etapas principais: o preparo para a pesquisa, a coleta de dados, a análise ou codificação desses dados e a delimitação de teorias, onde 40% corresponde a trabalho de campo e 60% a análise do antes e depois,
onde são conflitadas entre si, a expectativa inicial da pesquisa e o que realmente se observa no campo (ZAHL GROUP, 2009).
Atualmente a internet é um instrumento de pesquisa de rápido, de livre acesso e com uma gama grande de conteúdo mas é preciso ter cautela, apesar de aparecer como valiosa fonte de sinais emergentes, através da sua velocidade e democracia, nem todo conteúdo é digno de confiança.
Cabe ao pesquisador julgar a relevância e confiabilidade do método de pesquisa e do material coletado, assim sendo, ainda são possíveis a abordagem sutil de pessoas de seu interesse e a mais comum, a observação e interpretação de signos de comportamento.
Portanto, em concordância com Lipovetsky (2009), concebe-se a moda enquanto espelho da sociedade, tornando-a passível de pesquisa em diversos lugares, nas ruas, na internet, em uma exposição de arte, em reportagens diversas ou nos costumes e hábitos de uma cultura.
4 DIRECIONAMENTO MERCADOLÓGICO
4.1 EMPRESA
4.1.1 Nome da Marca
O nome da marca do presente projeto é Laje, por ser uma placa contínua que reveste pavimentos, tetos e colunas em edificações de concreto armado, seu significado aplicado à criação, é o que sustenta e o que reveste.
4.1.2 Segmento
O segmento da marca Laje é o Casual Wear (Roupas Casuais), onde são encontradas peças pensadas e elaboradas para a beleza, elegância e versatilidade de suas usuárias.
4.1.3 Concorrentes
As concorrentes da Laje são marcas voltadas para o público feminino, com peças diferenciadas, marcas que se preocupam com os detalhes, possuem um marketing forte, apelos sociais e ambientais e peças pensadas para um design de vanguarda sem necessariamente possuírem projeção nacional. Neste contexto, são consideradas concorrentes diretas a Loja Três, FYI e Nuz.
4.2 PÚBLICO-ALVO
O público-alvo são mulheres pertencentes ao segmento de consumo fashion e vanguarda, de 23 a 28 anos e pertencentes as classe A e B. Essa divisão é baseada na sua personalidade e propensão à aquisição de produtos de moda (SALEH, 2014)
A escolha deste público-alvo se baseia na ideia de que jovens estão sempre inovando em termos de comportamento, Rech e Morato (2009) afirmam que a vantagem de focar neste grupo é pelo constante movimento na busca incansável por um ideal, e pela necessidade de se identificar ou se diferenciar de um grupo social.
Pertencentes à Geração Y (nascidos a partir de 1982 até o início do século XXI), sua relação marcada pelo uso de múltiplas mídias reforça o contato com diversas informações, tornando-o imerso em informações que dimensionam e aprofundam seus conhecimentos, questionando cada vez mais o mundo a sua volta.
O público-alvo de vanguarda é aquele que adota estilo próprio, não se importa com críticas, é inovador, quer ser o primeiro a consumir produtos modernos ou que julga serem diferentes (TREPTOW, 2005). Este público, corresponde a aproximadamente 10% da população, apesar de pequeno, são os primeiros compradores de um produto novo, são criativos e ligados a meios de comunicação, e propensos a novidades (SCHIFFMAN, KANUK, 2000).
Em contrapartida, o público-alvo fashion, representa 30% da população, e consome em uma velocidade e frequência maior que o de vanguarda, este público valoriza a moda, é criterioso na escolha de marcas, gosta de promover uma aparência jovial, ativa e moderna e é receptivo quanto a novidades (SALEH, 2014). Logo, os produtos da Laje possuem o apelo de novidade e da beleza peculiar que as mulheres inseridas no público fashion e de vanguarda anseiam.
Figura 1 – Imagem do Público-Alvo
Fonte: https://www.pinterest.pt/pin/762797255605687518/
4.3 PESQUISA DE TENDÊNCIAS
4.3.1 Tendências Socioculturais
Tendências Socioculturais são aquelas em que o público se insere através de seu comportamento, não é perceptível em um primeiro momento, suas escolhas, anseios e vontades se inserem em um contexto e então percebe-se um padrão.
Para a coleção de inverno 2018 da Laje as tendências socioculturais que mais se aproximam do público-alvo são o Design Substancial e o Afroculturismo, o primeiro marcado para adquirir consciência de consumo para consumir menos e melhor e o segundo marcado pela inserção de representividade negra nos mais diversos campos da sociedade e a esperança de que isto traga olhos para suas mazelas.
No Design Substancial , segundo Abraham (2016) os consumidores contemporâneos desejam que a sustentabilidade seja um padrão da indústria e não uma estratégia de marketing. A tendência também é chamada de produtos recuperáveis, visa uma proposta de que os produtos terão o destino certo, que e
voltarão para o ciclo produtivo (CANNALONGA, 2017). Neste contexto, Cannalonga (2017) afirma que outra possibilidade do upcycling, ou da reciclagem, compreende uma transformação que muda o sentido do objeto da matéria-prima. Ou seja, os materiais de um setor são colocados em outra indústria, fora do seu uso óbvio.
Já no Afroculturismo, a temática é delicada mas atual, trata-se de representatividade. Black (2017) afirma que o afroculturismo oferece uma chave de entendimento, um modo de imaginar e construir futuros possíveis pela ótica cultural negra.
Desta maneira, esta tendência influencia o comportamento do consumidor deixando-o livre para adquirir produtos que o liguem à sua essência, àquilo que ele se permite sentir, onde elementos que anteriormente poderiam ser considerados inadequados, hoje poder ser trabalhos na coleção como formas de identidade.
4.3.2 Tendências Estéticas
Para o inverno 2018 da Laje as tendências estéticas utilizadas serão o uso do veludo, o estilo Hip Hop, mangas quadradas e o uso do plástico como matéria-prima de algumas peças de sua coleção, na intenção de provar que é possível a inserção de um produto diferenciado na concepção de um produto de moda.
O uso do plástico virá através do uso da rede de proteção de obras, por ser um material que apresenta uma alta maleabilidade, possibilitando formas variadas. Algumas peças são inspiradas no estilo lady like, onde são usadas peças femininas, principalmente com referência aos anos 50 e 60, em saias volumosas, por exemplo, possibilitando ao público fashion e de vanguarda maior possibilidade de produções inovadoras.
Desta maneira a Laje mescla difentes referência de estilo em modelagens adaptáveis para o uso diário, vestidos de veludo, short de moletom, casacos e croppeds são exemplos de como a tendência será inserida na coleção.
5 DESENVOLVIMENTO DO PROJETO
5.1 PAINEL SEMÂNTICO
Figura 2 – Painel Semântico Fonte: Autora
O painel semântico traz a imagem da maneira como irão unir tendências socioculturais e moda, o afroculturismo representado pela cultura de rua e do hip
hop e a variedade de corpos. Em uma sociedade tão plural, é impossível uma
coleção se restringir, dar ao público opções dentro de uma unidade sem perder o gosto do real.
Na rua se encontram as mais diversas manifestações de sentimento observados através de manifestações como o grafite .Todo o conjunto mostrado na imagem, manifestações populares, pluralidade do que é real é apresentado na coleção.
5.2 ESPECIFICAÇÕES DO PROJETO
5.2.1 Nome da Coleção
O nome da coleção é “O futuro é agora”, onde os anseios por um mundo melhor se manifestam na prática, não só na necessidade de inovar nos materiais mas também de inspirar novos hábitos, mas que a representação de uma cultura de rua, traga para realidade de todos o que é o sonhos de muitos.
O Inverno 2018 da Laje traz como inspiração a cultura Hip-Hop e a sua essência street, misturando com o estilo lady like, bem feminino, típico dos anos 50 e 60, dão a excentricidade necessária para jovens com o pensamento pra frente.
Com uma cartela de cores simples e com tons neutros, branco, preto e cinza as peças prometem ousadia e conforto para compor looks maravilhosos para o trabalho e o lazer. Tecidos como o moletom, o veludo e a lycra trazem a ousadia necessária.
As formas utilizadas para a coleção são a silhueta em A: caracterizada pelos ombros estreitos, cintura mais baixa e saia evasê e a silhueta em retângulo: sem marcar nada, cai sobre o corpo dos ombros sem defini-lo (LIMA, 2014).
5.3 CARTELA DE CORES
Figura 3 – Cartela de Cores Fonte: Autora
5.4 CARTELA DE MATERIAIS
Os materiais utilizados na coleção Inverno 2018 da Laje serão o veludo, o moletom, a rede de proteção e a lycra, conforme constam nas imagens abaixo.
Figura 3.1 – Cartela de Tecidos Fonte: Autora
5.5 GERAÇÃO DE ALTERNATIVAS
Figura 4 – Geração de Alternativa 1 Fonte: Autora
Nesta geração de alternativa tem-se um body duplo com recorte na lateral de moletom cinza com uma saia midi de tela de proteção com cós levemente franzido de elástico.
Figura 5 – Geração de Alternativa 2 Fonte: Autora
Na geração de alternativa 2 tem-se um vestido de veludo molhado preto com alça dupla, levemente franzido e com elástico na cintura e recortes na saia do vestido com uma bomber de tela de proteção com punho e gola de elástico e um bordado nas costas.
Figura 6 – Geração de Alternativa 3 Fonte: Autora
Na geração de alternativa 3 têm-se um short saia de moletom preto com dois botôes de enfeite no cós, cropped de manga de veludo molhado preto e kimono de tela de proteção com bordado na barra da manga e acabamento frente.
Figura 7 – Geração de Alternativa 4 Fonte: Autora
A geração de alternativa 4 é composta por um cropped de lycra com recortes, corte à fio e bainha à fio; um macacão com frente removivel por botões frontais que se transforma em uma pantacourt de moletom cinza com bolsos frontais, esta opção de transformação da peça traz funcionalidade à peça; nesta geração ainda é composta de uma faixa dupla de tela de proteção.
Figura 8 – Geração de Alternativa 5 Fonte: Autora
A geração de alternativa 5 é composta por uma bermuda de cntura alta de moletom cinza e uma camiseta de moletom preta com obreiras de tela de proteção.
Figura 9 – Geração de Alternativa 6 Fonte: Autora
A geração de alternativa 6 é composta por um macacão pantacourt de veludo molado preto com recorte triangular na região acima do umbido com um capuz de tela de proteção.
Figura 10 – Geração de Alternativa 7 Fonte: Autora
A geração de alternativa 7 é composta por um vestido no estilo chemise com frente e costas com tamanhos diferentes de moletom cinza com pati, gola e punho de tela de proteção.
Figura 11 – Geração de Alternativa 8 Fonte: Autora
A geração de alternativa 8 é composta por um vestido de silhueta em A de moletom preto e detalhe no colo frente e costas de tela de proteção.
Figura 12 – Geração de Alternativa 9 Fonte: Autora
A geração de alternativa 9 é composta por um vestido tubinho de moletom preto com recorte nas costas de tela de proteção.
Figura 13 – Geração de Alternativa 10 Fonte: Autora
A geração de aternativa 10 é composta por um vestido com silhueta em A e gola rolê de lycra com um casaco tipo sobretudo de moletom cinza revestido pela tela de proteção com bolso de tela de proteção.
Figura 14 – Geração de Alternativa 11 Fonte: Autora
A geração de alternativa 11 é composta por um body de lycra preto de alças finas e com um leve decote em formato de coração e um vestido longo de mangas cumpridas e saia em evasê de tela de proteção.
Figura 15 – Geração de Alternativa 12 Fonte: Autora
A geração de alternativa 12 é composta por um macacão longo de veludo molhado preto decote frente e acabamento costas em V e recorte em toda a cintura e na frente levemente em V invertido de tela de proteção.
Figura 16 – Geração de Alternativa 13 Fonte: Autora
A geração de alternativa 13 tem um cropped com decote frente e acabamento costas em V de moletom cinza e saia curta em evasê de cintura alta de moletom preto e recortes nas laterais logo abaixo do cós de tela de proteção.
Figura 17 – Geração de Alternativa 14 Fonte: Autora
A geração de alternativa 14 tem uma blusa regata de veludo preto com detalhes no colo frente e costa de tela de proteção e uma saia de moletom preta com cós e meio frente de tela de proteção.
Figura 18 – Geração de Alternativa 15 Fonte: Autora
A geração de alternativa 15 tem um vestido sem mangas, com modelagem em A de veludo molhado e recorte na cintura de tela de proteção.
Figura 19 – Geração de Alternativa 16 Fonte: Autora
A geração de alternativa 16 é composta por um body sem mangas de
lycra cinza e uma saia evasê de moletom preto com recorte na barra de tela de
Figura 20 – Geração de Alternativa 17 Fonte: Autora
A geração de altenativa 17 contém um cropped sem mangas de lycra preto com o colo duplo de tela de proteção e uma saia midi reta de veludo molhado com fenda na frente e zíper no meio frente, além de dois recortes frontais de tela de pronteção e dois botôes estéticos no cós.
Figura 21 – Geração de Alternativa 18 Fonte: Autora
A geração de alternativa 18 é composta por uma blusa curta de manga cumprida de moletom cinza com recorte assimétrico frente e retangular costas e uma saia envelope de cintura alta de tela de proteção e uma cueca feminina de lycra preta.
Figura 22 – Geração de Alternativa 19 Fonte: Autora
A geração de alternativa 19 é composta por uma calça pantacourt de moletom cinza e zíper invisível com recorte lateral de tela de proteção, top de lycra preto e um casaco curto de tela de proteção, mangas evasê, gola de elástico e zíper no meio frente.
Figura 23 – Geração de Alternativa 20 Fonte: Autora
Na geração de alternativa 20 têm-se um vestido de lycra preto de alças e decote em coração e recorte na frente com zíper do lado direito com abertura até o meio da coxa e um cropped de manga curta de tela de proteção.
5.6 FICHAS TÉNICAS
Figura 24 – Ficha Técnica Blusa Plumas Fonte: Autora
Figura 25 – Ficha Técnica Blusa Plumas Fonte: Autora
Figura 26 – Ficha Técnica Blusa Plumas Fonte: Autora
Figura 27 – Ficha Técnica Body Plumas Fonte: Autora
Figura 28 – Ficha Técnica Body Plumas Fonte: Autora
Figura 29 – Ficha Técnica Body Plumas Fonte: Autora
Figura 30 – Ficha Técnica Bomber Plumas Fonte: Autora
Figura 31 – Ficha Técnica Bomber Plumas Fonte: Autora
Figura 32 – Ficha Técnica Bomber Plumas Fonte: Autora
Figura 33 – Ficha Técnica Bomber Plumas Fonte: Autora
Figura 34 – Ficha Técnica Cropped Plumas Fonte: Autora
Figura 35 – Ficha Técnica Cropped Plumas Fonte: Autora
Figura 36 – Ficha Técnica Cropped Plumas Fonte: Autora
Figura 37 – Ficha Técnica Cropped Plumas Fonte: Autora
Figura 38 – Ficha Técnica Faixa Plumas Fonte: Autora
Figura 39 – Ficha Técnica Faixa Plumas Fonte: Autora
Figura 40 – Ficha Técnica Faixa Plumas Fonte: Autora
Figura 41 – Ficha Técnica Kimono Plumas Fonte: Autora
Figura 42 – Ficha Técnica Kimono Plumas Fonte: Autora
Figura 43 – Ficha Técnica Kimono Plumas Fonte: Autora
Figura 44 – Ficha Técnica Kimono Plumas Fonte: Autora
Figura 45 – Ficha Técnica Macacão Plumas Fonte: Autora
Figura 46 – Ficha Técnica Macacão Plumas Fonte: Autora
Figura 47 – Ficha Técnica Macacão Plumas Fonte: Autora
Figura 48 – Ficha Técnica Saia Plumas Fonte: Autora
Figura 49 – Ficha Técnica Saia Plumas Fonte: Autora
Figura 50 – Ficha Técnica Saia Plumas Fonte: Autora
Figura 51 – Ficha Técnica Short Saia Plumas Fonte: Autora
Figura 52 – Ficha Técnica Short Saia Plumas Fonte: Autora
Figura 53 – Ficha Técnica Short Saia Plumas Fonte: Autora
Figura 54 – Ficha Técnica Vestido Plumas Fonte: Autora
Figura 55 – Ficha Técnica Vestido Plumas Fonte: Autora
Figura 56 – Ficha Técnica Vestido Plumas Fonte: Autora
5.7 PRANCHAS DOS LOOKS
Figura 57 – Prancha Look 1 Fonte: Autora
Figura 58 – Prancha Look 2 Fonte: Autora
Figura 59 – Prancha Look 3 Fonte: Autora
Figura 60 – Prancha Look 4 Fonte: Autora
5.8 LOOKS CONFECCIONADOS
Figura 61 – Looks Confeccionados 1 Fonte: Autora
5.9 CATÁLOGO IMPRESSO
Figura 62 – Catálogo Impresso Fonte: Autora
Figura 63 – Catálogo Impresso Fonte: Autora
Figura 64 – Catálogo Impresso Fonte: Autora
Figura 65 – Catálogo Impresso Fonte: Autora
Figura 66 – Catálogo Impresso Fonte: Autora
Figura 67 – Catálogo Impresso Fonte: Autora
Figura 68 – Catálogo Impresso Fonte: Autora
Figura 69 – Catálogo Impresso Fonte: Autora
Figura 70 – Catálogo Impresso Fonte: Autora
5.10 DESFILE
O desfile terá a trilha sonora um set mixado do dj Pedro Bonn, residente no Rio de Janeiro, as modelos terão sua maquiagem simples, com a pele feita , olhos gatinho batom nude e sombra colorida, calçadas de tênis e com as roupas vestidas de modo a não atrapalhar o entendimento e observação do caimento pela banca avaliadora.
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Uma vez que a autora se insere no ambiente da construção civil e se coloca como observadora do comportamento dos agentes daquele meio, nota-se a grande dificuldade de adaptá-la a um ambiente mais inovador, com propostas visando o reaproveitamento de materiais, como foi descrito na pesquisa, pelas próprias características da construção civil (seu caráter informal e sua mão-de-obra), a mudança na causa do desperdicio levará mais um tempo para acontecer.
O material proposto também tem um uso muito restrito pois além de possuir poucos fornecedores a maior parte das telas de proteção não possuem elasticidade e são apenas de plástico o que não viabiliza o corte e a costura, portanto a confecção das roupas só é possível em telas que tenham outro material na liga além do plástico, na pesquisa se propões a tela de fibra de vidro revestida de pvc.
Compreendendo os processos criativos, a pesquisa de moda e os processos de criação adaptou-se o problema apresentado em produtos de moda que atingissem uma parcela de mulheres que consumissem novidades. Deste modo, surgiu a marca de casualwear Laje, visando atender estas mulheres, pertencentes ao público-alvo fashion e de vanguarda, de 23 a 28 anos, moradoras do Rio de Janeiro.
Logo, através da metodologia bibliográfica e experimental utilizada no trabalho foi desenvolvida uma coleção de inverno para o ano de 2018, com peças de moletom, veludo, lycra e tela de proteção, com editorial nos Jardins do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Com o desenvolvimento deste trabalho foi possível indentificar mais uma maneira de aproveitar materiais que antes poderiam ser descartados, sua importância ambiental se torna ainda maior e serve de inspiração para novas ideias.
REFERÊNCIAS
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ANICET, Anne et al. Ações na área da moda em busca de um design
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BARBOSA, J.I.C. A criatividade sob o enfoque da análise do comportamento. Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva, 2003.
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BLUMENSCHEIN, R. N. Introduzindo sustentabilidade na cadeia produtiva da indústria da construção. Revista Mosaico, v.2, n.1, p.17-25, jan./jun., 2009.
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Resolução nº 307, 5 de Julho de 2002. Diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil. CONAMA – Conselho Nacional do meio Ambiente.
BERLIM, Lilyan. Moda e sustentabilidade: uma reflexão necessária. São Paulo: Estação das Letras e Cores, 2012.
CANNALONGA, Fernanda Franco. Produtos recuperáveis: O futuro da economia está no. 2017. Disponível em: <http://pontoeletronico.me/2017/economia-do-lixo/>. Acesso em: 10 set. 2017