Universidade Estadual Paulista
REITORIAResolução Unesp-55, de 18-5-2005
Aprova o Regulamento do Programa de Pós-graduação em Música, Curso de Mestrado, do Instituto de Artes do Campus de São Paulo
O Reitor da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, com fundamento no inciso IX do artigo 24 do Regimento Geral, nos termos do Parecer 59-05-CCPG e, tendo em vista o deliberado pelo Despacho 78-05-CCPG-SG, da Câmara Central de Pós-graduação e Pesquisa, de 12-4-2005, baixa a seguinte resolução: Artigo 1º - O Programa de Pós-graduação em Música, Curso de Mestrado, do Instituto de Artes do câmpus de São Paulo, reger-se-á pelo Regulamento anexo a esta resolução.
Artigo 2º - Esta resolução entrará em vigor na data de sua publicação. (Proc. 652/35/01/2002-IA/SP). Regulamento do Programa de Pós-Graduação em Música do Instituto de Artes do Campus de São Paulo da Unesp.
TÍTULO I
Dos Objetivos e da Organização
Artigo 1º - O Programa de Pós-graduação em Música do Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Campus de São Paulo, tem por objetivo a formação de docentes, pesquisadores e recursos humanos especializados na área de Música.
Artigo 2º - O Programa de Pós-graduação em Música é coordenado, em nível central, pela Câmara Central de Pós-graduação e Pesquisa (CCPG) e no âmbito local pelo Conselho do Programa e pela Congregação do Instituto de Artes.
Parágrafo único - Na organização do Programa de Pós-graduação em Música do Instituto de Artes são observadas as disposições fixadas pelo Órgão Federal competente e, na estrutura, as normas fixadas pelo Estatuto e Regimento Geral da Unesp, pelo Regimento Geral de Pós-graduação e pelo Regulamento do Programa.
Artigo 3º - O Programa de Pós-graduação em Música exige, dos candidatos ao título de Mestre, freqüência e aprovação em disciplinas, cumprimento de atividades complementares, aprovação em Exame Geral de Qualificação, aprovação em defesa pública de dissertação ou em trabalho equivalente, ou defesa pública de dissertação ou trabalho equivalente e recitais.
Artigo 4º - O Programa estrutura-se em torno de linhas de pesquisa e seus respectivos projetos,
compreendendo disciplinas, atividades complementares, elaboração de defesa pública de dissertação ou trabalho equivalente, ou de defesa pública de dissertação ou trabalho equivalente e recitais.
Artigo 5º - A integralização das atividades necessárias à obtenção do título acadêmico de Mestre é expressa em unidades de crédito, correspondendo a quinze horas, cada unidade.
§ 1º - Para obtenção do título de Mestre, o candidato deverá cumprir um mínimo de mil quatrocentos e quarenta horas correspondentes a noventa e seis unidades de crédito, no período mínimo de vinte meses e no máximo de vinte e oito meses.
§ 2º - Os créditos serão obtidos em disciplinas (vinte e quatro créditos), atividades complementares (vinte e quatro créditos), defesa pública de dissertação ou trabalho equivalente, ou defesa pública de dissertação ou trabalho equivalente e recitais (quarenta e oito créditos).
§ 3º - Os créditos em disciplinas devem ser cumpridos no período máximo de dezoito meses; os créditos em atividades complementares no período máximo de vinte e quatro meses; exame de qualificação no período máximo de vinte e quatro meses; defesa pública de dissertação ou trabalho equivalente, ou defesa pública de dissertação ou trabalho equivalente e recitais no período máximo de vinte e oito meses.
TÍTULO II
Do Corpo Docente
Artigo 6º - O corpo docente do Programa de Pós-graduação em Música é constituído por professores com titulação acadêmica igual ou superior à de Doutor, vinculados à Unesp, a outras instituições de ensino superior ou de pesquisa, com ou sem vínculo formal, credenciados nos termos do Regimento Geral de Pós-graduação da Unesp, do Regulamento do Programa de Pós-Pós-graduação em Música e da legislação vigente. § 1º - A indicação e o credenciamento de docentes/orientadores serão realizados pelo Conselho do Programa, devendo ser apreciados e aprovados pela Congregação à vista da documentação apresentada: curriculum vitae Lattes, plano de disciplina e projeto de pesquisa em desenvolvimento, de acordo com as linhas de pesquisa do Programa.
§ 2º - O credenciamento será revisto anualmente, tendo como base a produção científica (bibliográfica, artística e técnica) do docente/orientador nos últimos três anos.
§ 3º - O credenciamento de docente exigirá titulação obtida em instituição de ensino superior cujo
Programa de Pós-graduação tenha sido recomendado pela Capes. A mesma exigência abrange o pesquisador interessado em integrar o Programa.
§ 4º- O credenciamento de docente titulado no exterior só será aceito após revalidação do título segundo legislação vigente.
§ 5º - O descredenciamento do docente se dará a pedido do interessado, ou por indicação do Conselho do Programa, com a aprovação da Congregação, quando se configurar a não observância das exigências contidas no § 2º deste artigo.
§ 6º - Cada orientador poderá ter, no máximo, seis orientandos, levando em consideração sua participação em outros Programas da Unesp.
§ 7º - O Programa poderá ter, no máximo, trinta por cento de orientadores não vinculados à Unesp. § 8º - O docente poderá estar vinculado a uma ou mais linhas de pesquisa do Programa, desde que desenvolva pesquisa relacionada a cada uma delas.
§ 9º - O docente não poderá orientar nem integrar bancas examinadoras de candidatos de sua relação familiar ou parentesco até terceiro grau.
Artigo 7º - São atribuições do orientador:
I - dar orientação científica sistemática e regular aos seus orientandos, acompanhado-os em todas as fases da pesquisa;
II - dar orientação artística sistemática e regular aos seus orientandos, quando for o caso;
III - elaborar, de comum acordo com seu orientando, o plano de estudos e manifestar-se acerca das alterações supervenientes;
IV - acompanhar o desempenho do aluno, orientando-o em todas as questões referentes ao desenvolvimento de suas atividades acadêmicas;
V - encaminhar ao Conselho do Programa o projeto de pesquisa do orientando no início do semestre seguinte ao de sua matrícula inicial;
VI - solicitar ao Conselho do Programa as providências para realização do Exame Geral de Qualificação, de defesa pública de dissertação ou trabalho equivalente, de defesa pública de dissertação, ou trabalho equivalente e recitais, sugerindo, em cada caso, nomes de especialistas para a composição da banca examinadora;
VII - participar, como membro nato e presidente, das Comissões Examinadoras e bancas de seus orientandos;
VIII - justificar pedidos de contagem e aproveitamento de créditos, bem como solicitações de cancelamento e suspensão de matrícula;
IX - solicitar, mediante justificativa, o desligamento do aluno.
Artigo 8º - O orientador poderá, de comum acordo com seu orientando, indicar um ou mais co-orientadores. O co-orientador poderá ser de outra instituição de ensino e não precisa, necessariamente, ser professor credenciado no Programa. A indicação do co-orientador deverá ser apreciada pelo Conselho do Programa e aprovada pela Congregação, mediante análise do currículo Lattes.
§ 1º - O co-orientador somente participará da Comissão Examinadora em caso de impedimento do orientador.
§ 2º - Cabe ao co-orientador:
1. colaborar na elaboração do plano de atividades e do projeto de pesquisa do aluno; 2. colaborar no desenvolvimento de partes específicas da pesquisa, a critério do orientador.
TÍTULO III
Do Corpo Discente
Artigo 9º - O corpo discente do Curso de Pós-graduação em Música será constituído por alunos regulares aprovados em processo seletivo e que tenham um orientador.
Artigo 10 - O ingresso no Programa de Pós-graduação em Música ocorre mediante processo seletivo cuja periodicidade será determinada pelo Conselho do Programa.
§ 1º - No ato de inscrição ao processo seletivo o candidato deverá apresentar: 1. formulário de inscrição devidamente preenchido;
2. cópia do diploma ou certificado de conclusão de curso superior, histórico escolar (sujo), cédula de identidade e CIC;
3. duas fotos três por quatro (recentes);
4. curriculum vitae Plataforma Lattes documentado;
5. Pré-projeto de pesquisa articulado com a linha de pesquisa do orientador pretendido e adequado ao projeto de pesquisa do docente;
6. recibo de pagamento de taxa de inscrição.
§ 2º - Candidato graduado pelo Instituto de Artes da UNESP poderá ser dispensado da apresentação do diploma.
§ 3º - O candidato que não possuir diploma ou documento equivalente de conclusão de curso de nível superior poderá inscrever-se condicionalmente, desde que apresente documento da instituição de ensino, atestando que poderá concluí-lo antes da data fixada para matrícula no Programa.
§ 4º - Outros documentos e materiais poderão ser solicitados a critério do Conselho do Programa tais como: fita cassete, CD ou vídeo VHS com registro de sua produção artística; programa musical a ser apresentado em prova prática; composições musicais (partituras ou gravações).
§ 5º - Não será aceita inscrição de candidato portador de diploma de licenciatura curta. Artigo 11 - O processo seletivo constará das seguintes provas:
I - análise do curriculum vitae Plataforma Lattes documentado e do histórico escolar; II - análise do pré-projeto de pesquisa;
III- prova de conhecimentos musicais;
IV- exame de proficiência em língua estrangeira; V- entrevista.
Artigo 12 - Todas as provas serão eliminatórias e a nota mínima para aprovação será sete em cada prova. § 1º - Candidatos portadoresde diploma de línguas estrangeiras, fornecido por
instituições de reconhecida competência, poderão ser dispensados da prova de proficiência, a critério do Conselho do Programa.
§ 2º - Candidato estrangeiro, cujo idioma natal não seja nenhum dos idiomas aceitos pelo Programa, deverá submeter-se à prova de proficiência em língua estrangeira, além de proficiência em língua portuguesa. § 3º - O exame de proficiência em língua estrangeira poderá ser realizado em alemão, espanhol, francês, inglês ou italiano.
§ 4º - Os candidatos serão classificados por ordem decrescente de médias obtidas.
§ 5º - Em caso de empate na classificação final, o desempate se dará pelas maiores notas alcançadas na seguinte ordem: prova de conhecimentos musicais, pré-projeto de pesquisa, curriculum vitae, histórico escolar e entrevista.
§ 6º - As provas terão o seguinte peso: prova de conhecimentos musicais, peso seis; prova de proficiência em língua estrangeira, peso um; análise de currículo/histórico escolar e pré-projeto de pesquisa, peso dois; entrevista, peso um.
Artigo 13 - O número de vagas será estabelecido a cada ano, de acordo com a disponibilidade dos orientadores em suas respectivas linhas de pesquisa, mediante aprovação do Conselho do Programa e da Congregação.
Artigo 14 - Alunos especiais, aqueles que não têm vínculo com nenhum Programa de Pós-graduação, e alunos vinculados a outro Programa poderão ser aceitos e cursar até doze créditos em disciplinas.
§ 1º - O Conselho do Programa determinará a data de abertura da inscrição para alunos especiais e alunos vinculados a outro Programa, data que deverá constar do calendário de Atividades do Programa.
§ 2º - A seleção será realizada pelo docente da disciplina a partir da análise do curriculum vitae Plataforma Lattes e histórico escolar do interessado e deverá ser aprovada pelo Conselho do Programa.
§ 3º - O aluno especial e o aluno vinculado a outro Programa estarão sujeitos às mesmas normas de freqüência e avaliação exigidas do aluno regular.
§ 4º - As vagas para alunos especiais em cada disciplina correspondem a vinte e cinco por cento do total oferecido aos alunos regulares.
§ 5º - O aluno especial, que se tornar regular no Programa mediante aprovação e classificação em exame de seleção, poderá solicitar aproveitamento de doze créditos obtidos em disciplinas realizadas em Programas de Música ou de áreas afins da Unesp, USP ou Unicamp nos dois anos anteriores ao seu ingresso no
Programa.
Artigo 15 - O Conselho do Programa indicará o orientador, considerando:
I - a vinculação do pré-projeto à linha de pesquisa e ao projeto do orientador proposto; II - a aceitação do orientador;
III - a manifestação do candidato no formulário de inscrição ao processo seletivo.
Parágrafo único - Por decisão bilateral ou unilateral poderá ocorrer a mudança de orientador mediante justificativa e ouvido o Conselho do Programa.
Artigo 16 - O aluno deverá freqüentar setenta e cinco por cento, no mínimo, das aulas em cada disciplina. Artigo 17 - Após cursar o primeiro semestre, o aluno poderá solicitar suspensão de matrícula por prazo não superior a cento e oitenta dias, com justificativa circunstanciada, documentada e endossada pelo
orientador, ouvido o Conselho do Programa.
§ 1º - A suspensão de matrícula implica na interrupção, pelo tempo que durar, da contagem de prazo para integralização de créditos.
§ 2º - Em casos excepcionais, por motivo de força maior e a critério do Conselho do Programa, à vista de requerimento documentado e com justificativa circunstanciada endossada pelo orientador, um segundo período de suspensão de matrícula poderá ser concedido por no máximo mais noventa dias corridos. Artigo 18 - Do prontuário do aluno deverão constar:
I - o resultado da prova de seleção; II - o requerimento de matrícula;
III - a anuência formal de aceitação por parte do orientador; IV - o plano de estudos, assinado pelo aluno e pelo orientador; V - a transferência de orientador, se for o caso;
VI- a ficha de assentamentos acadêmicos, com créditos e conceitos obtidos nas disciplinas e nas atividades complementares;
VII - a planilha de homologação do título;
VIII - outros documentos, a critério do Conselho do Programa e da Seção de Pós-graduação. Artigo 19 - Do histórico escolar e da ficha de assentamentos acadêmicos deverão constar:
I - disciplinas cursadas no próprio Programa ou em outro, anteriormente à matrícula inicial, com seus respectivos conceitos, carga horária e créditos;
II - disciplinas cursadas no próprio Programa, com conceitos, carga horária e número de créditos; III - disciplinas cursadas em outro Programa, após o ingresso;
IV - resultado do exame de proficiência, idioma e data de aprovação; V - créditos obtidos em atividades complementares;
VI - data e conceito obtido no Exame Geral de Qualificação;
VII - título, data e conceito obtido na defesa pública de dissertação ou trabalho equivalente, ou na defesa pública de dissertação ou trabalho equivalente e recitais;
VIII - outros itens necessários à Seção de Pós-graduação.
Artigo 20 - A critério do Conselho do Programa, poderão ser aceitas transferências de alunos regulares de Programas de Pós-graduação de mesma nomenclatura ou áreas afins.
§ 1º - As transferências somente serão consideradas nos casos em que o candidato comprovar as seguintes condições mínimas.
1. ser aluno regular de Programa da Unesp, USP e Unicamp ou de Programa reconhecido pelo MEC, em curso do mesmo nível;
2. ser oficialmente aceito por orientador credenciado no Programa.
§ 2º - O candidato, cuja transferência for aceita, deverá cumprir no Programa:
1. cinqüenta por cento dos créditos, no mínimo, em disciplinas e atividades complementares; 2. Exame Geral de Qualificação;
3. Defesa pública de dissertação ou trabalho equivalente, ou defesa pública de dissertação ou trabalho equivalente e recitais.
§ 3º - Para efeito de contagem de prazos, o aluno transferido terá descontado, do tempo total regulamentar do Programa, o período em que foi aluno regular do Programa de origem.
§ 4º - Os pedidos de transferência deverão ser instruídos com a seguinte documentação: 1. requerimento solicitando a transferência à Coordenação do Programa;
2. justificativa para o pedido de transferência; 3. carta de aceitação do orientador;
4. histórico escolar original do programa de proveniência, com data de ingresso do aluno; 5. demais documentos exigidos na matrícula de alunos regulares;
6. recibo de pagamento da taxa de transferência.
§ 5º - Caberá ao Conselho do Programa aprovar a solicitação de transferência, que será homologada pela Congregação.
TÍTULO IV Da Coordenação
Artigo 21 - A coordenação do Programa de Pós-graduação em Música será exercida pelo Conselho, presidido por um Coordenador, eleito pelos docentes credenciados no Programa.
Artigo 22 - O Conselho do Programa é composto por:
I - oito docentes orientadores e responsáveis por disciplina, sendo quatro titulares e quatro suplentes, eleitos por seus pares;
II - um representante dos alunos regulares do Programa, indicado nos termos da legislação em vigor com seu respectivo suplente.
§ 1º - Os representantes docentes e discente serão eleitos com seus suplentes que substituirão os titulares em suas faltas, impedimentos e na vacância de representação.
§ 2º - O Coordenador será substituído, em suas faltas ou impedimentos e na vacância da função, por um Vice-coordenador.
§ 3º - O mandato do Coordenador e do Vice-coordenador será de três anos e ambos serão coincidentes, sendo vedada a recondução. O mandato do representante discente será de um ano.
§ 4º - No caso de vacância da função de Coordenador, ou de Vice-coordenador, antes do término dos seus mandatos, será realizada eleição para a função vacante, no prazo de quinze dias, desde que restem três ou mais meses para o término do mandato.
§ 5º - O eleito nas circunstâncias apontadas no § 4º, completará otempo do mandato restante.
§ 6º - Na hipótese de vacância quando restarem até três meses para o término do mandato do Coordenador, o Vice-coordenador assumirá suas funções.
§ 7º - Na hipótese de vacância quando restarem até três meses para o término do mandato do Vice-coordenador, o docente mais titulado do Conselho do Programa e com mais tempo na Unesp assumirá suas funções.
§ 8º - As normas para eleição do Conselho serão estabelecidas pela Congregação, com base em proposta apresentada pelo Conselho do Programa.
Artigo 23 - O Coordenador e o Vice-coordenador, escolhidos entre os membros titulares do Conselho do Programa, deverão ser docentes responsáveis por disciplinas e credenciados como orientadores de alunos, obrigatoriamente lotados no Instituto de Artes.
Parágrafo único - O Coordenador e o Vice-coordenador serão escolhidos pelos membros eleitos do Conselho, na reunião de posse, mediante aclamação ou voto secreto, a critério dos conselheiros.
Artigo 24 - São atribuições do Conselho do Programa:
I - eleger o Coordenador e Vice-coordenador do Programa conforme Regulamento;
II - propor o calendário das atividades do Programa, bem como as alterações supervenientes; III - propor nomes de docentes e orientadores para credenciamento e descredenciamento; IV - propor nomes de professores visitantes;
V - propor alterações e reestruturações curriculares no Programa;
VI - analisar as propostas de disciplinas, estabelecer o nível e as unidades de crédito correspondentes; VII - propor o número de vagas a serem oferecidas e sua distribuição por orientador;
VIII - organizar o processo seletivo de candidatos inscritos para ingresso no Programa; IX - indicar o orientador conforme artigo 6º;
XI - decidir sobre indicação de co-orientadores;
XII - avaliar o plano de estudos e projeto de pesquisa de cada aluno, bem como suas eventuais alterações; XIII - avaliar o relatório semestral de atividades;
XIV - avaliar o relatório final de estágio de docência; XV - manifestar-se, ouvido o orientador, sobre:
a) pedidos de desligamento de aluno proposto pelo orientador; b) pedidos de desligamento proposto pelo aluno;
c) pedidos de suspensão e cancelamento de matrícula em disciplina.
XVII - estabelecer formas, condições e prazos para a realização do Exame de Qualificação;
XVIII - estabelecer formas, condições e prazos para realização de defesa pública de dissertação ou trabalho equivalente, ou de defesa pública de dissertação ou trabalho equivalente e recitais;
XIX - indicar, ouvido o orientador, banca examinadora para o Exame de Qualificação e para defesa pública de dissertação ou trabalho equivalente, ou defesa pública de dissertação, ou trabalho equivalente e recitais;
XX - efetuar a distribuição de bolsas de alunos;
XXI - executar as dotações de recursos concedidos ao Programa; XXII - analisar pedidos de matrícula em disciplinas de alunos especiais; XXIII - analisar pedidos de transferência de alunos;
XXIV - propor reunião com o corpo docente e discente para análise da avaliação continuada; XXV - propor ações de intercâmbio entre instituições nacionais e internacionais;
XXVI - implementar mecanismos de auto-avaliação que levem à melhoria da qualidade de ensino; XXVII - preparar documentação necessária para a avaliação institucional;
XXVIII - tomar decisões não constantes dos itens anteriores que se mostrem necessárias ao bom andamento do Programa.
Artigo 25 - Cabe ao Coordenador do Programa:
I - presidir o Conselho, no qual terá, também, direito a voto de qualidade;
II - cumprir e fazer cumprir as decisões do Conselho do Programa, fazer os encaminhamentos das deliberações do Conselho à Congregação e a outros órgãos;
III - encaminhar documentação de interesse da vida escolar dos alunos à Congregação e aos outros órgãos; IV - preparar o calendário e a programação de atividades do Programa e encaminhá-los ao Conselho e à Congregação;
V - zelar pelo cumprimento do calendário do Programa;
VI - preparar documentação sobre o Programa para fins de avaliação, financiamento, divulgação ou equivalente;
VII - adotar, em situações especiais e em benefício das atividades do Programa, medidas ad referendum do Conselho do Programa.
TÍTULO V
Do Regime Didático
Artigo 26 - O ano letivo do Programa poderá ser dividido em dois ou mais períodos para melhor atender às exigências do planejamento didático e administrativo.
§ 1º - O regime de matrícula será por período letivo.
§ 2º - Disciplinas poderão ser oferecidas de forma concentrada, para atender às necessidades docentes ou discentes, ou ainda para conciliar o calendário do Programa à presença de professores visitantes.
§ 3º - O primeiro dia letivo do calendário oficial da Unidade será considerado como referência para a contagem de todos os prazos relativos à Pós-graduação para os candidatos ingressantes no ano correspondente.
§ 4º - A matrícula deverá ser renovada a cada período letivo.
§ 5º - O aluno poderá requerer, com o aval do orientador, cancelamento de matrícula em uma ou mais disciplinas, antes de decorridos um terço da duração prevista para o desenvolvimento da disciplina em questão.
§ 6º - O cancelamento de matrícula fora do prazo poderá ser examinado pelo Conselho, desde que o aluno apresente justificativa relevante, com manifestação do orientador.
§ 7º - Se o aluno deixar de freqüentar uma ou mais disciplinas sem comunicar formalmente conforme § 5º, em seu histórico escolar constará o conceito D (reprovado).
Parágrafo único - O aluno poderá realizar o Exame de Qualificação após o cumprimento dos vinte e quatro créditos em disciplinas e de dezesseis créditos em atividades complementares.
Artigo 28 - O programa de cada disciplina deverá indicar o número máximo de vagas, número de créditos, ementa, objetivos, conteúdo programático, metodologia, formas de avaliação e bibliografia.
Artigo 29 - O aluno ingressante deverá apresentar ao Conselho do Programa o plano de estudos elaborado em conjunto com o seu orientador, por ocasião da primeira matrícula. Na proposta do plano de estudos de seu orientando, o orientador deverá indicar:
I - planejamento das atividades complementares;
II - planejamento de disciplinas a serem cursadas no Programa ou em outro Programa; III- outros itens necessários à formação do aluno.
Artigo 30 - Atividades complementares são atividades extracurriculares resultantes da produção intelectual bibliográfica, artística e técnica, desenvolvidas pelo aluno no Programa e outras que contribuam para sua formação.
Parágrafo único - São as seguintes as atividades aceitas pelo Programa com seus respectivos créditos: 1. apresentação de trabalho em congressos científicos nacionais ou internacionais - quatro créditos; 2. publicação de artigo em periódicos nacionais, ensaio, livro, partitura e CD - quatro créditos; 3. tradução e publicação de artigo em periódicos nacionais - quatro créditos;
4. estágio de docência, a ser realizado no Instituto de Artes - quatro créditos;
5. preparação para recital de canto, instrumento e composição sob responsabilidade do orientador - quatro créditos;
6. participação em projetos e grupos de pesquisa da UNESP e de outras universidades - três créditos; 7. tradução e publicação de ensaio em periódicos nacionais - três créditos;
8. ministrar cursosde curta duração em entidades culturais e/ou educacionais públicas ou privadas - três créditos;
9. apresentações artísticas em âmbito nacional ou internacional - três créditos;
10. participação em cursos de curta duração em outras IES ou entidades culturais e/ou educacionais de reconhecida relevância - dois créditos;
11. elaboração de material didático - dois créditos;
12. proferir palestras e realizar oficinas de música em entidades culturais e/ou educacionais públicas ou privadas - dois créditos;
13. participação sem comunicação em eventos científicos no país - dois créditos; 14. leituras dirigidas - dois créditos;
15. assistir a defesa pública de dissertação ou trabalho equivalente - um crédito.
Artigo 31 - O estágio de docência é uma atividade complementar, regulamentada pelo Conselho do Programa, equivale a quatro créditos e deverá:
I - ser realizado nos cursos de Graduação do Instituto de Artes da Unesp, de preferência em disciplinas ministradas por docentes do Programa;
II - ser realizado em uma disciplina e uma única turma, com duração de um semestre letivo;
III - abranger atividades diversas: observação, participação em seminários e aulas teóricas e práticas, participação em atividades extra-classe e regência de classe;
IV - a regência de classe não poderá ultrapassar mais do que vinte por cento do total de aulas da disciplina, sendo indispensável a presença do professor responsável pela disciplina na sala de aula;
V - ser realizado até a data do Exame de Qualificação;
VI - após a realização do estágio, o aluno deverá apresentar relatório final das atividades cumpridas para obtenção dos quatro créditos;
VII - aluno com docência comprovada em curso de terceiro grau poderá ser dispensado de realizar esta atividade, a critério do Conselho.
Artigo 32 - Créditos poderão ser obtidos em disciplinas cursadas em outros Programas de Pós-graduação de mesma nomenclatura ou de áreas afins, desde que recomendados pela Capes. O Conselho do Programa poderá aprovar créditos de até duas disciplinas, mediante solicitação e justificativa do orientador. Artigo 33 - O desempenho do aluno nas disciplinas e outras atividades será avaliado de acordo com os seguintes conceitos:
II - B - bom; III - C - regular; IV - D - reprovado; V - I - incompleto; VI - T - transferência.
§ 1º - Os conceitos A, B e C dão direito aos créditos da respectiva disciplina.
§ 2º - O conceito I de incompleto indica situação provisória do aluno que, tendo deixado, por motivo justo, de completar uma parcela dos trabalho exigidos, fará jus ao conceito definitivo e aos créditos, quando completar sua tarefa, no prazo especificado pelo professor responsável pela disciplina ou pela atividade, com anuência do Conselho.
§ 3º - O conceito T indica transferência de créditos obtidos pelo aluno fora do Programa. Artigo 34 - O desligamento do aluno poderá ser solicitado quando:
I - não cumprir os prazos estipulados pelo Conselho quanto à entrega de relatórios, formulários necessários para o relatório anual do Programa, Exame Geral de Qualificação, defesa pública de dissertação ou trabalho equivalente, ou defesa pública de dissertação ou trabalho equivalente e recitais;
II - não efetuar a matrícula;
III - for reprovado no Exame Geral de Qualificação, após segunda tentativa; IV - for reprovado duas vezes na mesma disciplina ou em duas disciplinas distintas; V - solicitar desligamento por iniciativa própria;
VI - abandonar o Programa;
VII - por solicitação do orientador garantido o direito de defesa do aluno; VIII - por processo disciplinar.
Parágrafo único - O aluno desligado do Programa só poderá reingressar mediante aprovação em novo processo seletivo. O aproveitamento das atividades anteriormente realizadas pelo aluno dependerá do julgamento de mérito do Conselho do Programa, deduzido o tempo nelas utilizado.
Artigo 35 - O aluno poderá submeter-se ao Exame Geral de Qualificação após cumprir todos os créditos em disciplinas e, no mínimo, de dezesseis créditos em atividades complementares. Os créditos restantes (oito) deverão ser apresentados em forma de relatório, com anuência do orientador.
§ 1º - O Relatório para Exame Geral de Qualificação deverá conter: 1. sumário do Relatório;
2. relato das disciplinas cursadas (seminários realizados, bibliografia geral e específica, conteúdo desenvolvido e bibliografia lida);
3. relato das atividades complementares;
4. estrutura da futura dissertação contendo: título, introdução, dois capítulos, no mínimo, bibliografia geral e específica da dissertação de acordo com as normas da ABNT;
5. anexos (histórico escolar e outros documentos a critério do Conselho).
§ 2º - O relatório será analisado por um docente a ser indicado pelo Conselho. Se aprovado, o aluno deverá apresentar os outros dois exemplares para serem enviados à Banca Examinadora.
§ 3º - Caso o relatório não seja aprovado, o exemplar será devolvido ao orientando com parecer por escrito, contendo as alterações a serem efetuadas. Após as correções, o relatório deverá apresentado na Seção de Pós-graduação para as providências cabíveis.
§ 4º - A Banca Examinadora deverá receber o relatório com antecedência mínima de vinte dias da data do exame.
§ 5º - A banca examinadora do Exame Geral de Qualificação será designada pelo Conselho do Programa, com base na sugestão de cinco indicações de nomes apresentadas pelo orientador. A banca será composta por três docentes, um dos quais o próprio orientador, na qualidade de Presidente da banca, mais dois suplentes.
§ 6º - Docentes de outros Programas e de outras instituições deverão apresentar curriculum vitae Lattes. Não há pagamento de pro labore ao docente de outra instituição nem ao docente da UNESP em bancas de Exame Geral de Qualificação.
Artigo 36 - O Exame Geral de Qualificação deverá obedecer as seguintes normas: I - o aluno terá direito a trinta minutos para a exposição oral de sua dissertação;
II - cada membro da banca terá trinta minutos para a argüição e o aluno trinta minutos para a resposta; III - havendo acordo mútuo, a argüição poderá ser feita sob a forma de diálogo, respeitando-se o limite máximo de uma hora por argüição;
IV - o presidente determinará o início das argüições e respostas e, também, a seqüência dos examinadores; V - encerrada a argüição, a sessão será suspensa para a atribuição do conceito e parecer no formulário
específico. Serão atribuídos os conceitos aprovado ou reprovado, prevalecendo a avaliação de dois examinadores, no mínimo;
VI - o aluno reprovado poderá realizar outro Exame Geral de Qualificação no prazo máximo de três meses; VII - a banca deverá enviar ao Conselho do Programa, juntamente com a ata do Exame, parecer
circunstanciado sobre a aprovação ou reprovação do candidato e com as alterações a serem efetuadas; VIII - o presidente anunciará o resultado final.
TÍTULO VI
Da Dissertação e do Trabalho Equivalente
Artigo37 - Para recebimento do título de Mestre e após a realização do Exame Geral de Qualificação, o aluno apresentará a defesa pública de dissertação ou trabalho equivalente, ou defesa pública de dissertação ou trabalho equivalente e recitais.
Artigo 38 - A dissertação deverá conter os seguintes itens: I - sumário;
II - resumo (com até cinco palavras-chave e área de conhecimento da titulação de acordo com a tabela da Capes);
III - abstract (acompanhado das cinco palavras-chave, nos idiomas inglês, ou francês ou espanhol); IV - introdução;
V - desenvolvimento em capítulos; VI - conclusão;
VII - bibliografia; VIII - anexos.
§ 1º - A dissertação deverá estar dentro das normas da ABNT.
§ 2º - O aluno deverá depositar um exemplar da dissertação ou trabalho equivalente, em espiral, para apreciação do Conselho do Programa.
Artigo 39 - Candidatos ao título em linha(s) de pesquisa(s) que envolvam execução musical ou criação de composição musical deverão apresentar defesa pública de dissertação ou trabalho equivalente e dois recitais.
§ 1º - O trabalho final poderá ser feito em forma de dissertação ou de uma monografia de sessenta páginas, no mínimo, com rigor científico e dentro das normas acadêmicas. Em qualquer dos casos, deverá passar por defesa pública.
§ 2º - O aluno deverá realizar dois recitais de sessenta minutos de duração cada um, com repertórios diferentes e vinculados à pesquisa. O primeiro recital deverá ser realizado até o terceiro semestre, perante Banca Examinadora. O segundo recital deverá ser realizado junto com a defesa pública de dissertação, ou trabalho equivalente, perante Banca Examinadora, sendo o orientador presidente de ambas as bancas. § 3º - A Banca Examinadora dos dois recitais deverá contar com cinco examinadores, sendo um titular e um suplente externos à Unesp.
§ 4º - Os dois recitais deverão ser avaliados, preferencialmente, pela mesma banca examinadora.
§ 5º - Todos os outros recitais e concertos externos realizados durante a permanência do aluno no Programa deverão ser supervisionados pelo orientador.
Artigo 40 - A Banca Examinadora da defesa pública de dissertação ou trabalho equivalente, ou de defesa pública de dissertação ou trabalho equivalente e recitais será constituída por três membros titulares e dois suplentes. O orientador encaminhará ao Conselho os nomes dos docentes que, se aprovados pelo Conselho e pela Congregação, deverão ser contatados pelo orientador quanto à data e horário. O orientador será o presidente da banca.
Parágrafo único - Dois membros da Banca Examinadora, um titular e um suplente, não deverão pertencer a Programas ou unidades da Unesp.
Artigo 41 - O aluno deverá entregar o(s) exemplar(es) definitivo(s) até sessenta dias após a defesa com todas as correções propostas pela banca examinadora.
Parágrafo único - O aluno poderá publicar sua dissertação no site da CGB: www.cgb.unesp.br/e-theses o que dependerá de sua autorização formal, junto à Seção de Pós-Graduação, acompanhado de formulário próprio, preenchido e disponível no site.
Artigo 42 - A Congregação homologará a obtenção do título, logo após a realização do exame de defesa pública de dissertação ou trabalho equivalente, ou de defesa pública de dissertação ou trabalho
equivalente e recitais, em caso de aprovação.
Parágrafo único - O título será homologado com o nome do Programa, seguido da especialidade. Artigo 43 - O Exame de defesa pública de dissertação ou trabalho equivalente, ou de defesa pública de dissertação ou trabalho equivalente e recitais deverá obedecer as seguintes normas:
I - o aluno terá direito a vinte minutos para a exposição oral de sua dissertação;
II - Cada membro da banca terá trinta minutos para a argüição e o aluno trinta minutos para a resposta; III - havendo acordo mútuo, a argüição poderá ser feita sob a forma de diálogo, respeitando-se o limite máximo de uma hora por argüição;
IV - o presidente determinará o início das argüições e respostas e, também, a seqüência dos examinadores; V - encerrada a argüição, a sessão será suspensa para a atribuição do conceito e parecer no formulário específico. Serão atribuídos os conceitos aprovado ou reprovado, prevalecendo a avaliação de dois examinadores, no mínimo;
VI - cada examinador deverá emitir um parecer circunstanciado sobre a aprovação ou não do candidato; VII - o presidente anunciará o resultado final;
VIII - encerra-se a sessão com a elaboração dos pareceres circunstanciados dos examinadores e da ata do referido exame.
TÍTULO VII
Das Disposições Gerais
Artigo 44 - Prevalecerá, nos casos não previstos neste Regulamento, as disposições estabelecidas no Regimento Geral de Pós-graduação da Unesp, baixado pela Resolução Unesp-88, de 25-10-2002 e, os casos omissos, serão resolvidos, conforme o grau de competência e oportunidade, pela Congregação deste Instituto e pela Câmara Central de Pós-graduação e Pesquisa.
TÍTULO VIII
Das Disposições Transitórias
Artigo 1º - A partir da data da publicação deste Regulamento, os alunos atualmente matriculados no Programa de Pós-graduação em Música terão o prazo de trinta dias para optar pelo mesmo.