• Nenhum resultado encontrado

simbolo psiqu e tridente

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "simbolo psiqu e tridente"

Copied!
12
0
0

Texto

(1)

04/04/2011

SIMBOLO E HISTORIA DA

PSICOLOGIA

Psicologia Analítica

Profa.Ms. Eugenia Cordeiro Curvêlo

(2)

SIMBOLO E HISTORIA DA

PSICOLOGIA

Psicologia Analítica

A letraPsi (Ψ maiúscula, ψ minúscula) é a vigésima terceira, do alfabeto grego. Na língua grega, a letra indica um agrupamento do som das consoantes P e S, representado por ps-, podendo ser usada para a formação de uma sílaba

com uma vogal, como em ψάρι (psári, que significa peixe). Em Latim, as palavras gregas iniciadas com a letra Ψ foram transcritas usando ps-, dando origem a pronúncias diferentes para línguas que vieram a adotar tais palavras. Podemos exemplificar com a palavra psicologia em português e a palavra psychology em inglês;

enquanto em português a letra P, do conjunto ps-, é sempre pronunciada, em inglês, na palavra psychology, o P torna-se mudo.

A letra Psi pode ter se originado de uma contração das letras Sigma (Σ maiúscula, σ minúscula e ς ao final das palavras, como em Ὀδσζζεύς / Odisseus) e Pi (Φ maiúscula e φ ou ϕ como minúsculas), combinadas em uma única letra; ou ainda da representação do tridente do deus da mitologia grega, Poseidon, primogênito de Cronos e Réia.

PSI

(3)

1 

Este mito foi copilado livro MITOLOGIA GREGA, vol.1 de autoria de Junito de Soza brandao.

Segundo Junito, o deus das águas não possui uma etimologia segura e que, provavelmente, se trate de palavra mediterrânea, refúgio sempre eficaz para se fugir a problemas etimológicos. Os mais afoitos, julga que se pode defender, com base no dórico (Poteidân), um composto (pósis), "senhor" (dân), "água", que seria um vocativo. Posídon significaria, pois, "senhor das águas", estando o elemento dân, água, ainda presente em vocábulos designativos de rios, como Don, Danúbio, Dnieper. . .

Posídon é o deus das águas subterrâneas. Quando o Universo, após a vitória de Zeus sobre os Titãs, foi dividido em três grandes reinos, obteve, por sorte, mas para sempre, o domínio do branco mar (Il. XV, 187sq apud Junito).). Embora tenha lutado valentemente contra os Titãs e "fechado sobre eles as portas de bronze do Tártaro", o deus do mar nem sempre foi muito dócil à superioridade e à autoridade de seu irmão Zeus. Tal independência explica o ter participado com Hera e Atená de uma

conspiração para destronar o pai dos deuses e dos homens. A intentona teria surtido efeito, não fora a pronta intervenção do hecatonquiro Briaréu, chamado às pressas por Tétis. Bastou a presença do monstro, para que os conjurados desistissem de seu intento. Como castigo, Posídon foi obrigado a servir durante um ano ao rei de Tróia, Laomedonte. Ali, juntamente com Apoio e o mortal Éaco, participou da construção da sólida muralha da fortaleza de Heitor.

Ao término da fatigante tarefa, Laomedonte se recusou a pagar o salário combinado. Posídon suscitou contra a região de Tróada um terrível monstro marinho e na Guerra de Tróia, apesar de sua prudência e temor de Zeus, colocou-se ao lado dos Aqueus, exceção feita a certas vinganças pessoais contra Ájax de Lócrida e Ulisses. Disfarçado em Calcas, o deus encoraja os dois Ájax, exorta Teucro e Idomeneu e acaba tomando parte pessoalmente no combate, mas se retirou da refrega, sem discutir, quando Zeus assim o decidiu. Se salvou Enéias de morte certa nas mãos de Aquiles, talvez tal atitude se explique porque o herói troiano não estava ligado à família de Laomedonte, mas a Trós, através de Anquises, Cápis

(4)

e Assáraco ou ainda porque desejasse angariar um sorriso de Afrodite. Como Zeus, o deus do mar também está ligado ao cavalo, ao touro, a Deméter, como divindade de fecundação. Casou-se com Anfitrite, que foi mãe do "imenso Tritão, divindade terrível e de grandes forças, que habita com sua mãe e seu ilustre pai um palácio de ouro nas profundezas das águas marinhas" (Teog. 930-933 apud Junito). Reina em seu império líquido, à maneira de um "Zeus marinho", tendo por cetro e por arma o tridente, que os poetas dizem ser tão terrível quanto o raio. Seu palácio "faiscante de ouro e indestrutível" (Il. XIII, 22 apud Junito)) ficava nas profundezas de Egas, cidade na costa norte da Acaia, onde estava localizado um de seus principais santuários. Percorria as ondas sobre uma carruagem tirada por seres monstruosos, meio cavalos, meio serpentes. Seu cortejo era formado por peixes e delfins e criaturas marinhas de todas as espécies, desde Nereidas até gênios diversos, como Proteu e Glauco. Eis as facetas mais conhecidas do grande deus do mar, desde Homero. Subsistem, porém, na própria epopéia vestígios de um Posídon mais antigo e bem diferente, revelado por epítetos freqüentes e significativos e

curiosamente sinônimos, como ’enosi/χθwn (enosíkhthon), seisi/χθwn (seisíkhthon) e ’ennosi/gaio$ (ennosígaios), quer dizer, o "sacudidor da terra", o que corresponde a uma ação de baixo para cima, isto é, a uma atividade exercida do seio da terra por uma divindade subterrânea. Posídon, com efeito, foi um antigo deus ctônio, muito antes de tornar-se um deus do mar. Em suma, estes três epítetos mostram que originariamente o deus foi uma divindade ativa que fazia a terra oscilar, quer se tratasse da seiva vital e de abalos sísmicos, quer se tratasse de todas as águas que escapavam do seio da Terra-mãe. Com os epítetos de Φut£lmio$ (Phytálmios) e ΦÚkio$ (Phýkios), isto é, "que faz nascer, que produz algas", Posídon aparece igualmente como o promotor da vegetação marinha e terrestre, sendo esta última alimentada pelas águas doces tidas como emanação do deus. Como Phytálmios, diga-se de passagem, o "sacudidor da terra" estava associado nas Haloas a Dioniso e Deméter e no velho mito da Arcádia era considerado como esposo de Deméter-Géia. Essencialmente ctônio, o que não significa infernal, eis aí o Posídon dos primeiros invasores gregos, que, não conhecendo e não

(5)

3 

tendo um vocábulo seu para designar mar, não poderiam ter trazido consigo um deus do mar. Trouxeram, realmente, um "outro deus", o Posídon ctônio, senhor das águas subterrâneas, depois das águas "terrestres", nascentes, fontes e lagos, e, só depois,

deus do mar.

Meillet, resume o problema do desconhecimento do mar por parte dos gregos e portanto da inexistência, a princípio, de um deus "das águas salgadas" com as seguintes palavras: "O mar não possui em grego uma denominação antiga e não existe para mar outro nome indo-europeu a não ser no grupo supracitado, do latim

mare..." Devem ter sido os emigrantes gregos que povoaram as ilhas e as regiões costeiras da Ásia Menor, esses "navegadores convertidos", que estenderam ao império das ondas o poder do deus que até então reinava apenas sobre as águas terrestres e ctônias.

Desse modo, Posídon, o "sacudidor da terra", se tornou também o "sacudidor do mar" e recebeu o duplo privilégio de domador de cavalos e salvador de navios. Bem mais que "às crinas das ondas", as espumas das vagas, e ao galope do cavalo, é à natureza primitivamente ctônia de Posídon que se devem atribuir no mito e no culto seus vínculos freqüentes com o cavalo, que, como o touro, que lhe é igualmente associado, é um símbolo das forças subterrâneas, além de ser, por sua clarividência e familiaridade com as trevas, um guia seguro, um excelente psicopompo. O nome do cavalo, em grego (híppos), está ligado ao de algumas fontes, como Aganipe, Hipocrene. Numa versão tessália o deus foi pai de Esquífio, o primeiro cavalo, que ele teve de Géia, e no folclore da Arcádia foi pai de Aríon, o cavalo de crinas azuis, que ele gerou, como vimos, após transformar-se em garanhão, para conquistar Deméter,

(6)

metamorfoseada em égua. Há um mito relatado por Pausânias, (8, 8, 2), segundo o qual Posídon se salvara da fúria devoradora de Crono, metamorfoseando-se em potro. Segundo uma variante, na disputa com Atená pelo domínio da Ática, o deus teria feito sair da terra um cavalo e não uma fonte.

Posídon é o presenteador, por excelência, de cavalos alados e até dotados de palavra e de inteligência: Pégaso, o cavalo alado, foi dado a Belerofonte; os "inteligentes" Xanto e Bálio foram presenteados a Peleu. Alguns heróis, que passam por filhos seus, Hipótoon, Neleu e Pélias, foram amamentados por éguas.

A ligação entre Posídon e o cavalo é tão estreita, que o animal pode substituir o próprio deus. Na Ilíada, c. XXIII, Menelau, desconfiado de que a vitória de Aníloco fora fraudulenta, convida-o a jurar por Posídon, estendendo a mão sobre seus cavalos e o carro. No culto, o deus é, muitas vezes, chamado Híppios, "gerador de cavalos", particularmente em Olímpia, onde a disputa entre Pélops e Enômao se converteu num protótipo de concursos hípicos que se encontram, por vezes, em suas festas.

Não menor é a ligação do deus com o touro, sua vítima predileta, que lhe era sacrificado no altar ou precipitada viva no mar Na tragédia de Eurípides, Hipólito Porta-Coroa, o touro surge, dessa feita, sob um aspecto monstruoso, para destruir o inocente Hipólito, a pedido de Teseu, o filho de Posídon-Egeu.

Foi igualmente Posídon o responsável pela paixão de Pasífae pelo lindíssimo touro de Creta, para punir o rei Minos, que não cumprira a promessa de sacrificar-lhe o animal.

O deus do mar teve, além da esposa legítima Anfitrite, muitos amores, todos fecundos. Mas, enquanto os filhos de Zeus eram heróis benfeitores da humanidade, os filhos de Posídon, em sua maioria, eram gigantes terríveis e violentos, como, em parte, já se viu. Com Toosa gerou o monstruoso ciclope Polifemo; com Medusa, o gigante Crisaor e o cavalo Pégaso; com Amimone, uma das cinqüenta filhas de Dânao, teve Náuplio; com Ifimedia, os Alóadas, isto é, os gigantes Oto e Efialtes. Além destes foram filhos seus, Cércion e Cirão, grandes salteadores, ambos mortos por Teseu; o rei dos Lestrigões, Lamo, e o caçador maldito, Oríon; com Hália foi pai de seis filhos e de uma filha chamada Rodos, que deu

(7)

5 

seu nome à ilha de Rodes. Os filhos homens de Posídon com Hália eram tão violentos e cometeram tantos excessos, que Afrodite os enlouqueceu. Como tentassem violentar a própria mãe, para não serem massacrados, Posídon os escondeu no fundo da terra. Desesperada, Hália precipitou-se no mar. Os habitantes de Rodes instituíram-lhe um culto, como a uma divindade, sob o nome de Leucotéia. O mês ático Posídeon, que lhe era consagrado, e correspondia mais ou menos a dezembro, era o mês das tempestades de inverno, pois que Posídon é antes o deus do mar encapelado que da bonança. É invocado, por isso mesmo, como salvador dos navios e protetor dos passageiros. Talvez uma certa selvageria em seu caráter e modo de agir, e bem assim a violência da maioria de seus filhos configurem o aspecto sinistro dos elementos.

Quando os homens se organizaram em cidades, os deuses decidiram escolher uma ou várias delas, onde seriam particularmente honrados. Acontecia, freqüentemente, no entanto, que duas ou três divindades escolhiam a mesma, o que provocava sérios conflitos, que eram submetidos à arbitragem de seus pares ou ao juízo de simples mortais.

Nesses julgamentos Posídon quase sempre teve suas pretensões vencidas. Assim é que perdeu para Hélio a cidade de Corinto, por decisão de Briaréu. Desejou reinar em Egina, mas foi suplantado por Zeus. Em Naxos foi derrotado por Dioniso; em Delfos, por Apoio; em Trezena, por Atená. A disputa maior, todavia, foi pela posse de Atenas e de Argos. Desejando ardentemente Atenas, foi logo se apossando da cidade. Para mostrar sua força, fez brotar da terra, com um golpe de tridente, um mar, outros dizem que foi um cavalo. Atená, tendo convocado o rei de Atenas, Cécrops, tomou-o por testemunha de sua ação: plantou simplesmente um pé de oliveira, símbolo da paz e da fecundidade.

A magna querela foi arbitrada, segundo uns, por Cécrops e Crânao, também rei de Atenas, consoante outros pelos próprios deuses. Tendo Cécrops testemunhado que Atená plantara primeiro o pé de oliveira, foi-lhe dada a vitória. Irritado, o deus inundou a planície de Elêusis, fertilíssima em oliveiras. Em Argos, disputada também pela deusa Hera, o árbitro foi Foroneu, o primeiro a reunir os homens em cidades. Lá igualmente se decidiu em favor da deusa. Posídon,

(8)

em sua cólera, amaldiçoou a Argólida e secou-lhe todas as nascentes. Pouco depois, chegou à região Dânao com suas cinqüenta filhas e não encontrou água para beber. Posídon, que se apaixonara por Amimone, levantou a maldição e os mananciais reapareceram. Talvez, por compensação, foi-lhe outorgada sem disputa uma ilha longínqua, mas paradisíaca: a Atlântida, sobre que faremos algumas digressões.

ATLÂNTIDA, em grego ’Atlanti/$

(Atlantís), prende-se a Atlas, em grego ’Atla$ (Átlas), "que sustém a abóbada celeste", vocábulo formado, ao que tudo indica, de um prefixo intensivo a- e de tlä, em grego tlÍnai (tlênai), indo-europeu telä, "suportar".

Em dois de seus diálogos, Timeu e Crítias, conta Platão que Sólon, quando de sua viagem ao Egito, interrogara alguns sacerdotes e um deles, que vivia em Saís, no Delta do Nilo, lhe relatou tradições muito antigas relativas a uma guerra entre Atenas e os habitantes da Atlântida. Esse relato do filósofo ateniense se inicia no Timeu e é retomado e ampliado num fragmento que nos chegou do Crítias. Os Atlantes, segundo o sacerdote de Saís, habitavam uma ilha, que se estendia

diante das Colunas de Héracles, quando se deixa o Mediterrâneo e se penetra no Oceano. Quando da disputa, já conhecida por nós, entre Atená e Posídon pelo domínio de Atenas, o deus do mar, tendo-a perdido, recebeu como prêmio de consolação a Atlântida. Lá vivia Clito, uma jovem de extrema beleza, que havia perdido os pais, chamados, respectivamente, Evenor e Leucipe. Por ela, que habitava uma montanha central da Ilha, se apaixonou o deus, que, de imediato, lhe cercou a residência com altas muralhas e fossos cheios de água.

Dos amores de Posídon com Clito nasceram cinco vezes gêmeos. O mais velho deles chamava-se Atlas. A ele o deus concedeu a supremacia, tornando-se o mesmo o rei suserano, uma vez que a Ilha fora dividida em dez pequenos reinos, cujo centro era ocupado por Atlas. A Atlântida era riquíssima por sua flora, fauna e por seus inesgotáveis tesouros minerais: ouro, cobre, ferro e sobretudo oricalco, um metal que brilhava como fogo. A Ilha foi embelezada com cidades magníficas, cheias de pontes, canais, passagens subterrâneas e verdadeiros labirintos, tudo com o objetivo de lhe facilitar a defesa e incrementar o

(9)

7 

comércio. Anualmente, os dez reis se reuniam e o primeiro ato que praticavam em comum era a caçada ritual ao touro. Essa caçada e captura do animal sagrado se faziam no próprio témenos do deus, isto é, porção de território com um altar ou templo consagrado à divindade. Após garrotearem o animal, decapitavam-no, o que faz lembrar o tauróbolo da Creta minóica, cerimônia em que a perseguição precede à oblação final da vítima. O sangue do touro era cuidadosamente recolhido e com ele os dez reis se aspergiam, porque o animal é identificado com a divindade (Plat. Crit. 119 d-120 c). Após esse rito inicial, os reis, revestidos de uma túnica azul-escuro, sentavam-se sobre as cinzas ainda quentes do sacrifício e devam início à segunda parte da reunião sagrada. Apagados todos os archotes, mergulhados em trevas profundas, os reis faziam sua autocrítica e julgavam-se reciprocamente durante uma noite inteira. Aqui, infelizmente, termina o relato do filósofo. Sabe-se ainda que tentando subjugar o mundo, os Atlantes foram vencidos pelos Atenienses, e isto nove mil anos antes de Platão. Os Atlantes e sua ilha, consoante ainda o Autor de Crítias,

desapareceram completamente, tragados por um cataclismo.

Existe, no entanto, uma variante muito significativa de Diodoro Sículo (século I a.C.), acerca da Atlântida e seus habitantes.

Segundo o Autor da Biblioteca Histórica, a Amazona Mirina declarou guerra aos Atlantes que habitavam um país vizinho da Líbia, à beira do Oceano, onde os deuses, dizia-se, haviam nascido. À frente de uma cavalaria de vinte mil Amazonas e de uma infantaria de três mil, conquistou primeiro o território de um dos dez reinos da Atlântida, cuja capital se chamava Cerne. Em seguida, avançou sobre a capital, destruiu-a e passou todos os homens válidos a fio de espada, levando em cativeiro as mulheres e as crianças. Os outros nove reinos da Atlântida, apavorados, capitularam imediatamente. Mirina os tratou generosamente e fez aliança com eles. Construiu uma cidade, a que deu o nome de Mirina, em lugar da que havia destruído, e franqueou-a a todos os prisioneiros e a quantos desejassem habitá-la. Os Atlantes pediram então à denodada Amazona que os ajudasse na luta contra as Górgonas. Depois de sangrenta batalha, Mirina conseguiu brilhante vitória, mas muitas das

(10)

inimigas conseguiram escapar. Certa noite, porém, as Górgonas prisioneiras no acampamento das vencedoras lograram apoderar-se das armas das sentinelas e mataram grande número de Amazonas. Recompondo-se logo, as comandadas de Mirina massacraram as rebeldes. Às mortas foram prestadas honras de heroínas e, para perpetuar-lhes a memória, foi erguido um túmulo suntuoso, que, à época histórica, ainda era conhecido com o nome de Túmulo das Amazonas.

As gestas atribuídas a Mirina, todavia, não se esgotam com estas duas guerras. Mais tarde, após conquistar, talvez com auxílio dos Atlantes, grande parte da Líbia, dirigiu-se para o Egito, onde reinava Hórus, filho de Ísis, e com ele concluiu um tratado de paz. Organizou, em seguida, uma gigantesca expedição contra a Arábia; devastou a Síria e, subindo para o norte, encontrou uma delegação de Cilícios, que, voluntariamente, se renderam. Atravessou, sempre lutando, o maciço do Tauro e atingiu a região do Caíque, término de sua longa expedição. Já bem mais idosa, Mirina foi assassinada pelo rei Mopso, um trácio expulso de sua pátria pelo rei Licurgo.

A lenda desta Amazona é mais uma "construção histórica" e não constitui propriamente um mito, mas uma interpretação de elementos míticos combinados de modo a formar uma narrativa mais ou menos coerente, nos moldes das interpretações "racionalistas" dos mitógrafos evemeristas.

Mirina, rainha das Amazonas, é seu nome na Ilíada, mas este é seu nome "junto aos deuses"; entre os homens ela é chamada Batiia.

A Atlântida, o continente submerso, seja qual for a origem do mito, permanece no espírito de todos, à luz dos textos inspirados a Platão pelos sacerdotes egípcios, como o símbolo de uma espécie de paraíso perdido ou de cidade ideal. Domínio de Posídon, aí instalou ele os dez filhos que tivera de uma simples mortal. O próprio deus organizou e adornou sua ilha, fazendo dela um reino de sonhos:

"Seus habitantes se enriqueciam de tal maneira, que jamais se ouviu dizer que um palácio real possuísse ou viesse algum dia a possuir tantos bens. Tinham duas colheitas por ano: no inverno utilizavam as águas do céu; no verão, aquelas que lhes dava a terra, com a técnica da irrigação" (Crit. 114 d, 118 e).

(11)

9 

Quer se trate de reminiscências de antigas tradições, quer a narrativa platônica não passe de uma utopia, o fato é que, tudo leva a crer, Platão projetou na Atlântida seus sonhos de uma perfeita organização político-social: "Quando as trevas desciam e as chamas dos sacrifícios se extinguiam, os reis, cobertos com lindas indumentárias de um azul-cinza, sentavam-se por terra, nas cinzas do holocausto sacramentai. Então, em plena escuridão da noite, apagados todos os archotes em torno do santuário, os reis julgam e são julgados, se houver sido cometida por qualquer deles alguma falta. Terminado o julgamento, as sentenças são gravadas, já em pleno dia, sobre uma mesa de ouro, que era consagrada como recordação do feito" (Crit. 120 b c).

Mas quando neles se "enfraquecia o elemento divino e o humano passava a dominar", eram alvo do castigo de Zeus.

A Atlântida reúne, assim, o tema do Paraíso e da Idade do Ouro, que se encontra em todas as culturas, seja no início da humanidade, seja no seu término. A originalidade simbólica da Atlântida está na idéia de que o Paraíso

reside na predominância em cada um de nós de um elemento divino.

Acerca do destronamento de Crono e de sua magna conseqüência, que foi a vitória de Zeus, fundador da terceira e última geração divina, há de se falar longamente no capítulo seguinte,

Resumindo com a vitória dos deuses do Olímpio sobre os Titãs, o mundo foi dividido em três reinos: as águas e os oceanos, os céus e a terra, e o inferno; ficando a Poseidon o domínio sobre as águas, os riachos, os lagos e as profundezas dos oceanos. A associação de Poseidon com a psique na tradição da psicanalise de Freu reside justamente nas profundezas do inconsciente.

Na etimologia da palavra grega

psiche, que quer dizer alma, está a

palavra grega psicheim, que significa “sopro” (o sopro de vida ou o sopro

d'alma), aqui pronunciamos mais um

elemento justificando a escolha, além das profundezas do oceano e da psique. A associação entre a letra Psi e o Tridente de Poseidon, podemos usar a analogia com às três pontas superiores e às teorias cognitivas, comportamentais e fenomenológicas.

Psicologia é a ciência da alma, ou da psique, ou da mente, ou do

(12)

comportamento. Refere-se, a um conjunto de funções que se distinguem em três grandes vias ( tridente): a via ativa (movimentos, instintos, hábitos, vontade, liberdade, tendências, e inconsciente); a via afetiva (prazer e dor, emoção, sentimento, paixão, amor); e a via intelectiva (sensação, percepção, imaginação, memória, idéias, associação de idéias). Estas três vias articulam-se em grandes sínteses mentais, tais como: atenção, linguagem e pensamento, inteligência, julgamento, raciocínio e personalidade

(Meynard, 1958). Estas funções também são conhecidas como cognitivas, afetivas e conativas. As cognições são as capacidades do intelecto, as afeições são os sentimentos e emoções, e a conação refere-se as nossas atividades, que são as respostas expressivas ou comportamentais. A conação como uma expressão de si para o outro traz sempre implicações, sejam boas ou más

(Manifestações Psicológicas)

Via Ativa Via Afetiva Via Cognitiva

Movimentos Instintos Hábitos Vontade Liberdade Tendências Inconsciente Prazer Dor Emoção Sentimento Paixão Amor Ódio Sensação Percepção Imaginação Memória Idéias Grandes Sínteses Atenção Consciência Linguagem Pensamento Inteligência Julgamento Raciocínio Personalidade REFERENCIAS

Meynard, L. (1958). Psychologie. Paris: Librairie Classique Eugène Belin.

Referências

Documentos relacionados

avaliação que norteiam o processo de ensino aprendizagem na Educação de Jovens e Adultos, bem como promover um diálogo sobre os posicionamentos de autores que apontam equívocos sobre

Resultados obtidos nos levantamentos efetuados apontam para a possibilidade de se complementar a metodologia para avaliação de pavimentos atualmente disponível no Brasil através do

a festa durante sete dias, e no oitavo dia, conforme o ritual, houve uma

1. Medida de la productividad de los trabajadores.. Sistemas de medición para planificar y analizar las necesidades de mano de obra en las unidades de producción. Sistemas de

1.9 O Vale do Ribeira, passa por um dilema crucial entre desenvolvimento econômico e preservação do patrimônio natural e social, e os modelos de

Posto isto, o parecer que submeto ao elevado critério de Vossa Excelência é no sentido de: a) excluir do item 146-G, do Capítulo XX, das Normas de Serviço da Corregedoria Geral

Com a unidade desligada, pressione as teclas “Function” e “Timer” em simultâneo durante 5s para entrar modo de comissionamento e, em seguida, seleccione no visor da

Analizendo pelo aspecto humano, pare mim, de que um exército se az com homens que acima do dever militar têm o dever humano, têm perso- nalidade para saber comandar quando preciso