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VERTEBRADOS PALEOZÓICOS DO ESTADO DE SÃO PAULO

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VERTEBRADOS PALEOZÓICOS DO ESTADO DE SÃO PAULO

PALEOZOIC VERTEBRATES FROM THE STATE OF SÃO PAULO

Artur Chahud & Thomas Rich Fairchild

InsƟ tuto de Geociências, Universidade de São Paulo, IGc-USP, Rua do Lago, 562 São Paulo, SP, CEP 05508-080

E-mail: [email protected], [email protected]

RESUMO

Vários grupos de vertebrados paleozóicos são representados no Estado de São Paulo (Brasil), praticamente todos de aß oramentos permianos da borda leste da bacia do Paraná nas regiões sul e centro-leste: Elasmobranchii (Petalodontiformes, Ctenacanthiformes, Xenacanthiformes, Hybodontiformes, Orodontiformes e tubarões com dentição cladodonte); peixes ósseos (paleoniscídeos, Actinistia e Dipnoi); e tetrápodes (labrintodontes e mesossaurídeos). A exceção dos mesossaurídeos e de alguns espécimes de paleoniscídeos, os fósseis raramente são preservados inteiros, sendo, via de regra, representados por restos dispersos, desarticulados e fragmentados de ossos, dentes, escamas e raros espinhos. Os Actinistia e Paleonisciformes são os únicos grupos registrados em todo as unidades permianas do estado; desses, são mais abundantes os paleoniscídeos.

Palavras-chave: vertebrados fósseis, Paleozóico, estado de São Paulo

ABSTRACT

Various groups of Palaeozoic vertebrates are represented in the state of São Paulo (Brazil), practically all from Permian outcrops of the eastern border of the Paraná basin in southern and central-eastern parts of the state: Elasmobranchii (Petalodontiformes, Ctenacanthiformes, Xenacanthiformes, Hybodontiformes, Orodontiformes, and sharks with cladodont dentition); bony Þ shes (Paleonisciformes, Actinistia and Dipnoi); and Tetrapods (labyrinthodonts and mesosaurid reptiles). Except for the mesosaurids and a few paleoniscid Þ sh, entire specimens are rarely preserved, and dispersed, disarticulated and fragmented remains of bones, teeth, scales, and rare spines are the rule. To date, only rare Actinistia and more common Paleonisciformes have been found in all of the Permian lithostratigraphic units in the state.

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de celacantídeos no estado, ilustrando uma escama cosmóide completa de um tilito do Subgrupo Itararé. No Grupo Passa Dois, Chahud (2003) ilustrou escamas de Actinistia, provavelmente de espécies diferentes, nos folhelhos do Membro Taquaral da Formação Irati, na divisa de Rio Claro com Ipeúna. Würdig-Maciel (1975) já havia mencionado a presença de uma escama de Coelacantidae proveniente da Formação Corumbataí na região de Piracicaba.

3.4 RHIPIDISTIA E TETRÁPODES BASAIS

Os ripidístios são peixes raros em rochas permianas do estado, sendo que as únicas ocorrências destes peixes são de dentes labirintodonte na transição Tatuí – Irati, citados por Ragonha (1978) e Chahud & Fairchild (2002). Mas tanto os ripidístios como os tetrápodes basais possuíam dentição labirintodonte, o que cria diÞ culdades para diferenciar entre estes grupos com base nos dentes. Ragonha (1978), por exemplo, não reconheceu a presença de tetrápodes, mas apenas de peixes ripidístios. Chahud (2003) aventou a possibilidade da presença de dentes labirintodontes de ambos os grupos em um aß oramento da transição Tatuí - Irati entre Ipeúna e Rio Claro. E Toledo (2001) acreditou que todos os dentes labirintodontes na Formação Corumbataí seriam de tetrápodes.

3.5 RÉPTEIS

Répteis paleozóicos são encontrados em São Paulo apenas no Membro Assistência da Formação Irati e na Formação Corumbataí. Os mais conhecidos são os mesossaurídeos, que de todos os vertebrados são os de melhor estado de preservação, com animais completos apresentando grande riqueza de detalhe anatômico. Todas as três espécies conhecidas de mesossaurídeos, Stereosternum tumidum Cope, 1886, Mesosaurus braziliensis McGregor, 1908 e Brazilosaurus sanpauloensis Shikama & Ozaki, 1966, são encontradas em São Paulo, mas Stereosternum tumidum predomina (Mezzalira, 1989). Os melhores mesossauros foram descobertos na Formação Irati, porém próximo de Santa Rosa de Viterbo dentro da Formação Corumbataí também foram encontrados restos desarticulados e dispersos de difícil identiÞ cação taxonômica (Mezzalira, 1989).

Também na Formação Corumbataí, Toledo (2001) registrou, mas não ilustrou dentes reptilianos. E Andreis & Carvalho (2001) descreveram, próximo a Taguaí, mais de 80 pegadas tridáctilas mesaxônicas numa delgada camada de calcário oolítico da Formação Corumbataí, que teriam sido feitas por vários indivíduos de um mesmo tipo de réptil pequeno, provavelmente um arcossauro ancestral. Com base na observação de que pegadas com morfologia tridáctila serem mais comuns a partir do Triássico, sugeriram a possibilidade da Formação Corumbataí ter idade Eotriássico (Scythiano?).

4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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