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Seminario CAPM - variavel Beta

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Academic year: 2021

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Modelo CAPM e estudos sobre o BETA como medida

de risco.

Variações no risco sistemático (beta)de empresas

brasileiras emissoras de debêntures conversíveis.

Gerenciamento de Risco

Prof. Dr. Edison Luiz

Leismann Aluno:

Gilmar Viriato Fluzer Santos

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Modelo CAPM e índice BETA: o que são e para que servem?

CAPM(Capital Asset Pricing Model) – Modelo de Precificação de Ativos Financeiros, por Sharpe(1964) e

Lintner (1965).

Medir a relação entre o risco e a rentabilidade de um investimento (diversificado);

Considera a sensibilidade do ativo ao risco de Mercado, proporcional ao retorno esperado e ao retorno do ativo (livre de risco), representado pelo coeficiente Beta(β);

Em um Mercado competitivo, o prêmio de risco varia na mesma proporção que o Risco não diversificável (Beta);

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Onde:

: Retorno(K)p/ um determinado ativo(s);

: Coeficiente Beta;

: Retorno esperado ativo livre de risco;

: Retorno esperado carteira de Mercado.

(4)

=

 

β : Coeficiente Beta;

Covariância do retorno de um ativo em relação ao

retorno do índice de mercado em determinado

período;

: Variância do retorno do índice de mercado.

“O CAPM expressa o risco sistemático de um ativo

pelo β, cuja variabilidade (em período passado),

determina seu resultado” (ARTUSO, 2008).

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Beta = β

 Variabilidade do ativo em relação à carteira:

MAIOR Aversão ao Risco => β < 1 (defensivo)

MENOR Aversão ao Risco=> β > 1 (agressivo; maior volatilidade)

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Variações no risco sistemático (beta) de empresas

brasileiras emissoras de debêntures conversíveis.

O que são debêntures?

 São valores mobiliários representativos de dívida de médio e longo prazos que asseguram a seus detentores (debenturistas) direito de crédito contra a

companhia emissora.

 Podem ser de 2 tipos quanto à forma..

Nominativa: emissão em nome do investidor em livro próprio;

Escritural: emissão em conta de custódia do investidor em instituição financeira

autorizada pela CVM.

 .. e 3 quanto ao recebimento:

Simples: resgate em moeda corrente;

Permutável: recebe ativos ou ações da empresa especificados em

escritura;

Conversíveis: podem ser trocadas por ações, por opção do investidor na

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Variações no risco sistemático (beta) de empresas

brasileiras emissoras de debêntures conversíveis.

 Quem pode emitir debêntures?

 A captação de recursos no mercado de capitais, via emissão de debêntures, pode ser feita por Sociedade por Ações (S.A.), de capital fechado ou aberto. Entretanto, somente as companhias abertas, com registro na CVM - Comissão de Valores Mobiliários, podem efetuar emissões públicas de debêntures.

 O que são debêntures conversíveis?

 São aquelas que podem ser trocadas por ações da companhia emissora. As debêntures conversíveis - e também as

não-conversíveis - podem contemplar cláusulas de permutabilidade por outros ativos ou por ações de emissão de terceiros que não a

emissora. As condições de conversibilidade, bem como as de

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Variações no risco sistemático (beta) de empresas

brasileiras emissoras de debêntures conversíveis.

Qual a diferença entre emissão pública e privada?

A primeira é direcionada ao público investidor em geral, feita por

companhia aberta, sob registro na CVM. Já a emissão privada é voltada a um grupo restrito de investidores, não sendo necessário o registro na Comissão.

 Como transcorre um processo de emissão pública de debêntures?

1) A emissão é decidida em assembléia geral de acionistas ou reunião do conselho de administração;

2) Escolha da instituição financeira (bancos de investimento,

corretoras ou distribuidoras de VM) para estruturar e coordenar o processo de emissão, a qual será responsável pela modelagem

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Variações no risco sistemático (beta) de empresas

brasileiras emissoras de debêntures conversíveis.

da operação, preparação da documentação e registro da emissão na CVM; formação do consórcio de distribuição; apuração do

bookbuilding e a colocação dos títulos aos investidores;

3) Prospecto de emissão: é obrigatório e sua finalidade é reunir

todas as informações relevantes sobre a situação da empresa, de forma a permitir uma correta avaliação pelos investidores.

4) Rating e bookbuilding: O rating é uma classificação efetuada

por empresa especializada independente (agência de rating) que reflete sua avaliação sobre o grau de risco envolvido. No caso de uma emissão de debêntures, avalia a probabilidade de a companhia emissora não honrar os compromissos financeiros assumidos na

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Variações no risco sistemático (beta) de empresas

brasileiras emissoras de debêntures conversíveis.

Bookbuilding é um mecanismo de consulta prévia ao mercado para definição da remuneração das debêntures ou do ágio/deságio no preço de subscrição, tendo em vista sua quantidade para diferentes níveis de taxa, que cada investidor tem disposição de adquirir;

5)A operação de distribuição é feita nos mercados primário e

secundário. No mercado primário os títulos são ofertados pela primeira vez pela companhia emissora, através do pool de colocação, obtendo assim recursos para suprir suas necessidades financeiras (underwriting). O mercado secundário é aquele em que são efetuadas as operações de compra e venda de debêntures pelos investidores, através de um balcão organizado de negociação de títulos em entidade supervisionada pelo Banco Central e CVM, por meio do sistema SND (sistema nacional de debêntures), administrado pela Cetip S.A (Ativos e derivativos).

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Variações no risco sistemático (beta) de empresas

brasileiras emissoras de debêntures conversíveis.

As unidades de análise (amostra) deste trabalho foram 10

empresas brasileiras de capital aberto, listadas na Bovespa, que

tiveram emissões de debêntures conversíveis em ações registradas na CVM, entre jan/2017 e jan/2018.

Em artigo anterior (2007) com mesmo tema e título, Antonino, R.

D.; Lamounier, W. M. e Maranhão, R. K. pela revista BBR – Brazilian Business review (Instituto Capixaba), concluíram que apesar da variação do beta, em média, ser positiva a análise foi prejudicada pela situação financeira das empresas, que revelou-se precária, com baixos índices de atividade e liquidez, baixa

lucratividade/rentabilidade e gestão de recursos ineficaz.

A proposta do estudo objetivou fazer uma análise comparative dos

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Variações no risco sistemático (beta) de empresas

brasileiras emissoras de debêntures conversíveis.

Tal estudo buscou validar para o mercado brasileiro a percepção

existente no mercado americano de que a emissão de debêntures conversíveis causaria redução no risco sistemático das empresas.

A amostra inicial, que foi constituída de 39 empresas (período de

1998 a 2006), no final da investigação reduziu-se a 09, tendo em vista fatores como: ausência de liquidez, cancelamento de ações na Bovespa e a não listagem na mesma, no qual a realidade demonstrou que as debêntures conversíveis foram utilizadas por empresas com situação precária, como fonte de captação informal (pela incapacidade de retenção de lucros e/ou redução de despesas) e não como um instrumento de alavancagem financeira.

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Variações no risco sistemático (beta) de empresas

brasileiras emissoras de debêntures conversíveis.

Optou-se então por fazer uma análise comparativa dos resultados

obtidos pelo artigo I, de 07 empresas com ações ativas na Bolsa, contadas a partir de sua primeira emissão:

Código Emissor Nº Emissão Nº Série Agente Fiduciário Tipo (1) Volume em Milhões (R$)

CTAX-DCA42 CONTAX 4 2 Planner C 54,54

DTEX-DCA11 Duratex 1 1 Pavarini C 100,00

ENEV-DCA11 ENEVA 1 1 Planner C 1.369,35

GOAU-DCA51 GERDAU MET 5 1 Otrust C 450,00

INEP-DCA61 INEPAR 6 1 SLW C 167,23

INEP-DCA71 INEPAR 7 1 SLW C 66,43

OGSA-DCA31 Nova Oleo 3 1 Otrust C 299,20

OGSA-DCA32 Nova Oleo 3 2 Otrust C 215,42

PRIO-DCA11 PETRORIO 1 1 Otrust C 87,19

VIVR-DCA41 Viver 4 1 Pentagono C 125,00

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Variações no risco sistemático (beta) de empresas

brasileiras emissoras de debêntures conversíveis.

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Variações no risco sistemático (beta) de empresas

brasileiras emissoras de debêntures conversíveis.

Data de

emissão Emissora Beta pré-emissão Beta pós-emissão

29/08/2016 CONTAX PARTICIPAÇÕES S/A (LIQO3) 1,3076 0,8685 15/01/2012 DURATEX S/A 2,8344 1,0377 15/06/2011 ENEVA S/A 0,0095 109,1043 09/08/2016 GERDAU METALÚRGICA S/A -1,6472 14,7348 28/12/2015 INEPAR S/A – Industrias e Construções -4,8724 128,8193 24/10/2014 PETRO RIO S/A 1,2374 14,6194 05/08/2013 VIVER INCORP E CONSTRUTORA S/A 3,1537 105,9397

Tabela 2 – Betas pré-emissão e pós-emissão estimados.

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Variações no risco sistemático (beta) de empresas

brasileiras emissoras de debêntures conversíveis.

 Embora este estudo não tenha realizado a análise financeira das empresas (por motivo de tempo), utilizando indicadores como Estrutura de Capital, Liquidez, Prazo médio dos Ciclos (financeiro e operacional), Rentabilidade e Lucratividade, é possível concluir que não houve mudança em relação aos resultados apresentados no artigo I. Somente as empresas LIQO3 (Contax) e Duratex (DTEX3) tiveram redução no índice Beta. As demais obtiveram aumentos significativos. Os

resultados elevados (positivos) do Beta pós emissão indicam o aumento do risco sistemático das empresas emissoras, o que confirma (e piora) a análise do primeiro artigo e evidencia o efeito perverso que as crises cíclicas provocam na economia

real, intensificando fatores como imprevisibilidade e

volatilidade e que acaba afetando a geração de caixa e capacidade de pagamento destas empresas.

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Anexos

1. Inclinação => y = a + x 

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REFERÊNCIAS

ANDIMA; ABRASCA. O que são debêntures. Jul. 2008. Disponível em

<http://www.debentures.com.br/downloads/textostecnicos/cartilha_debentures.pdf>. BOVESPA. Debêntures listados. São Paulo: BOVESPA, 2016. Disponível em:

<http://www.bmfbovespa.com.br/pt_br/produtos/listados-a-vista-e-derivativos>

BOVESPA. Guia Bovespa de debêntures. São Paulo: BOVESPA, 2016. Disponível em: <http://www.bovespa.com.br>

MONTEIRO, R. B. CAPM – Capital Asset Princing Model. Fev. 2018. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=EKuJ4je4poc>

ANTONINO, R. D.; LAMOUNIER, W. M.; MARANHÃO, R. K. Variações no risco

sistemático (beta) de empresas brasileiras emissoras de debêntures

conversíveis. Revista BBR – Brazilian Business Review. Vitória - ES, dez. 2010; v. 7, n.

3; pg. 1-23.

LEISMANN, E. L. et al. Risco a partir do coeficiente beta do Modelo CAPM e sua

relação com o Dividend Yield das empresas do ISE-Índice de Sustentabilidade Empresarial da BMFBovespa do período 2004/2015. In: I CINGEN – Conferência

Internacional em Gestão de Negócios 2015, Cascavel, PR, Brasil, 16 a 18 de nov. 2015. UNIOESTE, CSSA.

PPGAGRISCO from Unioeste: banco de dados preparado por Prof. Dr. Edison Luiz Leismann. Disponível em: <https://sites.google.com/site/ppgagrisco/home>

Referências

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