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Módulo 1 - OC - Apostila de Gestão Industrial

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Academic year: 2021

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INTRODUÇÃO ... 3

1. RELACIONAMENTO INTERPESSOAL ... 4

1.1 COMUNICAÇÃO... 6

1.2 ASSERTIVIDADE ... 9

1.2.1 Comportamento assertivo ... 10

1.2.2 Comportamento não assertivo ... 11

1.2.3 Comportamento agressivo ... 11

1.3 FEED BACK ... 14

1.3.1 Como conduzir o feed back ... 15

2. SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO ... 18

2.1 SESMT ... 19

2.1.1 Engenheiro de segurança do trabalho ... 19

2.1.2 Técnico de Segurança do Trabalho ... 19

2.1.3 Médico do Trabalho ... 21

2.1.4 Enfermeiro do Trabalho ... 23

2.2 CIPA ... 25

2.3 ACIDENTE DE TRABALHO E DOENÇA OCUPACIONAL ... 26

2.3.1 Ato inseguro ... 28

2.3.2 Condição insegura ... 29

2.4 EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL- EPI ... 30

2.5 MAPA DE RISCO ... 33 2.6 RISCOS AMBIENTAIS... 35 2.6.1 Ruídos ... 36 2.6.2 Vibrações ... 38 2.6.3 Radiações ... 39 2.6.4 Calor ... 40 2.6.5 Frio ... 40 2.6.6 Pressões anormais ... 40 2.6.7 Umidade... 41 2.6.8 Riscos químicos ... 42 2.6.9 Riscos biológicos ... 44 2.6.10 Riscos ergonômicos ... 46 2.6.11 Riscos de acidentes ... 46

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2.7 COMO ELABORAR O MAPA DE RISCO... 47 3. QUALIDADE E PRODUTIVIDADE ... 49 3.1 QUALIDADE ... 50 3.2 PRODUTIVIDADE ... 51 3.3 OS SETE DESPERDÍCIOS ... 53 3.3.1 Produção em excesso ... 53 3.3.2 Tempo de espera ... 54 3.3.3 Transporte ... 54 3.3.4 Processos desnecessários ... 55 3.3.5 Desperdício de movimento ... 55 3.3.6 Produtos defeituosos ... 55 3.3.7 Estoques ... 56

3.4 AS SETE FERRAMENTAS DA QUALIDADE ... 56

3.4.1 Gráfico de Pareto. ... 56

3.4.2 Diagramas de causa-efeito (espinha de peixe ou diagrama ... 57

3.4.3 Histogramas. ... 57

3.4.4 Folhas de verificação. ... 58

3.4.5 Gráficos de dispersão. ... 58

3.4.6 Fluxogramas... 58

3.4.7 Cartas de controle... 58

3.5 FERRAMENTAS DA QUALIDADE TOTAL ... 59

3.5.1 Seiri - senso de utilização ... 60

3.5.2 Seiton - senso de arrumação ... 61

3.5.3 Seisou - senso de limpeza... 62

3.5.4 Seiketsu - senso de saúde e higiene ... 63

3.5.5 Shitsuke - senso de autodisciplina ... 65

3.6 MELHORIA CONTÍNUA ... 65 3.7 KAIZEN ... 67 4. EDUCAÇÃO AMBIENTAL ... 68 4.1 A POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA ... 70 4.2 ÁGUA NO BRASIL ... 72 4.2.1 A poluição da água ... 73 4.3 A POLUIÇÃO DO SOLO ... 73 4.4 OS TRÊS R's DO CONSUMO ECOEFICIENTE ... 74

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4.4.1 Reduzir ... 74

4.4.2 Reutilizar ... 75

4.4.3 Reciclar ... 76

4.5 COLETA SELETIVA ... 76

4.6 DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL ... 77

4.6.1 Como atingir o desenvolvimento sustentável ... 77

4.6.2 Estruturas para uma economia sustentável ... 79

5. RELAÇÕES DE TRABALHO E MERCADO DE TRABALHO ... 79

5.1 HISTORIA DO TRABALHO ... 80

5.2 O QUE AS EMPRESAS PROCURAM EM UM PROFISSIONAL ... 84

5.2.1 Preparado para mudanças ... 84

5.2.2 Competência ... 84

5.2.3 Espírito empreendedor ... 85

5.2.4 Equilíbrio emocional ... 85

5.2.5 Marketing Pessoal ... 86

5.3 COMPORTAMENTOS QUE O PROFISSIONAL DEVE EVITAR: ... 87

5.4 O QUE OS PROFISSIONAIS ESPERAM DE UMA EMPRESA ... 89

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INTRODUÇÃO

Com o avanço da tecnologia e o crescimento industrial cresce também a competitividade, e para se manter num mercado cada vez mais exigente, onde ter o melhor equipamento (no caso da indústria) ou a melhor qualificação (no caso do profissional) não basta para se manter, surge então a necessidade de um modelo de gestão capaz de integrar as diversas áreas de uma empresa. O sistema de gestão industrial é uma combinação de processos e práticas dotadas de uma política visando atingir os objetivos de uma empresa com mais eficiência integrando com mais eficácia os aspectos e objetivos da: gestão da qualidade, gestão ambiental, saúde e segurança ocupacional e das responsabilidades sociais.

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1. RELACIONAMENTO INTERPESSOAL

O cenário organizacional vive um processo de constante transformação e em virtude dessa realidade as empresas precisam de profissionais dinâmicos e que se mostrem capazes de acompanhar as transformações. No entanto, não basta apenas adquirir tecnologia de última geração e ensinar novas metodologias aos funcionários. Hoje, é preciso ir além para alcançar um desempenho que atenda às necessidades do negócio. E um pré-requisito fundamental para que isso aconteça é fazer com que as pessoas não apenas formem grupos, mas sim consigam trabalhar em equipe, onde cada um exerce um papel que complementa o desempenho do outro para atingirem objetivos comuns.

Mas, como é possível fazer com que um grupo formado por vários indivíduos, onde cada um possui suas percepções de vida, experiências e opiniões próprias formem uma equipe? A resposta pode estar no fortalecimento das relações interpessoais, através de investimentos em programas direcionados para que as pessoas colaborem para a construção de um clima organizacional agradável e produtivo.

O relacionamento interpessoal envolve o conhecimento de relações internas do próprio “eu”, como por exemplo, o autoconhecimento de sentimentos, a série de respostas emocionais, a auto-reflexão, o processo de pensamento e outros fatores.

Tudo isso favorece a formação de um modelo cuidadoso e real de si mesmo, mostrando elevado autoconhecimento, fazendo com que as pessoas ajam de maneira mais eficaz diante dos problemas e situações diversas da vida. O relacionamento interpessoal ainda envolve a capacidade do ser humano de experimentar e discernir padrões, experimentar atrações do futuro e de sonhar e também realizar potenciais.

Essa qualidade tem sido bastante valorizada atualmente, pois pessoas que apresentam essa aptidão conseguem desenvolver relacionamentos interpessoais mais produtivos, com isso conseguem trabalhar melhor em grupo, pois o pensamento central é que “se me conheço, tenho capacidade de

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estabelecer relacionamentos saudáveis, já que conseguirei reconhecer o outro também.”

Apesar das relações interpessoais serem tão corriqueiras, fazem parte de um processo complexo, que requer uma série de requisitos para que sejam satisfatórias. É preciso aprender a se relacionar, o que não é uma tarefa tão fácil quanto parece.

Para se relacionar bem com as pessoas, são necessárias algumas competências:

Auto-estima: A partir do momento em que você se vê como um ser único, com ideias próprias e merecedor de respeito verá as outras pessoas da mesma maneira.

Autoconhecimento: Conhecer as próprias emoções. Autocontrole: Controlar os impulsos.

Motivação: Capacidade de perseguir objetivos, sem desanimar diante de obstáculos.

Empatia: Colocar-se no lugar do outro.

Habilidades sociais: Lidar cordialmente com as pessoas.

Desenvolvendo essas competências, devemos prestar atenção a algumas atitudes que tornarão nossas relações mais positivas:

- Conhecer a si mesmo; - Equilibrar razão e emoção;

- Reconhecer e respeitar a visão que cada um tem das coisas. - Estabelecer relações de confiança;

- Oferecer e receber retorno de ações sem reações emocionais intensas.

MOTIVAÇÃO

Motivação: Denomina em psicologia, em etologia e em outras ciências humanas a condição do organismo que influencia a direção (orientação para um objetivo) do comportamento. Em outras palavras é o impulso interno que leva à ação. Assim a principal questão da psicologia da motivação é "por que o indivíduo se comporta da maneira como ele o faz?". "O estudo da motivação

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comporta a busca de princípios (gerais) que nos auxiliem a compreender, por que os seres humanos em determinadas situações específicas escolhem, iniciam e mantém determinadas ações"

O Sundae

Numa época em que um sorvete custava muito menos do que hoje, um menino de 10 anos entrou na lanchonete e sentou-se a uma mesa. Uma garçonete colocou um copo de água na frente dele.

- “Quanto custa um sundae?”, ele perguntou. - “50 centavos”, respondeu a garçonete.

O menino puxou as moedas do bolso e começou a contá-las. - “Bem, quanto custa o sorvete simples?”, ele perguntou.

A essa altura, mais pessoas estavam esperando por uma mesa e a garçonete, perdendo a paciência.

- “35 centavos”. Respondeu ela, de maneira brusca.

O menino, mais uma vez, contou as moedas e disse: “Eu vou querer, então, o sorvete simples”.

A garçonete trouxe o sorvete simples, a conta, colocou na mesa e saiu. O menino acabou o sorvete, pagou a conta no caixa e saiu. Quando a garçonete voltou, ela começou a chorar à medida que ia limpando a mesa, pois ali, do lado do prato, havia 15 centavos em moedas, ou seja, o menino não pediu o sundae porque queria que sobrasse a gorjeta da garçonete.

1.1 COMUNICAÇÃO

A comunicação ou mais precisamente a ausência dela nos afeta todos os dias e vivemos no período mais crítico da comunicação de todos os tempos, porém se não nos comunicarmos com eficiência e clareza nenhuma tecnologia deste mundo será capaz de transmitir nossas mensagens.

Veja um exemplo CORONEL

Major amanhã à noite por volta das 21 horas o cometa Halley será visível nessa área um evento que só acontece uma vez a cada 76 anos. Bem

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mande colocar os soldados em forma no pátio em frente à intendência, eu vou explicar a todos esse raro fenômeno, se acaso chover não poderemos ver o cometa, então coloque a tropa no teatro e eu lhes mostrarei filmes a respeito, passe os detalhes para o capitão e é só isso.

MAJOR

Alô capitão! Por ordem do coronel amanhã às 21 horas o cometa Halley vai aparecer sobre o pátio em frente à intendência, mas se chover coloque a tropa em forma e mande todos para o teatro onde esse raro fenômeno terá lugar um evento que como se sabe só ocorre a cada 76 anos.

CAPITÃO

Oh tenente! Chegou bem na hora, por ordem do coronel que, aliás, está em muito boa forma amanhã às 21 horas o fenomenal cometa Halley fará uma aparição no teatro, mas caso chova no pátio da intendência o coronel vai dar outra ordem o que só acontece a cada 76 anos. Mande o sargento informar a tropa e é só isso.

TENENTE

Oh sargento descansar! Amanhã às 21 horas o coronel vai aparecer no tetro com o cometa Halley um evento que só acontece a cada 76 anos se chover o coronel mandará o cometa para o pátio da intendência e informe a tropa imediatamente.

SARGENTO

Sentido! Muito bem pessoal atenção quando chover amanhã às 21 horas o fenomenal general Halley de 76 anos de idade acompanhado pelo coronel vai dirigir um ônibus da Cometa no pátio da intendência em plena forma é só isso.

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O processo de comunicação tem os seguintes elementos:

Emissor: responsável pelo envio da mensagem Mensagem: objetivo da comunicação

Receptor: a quem se dirige a mensagem

Código: linguagem comum aos participantes do processo de comunicação Canal: meio usado para envio da mensagem

Pode-se perceber que o processo de comunicação não é algo tão simples, é preciso que todos os elementos acima estejam integrados perfeitamente para que se obtenha sucesso no processo.

Caso haja problemas com algum dos elementos da comunicação, haverá o que chamamos de ruído. O ruído é qualquer coisa que provoque o insucesso do processo de comunicação.

http://www.robertoavila.com.br/arquivos/redacao_aula02.htm

É claro que quando nos comunicamos com as pessoas procuramos fazer da melhor maneira possível, mas às vezes cometemos algumas falhas que podem comprometer a nossa eficácia na comunicação.

Veja alguns exemplos

1° Não ter entendido e não perguntar:

Esse erro pode acontecer por medo da reação da outra pessoa, imagina o chefe pedir para fazer uma tarefa e por não ter entendido você faz errado.

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Página 9 de 92 2° Entender e não responder:

Não deixe as pessoas ficarem na dúvida quando falarem com você 3° Falar rapidamente e não esperar pela resposta:

Esse erro pode acontecer pela correria do dia a dia, mas esse erro pode causar desconforto no seu interlocutor.

4° Não ser claro e objetivo:

Ficar enrolando não ajuda em nada na comunicação, mesmo em assuntos delicados procure falar sempre com objetividade.

1.2 ASSERTIVIDADE

Você já se deu conta de quantos “sim” você diz quando sua vontade real é dizer “Não”? Quando isso acontece, acabamos de experimentar uma profunda sensação de desgosto, raiva, frustração e de irritação conosco mesmo. Mesmo assim, é difícil aprender: esse tipo de situação é tão comum que acaba se tornando um grande ladrão de tempo na nossa vida. E, pior do que isso nos mantém reféns da esfera das circunstâncias.

As razões para dizer esse “sim” na hora errada são as mais variadas possíveis. Sentimos uma espécie de necessidade de ser sempre solícitos e agradáveis. Fazemos nossa parte para manter nossas amizades. Temos medo de decepcionar as pessoas. Outro motivo muito comum é o medo de assumir o controle da situação: quando respondemos “sim” às demandas alheias, nos calamos diante de nossas próprias decisões. Não importa os motivos. Cada um tem os seus – mas quando respondemos de forma positiva a uma resposta que merecia ou deveria receber um ”não”, estamos terceirizando nossa administração pessoal. E isso é grave.

Dizer “não” não é simples! É preciso assertividade, certeza do que é importante, coragem, mas principalmente respeito ao seu próprio tempo!

Assertividade vem de “ASSERO” que significa afirmar.

Afirmar não é acertar! Portanto, não se trata de acertar, mas de saber se firmar e afirmar.

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Assertividade é a habilidade social de fazer afirmação dos próprios direitos e expressar pensamentos, sentimentos e crenças de maneira direta, clara, honesta e apropriada ao contexto, de modo a não violar o direito das outras pessoas.

A postura assertiva é uma virtude, pois se mantém no justo meio-termo entre dois extremos inadequados, um por excesso (agressão), outro por falta (submissão). Ser assertivo é dizer "sim" e "não" quando for preciso.

Pessoas com comportamento mais assertivo sentem menos ansiedade, tem maior grau de autocontrole e melhor auto-estima. Conviver com pessoas assertivas também aumenta a auto-estima e diminui a agressividade.

A assertividade é um comportamento fundamental nas relações interpessoais.

- É necessária para que haja uma comunicação honesta e saudável;

- É necessária para que haja resultados satisfatórios para todos os envolvidos; - É necessária na vida familiar, profissional e social.

Ser assertivo permite que as pessoas se concentrem em encontrar uma solução que satisfaça a necessidades das outras pessoas, sem ceder de maneira significativa.

1.2.1 Comportamento assertivo

O comportamento assertivo pode ser definido como aquele que envolve a expressão direta, pela pessoa, das suas necessidades ou preferências, emoções e opiniões sem que, ao fazê-lo, ela experiencie ansiedade indevida ou excessiva, e sem ser hostil para o interlocutor. É, por outras palavras, aquele que permite defender os próprios direitos sem violar os direitos dos outros.

- Ativo direto e sincero;

- Comunica uma impressão de respeito por si e pelos demais; - Vê seus direitos e necessidades como iguais aos dos outros; - Busca resultados onde todos ganham;

- Influencia os demais escutando e negociando; - Conduz ao êxito nas relações;

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Página 11 de 92 1.2.2 Comportamento não assertivo

É aquele em que a pessoa falha na expressão das suas necessidades ou preferências, emoções e opiniões. Na medida em que a pessoa que tem este comportamento é a primeira a violar os seus próprios direitos, acaba por dar ao outro a permissão para, também ele, o fazer.

- Pode ser passivo e indireto;

- Comunica uma mensagem de inferioridade;

- Permite que os desejos, necessidades e direitos dos outros sejam mais importantes que os seus;

- Ajuda existir situações de ganho por uma única parte; - Resulta em “vítima” permanente.

1.2.3 Comportamento agressivo

É aquele em que a pessoa expressa as suas necessidades ou preferências, emoções e opiniões, mas de uma forma que é hostil, exigente, ameaçadora ou punitiva para com o interlocutor. A pessoa que tem este comportamento defende os seus direitos, mas faz à custa da violação dos do outro.

- Pode ser passivo ou ativo;

- A agressão pode ser direta ou indireta, honesta ou desonesta, mas sempre comunica superioridade ou desrespeito;

- Coloca os desejos, necessidades e direitos acima dos demais; - Impõem vantagens a si, sem permitir aos outros;

- Busca o ganho em cima da perda pelos outros.

Para comunicar-se de modo claro e assertivo é necessário escolher as palavras que sejam diretas, sinceras, adequadas e respeitosas.

AJUSTANDO AS PALAVRAS

Início de frases com “eu” e não “você”: a) Você sempre me interrompe!

- Eu gostaria de não ser interrompido durante minha exposição.

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- Eu me senti prejudicado quando você disse aquilo na frente das pessoas.

Descrevendo, não julgando

a) Este trabalho está muito mal apresentado.

- A forma como você apresenta os trabalhos precisa melhorar.

b) Se você não mudar de atitude vai se envolver em um grave problema. - Se você continuar chegando atrasado serei obrigado a aplicar uma punição.

Expressando idéias, sentimentos e opiniões dando a informação de que são próprias:

a) Você me enfurece! (nega de quem são os sentimentos) - Eu me incomodo quando você insere dados incorretos. (assertivo, confere propriedade aos sentimentos)

b) O único meio sensato é começar esse trabalho novamente.

(afirma uma opinião como se fosse fato, tornando-se agressivo e controlador) - Eu creio que o melhor meio é começar esse trabalho novamente (demonstra que a opinião é sua, tornando-se uma afirmação assertiva)

c) Você não acha que devemos começar esse trabalho agora? (não assertivo, indireto, nega propriedade)

- Eu acho que começar esse trabalho agora pode nos dar mais tempo para conseguir mais informações.

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Página 13 de 92 Você É ASSERTIVO quando…

• Confronta alguém sobre determinado problema que precisa ser resolvido sem causar constrangimento em ambas as partes;

• Permanece calmo e confiante mesmo quando se confronta com sarcasmos ou críticas de qualquer ordem;

• Mantém a calma diante de situações embaraçosas;

• Procura resolver os problemas diretamente, sem julgar ou culpar os outros e a si mesmo;

• Sente-se a vontade quando olha os outros nos olhos e vice-versa;

• Sabe que é mais importante agir com justiça do que querer agradar a todos;

• Fala o que sente e não espera que as pessoas adivinhem;

• Afirma seu ponto de vista com respeito pelos outros;

• É paciente e sabe que as pessoas são diferentes;

• Fala o que é para ser dito e não espera que os outros entendam pela sua cara fechada;

• É direto e não faz “observações cortantes” ou manifestação de impaciência;

• Sabe que falar é melhor do que usar a expressão corporal para que o outro entenda;

• Sabe que agredir ou apontar o dedo para os outros é o pior caminho;

• Sabe que sim é sim e que não é não, distinguindo bem o momento de usá-los;

Você NÃO É ASSERTIVO quando…

• Perde a calma com facilidade diante de situações embaraçosas;

• Ao invés de resolver os problemas diretamente, começa a julgar ou culpar os outros ou a si mesmo;

• Sente-se pouco a vontade quando olha os outros nos olhos e vice-versa;

• Por querer agradar a todos, é injusto consigo mesmo;

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• Foge das questões que envolvem confronto com outras pessoas;

• Só aceita seu ponto de vista e perde o respeito pelos outros;

• Perde a paciência e não aceita as diferenças;

• Não fala o que é para ser dito e espera que os outros entendam pela sua cara fechada;

• É indireto e faz “observações cortantes” ou manifestação de impaciência;

• Usa a expressão corporal para que o outro entenda;

• Passa a agredir ou apontar o dedo para os outros;

• Não sabe dizer não ou não mantém compromissos;

1.3 FEED BACK

A palavra feed back não tem tradução direta para o português. Algumas pessoas usam “retroalimentação”, mas isso parece mais um aspirador com

defeito do que realmente um termo para ajudar as pessoas.

Feed back é a capacidade de dar e receber opiniões, críticas e sugestões sobre alguma coisa pessoal ou profissional. É uma das coisas mais importantes na vida, de realmente aprender a fazer. Casamentos e relacionamentos são baseados em poder conversar sobre o que incomoda e como melhorar. Novos produtos e serviços são lançados baseados nas opiniões de clientes. Nossa própria vida pessoal é influenciada diariamente pelo processo contínuo de receber feed back da vida e saber como lidar com isso.

Como em tudo na vida, não nos ensinam a dar ou receber feed back na escola. Aprendemos da pior maneira: com as cicatrizes da nossa falta de planejamento e das respostas inesperadas que a vida nos joga na cara. O interessante é que sabemos criticar, mas dar feed back é mais do que isso. Precisamos saber fazer isso corretamente se quisermos realmente mudar algo de forma construtiva. Muita gente reclama e acha que fez o suficiente. Não é assim. O mundo está cheio de pessoas que reclamam o dia inteiro e nada muda. Por isso precisamos aprender a dar a nossa opinião da forma certa, do jeito certo e para o público certo.

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Todo dia vemos à nossa volta pessoas teoricamente inteligentes que não têm o famoso “semancol” e continuam errando de forma que poderiam ser consideradas burras, mesmo com sinais de todos os lados mostrando que estão na contramão. Isso me faz lembrar um ditado espanhol que meu pai sempre repete: “Não existe pior cego do que aquele que não quer ver”. E é verdade.

Nenhum líder ou empreendedor chegará muito longe se não desenvolver intensamente a capacidade de dar e receber feed back. Uma empresa onde todos ficam amordaçados pode até ser lucrativa em curto prazo, mas com certeza será um ambiente tóxico de trabalho e terá que mudar se quiser crescer em longo prazo. São coisas que todos sabemos, mas, infelizmente, na correria do dia-a-dia, raramente temos tempo de parar para estudar. É muito importante ressaltar isto: lidar com pessoas é a parte mais difícil de qualquer liderança empreendedora.

Finanças, marketing, estratégia, tudo é muito importante. Mas no final o que realmente faz a diferença são as pessoas. Por isso precisamos como líderes e empreendedores, aprender a lidar proativamente com o assunto.

1.3.1 Como conduzir o feed back

O feed back deve ser uma contribuição para o aprendizado individual, levando o colaborador a desenvolver competências – pessoais e interpessoais – que acarretem mudanças de comportamento e possibilitem, à organização, corrigir as deficiências detectadas na pesquisa de clima.

Mas ele só é efetivo como auxílio ao processo de crescimento individual se conduzido de forma adequada. A seguir, são apresentados alguns cuidados que o profissional deve ter na condução do processo de dar e receber feed back.

Ao dar feed back

O profissional que dá feed back:

• Deve ater-se a fatos concretos e específicos;

• Deve limitar-se à descrição dos fatos e situações inadequados, sem emitir julgamentos sobre eles;

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• Deve evitar especulações ou suposições sobre causas e motivos das deficiências organizacionais observadas na pesquisa de clima organizacional e sua relação com o indivíduo (ou grupo), objeto da devolutiva;

• Deve eleger e focar comportamentos cuja intervenção seja mais urgente e necessária. Muitas sugestões de uma só vez podem tornar inviável a mudança e levar a frustrações, tanto do funcionário como da organização;

• Não deve emitir conceitos sobre características pessoais, limitando-se a comportamentos que o indivíduo pode aprimorar, seja no campo pessoal, seja no profissional;

• Deve sempre ter em mente que uma sessão de feed back não é o espaço adequado para desabafos pessoais.

Observando tais cuidados, o profissional aumenta a possibilidade de conseguir maior empatia com o indivíduo ou grupo e, dessa forma, alcançar resultados positivos na tarefa de dar feed back.

Ao receber feed back

É fundamental compreender que o feed back é uma via de mão dupla: ao mesmo tempo em que dá o profissional também recebe feed back. No entanto, em nosso meio essa troca ainda é muitas vezes percebida como mera crítica, causando enormes barreiras na comunicação interpessoal e, com isso, gerando resultados que nada contribuem para o crescimento dos indivíduos e, tampouco, para a solução de problemas detectados na pesquisa de clima.

Receber feed back também é uma habilidade que pode e deve ser desenvolvida. Apresentam-se, a seguir, alguns cuidados a observar quando se está na posição de recebê-lo.

• Aprender a ouvir. Por mais negativa e dolorosa que seja a avaliação Deve ater-se a fatos concretos e específicos;

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• Deve limitar-se à descrição dos fatos e situações inadequados, sem emitir julgamentos sobre eles;

• Deve evitar especulações ou suposições sobre causas e motivos das deficiências organizacionais observadas na pesquisa de clima organizacional e sua relação com o indivíduo (ou grupo), objeto da devolutiva;

• Deve eleger e focar comportamentos cuja intervenção seja mais urgente e necessária. Muitas sugestões de uma só vez podem tornar inviável a mudança e levar as frustrações, tanto do funcionário como da organização;

• Não deve emitir conceitos sobre características pessoais, limitando-se a comportamentos que o indivíduo pode aprimorar, seja no campo pessoal, seja no profissional;

• Deve sempre ter em mente que uma sessão de feed back não é o espaço adequado para desabafos pessoais.

Observando tais cuidados, o profissional aumenta a possibilidade de conseguir maior empatia com o indivíduo ou grupo e, dessa forma, alcançar resultados positivos na tarefa de dar feed back.

Ao receber feed back

É fundamental compreender que o feed back é uma via de mão dupla: ao mesmo tempo em que dá o profissional também recebe feed back. No entanto, em nosso meio essa troca ainda é muitas vezes percebida como mera crítica, causando enormes barreiras na comunicação interpessoal e, com isso, gerando resultados que nada contribuem para o crescimento dos indivíduos e, tampouco, para a solução de problemas detectados na pesquisa de clima. Receber feed back também é uma habilidade que pode e deve ser desenvolvida. Apresentam-se, a seguir, alguns cuidados a observar quando se está na posição de recebê-lo.

Aprender a ouvir. Por mais negativa e dolorosa que seja a avaliação Por que é difícil receber feed back?

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Porque ninguém gosta de admitir que tenham falhas ou deficiências. É uma reação humana e perfeitamente compreensível, já que afeta a imagem e, sobretudo, a auto-estima das pessoas, deixando-as vulneráveis.

A opinião negativa do outro pode ser entendida como isolamento do grupo, falta de apoio. E não é fácil admitir a necessidade de mudar determinados comportamentos, todos têm tendência a buscar a zona de conforto, aquilo que já é conhecido. Tudo isso põe em alerta nosso instinto de proteção.

Conforme Moscovici (2005, p. 55), “paramos de ouvir (desligamos), negamos a validade do feed back, agredimos o comunicador apontando-lhe também seus erros etc.”

2.

SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO

“Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doenças, levando-se em conta que o homem é um ser que se distingue não somente por suas atividades físicas, mas também por seus atributos mentais, espirituais e morais e por sua adaptação ao meio em que vive.” (Organização Mundial da Saúde).

Segurança do trabalho pode ser entendida como os conjuntos de medidas que são adotadas visando minimizar os acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, bem como proteger a integridade e a capacidade de trabalho do trabalhador.

A Segurança do Trabalho estuda diversas disciplinas como Introdução à Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho, Prevenção e Controle de Riscos em Máquinas, Equipamentos e Instalações, Psicologia na Engenharia de Segurança, Comunicação e Treinamento, Administração aplicada à Engenharia de Segurança, O Ambiente e as Doenças do Trabalho, Higiene do Trabalho, Metodologia de Pesquisa, Legislação, Normas Técnicas, Responsabilidade Civil e Criminal, Perícias, Proteção do Meio Ambiente, Ergonomia e Iluminação, Proteção contra Incêndios e Explosões e Gerência de Riscos.

O quadro de Segurança do Trabalho de uma empresa compõe-se de uma equipe multidisciplinar que chamamos de SESMT – Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho. Também os

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empregados constituem a CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, que tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador.

A Segurança do Trabalho é definida por normas e leis. No Brasil, a

Legislação de Segurança do Trabalho compõe-se de Normas

Regulamentadoras, leis complementares, como portarias e decretos e também as convenções Internacionais da Organização Internacional do Trabalho, ratificadas pelo Brasil

2.1 SESMT

No Brasil, um dos instrumentos de gestão da segurança do trabalho é o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do

Trabalho. Este serviço está previsto na legislação trabalhista brasileira e

regulamentado em uma portaria do Ministério do Trabalho e Emprego, por intermédio da Norma Regulamentadora nº 4 (NR-4). Essa norma estabelece as atribuições do SESMT e determina a sua composição de acordo com o grau de risco da atividade da empresa e a quantidade de empregados. Os profissionais que podem integrar o SESMT são os seguintes:

2.1.1 Engenheiro de segurança do trabalho

• Assessora empresas industriais e de outro gênero em assuntos relativos à segurança e higiene do trabalho, examina locais e condições de trabalho, instalações, materiais, métodos e processos de fabricação para determinar as necessidades dessas empresas no campo da prevenção de acidentes;

• Inspeciona estabelecimentos fabris, comerciais e de outro gênero, verificando se existem riscos de incêndios, desmoronamentos etc.

• Promove a aplicação de dispositivos especiais de segurança, como óculos de proteção, cintos de segurança, vestuário especial, máscara e outros.

• Adapta os recursos técnicos e humanos, estudando a adequação da máquina ao homem e do homem à máquina.

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• Executa campanhas educativas sobre prevenção de acidentes, organizando palestras e divulgações nos meios de comunicação, distribuindo publicações e outro material informativo.

• Estuda as ocupações encontradas num estabelecimento fabril, comercial ou de outro gênero, analisando suas características, para avaliar a insalubridade ou periculosidade de tarefas ou operações ligadas à execução do trabalho;

• Realiza estudos sobre acidentes de trabalho e doenças profissionais, consultando técnicos de diversos campos, bibliografia especializada, visitando fábricas e outros estabelecimentos, para determinar as causas desses acidentes e elaborar recomendações de segurança.

2.1.2 Técnico de Segurança do Trabalho – CBO 0-39.45

• Inspeciona locais, instalações e equipamentos da empresa, observando as condições de trabalho, para determinar fatores e riscos de acidentes; estabelece normas e dispositivos de segurança, sugerindo eventuais modificações nos equipamentos e instalações e verificando sua observância, para prevenir acidentes;

• Inspeciona os postos de combate a incêndios, examinando as mangueiras, hidrantes, extintores e equipamentos de proteção contra incêndios, para certificar-se de suas perfeitas condições de funcionamento;

• Comunica os resultados de suas inspeções, elaborando relatórios, para propor a reparação ou renovação do equipamento de extinção de incêndios e outras medidas de segurança;

• Investiga acidentes ocorridos, examinando as condições da ocorrência, para identificar suas causas e propor as providências cabíveis;

• Mantém contatos com os serviços médico e social da empresa ou de outra instituição, utilizando os meios de comunicação oficiais, para facilitar o atendimento necessário aos acidentados;

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• Registra irregularidades ocorridas, anotando-as em formulários próprios e elaborando estatísticas de acidentes, para obter subsídios destinados à melhoria das medidas de segurança;

• Instrui os funcionários da empresa sobre normas de segurança, combate a incêndios e demais medidas de prevenção de acidentes, ministrando palestras e treinamento, para que possam agir acertadamente em casos de emergência;

• Coordena a publicação de matéria sobre segurança no trabalho, preparando instruções e orientando a confecção de cartazes e avisos, para divulgar e desenvolver hábitos de prevenção de acidentes;

• Participa de reuniões sobre segurança no trabalho, fornecendo dados relativos ao assunto, apresentando sugestões e analisando a viabilidade de medidas de segurança propostas, para aperfeiçoar o sistema existente.

2.1.3 Médico do Trabalho – CBO 0-61.22

• Executa exames periódicos de todos os empregados ou em especial daqueles expostos a maior risco de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais, fazendo o exame clínico e/ou interpretando os resultados de exames complementares para controlar as condições de saúde dos mesmos a assegurar a continuidade operacional e a produtividade; • Executa exames médicos especiais em trabalhadores do sexo feminino,

menores, idosos ou portadores de subnormalidades, fazendo anamnese,

exame clínico e/ou interpretando os resultados de exames

complementares, para detectar prováveis danos à saúde em decorrência do trabalho que executam e instruir a administração da empresa para possíveis mudanças de atividades;

• Faz tratamento de urgência em casos de acidentes de trabalho ou alterações agudas da saúde, orientando e/ou executando a terapêutica adequada, para prevenir conseqüências mais graves ao trabalhador;

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• Avalia, juntamente com outros profissionais, condições de insegurança, visitando periodicamente os locais de trabalho, para sugerir à direção da empresa medidas destinadas a remover ou atenuar os riscos existentes; • Participa, juntamente com outros profissionais, da elaboração e

execução de programas de proteção à saúde dos trabalhadores, analisando em conjunto os riscos, as condições de trabalho, os fatores de insalubridade, de fadiga e outros, para obter a redução de absenteísmo e a renovação da mão-de-obra;

• Participa do planejamento e execução dos programas de treinamento das equipes de atendimento de emergências, avaliando as necessidades e ministrando aulas, para capacitar o pessoal incumbido de prestar primeiros socorros em casos de acidentes graves e catástrofes;

• Participa de inquéritos sanitários, levantamentos de doenças profissionais, lesões traumáticas e estudos epidemiológicos, elaborando e/ou preenchendo formulários próprios e estudando os dados estatísticos, para estabelecer medidas destinadas a reduzir a morbidade e mortalidade decorrentes de acidentes do trabalho, doenças profissionais e doenças de natureza não-ocupacional;

• Participa de atividades de prevenção de acidentes, comparecendo a reuniões e assessorando em estudos e programas, para reduzir as ocorrências de acidentes do trabalho;

• Participa dos programas de vacinação, orientando a seleção da população trabalhadora e o tipo de vacina a ser aplicada, para prevenir moléstias transmissíveis;

• Participa de estudos das atividades realizadas pela empresa, analisando as exigências psicossomáticas de cada atividade, para elaboração das análises profissiográficas;

• Procede aos exames médicos destinados à seleção ou orientação de candidatos a emprego em ocupações definidas, baseando-se nas exigências psicossomáticas das mesmas, para possibilitar o aproveitamento dos mais aptos;

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• Participa da inspeção das instalações destinadas ao bem-estar dos trabalhadores, visitando, juntamente com o nutricionista, em geral (0-68.10), e o enfermeiro de higiene do trabalho (0-71.40) e/ou outros profissionais indicados, o restaurante, a cozinha, a creche e as instalações sanitárias, para observar as condições de higiene e orientar a correção das possíveis falhas existentes.

• Pode participar do planejamento, instalação e funcionamento dos serviços médicos da empresa. Pode elaborar laudos periciais sobre acidentes do trabalho, doenças profissionais e condições de insalubridade. Pode participar de reuniões de órgãos comunitários governamentais ou privados, interessados na saúde e bem-estar dos trabalhadores. Pode participar de congressos médicos ou de prevenção de acidentes e divulgar pesquisas sobre saúde ocupacional.

2.1.4 Enfermeiro do Trabalho CBO – 0-71.40

• Estuda as condições de segurança e periculosidade da empresa, efetuando observações nos locais de trabalho e discutindo-as em equipe, para identificar as necessidades no campo da segurança, higiene e melhoria do trabalho;

• Elabora e executa planos e programas de proteção à saúde dos empregados, participando de grupos que realizam inquéritos sanitários, estudam as causas de absenteísmo, fazem levantamentos de doenças profissionais e lesões traumáticas, procedem a estudos epidemiológicos,

coletam dados estatísticos de morbidade e mortalidade de

trabalhadores, investigando possíveis relações com as atividades funcionais, para obter a continuidade operacional e aumento da produtividade;

• Executa e avalia programas de prevenções de acidentes e de doenças profissionais ou não-profissionais, fazendo análise da fadiga, dos fatores de insalubridade, dos riscos e das condições de trabalho do menor e da mulher, para propiciar a preservação de integridade física e mental do trabalhador;

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• Presta primeiros socorros no local de trabalho, em caso de acidente ou doença, fazendo curativos ou imobilizações especiais, administrando medicamentos e tratamentos e providenciando o posterior atendimento médico adequado, para atenuar consequências e proporcionar apoio e conforto ao paciente;

• Elabora e executa ou supervisiona e avalia as atividades de assistência de enfermagem aos trabalhadores, proporcionando-lhes atendimento ambulatorial, no local de trabalho, controlando sinais vitais, aplicando medicamentos prescritos, curativos, instalações e teses, coletando material para exame laboratorial, vacinações e outros tratamentos, para reduzir o absenteísmo profissional; organiza e administra o setor de enfermagem da empresa, provendo pessoal e material necessários, treinando e supervisionando auxiliares de enfermagem do trabalho, atendentes e outros, para promover o atendimento adequado às necessidades de saúde do trabalhador;

• Treina trabalhadores, instruindo-os sobre o uso de roupas e material adequado ao tipo de trabalho, para reduzir a incidência de acidentes; • Planeja e executa programas de educação sanitária, divulgando

conhecimentos e estimulando a aquisição de hábitos sadios, para prevenir doenças profissionais, mantendo cadastros atualizados, a fim de preparar informes para subsídios processuais nos pedidos de indenização e orientar em problemas de prevenção de doenças profissionais.

(26)

Página 25 de 92 2.2 CIPA

A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) é um instrumento que os trabalhadores dispõem para tratar da prevenção de acidentes do trabalho, das condições do ambiente do trabalho e de todos os aspectos que afetam sua saúde e segurança. A CIPA é regulamentada pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) nos artigos 162 a 165 e pela Norma Regulamentadora 5 (NR-5), contida na portaria 3.214 de 08.06.78 baixada pelo

Ministério do Trabalho.

A CIPA é composta de representantes do empregador e dos empregados, de acordo com o dimensionamento previsto, ressalvadas as alterações disciplinadas em atos normativos para setores econômicos específicos.

No Brasil, esta participação, prevista na CLT, se restringe a CIPA, onde os trabalhadores formalmente ocupam metade de sua composição após eleições diretas e anuais.

OBJETIVOS:

O objetivo básico da CIPA é fazer com que empregadores e empregados trabalhem conjuntamente na tarefa de prevenir acidentes e melhorar a qualidade do ambiente de trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador.

A CIPA também tem por atribuição identificar os riscos do processo de trabalho e elaborar o mapa de risco, com a participação do maior número de trabalhadores e com a assessoria do SESMT.

SIPAT

Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho é um evento obrigatório nas empresas brasileiras segundo a legislação trabalhista. Deve ser organizada anualmente CIPA com o objetivo de conscientizar os empregados sobre a saúde e segurança no trabalho além da prevenção de acidentes.

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Durante a semana são realizadas atividades envolvendo os empregados com o objetivo de promover a conscientização, em geral com foco em um tema definido anteriormente. Entre as atividades estão palestras, treinamentos, avaliações médicas, atividades lúdicas, entre outras.

2.3 ACIDENTE DE TRABALHO E DOENÇA OCUPACIONAL

É o que ocorre pelo exercício da atividade a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou perda ou redução permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho

Os acidentes de trabalho são classificados em três tipos:

a) Acidente típico: é aquele que ocorre a serviço da empresa;

b) Acidente de trajeto: é aquele que ocorre no momento em que o trabalhador desloca-sede casa para o trabalho ou do trabalho para casa.

c) Doença do Trabalho: é aquela em que a atividade exercida atua na produção da incapacidade, doença ou morte.

O que devo fazer quando me acidentar?

Acidente Típico ou Doença Ocupacional: • Comunicar a sua chefia direta;

• Procurar o atendimento médico.

• Comunicar o SESMT, para realizar a investigação do acidente e abrir a CAT (Comunicado de Acidente do Trabalho).

Acidente de Trajeto:

• Comunicar a sua chefia direta; • Procurar o atendimento médico

• Comunicar o SESMT, para realizar a investigação do acidente e abrir a CAT (Comunicado de Acidente do Trabalho).

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Página 27 de 92 • Realizar a abertura do Boletim de Ocorrência • Possuir no mínimo duas testemunhas;

O segurado deve comparecer à perícia médica do INSS munido de sua documentação médica e da Comunicação de Acidente de Trabalho emitida pela empresa.

O segurado possui direito a um ano de estabilidade no emprego após o fim do auxílio-doença e a uma indenização se houve culpa ou dolo da empresa. O empregador não pode re-expor o segurado aos mesmos agentes nocivos, sob pena de multa. Caso a doença sofra agravamento e a empresa emita CAT de reabertura, pode haver novo auxílio-doença acidentário e multa nos casos de continuidade da exposição. A CAT de reabertura (para dissimulação) pode ser desqualificada e caracterizada como CAT inicial, obrigando a empresa a pagar novamente os primeiros quinze dias.

PRINCIPAIS CAUSAS DE ACIDENTE DE TRABALHO

Os acidentes ocorrem por falta cometida pelo empregado contra as regras de segurança ou por condição de insegurança que existem no ambiente de trabalho.

Podemos classificar basicamente as causa de um acidente de trabalho em dois fatores ato ou condição insegura.

Existe uma terceira classificação de causas de acidentes que são as causas naturais, responsáveis por 1 a 2% dos acidentes.

As causas naturais são os fatores da natureza, tais como vulcão, terremotos, maremotos, tempestades, etc., onde a tecnologia não tem controle ou previsões mais confiáveis.

Atos e condições inseguras são fatores que, combinados ou não, desencadeiam os acidentes do trabalho. São, portanto, as causas diretas dos acidentes. Assim, pode-se entender que prevenir acidente do trabalho, em síntese, é corrigir condições inseguras existentes nos locais de trabalho, não permitir que outras sejam criadas e evitar a pratica de atos inseguros por parte das pessoas.

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Tanto as condições como os atos inseguros tem origem mais remota, em causas indiretas. Esses fatores indiretos, porém, podem ser atenuados ou eliminados, de modo a evitar que os últimos elos da cadeia, atos e condições inseguras, venham a propiciar a ocorrência de acidentes ou pelo menos que essas ocorrências se tornem cada vez mais raros.

Levantamentos realizados por diversos órgãos e institutos mostraram que a proporção das causas de acidentes é de aproximadamente:

ATOS INSEGUROS 80%

CONDIÇÕES INSEGURAS 20%

2.3.1 Ato inseguro

É a maneira como as pessoas se expõem, consciente ou inconscientemente, a riscos de acidentes. São esses os atos responsáveis por muitos dos acidentes de trabalho e que estão presentes na maioria dos casos em que há alguém ferido.

Nota-se que nas investigações de acidentes, que alguns atos inseguros se sobressaem entre os catalogados como os freqüentes, embora essa maior evidência varie de empresa para empresa. Cabe ressaltar que um funcionário sem treinamento ou que não saiba os riscos inerentes a uma determinada atividade, não deve ser classificado como ato inseguro, mas sim como

condição insegura.

Abaixo alguns exemplos de atos inseguros mais conhecidos:

· Ficar junto ou sob cargas suspensas.

· Usar máquinas sem habilitação ou permissão. · Lubrificar, ajustar e limpar maquina em movimento. · Inutilizar dispositivos de segurança.

(30)

Página 29 de 92 · Transportar ou empilhar inseguramente. · Tentar ganhar tempo

· Expor partes do corpo, a partes móveis de maquinas ou equipamentos. · Imprimir excesso de velocidade.

· Improvisar ou fazer uso de ferramenta inadequada a tarefa exigida. · Não utilizar EPI.

· Manipulação inadequada de produtos químicos. · Fumar em lugar proibido.

· Consumir drogas, ou bebidas alcoólicas durante a jornada de trabalho.

2.3.2 Condição insegura:

Condições inseguras nos locais de serviço são aquelas que compreendem a segurança do trabalhador. São as falhas, os defeitos, irregularidades técnicas e carência de dispositivos de segurança que põe em risco a integridade física e/ou a saúde das pessoas e a própria segurança das instalações e equipamentos.

Convém ter em mente que estas não devem ser confundidas com os riscos inerentes a certas operações industriais. Por exemplo: a corrente elétrica é um risco inerente aos trabalhos que envolvam eletricidade, aparelhos ou instalações elétricas, a eletricidade não pode ser considerada uma condição insegura por ser perigosa. Instalações mal feitas, ou improvisadas, fios expostos, etc., são condições inseguras, a energia elétrica em si não.

Abaixo alguns exemplos de condições inseguras mais conhecidas:

· Falta de proteção em máquinas e equipamentos · Deficiência de maquinário e ferramental

· Passagens perigosas

· Instalações elétricas inadequadas ou defeituosas · Falta de equipamento de proteção individual · Nível de ruído elevado

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Página 30 de 92 · Proteções inadequadas ou defeituosas · Má arrumação/falta de limpeza

· Defeitos nas edificações · Iluminação inadequada · Piso danificado

· Risco de fogo ou explosão

2.4 EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL- EPI

O Equipamento de Proteção Individual - EPI é todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado a proteção contra riscos capazes de ameaçar a sua segurança e a sua saúde.

O uso deste tipo de equipamento só deverá ser feito quando não for possível tomar medidas que permitam eliminar os riscos do ambiente em que se desenvolve a atividade, ou seja, quando as medidas de proteção coletiva não forem viáveis, eficientes e suficientes para a atenuação dos riscos e não oferecerem completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou de doenças profissionais e do trabalho.

Os equipamentos de proteção coletiva - EPC são dispositivos utilizados no ambiente de trabalho com o objetivo de proteger os trabalhadores dos riscos inerentes aos processos, tais como o enclausuramento acústico de fontes de ruído, a ventilação dos locais de trabalho, a proteção de partes móveis de máquinas e equipamentos, a sinalização de segurança, dentre outros.

Como o EPC não depende da vontade do trabalhador para atender suas

finalidades, este tem maior preferência pela utilização do EPI, já que colabora no processo minimizando os efeitos negativos de um ambiente de trabalho que apresenta diversos riscos ao trabalhador.

Portanto, o EPI será obrigatório somente se o EPC não atenuar os riscos completamente ou se oferecer proteção parcialmente.

Quanto ao EPI cabe ao empregado:

• Utilizar apenas para a finalidade a que se destina;

• Responsabilizar-se pelo acondicionamento e conservação;

• Comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso; • Cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado.

(32)

Página 31 de 92 Conforme o Art. 158 da CLT cabe aos empregados:

I. Observar as normas de segurança e medicina do trabalho, inclusive as ordens de serviço expedidas pelo empregador.

II. Colaborar com a empresa na aplicação dos dispositivos deste capítulo (V) Parágrafo único – Constitui ato faltoso do empregado a recusa injustificada: A observância das instruções expedidas pelo empregador;

Ao uso dos Equipamentos de Proteção Individual – EPI’s fornecidos pela empresa

Conforme dispõe a Norma Regulamentadora 6 - NR-6, a empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias:

a) sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho;

b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas; e c) para atender a situações de emergência.

Compete ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho - SESMT, ou a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA nas empresas desobrigadas de manter o SESMT, recomendar ao empregador o EPI adequado ao risco existente em determinada atividade.

Os tipos de EPI´s utilizados podem variar dependendo do tipo de atividade ou de riscos que poderão ameaçar a segurança e a saúde do trabalhador e da parte do corpo que se pretende proteger, tais como:

- Proteção auditiva: abafadores de ruídos ou protetores auriculares; - Proteção respiratória: máscaras e filtro;

- Proteção visual e facial: óculos e viseiras; - Proteção da cabeça: capacetes;

- Proteção de mãos e braços: luvas e mangotes; - Proteção de pernas e pés: sapatos, botas e botinas; - Proteção contra quedas: cintos de segurança e cinturões.

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O equipamento de proteção individual, de fabricação nacional ou importado só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação - CA, expedida pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego.

Dentre as atribuições exigidas pela NR-6, cabem ao empregador as seguintes obrigações:

Adquirir o EPI adequado ao risco de cada atividade; exigir seu uso; Fornecer ao trabalhador somente o equipamento aprovado pelo órgão, nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho;

Orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação;

Substituir imediatamente o EPI, quando danificado ou extraviado;

Responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; e comunicar o MTE qualquer irregularidade observada;

O empregado também terá que observar as seguintes obrigações: Utilizar o EPI apenas para a finalidade a que se destina;

Responsabilizar-se pela guarda e conservação;

Comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio ao uso; e cumprir as determinações do empregador sob o uso pessoal;

Os Equipamentos de Proteção Individual além de essenciais à proteção do trabalhador, visando a manutenção de sua saúde física e proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou de doenças profissionais e do trabalho, podem também proporcionar a redução de custos ao empregador.

É o caso de empresas que desenvolvem atividades insalubres e que o nível de ruído, por exemplo, está acima dos limites de tolerância previstos na NR-15. Neste caso, a empresa deveria pagar o adicional de insalubridade de acordo com o grau de enquadramento, podendo ser de 10%, 20% ou 40%. Com a utilização do EPI a empresa poderá eliminar ou neutralizar o nível do ruído já que, com a utilização adequada do equipamento, o dano que o ruído poderia causar à audição do empregado será eliminado.

A eliminação do ruído ou a neutralização em nível abaixo do limite de tolerância isenta a empresa do pagamento do adicional, além de evitar

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quaisquer possibilidades futuras de pagamento de indenização de danos morais ou materiais em função da falta de utilização do EPI.

Entretanto, é importante ressaltar que não basta o fornecimento do EPI ao empregado por parte do empregador, pois é obrigação deste fiscalizar o empregado de modo a garantir que o equipamento esteja sendo utilizado.

São muitos os casos de empregados que, com desculpas de que não se

acostumam ou que o EPI o incomoda no exercício da função, deixam de utilizá-lo e conseqüentemente, passam a sofrer as conseqüências de um ambiente de trabalho insalubre.

Nestes casos o empregador deve utilizar-se de seu poder diretivo e obrigar o empregado a utilizar o equipamento, sob pena de advertência e suspensão num primeiro momento e, havendo reincidências, sofrer punições mais severas como a demissão por justa causa.

Para a Justiça do Trabalho o fato de comprovar que o empregado recebeu o equipamento (por meio de ficha de entrega de EPI), por exemplo, não exime o empregador do pagamento de uma eventual indenização, pois a norma estabelece que o empregador deva garantir o seu uso, o que se faz através de fiscalização e de medidas coercitivas, se for o caso

2.5 MAPA DE RISCO

O mapa é um levantamento dos pontos de risco nos diferentes setores das empresas. Trata-se de identificar situações e locais potencialmente perigosos.

A partir de uma planta baixa de cada seção são levantados todos os tipos de riscos, classificando-os por grau de perigo: pequeno, médio e grande. Estes tipos são agrupados em cinco grupos classificados pelas cores vermelho verde, marrom, amarelo e azul. Cada grupo corresponde a um tipo de agente: químico, físico, biológico, ergonômico e mecânico.

A idéia é que os funcionários de uma seção façam a seleção apontando aos cipeiros os principais problemas da respectiva unidade. Na planta da seção, exatamente no local onde se encontra o risco (uma máquina, por

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exemplo) deve ser colocado o círculo no tamanho avaliado pela CIPA e na cor corresponde ao grau de risco.

O mapa deve ser colocado em um local visível para alertar aos trabalhadores sobre os perigos existentes naquela área. Os riscos serão simbolizados por círculos de três tamanhos distintos: pequeno, médio e grande.

A empresa receberá o levantamento e terá 30 dias para analisar e negociar com os membros da CIPA ou do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) se houver prazos para providenciar as alterações propostas. Caso estes prazos sejam descumpridos, a CIPA deverá comunicar a Delegacia Regional do Trabalho.

Cores usadas no Mapa de Risco e Tabela de Gravidade

http://www.cipa.uem.br/Mapaderisco/mapaderisco01.php

Tabela de Gravidade

Símbolo Proporção Tipos de Riscos

4 Grande

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1 Pequeno

http://www.cipa.uem.br/Mapaderisco/mapaderisco01.php

2.6 RISCOS AMBIENTAIS

São aqueles causados por agentes físicos, químicos ou biológicos que, presentes nos ambientes de trabalho, são capazes de causar danos à saúde do trabalhador em função de sua natureza, concentração, intensidade ou tempo de exposição. Alguns fatores que podem causar riscos ambientais são:

Agentes físicos: ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas, radiações etc.

Agentes químicos: poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases, vapores que podem ser absorvidos por via respiratória ou através da pele etc.

Agentes biológicos: bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários, vírus, entre outros.

Tabela prática de riscos ambientais

Grupo Riscos Cor de

identificação

Descrição

1 Físicos Verde Ruído

calor frio pressões umidade

radiações ionizantes e não ionizantes vibrações

etc.

2 Químicos Vermelho Poeiras

fumos gases vapore névoas neblinas etc.

3 Biológicos Marrom Fungos

vírus parasitas bactérias protozoários insetos etc.

4 Ergonômicos Amarelo Levantamento e transporte manual de

peso monotonia

(37)

Página 36 de 92 repetitividade responsabilidade ritmo excessivo

posturas inadequadas de trabalho trabalho em turnos

etc.

5 Acidentes Azul Arranjo físico inadequado

iluminação inadequada incêndio e explosão eletricidade

máquinas e equipamentos sem proteção quedas e animais peçonhentos.

etc. http://www.cipa.uem.br/Mapaderisco/mapaderisco01.php

Riscos Físicos

São considerados riscos físicos tais como ruídos; calor; vibrações; pressões anormais; radiações; umidade etc.

2.6.1 Ruídos

As máquinas e equipamentos utilizados pelas empresas produzem ruídos que podem atingir níveis excessivos, podendo a curto, médio e em longo prazo provocar sérios prejuízos à saúde. Dependendo do tempo de exposição, nível sonoro e da sensibilidade individual, as alterações danosas poderão manifestar-se imediatamente ou gradualmente. Quanto maior o nível de ruído, menor deverá ser o tempo de exposição ocupacional.

Limite de tolerância para ruído contínuo ou intermitente:

Nível de ruído em dB (A)

Máxima exposição diária permissível 85 8 horas 86 7 horas 87 6 horas 88 5 horas 89 4 horas e 30 minutos 90 4 horas 91 3 horas e 30 minutos

(38)

Página 37 de 92 92 3 horas 93 2 horas e 40 minutos 94 2 horas e 40 minutos 95 2 horas 96 1 hora e 45 minutos 98 1 hora e 15 minutos 100 1 hora 102 45 minutos 104 35 minutos 105 30 minutos 106 25 minutos 108 20 minutos 110 15 minutos 112 10 minutos 114 8 minutos 115 7 minutos http://www.cipa.uem.br/Mapaderisco/mapaderisco03.php Conseqüências

O ruído age diretamente sobre o sistema nervoso, ocasionando: fadiga nervosa; alterações mentais: perda de memória, irritabilidade, dificuldade em coordenar idéias; hipertensão; modificação do ritmo cardíaco; modificação do calibre dos vasos sanguíneos; modificação do ritmo respiratório; perturbações gastrointestinais; diminuição da visão noturna; dificuldade na percepção de cores.

Além destas conseqüências, o ruído atinge também o aparelho auditivo causando a perda temporária ou definitiva da audição.

Medidas de controle

Para evitar ou diminuir os danos provocados pelo ruído no local de trabalho podem ser adotados as seguintes medidas:

Medidas de proteção coletiva: enclausuramento da máquina

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Medida de proteção individual: fornecimento de equipamento de proteção individual (EPI) (no caso, protetor auricular). O EPI deve ser fornecido na impossibilidade de eliminar o ruído ou como medida complementar.

Medidas médicas: exames de audiometria periodicamente, afastamento do local de trabalho, revezamento.

Medidas educacionais: orientação para o uso correto do EPI, campanha de conscientização.

Medidas administrativas: tornar obrigatório o uso do EPI: controlar seu uso.

2.6.2 Vibrações

Na indústria é comum o uso de máquinas e equipamentos que produzem vibrações, as quais podem ser nocivas ao trabalhador.

As vibrações podem ser:

Localizadas: (em certas partes do corpo). São provocadas por ferramentas manuais, elétricas e pneumáticas.

Conseqüências: alterações neurovasculares nas mãos, problemas nas articulações das mãos e braços; osteoporose (perda de substância óssea).

Generalizadas: (ou do corpo inteiro). As lesões ocorrem com os operadores de grandes máquinas, como os motoristas de caminhões, ônibus e tratores.

Conseqüências: Lesões na coluna vertebral; dores lombares. Medidas de controle:

Para evitar ou diminuir as conseqüências das vibrações é recomendado o revezamento dos trabalhadores expostos aos riscos (menor tempo de exposição).

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2.6.3 Radiações

São formas de energia que se transmitem por ondas eletromagnéticas. A absorção das radiações pelo organismo é responsável pelo aparecimento de diversas lesões. Podem ser classificadas em dois grupos:

Radiações ionizantes:

Os operadores de raio-x e radioterapia estão freqüentemente expostos a esse tipo de radiação, que pode afetar o organismo ou se manifestar nos descendentes das pessoas expostas.

Radiações não ionizantes:

São radiações não ionizantes a radiação infravermelha, proveniente de operação em fornos , ou de solda oxiacetilênica, radiação ultravioleta como a gerada por operações em solda elétrica, ou ainda raios laser, microondas, etc. Seus efeitos são perturbações visuais (conjuntivites, cataratas), queimaduras, lesões na pele, etc.

Medidas de controle:

Medidas de proteção coletiva: isolamento da fonte de radiação (ex: biombo protetor para operação em solda), enclausuramento da fonte de radiação (ex: pisos e paredes revestidas de chumbo em salas de raio-x). Medidas de proteção individual: fornecimento de EPI adequado ao risco (ex: avental, luva, perneira e mangote de raspa para soldador, óculos para operadores de forno).

Medida administrativa: (ex: dosímetro de bolso para técnicos de raio-x).

Medida médica: Exames periódicos.

(41)

Página 40 de 92 2.6.4 Calor

Altas temperaturas podem provocar: desidratação; erupção da pele; câimbras; fadiga física; distúrbios psiconeuróticos; problemas cardiocirculatórios; insolação.

2.6.5 Frio

Baixas temperaturas podem provocar: feridas; rachaduras e necrose na pele; enregelamento: ficar congelado; agravamento de doenças reumáticas; predisposição para acidentes; predisposição para doenças das vias respiratórias.

Medidas de controle:

Medidas de proteção coletiva: ventilação local exaustora com a função de retirar o calor e gases dos ambientes, isolamento das fontes de calor/frio.

Medidas de proteção individual: fornecimento de EPI (ex: avental, bota, capuz, luvas especiais para trabalhar no frio).

2.6.6 Pressões anormais

Há uma série de atividades em que os trabalhadores ficam sujeitos a pressões ambientais acima ou abaixo das pressões normais, isto é, da pressão atmosférica a que normalmente estamos expostos.

Baixas pressões: são as que se situam abaixo da pressão atmosférica normal e ocorrem com trabalhadores que realizam tarefas em grandes altitudes. No

Brasil, são raros os trabalhadores expostos a este risco.

Altas pressões: são as que se situam acima da pressão atmosférica normal. Ocorrem em trabalhos realizados em tubulações de ar comprimido, máquinas

de perfuração, caixões pneumáticos e trabalhos executados por

Referências

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