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Academic year: 2021

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16°

TÍTULO: ACEITAÇÃO E PREFERÊNCIA DE SUCO NATURAL SABORES LARANJA E UVA TÍTULO:

CATEGORIA: CONCLUÍDO CATEGORIA:

ÁREA: CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA ÁREA:

SUBÁREA: CIÊNCIAS AGRÁRIAS SUBÁREA:

INSTITUIÇÃO: UNIÃO DAS FACULDADES DOS GRANDES LAGOS INSTITUIÇÃO:

AUTOR(ES): LETICIA FERNANDA VAROL, GUSTAVO MORAIS DA SILVA, LALESKA OLIVEIRA, LUCIETE FERRAZ DO NASCIMENTO

AUTOR(ES):

ORIENTADOR(ES): PATRICIA DE CARVALHO DAMY BENEDETTI, SILVIA MESSIAS BUENO ORIENTADOR(ES):

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1. RESUMO

O mercado do setor de bebidas está em constante ascensão, observando-se incremento no consumo de bebidas não alcoólicas. Dentre os principais avanços do segmento de bebidas, destaca-se o crescente interesse da sociedade pela comercialização dos sucos e polpas nas mais diversas formas de apresentação do produto. O objetivo deste trabalho foi verificar através da análise sensorial, a aceitação e preferência de duas marcas de suco integral, com relação aos atributos sabor, cor e aroma, sendo uma marca regional (Sucos Dona Elza - Bebidas Poty Ltda.- marca A) com uma marca de âmbito nacional(marca B), nos sabores laranja e uva. Os resultados obtidos nos testes de aceitação foram submetidos à análise de variância (ANOVA) e Teste de Tukey (p<0,05). Através da análise dos resultados do teste de aceitação para o suco de laranja, observou-se que houve diferença significativa nos atributos aroma e sabor, com maior aceitação da amostra da marca A nos dois atributos e em relação a cor, não houve diferença significativa entre as amostras. Já, as amostras dos sucos de uva foram igualmente aceitas pelos provadores quanto a cor, aroma e sabor, não ocorrendo diferença estatísticas entre as marcas. Os Índices de Aceitabilidade (IA) verificados para os sucos de laranja e uva da marca A foram significativos, variando entre 77,8 a 83,3%, em cada atributo avaliado. Para o suco de laranja da marca B, os índices de aceitabilidade foram não significativos para os atributos aroma e sabor, variando entre 67,8 e 62,2% Em relação a preferência, verificou-se que nos dois sabores (laranja e uva) a marca A (Dona Elza) foi a mais preferida com 75,5% para o sabor laranja e 52% para o sabor uva, enquanto que o suco da marca B ficou com 24,5% e 48%, respectivamente.

2. INTRODUÇÃO

Atualmente, o Brasil encontra-se como o terceiro maior produtor de frutas do mundo e consequentemente, a indústria de bebidas se beneficia desse potencial investindo no mercado dos sucos prontos, incluindo os néctares. Este mercado está em franca expansão, acompanhando a tendência mundial de consumo de bebidas saudáveis, saborosas e de consumo prático. Os sucos de frutas são bastante consumidos pela população brasileira. Isso não ocorre somente devido ao sabor dos sucos, mas como fonte de hidratação e por serem ricos em nutrientes. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas (ABIR, 2012), a indústria de sucos e néctares de frutas arrecadou, em 2008, cerca de US$ 1,9 bilhão com a venda de 476 milhões de litros destes (CARNEIRO et al., 2013).

Outros aspectos que têm contribuído para o aumento do consumo de sucos de frutas processados são a falta de tempo para preparar sucosin

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natura, a praticidade, a substituição ao consumo de bebidas carbonatadas e a

preocupação com o consumo de alimentos mais saudáveis. Nesse sentido, vários sucos de frutas têm conquistado a preferência dos consumidores, como o suco de laranja e de uva (VALDES et al., 2012).

As laranjas são uma das frutas mais procuradas em todo o mundo, não só pelo seu bom gosto, mas também por seu valor nutricional. É uma rica fonte de ácido ascórbico (vitamina C), ácido fólico, vitamina B6, flavonóides, pectina e fibra alimentar. Contém também uma quantidade significativa de minerais como o sal de potássio, cálcio, fósforo, magnésio, cobre, etc. Pode ser de grande ajuda em muitas doenças, como hipertensão arterial, endurecimento das artérias, prisão de ventre, escorbuto, doenças do coração eúlcera estomacal. Além disso, contém antioxidantes, que são eficazes na proteção do organismo de radicais livresnocivos (MARTINEZ, 2016).

As uvas e seus produtos, por sua vez, são muito bem aceitos pelo consumidor brasileiro, sendo que o consumo de suco de uva no Brasil aumentou significativamente nos últimos anos. O consumo de uva e seus produtos são estimulados pela American Dietetic Association (ADA), que considera o vinho tinto e o suco de uva, como bebidas com evidências “moderadas a fortes” na prevenção da agregação plaquetária em ensaios in

vitro, in vivo e em estudos epidemiológicos. Apesar de as evidências científicas

ainda não permitirem consenso sobre o consumo desejável, o documento sugere como recomendação a ingestão diária de 250 a 500 mL de suco de uva (VALDES et al., 2012).

No setor de alimentos, a análise sensorial é de grande importância por avaliar a aceitabilidade mercadológica e a qualidade do produto, sendo parte inerente ao plano de controle de qualidade de uma indústria. É por meio dos órgãos dos sentidos que se procedem tais avaliações e, como são executadas por pessoas, é importante um criterioso preparo das amostras testadas e adequada aplicação do teste para se evitar influência de fatores psicológicos, como, por exemplo, cores que podem remeter a conceitos pré-formados (TEIXEIRA,2009).

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3. OBJETIVOS

O objetivo deste trabalho foi verificar a aceitação e preferência do consumidor e comparar sensorialmente, com relação aos atributos sabor, cor e aroma, uma marca de suco regional (Sucos DONA ELZA- Bebidas Poty-marca A) com uma marca de suco natural de âmbito nacional (marca B), nos sabores laranja e uva

4. METODOLOGIA

4.1. Formulações dos Sucos

O Suco natural da marca regional (Sucos DONA ELZA - Bebidas Poty Ltda-marca A) é um suco 100% natural, sem adição de açúcar e conservantes. O Suco natural de âmbito nacional (marca B) é um suco reconstituído de laranja, fibra alimentar (goma acácia), vitamina C e aromatizante.

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5. DESENVOLVIMENTO

5.1. Análise sensorial

Para a avaliação sensorial, foram realizados testes de aceitação sensorial (teste afetivo de aceitação), utilizando uma equipe composta por 110 provadores (suco de laranja) e 100 provadores (suco de uva) não treinados, com idade entre 18 a 55 anos de ambos os sexos, alunos e professores da União das Faculdades dos Grandes Lagos – UNILAGO. Foi solicitado aos provadores a avaliação dos atributos: aroma, cor e sabor, por meio de escala hedônica de 9 pontos, sendo os extremos 1. Desgostei muitíssimo e 9. Gostei muitíssimo. Os resultados obtidos nos testes de aceitação foram submetidos à Análise de Variância (ANOVA) e Teste de Tukey (p<0,05).

5.2. Aceitabilidade dos sucos

O Índice de Aceitabilidade (IA) foi realizado em relação aos atributos aroma, cor e sabor. Para o cálculo do Índice de Aceitabilidade do produto foi adotada a expressão:

IA(%) = A x 100/B, onde A = nota média obtida para o produto, e B = nota máxima dada ao produto.

O IA com boa repercussão tem sido considerado ≥ 70% (BISPO et al., 2004).

6. RESULTADOS

6.1. Análise sensorial do Suco de Laranja

Através da análise dos resultados do teste de aceitação (Tabela 1), observou-se que houve diferença significativa nos atributos aroma e sabor, com maior aceitação da amostra da marca A nos dois atributos e em relação a cor, não houve diferença significativa entre as amostras.

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Tabela 1. Médias da aceitação das amostras de suco de laranja Atributos Laranja (marca A) Laranja (marca B)

Cor 7,2a 6,8a

Aroma 7,0a 6,1b

Sabor 7,2a 5,6b

Letras diferentes na mesma linha indicam diferença estatística ano nível de 5%.

Os principais motivos citados por alguns consumidores para explicar a aceitação pela amostra de suco de laranja da marca A, foi o aroma e o sabor de suco de laranja natural. A amostra da marca B foi rejeitada por apresentar gosto ligeiramente amargo e sabor aguado.

Neves; Lopes (2005) analisaram o comportamento do consumo de sucos no Brasil e constataram que a grande maioria do consumo é de suco a partir da fruta fresca, depois refrescos, sucos prontos e néctares, concentrados e por último “leite de soja” contendo suco.

Dos 110 provadores que responderam à questão sobre frequência de consumo, 49% dos participantes sempre consomem, 39% às vezes consomem e 12% não consomem suco de laranja natural.

Segundo dados levantados por Neves; Lopes (2005), o mercado de sucos prontos é algo a ser explorado quando comparado a outros substitutos, cerca de 32% dos lares brasileiros consumiram o produto pelo menos uma vez ao ano, enquanto que refrigerante, leite e refresco em pó apresentam valores de 99%, 90% e 75%, respectivamente.

Em relação a intenção de compra, verifica-se que 64% dos provadores comprariam, 26% talvez comprariam e 10% não comprariam.

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Na análise dos resultados do teste de aceitação (Tabela 2) observou-se que as amostras dos sucos de uva foram igualmente aceitas pelos provadores quanto a cor, aroma e sabor, não ocorrendo diferença estatísticas entre eles.

Tabela 2. Médias da aceitação das amostras de suco de uva

Atributos Uva (marca A) Uva (marca B) Cor 7,5a 7,5a Aroma 7,4a 7,1a Sabor 7,5a 7,1a

Letras diferentes na mesma linha indicam diferença estatística ano nível de 5%.

Dos 100 provadores que responderam à questão sobre frequência de consumo, 48% dos participantes às vezes consomem, 47% sempre consomem e 6% não consomem suco de uva natural.

Frata (2006) em seus estudos sobre abordagem química, física, sensorial e avaliação de embalagens de sucos de laranja, verificou que a maioria dos participantes (46,5%) declarou consumir néctar ou suco processado raramente, 12,8% consumiam duas vezes por mês,10,9% consumiam uma vez por semana,10,9% consumiam três vezes por semana ou mais, 8,9%não consumiam e5% consumiam duas vezes por semana.

Em relação à intenção de compra, verifica-se que 70% dos provadores comprariam, 29% talvez comprariam e 1% não comprariam.

6.3. Aceitabilidade dos sucos

Os Índices de Aceitabilidade (IA) verificados para os sucos de laranja e uva da marca A (Sucos Dona Elza) foram significativos, variando entre 77,8 a 83,3%, em cada atributo avaliado, considerando a repercussão favorável quando ≥ 70%, segundo BISPO et al. (2004). Já, para o suco de laranja da

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marca B, os índices de aceitabilidade foram não significativos para os atributos aroma e sabor, variando entre 67,8 e 62,2% (Tabela 3).

Tabela 3. Índice de Aceitabilidade dos sucos segundo cada atributo avaliado.

Sabores Atributos Notas Médias (marca A) Notas Médias (marca B) Índice de Aceitabilidade Marca A (%) Índice de Aceitabilidade Marca B (%) Aroma 7,0 6,1 77,8 67,8 Laranja Sabor 7,2 5,6 80,0 62,2 Cor 7,2 6,8 80,0 75,5 Aroma 7,4 7,1 82,2 78,9 Uva Sabor 7,5 7,1 83,3 78,9 Cor 7,5 7,5 83,3 83,3

Os resultados do índice de aceitabilidade e do teste de aceitação apontaram o suco da marca A (Dona Elza) com a maior aceitação nos dois sabores (laranja e uva) com uma aceitação geral de 81% para a marca A e 74% para a marca B.

Em relação à preferência, 83 provadores preferiram o suco de laranja da marca A e 27 preferiram o suco da marca B. Em relação ao sabor de uva, 53 preferiram o suco da marca A e 48 provadores preferiram a marca B. Conclui-se que a preferência dos dois sabores de suco, laranja e uva, foi a marca A.

Della Torre et al. (2003), realizaram teste de consumidor em laboratório e verificaram que o suco de laranja minimamente processado em planta piloto em condições de tratamento térmico mais intenso (87°C/58,55s) comparado ao suco de laranja pasteurizado de marca comercial, revelou características de intensidade forte para o aroma e sabor de laranja natural sendo considerado o suco mais aceito e consequentemente apresentando a maior intenção de compra.

Segundo Pontes et al. (2010), em seus estudos sobre a investigação de atributos sensoriais de sucos de uva comerciais, apontaram que o suco integral apresentou cor e gosto amargo mais intensos; o suco concentrado

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(reconstituído) apresentou baixa intensidade em todos os atributos; e o néctar de uva apresentou maior intensidade de gosto doce e sabor característico de uva. O teste de aceitação mostrou que o néctar de uva e o suco integral foram os mais aceitos. A maioria dos consumidores relatou consumir quatro ou mais copos suco de uva por mês. O suco integral recebeu maior intenção de compra e o néctar foi a bebida mais consumida.

7. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os Índices de Aceitabilidade (IA) verificados para os sucos de laranja e uva da marca A foram significativos, variando entre 77,8 a 83,3%, em cada atributo avaliado. Já para o suco de laranja da marca B, os índices de aceitabilidade foram não significativos para os atributos aroma e sabor, variando entre 67,8 e 62,2%. Em relação à preferência, verificou-se que nos dois sabores (laranja e uva) a marca A (Dona Elza) foi a mais preferida com 75,5% para o sabor laranja e 52% para o sabor uva, enquanto que o suco da marca B ficou com 24,5% e 48%, respectivamente. Os resultados dos testes de aceitação e preferência mostraram maior aceitação do suco da marca A (Dona Elza) nos dois sabores (laranja e uva).

8. FONTES CONSULTADAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS INDÚSTRIAS DE REFRIGERANTES E BEBIDAS NÃO ALCOÓLICAS. 2012. Pesquisa de mercado. Disponível em: http://abir.org.br/. Acesso em: 04 mai. 2016.

BEBIDAS POTY. Produtos Dona Elza. Disponível em: <http://www.bebidaspoty.com.br>. Acesso em: 03 jul. 2016.

BISPO, E. S.; SANTANA, L. R. R.; CARVALHO, R. D.S.; LEITE, C.C; LIMA, M. A.C. Processamento, Estabilidade e Aceitabilidade de Marinado de Vongole, Ciência e Tecnologia de Alimentos. v. 24, n. 3, p. 353-356, 2004.

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CARNEIRO, A. P. G. et al. Avaliação da rotulagem, caracterização química, físico-química e reológica de néctares de uva comercializados na cidade de Fortaleza – CE. Alim. Nutr. Braz. J. Food Nutr., Araraquara v. 24, n. 2, p. 241-249, abr./jun. 2013.

DELLA TORRE, J. C. M.; RODAS, M. A. B.; BADOLATO, G. G.; TADINI, C. C. Perfil Sensorial e Aceitação de Suco de Laranja Pasteurizado Minimamente Processado. Ciênc. Tecnol. Aliment., Campinas, v. 23. n. 2, p. 105-111, 2003.

FRATA, M. T. Sucos de Laranja: Abordagem Química, Física, Sensorial e Avaliação de Embalagens. Londrina, 2006. 176 f. Tese (Doutorado em Ciência de Alimentos) - Centro de Ciências Agrárias - Universidade Estadual de Londrina, Londrina, 2006.

MARTINEZ, M. Laranja. Disponível em:

<http://www.infoescola.com/frutas/laranja>. Acesso em: 26 mai. 2016.

NEVES, M. F.; LOPES, F. F. Estratégias para a laranja no Brasil. São Paulo: Atlas, 2005, 225p.

PONTES et al. Atributos sensoriais e aceitação de sucos de uva comerciais. Ciênc. Tecnol. Aliment., Campinas, v. 30. n. 2, p. 313-318, abr.-jun. 2010.

TEIXEIRA, L.V.Análise sensorial na indústria de alimentos. Rev. Inst. Latic. “Cândido Tostes”, n. 366, v. 64, p. 12-21, 2009.

VALDES, S. T. et al. Ácido ascórbico, carotenoides, fenólicos totais e atividade antioxidante em sucos industrializados e comercializados em diferentes embalagens. Rev. Inst. Adolfo Lutz. São Paulo, V. 71, n. 4, p. 662-669, 2012.

Referências

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