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PROTESTOS, NOTIFICAÇÕES E INTERPELAÇÕES

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Academic year: 2021

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(1)

DOS PROTESTOS,

NOTIFICAÇÕES E

INTERPELAÇÕES

CPC arts. 867/873

1. Conceito

2. Natureza jurídica

3. Finalidade

4. Procedimento

(2)

1. Conceito

 São procedimentos em que o juiz limita-se a comunicar a alguém uma manifestação de vontade, com o fim de prevenir responsabilidade ou impedir que o destinatário possa, futuramente, alegar ignorância

Marcus Vinicius Rios Gonçalves

 Conceito de protesto: o protesto é ato judicial de comprovação ou documentação de intenção do promovente. É ato que supõe ter o protestante declarado o seu direito.

Art. 867. Todo aquele que desejar prevenir responsabilidade, prover a conservação e ressalva de seus direitos ou manifestar qualquer intenção de modo formal, poderá fazer por escrito o seu protesto, em petição dirigida ao juiz, e requerer

(3)

que do mesmo se intime a quem de direito.

 Conceito de notificação: é comunicação de conhecimento, qualificada pela pretensão do notificante, a fim de que o notificado faça ou deixe de fazer alguma coisa, sob determinada cominação, a ser imposta oportunamente por autoridade competente.

 Conceito de interpelação: interpelar é ato pelo qual uma pessoa se dirige, formal e categoricamente, a outra, exigindo explicações ou o cumprimento de uma obrigação.

(4)

 Protesto - ressalva ou conservação de direitos do promovente.

 Notificação - para o destinatário fazer ou deixar de fazer alguma coisa, sob cominação de pena.

 Interpelação - levar ao conhecimento do destinatário a exigência de explicações ou o cumprimento de obrigação, sob pena de ficar constituído em mora.

2. Natureza jurídica

 São procedimentos cautelares específicos, porém, com natureza de jurisdição voluntária.

(5)

3. Finalidade

Comunicação

ao

destinatário, de forma

inequívoca, de determinada

manifestação de vontade.

Protesto  Finalidade: a. prevenir responsabilidade

b. Prover a conservação de direito c. Prover a ressalva de seus direitos

(6)

Notificação

 Finalidade:

 Interromper a prescrição -Artigo 202, V, CC.

 Atender a exigências para propositura de determinadas ações. Interpelação  Finalidade:  exigir explicações ou o cumprimento de uma obrigação.

(7)

4. Procedimento

Observa-se o mesmo procedimento para as três espécies: protesto, notificação e interpelação

Art. 873. Nos casos previstos em lei processar-se-á a notificação ou interpelação na conformidade dos artigos antecedentes.

 Competência - regras gerais

 Em razão da matéria e do foro do domicílio do requerido

(8)

 Não previnem a competência do Juízo

 Petição inicial - artigos 282 + 867 + 868

Art. 867. Todo aquele que desejar prevenir responsabilidade, prover a conservação e ressalva de seus direitos ou manifestar qualquer intenção de modo formal, poderá fazer por escrito o seu protesto, em petição dirigida ao juiz, e requerer que do mesmo se intime a quem de direito.

Art. 868. Na petição o

requerente exporá os fatos e os fundamentos do protesto.

 Causa de pedir: razões de fato e de direito - artigo 868.

(9)

 Pedido: requerer apenas a intimação - artigo 867, in fine.

 Não há necessidade de indicar a ação principal a ser proposta.  O juiz indeferirá o pedido se não

atendida a dupla exigência - artigo 869 CPC:

a. Demonstração de interesse do promovente (necessidade e utilidade da medida) artigo 3º CPC.

b. Não-nocividade efetiva da medida - se o objetivo for contrário à liberdade de contratar ou de agir juridicamente.

Art. 869. O juiz indeferirá o pedido, quando o requerente não houver

(10)

demonstrado legítimo interesse e o protesto, dando causa a dúvidas e incertezas, possa impedir a formação de contrato ou a realização de negócio lícito.

 Juízo de admissibilidade - é o único juízo que recai sobre a providência pleiteada - artigo 869.

 Deferimento não há sentença nem homologatória nem recurso -não há julgamento.

 Deferida a medida, será determinada a intimação do requerido.

 Editais - artigo 870 CPC

Art. 870. Far-se-á a intimação por editais:

I - se o protesto for para conhecimento do público em geral, nos casos previstos em lei, ou quando a publicidade seja essencial para que o protesto,

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notificação ou interpelação atinja seus fins;

II - se o citando for desconhecido, incerto ou estiver em lugar ignorado ou de difícil acesso; III - se a demora da intimação pessoal puder prejudicar os efeitos da interpelação ou do protesto.

Parágrafo único. Quando se tratar de protesto contra a alienação de bens, pode o juiz ouvir, em 3 (três) dias, aquele contra quem foi dirigido, desde que Ihe pareça haver no pedido ato emulativo, tentativa de extorsão, ou qualquer outro fim ilícito, decidindo em seguida sobre o pedido de publicação de editais.

 Conhecimento público: quando a publicidade seja essencial ao protesto, à notificação e à

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interpelação, para que estes atinjam os seus fins;

 Requerido em local incerto e não sabido: local ignorado ou de difícil acesso (artigo 231 CPC);

 Tempestividade da

comunicação: se a demora na intimação puder prejudicar os efeitos dos atos.

 Protesto contra alienação de bens: o requerido poderá ser ouvido pelo juiz, caso este tenha desconfiança de que haja má-fé no pedido, para que, então, se decida se vai ou não haver publicação de editais (artigo 870 - parágrafo único CPC).

(13)

 Nestes procedimentos não há liminar e nem medidas

inaudita altera pars.

 Não se admite defesa ou contraprotesto,

contranotificação ou contra-interpelação nos autos, mas em procedimento distinto - artigo 871 CPC.

Art. 871. O protesto ou

interpelação não admite defesa nem contraprotesto nos autos; mas o requerido pode contraprotestar em processo distinto.

 Os autos, após 48 horas, serão

entregues ao requerente,

(14)

Art. 872. Feita a intimação, ordenará o juiz que, pagas as custas, e decorridas 48 (quarenta e oito) horas, sejam os

autos entregues à parte

independentemente de traslado.

Não se sujeitam ao prazo

de trinta dias do art. 806,

porque não têm natureza

constritiva.

Seção X

Dos Protestos, Notificações e Interpelações

Art. 867. Todo aquele que desejar prevenir responsabilidade, prover a conservação e ressalva de seus direitos ou manifestar qualquer intenção de modo formal, poderá fazer por escrito o seu protesto, em petição dirigida ao juiz, e requerer que do mesmo se intime a quem de direito.

Art. 868. Na petição o requerente exporá os fatos e os fundamentos do protesto.

Art. 869. O juiz indeferirá o pedido, quando o requerente não houver demonstrado legítimo interesse e o protesto, dando causa a dúvidas e incertezas, possa impedir a formação de contrato ou a realização de negócio lícito.

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I - se o protesto for para conhecimento do público em geral, nos casos previstos em lei, ou quando a publicidade seja essencial para que o protesto, notificação ou interpelação atinja seus fins;

II - se o citando for desconhecido, incerto ou estiver em lugar ignorado ou de difícil acesso;

III - se a demora da intimação pessoal puder prejudicar os efeitos da interpelação ou do protesto.

Parágrafo único. Quando se tratar de protesto contra a alienação de bens, pode o juiz ouvir, em 3 (três) dias, aquele contra quem foi dirigido, desde que Ihe pareça haver no pedido ato emulativo, tentativa de extorsão, ou qualquer outro fim ilícito, decidindo em seguida sobre o pedido de publicação de editais.

Art. 871. O protesto ou interpelação não admite defesa nem contraprotesto nos autos; mas o requerido pode contraprotestar em processo distinto.

Art. 872. Feita a intimação, ordenará o juiz que, pagas as custas, e decorridas 48 (quarenta e oito) horas, sejam os autos entregues à parte independentemente de traslado.

Art. 873. Nos casos previstos em lei processar-se-á a notificação ou interpelação na conformidade dos artigos antecedentes.

CPC PROJETADO

“Por fim, o Título III do Livro II traz um Capítulo X dedicado aos “procedimentos especiais não contenciosos”, preferindo essa nomenclatura à atual “jurisdição voluntária”. Nele, após as “disposições gerais” (arts. 653 a 659), são regulamentados, nos arts. 660 a 696: as notificações e as interpelações; as alienações judiciais; a separação e o divórcio consensuais e a alteração do regime de bens do matrimônio; os testamentos e codicilos; a herança jacente; os bens dos ausentes; as coisas vagas; a interdição e a curatela dos interditos; as disposições comuns à tutela e à curatela; a organização e fiscalização das fundações e a posse em nome do nascituro (em local mais apropriado se comparado com o Código atual, que regulamenta a hipótese entre os “procedimentos cautelares específicos”).”

Relatório p. 46

CAPÍTULO XI

DOS PROCEDIMENTOS NÃO CONTENCIOSOS ...

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Das notificações e interpelações

Art. 692. Quem tiver interesse em manifestar formalmente sua

vontade a outrem sobre assunto juridicamente relevante, poderá notificar pessoas participantes da mesma relação jurídica para dar-lhes ciência de seu propósito. Se a pretensão for a de dar conhecimento geral ao público, mediante edital, o juiz só a deferirá se a tiver por fundada e necessária ao resguardo de direito.

Art. 693. Também poderá o interessado interpelar, no caso do art.

692, para que o requerido faça ou deixe de fazer aquilo que o requerente entenda do seu direito.

Art. 694. O requerido será previamente ouvido antes do

deferimento da notificação ou do respectivo edital:

I - se houver suspeita de que o requerente, por meio da notificação ou do edital, pretende alcançar fim ilícito;

II - se tiver sido requerida a averbação da notificação em registro público.

Art. 695. Deferida e realizada a notificação ou interpelação, os

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