XI Semana de Extensão, Pesquisa e Pós-Graduação - SEPesq Centro Universitário Ritter dos Reis
XI Semana de Extensão, Pesquisa e Pós-Graduação SEPesq – 19 a 23 de outubro de 2015
Processos Inclusivos e Adaptativos de Acadêmicos da UniRitter
Gabriela Lopes Dicente UniRitter [email protected] Heslei Kemmerich Dicente UniRitter [email protected] Louise Moreira Dicente UniRitter [email protected] Paula ArgemiCassel Professora MestreUniversidade Federal de Santa Maria (UFSM) [email protected]
Resumo: O presente projeto de pesquisa procura elucidar os processos inclusivos e adaptativos
e seus impactos em relação aos processos de aprendizagem e interações sociais dos acadêmicos da UniRitter que utilizam o serviço do Núcleo de Atendimento aos Discentes (NAD). O estudo é de uma abordagem mista, qualitativa e quantitativa descritiva, exploratória e transversal. Os participantes da pesquisa serão os alunos da UniRitter que fazem parte do NAD, por meio de entrevistas semiestruturadas, instrumento sócio demográfico e instrumento de satisfação, e os funcionários do núcleo que participarão das entrevistas semiestruturadas acerca do funcionamento do serviço. Nos últimos vinte anos, conceitos como exclusão e inclusão educacionais vem sendo abordados pelo Ministério da Educação (MEC), que usufrui dos direitos pregados pela constituição federal de 1988, Art. 3° que visa “construir uma sociedade livre, justa e solidária; garantir o desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação’’. Contudo, o conceito de adaptação abrange questões sobre as necessidades para pessoas portadoras de deficiências.Sendo assim, com base em nossos estudos, compreendemos que a educação é uma prática social e um direito de todos os cidadãos, e dentro de um grande contexto socioeconômico e também político, a educação tem grande destaque na construção dos princípios morais, éticos e sociais. As instituições devem priorizar a igualdade fornecendo um ensino de qualidade, inserindo as práticas inclusivas e adaptativas, beneficiando uma grande contribuição para assegurar os direitos fundamentais de cada indivíduo.
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O presente trabalho apresenta um projeto de pesquisa, elaborado na disciplina de Metodologias Quantitativas e Qualitativas de Pesquisa da Faculdade de Psicologia do Centro Universitário Ritter dos Reis (UniRitter). O projeto de pesquisa Processos Inclusivos e Adaptativos de Acadêmicos da UniRitter surge do interesse dos discentes em compreender os processos inclusivos e adaptativos de estudantes universitários. Tendo em vista que a UniRitter possui um serviço especializado – Núcleo de Atendimento aos Discentes (NAD) – para atender às demandas dos acadêmicos que solicitam e/ou necessitam de atendimento psicopedagógico, a proposta do estudo dirigiu-se à compreensão dos processos inclusivos e adaptativos do NAD.
A proposta do projeto foi apresentada à coordenação do curso de Psicologia e ao NAD, a fim de que possa haver continuidade do projeto. Ambas as instâncias incentivam a continuidade do estudo, em decorrência da importância científica do projeto, bem como para aprofundar o conhecimento nos métodos utilizados pela UniRitter que obtém os fins adaptativos e inclusivos de acadêmicos.
Nos últimos vinte anos, conceitos como exclusão e inclusão educacionais vem sendo abordados pelo Ministério da Educação (MEC), que usufrui dos direitos pregados pela constituição federal de 1988, Art. 3° que visa:
Construir uma sociedade livre, justa e solidária; garantir o desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
Contudo, o conceito de adaptação abrange questões sobre as necessidades para pessoas portadoras de deficiências, como está na Portaria n° 1.679/99 que fala sobre os requisitos de acessibilidade, processos de autorização e de reconhecimento e credenciamento de cursos para as mesmas.
Atualmente as práticas de Educação Especial na perspectiva da educação inclusiva está ligadaa lutas históricas por direitos iguais. (SARDAGNA, 2011). Todas as mobilizações vividas nos últimos tempos estão relacionadas à declaração Universal dos Direitos Humanos, de 10 de dezembro de 1948, que é referenciada no Plano Nacional de Educação (BRASIL, 2001). Importante salientar que se tratava de um período pós Segunda Guerra Mundial. Segundo o documento previa que:
Art. I - Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espirito de fraternidade (DECLARAÇÃO, 2010).
Durante as últimas décadas, o processo de adaptação tem sido lento nas escolas de ensino superior, pois para haver adaptabilidade, tem de haver mudanças na estrutura, organização e métodos de aprendizagem, assim proporcionando um bom desenvolvimento
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e ajudando também na inclusão destes alunos no contexto universitário. Durante o processo de adaptação há demanda de atividades acadêmicas, as quais podem exigir muito psicologicamente, além de haver implicações às suas relações interpessoais e sociais (CUNHA; CARRILHO, 2005).
As práticas inclusivas provocam mudanças fundamentais que se relacionam com as práticas de adaptação. Para a eficácia destas práticas, os profissionais da educação necessitam de preparo que vai além do conhecimento científico (VITALINO, 2007). A dificuldade é expressada quando não há auxilio de médicos, psicólogos, psicopedagogos, havendo uma barreira entre propor atividades especiais para esses alunos e conseguir executá-las (SILVEIRA; ENUMO; ROSA, 2012). Os problemas na adaptação do ambiente e recursos podem incentivar a manifestação de postura assistencialista que isola o aluno com deficiência e não motiva o crescimento (ANJOS et al., 2013).
Um sistema educacional que fornece um termo de inclusão total deve basear-se em diversas crenças e princípios. Deve-se considerar que todos os indivíduos têm a capacidade de aprender, participando de atividades curriculares e extracurriculares. Se necessário, receber programas educativos adequados como métodos de trabalho, práticas em sala de aula que promova um ambiente afetuoso e atencioso, promover a igualdade das diversidades, ter grandes expectativas no nível cognitivo, social e emocional, e sempre preservar a autoimagem e autonomia dos alunos (PACHECO, 2007; BEZERRA; ARAUJO, 2011; MOREIRA; BOLSANELLO; SEGER, 2011; NABUCO, 2010).
Com base em nossos estudos, compreendemos que a educação é uma prática social e um direito de todos os cidadãos, e dentro de um grande contexto socioeconômico e também político, a educação tem grande destaque na construção dos princípios morais, éticos e sociais. As instituições devem priorizar a igualdade fornecendo um ensino de qualidade, inserindo as práticas inclusivas e adaptativas, beneficiando uma grande contribuição para assegurar os direitos fundamentais de cada indivíduo.
2 Objetivos
2.1 Objetivo Geral
Elucidar os processos inclusivos e adaptativos e seus impactos em relação aos processos de aprendizagem e interações sociais dosacadêmicos da UniRitter que utilizam o serviço do NAD.
2.2 Objetivos Específicos
- Conhecer como que acontecem os processos inclusivos e adaptativos; - Mensurar como que o estudante incluso/adaptado percebe este processo;
- Demonstrar a inter-relação do grau de efetividade e percepção das atividades realizadas pelo núcleo de apoio ao discente;
- Avaliar como o núcleo de apoio ao discente percebe as ações realizadas para o processo inclusivo e adaptativo do estudante em relação ao docente;
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- Reconhecer os dispositivos gerados pela universidade para que o processo de inclusão e adaptação possa ocorrer.
4 Método
4.1 Delineamento
Estudo de abordagem mista, qualitativa e quantitativa descritiva, exploratóriae transversal.
4.2 Participantes
Os participantes da pesquisa serão os alunos do UniRitter que fazem parte do NAD, seja qual for a demanda de busca do serviço. Além disso, os funcionários do núcleo participarão integrantes das entrevistas acerca do funcionamento do serviço.
4.3 Instrumentos
4.3.1 Entrevista semiestruturada
O instrumento de entrevista utilizado será entrevista semiestruturada que pretende conhecer estudantes e profissionais da UniRitter em relação aos processos adaptativos e inclusivos oferecidos pela academia, com eixos temáticos norteadores: inclusão; adaptação; percepção de cuidado; acessibilidade; e impacto em acadêmicos que usufruem destes processos adaptativos e inclusivos.
4.3.2 Entrevista sócio demográfica (em processo de construção)
O instrumento pretende identificar e caracterizar sócio demograficamente a população de alunos usuários dos serviços de inclusão e adaptação do NAD.
4.3.3 Questionário de satisfação
O instrumento pretende investigar a percepção de satisfação referente à como é realizado os procedimentos e processos de adaptação e inclusão dos alunos usuários do NAD.
4.4 Procedimentos
4.4.1 Procedimentos de coleta
Será contado via Núcleo de Apoio Discente (NAD), profissionais técnicos do serviço e estudantes do Uniritter que participam ativamente do projeto de inclusão do NAD. Primeiramente, foi realizado contato com a coordenadora do serviço para pedir autorização para realização do projeto. Após, serão contadas as pessoas, via e-mail e por telefone, que utilizam do projeto, para o convite para participação no projeto. Após, aceite de encontro para explicações sobre o que se trata, de forma mais profunda o projeto – explicação dos objetivos do projeto, procedimentos, riscos e benefícios (leitura conjunta do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido) –, os participantes terão a escolha de participar da
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entrevista e questionário de participação oferecido pelo projeto. Caso aceitem, será assinado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).
4.4.2 Procedimento de analise
Análise da entrevista semiestruturada:
Após a escuta da gravação das entrevistas semiestruturadas, estas serão transcritas literalmente. Será realizada a leitura extensa das transcrições das entrevistas, a fim de elencar temáticas comuns nas entrevistas. Serão elaboradas unidades de registros iniciais para temáticas em comum das entrevistas; intermediárias; e temas finais para as mesmas. A análise será feita por análise de conteúdo temática de Bardin (1977).
Análise do questionário sócio demográfico
Serão realizadas análises descritivas, médias e desvio-padrão das variáveis analisadas. Análise do questionário de satisfação
Serão realizadas análises descritivas, médias e desvio-padrão das variáveis analisadas.
4.4.3 Procedimentos éticos
O projeto da pesquisa será submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário Ritter do Reis. Todas as etapas do estudo observarão os preceitos éticos necessários em pesquisas com seres humanos conforme a Resolução 366/12 do Conselho Nacional de Saúde. A participação dos indivíduos nos estudos será voluntária, após assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, precedida pela explicação detalhada da proposta de pesquisa, preservação de sigilo dos dados.
Após as aprovações do Comitê de Ética em Pesquisa, será iniciado a coleta de dados dos participantes descritos anteriormente. Os participantes serão escolhidos por conveniência, obedecendo aos critérios de inclusão e sendo convidados a responder os instrumentos da pesquisa, serão apresentados os objetivos da pesquisa, assim como os procedimentos e aplicação dos instrumentos, a coleta será individual para os homens e mulheres.
A participação dos indivíduos no estudo será voluntária, após assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (ANEXO 3), precedida pela explicação detalhada da proposta de pesquisa, preservação de sigilo dos dados.
4 Conclusões
O presente trabalho é um projeto de pesquisa que não há dados aprofundados. Referências
a) ANJOS, Hildete Pereira dos; MELO, Luciana Barbosa de; SILVA, Kátia Regina da; RABELO, Lucélia C. Cavalcante; ARAÚJO, Marcelo Almeida. Artigo Práticas
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pedagógicas e inclusão: a sobrevivência da integração nos processos inclusivos – 2013.
b) BARDIN, Laurence. Análise de Conteúdo. 1ª edição. Brasil: 70 edições, 2007. c) BEZERRA, Giovani Ferreira; ARAUJO, Doracina Aparecida de Castro. Artigo
Inclusão escolar e educação especial: interfaces necessárias para a formação docente – 2011.
d) BRASIL. Dos Princípios Fundamentais. Constituição da República Federativa do Brasil. Artigo 3°, 1998. Disponível em:
<http://www.senado.gov.br/legislacao/const/con1988/CON1988_16.02.1998/CON198 8.shtm constituição federativa.> Acesso em: 20 Abr. 2015.
e) CUNHA, Simone Miguez; CARRILHO, Denise Madruga. O processo de adaptação ao ensino superior e o rendimento acadêmico. Psicologia Escolar e Educacional, Campinas, vol.9 nº 2. 2005.
f) MACHADO, Adriana Marcondes et al. Educação Inclusiva: Experiências Profissionais em Psicologia. 1ª edição. Brasília: CFP, 2009.
g) Ministério da Educação (MEC). Plano de desenvolvimento da educação razões, princípios e programas. http://portal.mec.gov.br/arquivos/livro/. Acesso em: 20 Abr. 2015.
h) MOREIRA, Laura Ceretta; BOLSANELLO, Maria Augusta; SEGER, Rosangela Gehrke. Ingresso e permanência na Universidade: alunos com deficiências em foco. Educ. rev. Curitiba, n.41. July/Sept. 2011.
i) MOREIRA, Laura Ceretta; BOLSANELLO, Maria Augusta; SEGER, Rosangela Gehrke. Artigo Ingresso e permanência na Universidade: alunos com deficiências em foco – 2011
j) NABUCO, Maria Eugênia. Práticas institucionais e inclusão escolar. França. 2010.
k) PACHECO, Jose et al. Caminhos para a Inclusão: um guia para o aprimoramento da equipe escolar. Porto Alegre: Artmed. 2007.
l) SARDAGNA, Helena Venites. Políticas de Educação Especial: um olhar para práticas de gestão. In: MORAES, Salete Campos (Org.). Educação inclusiva: Diferentes Significados. 1ª edição. Porto Alegre: Evangraf. 2011, p. 47.
m) SILVEIRA, Kelly Ambrosio; ENUMO, Sônia Regina Fiorim; ROSA, Edinete Maria. Artigo Concepções de professores sobre inclusão escolar e interações em ambiente inclusivo: uma revisão da literatura. Revista Brasileira de Educação Especial. Marília. vol.18, n.4, Oct./Dec. 2012.
n) VITALINO, Célia Regina. Análise da necessidade de preparação pedagógica de professores de cursos de licenciatura para inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais. Revista Brasileira de Educação Especial. vol.13, n.3. 2001, p. 399-414.