PARECER CÂMARA APROVADO EM

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INTERESSADO: Conselho Estadual de Educação de Mato Grosso do Sul

ASSUNTO: Pa r ecer Or ien t a t ivo s ob r e a a p lica b ilid a d e d a Delib er a çã o CE E / MS nº 8144/2006

RELATORA: Consª Mariuza Aparecida Camillo Guimarães PARECER: 137/2007

CÂMARA: Plenária

APROVADO EM: 18/05/2007

O p r es en t e d ocu m en t o foi ela b or a d o p a r t in d o d e d u a s qu es t ões qu e s e d es t a ca r a m com a im p la n t a çã o, p ela Delib er a çã o CE E / MS n º 8 1 4 4 / 2 0 0 6 , d o Ensino Fundamental organizado em 9 anos e a matrícula das crianças com 6 (s e is ) an o s c o m ple t o s , qu a is s eja m : a m ob ilid a d e e a ela b or a çã o d e u m a n ova Pr op os t a Ped a gógica . Des s a for m a , a qu i r ea fir m a r em os os p r eceit os lega is d es t a n ova or ga n iza çã o e s u a s n eces s id a d es d o p on t o d e vis t a p ed a gógico e teórico-prático.

E m u m a p er s p ect iva h is t ór ica p od em os con s id er a r qu e a Lei n º 9 .3 9 4 / 9 6 , a va n çou b a s t a n t e em r ela çã o à s d em a is legis la ções ed u ca cion a is exis t en t es (Lei nº 4.024/61, Lei nº 5.692/71 e Lei nº 7.044/82).

No ca m p o d a E d u ca çã o Bá s ica , em b or a a or ga n iza çã o em s ér ies a n u a is ou p er íod os s em es t r a is e ciclos já fos s e d e con h ecim en t o p r évio em n os s os s is t em a s e es cola s , a flexib iliza çã o d os t em p os es cola r es , b a s ea d a n a autonomia da escola, desde que observadas as normas curriculares e os demais dispositivos legais, é um dos principais mecanismos da Lei.

A n ova or ga n iza çã o d e cla s s es , in d ep en d en t es d e s ér ies ou p er íod os , p a r a a gr u p a m en t o d e a lu n os com equ iva len t es n íveis d e a p r oveit a m en t o, a b r iu u m lequ e d e p os s ib ilid a d es qu e veio d is p on ib iliza r vá r ia s a lt er n a t iva s d e or ga n iza çã o p a r a o E n s in o Fu n d a m en t a l d e 9 a n os , a s s egu r a d o p ela Lei n º 11.274/2006.

As s im , os d ocu m en t os d o ME C p a r a a im p la n t a çã o d o E n s in o Fu n d a m en t a l d e n ove a n os t r a t a r a m d a qu es t ã o em s u a s or ien t a ções1, e,

n es t es , p er ceb e-s e qu e os d ois p r im eir os a n os s em p r e a p a r ecem com u m a or ga n iza çã o d e p er íod o d e a lfa b et iza çã o. Por qu e is t o? His t or ica m en t e, n os s o Pa ís a p r es en t a u m a t r a jet ór ia ver gon h os a d e a n a lfa b et is m o, b em com o d e crianças que chegam ao final do Ensino Fundamental sem o domínio do mundo lecto-es cr it o, ou a in d a , a n a lfa b et os fu n cion a is . Is t o s em con t a r os a lt os ín d ices d e r ep et ên cia e eva s ã o es cola r . E s s a é u m a s it u a çã o qu e s em p r e in com od ou , e vá r ia s p olít ica s t êm s id o en ca m in h a d a s p a r a s a n a r o p r ob lem a , com o os p r ogr a m a s d e a lfa b et iza çã o d e a d u lt os e d e a celer a çã o d e es t u d os , d en t r e outros.

Embor a es t a s p olít ica s t en h a m con t r ib u íd o p a r a d im in u ir o p r ob lem a , t od a s es s a s a ções s ã o volt a d a s p a r a d ep ois d e o p r oces s o já es t a r in s t a la d o, ou s eja , a cr ia n ça s e t or n ou a d oles cen t e ou a d u lt o qu e es t eve m a t r icu la d o em in s t it u ições es cola r es , m a s n ã o a d qu ir iu os con h ecim en t os qu e ob r iga t or ia m en t e es s a s in s t it u ições d ever ia m t er p r op or cion a d o, s a lvo, é cla r o, aqueles que não tiveram acesso a estas.

Pa r a a s cr ia n ça s qu e ch ega va m em u m a in s t it u içã o ed u ca cion a l p ela p r im eir a vez, ou p a r a a qu ela s qu e fr eqü en t a r a m a E d u ca çã o In fa n t il e qu e es t a va m en t r a n d o p a r a o en s in o ob r iga t ór io, a lgu m a s m ed id a s vin h a m s en d o t om a d a s n o s en t id o d e a m p lia r o t em p o d es t in a d o a o p r oces s o d e a lfa b et iza çã o por ora organizado no Ensino Fundamental.

Observava-s e qu e, p a r a a lgu m a s cr ia n ça s , o p er íod o p r op os t o er a s u ficien t e, m es m o p or qu e em ou t r a s cir cu n s t â n cia s t iver a m exp er iên cia s qu e a m p lia r a m o s eu a p r en d iza d o. Pa r a ou t r a s , t a is exp er iên cia s n ã o t iver a m a

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Continuação do Parecer CEE/MS nº 137/2007 pág. 2 m es m a d im en s ã o, a s s im s en d o, p a r a es t a s ú lt im a s es s e t em p o p r ecis a va s er ampliado.

Foi com es t e in t u it o qu e os d ocu m en t os d o ME C en fa t iza r a m u m p er íod o m a ior d e a lfa b et iza çã o, p ois s a b em os qu e o a p r en d iza d o é u m p r oces s o subjetivo e que algumas crianças precisam de um tempo menor e outras de um tempo maior para aprender. A aprendizagem é um processo e como tal depende de um conjunto de fatores que não podem ser avaliados separadamente.

Nes s e s en t id o, n ã o p od em os “s egu r a r ” a qu ela s cr ia n ça s qu e ch ega m à s in s t it u ições ed u ca cion a is com con h ecim en t os e d es en volvim en t o s u p er ior a o a n o ou s ér ie em qu e foi m a t r icu la d a , a d qu ir id os d en t r o ou for a d e a lgu m a in s t it u içã o ed u ca t iva , exigin d o a s u a p er m a n ên cia s om en t e p or qu e p r ecis a constar tais conteúdos curriculares em seu histórico de vida escolar.

E s t e é u m d os s en t id os d a m ob ilid a d e. Algu m a s cr ia n ça s ir ã o p r ecis a r d e d ois ou a t é t r ês a n os p a r a s e a lfa b et iza r em , ou t r a s n ã o. E n t r et a n t o, m over u m a cr ia n ça d e u m a s ér ie p a r a ou t r a n ã o p od e s er u m a r egr a , p ois es t e é u m m eca n is m o qu e d eve s er u t iliza d o s om en t e p a r a a qu ela s qu e r ea lm en t e apresentam con d ições p a r a t a n t o e t en h a m a id a d e exigid a p a r a a en t r a d a n o Ensino Fundamental estabelecida na Deliberação CEE/MS nº 8144/2006:

Ar t . 9 ° A cr ia n ça qu e t iver 6 (s eis ) a n os d e id a d e, com p let os n o in ício d o a n o let ivo, d ever á s er m a t r icu la d a n o primeir o a n o d o E n s in o Fu n d a m en t a l, com d u r a çã o d e 9 (nove) anos.

§ 1 º À cr ia n ça qu e vier a com p let a r 6 (s eis ) a n os d e id a d e, n o d ecor r er d o m ês d e in ício d o a n o let ivo, fa cu lt a r -se-á a m a t r ícu la n o p r im eir o a n o d o E n s in o Fu n d a m en t a l, com duração de 9 (nove) anos.

§ 2 º As cr ia n ça s qu e com p let a r em 6 (s eis ) a n os d e id a d e, a p ós o p r im eir o m ês d o in ício d o a n o let ivo, em cu r s o, deverão ser matriculadas na Educação Infantil.

Um outro aspecto, que inclusive foi garantido na Lei nº 9.394/96, mas que a qu i d evem os ob s er va r é a ver ifica çã o d e r en d im en t o es cola r , com vis t a s a d et ect a r o gr a u d e p r ogr es s o d o a lu n o em ca d a con t eú d o e, a in d a , o levantamento de suas dificuldades visando à sua recuperação.

A in s u ficiên cia d e r en d im en t o es cola r é ob jet o d e r ecu p er a çã o, m a s a com p r ova çã o d e qu e a cr ia n ça já p os s u i t a l con h ecim en t o é u m in d ica t ivo d e qu e ela p r ecis a d e ou t r os con h ecim en t os p a r a a lém d a qu eles qu e já p os s u i. Pa r a is s o é qu e a Lei n º 9 .3 9 4 / 9 6 t a m b ém a d m it e a a celer a çã o d e es t u d os p a r a a lu n os com a t r a s o es cola r , b em com o o a va n ço em cu r s os e s ér ies m ed ia n t e verificação do aprendizado (art. 24, inciso V).

É a in d a , n o in t u it o d e p r op icia r à cr ia n ça a op or t u n id a d e d a a qu is içã o d e ou t r os con h ecim en t os p a r a a lém d a qu eles qu e já p os s u i, qu e es t e Con s elh o concebeu o mecanismo da mobilidade.

No en t a n t o, qu a n d o p en s a m os n a cr ia n ça qu e p a s s a r á p elo p r oced im en t o d e m ob ilid a d e, t em os qu e t er cr it ér ios cla r os e u m a Pr op os t a Ped a gógica coer en t e p a r a qu e es s a cr ia n ça , qu e n u n ca p a s s ou p or u m a a va lia çã o es cola r , n ã o s eja s u b m et id a a p r een ch im en t o d e fich a s ou a in d a a “p r ovin h a s ” qu e n em s em p r e exp r es s a m a qu ilo qu e ela con h ece. A ob s er va çã o d a cr ia n ça p a r a a s u a m ovim en t a çã o, ou n ã o, d eve s er n o s en t id o d e r es p eit a r os con h ecim en t os p r évios d a cr ia n ça , m oven d o-a p a r a u m a t u r m a com con h ecimentos compatíveis aos seus e não como uma forma de punição ou de premiação:

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Continuação do Parecer CEE/MS nº 137/2007 pág. 3 [...] os s is t em a s d evem a d m in is t r a r u m a p r op os t a cu r r icu la r , qu e a s s egu r e a s a p r en d iza gen s n eces s á r ia s a o p r os s egu im en t o, com s u ces s o, n os es t u d os t a n t o à s cr ia n ça s d e s eis a n os qu a n t o à s d e s et e a n os d e id a d e qu e es t ã o in gr es s a n d o em 2 0 0 6 , b em com o à s cr ia n ça s in gr es s a n t es n o, a t é en t ã o, en s in o fu n d a m en t a l d e oit o anos. (BRASIL, 2006a, p. 07)

Qu a n d o d a im p la n t a çã o d o E n s in o Fu n d a m en t a l d e 9 a n os em Ma t o Gr os s o d o S u l, o Con s elh o E s t a d u a l d e E d u ca çã o d e Ma t o Gr os s o d o S u l (CE E / MS ), n a qu a lid a d e d e ór gã o n or m a t ivo d o S is t em a E s t a d u a l d e E n s in o, regulamentou as Leis nos 11.114/2005 e 11.274/2006, por meio da Deliberação

CEE/MS nº 8144, de 09/10/2006, e da Indicação nº 49/2006.

Na cit a d a d elib er a çã o con s t a m d is p os it ivos qu e a s s egu r a m a efet iva çã o d a m ob ilid a d e d os a lu n os m a t r icu la d os n o 1 º a n o d o E n s in o Fu n d a m en t a l e a in d a a t r a n s p os içã o d o E n s in o Fu n d a m en t a l com d u r a çã o d e 8 a n os p a r a o d e 9 anos.

A mobilidade, no entendimento deste Conselho, trata-se de um mecanismo que po de s e r u t iliz ado p ela in s t it u içã o d e en s in o p a r a b en eficia r o a lu n o m a t r icu la d o n o 1 º a n o d o E n s in o Fu n d a m en t a l qu e a p r es en t e os con h ecim en t os , com p et ên cia s e h a b ilid a d es p r evis t os n a Pr op os t a Ped a gógica p a r a o a n o d e es cola r iza çã o, a cim a cit a d o. E s s a p os s ib ilid a d e é p r evis t a n o a r t . 11 da supracitada deliberação nos seguintes termos:

Ar t . 1 1 . Fica a cr it ér io d a in s t it u içã o d e en s in o a d efin içã o em s u a Pr op os t a Ped a gógica e Regim en t o E s cola r , d a or ga n iza çã o d e u m a fa s e in icia l d e a lfa b et iza çã o, com p r ogr es s ã o con t in u a d a , fa vor ecen d o a o a lu n o a m ob ilid a d e, d e a cor d o com o d es en volvim en t o d e s u a a p r en d iza gem e ga r a n t in d o u m t em p o efet ivo p a r a o p r oces s o d e let r a m en t o e alfabetização.

A fas e in ic ial de alfabe t iz aç ão , c o m pro gre s s ão c o n t in u ada con s t it u i-se d e u m b loco ou ciclo d e d ois a n os let ivos (ou m a is ) d es t in a d os à a lfa b et iza çã o d a s cr ia n ça s in gr es s a n t es n o E n s in o Fu n d a m en t a l, en t r e os qu a is n ã o d eve ocor r er a r et en çã o/ r ep r ova çã o d o a lu n o n o fin a l d o a n o let ivo. Ou s eja , a cr ia n ça qu e cu r s ou t od o o 1 º a n o d o E n s in o Fu n d a m en t a l t er á p r ogr es s ã o/ a p r ova çã o p a r a o 2 º a n o n o fin al daqu e le an o le t iv o , in d ep en d en t em en t e d o r es u lt a d o d e s eu d es em p en h o. A r et en çã o/ r ep r ova çã o d o a lu n o, s e for o ca s o, s ó p od er á ocor r er n o fin a l d o ú lt im o a n o let ivo d o b loco ou ciclo.

É im p or t a n t e r es s a lt a r qu e es t a fas e in ic ial de alfabe t iz aç ão , c o m pro gre s s ão c o n t in u ada s ó p od er á s er a d ot a d a p ela u n id a d e d e en s in o s e es t iver con t em p la d a n a Pr op os t a Ped a gógica e p r es cr it a n o Regim en t o E s cola r . A u t iliza çã o ou n ã o d o m eca n is m o d a m ob ilid a d e, p r evis t a n o s u p r a cit a d o a r t igo 1 1 , fica a cr it ér io d a u n id a d e es cola r , d es d e qu e ob s er va d o o desenvolvimento da aprendizagem da criança e a determinação citada.

A m ob ilid a d e, dife re n t e m e n t e da pro gre s s ão c o n tinuada, t r a t a -s e d e u m m eca n is m o p elo qu a l é p os s ib ilit a d o, n o â m b it o d a s es cola s p er t en cen t es a o S is t em a E s t a d u a l d e E n s in o, a m ovim en t a çã o d o a lu n o m a t r icu la d o n o 1 º a n o d o E n s in o Fu n d a m en t a l p a r a o 2 º a n o, n o de c o rre r do an o le t iv o , s en d o r ecom en d a d a n os d ois p r im eir os m es es d e a t ivid a d es let iva s , d es d e qu e apresentadas as condições requeridas para tanto.

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Continuação do Parecer CEE/MS nº 137/2007 pág. 4 As con d ições p a r a a efet iva çã o d a m ob ilid a d e p ela in s t it u içã o d e en s in o d evem , con for m e a In d ica çã o CE E / MS n º 4 9 / 2 0 0 6 ², es t a r p r evis t a s n a Pr op os t a Ped a gógica e d ecor r en t e r egu la m en t a çã o n o Regim en t o E s cola r cor r es p on d en t e, com a in d ica çã o cla r a e p r ecis a d os cr it ér ios qu e d evem orientar sua realização, sendo necessários, dentre outros, os seguintes:

1.a d em on s t r a çã o p elo a lu n o d e con h ecim en t os , com p et ên cia s e h a b ilid a d es s u p er ior es ou , n o m ín im o, equ iva len t es a o p r op os t o p a r a o 1 º a n o do Ensino Fundamental;

2.a idade exigida para o ingresso no Ensino Fundamental; 3.o grau de maturidade da criança que pode ser traduzido como:

a - a d em on s t r a çã o d a cr ia n ça , ju n t o a o gr u p o, d e qu e con s egu e cu id a r d e si própria com autonomia, em relação ao seu cotidiano escolar,

b - a com p r een s ã o e r es p os t a s , p ela cr ia n ça , d a s d em a n d a s qu e lh e s er ã o exigidas na fase subseqüente.

A in d ica çã o d es t es cr it ér ios p r es s u p õe qu e o cu r r ícu lo s eja or ga n iza d o observando os conhecimentos que as crianças possuem, independente de haver freqüentado a Educação Infantil, já que esta etapa de ensino não é indicativa de acesso ao Ensino Fundamental (art. 31 da Lei nº 9.394/96).

Os cr it ér ios d e a va lia çã o d evem s er coer en t es com a fa s e d e d es en volvim en t o em qu e a cr ia n ça s e en con t r a , con s id er a n d o qu e ela n ã o es t á h a b it u a d a a u m p r oces s o r ígid o d e a va lia çã o com p r ova s ou t es t es d e averiguação de conhecimentos.

Na Pr op os t a Ped a gógica e n o Regim en t o E s cola r d a in s t it u içã o d e en s in o d evem con s t a r a in d a : o p er íod o d a r ea liza çã o d a m ob ilid a d e, os m eca n is m os e in s t r u m en t os d e a va lia çã o u t iliza d os p ela es cola p a r a a id en t ifica çã o d a r ea l s it u a çã o d o a lu n o fr en t e a os cr it ér ios a cim a m en cion a d os e o in s t r u m en t o lega l - Por t a r ia ou At a - or ga n iza d o e a s s in a d o p ela d ir eçã o es cola r , r ela t ivo à m ovim en t a çã o d o a lu n o p a r a o a n o es cola r s egu in t e, d ocu m en t o es t e a s er a r qu iva d o n o p r on t u á r io d o a lu n o, a lém d e ou t r a s m ed id a s a d m in is t r a t iva s relativas ao registro nos documentos escolares.

Im p or t a n t e d es t a ca r qu e a Delib er a çã o CE E / MS n º 8 1 4 4 / 2 0 0 6 , em s eu art. 15, assim dispõe:

Ar t 1 5 . Na s s it u a ções p r evis t a s n os art s . 1 2 e 1 33, as in s t it u ições d e en s in o d ever ã o a d equ a r s u a Pr op os t a Ped a gógica e Regim en t o E s cola r a o d is p os t o n es t a n or m a , até o início do ano letivo de 2007.

Pa r á gr a fo ú n ico. A ela b or a çã o d e n ova Pr op os t a Ped a gógica e Regimento Escolar dar-se-á no decorrer do ano de 2007. Is s o im p lica qu e a es cola qu e op t ou p ela a p lica çã o d o m eca n is m o d a mobilidade deveria t e r pre v is t o t ais c rit é rio s e c o n diç õ e s de s u a re aliz aç ão antes do início do ano letivo de 2007.

A d ecis ã o d es t e Con s elh o E s t a d u a l d e E d u ca çã o em p er m it ir a m ob ilid a d e p a r a o 2 º a n o d os a lu n os m a t r icu la d os n o 1 º a n o d o E n s in o Fu n d a m en t a l d e 9 a n os , d ecor r eu d a s or ien t a ções d o ME C es cr it a s em 2 0 0 4 e 2 0 0 6 , con for m e referências bibliográficas e da consistência dos argumentos apresentados pelos p a r t icip a n t es d a s a u d iên cia s p ú b lica s r ea liza d a s p a r a d is cu s s ã o d a m in u t a d a Deliberação CEE/MS nº 8144/2006, os quais foram suficientes para comprovar os p r eju ízos d a qu ela s cr ia n ça s or iu n d a s , ou n ã o, d a fa s e fin a l d a E d u ca çã o In fa n t il e d e ou t r a s , c o m 7 an o s c o m ple t o s o u a c o m ple t ar n o de c o rre r do an o le t iv o qu e a p r es en t a m a s com p et ên cia s , con h ecim en t os e h a b ilid a d es p r evis t a s p a r a o 1 º a n o d o E n s in o Fu n d a m en t a l d e 9 a n os . Ou s eja , s e a p ós a m a t r ícu la e n o d ecor r er d o p er íod o let ivo is s o fica r com p r ova d o, a p er m a n ên cia

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Continuação do Parecer CEE/MS nº 137/2007 pág. 5 d es s a cr ia n ça n o 1 º a n o d o E n s in o Fu n d a m en t a l d e 9 a n os n ã o r es u lt a r ia em a va n ço n os s eu s con h ecim en t os e, em a s s im s en d o, m a n t ê-la n o p r im eir o a n o, a lém d e fr u s t r a n t e p a r a a cr ia n ça , s er ia m ed id a in ib id or a n o s eu p r oces s o d e a p r en d iza gem in icia d o n a E d u ca çã o In fa n t il ou es t im u la d o e d es en volvid o n o meio social em que está inserida.

Tod a s a s cr ia n ça s in gr es s a n t es n o E n s in o Fu n d a m en t a l d e 9 a n os , em princípio, s ão c an didat as à m o bilidade , n o en t a n t o, en fa t iza -s e qu e es t e Con s elh o t em or ien t a d o - qu a n t o à efet iva çã o d a m ob ilid a d e p ela s in s t it u ições d e en s in o - qu e es s a p os s ib ilid a d e n ão po de s e r o fe re c ida m as s iv am e n t e e s im para aqu e las c rian ç as qu e s e e n qu adrare m n o s c rit é rio s e n as condições anteriormente descritos.

A d efin içã o d a s cr ia n ça s s u jeit a s à m ob ilid a d e d ep en d e d a a p lica çã o r es p on s á vel, p or p a r t e d a in s t it u içã o d e en s in o, d os cr it ér ios es t a b elecid os n a s normas deste Conselho em sua Proposta Pedagógica.

Nes t e con t ext o, o CE E / MS r egu la m en t ou d e for m a cla r a e p r ecis a qu a n d o d a In d ica çã o CE E / MS n º 4 9 / 2 0 0 6 e d a Delib er a çã o CE E / MS n º 8 1 4 4 / 2 0 0 6 es t a b elecen d o or ien t a ções , en t en d im en t os e d et er m in a ções r efer en t es à Pr op os t a Ped a gógica e a o Regim en t o E s cola r , o qu e vir ia a t en d er os a r t s . 1 0 , 1 1 , 1 24, 1 3 e 1 45, d a Delib er a çã o CE E / MS n º 6 3 6 3 / 2 0 0 1 , d eixa n d o a cr it ér io

d a es cola a d efin içã o d e s u a or ga n iza çã o, con for m e o a r t . 2 3 d a Lei n º 9.394/96.

As es p ecifica ções r efer en t es à s a d equ a ções d a Pr op os t a Ped a gógica e d o Regimento Escolar, previstas no art. 15 da Deliberação CEE/MS nº 8144/2006, para o ano letivo de 2007 deveriam, portanto, contemplar:

- cr it ér ios p a r a a or ga n iza çã o d e u m a fa s e in icia l d e a lfa b et iza çã o com progressão continuada, condição que garantiria a mobilidade;

- cr it ér ios p a r a a t r a n s p os içã o, s e for o ca s o, ob s er va n d o o desenvolvimento e a aprendizagem da criança, no sentido de garantir um tempo efetivo para o processo de letramento e alfabetização; e

- d efin içã o d a or ga n iza çã o cu r r icu la r , d en t r e ou t r a s a lt er a ções n o funcionamento da escola no âmbito da Educação Básica.

Nes s e s en t id o, é fu n d a m en t a l ob s er va r qu e a es cola , a o ela b or a r s u a Pr op os t a Ped a gógica , a lém d e a b r a n ger a E d u ca çã o Bá s ica – E d u ca çã o In fa n t il, E n s in o Fu n d a m en t a l e E n s in o Méd io – d ever á t er r efer ên cia s d o p ú b lico d e ca d a u m a d es t a s et a p a s , e a qu i, p a r t icu la r m en t e, d a cr ia n ça qu e p od er á s er m ovid a , d e for m a a ofer ecer u m cu r r ícu lo n o E n s in o Fu n d a m en t a l qu e com p lem en t e a s exp er iên cia s viven cia d a s a t é en t ã o, e qu e, a p ós es t a et a p a , ela apresente condições para prosseguir em seus estudos.

Con s id er a n d o es s es a s p ect os , cu m p r e d es t a ca r , n o p r es en t e d ocu m en t o, a s ca r a ct er ís t ica s a p r es en t a d a s p or cr ia n ça s qu e es t ã o n a fa ixa et á r ia in d icada p a r a a E d u ca çã o In fa n t il6, con for m e es t a b elecid o n a Polít ica E s t a d u a l p a r a

E d u ca çã o In fa n t il d o E s t a d o d e Ma t o Gr os s o d o S u l e qu e, a o fin a l d es t a et a p a , algumas estarão no Ensino Fundamental, e ainda, uma parte destas poderá ser sujeita à mobilidade, desde que tenham competências para tal.

A Política indica que estas crianças:

- vêm d e d ifer en t es et n ia s , r a ça s , cr en ça s e cla s s es s ocia is , p or t a n t o p os s u em cos t u m es e va lor es , cu lt u r a is e s ocia is , p r es en t es n o s eu con t ext o m a is im ed ia t o, qu e in t er fer em e influenciam na sua percepção e inserção no mundo social; - d ia n t e d a s d es igu a ld a d es s ocia is , d es em p en h a m p a p éis , in clu s ive d e t r a b a lh o, n o in t er ior d a fa m ília e for a d ela , o qu e d em on s t r a qu e a s cr ia n ça s s ã o ca p a zes d e cr ia r , d e vestir-se, de comer sozinha e de ter autonomia;

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Continuação do Parecer CEE/MS nº 137/2007 pág. 6 - encontram-s e em u m t em p o d e vid a em p er m a n en t e construção social;

- t êm ca r a ct er ís t ica s p r óp r ia s qu e a s d is t in gu em d a s d e ou t r a s fa ixa s et á r ia s , s ob r et u d o p ela im a gin a çã o, a cu r ios id a d e, o m ovim en t o e o d es ejo d e a p r en d er , a lia d os à sua for m a p r ivilegia d a d e con h ecer o m u n d o p or m eio d o brincar;

- a p r es en t a m gr a n d es p os s ib ilid a d es d e s im b oliza r e com p r een d er o m u n d o, es t r u t u r a n d o s eu p en s a m en t o e fazendo uso de múltiplas linguagens;

- gostam de participar de jogos que envolvem regras;

- vivem u m m om en t o cr u cia l d e s u a s vid a s n o qu e s e r efer e à construção de sua autonomia e de sua identidade;

- es t a b elecem t a m b ém la ços s ocia is e a fet ivos e con s t r oem s eu s con h ecim en t os n a in t er a çã o com ou t r a s cr ia n ça s d a m es m a fa ixa et á r ia , b em com o com a d u lt os com os qu a is s e relacionam;

- d es en volvem e t êm u m a u m en t o s ign ifica t ivo d a ca p a cid a d e d e com p r een s ã o e d e exp r es s ã o, qu a n d o estimuladas;

- in icia m e com p let a m d u r a n t e t od o o p er cu r s o d a E d u ca çã o In fa n t il, o p r oces s o d e a qu is içã o d e t od os os s on s da fala;

- con t a m h is t ór ia s e n a r r a m fa t os d e m od o or ga n iza d o fa zen d o u s o p len o d e s u a s p os s ib ilid a d es d e r ep r es en t a r o m u n d o, con s t r u in d o, a p a r t ir d e u m a lógica p r óp r ia e exp lica ções m á gica s p a r a com p r een d ê-lo. (Ma t o Gr os s o d o Sul, 2006, p.27-28)7

A citada Política afirma ainda que

[...] as propostas pedagógicas devem observar que apesar de o d es en volvim en t o in fa n t il s egu ir p r oces s os s em elh a n t es em t od a s a s cr ia n ça s , es t a s t êm r it m os e m od os in d ivid u a is p ecu lia r es a ca d a u m a , qu e d evem s er leva d os em con t a . É n a s in t er a ções com a s ou t r a s p es s oa s - a d u lt o-criança, criança-criança - qu e a s cr ia n ça s s e d es en volvem , con s t r oem e p r od u zem con h ecim en t o; qu e o a fet ivo – o ca r in h o, o a fa go, o t oqu e, o colo - s ã o fu n d a m en t a is n es s e p r oces s o; qu e a in t er a çã o fa m ília cen t r o e/ ou es cola -família, devem ser estimuladas e garantidas, pois a família – b iológica ou n ã o – é u m a r efer ên cia im p or t a n t e. (Ma t o Grosso do Sul, 2006, p. 28)8.

A a fir m a çã o a cim a n os r em et e à im p or t â n cia d o p la n eja m en t o d o E n s in o Fundamental de 9 anos, de uma Proposta Pedagógica clara que deve considerar a s exp er iên cia s e con h ecim en t os t r a zid os p ela s cr ia n ça s in gr es s a n t es n es s a etapa de ensino e que algumas delas serão sujeitas à mobilidade.

Tom a n d o, p or exem p lo, t r ês d ifer en t es es t u d ios os d o d es en volvimento in fa n t il, é p os s ível a va n ça r m os n es t a d is cu s s ã o. Pa r a Hen r i Wa llon , o d es en volvim en t o d a in t eligên cia d ep en d e d a s exp er iên cia s ofer ecid a s p elo m eio e d o gr a u d e a p r op r ia çã o qu e o s u jeit o fa z d ela s (Felip e, in Cr a id y e Ha er ch er , 2 0 0 1 , p . 2 8 )9. O a u t or ob s er va a lgu n s p er íod os ou fa s es d o d es en volvim en t o

in fa n t il e a qu i d es t a ca m os o qu e ele ch a m a d e personalismo, qu e va i d os t r ês a os s eis a n os a p r oxim a d a m en t e, e o e s tá gio ca te goria l, in d ica d o a os s eis a n os ,

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Continuação do Parecer CEE/MS nº 137/2007 pág. 7 qu e é qu a n d o a cr ia n ça d ir ige o s eu in t er es s e p a r a o con h ecim en t o e a con qu is t a d o m u n d o ext er ior , em fu n çã o d o p r ogr es s o in t elect u a l qu e conseguiu conquistar até então (2001, p. 29)10.

Pa r a Vygot s k y, o fu n cion a m en t o p s icológico es t r u t u r a -s e a p a r t ir d a s r ela ções s ocia is es t a b elecid a s en t r e o in d ivíd u o e o m u n d o ext er ior . Ta is r ela ções ocor r em d en t r o d e con t ext os h is t ór ico e s ocia l, n o qu a l a cu lt u r a d es em p en h a u m p a p el fu n d a m en t a l, for n ecen d o a o in d ivíd u o os s is t em a s simbólicos de representação da realidade (2001, p. 29)11.

Pia get a fir m a qu e con h ecer s ign ifica in s er ir o ob jet o d e con h ecim en t o em u m d et er m in a d o s is t em a d e r ela ções , p a r t in d o d e u m a a çã o execu t a d a s ob r e o r efer id o ob jet o. Ta l p r oces s o en volve, p or t a n t o, a ca p a cid a d e d e or ga n iza r , es t r u t u r a r , en t en d er e, p os t er ior m en t e, com a a qu is içã o d a fa la , exp lica r p en s a m en t o e a çã o. O a u t or ob s er va qu e o d es en volvim en t o p od e s er com p r een d id o a p a r t ir d e a lgu n s es t á gios e, en t r e es t es , o pré-operacional qu e se dá por volta dos dois aos seis-sete anos de idade (2001, p. 31)12.

Ob s er va n d o a lgu n s d os p r in cip a is p on t os d o p en s a m en t o d os a u t or es s u p r a cit a d os , é im p or t a n t e qu e o a d u lt o qu e r ea liza o t r a b a lh o com cr ia n ça s n es s a fa ixa et á r ia a s con h eça e qu e t en h a cla r o qu e es t a n ova for m a d e or ga n iza çã o d o E n s in o Fu n d a m en t a l em 9 a n os n ã o m od ifica os ob jet ivos p r evis t os p a r a es t a et a p a d e en s in o, es t a b elecid os n o a r t . 3 2 , in cis os I a IV, d a LDB nº 9.394/96.

Por ém , é p r ecis o qu e a Pr op os t a Ped a gógica exp r es s e u m cu r r ícu lo qu e a t en d a a es s es ob jet ivos , con s id er a n d o qu e es t a s cr ia n ça s es t a r ã o s en d o matriculadas n o p r im eir o a n o d o E n s in o Fu n d a m en t a l e, algu m as de s t as , c o m possibilidade de mobilidade para o 2º ano.

Ressalte-s e, a in d a , qu e a s cr ia n ça s n ã o p r ecis a m d o a va l d os a d u lt os p a r a con h ecer em o m u n d o, ela s t êm r efer ên cia s d os a d u lt os , in flu ên cia s d a s u a comunidade e da sua cultura, mas também são produtoras de conhecimento.

O E n s in o Fu n d a m en t a l d e 9 a n os d e d u r a çã o, com cr ia n ça s d e 6 a n os , a li in clu íd a s , e a ela b or a çã o d e u m a Pr op os t a Ped a gógica , a d equ a d a a es t a n ova or ga n iza çã o, r em et e-n os a t r ês p on t os fu n d a m en t a is p a r a qu e es t a et a p a d a E d u ca çã o Bá s ica ven h a d a r u m s a lt o qu a lit a t ivo n a ed u ca çã o b r a s ileir a . Nes t e contexto, é importante pensar que:

- o in gr es s o e a n ova or ga n iza çã o n ã o p od em con s t it u ir -s e em m ed id a meramente administrativa;

- n a s eqü ên cia d o p r oces s o d e d es en volvim en t o e a p r en d iza gem d a s cr ia n ça s d e 6 a n os d e id a d e, é p r ecis o es t a r a t en t o à s s u a s ca r a ct er ís t ica s et á r ia s , s ocia is e p s icológica s , p a r a qu e s eja m r es p eit a d a s com o s u jeit os d o aprendizado;

- n a im p la n t a çã o, d eve-s e r ep en s a r o E n s in o Fu n d a m en t a l n o s eu con ju n t o, já qu e es t e n ã o vem cu m p r in d o, com p len it u d e, o s eu ob jet ivo d e formação básica do cidadão, conforme o art.32, inciso I, da LDB nº 9.394/96.

É n eces s á r io en t en d er qu e a a m p lia çã o d o E n s in o Fu n d a m en t a l p a r a 9 a n os p r op or cion a a d is cu s s ã o e o r ep en s a r s ob r e a for m a com o vem s en d o d es en volvid o o t r a b a lh o com a s cr ia n ça s d a s s ér ies in icia is , n o s en t id o d e a s s egu r a r qu e es t a s r eceb a m “u m a ed u ca çã o p len a p a r a t od a a vid a ”. (MÉZÁROS, 2005)

E s t a é u m a op or t u n id a d e ím p a r p a r a u m a n ova p r á t ica d os ed u ca d or es d a E d u ca çã o Bá s ica , com o u m t od o, s en d o p r im or d ia l qu e es s a p r á xis a b or d e os s a b er es e s eu s t em p os , b em com o os m ét od os d e t r a b a lh o e o es p a ço qu e a s crianças têm assegurado para continuarem a ser crianças.

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Continuação do Parecer CEE/MS nº 137/2007 pág. 8 A es cola , t en d o a op or t u n id a d e d e r ep en s a r o E n s in o Fu n d a m en t a l com o u m t od o - d o 1 º a o 9 º a n o - de v e o bs e rv ar qu e ali s e e n c o n t ram c rian ç as e adolescentes, com idades diferenciadas e com necessidades específicas.

Nes s e s en t id o, o E n s in o Fu n d a m en t a l d e 9 a n os , exigir á qu e a in stituição educacional:

- r ep en s e os a s p ect os fís icos , m et od ológicos , d e for m a çã o d e p r ofes s or es , a va lia çã o, r ecu r s os p ed a gógicos , n o ofer ecim en t o d o 1 º a o 9 º a n o, e is t o d eve estar posto de forma clara em sua Proposta Pedagógica;

- ob s er ve os a s p ect os qu e ir ã o ga r a n t ir qu e a s cr ia n ça s in iciem o s eu p er íod o let ivo com 6 a n os e qu e o con clu a m com 1 4 a n os d e id a d e, p ois ca s o con t r á r io es t a r em os con t r ib u in d o m a is u m a vez com os a lt os ín d ices d e reprovação e evasão que historicamente têm maculado a educação nacional;

- con s id er e qu e a s cr ia n ça s m a t r icu la d a s com 6 a n os n o 1 º a n o d o Ensino Fu n d a m en t a l s e en con t r a m em p r oces s o d e a lfa b et iza çã o, o qu e p od e ocor r er em u m a n o, p a r a u n s , e, p a r a ou t r os , em d ois a n os ; qu e n ã o es t ã o h a b it u a d a s a u m s is t em a r ígid o, com a va lia ções e exigên cia s , a s qu a is , em a lgu m a s cir cu n s t â n cia s , s ob r ep õem -s e a o s eu d es en volvim en t o fís ico, m ot or e intelectual.

O E n s in o Fu n d a m en t a l, com d u r a çã o d e 9 a n os , r ep en s a d o em s u a t ot a lid a d e, d eve s er or ga n iza d o s ob a lgu n s a s p ect os qu e s er ã o es p ecíficos d a s t u r m a s d os p r im eir os a n os e ou t r a s qu e d evem s er p en s a d a s p a r a os d em a is . Nesse sentido, a organização pedagógica considerará:

- con t eú d os s ign ifica t ivos e com s en t id o p a r a a s cr ia n ça s e p r ofes s or es , interligados com o que acontece dentro e fora da escola;

- a t ivid a d es in s t iga n t es , com p r ob lem a s a r es olver e d ecis ões a t om a r e, a in d a , p os s ib ilid a d e d e a va n ço d a s cr ia n ça s n a con s t r u çã o e a p r op r ia çã o d e novos conhecimentos;

- a ces s o à s d ifer en t es lin gu a gen s (b a s t a n t e d is cu t id a s n a E d u ca çã o Infantil);

- acesso e vivência dos papéis de falante/ouvinte e de leitor/escritor; e - for m a çã o con t in u a d a d e t od os os p r ofis s ion a is d o E n s in o Fu n d a m en t a l p a r a ga r a n t ir a execu çã o d a p r op os t a , p r in cip a lm en t e p a r a os qu e a s s u m ir ã o o 1º e 2º anos.

Des t a for m a , es p a ço e t em p o d evem s er or ga n iza d os com r ot in a s , ca n t in h os , r egr a s , com b in a d os , r od a s , p a r qu es , b r in ca d eir a s p r ogr a m a d a s e não-p r ogr a m a d a s p elo a d u lt o, p r ojet os , a va lia çã o in d ivid u a l e d e gr u p o p or inferência de registros.

Pa r a t a n t o, fa z-s e n eces s á r io qu e a Pr op os t a Ped a gógica s eja flexível e a b er t a a o im p r evis ível, qu e a s a t ivid a d es p la n eja d a s s eja m d es a fia d or a s e s ign ifica t iva s , ca p a zes d e “im p u ls ion a r o d es en volvim en t o d a s cr ia n ça s e d e amplificar as suas experiências e práticas sócio-culturais.” (CORSINO, 2006).

No en t a n t o, es t e t r a b a lh o d ep en d e d o p r ofis s ion a l qu e o r ea liza r á , com o afirma Corsino (2006, p. 58):

S om os n ós qu e m ed ia m os a s r ela ções d a s cr ia n ça s com os elem en t os d a n a t u r eza e d a cu lt u r a , a o d is p on ib iliza r m os materiais, ao promovermos situações que: abram caminhos, p r ovoqu em t r oca s e d es cob er t a s , in clu a m cu id a d os e a fet os , fa vor eça m a exp r es s ã o p or m eio d e d ifer en t es lin gu a gen s , a r t icu lem a s d ifer en t es á r ea s d o con h ecim en t o e s e fu n d a m en t em n os p r in cíp ios ét icos , p olít icos e es t ét icos , con for m e es t a b elecem a s Dir et r izes Cu r r icu la r es p a r a o Ensino Fundamental [...].

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Continuação do Parecer CEE/MS nº 137/2007 pág. 9 A escola tem um papel fundamental e decisivo, sobretudo para as crianças or iu n d a s d e fa m ília s d e b a ixa r en d a e com p ou ca es cola r id a d e, qu e n ã o d eve s er o d e o brigá-las a faz e re m e x e rc íc io s m e c ân ic o s , re pe t it iv o s , s e m significados e a ficarem sentadas por 4 horas consecutivas.

A es cola d eve t er es p a ços (in t er n o e ext er n o) on d e s e p er m it a m qu e a s crianças brinquem, pois esta é uma forma privilegiada de aprender. O ambiente lú d ico é o m a is a d equ a d o p a r a en volver , cr ia t iva m en t e, a cr ia n ça n o p r oces s o educativo. A es cola d eve t er es t r u t u r a fís ica e m a t er ia is a d equ a d os a o t a m a n h o d a cr ia n ça (ca r t eir a s , m es a s , a r m á r ios , p a r qu es , b r in qu ed os p ed a gógicos , livr os de literatura e utensílios).

É fu n d a m en t a l qu e a a lfa b et iza çã o s eja a d equ a d a m en t e t r a b a lh a d a n es s a fa ixa et á r ia , con s id er a n d o-s e qu e es s e p r oces s o n ã o s e in icia s om en t e a os 6 (s eis ) ou 7 (s et e) a n os d e id a d e, p ois , em vá r ios ca s os , in icia -s e b em a n t es , (em ca s a , com a fa m ília , ou n a s in s t it u ições d e E d u ca çã o In fa n t il – Cr ech e e Pr é-es cola ), fa t o b a s t a n t e r ela cion a d o à p r é-es en ça e a o u s o d a lín gu a é-es cr it a n o a m b ien t e d a cr ia n ça . A en t r a d a n a es cola n ã o d eve ca r a ct er iza r u m a r u p t u r a com a s u a vivên cia a n t er ior , m a s , s im , u m a for m a d e d a r con t in u id a d e à s s u a s exp er iên cia s p a r a qu e, gr a d a t iva m en t e, s is t em a t ize os con h ecim en t os s ob r e a lín gu a es cr it a e m a n t en h a os la ços s ocia is e a fet ivos , a s s im com o a s condições de aprendizagem que lhe darão segurança e confiança.

Des t a for m a , n o p r oces s o d e en t r a d a d a s cr ia n ça s d e 6 a n os n o E n s in o Fu n d a m en t a l, a in s t it u içã o d e en s in o d eve con s id er a r , p r im eir o, a cu r ios id a d e, o d es ejo e o in t er es s e d a s cr ia n ça s , u t iliza n d o a leit u r a e a es cr it a em s it u a ções s ign ifica t iva s p a r a ela s e, d ep ois , r ea liza r u m t r a b a lh o s is t em á t ico, cen t r a d o t a n t o n os a s p ect os fu n cion a is e t ext u a is qu a n t o n o a p r en d iza d o d os a s p ect os gr á ficos d a lin gu a gem es cr it a e d a qu eles r efer en t es a o s is t em a a lfa b ét ico d e representação.

Va le r es s a lt a r qu e o fa t o d e cr ia n ça s d e 6 a n os es t a r em s en d o a lfa b et iza d a s for m a lm en t e, n ã o é u m a n ovid a d e n o m eio ed u ca cion a l b r a s ileir o e n em em Ma t o Gr os s o d o S u l, p ois a s cr ia n ça s d e 6 a n os h á m u it o t em p o es t ã o n o s is t em a d e en s in o e u m a p a r cela d ela s t êm exp er iên cia s r ela cion a d a s à alfabetização na instituição de Educação Infantil, ou mesmo em casa.

No en t a n t o, u m a gr a n d e p a r cela d es s a s cr ia n ça s , p r in cip a lm en t e, a s d a s ca m a d a s p op u la r es in icia m es s a s exp er iên cia s s om en t e a o in gr es s a r n a es cola r id a d e for m a l, ou s eja , n o E n s in o Fu n d a m en t a l, já qu e o s is t em a d e ensino não tem absorvido a demanda existente para a Educação Infantil.

Des t a for m a , é im en s a a r es p on s a b ilid a d e d a in s t it u içã o d e en s in o a o r eceb er es s a s cr ia n ça s , n a m ed id a em qu e s ã o n eces s á r ios in ves t im en t os n a cr ia çã o d e u m a m b ien t e qu e lh es p os s ib ilit e, n ã o a p en a s o a ces s o a o m u n d o let r a d o p a r a n ele in t er a gir , m a s qu e p er m it a , a o m es m o t em p o, qu e continuem a brincar e a serem crianças.

É im p or t a n t e qu e a es cola , o(a ) p r ofes s or (a ) e os d em a is p r ofis s ion a is qu e a t u a m n a in s t it u içã o n ã o p er ca m d e vis t a a es p ecificid a d e d a in fâ n cia e os d ir eit os qu e a s cr ia n ça s t êm a o la zer , à s n ova s exp er iên cia s e op or t u n id a d es , a u m a m b ien t e s egu r o e a d equ a d o, a u m a b oa a lim en t a çã o e a o a ces s o a os b en s cu lt u r a is . Alfa b et iza r n ã o p od e s er o ú n ico a s p ect o d es s e p r im eir o m om en t o d e entrada no Ensino Fundamental.

Pos t a s es s a s or ien t a ções , en t en d e-s e qu e a s in s t it u ições es cola r es , a o efet iva r em a m a t r ícu la , a m ob ilid a d e e a t r a n s p os içã o con t em p lem em s u a Pr op os t a Ped a gógica e em s eu Regim en t o E s cola r , t a is or ien t a ções con for m e a legislação vigente.

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Continuação do Parecer CEE/MS nº 137/2007 pág. 10 Consª Mariuza Aparecida Camillo Guimarães

Relatora Comissão do Ensino Fundamental de 9 anos

Ma r iu za Ap a r ecid a Ca m illo Gu im a r ã es – Con s elh eir a -Pr es id en t e d o CE E / MS – Presidente da Comissão

Alda Maria Ferreira de Souza – Técnica do CEE/MS

An a Mér cia Bu s in a r o Ba r r os o – Con s elh eir a Vice-Pr es id en t e/ Técn ica d o CEE/MS

Carla de Britto Ribeiro – Conselheira do CEE/MS Dione de Freitas Faria – Técnica do CEE/MS Irede Terezinha Zardin – Técnica do CEE/MS

Lílian Beatriz Pinto de Arruda Sodré – Técnica do CEE/MS Maria da Glória Paim Barcellos – Conselheira do CEE/MS Mariéte Félix Rosa – Técnica do CEE/MS

Samira Campos Doveidar Sandim – Técnica do CEE/MS

Soila Rodrigues Ferreira Domingues – Conselheira/Técnica do CEE/MS Vera de Fátima Paula Antunes – Conselheira/CEE/MS

Vera Lúcia de Lima – Conselheira/CEE/MS Especialista:

Ordália Alves de Almeida – UFMS Colaboradora:

Kátia Maria Alves Medeiros - SINEPE/MS II – CONCLUSÃO

A Plenária, reunida em 18/05/2007, aprova o parecer da Comissão. (aa) Ma r iu za Ap a r ecid a Ca m illo Gu im a r ã es – Pr es id en t e, An a Ma r ga r et h d os S a n t os Vieir a , J a n e Ma r y Ab u h a s s a n Gon ça lves , Ma r ia Cr is t in a Pos s a r i Lem os , Ma r ia d a Glór ia Pa im Ba r cellos , Nels on d os S a n t os , S oila Rod r igu es Fer r eir a Dom in gu es , S u eli Veiga Melo, S u za n a Ma r ia Cu r cin o Ped r os o S ch ier h olt e Ver a Lucia de Lima.

Mariuza Aparecida Camillo Guimarães Conselheira-Presidente do CEE/MS ________________________________

1 Ver qu a d r o d e Pos s ib ilid a d es d e or ga n iza çã o d o E n s in o Fu n d a m en t a l d e n ove

a n os a p r es en t a d a n a p á g. 5 , d o d ocu m en t o: BRAS IL/ ME C/ S E B. Am p lia çã o d o E n s in o F u n d a m en t a l d e 9 a n os : 3 º r ela t ór io d o p r ogr a m a . Br a s ília : FNDE , maio/2006.

2 Nes s e s en t id o, a In d ica çã o/ CE E / MS n º 4 9 / 2 0 0 6 p r op õe qu e a ela b or a çã o d a

Pr op os t a Ped a gógica e d o Regim en t o E s cola r é in d is p en s á vel, p ois , a im p la n t a çã o e im p lem en t a çã o d o E n s in o Fu n d a m en t a l d e 9 (n ove) a n os , é “u m p r oces s o qu e a lt er a s ign ifica t iva m en t e a E d u ca çã o Bá s ica , em t od a s a s s u a s et a p a s [...]”. Deve-s e a in d a , ob s er va r a legis la çã o vigen t e, es p ecia lm en t e n o qu e se refere à participação da comunidade em sua elaboração e aprovação.

3 Gr ifo n os s o - E s cla r ece-s e qu e o a r t igo 1 2 es t a b elece qu e: “A in s t it u içã o d e

(11)

Continuação do Parecer CEE/MS nº 137/2007 pág. 11 Fu n d a m en t a l em vigên cia ob ed ecer á a o p r a zo d et er m in a d o n o a t o con ces s ór io”; en qu a n t o o a r t igo 1 3 a s s im d is p õe: “F ica p r or r oga d o, a t é o fin a l d e 2 0 0 7 , o a t o con ces s ór io d e Au t or iza çã o d e F u n cion a m en t o d o E n s in o F u n d a m en t a l d a in s t it u içã o d e en s in o qu e, n a d a t a d a p u b lica çã o d es t a d elib er a çã o, es tiver oferecendo esta etapa autorizada até o final de 2006”.

4 Ar t . 1 2 . Os es t a b elecim en t os d e en s in o, r es p eit a d a s a s n or m a s com u n s e a d o

seu sistema de ensino, terão a incumbência de: I – Elaborar e executar sua proposta pedagógica II- [...];

5 Art. 14 - Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do

en s in o p ú b lico n a ed u ca çã o b á s ica , d e a cor d o com a s s u a s p ecu lia r id a d es e conforme os seguintes princípios:

I – p a r t icip a çã o d os p r ofis s ion a is d a ed u ca çã o n a ela b or a çã o d o p r ojet o pedagógico da escola.

II - p a r t icip a çã o d a s com u n id a d es es cola r e loca l em con s elh os es cola r es e equivalentes.

6 A E m en d a Con s t it u cion a l n º 5 3 / 2 0 0 6 in d ica a E d u ca çã o In fa n t il p a r a a s

cr ia n ça s d e 0 (zer o) a 5 (cin co) a n os d e id a d e. No en t a n t o, a in d a t em os a s criança s qu e vã o com p let a r 6 (s eis ) a n os (a p a r t ir d o m ês s u b s eqü en t e a o d o início do ano letivo), após o corte estabelecido pela norma do CEE/MS.

7 MATO GROS S O DO S UL. S ecr et a r ia d e E s t a d o d e E d u ca çã o.

S u p er in t en d ên cia d e Polít ica s d e E d u ca çã o. Política Es ta d u al p a ra Ed u ca çã o

Infantil. Campo Grande, MS, 2006. p. 27-28.

8 Ibid. p. 28.

9 FE LIPE , J a n e. O d es en volvim en t o in fa n t il n a p er s p ect iva s ocioin t er a cion is t a :

Piaget, Vygotsky, Wallon. In: CRAIDY, Carmem e HAERCHER, Gládis. Educação

Infantil: pra que te quero. Porto Alegre/RS: Artmed, 2001. p. 28.

10 Ibid., p. 29. 11 Ibid., p. 29. 12 Ibid., p. 31.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRAS IL/ Con s elh o Na cion a l d e E d u ca çã o. Pare c e r n º 0 5 / 9 6 - Pr op os t a d e Regulamentação da Lei nº 9.394/96.

BRAS IL/ Min is t ér io d a E d u ca çã o/ S ecr et a r ia d e E d u ca çã o Bá s ica . Ampliação do En s in o Fu n dam e n t al de 9 an o s : re lat ó rio do pro gram a. Br a s ília : FNDE , 2004a.

BRAS IL/ Min is t ér io d a E d u ca çã o/ S ecr et a r ia d e E d u ca çã o Bá s ica .O En s in o Fundamental de 9 anos: Orientações Gerais. Brasília: FNDE, 2004b.

BRASIL/ Min is t ér io d a E d u ca çã o/ S ecr et a r ia d e E d u ca çã o Bá s ica . Ampliação do En s in o Fu n dam e n t al d e 9 an o s : 3 º re lat ó rio d o pro gram a. Br a s ília : FNDE, 2006a.

BRAS IL/ Min is t ér io d a E d u ca çã o/ S ecr et a r ia d e E d u ca çã o Bá s ica . O En s in o Fu n dam e n t al de 9 an o s : Orie n t aç õ e s para a in c lu s ão da c rian ç as de 6 an o s de idade. Brasília: FNDE, 2006b.

BRASIL. Le i de Dire t riz e s e Bas e s n º 9 . 3 9 4 / 9 6 . Câ m a r a d os Dep u t a d os , Brasília: 1997.

CORS INO, Pa t r ícia . As cr ia n ça s d e 6 a n os e a s á r ea s d o con h ecim en t o. In: BRASIL/MEC/SEB. Am pliaç ão do En s in o Fu n dam e n t al de 9 an o s :

(12)

Continuação do Parecer CEE/MS nº 137/2007 pág. 12 Orientações para a inclusão das crianças de 6 (seis) anos de idade. Brasília: FNDE, 2006. p. 57-69.

FE LIPE , J a n e. O d es en volvim en t o in fa n t il n a p er s p ect iva s ocioin t er a cion is t a : Pia get , Vygot s k y, Wallon. In : CRAIDY, Ca r m em e HAE RCHE R, Glá d is . Educação Infantil: pra que te quero. Porto Alegre/RS: Artmed, 2001. p. 28. MATO GROS S O DO S UL. S ecr et a r ia d e E s t a d o d e E d u ca çã o. S u p er in t en d ên cia d e Polít ica s d e E d u ca çã o. Po lít ic a Es t adu al para Edu c aç ão In fan t il. Ca m p o Grande, MS, 2006. p. 27-28.

MÉ ZÁROS , Is t vá n . A Edu c aç ão para alé m do c apit al. S ã o Pa u lo: Boit em p o, 2005.

Ma t o Gr os s o d o S u l/ Con s elh o E s t a d u a l d e E d u ca çã o. Pare c e r n º 2 2 3 / 9 7 – Orientações preliminares do Conselho Estadual de Educação/MS sobre a Lei nº 9.394/96.

Ma t o Gr os s o d o S u l/ Con s elh o E s t a d u a l d e E d u ca çã o. De libe raç ão n º 8144/06. Publicada no Diário Oficial nº 6830, 2006. p. 12.

Ma t o Gr os s o d o S u l/ Con s elh o E s t a d u a l d e E d u ca çã o. In dic aç ão n º 4 9 / 0 6 . Republicada no Diário Oficial nº 6830, 2006. p. 20-23.

Ma t o Gr os s o d o S u l/ Con s elh o E s t a d u a l d e E d u ca çã o. Organ iz aç ão do En s in o Fu n dam e n t al de n o v e an o s e Mat ríc u la a part ir do s s e is an o s de idade n o Sistema Estadual de Ensino, Campo Grande/MS, 2007.

Ma t o Gr os s o d o S u l/ S ecr et a r ia d e E s t a d o d e E d u ca çã o. Orie n t aç õ e s para implementação d o En s in o Fu n dam e n t al de 9 An o s , n a Re de Es t adu al de Ensino de Mato Grosso do Sul, Campo Grande/MS, 2006.

(13)

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