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Joao Carlos V. Sапnепtо

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I

А.Р.В. Actas do П Encontro de Portalegre

А FRONТEIRA LUSO-ESPANНOLA

NO SEC. XIX:

ESTABELECIМENTO DO

SEU

CONТROLO

Joao Carlos V.

Sапnепtо

No estudo da соевао de ит еврасо, da diferenciacao politica de ит pafs е da виа

continuidade ао 10ngo da Нist6ria, existem inumeras implicacoes geograticas. А fronteira politica joga ит раре1 decisivo neste processo: о seu estabe1ecimento, а sua solidificacao е о seu contro10.

А criacao do Corpo da Guarda Fisca1, ао 10ngo da fronteira 1uso~spanho1a па segunda metade do secu10 XIX, reflecte toda ита politica de proteccao comercia1, mas tarnЬет ита vigilancia estreita sobre :ireas perifericas, mais abertas е mais independentes, е, por isso, mais perigosas.

Atraves da rea1izacao deste traba1ho pretendo identificar е compreender os mecanismos da estruturacao е distribuicao geografica dos postos da Guarda Fisca1 е dos postos de Carabineros, que atendem, сото е 6bvio, а inumeros factores de caracterfsticas diversas. А principa1 fonte de ana1ise foi а Colec(:iio dos Boletins Oficiais das Aljiindegas (1892-1910).

Assim, para а1ет de analisar. atraves do contexto politico е s6cioecon6mico, ов motivos que !evaraт ii construcao de ита autentica "mura1ha de fiscais". tentarei re1acionar о 1evantaтento de ta! barreira, сот factores gеоgг:Шсоs (re1evo, densidade popu1aciona1 е rede vi:iria), а diversas esca!as, da naciona1 11 !оса1.

1 - А fixa.,ao da fronteira !uso-espanho!a

Jronteira portuguesa, jixada nas linhas gerais quando terminou а Reconquista, е о mais antigo limite politico da Europa, perdurando hd sete seculos сот essa jищ:iio" (Or!ando Ribeiro, 1987). Ap6s а independencia, о territ6rio vai-se delineando de Norte para Su1. Ет 1297, о Tratado de Alcaiiices, entre Portuga1 е Castela, estabe!ece definitivaтente о tracado da fronteira terrestre portuguesa.

Ет termos fisicos essa fronteira corresponde а 59% dos contornos do territ6rio naciona1, сот 1215 km de extensao: 339 km а norte е 876 km а 1este. А raia веса осира cerca de ит terco da extensao tota!, mas os cursos de agua foraт aproveitados mais сото e1ementos facilmente referenciaveis, do que сото obstaculos de dificil transposicao. Ет muitos quil6metros а linba politica coincide apenas сот pequenos ribeiros. Mesmo os maiores rios, que ет alguns trocos servem de fronteira, пет sempre concordaт сот esse limite nos trechos ет que assumem ита feicao de barreira natural. А fronteira, tanto corta va!es de dimensao notavel, сото :ireas planas. Os obstaculos naturais, segundo С. А. Medeiros, sao aproveitados ет alguns !ugares, mas пао sao а base da de!imitacao da fronteira. Ет a!gumas areas contfguas, separadas por fortes acidentes fisicos (Tras-os-Montes vs Иоп), о 1ado espanbo1 пао difere muito do 1ado portugues.

Ет termos humanos, as :ireas fronteiricas siio, де ит modo gera1, роисо povoadas, е

ha

ита tendencia para о serem cada vez mais. О desequilfbrio demografico entre о litora1 е о interior, foi-se acentuando а роисо е роисо.

"Assim, а Jronteira esta longe de соnstiшiг uт limite nашгаl; mas jorma hoje uma perjeita divis6ria de povos, separando duas tireas linguisticas que coincideт сот ela da maneira mais absoluta" (Orlando Ribeiro, 1987).

Uma fronteira pode actuar sobre а organizacao do espaco de formas muito distintas. Por vezes е ита barreira fortemente politica е economicaтente muito роисо permeavel, as populacoes ____________________________ 143 __________________________ ___

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Joao Carlos V. Sarmcnto А.Р.В.

sao "obrigadas а virar costas" ао outro lado, fomentando-se assim а passagem clandestina de pessoas е bens. Pelo contrario, quando ита fronteira funciona apenas сото ита linba simb6lica, existem intensas геlасбеs familiares е econ6micas.

О conceito de fronteira по seculo XIX е significativamente inovador: ha necessidade de determinar, de precisar е de marcar ит limite. А fronteira deixou de significar apenas ита linba imprecisa, vaga, que dividia dois estados. Е по seculo XIX que se fazem гесtifiсаСбеs, se estabelecem acordos е se assinam tratados.

А estabilidade da fronteira entre Portugal е Espanba, velha de sete seculos, пао podemos negligenciar algumas аltегасбеs de pormenor. Olivenca е,

sem

d6vida, а mais not6ria, сот осирасао do seu territ6rio pelos espanb6is, ет 1801. Existiram по entanto toda ита serie de acertos, сото foi о caso de Rio de Onor, ет Tras-os-Montes, е da Contenda de Moura, по

Alentejo.

Ет 1864 е ет 1926, dois tratados abordaт сот min6cia о tracado da fronteira. О

primeiro, 'еуа ао Acto Geral de Demarcacao, ет 1906, е о segundo inclui о acordo parcial de 1893. Segundo J.M.Cordero Torres (1960), estes tratados pretendiaт apenas confirmar е пао

modificar а fronteira existente.

2- А instituil;iio da Guarda Fiscal

А criaCao da Guarda Fiscal pode-se filiar nos "Homens de EI-Rei" ои

"Homens

da Alfandega", apesar das suas fuпсбеs пао

serem

estritaтente de fiscalizacao. Estes eraт militares е

constitufam ита especie de guarda, segundo а lei de 1461.

Ет consequencia das тоdifiсасбеs pautais iniciadas ет 1852 е do desenvolvimento do comercio externo portugues, foi promulgada, atraves do decreto de 7 de Dezembro de 1864, а

organizacao das Alfandegas, сот о objectivo de "conciliar as comodidades do comercio е dos viajantes сот as mais justas е razoaveis exigencias fiscais ".

Pelo decreto de 1 de Setembro de 1881, foraт estruturados os corpos fiscais destinados а

vigi1ancia dos portos, da raia seca е rios confinantes, estabelecendo-se preceitos sobre os diferentes servicos re1acionados сот essa fiscalizacao.

Estabelecida ет 1885, а Guarda Fiscal, "согро especial dajor{:apublica", devia defender о

Estado, по que diz respeito aos direitos е rendimentos que pelo comercio externo саЫат а Fazenda P6blica. Desta forma, este corpo, tinba por missao descobrir е reprimir о contrabando, Ьет сото

as uansgrеssбеs aos preceitos fiscais.

Atraves do Decreto de 17 de Marco de 1886, foi aprovado о plano de organizacao militar do corpo da Guarda Fiscal, que estipulava 4 Ьаtalhбеs estabelecidos ет Lisboa, Coimbra, Porto е Еуога е ита companbia independente nas Ilhas Adjacentes. Esta foi ита das medidas destinadas а valorizar о рареl das alfandegas. А outra prende-se сот а divisao da costa ет quatro zonas marftimas: а primeira сот sede по Porto, abrangendo а costa desde а foz do rio Minbo ate а barra da Vagueira; а segunda сот sede ет Lisboa, desde este

61timo

ponto ate а foz do rio Odeceixe; а

terceira, sediada ет Faro, desde esta foz ate а do Guadiana; е а quarta, tendo sede ет Ponta Delgada, compreendia os arquipelagos dos Acores е da Madeira.

Ainda ет 1886, houve ита reorganizacao das forcas empregues по servico da fiscalizacao externa aduaneira, imprimindo а estas ит "cunho militar mais vivo ". Assim, neste decreto -- de 9 de Setembro -- а Guarda Fiscal passou а compreender о comando geral, сот ита secretaria composta рог duas герartiсбеs, 4 Ьаtаlhбеs de infantaria по continente (tendo cada ит deles ита

seccao de cavalaria), 3 companhias de infantaria nas ilhas adjacentes, сот о efectivo total de 4179

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homens. Pelo Decreto de 21 de Janeiro de 1892. foi alterada а organiza<;ao da Guarda Fiscal, que passou entao а ter ита secretaria сот 3 гераrti<;беs, 4 Ьаtalhбеs de infantaria по continente (сот 1

сотрanhiа de cavalaria cada ит), 4 companhias пм IlЬм Adjacentes е 1 esquadrilha de fiscaliza<;ao da costa, пит total de 5037 homens. А Policia Fiscal, criada ет 1886, foi extinta е mandada incorporar па Guarda Fiscal. Esta, ficava assim composta por for<;as de (епа е de mar.

Os Decretos de 27 de Setembro de 1894 estabeleceram ита поуа organiza<;ao dos servi~os das Alfandegas е diversos preceitos para о servi<;o da Guarda Fiscal. Esta for<;a ficava а ser de 4 Ьаtаlhбеs, formados por companhias de infantaria е 1 de cavalaria, para о servi<;o do continente, е por 4 companhias de infantaria para as llhas Adjacentes.

Esta ampla reorganiza<;ao de 1894 рое termo а ита primeira е atribulada ероса de cria<;ao е

estrutura<;ao da Guarda Fiscal, mantendo-se ет vigor por alguns anos. А partir dela construiremos а nossa analise geografica.

3 -А distribui~o geografica do Согро da Guarda Fiscal

No conjunto до tеггitбгiо portugues, os postos да Guarda Fiscal localizam-se sempre muito ргбхimо da fronteira, formando ит quase соnпnиит de pontos (Мара 1). Observam-se obviamente

ехсер<;беs: ет determinadas faixas, os postos recuam alguns quilбmеtrоs. Esta situa<;ao е Ьет

ilustrada па агеа de Penamacor, onde existe ита especie de arco formado por арепм 7 postos, que "protegem" esse amplo espa<;o, aberto, сот роиса coesao.

No смо do litoral, sao poucas as areas ет que existe ит posto recuado по interior. Esta localiza<;ao explica-se pela necessidade de controlar os portos е as praias, pontos de chegada dos barcos, е пао espa<;os mais vastos, сото па fronteira terrestre.

На ита situa<;ao unica ао longo de toda а fronteira, quer terrestre quer marftima, по rio Guadiana. Para montante da confluencia do rio СЬan<;а (que serve de limite politico daqui para Norte) , os postos da Guarda Fiscal, para alem de acompanharem а fronteira, "seguem" о rio Guadiana (entao арепм portugues), па sua margem direita, chegando а localizar-se а cerca de 20

quilбmеtгоs da fronteira. Este facto, pode ser explicado pelo intenso comercio que se verificava по

sec. XIX ао longo do Guadiana, dado que este е navegavel ate Mertola.

Se existem certos tro<;os da fronteira ет que пао ha ит unico posto, ет perto de duas dezenas de quilбтеtгоs, о mais frequente е а distancia entre eles ser reduzida. Observam-se areas, onde о espa<;amento entre os diferentes postos е inferior а 1000 metros. Contudo, а rela<;ao entre povoamento е а reparti<;ao espacial dos postos пао е directa. Ет determinadas areas onde os postos se distribuem regularmente pode пао existir ита unica роуоа<;ао ет algumas dezenas de quilбmеtrоs (Vila Verde de Ficalho е Сбrtе do Pinho, р. е).

Mas comparemos este exemplo сот ит caso claramente oposto. Apesar da reparti<;ao dos postos da Guarda Fiscal ser muito semelhante ао longo do rio Guadiana (sec<;ao terminal) е do rio Minho, as caracterfsticas topograficas, demograficas е de acessibilidade, sao muito diferentes. Enquanto que о Minho fronteiri<;o serve de passagem, isto е, funciona сото ита "grande porta" por onde generos alimentfcios, (аЬасо, roupas, etc. sao permutados entre as popula<;oes das duas margens, о rio Guadiana е mais ит сапа! de entrada е saida. Nas suas margens пао ha duas comunidades que coexistem, mas ита via fluvial, que devido

as

caracterfsticas do espa<;o que atravessa е о principal eixo de comunica<;ao entre о litoral е о interior do Sudeste de Portugal.

Os postos de Carabineros que defrontam do lado de Hi da fronteira os postos da Guarda Fiscal, seguem иmа lбgiса de distribui<;ao muito semelhante, registando-se apenas ит maior espa<;amento entre eles. А malha е mais lassa сото о е а de toda а organiza<;ao do espa<;o espanhol.

А distribui<;ao dos postos da Guarda Fiscal е hierarquicamente mais "descentralizada" do que а dos postos de Carabineros (Мара Щ. На assim ит numero muito superior de "postos principais" da Guarda Fiscal ет relacao aos correspondentes de Carabineros (36 para 7). De иm

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Jозо Carlos У. Sarmento А.Р.Н. posto principal de Carabineros dependem muito mais postos secundarios, que se distribuem рог uma mais extensa faixa raiana.

Tentando uma ап:Шsе mais pormenorizada, foram seleccionadas algumas :\reas fronteiricas сот caracterfsticas diferentes: о Norte do Minbo, а агеа de Chaves, о Douro Internacional е о Nordeste Alentejano.

А primeira агеа apresenta densidades populacionais elevadas, sobretudo junto ао rio Minbo. As роvоасбеs ribeirinbas sao ligadas por um importante eixo vi:\rio ао longo da margem. Nas :\reas ет que а altitude е elevada (serras da Peneda, do Soajo е do Geres), о povoamento е fraco е а rede vi:\ria е muito escassa.

А distribuicao dos postos da Guarda Fiscal vai reflectir estes factores. Assim, h:i uma malha apertada de postos paralela ао rio Minbo. А fronteira, facilmente transponfvel, apresentava 6ptimos locais para о contrabando entre as duas margens. ,Nas freguesias de Castro Laboreiro е de Gavieira, os postos пао se localizam junto ii raia, mas sim sobre а principal ligacao vi:\ria, um pouco recuada.

А fraca densidade populacional е о caracter montanboso, explicam Ьет esta ditribuicao.

Na segunda меа escolhida (меа de Chaves), е visfvel а concentracao de postos da Guarda Fiscal ет torno da passagem que а freguesia de Vila Verde da Raia constitui. А ligacao entre а Galiza interior е este norte Transmontano faz-se de Verin para а veiga de Chaves, onde о relevo пао constitui obstaculo, о povoamento е mais denso е as actividades ligadas ii agricultura е ао

comercio se concentram.

Ао longo do Douro internacional е possfvel observar que quer as densidades populacionais mais elevadas (ainda que muito baixas), quer а localizacao da grande maioria dos postos da Guarda Fiscal, estao pr6ximos do vale. Ао longo da margem, ainda que interior, passa tambem а estrada que liga Freixo de Espada ii Cinta а Miranda do Douro. Apesar das caracterfsticas do povoamento е do encaixe vigoroso do rio Douro que constitui aqui uma forte barreira natural, h:i uma quantidade apreciavel de postos da Guarda Fiscal (19), entre as freguesias de Picote е de Poiares. Segundo MagalMes Basto (1923), apesar de existirem pouqufssimas геlасбеs по Inverno, entre portugueses е espanb6is, по Уегао, о rio ега atravessado ет jangadas ou atraves de um саЬо de vai е vem, suspenso sobre о abismo.

Analisemos agora а faixa raiana dos concelhos de Nisa, de Castelo de Vide, de Marvao, de Portalegre е de Arronches, que se caracteriza по conjunto рог uma fraca densidade populacional. As геlасбеs entre as рорulасбеs dos dois lados da fronteira sao pouco frequentes, е assim, nesta меа, os postos quer da Guarda Fiscal quer dos Carabineros sao bastante espacados, apesar de пао estarem cartografados dois postos portugueses е 6 postos do lado espanbol. О relevo (Serra de S. Mamede) condiciona fortemente quer а distribuicao dos nucleos populacionais, quer а estrutura da rede viaria. А orientacao geral, а altitude е as caracterfsticas acidentadas da topografia estruturam е limitam, ет definitivo os contactos transfronteiricos.

4 -А eficacia da barreira fiscal

Сот Ьзsе nestes exemplos observamos uma estreita relacao entre о relevo, а distribuicao da populacao, а malha da rede viaria е а localizacao dos postos da Guarda Fiscal. Assim, enquanto que о primeiro factor е inversamente proporcional а existencia de postos, os outros dois sao directamente proporcionais. Confirma-se tambem а ideia de que а distancia dos postos da Guarda Fiscal а fronteira esta estreitamente relacionada сот factores de ordem demografica е сот а facilidade de penetracao по hinterland. Sempre que а populacao е escassa h:i um recuo dos postos da Guarda Fiscal. В, по entanto, de salientar que пет sempre altitudes elevadas significam fraca acessibilidade, пет baixas altitudes representam сотuпiсасбеs facilitadas (о сзsо da serra algarvia). Sao mais as caracterfsticas topogr:ificas que se relacionam· сот а densidade populacional е consequentemente сот о пйтего de postos fiscais. Nem sempre uma forte barreira fisica impede as

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геlасбеs fronteiricas: bastara comparar as faixas limitrofes da Serra da Peneda е do Douro

Internacional. Na primeira о. postos fiscais praticamente desaparecem face а ausencia de contactos;

по Оошо о rio согге ет profundo barranco, entre margens abruptas, mas as ligафеs

multiplicam-se.

А primeira conclusao а retirar do estudo refere-se а distribuicao espacial dos postos da Guarda Fiscal cuja malha foi construida sob criterios validos е reparte-se de ита forma racional е

potencialmente eficaz. А quantidade de postos е а sua distancia а fronteira esta assim claramente associada сот os factores ja referidos.

Esta "muralha" de postos fiscais vai tentar controlar os itinerarios de mais intensa inter-comunicacao dos povos fronteiricos, as trouees de interesse estrategico е econ6mico, alguns trocos do litoral, а veiga de Chaves, о planalto da Senhora da Luz, о planalto da Guarda, etc.

Apesar de todo este dispositivo, foi possivel constatar, atraves dos louvores atribuidos рог

missбеs de сатро, que о volume de аргеепsбеs de contrabando foi insignificante. На assim um

resultado surpreendente: а barreira пзо funciona. Dado que а existencia de contrabando ао longo de toda а raia е um dado inquestionavel, о resultado а que se chega е que os postos da Guarda Fiscal е

os seus respectivos homens пао cumpriam о determinado па lеgislасзо, ои seja, "а сопсiliасао das comodidades do comercio е dos viajantes сот as mais justas е razoaveis exigencias fiscais".

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