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Estudo comparativo de uma nova tecnica de reparo de proteses removiveis utilizando resina acrilica para microondas e silicone extra-duro para laboratorio

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Academic year: 2021

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(1)

Faculdade de Odontologia de Piracicaba

Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP

UNICAIVIP

Estudo comparativo de

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reparo de

próteses

m

ao Curso de PDs-urrmurg;ao em Clínica area

doutor.

(2)

UNICAMP

Faculdade de Odontologia de Piracicaba

Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP

N

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Tese apn;sentana ao Curso de Pos:-GJ"adtlaçiio

em Chnica area de

de doutor

(3)

Rll4e

Ficha Catalográfica

Rached, Rodrigo Nunes.

Estudo comparativo de uma nova técnica de reparo de próteses removíveis utilizando resina acrílica para microondas e silioone extra-duro para laboratório. I Rodrigo Nunes Rached. -- Piracicaba, SP : [s.n.], 2000.

124p.: il.

Orientadora : Prof' Dr' Altair A. Dei Bel Cury.

Tese (Doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Odontologia de Piracicaba.

L Resinas acrílicas dentárias. 2. Polimerização. 3. Microondas. 4. Silicones. 5. Consertos. 6. Prótese dentária. I. Del Bel Cury, Altair A. H. Universidade Estadual de

Campinas. Faculdade de Odontologia de Piracicaba. 11!. Título.

Ficha Catalográfica Elaborada pela Bibliotecária Marilene Girello CRB 18-6159, da Biblioteca da Faculdade de Odontologia de Piracicaba I UNICAI\1P.

(4)

FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS

UNICAMP

A Comissão Julgadora dos trabalhos de Defesa de Tese de DOUTORADO, em sessão pública realizada em 18 de Outubro de 2000, considerou o candidato RODRIGO NUNES RACHED aprovado.

1. Profa. Dra. ALTAIR ANTONINHA DEL BEL

2. Profa. Dra. ANA LUCIA MACHADO

3. Pro f. Dr. ANTÔNIO MUENCH _ _

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=-~~"--"

..

~;;c.====-L--5. Prof. Dr. CELIA MARISA RIZZATTI

(5)

Dedico este Trabalho ...

À Deus, por sempre me guiar no caminho certo, repleto de luz.

Aos meus irmãos, Maísa e Marcelo, pela amizade e companheirismo nesta vida.

Aos meus pais, Dagmar e João, pela vida, educação e amor.

Às minhas tias Bárbara e Lúcia, pelo incentivo e amor.

(6)

Meu agradecimento especial ...

À minha orientadora Prof". Dr." Altair A. Del Bel

Cury, pelo estímulo, ensino, dedicação, prontidão,

(7)

My special gratefulness ...

To Dr. John M. Powers, Professor and Vice Chairman of the Department of Restorative Dentistry and Biomaterials, and Director o f the Houston Biomaterials Research Center (HBRC), University of Texas, Houston, USA, for the relevant co-supervision of this research.

To Cynthia Trajtenberg, Chris Kaaden, Dongfang Li, Jeff Spitzenberg, Li-Yen

Lin, Mathias Hoffman, Nicole Meyers and Riad EI-Zawarhy for their friendliness and

companion during my stay at HBRC.

To all professors and employees ofthe Houston Dental Branch, especially those of

the Department of Restorative Dentistry and Biomaterials, who contributed to this thesis in different extensions.

(8)

Meus agradecimentos:

Ao Prof. Dr. Jaime Cury, pela amizade, contribuição à minha formação e exemplo de

pessoa e pesquisador a ser seguido.

Ao Prof. Dr. Antônio Wilson Sallum, diretor da Faculdade de Odontologia de

Piracicaba (FOP-UNICAMP).

Aos colegas Eduardo Rocha, Eduardo Carrilho, Eudes Gondim Jr., Frederico

Peixoto e Silva, Glauco Zanetti, Mello, Paulo Nadim, Rodrigo Cecanho, Solimar Ganzarolli, Rosemary Shinkai, Valfrido e Viviane , pelo incentivo, companheirismo e

respeito, e aos demais colegas dos cursos de Pós-graduação da FOP, pela parceria nesta

trajetória de vitórias.

À CAPES, pelo apoio financeiro depositado nesta pesquisa.

Aos funcionários das bibliotecas da FOA-UNESP e da FOP-UNICAMP, pelo auxílio e

disponibilidade nas pesquisas e consultas até hoje realizadas.

Aos funcionários José Alfredo da Silva, Mariza de Jesus Carlos Soares e

Waldomiro Vieira Filho, do Laboratório de Bioquímica Oral, FOP-UNICAMP.

Aos professores do Curso de Pós-graduação em Clínica Odontológica da Faculdade de

(9)

ÍNDICE LISTAS ... I RESUM0 ... 3 ABSTRACT ... 5 INTRODUÇÃO ... 7 REVISÃO DA LITERATURA ... 9

1. Resinas Acrilicas: Propriedades ... 9

2. Resinas Acrilicas Polimerizadas por Microondas ... 13

3. Reparo em resinas ... 26

4. Reparo Com Resina Para Microondas ... 35

5. Efeito Dos Silicones Sobre As Resinas Acrílicas ... 40

PROPOSIÇÃO ... 47 METODOLOGIA ... 49 1. MATERIAIS E EQUIPAMENTOS ... 49 2. ME TODOS ... 50 ~ Parte! ... 50 ~ Parte2 ... 55 ~ Análise estatística ... 69 RESULTADOS ... 71 ~ Parte! ... 71 ~ Parte2 ... 74 DISCUSSÃO ... 81

1. Resinas Acrilicas: Propriedades ... 81

../' Resistência ao impacto Izod ... 82

./ Penetração e Recuperação Rockwell ... 83

./ Sorção de água e solubilidade ... 85

./ Estabilidade de cor ... 86

2. Reparo com resina para Microondas ... 87

./' Resistência à flexão ~u ... u ... 87

v" Adaptação ... 94

./ Distância horizontal ... 97

(10)

CONCLUSÕES ... / 03

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...•... / 05

ANEXOS •...••...•... /15

~ Parte 1 ... 115

1. Resistência ao Impacto Izod ... 115

2. Penetração e Recuperação Rockwell ... 116

3. Sorção e solubilidade em água ... ll6 ~ Parte 2 ... 118

1. Teste de resistência à flexão ... 118

2. Adaptação ao modelo mestre ... 119

3. Distância horizontal entre dentes ... 120

(11)

LISTAS

Tabelas

Tabela 1: Materiais.

·---49

Tabela 2: Equipamentos. 50

Tabela 3: Propriedades, dimensões e número de espécimes. 51

Tabela 4: Resinas, métodos de polimerização e grupos. 51

Tabela 5: Protocolo de técnicas de reparo com resinas acrílicas-Seção A 56 Tabela 6: Protocolo de técnicas de reparo com resinas acrilicas-Seção B. 56 Tabela 7: Médias e desvios-padrão para o teste de Impacto lzod ( Jlrrf). 71 Tabela 8: Médias e desvios-padrão para o teste de penetração (um) e recuperação (%) Rockwell.

---n

Tabela 9: Resultados do teste de sorção (pg/mm3) e solubilidade (pg/mm3) em água. 73

Tabela 10: Médias e desvios-padrão para o teste de estabilidade de cor(!!. E*). 73 Tabela 11: Médias e desvios-padrão do teste de resistência à ffexão (MPa). 74 Tabela 12: Resistência à ffexão de reparo: amostras confeccionadas com L 199. 75 Tabela 13: Resistência à flexão de reparo: amostras confeccionadas com AMC. 75 Tabela 14: Resistência à ffexão de reparo: amostras confeccionadas em L 199 e AMC. 76 Tabela 15: Efeito do reparo na resistência à ffexão de espécimes intactos. 76 Tabela 16: Número e frequência (%) dos tipos de fraturas dos espécimes reparados. 77 Tabela 17: Diferença percentual(%) do peso da película de si/ícone. 78 Tabela 18: Diferenças percentuais(%) das medições horizontais entre os dentes 11, 21, 16 e 26.78 Tabela 19: Diferenças percentuais(%) das medições verticais. 79 Tabela 20: Resultados do teste de Impacto lzod para todos os espécimes. 115 Tabela 21: Resultados do teste de penetração (um) e recuperação(%) Rookwe/1. 116 Tabela 22: Resultados do teste de sorção de água (f.'g/mm3

). _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ 116

Tabela 23: Resultados do teste de solubilidade em água (f.'g/mm} 117 Tabela 24: Resultados do teste de estabilidade de cor(!!. E*). 117 Tabela 25: Resultados do teste de resistência à ffexão (MPa) dos espécimes intactos (contro/e).118 Tabela 26: Resultados do teste de resistência à ffexllo (MPa) dos espécimes reparados. 118 Tabela 27: Resultados do teste de resistência à ffexão (MPa) dos espécimes reparados. 119 Tabela 28: Diferenças percentuais(%) do peso de material de mo/dagem. _ _ _ _ _ _ _ 119

(12)

Tabela 29: Diferenças percentuais(%) das medições horizontais entre os dentes 11 e 21. _ _ 120 Tabela 30: Diferenças percentuais(%) das medições horizontais entre os dentes 16 e 26. _ _ 120 Tabela 31: Diferenças percentuais (%) das medições horizontais entre os dentes 11 e 26. _ _ 121 Tabela 32: Diferenças perr;entuais (%)das medições horizontais entre os dentes 21 e 16. _ _ 121 Tabela 33: Diferenças percentuais(%) das medições horizontais entre os dentes 11, 21, 16 e 26.

- - - 1 2 2 Tabela 34: Diferenças perr;entuais (%)das medições verticais entre os dentes 13 e 23. 122 Tabela 35: Diferenças perr;entuais (%)das medições verticais entre os dentes 14 e 24. 123 Tabela 36: Diferenças percentuais(%) das medições verticais entre os dentes 15 e 25. 123 Tabela 37: Diferenças percentuais(%) das medições verticais entre os dentes 16 e 26. 124 Tabela 38: Diferenças perr;entuais (%)das medições verticais. 124

Figuras

Figura 1: Disposistívo para acabamento dos espécimes. _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ 52 Figura 2: Matriz em aço para o teste de sorção de água e solubilidade. 53

Figura 3: Modelo mestre metálico. 59

Figura 4: a) Articulador semi-ajustável com bases em gesso; b1-2-3) Fixação oclusal da prótese em index de si/ícone; c) Peso padrão posicionado para mo/dagem; d) Moldagem sendo conduzida. _ 61 Figura 5: Recorte da película de si/ícone nos limites da prótese. 62 Figura 6: Perfurações realizadas nos dentes para avaliaçi'Jo da movimentaçi'Jo horizontal. 63 Figura 7: Microscópio comparador utilizado nas medições horizontais. 63 Figura 8: Avaliaçi'Jo da altura entre os dentes. _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ 64 Figura 9: Mufla plástica parcialmente preenchida com gesso desidratado. 67 Figura 1 O: Inclusão da prótese total em silicone extra-dura. 68

(13)

RESUMO

Este estudo avaliou a eficiência de uma técnica de reparo para próteses totais utilizando resina acrílica para microondas e silicone extra-duro como material de revestimento. Avaliou-se a resistência ao impacto Izod (IZ), penetração (PR) e recuperação Rockwell (RR), sorção (SO) e solubilidade em água (SL), e estabilidade de cor (EC) de resinas polimerízadas pelas técnicas L (Lucitone 199, Ll99, 8 h./74°C, molde de gesso), A (Acron MC, AMC, 3 min./500 W, molde de gesso), AR (Acron MC/R, GC Int., 2 bares/45°C/15 min.) e ASt (ídem à técnica A, porém molde de silicone). As amostras de IZ foram confeccionadas com e sem entalho, e as de EC envelhecidas artificialmente. Adicionalmente, 40 próteses totais superiores (PT) (metade em Ll99 ou AMC) foram fraturadas na linha média e reparadas com L, A, AR ou AS, e tiveram os parâmetros adaptação (AD) e alterações horizontal (AH) e vertical (A V) do plano oclusal avaliadas antes e após o reparo. Testes de resistência à flexão (RF) foram conduzidos em 84 espécimes retangulares. Destes, 24 foram confeccionados com L, A, AR e AS1 e mantidos intactos. Os

60 restantes foram confeccionados com L ou A, tiveram a parte central removida (10 mm) e foram reparados com L, A, AR, AS (ídem à AS1, porém ciclo de 2 min./500 W - 1 min./0 W - 2 min./500 W) ou ASt. Os resultados mostraram que apenas L diferiu e foi superior às demais técnicas para IZ. O entalho reduziu IZ nas técnicas. Os resultados de PR para A, ASh AR e L foram, respectivamente, 71,1-70,5-104-88,5 um; A e AS1 não diferiram entre si, e

diferiram de AR e L, os quais diferiram entre si. AR apresentou a menor (75,1%) RR, e os demais grupos (L=83,1%; A=86,9% e AS1=86,8%) não diferiram entre si. Para a SO, houve

(14)

diferença entre os pares L-A e AR-AS1 (29,6-28,3-20,9 e 21,7 J.!g/mm3). Nenhum grupo diferiu

para SL. Para EC, A e AS não diferiram, sendo que os demais grupos diferiram entre si; o

envelhecimento acelerado afetou EC de todos os grupos. Os grupos intactos de RF diferiram

entre si (L=70,8 A=80,6 AR=65,3 AS1=75,4 MPa). Nos espécimes confeccionados com L, AS (49,6 MPa) foi inferior a ASt (65,7 MPa). AS diferiu das demais técnicas e ASt não; as demais técnicas de reparo (L=70,7 A=69,2 AR=63,5 MPa) não diferiram entre si. Nos

espécimes confeccionados com AMC, AS (51,2 MPa) e AS1(44 MPa) diferiram dos demais,

e estes não diferiram entre si; as demais técnicas (L=70,6 A=67,2 AR=65 MPa) não

diferiram entre si. O reparo com ASt apresentou maior RF em espécimes confeccionados

com L199 comparado com aqueles confeccionados com Acron MC. Falhas coesivas foram

mais frequentes para L e A. Já AR, AS e AS1 mostraram falhas adesivas com maior

frequência. Houve influência do fator "reparo" para AD, sendo que AR apresentou a melhor

adaptação (0,5%); as demais técnicas não diferiram entre si (L=27,2 A=28,9 AS=21,2%). Na

avaliação da AH, houve diferença entre AR e as demais técnicas para 16-26, 11-26 e 21-16,

entre AR e AS para 11-21, e entre A e AS para 16-26. Quanto a AV, não houve diferenças

entre os grupos. As conclusões são: 1) O molde de silicone afetou apenas a SO de AMC; 2)

A interação "material da base-reparo" não influenciou AD; 3) AR forneceu a melhor AD; 4)

A interação "material da base-reparo" não afetou AH; 5) O fator "reparo" alterou AH; 5)

Nenhum fator alterou AV.

Palavras-chave: Resina acrílica dental, Microondas, Silicone, Reparo.

(15)

ABSTRACT

This study evaluated the efficacy of a new repair technique of removable

prosthodontics using rnicrowave acrylic resin and very-hard silicone as the investment

material. The frrst part evaluated Izod impact test (IZ), Rockwell penetration (RP) and

recovery (RR), water sorption (WS) and solubility (SO), and color stability (CS) of acrylic

resin samples processed by the following techniques: L (Lucitone 199, Ll99, 8 h./74°C,

gypsum mold), A (Acron MC, AMC, 3 rnin./500 W, gypsum mold), AR (Acron MC/R, GC

Int., 2 bars/45°Cil5 min.) and ASt (similar as A, but silicone mold was used). Notched and

unnotched samples were tested for IZ. EC samples were artificially aged. In the second part,

forty upper dentures were equally made of Ll99 or AMC. These dentures were sagittally

fragmented in the middle line and repaired by L, A, AR or AS. Adaptation (AD), horizontal

(HC) and vertical changes (VC) in the occlusal plane were assayed by comparing

measurements taken before and after the repair procedure. Eighty four rectangular specimens

were tested for flexural strength (RF). Twenty-four intact ones were made with L, A, AR and

AS1. The 60 remained ones were made ofL199 or AMC and had the middle part removed

(10 mm). Then, they were repaired with L, A, AR, AS (similar to ASt, but a different cycle

was used: 2 rnin./500 W - 1 min./0 W - 2 min./500 W) or ASt. The results showed that L was

superiorly different than the other techniques for IZ; additionally, unnotched sarnples were

stronger than notched ones. Considering RP, A and AS1 (71,1-70,5 um) were not different,

whilst AR and L (104-88,5 um) differed from each other as well as from A and AS1• AR

showed the lowest value (75,1%) for RR and differed from the other groups (L=83,1%;

(16)

and AR-AS1 (29,6-28,3-20,9 e 21,7 J.!g/mm3) were statistically different. No differences were

detected for SO tests. EC results did not differ for A and AS; the other groups differed among each other, and artificial aging affected EC of ali groups. RF intact groups were ali different (L=70,8 A=80,6 AR=65,3 AS1=75,4 MPa). For specimens made ofL199, AS (49,6 MPa) was weaker than ASt (65,7 MPa); AS differed from the other techniques, and ASt did not; the other techniques were not different (L=70,7 A=69,2 AR=63,5 MPa). ASt showed higher RF values when performed in samples made of Ll99, compared to those made of AMC. Cohesive failures were more common in L and A, while adhesive ones were in AR, AS e ASt. The technique AR showed the best AD (0,5%), while the other techniques were not different (L=27,2 A=28,9 AS=21,2%). There was a statistical difference between AR

and the othertechniques for the HC measurements between teeth 16-26, 11-26 e 21-16; AR andAS were different for 11-21 measurement, as well as A andAS for 16-26. Differences were not detected for VC variable. The conclusions were: 1) Silicon mold technique affected WS of AMC; 2) AD was not affected by the interaction "base material-repair procedure"; 3) AR technique generated the best AD results; 4) "Base material-repair procedure" interaction did not affect HC; 5) HC was affected by the ''Repair" variable; 6) Differences were not detected for VC assessments.

(17)

INTRODUÇÃO

A utilização da energia de microondas na polimerização das resinas acrílicas foi primeiramente relatada na literatura por NISHII45 em 1968. Vários estudos se sucederam ao deste pesquisador, objetivando avaliar as vantagens dessa tecnologia17•33•34•48A9•52•55

As fraturas de próteses removíveis são um achado comum na clínica diária, e o reparo das mesmas com resina acrílica para microondas tem se mostrado um técnica viável no que tange ás propriedades mecânicas do reparo e à adaptação final da prótese46•47•54•61.

As resinas quimicamente ativadas fornecem valores de resistência de reparo de 60%56 a 65%36 da resistência do espécime intacto, enquanto as resinas termopolimerizáveis possibilitam uma resistência de reparo em torno de 75%36 a 80%56 da resistência do espécime original. Apesar das resinas acrílicas termopolimerizáveis convencionais produzirem reparo com propriedades físicas e mecânicas aceitáveis, a técnica envolvida apresenta algumas desvantagens, sendo as principais o risco de distorções adicionais da base da prótese, o tempo e as dificuldades de se conduzir a técnica22

Com relação à técnica de reparo com microondas, achados na literatura apontam o tempo reduzido como a grande vantagem desta técnica. Entretanto, especula-se que o reparo em microondas seja comparável, com relação a este fator, à técnica convencional, uma vez que o tempo despendido para a inclusão da prótese na mufla e para a cristalização do gesso é praticamente o mesmo que aquele da técnica convencional.

Diante deste fato, uma técnica de reparo ideal seria aquela que fornecesse resistência final comparável à técnica convencional com resina termopolimerizável, e que, adicionalmente, pudesse ser conduzida em tempo reduzido. Tal condição seria possível utilizado-se resina para microondas e um sistema de inclusão mais rápido que o tradicional à base de gesso.

Os silicones laboratoriais têm se mostrado efetivos quando envolvidos no processo de polimerização de resinas acrílicas10'69,43•60, e em especial resinas acrílicas para microondas19

A utilização destes como material de inclusão poderia ser uma alternativa viável na redução do tempo gasto para a inclusão da prótese fraturada na mufla.

(18)

Diante desta possibilidade, este estudo visou avaliar uma técnica alternativa de reparo com resina acrílica para microondas e silicone laboratorial extra-duro como material de revestimento.

(19)

REVISÃO DA LITERATURA

1. Resinas Acrílicas: Propriedades

GOODKIND & SCHULTE (1970)25 avaliaram a estabilidade dimensional de bases confeccionadas com resina autopolimerizável utilizando a técnica da resina fluída e a técnica com mufla. Medições foram realizadas no modelo metálico e nas bases confeccionadas, e as distâncias comparadas. Os pontos demarcados estavam presentes na região de molares e incisivos centrais. As diferenças percentuais encontradas variaram de 0,11% a 0,38%. Os autores concluíram que ambas as técnicas de processamento das bases promoveram contração das mesmas, sendo que as bases confeccionadas com a técnica fluída apresentaram maiores valores de contração. Após seis meses de armazenagem em água, não foram detectadas diferenças significativas de estabilidade dimensional entre as técnicas. Segundo os autores, a magnitude de contração encontrada neste estudo seria dificil de ser detectada clinicamente.

Em 1979, FARAJ & ELLIS24 realizaram mensurações do módulo de elasticidade, sorção de água e contração, de uma resina autopolimerizável e uma resina termopolimerizável. Foram confeccionadas amostras circulares com 50,0 mm de diãmetro x 8,0 mm de espessura. Para verificar a temperatura durante a polimerização, pares termoeléctricos foram posicionados no interior do gesso e da resina. A temperatura de polimerização da resina termopolimerizável foi de 70°C e 100°C. A densidade das amostras foi determinada pelo peso em ar e em água a 21±1°C logo após a demuflagem e após condicionamento de peso em dessecador. As alterações dimensionais foram medidas através das dimensões dos círculos marcados no gesso. A medida do módulo de elasticidade foi obtida em espécimes com 60 x 10 x 1,7 mm. Os autores concluíram que a resina autopolimerizável polimeriza à temperatura de 25°C. O tempo de polimerização da resina termopolimerizável foi maior no centro das amostras, comparado à região externa. Quanto à porosidade, as amostras submetidas à temperatura de 700C não apresentaram porosidade, o mesmo não ocorrendo com aquelas polimerizadas a 1 00°C, as quais mostraram porosidade

(20)

quando a temperatura exotérmica ficou próxima a 135°C. A contração dimensional foi de

0,53% para as resinas termopolimerizáveis, e 0,26% para as autopolimerizáveis. Os autores relataram que o módulo de elasticidade deve ser mensurado em corpos-de-prova armazenados em água a 37°C, tendo em vista que tanto a temperatura como a sorção de água reduzem os valores dessa propriedade. Também deve ser observado tempo suficiente para que os materiais atinjam o equilíbrio de sorção de água (33 dias para corpos-de-prova com

2,5 mm a 3~C) antes da realização do teste de deflexão.

LAMB et

ai.

(1983i5 estudaram o efeito da proporção pó/liquido, temperaturas de polimerização inicial baixas, armazenagem em temperaturas elevadas e exclusão de oxigênio, sobre os níveis de monômero residual de uma resina acrílica autopolimerizável. Segundo os autores, as resinas acrílicas são, na maioria das vezes, formadas pela mistura de um polímero, contendo peróxido de benzoíla, com um monômero, contendo um catalisador, como por exemplo uma amina terciária. O peróxido se decompõe rapidamente e o suficiente para que, mesmo em temperatura ambiente, gere uma quantidade significativa de radicais livres, que promoverão a polimerização do monômero e, em conseqüência, de toda a mistura polimérica. Os resultados mostraram que resinas preparadas com uma proporção pó/líquido alta de 5:3 apresentaram dosagens significativamente menores de monômero residual comparadas àquelas preparadas com uma proporção baixa de 4:3. Quanto à temperatura de polimerização, as amostras polimerizadas à 22°C apresentaram níveis de monômero residual maiores comparados aos daquelas polimerizadas a 55°C, quando da dosagem imediata do monômero. Após três dias de armazenagem, os níveis de monômero residual reduziram-se. A velocidade de perda de monômero das amostras polimerizadas a 22°C foi significativamente maior, o que levou a uma inversão dos níveis de monômero em relação à primeira análise. Dessa forma, após três dias de armazenagem, as amostras polimerizadas a 55°C mostraram os maiores valores de monômero residual. Os resultados deste estudo mostraram que estes tornaram-se praticamente indetectáveis após 25 dias quando armazenados a 37°C, e após 6

dias, quando armazenados a 50°C. Utilizando-se uma temperatura de armazenagem de 36°C,

inferior àquela de transição vítrea do material estudado (76°), a resina estudada mostrou um grau de conversão virtual de 100%. Pôde-se observar que os espécimes que foram mantidos

(21)

em contato com o ar atmosférico apresentaram níveis inferiores de monômero residual, comparados àqueles mantidos em ausência de ar.

ARAB et al. (1989i estudaram a influência de níveis elevados de monômero residual na descoloração de uma resina acrílica, bem como sobre algumas de suas propriedades físicas. Dois ciclos de polimerização foram utilizados: 16 h a 70°C+3 h a 100°C; 8 h a 7ff'C. As amostras foram submetidas a 4 técnícas de limpeza de próteses. Todos os espécimes exibiram alterações similares, não havendo influência de níveis elevados de monômero sobre a descoloração da resina acrílica, sendo este fator atribuível ao método de limpeza. O principal fator responsável pelo branqueamento foi a temperatura elevada da água, independente do agente de limpeza utilizado. Entretanto, algumas propriedades físicas foram prejudicadas pelo conteúdo de monômero residual: resistência à flexão e dureza. Os procedimentos de limpeza com água fervente e limpadores provocaram aumento na opacidade, perda de integridade, redução na resistência à flexão e aumento na dureza superficial da resina acrílica.

HARRISON & HUGGET (1992i7 estudaram o efeito de diferentes ciclos térmicos de polimerização sobre os níveis de monômero residual de resinas acrílicas para base de prótese. Utilizou-se neste estudo um copolímero (trietileno glycol dimetacrilato) e um homopolímero. Foram avaliados ciclos longos, curtos, com calor úmido e seco, os quais forneceram percentuais de monômero residual entre 0,56 a 18,46%. Os resultados mostraram que o ciclo longo e calor úmido de 7 horas a 7o•c mais 1 hora a 1 OfJ'C forneceu os menores índices de monômero residual para 23 polímeros comerciais avaliados. Quando se comparou os materiais, as diferenças entre os valores para monômero residual ficaram entre 0,54 e

1,08%.

SADAMORI et al. (1994)51 avaliaram a influência da localização na mufla e da espessura de diferentes amostras na concentração de monômero residual. Tais amostras foram obtidas de espécimes confeccionados em resina acrílica utilizando-se três processos de polimerização: termopolimerizável convencional, técnica da resina fluída e método de cura por energia de microondas. Para as dosagens de monômero, utilizou-se cromatografia

(22)

gás-líquida. Os resultados indicaram que a concentração de monômero residual foi influenciada pelo método de polimerização da resina e pela espessura dos espécimes. A localização das amostras não influenciou nesta variável. A resina para microondas apresentou níveis de monômero residual semelhantes àqueles da resina convencional, bem como valores estatisticamente semelhantes quando se variava a espessura dos corpos, o que não ocorreu com a resina terrnopolimerizável convencional. Os autores sugerem ainda que a estabilidade dimensional e adaptação de próteses confeccionadas com resina acrílica podem ser influenciadas pelo processo de cura, espessura das bases, formato e tamanho das próteses.

MA Y et al. (1996)42 avaliaram a estabilidade de cor de sete resinas terrnopolimerizáveis convencionais e uma polimerizàvel por microondas, quando processadas com o método de rnícroondas. Os espécimes foram submetidos ao envelhecimento acelerado para o teste de estabilidade de cor, o qual foi mensurado quantitativamente antes e após 300, 600 e 900 horas de envelhecimento. A média de alteração de cor foi obtida através de regressão polinomial para se deterrnínar a alteração de cor durante o envelhecimento. Os resultados mostraram alterações signíficativas para todas as marcas comercias de resinas acrílicas, porém as alterações da resina Lucitone Hy-pro nao foram perceptíveis a olho nu. Conclui-se que tanto as resinas terrnopolimerizáveis convencionais como a restna Acron MC apresentaram alterações de cores após envelhecimento acelerado. Os materiais Hy-pro e TruTone exibiram as menores alterações de cores, sendo que o material Hy-pro foi o mais estável.

DORAY et ai. (1997i1 avaliaram a estabilidade de cor de duas escalas diferentes de cores de cinco resinas acrílicas, e sete materiais compostos para restaurações provisórias, utilizando espectrofotometria de reflexão após envelhecimento acelerado. Foram confeccionados espécimes com material para restaurações provisórias seguindo-se as instruções dos fabricantes, os quais foram envelhecidos em câmara de envelhecimento artificial a uma exposição total em irradiação ultravioleta de 60 kJ/m2. A cor foi mensurada

no escala CIE L *a*b* em espectrofotômetro de reflexão antes e após o envelhecimento. Mudanças nas cores (DE*) foram calculadas e avaliadas estatisticamente. Os resultados

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mostraram que houve alterações significativas em 9 dos 12 materiais testados. Os materiais mais estáveis foram a resina acrílica Alike e as resinas compostas Luxatemp e Protemp Garant, as quais não apresentaram alterações de cores perceptíveis após envelhecimento. Concluiu-se que algumas resinas acrílicas ou resinas compostas sofrem alterações de cor significativas e perceptíveis após condições de envelhecimento acelerado.

2. Resinas Acrílicas Polimerizadas por Microondas

NISHII (1968t5 foi o primeiro pesquisador a estudar a energia de microondas na polimerização de resinas acrílicas, avaliando porosidade e propriedades físicas: sorção de água, dureza, resistência à tração, resistência à flexão, deflexão transversal, resistência de união de dentes artificiais, adaptação. Segundo o autor, o método de aplicação da energia de microondas pode ser classificado como método dielétrico, em que ocorre aquecimento imediato da massa poliméríca, e tanto as regiões superficiais quanto as profundas são aquecidas rápida e uniformemente. A energia de microondas gerada em um oscilador magnético foi transferida para uma câmara contendo uma mufla com resina acrílica, a qual foi irradiada com ciclos de 9, 10, 11 e 12 minutos. O autor obteve resultados satisfatórios quanto à porosidade, quando da utilização de muflas perfuradas e redução na energia de alta freqüência. As propriedades físicas das resinas polimerizadas durante 11 minutos de irradiação foram tão satisfatórias quanto às das resinas polimerizadas pela técnica convencional em banho de água quente.

KIMURA et al. (1983i4 estudaram a utilização da energia de microondas para polimerizar a resina acrílica. Foram utilizadas resinas acrílicas termopolimerízáveis transparente e rosa, aplicando-se as seguintes proporções de polímero e monômero: 2,4:1 e 2:1, em peso, respectivamente. Também foram utilizados dentes artificiais de resina acrílica e de porcelana. Misturas de pó e líquido com diferentes pesos: 7, 15 e 21 g foram irradiadas em microondas durante 5, 10, 15, 20, 25, 30, 35 e 40 seg. para verificar o tempo necessário para atingir a fase plástica e a completa polimerização. A energia utilizada para a polimerização foi de 200 W e 500 W. Também foi avaliado:

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- Deformação do molde de gesso após a irradiação com microondas durante 0,5 a 20 minutos.

- Porosidade dos corpos-de-prova com as seguintes dimensões:

a) 20 x 20 x 5 mm processados durante 2 a 15 minutos e resfriados à temperatura ambiente;

b) 20 x 20 x 1 O mm polimerizadas durante 3 minutos e resfriadas em água gelada, água corrente e na bancada;

c) 20 x 20 x 1,5 ou 3 mm polimerizadas durante 3 min;

d) 20 x 20 x 3 mm contendo um grampo metálico com 0,9 mm de diâmetro; Adaptação das bases de próteses polimerizadas através dos seguintes métodos : banho de água elevando a temperatura para 1 OO"C em 60 minutos e mantendo em água fervente durante 30 minutos e;

energia de microondas durante 3 minutos.

- Estabilidade de cor e formação de trincas em próteses totais confeccionadas com dentes de resina e porcelana.

Os autores concluíram que:

-Embora a mistura polímero/ monômero geralmente atinja a fase plástica em 15 a 20 minutos à temperatura ambiente, este tempo pode ser diminuído com o auxílio do microondas;

- Embora a temperatura do molde atingisse 1 OO"C após 1 minuto de irradiação de microondas, a deformação do molde raramente foi observada;

- Raramente observou-se porosidade quando a resina foi polimerizada durante 3 minutos e resfriada em bancada;

- A adaptação da base da prótese polimerizada com microondas foi melhor que a adaptação da base de prótese processada pelo banho de água;

- Alteração de cor e frinchas nos dentes artificiais quase não foram observadas para próteses processadas em microondas.

A adaptação de bases de próteses foi estudada por estes mesmos autores no ano seguinte33 Bases de prova confeccionadas com resina acrílica termopolimerizável

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convencional polimerizada em microondas (500 W e 200 W) e banho de água (40 minutos a 65°C + 30 minutos a 1 OOOC) foram avaliadas. Com relação ao espaço existente entre a resina e o modelo de gesso, estes foram bem menores quando da utilização da polimerização em microondas. A adaptação das porções da resina acrílica em contato com o rebordo foram superiores àquelas do palato. De um modo geral, as bases de resinas polimerizadas com energia de microondas apresentaram melhor adaptação quando comparadas às polimerízadas em banho de água. A temperatura do revestimento no centro da mufla de plástico reforçada elevou rapidamente, ultrapassando a das margens da mufla. A temperatura da resina começou a se elevar rapidamente após 1 'lz minuto de irradiação com microondas, e a polimerização iniciou-se com o calor. No caso do banho de àgua quente, a temperatura no centro da mufla atingiu 65°C em 20 minutos, e a da resina começou a elevar rapidamente após a permanência da mufla em àgua a 65°C durante 30 minutos. No caso das muflas imersas em banho de água quente, pôde-se observar diferença significativa entre a temperatura do centro e das margens do revestimento, o que não ocorreu com a polimerização em microondas.

REITZ et al. (1985t8 avaliaram a resistência à flexão, dureza e a porosidade de 20 espécimes confeccionados com resina à base de metilmetacrilato, sendo metade polimerizada em banho de àgua quente, a 600C por 8 h, e os demais polimerízados com energia de microondas a 400 W por 2 'lz minuto. De acordo com os resultados, para os processos de polimerização utilizados, não houve diferenças significantes para as quatro variáveis analisadas. Nas amostras polimerizadas em microondas, houve presença de porosidade nas regiões centrais das mesmas. Quando se aplicou valores baixos de potência e ciclos longos, o grau de porosidade da resina acrílica se reduziu. Segundo os autores, este mesmo critério deve ser aplicado quando se pretende polimerizar próteses que apresentam volume de seção transversal maior que dos espécimes utilizados neste estudo.

HAYDEN (1986i9 avaliou a resistência à flexão de bases de próteses confeccionadas com resinas acrílicas processadas com diferentes ciclos de polimerização: ciclo curto e longo em àgua quente (73•C) e ciclo em microondas (700 W a 4 minutos e 90

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W a 13 minutos) . As bases foram submetidas a uma carga compressiva na região mediana, registrando-se a energia absorvida no ponto de fratura. Houve diferenças estatísticas entre os produtos curados com diferentes ciclos, bem como entre as marcas comerciais utilizadas. O processo de cura das bases com energia de microondas demonstrou polimerizar a resina acrílica normalmente. Entretanto, testes sob condições de força revelaram que os materiais polimerizados por este método não absorveram tanta energia antes da fratura como aqueles polimerizados convencionalmente. O material modificado com borracha absorveu maior quantidade de energia antes da fratura. Os métodos recomendados por alguns dos fabricantes produziram bases levemente mais resistentes que os métodos alternativos; o método longo de processamento em água quente mostrou-se mais satisfatório para uma das resinas. Importante salientar que estas diferenças não foram estatisticamente significantes. Os autores observaram também que bases de prótese polimerizadas por 13 minutos a 90 W mostraram-se amolecidas e flexíveis, emitindo odor indicativo de alto conteúdo de monômero, contra-indicando este ciclo em microondas.

SANDERS et a!. (1987/2, tendo observado em trabalhos anteriores que a porosidade

na seção mais espessa da resina aumentava significativamente quando estes corpos-de-prova eram polimerizados com energia de microondas, realizaram uma pesquisa onde investigaram as diferenças de porosidade apresentadas pelas amostras após a cura por microondas quando resfriadas subitamente ou permitidas resfriar lentamente em temperatura ambiente. Com esta finalidade, amostras foram preparadas e polimerizadas de duas formas: a) polimerizadas por 9 horas a 74° C e resfriadas imediatamente após a remoção do banho de água por 20 minutos em água corrente; b) polimerizadas a 90 W em forno de microondas com prato giratório por 6 V2 minutos de cada lado e decorridos 15 minutos, resfriadas em água corrente por 4 5 minutos; c) amostras polimerizadas como em

h

e resfriadas à temperatura ambiente por 2 V,

horas. Após polimerização, as amostras foram polidas e recobertas por tinta nanquim para observação da porosidade. A quantidade de porosidade foi avaliada por 3 examinadores calibrados. A análise dos resultados mostrou que houve porosidade em todas amostras de resina acrílica para todos os métodos de polimerização e para todos os procedimentos. Somente a resina fabricada para cura em microondas apresentou baixa porosidade,

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concluindo asstm a importância de selecionar a resma apropriada para cada método de polimerização.

Em 1987, LEVIN et a/. 37 estudaram as propriedades dureza, resistência à flexão e porosidade de resinas acrílicas polimerizadas com energia de microondas. Foram confeccionados dez espécimes de cinco resinas, polimerizadas utilizando-se banho de água quente e fomo de microondas doméstico. Os resultados mostraram que não houve diferenças entre os valores obtidos com os dois métodos de polimerização. Em outro estudo, próteses maxilares foram enceradas em modelos obtidos em gesso a partir de um modelo de alumínio, utilizando-se as mesmas cinco resinas. Metade foi polimerizada com energia de microondas e metade com banho de água quente. A adaptação das próteses sobre o modelo metálico foi verificada utilizando-se fitas calibradoras. Os resultados mostraram que não houve diferenças estatisticamente significativas entre os métodos, mostrando que as propriedades físicas das resinas polimerizadas em microondas são semelhantes às das resinas polimerizadas convencionalmente. A polimerização em microondas apresenta como vantagens, segundo os autores: tempo de processamento, facilidade e limpeza de manuseio.

DE CLERCK (1987F fez algumas considerações a respeito de resinas acrílicas e polimerização em microondas. Segundo o autor, a polimerização do PMMA, resina mais comumente utilizada na confecção de próteses dentárias, é do tipo reação em cadeia, e requer a ativação de um iniciador (peróxido de benzoíla), o qual cria os primeiros radicais livres que iniciam a polimerização em cadeia, abrindo as dupla-ligações do meti! metacrilato. Uma reação térmica acima de 60"C gera radicais livres, e a reação exotérmica de polimerização tem uma tendência de se acelerar à medida que essa temperatura aumenta. Resinas polimerizadas em temperaturas próximas à da ebulição do monômero (100,8°C) apresentam altos níveis de porosidade, e tal temperatura é facilmente atingida quando o calor interno gerado pela reação exotérmica da resina não é dissipado eficazmente.

No caso dos métodos de polimerização mais freqüentemente usados, banho de água e ar quente, essa dissipação é prejudicada principalmente pela diferença de temperatura entre meio externo e interior da mufla, sendo o primeiro sempre mais quente que o segundo, além

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do coeficiente de condutividade térmica desfavorável do material de revestimento. Para evitar porosidade, portanto, utiliza-se ciclos com baixas temperaturas e períodos longos. Porém, se o calor necessário à quebra do peróxido de benzoíla em radicais livres pudesse ser gerado dentro da própria resina, a temperatura no exterior da mufla poderia se manter baixa. Dessa forma, o calor da reação de polimerização poderia ser dissipado com maior eficiência, minimizando-se os riscos de porosidade na resina acrílica. Além disso, eliminaria-se o tempo necessário para transferir calor do meio externo para a resina, através das diversas estruturas envolvidas, tais como mufla, material de revestimento e modelo em gesso.

As microondas, ondas eletromagnéticas produzidas por um gerador chamado magnetron, podem ser utilizadas para gerar calor no interior das resinas.

Realizando testes simples, o autor pôde observar que 30 cc de monômero ebuliram em 3 minutos e 30 seg. no forno de microondas. Notou também que o polímero isolado não se aquecia quando em contato com as microondas, e que porções de 3 mg de polímero e monômero misturados, prensados na fase plástica e submetidos a um ciclo de 2 minutos em microondas, iniciaram a polimerização em 4 minutos, estando completamente polimerizadas em 8 minutos. Quanto ao reparo, o autor pôde observar que um dente de plástico aderiu firmemente à resina acrílica, quando ambos os materiais foram submetidos a uma exposição de 8 minutos às microondas.

AL DOORI et al (1988)1 compararam as técnicas de polimerização com energia de microondas e banho de água quente, analisando peso molecular, conversão de monômero e porosidade de quatro resinas acrílicas. Os valores de peso molecular dos materiais polimerizados utilizando-se ambos os métodos foram praticamente os mesmos. Apesar da conversão de monômero com a energia de microondas ter sido substancial, a quantidade mínima de monômero obtida com a polimerização convencional não pôde ser atingida com a polimerização em microondas. Os problemas de porosidade relacionados com o rápido aquecimento da massa de resina puderam ser controlados com ciclos de 25 minutos a 70 W, porém em seções superiores a 3 mm de espessura a porosidade não pôde ser evitada. Segundo os autores, no momento do estudo, a técnica de polimerização em microondas,

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comparada àquelas de aquecimento rápido em água, não oferece vantagens com relação à economia de tempo.

TRUONG & THOMAZ (1988)59 avaliaram a porosidade de quatro resinas acrílicas, processadas sob dois métodos de polimerização: energia de microondas e banho de água quente. As propriedades dureza, resistência à flexão, sorção de água e perda de massa por lixívia de uma das resinas foram avaliadas de acordo com o Australian Standard 1043-1971 e 1626-1974. Os níveis de monômero residual, dosados por extração em acetona, e os níveis de agente de união cruzada, dosados por extração em clorofórmio, também foram calculados e estudados para esta resina. Os resultados mostraram propriedades fisicas similares, bem como uma microestrutura idêntica para a resina Trevalon curada sob os dois diferentes métodos. Utilizando-se um programa de polimerização em microondas previamente recomendado, a porosidade foi evidente em espécimes espessos de seção à flexão de 14 X 1 O mm. Entretanto, segundo os autores, o programa de polimerização em microondas pode ser otimizado no intuito de prevenir porosidade, sem no entanto prejudicar as demais propriedades fisicas da resina ou o tempo de processamento da mesma. Isto pode ser obtido utilizando-se uma baixa potência no início do ciclo.

TAKAMATA et al. (1989i7 avaliaram a estabilidade dimensional de resinas acrílicas, segundo o método de polimerização. Com esta finalidade compararam a) uma resina termicamente ativada pelo método tradicional de banho de água; b) uma nova resina fluída; c) resina ativada por luz visível; d) resina processada com energia de microondas; e) resina quimicamente ativada. Foram usados os seguintes métodos para a medida da precisão dimensional: peso do material de moldagem interposto entre a base da prótese e o modelo mestre, medidas do espaço do bordo posterior em cinco localizações e o volume estimado do espaço entre a base da prótese e o modelo mestre. Avaliando os resultados obtidos, chegaram as seguintes conclusões: a) a pior adaptação foi obtida pelo grupo de resinas polimerizadas em mufla metálica e banho de água convencional. A nova resina ativada por luz visível produziu uma base com precisão intermediária, assim como a resina fluída quando curada por 20 minutos a 100° C ou a resina processada com microondas por 13 minutos a 90 W ou 1 Y2 minuto a 500 W. Os dois melhores resultados quanto à precisão

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de adaptação foram obtidos pelas resinas autopolimerizadas ou pela resina especialmente desenvolvida para ser processada com as microondas,

BURNS et al, (1990)13 estudaram a influência da energia de microondas na estabilidade dimensional de três resinas acrílicas para base de prótese: termopolimerizável, polimerizável com luz e autopolimerizáveL Além disso, os espécimes foram testados secos ou saturados em água durante 30 dias à temperatura ambiente, sendo tais condições as variáveis independentes do estudo, O peso e o comprimento das amostras foram mensurados antes e após a desinfecção das mesmas em microondas por 15 minutos à 650 W, Um recipiente parcialmente preenchido com água foi introduzido no fomo, para proteção do magnetron, Todos os materiais apresentaram excelente estabilidade, tendo valores médios de contração na ordem de 0,02 a 0,03%, os quais são clinicamente insignificantes se comparados aos da contração de polimerização, na ordem de 0,2%, Os autores concluem que a esterilização em microondas não influenciou significativamente na estabilidade dimensional dos três materiais testados, e que os mesmos podem estar secos ou saturados em água previamente à esterilização, Uma vez que o formato cilíndrico das amostras utilizadas não condiz com a topografia complexa de uma prótese, extrapolações desses resultados para próteses totais não seriam válidas, Entretanto, comparações entre os materiais utilizados poderiam ser consideradas,

As propriedades resistência à flexão, porosidade e dureza de duas resmas especialmente formuladas para polimerização com microondas e uma resina termopolimerizável convencional foram estudadas por ALKHATIB et aL (1990f Espessuras de 3, 6, 11,6 e 17,7 mm foram utilizadas para avaliação da porosidade, O ciclo utilizado para a resina Acron MC foi de 513 W durante 2 minutos e 55 segundos em um lado da mufla, Os espécimes para o teste de resistência à flexão foram obtidos à partir de matrizes com as dimensões 70 x 12 x 3 mm, sendo posteriormente desgastados com lixas de granulação 400 e 600 até as dimensões de 68 x 1 O x 3 mm, Para o teste de dureza, o polimento foi realizado com lixas de carbeto de silício nas granulações 400, 600, 800 e I 000, e as penetrações foram realizadas com carga de 200 gramas durante 20 segundos, A

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porosidade foi avaliada após polimento das amostras do teste de dureza utilizando pastas para polimento com partículas de 1,0 ~m e 0,3 ~m, com panos e rodas para polimento metalográfico. O grau de porosidade foi calculado segundo o tamanho dos poros. Os resultados mostraram que tanto a resina termopolimerizável convencional quanto a resina Acron MC não mostraram porosidade em nenhuma das espessuras avaliadas. Não houve diferenças estatísticas entre as resinas estudadas quanto à propriedade de resistência à flexão.

BAFILE et ai. (1991/ compararam a porosidade entre resinas acrílicas polimerizadas com energia de microondas e resinas acrílicas termopolimerizáveis convencionais. F oram confeccionados 70 espécimes, divididos em 1 O grupos. As amostras do grupo controle foram polimerizadas em banho de água quente a 69"C durante 9 horas. Os espécimes de quatro grupos experimentais foram confeccionados utilizando-se um líquido contendo trietileno ou tetraetileno-glicol, que são dimetacrilatos que contém um grupo reativo em cada extremidade da cadeia orgãnica; estes dimetacrilatos apresentam pressão de vapor baixa mesmo sob temperaturas entre 100 e 150°C. Isso favorece o processamento da resina acrílica em altas temperaturas sem o risco do surgimento de porosidade na estrutura do mesmo, o que não ocorreria utilizando-se monômeros com pressão de vapor elevada. Os espécimes destes quatro grupos foram submetidos a diferentes ciclos de polimerização em microondas, variando-se tempo e potência. Os outros dois grupos experimentais foram formados com espécimes confeccionados com monômero de metil-metacrilato e polimerizados em forno de microondas. Os resultados não mostraram diferenças significativas entre as médias de porosidade dos grupos controle e experimentais com o líquido especial. Os dois grupos restantes, de espécimes processados com monômero de MMA, mostraram médias de porosidade significativamente maiores que as dos demais grupos. Assim demonstrou-se a efetividade do líquido modificado à base de trietileno e tetraetileno na prevenção de poros. Além disso, os autores encontraram os menores valores de porosidade quando da utilização do ciclo de 1 O minutos a 225 watts em microondas.

Neste mesmo ano W ALLACE et a/64 compararam a precisão dimensional de bases de prótese polimerizadas por microondas e polimerizadas pelo método tradicional de banho

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de água aquecido (grupo controle). Os grupos experimentais foram em número de quatro, variando os tempo e a temperatura de polimerização por microondas. Os autores concluíram a) que as bases de próteses processadas com a energia de microondas apresentaram-se iguais ou com melhor precisão dimensional que as bases processadas convencionalmente; b) que nenhum dos grupos polimerizados com as microondas apresentou resultado superior quando comparados entre si; c) o processo de cura com a energia de microondas é limpo e mais rápido que a técnica convencional e forneceu excelente precisão dimensional.

AL-HANBALI et al. (1991i estudaram a adaptação de bases de próteses confeccionadas em resina acrílica e submetidas a dois ciclos de cura em banho de água quente ou em fomo de microondas. Para confeccionar as bases, foram obtidas réplicas em gesso a partir de um confeccionado em cobalto-cromo. Dez bases, confeccionadas com resina acrílica convencional, foram processadas em banho de água quente durante 7 horas a 70"C e 3 horas a 1 OO"C, sendo outras dez processadas em fomo de microondas a 65 watts durante 3 minutos. Outras dez bases, confeccionadas com um PMMA modificado, contendo 0,025% de dimetil-p-toluidina (ativador químico), foram processadas em banho de água fervente (1 OO"C) por 20 minutos. Após isso as bases foram readaptadas ao modelo mestre metálico, interpondo-se entre os mesmos material de moldagem à base de silicone; sobre a camada de silicone obtida vazou-se gesso pedra, reproduzindo em positivo a camada interna da mesma, e, após removida a base de resina, gesso pedra foi vazado sobre o silicone, reproduzindo e contendo a camada externa desta. O conjunto gesso-silicone-gesso foi então recortado na região posterior do palato, e a espessura do silicone foi mensurada em um perfilômetro. As bases removidas foram submetidas a um segundo ciclo de cura semelhante ao primeiro, com exceção do grupo polimerizado em ciclo longo, em que se utilizou segundo ciclo de cura de 12 horas a 65°C, para que a temperatura de transição vítrea da resina acrílica não fosse atingida. A análise estatística mostrou diferenças entre o primeiro e segundo ciclo de cura para todos os métodos estudados (P<0,001). Entretanto, o ciclo de polimerização em microondas provocou uma distorção significativamente menor da base da prótese,

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comparado com o ciclo curto de polimerização em banho de água quente, principalmente na região central do palato (P<O,OOI).

Neste mesmo ano, DEL BEL CURY18 estudou as propriedades físico-químicas de 4 resinas sob três condições de polimerização. As resinas Lucitone 550 (L) e Prothoplast (P)

foram polimerizadas através de banho de água durante 12 horas a 73°C; a resina Acron MC foi curada através da energia de microondas a 500 W durante 3 minutos e a Orto-class. (0), quimicamente ativada, polimerizada durante 1 hora à temperatura ambiente. Cinqüenta amostras foram confeccionadas de acordo com a especificação n° 12 da ADA e analisadas para: 1) Sorção e solubilidade em água, 2) resistência à flexão e deflexão máxima, 3)Resistência ao impacto, 4) Liberação de monômero residual. A partir dos resultados concluiu-se que as resinas diferem entre si em relação às suas propriedades físico-químicas, as quais não estão relacionadas com o tipo de polimerização a que foram submetidas.

ILBAY et ai. (1994)30 estudaram a dureza de uma resina acrílica polimerizada em microondas aplicando-se 21 ciclos de polimerização, variando-se potência e tempo. A dureza maior foi obtida com o ciclo de 550 W por 3 minutos (22.46 VHN). As propriedades resistência à flexão , deflexão, solubilidade e sorção de água foram avaliadas em amostras polimerizadas com este ciclo. O valor médio de resistência à fratura em flexão foi de 7,6 kg, e os valores de deflexão foram de 1,5 mm a 3500g, e 2,9 mm a 5000g. A sorção de água foi de 0,72 mg/cm2 e o grau de solubilidade em água 0,038 mg/cm2 Os resultados estão de acordo com a especificação da ADA, mostrando que a resina acrílica polimerizada com energia de microondas é mais resistente à falha mecânica comparada às termopolimerizáveis convencionais, indicando a aplicação segura desta técnica na confecção de próteses removíveis.

DYER & HOWLETT (1994)22 compararam a estabilidade dimensional de duas resinas acrílicas, sendo uma termopolimerizável convencional e outra curada em microondas. As bases de resina foram confeccionadas sobre réplicas de modelos em gesso obtidas a partir de um modelo metálico mestre de cobalto-cromo. Foram confeccionadas 20 bases

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utilizando-se uma resina termopolimerizável convencional modificada, curada em ciclo rápido de 22 minutos a 1 00°C, e outras 20 com uma resina especialmente formulada para polimerização em microondas, aplícando-se um ciclo de 3 minutos a 500 watts. Metade das bases de cada grupo (10 bases) foram secionadas ao meio em direção parasagital e reparadas com uma resina polimerizada em microondas. Após cada ciclo de polimerização, a adaptação da borda posterior de cada base foi avaliada com uma camada de silicone interposta entre a base e o modelo mestre. Esta camada foi vazada em gesso, e este conjunto foi então secionado na região palatal posterior para que se pudesse medir a espessura do silicone nesta região, utilizando-se uma ocular micrométrica. Os resultados foram submetidos à análise de variância e ao teste t. Concluiu-se que não houve diferenças entre os valores de adaptação das bases processadas com a resina termopolimerizável convencional modificada e com a resina polimerizável em microondas. Todas as bases sofreram alteração adicional significativa quando reparadas com a resina acrílica de microondas.

THOMAZ & WEBB (1995f8 avaliaram o efeito da energia de microondas na estabilidade dimensional de próteses totais, utilizando forno de microondas convencional e dois ciclos: longo (10 minutos a 604 W) e curto (6 minutos a 331 W). As medições foram realizadas em dois sentidos. Foi avaliado também o peso das próteses antes e após a desinfecção, bem como as mudanças de temperatura das mesmas. Antes da realização do experimento, houve calibração da energia de saída do microondas. As mudanças no peso das próteses após o ciclo de desinfecção não foram significativas. Apesar de não ter havido medições de temperatura, após o ciclo longo de 1 O minutos, as próteses estavam quentes em demasia para serem tocadas, porém não foi observado alterações ou amolecimento do polímero; após 6 minutos a temperatura estava morna. As medições horizontais mostraram contração de 0,8% da prótese, e as verticais, expansão de 0,74%, sendo menos severas no ciclo de 6 minutos: -0,11% e +0.04%. Entretanto, segundo os autores, apesar destas percentagens serem consideradas significativas, não há pesquisas que quantifiquem a tolerância dos tecidos moles às deformidades das próteses durante o processamento.

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BRAUN (1997i2 estudou a influência da estrutura metálica de uma prótese parcial removível sobre a efetivídade de polimerização da resina acrílica em contato com este metaL Para tal, avaliou-se porosidade, dureza e monômero residuaL Foram confeccionados 30 corpos-de-prova cilíndricos com 30,0 mm de diâmetro x 4,0 mm de espessura, contendo no seu interior uma grade metálica de 28 x 8,0 x 0,5 mm. Estes foram divididos aleatoriamente em 3 grupos : 01) resina Clássico polimerizada em ciclo curto; 02) resina Acron MC polimerizada 3 minutos a 500 W em fomo de microondas; 03) resina Clássico curada 3 minutos a 500 W em fomo de microondas. Após a polimerização cada amostra foi secionada ao meio, utilizando-se urna das partes no teste de monômero residual e a outra nos testes de dureza e porosidade. A dosagem de monômero liberada na água durante doze dias consecutivos foi avaliada através de espectrofotometria. A dureza Knoop foi verificada a distâncias de 50, 100, 200, 400 e 800 11m da grade metálica e a porosidade interna e externa foi avaliada a olho nu e com auxílio de um microscópio com aumento de 100x. As médias e os desvíos-padrão obtidos para a dosagem de monômero residual (Jlg/mm2) foram : 1") O 1)

178,8±17,9 A, 02) 59,5±11,1 B, 03) 116,5±12,0 C, 12 dias-01)44,3±2,2 A, 02)6,8±1,3 B, 03)40,1±2,7. Os valores de dureza Knoop foram, a 50 Jlill, 01)16,45±0,22 B, 02)17,46±0,2 A, 03)17,14±0,26 AB; a 800 Jlm: 01)16,75±0,14 B 02)18,14±0,32 A, 03)17,55±0,22 A A análise de variância mostrou diferença entre os grupos, e médias seguidas de mesma letra não mostraram diferença significativa para o teste de Tukey ao nível de 5%. Na porosidade avaliada a olho nu foi observado poros na totalidade das amostras do grupo 3 e em 50% das amostras dos grupos 1 e 2. Na avaliação com o auxílio do microscópio foi observada porosidade em todas as amostras, sendo que o grupo 3 apresentou porosidade mais acentuada quando comparada com os demais grupos. Concluiu-se que a energia de microondas pode ser utilizada para a polimerização efetiva da resina acrílica contendo metal no seu interior e que as resinas convencionais quando polimerizadas através da energia de microondas apresentaram maior quantidade de poros.

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3. Reparo em resinas

STANFORD et al. (l955i6 avaliaram cmco resmas autopolimerizáveis e três termopolimerizáveis. Todos os espécimes foram confeccionados utilizando-se moldes sob compressão, sendo que o ciclo utilizado para as resinas termopolimerizáveis foi de 1 Yz h a 70C0 acompanhado de Yz h a lOO"C. As muflas foram resfriadas em bancada por 30 minutos

e posteriormente imersas em água a 23±10°C por 15 minutos. As propriedades avaliadas foram plasticidade, sorção de água e solubilidade, porosidade, estabilidade de cor, resistência à flexão, deflexão, resistência e alterações dimensionais de reparo. Os espécimes foram confeccionados e avaliados segundo a especificação n° 12 da ADA. A porosidade foi evidente em apenas uma resina autopolimerizável. Todas as marcas investigadas apresentaram as propriedades de plasticidade, sorção de água e solubilidade de acordo com a especificação. Nenhuma das resinas autopolimerizáveis apresentou valores de resistência à flexão de acordo com aqueles estabelecidos pela especificação para esses materiais. O mesmo teste de resistência à flexão foi aplicado a corpos-de-prova confeccionados com as resinas termopolimerizáveis e reparados com estas mesmas resinas ou com as resinas autopolimerizáveis. A resistência à flexão do reparo com as resinas termopolimerizáveis foi de aproximadamente 80% do valor original dessas mesmas resinas testadas intactas, enquanto que a utilização de resinas autopolimerizáveis proporcionou valores de resistência em torno de 60% do valor original. Todos os espécimes reparados com as resinas autopolimerizáveis fraturaram na interface adesiva, enquanto que aqueles reparados com as resinas termopolimerizáveis fraturaram coesivamente no material reparador. As avaliações quanto às alterações dimensionais mostraram que, com relação ao método de medição de pontos entre molares antes e após o reparo, não houve diferenças entre as técnicas com resina autopolimerizável ou termopolimerizável. Entretanto, o reposicionamento das próteses reparadas em seus respectivos modelos mostraram que esta segunda técnica proporcionou um grau de desadaptação visual mais elevado.

Em 1970, HARRISON & STANSBURRY28 avaliaram o efeito do formato das superficies de união na resistência à flexão de espécimes reparados com resina acrílica.

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Após a fratura dos espécimes por meio de uma força à flexão, as partes expostas foram preparadas em três formatos distintos (em ângulo reto, arredondado e em degrau), sendo posteriormente reparadas com uma resma acrílica autopolimerízàvel. Foram confeccionados 45 espécimes, sendo 16 preparados com formato em degrau, 15 em ângulo reto e 14 com superficies arredondadas. Em três espécimes, uma carga extra secundária e de maior intensidade foi necessària para provocar a fratura. Em dois destes a fratura ocorreu no material reparador, e em um a falha foi do tipo adesiva, ou seja, na interface de união entre os dois materiais. Nestes casos, os espécimes reparados foram, em última análise, mais resistentes que os originais. Apenas 6% dos espécimes com união em degrau, 20% com união em topo e 57% com união arredondada mostraram uma resistência ideal, uma vez que a linha de fratura não ocorreu ao longo da interface de união entre os materiais. Os resultados mostraram que a resistência dos espécimes com superficie de união arredondada foi maior que àquela mostrada pelos espécimes com conformação em topo ou em degrau.

LEONG & GRANT (197li6 estudaram o reparo em resma acrílica utilizando resinas térmica e quimicamente ativadas, métodos de polimerização ao ar livre, sob pressão em mufla e termicamente ativada, e técnicas variadas de obtenção dos espécimes: A=confecção de placas, polimento das mesmas e desgaste para obtenção das dimensões previamente ao procedimento de reparo; B=confecção de espécimes com 65 mm de comprimento e dimensões aumentadas em espessura e largura, os quais foram desgastados ao tamanho preconizado, também previamente ao procedimento de reparo; C=espécimes semelhantes aos anteriores, porém com a metade do comprimento, desgastados previamente ao reparo; D=ídem ao grupo C, porém reparados antes do desgaste; E=ídem ao grupo B, porém espécimes secionados e reparados previamente ao desgaste. Obteve-se valores menores de resistência à flexão com os métodos de polimerização ao ar livre e com pressão. A termopolimerização forneceu os melhores valores de reparo. A associação deste método com as técnicas De E para obtenção dos espécimes (reparo prévio ao desgaste) forneceu os maiores valores de resistência. Os grupos D e E mostraram as menores faixas de desvio-padrão entre os valores de resistência dos espécimes avaliados. No grupo de espécimes

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reparados sob pressão em mufla e que apresentavam distância de 1,5 mm do espaço de reparo, a deflexão foi reduzida em aproximadamente 20% comparada àquela obtida com espaço de 3 mm. Entretanto, este fato parece não afetar a resistência à flexão. A resistência média de espécimes que foram previamente submetidos ao teste de resistência, subseqüentemente reparados e novamente submetidos ao teste foi 5% menor que àquela dos espécimes secionados e submetidos ao teste uma única vez. Os valores de deflexão obtidos durante o ensaio de resistência não indicaram uma correlação direta entre deflexão e resistência de reparo, embora seja freqüente encontrar valores de deflexão baixos acompanhados de valores elevados de resistência à flexão. Pôde-se notar que a aplicação de material reparador em excesso, sendo posteriormente removido por desgaste, fornece valores maiores de resistência comparado à utilização de quantidades pequenas, possivelmente devido ao alto grau de polimerização alcançado pela massa, graças a geração de calor elevada. Segundo os autores, três pontos devem ser observados quando se realiza um reparo: preparo das partes a serem reparadas de tal forma que haja redução máxima do estresse residual; distância entre estas partes não maior que 1,5 mm; utilização de grande quantidade de massa de material reparador, removendo-se os excessos após a polimerização.

BERGE (1983)11 avaliou a influência da armazenagem em ambiente seco na resistência à flexão de espécimes confeccionados com resina termopolimerizável e previamente saturados em água. Após armazenagem em água destilada à 37° C por 30 dias, alguns espécimes foram secos em ar à 21°C±J•c durante 24 h antes do ensaio. O autor também correlacionou a quantidade de água dos espécimes quebrados com a resistência à flexão de reparo dos mesmos. Além disso, foi comparado a resistência de reparo obtida utilizando-se duas resinas acrílicas autopolimerizáveis com graus de viscosidade diferentes. Espécimes com as dimensões 70 x 15 x 5 mm de espessura foram confeccionados com as resinas autopolimerizáveis "Vertex-self-curing" e "Ivoclar-SR3/60 Quick 20", e com as resinas autopolimerizáveis "Vertex-rapid simplified" e "Ivoclar-SR3/60". Os espécimes confeccionados com as resinas termopolimerizáveis, após serem fraturados, foram reparados tanto com elas mesmas quanto com as resinas autopolimerizáveis. O efeito do umedecimento prévio com monômero das partes a serem reparadas também foi avaliado. Os

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