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Academic year: 2021

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Texto

(1)

PREPARAÇÃO

TESTES

ECONOMIA A

10.

0

ANO

Maria João Pais Maria da Luz Oliveira Maria Manuela Góis Belmiro Gil Cabrito

Resumos da matéria

Fichas de avaliação

Testes com tipologia de Exame

Soluções

(2)
(3)

Módulo I – Introdução

6OJEBEFȣq"BUJWJEBEFFDPOÎNJDBFBDJÅODJBFDPOÎNJDB

Resumo 2

Ficha Formativa 1 5

Teste de Avaliação 1 7

Módulo II – Aspetos fundamentais

da atividade económica

6OJEBEFȤq/FDFTTJEBEFTFDPOTVNP Resumo 10 Ficha Formativa 2 15 Teste de Avaliação 2 17

6OJEBEFȥq"QSPEV¾PEFCFOTFTFSWJÂPT

Resumo 20 Ficha Formativa 3 26 Teste de Avaliação 3 29

6OJEBEFȦq$PNÄSDJPFNPFEB

Resumo 32 Ficha Formativa 4 40 Teste de Avaliação 4 43

6OJEBEFȧq1SFÂPTFNFSDBEPT

Resumo 46 Ficha Formativa 5 49 Teste de Avaliação 5 51

6OJEBEFȨq3FOEJNFOUPTFSFQBSUJ¾PEPTSFOEJNFOUPT

Resumo 54 Ficha Formativa 6 59 Teste de Avaliação 6 60

6OJEBEFȩq1PVQBOÂBFJOWFTUJNFOUP

Resumo 64 Ficha Formativa 7 69 Teste de Avaliação 7 72

4PMVÂÐFT

75

Nota: Este livro encontra-se redigido conforme o novo Acordo Ortográfico.

(4)

1

RESUMO

A atividade económica e a ciência económica

R

EALIDADE SOCIAL E CIÊNCIAS SOCIAIS

A Economia, assim como as outras ciências socias ou humanas, preocupa-se com a iden-tificação e explicação dos fenómenos sociais. Estes referem-se a qualquer realidade social ob-jetiva e constituem o objeto de estudo das ciências sociais. De facto, as desigualdades sociais, a pobreza, a exclusão social, a família, a educação, a imigração, a religião, o desemprego, a globalização ou o desenvolvimento decorrem da vida em sociedade e, como tal, são designa-das por realidades sociais ou fenómenos sociais.

Todavia, apesar da diversidade das situações referidas, qualquer dos fenómenos sociais faz parte de um grande conjunto a que chamamos vida social. Dado que a vida social é uma unidade complexa, é suscetível de ser abordada segundo diversas perspetivas disciplinares ou «interesses» das diferentes ciências.

A razão por que se recorre a diversas ciências sociais é, unicamente, pela necessidade de obtermos informações múltiplas, de acordo com a perspetiva própria de cada ciência social.

Deste modo, do contributo dado pelo conjunto das ciências sociais obter-se-á uma expli-cação mais completa e profunda do fenómeno social analisado. Não se pense, contudo, que a área estudada por cada uma das ciências sociais é diferente. Todas elas, como acabámos de ver, debruçam-se sobre a mesma realidade social ou fenómeno social, só que com «olha-res» diferentes.

Na verdade, a realidade social (objeto de estudo das várias ciências sociais) é uma só — o comportamento social dos seres humanos, que contém várias dimensões: económica, socio-lógica, demográfica, histórica, política e jurídica, entre outras. Com efeito, não nos é possível descortinar comportamentos apenas económicos ou sociológicos, etc., pois a atividade hu-mana é pluridimensional.

Constatamos assim que todos os fenómenos da realidade social são fenómenos sociais to-tais, isto é, têm implicações a vários níveis do real social (económico, sociológico, demográfi-co, entre outros), podendo, por isso, ser objeto de pesquisa de todas (ou de algumas) ciências sociais. A esta atitude metodológica, que procura integrar o contributo das várias ciências so-ciais ou disciplinas no sentido de encontrar uma explicação e um entendimento mais profundo da realidade social, chamamos interdisciplinaridade.

Demografia

Economia

Sociologia Psicologia História Política Direito

Geografia Antropologia ... Fenómeno social INTER D I SCIPLI N A R ID A D E

(5)

A ciência económica

A ciência económica procurará dar resposta aos fenómenos sociais, estudando a sua di-mensão económica, pois esta constitui o seu campo de estudo específico. Os fenómenos económicos ligados à produção, à distribuição, ao consumo, à repartição dos rendimentos e à acumulação, entre outros, são o seu objeto de estudo.

Sendo uma ciência, a Economia possui, a par do seu objeto de estudo, um corpo de concei-tos específicos que se traduzem numa terminologia própria, cuja utilização permite o entendi-mento do campo de estudo de que se ocupa, uma metodologia científica e uma teoria própria.

Objeto de estudo Conceitos específicos Terminologia própria Metodologia científica Teoria própria CIÊNCIA ECONÓMICA

O problema económico

Encontramo-nos perante uma situação contraditória: de um lado, a multiplicidade das nossas necessidades, que são ilimitadas; de outro, a escassez de recursos capazes de as satisfazer. É aqui que reside o problema fundamental da Economia.

A adequação dos recursos escassos às necessidades, que são ilimitadas, implica optar, fa-zer escolhas. Os indivíduos, ao efetuarem escolhas, pretendem obter para si próprios o máxi-mo benefício com o mínimáxi-mo dispêndio de recursos, o que exige uma gestão eficiente dos mes-mos. É na gestão eficiente dos recursos escassos que consiste a racionalidade económica.

A Economia é a «ciência das escolhas» porque estuda como utilizar os recursos escassos para satisfazer as múltiplas necessidades humanas.

O custo de oportunidade de um bem consiste na alternativa que tem de ser sacrificada para se obter esse bem.

NECESSIDADES ILIMITADAS RECURSOS ESCASSOS

Não satisfação de outras necessidades

Benefício Custo de oportunidade

Problema económico

Escolhas

(6)

A atividade económica

A produção, o consumo, a distribuição, a repartição dos rendimentos e a acumulação constituem as principais atividades económicas.

Os agentes económicos e suas funções

Agente económico é todo o interveniente na atividade económica, desempenhando, pelo menos, uma função com autonomia.

Existem as seguintes categorias de agentes económicos: Famílias, Empresas (Não Finan-ceiras), Instituições Financeiras, Administração Pública (Estado) e Resto do Mundo.

As principais funções desempenhadas pelos agentes económicos correspondem às princi-pais atividades económicas.

Produção Distribuição

Repartição dos rendimentos

Consumo

(7)

FICHA FORMATIVA 1

1. ;cĤģĕĕ"f[hjeZ[ĥģZeijhWXWb^WZeh[iZ[jeZeeckdZeÄcW_iZ[īģģc_b^[iZ[f[iieWi Äl_l_WcYecWiikWi\Wc‡b_WiYecc[deiZ[ĤZŒbWh[iZei;K7fehZ_WY[hYWZ[ĕ"ħ[khei$

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1.1 Refere o objeto de estudo das ciências sociais.

1.2 Explicita a dimensão económica da pobreza, a partir da afirmação acima trans-crita.

1.3 O estudo da pobreza exige que se recorra às diferentes ciências sociais.

Indica, justificando, três ciências sociais a que recorrerias, com exceção da Economia, para estudar este fenómeno social.

1.4 Indica três exemplos de fenómenos sociais para além da pobreza. 1.5 Explica em que consiste a interdisciplinaridade.

2. 7 IeY_ebe]_W feZ[ [ijkZWh W h[bW‚€e ZWi Yh_Wd‚Wi Yec ei i[ki fW_i" jWb Yece W Fi_YWd|b_i[ feZ[[ijkZWheZ[i[cfh[]ej€eX[cYeceW;Yedec_W$I[ZkWiekcW_iZ_iY_fb_dWifeZ[c [ijkZWhec[icei[]c[djeZWh[Wb_ZWZ[ƒfehgk[WiZ_\[h[d‚Wii[i_jkWc\ehWZWh[Wb_ZWZ[[ [ij€eh[bWY_edWZWiYeceieb^Wh[iZWf[iieWgk[_dl[ij_]W$

Eb_l_[hCWhj_d[j$Wb$"Dekl[WkCWdk[bZ[IeY_ebe]_["FWh_i07hcWdZ9eb_d"ĤģĕģWZWfjWZe

2.1 Dá exemplos de quatro ciências sociais para além das mencionadas no texto

2.2 Justifica o facto de a relação das crianças com os seus pais ser um fenómeno social.

2.3 Mostra que a Economia é uma ciência social. 2.4 Explicita como é que a Economia estuda a família.

2.5 Comenta o texto, tendo em conta o conceito de interdisciplinaridade.

3. 7fWhj_hZ[ĤģģĦ"f[hWdj[WiYh[iY[dj[id[Y[ii_ZWZ[iZ[c_d[hW_ifehfWhj[ZW9^_dWfWhW WiikWi_dZ‘ijh_Wi[Wj_l_ZWZ[iZ[Yedijhk‚€e"eifh[‚eiZeekhe"fhWjW"YeXh["d‡gk[b"p_dYe [\[hheYec[‚WhWcWWj_d]_hc|n_cei^_ijŒh_Yei"eh_]_dWdZeeWkc[djeZei_dl[ij_c[djei ZWi [cfh[iWi ckbj_dWY_edW_i$ 9edjhW W _dijWbW‚€e Z[ c_dWi W Yƒk WX[hje" Z[i[dhebWhWc--i[ĕĨĕYed\b_jeidW7cƒh_YWBWj_dWgk[fheZkpħĤZWfhWjWZefbWd[jW"ĦħZeYeXh[[ ĤĤZep_dYeYeceWh]kc[djeZ[gk["Z_\[h[dj[c[dj[ZWic_dWiikXj[hh~d[Wic[dei h[dj|l[_i"eideleifhe`[jeiZWd_\_YWceWcX_[dj[[WiWj_l_ZWZ[iW]h‡YebWijhWZ_Y_edW_i ZWiYeckd_ZWZ[i$

7b[`WdZheH[Xeii_e";bFW‡i"ĤĤ%ģī%ĤģĕĤWZWfjWZe

3.1 Apresenta uma noção de recursos.

3.2 Enumera três recursos para além dos mencionados no texto. 3.3 Explica em que consiste o problema económico, com base no texto. 3.4 Indica o objeto de estudo da Economia.

3.5 Apresenta uma noção de custo de oportunidade.

(8)

4. EfheXb[cWZWWfb_YW‚€eZeih[Ykhiei[iYWiiei[Ze[cfh[]eWbj[hdWj_le"[c\_dWb_ZWZ[iZ[ Z[i_]kWb_cfehj~dY_W"ƒegk[Yedij_jk_eeX`[jeZW;Yedec_WB$HeXX_di$

<hWdY_iYeF[h[_hWZ[CekhW"B_‚[iZ[;Yedec_W";Z$9b|ii_YW"ĕīĨĦ

4.1 Apresenta uma noção de escassez.

4.2 Justifica o facto de a Economia ser considerada uma ciência. 4.3 Explicita o objeto da Economia, a partir da afirmação. 4.4 Explica em que consiste a racionalidade económica.

5. ;c ĤģĕĤ" Wde Ze ħģ$e Wd_l[hi|h_e ZW _dZ[f[dZ…dY_W ZW 7h]ƒb_W" W fheZk‚€e Z[ij[ fW‡i

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[ 7bj[hdWj_l[i?dj[hdWj_edWb[i d$– ħĨ" i[j[cXhe Z[ ĤģĕĤ WZWfjWZe

5.1 Refere as principais atividades económicas para além da mencionada no texto. 5.2 Apresenta uma noção de agente económico.

5.3 Identifica um agente económico cuja função principal é a produção de bens e serviços não financeiros.

5.4 Identifica um agente económico implícito na afirmação destacada. 5.5 Justifica o facto de a precariedade ser um fenómeno social.

5.6 Identifica a dimensão económica da precariedade, a partir da afirmação destacada.

(9)

TESTE DE AVALIAÇÃO 1

=HKFE ?

As questões que se seguem são de escolha múltipla. Das quatro respostas (A a D), apenas uma está correta. Assinala-a com X.

1. A Economia é a ciência que estuda as escolhas entre utilizações alternativas dos recursos. Essas escolhas decorrem do facto de

(A) os bens serem livres.

(B) a Humanidade ter liberdade de decisão.

(C) os bens serem escassos.

(D) a Humanidade ter necessidades primárias.

Exame Nacional de 2010 – 1.a fase (adaptado)

2. Em Economia, a noção de escassez está relacionada com o facto de

(A) a realidade social poder ser estudada segundo diferentes perspetivas.

(B) os recursos serem insuficientes face às necessidades dos indivíduos.

(C) os custos de produção das empresas poderem, por vezes, ser diminuídos.

(D) a ciência económica fazer previsões que nem sempre se verificam.

Exame Nacional de 2011 – 2.a fase

3. A escolha é uma questão fundamental em Economia, pois as necessidades humanas

(A) alteram-se com o tempo e os recursos disponíveis são ilimitados.

(B) são ilimitadas e os recursos disponíveis são escassos.

(C) são substituíveis e os recursos naturais são renováveis.

(D) variam no espaço e os recursos naturais são ilimitados.

Exame Nacional de 2012 – 1.a fase

4. São atividades económicas

(A) a produção, a distribuição e o desemprego.

(B) as Famílias, as Empresas e o Estado.

(C) a produção, a distribuição e o consumo.

(D) as Famílias, as Empresas e as Instituições Financeiras.

Exame Nacional de 2011 – 1.a fase

5. As Famílias constituem um agente económico cuja função principal é

(A) consumir bens e serviços.

(B) realizar poupança.

(C) produzir bens e serviços.

(D) redistribuir o rendimento.

(10)

=HKFE ??

1. ;djh[ `kd^e Z[ Ĥģĕĕ [ `kd^e Z[ ĤģĕĤ" e i[jeh _dZkijh_Wb h[Ykek Ĥ"ĕ dW PedW ;khe [ Ĥ"Ĥ dW K; W Ĥĩ$ ;ijWi gk[ZWi" gk[ WXhWd][c ĕĤ Zei Ĥĩ ;ijWZei" j…c fWhj_YkbWh _dY_Z…dY_W [c ?j|b_W -Ī"Ĥ" ;i-fWd^W -Ĩ"ĥ" H[_de Kd_Ze -Ħ"Ĩ [ Fehjk]Wb -Ħ"Ħ$ ;ijW [if_hWb Z[fh[ii_lW j[c Yedi[gk…dY_Wi [c j[hcei Z[ [cfh[]e [ Z[i[cfh[]e$

7bj[h[Ye" d$e ĥĕĨ" i[j[cXhe Z[ ĤģĕĤ WZWfjWZe

1.1 Explicita a situação de Portugal no que respeita ao recuo do setor industrial, tendo em conta o texto.

1.2 Indica que países da União Europeia atingiram taxas de desemprego superiores às da Zona Euro, em junho de 2012.

1.3 Refere os quatro países da União Europeia que sofreram maiores subidas da taxa de de-semprego, entre janeiro de 2008 e junho de 2012.

1.4 Relaciona, com base no gráfico e no texto, o recuo da produção industrial e o aumento do desemprego.

1.5 O estudo do fenómeno social – desemprego – exige o recurso a uma pluralidade de ciên-cias. Justifica a que ciências se deveria recorrer para estudar o desemprego.

1.6 Explicita a perspetiva económica do desemprego.

=HKFE ???

1. O economista inglês Alfred Marshall afirmou na sua obra Princípios de Economia que «a Economia é o estudo da Humanidade nos assuntos correntes da vida».

1.1 Apresenta o objeto da Economia, a partir da afirmação de Alfred Marshall.

1.2 Enumera as condições para que uma disciplina possa ser considerada uma ciência. Eurostat, 2012 Grécia Espanha Portugal Letónia Irlanda Eslováquia Lituânia Bulgária Zona Euro Hungria Estónia Itália Chipre UE-27 França Polónia Eslovénia R. Unido Dinamarca Roménia Finlândia Suécia Bélgica Rep. Checa Malta Alemanha Luxemburgo Holanda Áustria 0 5 10 15 20 25 Janeiro 2008 Junho 2012

(11)

=HKFE ?L

1. 7 c_dW Z[ YeXh[ Z[ CefWd_ dW P~cX_W cW_i Ze gk[ X[d[\_Y_Wh ei ^WX_jWdj[i beYW_i j[c i_Ze i_-dŒd_ce Z[ c_iƒh_W [ Z[ febk_‚€e$ Ei iWb|h_ei i€e ck_je XW_nei [ e Wh [ W |]kW [ij€e iWjkhWZei Z[ Z_Œn_Ze Z[ [dne\h[ [ Z[ Whiƒd_Ye Z[l_Ze We cƒjeZe Z[ [njhW‚€e [iYeb^_Ze" cW_i [YedŒc_Ye" gk[ [dl[d[dW W fefkbW‚€e jejWb$

?]eh CWhj_dWY^[" ¼H[ikbjWZei ZW [nfbehW‚€e½" 7bj[h[Ye" d$± ĥĤģ" `Wd[_he Z[ Ĥģĕĥ WZWfjWZe

1.1 O cobre é um recurso. Justifica a afirmação.

1.2 Explica em que consiste a racionalidade económica, a partir do texto.

1.3 Explicita a necessidade da interdisciplinaridade, tendo em conta o exposto no texto.

1.4 Justifica em que agente económico incluirias as empresas de exploração mineira.

=HKFE L

1. Lê a seguinte afirmação:

Só a perceção do comportamento de todos os indivíduos que realizam uma função económica análoga permite obter uma visão global da realidade económica.

1.1 Apresenta uma noção de agente económico, a partir da afirmação.

1.2 Justifica em que categoria de agentes económicos incluirias cada uma das seguintes en-tidades:

a) Câmara Municipal do Porto;

b) Caixa Geral de Depósitos;

c) TAP Portugal;

d) Hipermercados Continente,

e) Ministério da Educação;

f) CP, Comboios de Portugal.

(12)

2.1 NECESSIDADES

Em todos os tempos e lugares, homens e mulheres têm procurado resolver estados de ca-rência sentidos por todos – as necessidades.

As necessidades são múltiplas e variadas e estão permanentemente presentes no nosso quotidiano. Dado que constituem situações de mal-estar, os indivíduos têm procurado a sua eliminação, sendo o consumo um dos meios para tal.

2

Características das necessidades

As necessidades têm quatro características:

š

.VMUJQMJDJEBEF – as necessidades são múltiplas e de diferente natureza. Todos sentimos necessidades básicas como comer, beber, dormir, ter saúde ou ter habitação, por exem-plo; mas também sentimos outras necessidades, ditas superiores, como a necessidade de nos relacionarmos com os outros, de sentir autoestima ou realização pessoal.

š

4VCTUJUVJCJMJEBEF – é possível satisfazer as necessidades através de meios alternativos, substituíveis entre si. De facto, quando não temos leite poderemos satisfazer as nossas necessidades de cálcio com um iogurte.

š

4BDJBCJMJEBEF – a partir do consumo de uma determinada dose de um bem poderemos ter as necessidades satisfeitas. Por exemplo, ao fim de três copos de água, a nossa sede está saciada.

š

3FMBUJWJEBEF – as necessidades variam no tempo e no espaço. As necessidades de al-guns bens alimentares atuais – pizas, por exemplo – não eram sentidas há um século pelos portugueses. O vestuário ocidental também não satisfaz as necessidades de ves-tuário das mulheres afegãs, por exemplo. As necessidades são, portanto, relativas ao momento histórico e ao espaço geográfico e cultural em que são sentidas.

Classificação das necessidades

As necessidades sentidas pelos indivíduos não são todas iguais, distinguindo-se em função de dois critérios principais – a sua importância e o facto de vivermos em coletividade.

Quanto à sua importância, existem:

š

/FDFTTJEBEFTQSJN¼SJBT – aquelas que se não forem satisfeitas podem pôr em risco a vida dos indivíduos (p. ex.: alimentação, descanso).

š

/FDFTTJEBEFTTFDVOE¼SJBT – aquelas que, embora importantes, se não forem satisfei-tas, não põem em causa a vida das pessoas (p. ex.: cultura).

š

/FDFTTJEBEFTUFSDJ¼SJBT – as que são supérfluas e perfeitamente dispensáveis (p. ex.: vestuário de marca).

RESUMO

Necessidades e consumo

Consumo Necessidades

(13)

Quanto ao facto de vivermos em coletividade, existem:

š

/FDFTTJEBEFTJOEJWJEVBJT – as que sentimos independentemente de vivermos com os outros (p. ex.: alimentação).

š

/FDFTTJEBEFTDPMFUJWBT – as que decorrem do facto de vivermos em coletividade, po-dendo ser satisfeitas por bens e serviços públicos (p. ex.: necessidade de segurança).

2.2 O CONSUMO

O consumo é um comportamento económico indispensável à satisfação das necessidades e pode ser definido como o ato pelo qual se destrói um bem para satisfação das necessidades dos indivíduos.

Necessidades Consumo Satisfação das

necessidades

Fatores que influenciam o consumo

Existem múltiplos fatores que influenciam o consumo. Em termos esquemáticos, temos:

'BUPSFTFDPOÎNJDPT 'BUPSFTO¾PFDPOÎNJDPT Rendimento Preços Inovação Crédito Moda Marketing Cultura Desejo de ostentação FATORES QUE INFLUENCIAM O CONSUMO

(14)

Todos compreendemos a influência dos fatores não económicos no nosso consumo. Sabe-mos a importância da publicidade, do merchandising e de outras estratégias para aumentar o nosso desejo de consumir. Vamos, no entanto, abordar com mais detalhe a ação dos fatores económicos sobre o ato de consumir.

Um dos fatores determinantes do consumo é o rendimento das famílias. Quanto maior for o rendimento, maiores serão as possibilidades de adquirir os bens e os serviços de que as fa-mílias necessitam. Caso estas não tenham o rendimento necessário, então, poderão recorrer ao crédito, que será facilitado, ou não, em função das taxas de juro praticadas.

Podemos também indicar os preços como um dos fatores que mais influenciam o consumo das famílias. De facto, quando os preços são baixos, maior será a nossa propensão a consumir, verificando-se o contrário quando os preços são altos.

Um outro fator de grande relevância nas sociedades industrializadas atuais é a inovação. Esta, associada a preços de produção mais baixos, origina novos bens que geram grande ape-tência. Telemóveis modernos com novas funções são, certamente, um dos bens que se enqua-dram nesta situação.

Lei de Engel

Engel foi um economista alemão que fez um estudo sobre o consumo das famílias operárias belgas no século XIX. Na sua pesquisa, calculou a percentagem que as famílias gastavam em dife-rentes tipos de bens relativamente ao total das suas despesas de consumo – coeficientes orçamen-tais. Concluiu, então, que quanto maior fosse o rendimento das famílias, menor era o coeficiente orçamental relativo à alimentação (a percentagem do orçamento familiar gasta na alimentação).

Verifiquemos a Lei de Engel, através de um exemplo:

No quadro que se segue, observamos que as duas famílias têm rendimentos diferentes (1000 e 10 000 euros) e estruturas de consumo também diferentes (cada uma gasta valores diferentes nas várias categorias de bens). No exemplo apresentado, todo o rendimento é gasto em consumo.

Categorias de consumo Família X (4 membros) Família Y (4 membros)

Bens alimentares e bebidas 500 3000

Vestuário e calçado 100 2000 Habitação 100 2000 Saúde 100 500 Educação 50 500 Transportes 100 500 Lazer 30 1000 Outros 20 500

Total do rendimento mensal (euros) 1000 10 000

(15)

A leitura do quadro permite verificar, por exemplo, que:

š

50% das despesas de consumo da família X destinam-se aos gastos com a alimentação (o coeficiente orçamental relativo à alimentação é de 50%);

š

30% das despesas de consumo da família Y destinam-se aos gastos com a alimentação (o coeficiente orçamental relativo à alimentação é de 30%).

Segundo a Lei de Engel, quando uma família gasta percentualmente mais em alimentação (coeficiente orçamental maior), ela tem menos rendimentos do que a outra. No exemplo apre-sentado, a família X tem menos rendimentos do que a família Y.

Esta lei pode ser adaptada a outras situações. Serve também para comparar níveis de de-senvolvimento entre países ou níveis de vida de estratos sociais diferentes, níveis de rendi-mento em períodos diferentes, etc.

Categorias de consumo Família X (4 membros) Família Y (4 membros)

Bens alimentares e bebidas 500 : 1000 = 100 = 50% 3000 : 10 000 = 100 = 30% Vestuário e calçado 100 : 1000 = 100 = 10% 2000 : 10 000 = 100 = 20% Habitação 10% 20% Saúde 10% 5% Educação 5% 5% Transportes 10% 5% Lazer 3% 10% Outros 2% 5%

Total do rendimento mensal (euros) 100 % 100%

Coeficientes orçamentais relativos às diferentes componentes do consumo das duas famílias

A comparação entre os coeficientes orçamentais, relativos à alimentação, permite-nos, assim, tirar outro tipo de conclusões:

País A País B

Coeficiente orçamental relativo

aos bens alimentares 35% 20%

1970 2010

Coeficiente orçamental relativo

aos bens alimentares 35% 20%

Recorrendo à Lei de Engel, podemos concluir que o país B é mais rico do que o país A. Mas podemos ainda analisar o crescimento económico de um país, utilizando o mesmo prin-cípio. No quadro abaixo, o país apresenta crescimento económico, visto o coeficiente orçamen-tal relativo à alimentação ter diminuído, no período considerado.

(16)

A sociedade de consumo

Após a Revolução Industrial e as permanentes descobertas científicas e tecnológicas, a pro-dução, paulatinamente, começou a exceder as necessidades de consumo das populações dos países mais industrializados e desenvolvidos. Em meados do século XX, foi afirmado que o eixo das preocupações dos empresários se tinha deslocado da esfera da produção para a das vendas. Isto é, era mais difícil vender do que produzir. Surge, então, todo um conjunto de estudos para encontrar soluções para escoamento do excesso de produção.

O marketing passa a ser tão ou mais importante que a produção. A criação de novas neces-sidades passa a constituir uma estratégia de escoamento da constante e exponencial produção. Consome-se para escoar a produção! Estamos, assim, em plena sociedade de consumo, uma sociedade de abundância, com bens baratos, de duração limitada e produzidos em série. Para escoar tal profusão de bens, o comércio adapta-se – surgem os grandes centros comerciais, os hipermercados, grandes superfícies de consumo centralizado, em horários alargados. O con-sumo massifica-se, com a oferta de bens produzidos em série, a custos baixos, sem grande qualidade ou duração.

O consumismo e o consumerismo

O consumismo é, assim, a imagem da sociedade de consumo. Os constantes e permanentes apelos ao consumo, veiculados pelas mais modernas estratégias de vendas e fidelização dos consumidores, têm como resposta um consumo desenfreado, pouco criterioso, instintivo e pou-co racional. Consome-se porque estamos numa sociedade estruturada para tal. O pou-consumismo é a resposta dos consumidores aos apelos para consumir sem grande necessidade real.

Em resposta a uma sociedade excessivamente consumista, com grandes desperdícios e pouco criteriosa, têm surgido movimentos de apelo à ponderação. São os movimentos con-sumeristas. Reutilizar, reciclar e reduzir é o seu lema. Não ao desperdício, ao lixo, ao esbanja-mento, à ostentação, à poluição, à quantidade! Não ao consumo feito por fábricas poluidoras, que recorrem ao trabalho infantil ou à exploração da mão de obra; não aos bens testados de forma cruel sobre seres indefesos; não ao consumo irracional!

Existem várias organizações de defesa do consumidor no nosso país e na Europa. Consulta os sites da DECO, do Instituto do Consumidor ou a Agenda Europa, da responsabilidade da União Europeia, para saberes mais sobre os teus direitos e deveres de consumidor responsável.

(17)

FICHA FORMATIVA 2

1. Explicita as quatro características das necessidades.

2. Através de setas, liga os itens das duas colunas de modo a obter relações verdadeiras.

3. Distingue necessidades individuais de necessidades coletivas, exemplificando. 4. Relaciona o conceito de consumo com o de necessidades.

5. Comenta a afirmação:

O consumo é um comportamento económico, sociológico, histórico e psicológico; ou seja, é um fenómeno social total e complexo.

6. No Boletim Económico do Banco de Portugal, pode verificar-se, para 2012, uma previsão de retração do consumo privado e do consumo público de -7,3% e -1,7%, respetivamente.

6.1 Distingue os autores dos tipos de consumo referidos no Boletim.

7. Existem tipos de consumos acessíveis a todos, cujo consumo individual não diminui o consumo de outro indivíduo, como a iluminação proporcionada por um farol.

7.1 Como se designa esse tipo de consumo? 7.2 Distingue-o de consumo individual.

8. As cerejas, produzidas e comercializadas pela empresa Frutol S. A. são adquiridas pela fábrica de compotas Doce–Come Lda., mas também são adquiridas pelas famílias para alimentação.

8.1 Classifica o consumo de cerejas pelos três agentes económicos. 9. Define padrão de consumo, a partir da seguinte afirmação:

Os alemães preferem cerveja; já os italianos gostam de vinho.

10. O consumo sofre a influência de múltiplos fatores económicos e não económicos.

10.1 Indica os fatores económicos que influenciam o consumo.

10.2 Explica como o preço e o rendimento podem influenciar o consumo.

10.3 Justifica que o acesso ao crédito pode ser um fator de estímulo para o consumo.

10.4 Através de um exemplo, explica como a inovação dos bens pode constituir um

ele-mento apelativo para o consumo.

10.5 Indica dois fatores não económicos que possam influenciar o ato de consumir.

Alimentação Joias Especialização profissional Automóvel utilitário Necessidade primária Necessidade secundária Necessidade terciária

(18)

11. Observa a seguinte tabela relativa a uma das categorias de consumo das famílias portu-guesas, entre 1989 e 2011. Categoria de consumo 1989/1990 (coeficiente orçamental) 2010/2011 (coeficiente orçamental) Alimentação 29,5% 13,3%

Inquérito aos Orçamentos Familiares (1989/1990) e Inquéritos às Despesas das Famílias (2010/2011), INE

11.1 Classifica a evolução do nível de rendimento das famílias portuguesas, no período

considerado.

11.2 Justifica a resposta anterior, tendo em conta a Lei de Engel.

12. Observa o quadro seguinte relativo à estrutura das despesas mensais de duas famílias.

Categorias de despesa Família A Família B

Alimentação e bebidas não alcoólicas 40% ——— Vestuário, calçado e objetos de uso pessoal 15% 20% Habitação e despesas de água, gás e eletricidade 20% 20%

Saúde 10% 10%

Lazer 5% 20%

Outras 15% 15%

12.1 Define coeficiente orçamental.

12.2 Calcula o coeficiente orçamental para a alimentação relativo à família B.

12.3 Sabendo que a família B tem um orçamento mensal de 5000 euros para despesas de

consumo, calcula o valor dos gastos dessa família com a alimentação.

12.4 Indica, justificando, qual das famílias tem um nível de rendimento maior.

13. A sociedade de consumo nasce com a revolução industrial e a necessidade das econo-mias industrializadas produzirem cada vez mais. Mas é após a II Guerra Mundial que as empresas constatam que se torna mais difícil vender do que produzir. A partir daí, o eixo das preocupações empresariais desloca-se da produção para as técnicas de escoamento dos produtos.

13.1 Recorrendo ao texto, apresenta uma noção de sociedade de consumo.

13.2 Explica o aparecimento do consumismo com o desenvolvimento da sociedade de

con-sumo.

14. Comenta a seguinte afirmação:

O consumo sustentável é um comportamento de cidadania responsável e um exemplo de consumerismo.

(19)

TESTE DE AVALIAÇÃO 2

=HKFE ?

As questões que se seguem são de escolha múltipla. Das quatro respostas (A a D), apenas uma está correta. Assinala-a com X.

1. A sensação de sede vai desaparecendo à medida que vamos ingerindo quantidades adicionais de água, até que a necessidade de beber água desaparece. A característica das necessidades que a afirmação anterior ilustra é a

(A) intensidade.

(B) saciabilidade.

(C) substituibilidade.

(D) multiplicidade.

Exame Nacional de 2011 – 2.a fase

2. Num dado ano, o coeficiente orçamental das despesas em alimentação da família A foi de 50%. Considera ainda que esta família destinou uma parte do seu rendimento para poupança. Então, podemos concluir que, nesse ano, as despesas em alimentação da família A represen-taram metade do

(A) total das suas despesas de consumo.

(B) seu rendimento disponível.

(C) total das suas despesas de capital.

(D) seu rendimento pessoal.

Exame Nacional de 2012 – 2.a fase

3. Supõe que, num determinado ano, uma família dispõe de um rendimento mensal de 2500 eu-ros. No mês X, o total das suas despesas de consumo foi de 2000 euros, tendo sido gastos 950 euros em alimentação e 600 euros em vestuário. Então, o coeficiente orçamental das despesas em alimentação desta família é

(A) 38,0%.

(B) 1050 euros.

(C) 47,5%.

(D) 1550 euros.

Exame Nacional de 2012 – 1.a fase

4. Uma das características da sociedade de consumo é que nela

(A) se verifica o consumo de massas.

(B) o consumo público é superior ao consumo privado.

(C) a moeda perde, gradualmente, importância.

(D) se constata a negação da Lei de Engel.

(20)

5. Um dos objetivos associados aos movimentos consumeristas é o de

(A) defender os interesses de produtores e vendedores.

(B) estimular padrões de consumo massificado.

(C) promover os direitos dos consumidores.

(D) proteger os interesses das pequenas e médias empresas.

Exame Nacional de 2012 – 2.a fase

=HKFE ??

1. O consumo das famílias portuguesas sofreu uma queda no 2.o trimestre de 2012. As causas apontadas para o fenómeno observado deveram-se, essencialmente, ao aumento da carga fiscal, ao desemprego, ao endividamento e a alguma incerteza política.

1.1 Apresenta uma noção de consumo.

1.2 Identifica, no texto, os fatores económicos e não económicos que influenciam o consumo.

1.3 Explica de que forma o aumento da carga fiscal pode influenciar o consumo das famílias.

1.4 Indica um exemplo de mais um fator económico que possa influenciar o consumo.

1.5 Comenta o texto, tendo em conta a relação entre o consumo e a satisfação das necessi-dades dos cidadãos.

2. De acordo com uma sondagem realizada pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica Portuguesa, nos dias 15, 16 e 17 de setembro de 2012, os inquiridos deram as respostas a seguir indicadas.

«Na sua opinião, que efeito terão todas as medidas anunciadas pelo Governo no Orçamento de Estado de 20131, nos seguintes fatores?»

Relaciona as informações obtidas e demonstra que o consumo é um fenómeno social complexo, influenciado por múltiplos fatores.

1 Aumento dos impostos, aumento das contribuições para a Segurança Social, corte nas pensões da função pública,

corte nos subsídios para a função pública, alteração dos escalões do IRS, novas regras para a atribuição de subsídio de desemprego e RSI. No consumo interno Nas importações Nas exportações No emprego Aumentar Diminuir Ns/Nr 13% 74% 13% 32% 43% 25% 23% 55% 22% 10% 77% 13%

(21)

=HKFE ???

1. Observa os seguintes valores.

Pordata, outubro de 2012

1.1 Comenta a situação evidenciada no quadro, tendo em conta a Lei de Engel.

2. O quadro seguinte refere-se ao rendimento e despesa das famílias, em Portugal, em 2005/2006.

(*) Inclui Madeira e Açores. Inquérito às Despesas das Famílias (2005/2006), INE (adaptado)

Relaciona, com base nos dados apresentados, o rendimento das famílias em Portugal, em 2005/2006, com as suas despesas de consumo, considerando:

2.1 o rendimento e a despesa anuais médios, totais e por regiões;

2.2 o peso das despesas de consumo em produtos alimentares e bebidas não alcoólicas no total de despesas.

Exame Nacional de 2011 – 1.a fase

=HKFE ?L

1. E Yh[iY_c[dje ZW [Yedec_W ckdZ_Wb Wii[djW" [c bWh]W c[Z_ZW" de Yedikce Wc[h_YWde" e gkWb h[fh[i[djW ĩģ Ze FheZkje Zei ;K7 [ Wfhen_cWZWc[dj[ Ĥģ ZW Wj_l_ZWZ[ ckdZ_Wb$ 7 ieY_[- ZWZ[ Z[ ^_f[hYedikce Ye_dY_Z[ Yec kc [ijWZe ZW [Yedec_W cWhYWZe f[bW Y[djhWb_ZWZ[ Ze Yed-ikc_Zeh$

Gilles Lipovetsky, A felicidade paradoxal – ensaio sobre a sociedade do hiperconsumo, Ed. 70, 2007 (excerto)

1.1 Apresenta uma noção de padrão de consumo.

1.2 Indica duas das características da sociedade de consumo.

1.3 Relaciona sociedade de consumo e comportamento consumista.

1.4 Distingue consumismo de consumerismo.

1.5 Explica a importância dos movimentos consumeristas na sociedade do «hiperconsumo».

1.6 Comenta o texto, tendo em conta os conceitos apropriados.

Nota: Para a resolução deste teste consulta também o manual, págs. 46 a 91.

Portugal União Europeia a 27

$PFGJDJFOUFTPSÂBNFOUBJTSFMBUJWPT» BMJNFOUB¾PFCFCJEBTO¾PBMDPÎMJDBT

2000 2009 2000 2009

16,6% 16,9% 13,0% 13,1%

Valores totais anuais médios, por agregado familiar e por região (euros)

Total (*) Norte Centro Lisboa Alentejo Algarve Rendimento anual

médio 22 136 19 906 20 119 27 463 18 276 22 080 Despesa total

anual média 17 607 16 992 15 985 20 715 14 067 18 139

Despesa total anual média em produtos alimentares e bebidas não alcoólicas, por agregado familiar e por região (em % do total das despesas )

Produtos alimentares e bebidas não

alcoólicas

(22)

3.1 OS BENS – NOÇÃO E CLASSIFICAÇÃO

Para a satisfação das suas necessidades, os indivíduos produzem bens e serviços. Bens são os meios através dos quais homens e mulheres tentam ultrapassar esse estado de carência ou mal-estar.

3

RESUMO

A produção de bens e serviços

Produção de bens e serviços

Necessidades Consumo Satisfação das

necessidades

Dada a multiplicidade de bens e serviços de que os indivíduos podem dispor para a satis-fação das suas necessidades, é conveniente classificá-los, segundo critérios específicos, para os conhecermos melhor. Assim:

Quanto à natureza, existem:

š

#FOT NBUFSJBJT – quando é possível senti-los, vê-los, isto é, quando têm visibilidade física, podendo ser armazenados (p. ex.: um livro, um bolo, uma ferramenta).

š

#FOTJNBUFSJBJTPVTFSWJÂPT – quando não têm visibilidade física, não são palpáveis, não podendo ser armazenados (p. ex.: um concerto, uma aula, uma consulta médica).

Quanto ao custo, existem:

š

#FOT MJWSFT – quando são adquiridos sem dispêndio de qualquer dinheiro ou esforço, como o ar que respiramos.

š

#FOT FDPOÎNJDPT – quando é necessário gastar algum dinheiro ou despender algum esforço para os adquirir. Estão nesta categoria os bens escassos, ou seja, a maioria dos bens que consumimos.

Quanto à função, existem:

š

#FOTEFDPOTVNP – quando se destinam ao consumo final das famílias (p. ex.: o vestuá-rio, a alimentação ou um computador pessoal).

š

#FOTEFQSPEV¾P – quando se destinam a produzir outros bens pelas empresas (p. ex.: um computador, uma máquina ou matérias-primas).

Quanto à duração, existem:

š

#FOTEVSBEPVSPT – quando não se anulam após uma primeira utilização (p. ex.: uma máquina, uma peça de roupa ou um telemóvel).

š

#FOTO¾PEVSBEPVSPT – quando se esgotam após a sua utilização (p. ex.: uma peça de fruta ou as matérias-primas que se incorporam nos produtos finais).

(23)

Quanto às relações recíprocas, existem:

š

#FOTTVCTUJUVUPT –aqueles que têm características semelhantes e que se podem subs-tituir entre si (p. ex.: azeite e óleo, açúcar e sacarina ou Coca-Cola e Pepsi).

š

#FOTDPNQMFNFOUBSFT – aqueles que, para atingir os fins para que foram criados, têm de ser utilizados em conjunto (p. ex.: o computador e a impressora completam-se na elaboração e apresentação dos trabalhos; o carro e a gasolina).

2VBOUP»OBUVSF[B Bens materiais Bens imateriais ou serviços Bens livres Bens económicos Bens de consumo Bens de produção Bens duradouros

Bens não duradouros

CLASSIFICAÇÃO DOS BENS

2VBOUPBPDVTUP 2VBOUP»GVO¾P 2VBOUP»EVSB¾P 2VBOUP»T SFMBÂÐFTSFDÈQSPDBT Bens sucedâneos/ substitutos Bens complementares

3.2 PRODUÇÃO E PROCESSO PRODUTIVO. SETORES DE ATIVIDADE

ECONÓMICA

Produção é o ato económico que consiste na criação de bens e serviços. O processo pro-dutivo é a sucessão de etapas através das quais as matérias-primas são transformadas em produtos finais, o que corresponde a tecnologia.

A variedade dos bens e serviços produzidos pelas economias não permite por si só avaliar o nível de desenvolvimento dos países. Para tal, é necessário agrupar os bens e serviços produ-zidos de acordo com um critério específico, de modo a perceber se o país é, essencialmente, agrícola, industrializado ou se produz sobretudo serviços. O critério utilizado, apresentado pelo economista Colin Clark (1905-1989), ainda hoje é seguido.

(24)

Segundo Colin Clark, os bens e serviços são agrupados em três setores.

š

4FUPSQSJN¼SJP – inclui os bens provenientes da natureza. Agricultura, silvicultura, pes-ca, caça, pecuária e indústrias extrativas são as atividades incluídas neste setor.

š

4FUPSTFDVOE¼SJP – inclui as indústrias transformadoras, a produção e distribuição de gás, água e eletricidade e a construção.

š

4FUPSUFSDJ¼SJP – setor residual – inclui todas as atividades não consideradas nos seto-res primário e secundário. São os serviços, dos quais se destacam o comércio, a educa-ção, a saúde, o turismo e a atividade bancária, por exemplo.

Tendo em conta o tipo de indústria, é possível falar de indústrias ligeiras (onde predomi-na o trabalho) e de indústrias pesadas (onde predomipredomi-na o capital). Pode ainda dividir-se as indústrias em tradicionais, as que recorrem a processos produtivos antigos, e modernas, as que recorrem a tecnologia de ponta, inovadora.

Jean Fourastié, um economista francês, propôs uma alteração à tipologia anterior, integrando as indústrias extrativas no setor que designou por setor industrial. Também propôs a designa-ção de setor agrícola e setor dos serviços para os setores primário e terciário, respetivamente.

Estas classificações permitem, então, caracterizar as economias dos países e verificar se eles são desenvolvidos, em desenvolvimento ou menos desenvolvidos. Um país desenvolvido é aquele em cuja economia predomina o setor terciário – é um país terciarizado. Um país menos desenvolvido é um país predominantemente agrícola, em que o setor primário é o dominante. Num país em desenvolvimento, o setor primário já não é o dominante, o setor secundário tem algum destaque em termos do seu contributo para o produto do país e o setor terciário tem um peso semelhante ao do secundário.

País desenvolvido Setor III > Setor II > Setor I

País menos desenvolvido Setor I > Setor II e Setor III

3.3 FATORES DE PRODUÇÃO – NOÇÃO E CLASSIFICAÇÃO

Para produzir são necessários fatores de produção – força de trabalho, capital ou meios de produção e recursos naturais (que é possível integrar no capital).

Força de trabalho Capital Recursos naturais

FATORES DE PRODUÇÃO

Trabalho – população ativa, taxa de atividade e taxa de desemprego

A população de um país que pode trabalhar, sendo remunerada por isso, é a sua população ativa. Esta integra não só os homens e as mulheres que têm uma ocupação ou profissão e são remunerados por isso, mas também os desempregados.

(25)

Obviamente, os indivíduos que não fazem parte da população ativa formam a população inativa, sendo esta constituída pelos estudantes, reformados, inválidos e donas de casa.

A percentagem correspondente à população ativa relativamente ao total da população re-sidente dá-nos a taxa de atividade.

É possível calcular a taxa de atividade por género.

É importante conhecer, igualmente, a percentagem de desempregados relativamente à po-pulação ativa. A taxa de desemprego dá essa informação.

Há diversos tipos de desemprego, dos quais se salientam, pela sua importância económica e social, o desemprego tecnológico e o desemprego de longa duração. O primeiro resulta do desenvolvimento tecnológico e da incapacidade do trabalhador pouco qualificado em acom-panhar as novas tecnologias. O desemprego de longa duração é o que se prolonga por um ano ou mais. 5BYBEFBUJWJEBEF 1PQVMB¾PBUJWB 1PQVMB¾PUPUBM = 100 5BYBEFEFTFNQSFHP %FTFNQSFHBEPT 1PQVMB¾PBUJWB = 100 1PQVMB¾PBUJWB Trabalhadores Desempregados Estudantes Reformados Inválidos Donas de casa POPULAÇÃO RESIDENTE 1PQVMB¾PJOBUJWB 5BYBEFBUJWJEBEFGFNJOJOB1PQVMB¾PBUJWBGFNJOJOB 1PQVMB¾PGFNJOJOBUPUBM = 100

5BYBEFBUJWJEBEFNBTDVMJOBPopulação ativa masculina

(26)

Também se podem calcular taxas de desemprego por género.

Capital

O capital é outro fator produtivo. O capital pode ser:

š

$BQJUBM GJOBODFJSP – conjunto dos meios financeiros de uma empresa. Este divide-se em capital próprio, quando os meios financeiros são propriedade da empresa, e capital alheio, quando os meios financeiros não pertencem à empresa.

š

$BQJUBMUÄDOJDP – conjunto dos meios que permitem a produção. Divide-se em capital fixo, que representa todos os meios de produção que não se anulam durante o processo produtivo, como as máquinas, por exemplo, e capital circulante, que designa as maté-rias-primas e as matérias subsidiárias que serão incorporadas nos produtos finais.

$BQJUBMGJOBODFJSP $BQJUBMUÄDOJDP Capital próprio Capital alheio Capital fixo Capital circulante CAPITAL

Produtividade dos fatores produtivos

A produtividade é um conceito central em economia, representando a quantidade/valor da produção que se obtém com o emprego de uma certa quantidade/valor de trabalho ou capital.

1SPEVUJWJEBEFNÄEJBEPUSBCBMIP 1SPEV¾P 5SBCBMIP 1SPEVUJWJEBEFNÄEJBEPDBQJUBM 1SPEV¾P $BQJUBM 5BYBEFEFTFNQSFHPGFNJOJOP.VMIFSFTEFTFNQSFHBEBT 1PQVMB¾PBUJWBGFNJOJOB = 100 5BYBEFEFTFNQSFHPNBTDVMJOP )PNFOTEFTFNQSFHBEPT 1PQVMB¾PBUJWBNBTDVMJOB = 100 5BYBEFEFTFNQSFHPEFMPOHBEVSB¾P %FTFNQSFHBEPTI¼BOPPVNBJT 1PQVMB¾PBUJWB = 100

(27)

3.4 A COMBINAÇÃO DOS FATORES DE PRODUÇÃO

É possível produzir as mesmas quantidades com combinações diferentes dos fatores pro-dutivos. A função de produção traduz essa possibilidade:

O

Trabalho Capital

Como conseguir a melhor combinação dos fatores produtivos? Qual a dimensão ótima da empresa? A solução depende da variável tempo – se considerarmos o curtíssimo prazo, o empresário não tem qualquer hipótese de alterar a combinação dos fatores produtivos. No en-tanto, se tivermos em conta o curto prazo, já é possível alguma alteração – a do fator trabalho, dado que o capital é de mais difícil alteração no curto prazo. Por último, se considerarmos o longo prazo, já será possível alterar os dois fatores produtivos.

Numa perspetiva de curto prazo, a combinação ótima dos fatores produtivos é dada pelo valor mais alto da produtividade marginal (o aumento da produção quando se aumen-ta uma unidade do fator produtivo variável – neste caso, mais um trabalhador). A justifica-ção tem a ver com a Lei dos Rendimentos Decrescentes, que afirma que a partir de uma dada combinação dos fatores produtivos, como um deles é fixo, a produção vai aumentando cada vez menos – a produtividade marginal vai diminuindo/os rendimentos vão decrescer.

Já numa perspetiva de longo prazo, temos de recorrer aos custos de produção. Verifica-se que, quando a produção aumenta, até um certo limite, os custos médios por unidade produzi-da vão diminuindo. Há economias de escala que originam rendimentos crescentes. É, assim, vantajoso para o empresário produzir grandes quantidades. Este facto deve-se à diminuição dos custos fixos, que vão «tendendo para zero» à medida que a produção aumenta. Há como que uma repartição dos custos de funcionamento pelas novas unidades produzidas (sede da empresa, despesas de investigação, abatimentos em grandes quantidades compradas aos fornecedores, etc.). Naturalmente, a partir de uma certa quantidade produzida, verificam-se deseconomias de escala.

Curtíssimo prazo Não é possível alterar a combinação dos fatores produtivos.

Curto prazo

É possível alterar a quantidade de um dos fatores produtivos, normalmente o trabalho.

A melhor combinação é dada pela máxima produtividade mar-ginal (o produto obtido quando se adiciona uma unidade de fator produtivo).

Lei dos Rendimentos Decres-centes – quando um dos fato-res produtivos é fixo, a partir de uma certa produção, os rendi-mentos decrescem.

Longo prazo

É possível alterar a quantidade de todos os fatores produtivos.

A melhor combinação é dada pelo menor custo médio.

Lei das Economias de Escala – os custos médios diminuem com a quantidade produzida.

Função de produção de um bem P = t (capital, trabalho)

(28)

FICHA FORMATIVA 3

1. Apresenta uma noção de bem.

2. Estabelece a correspondência correta entre os elementos das duas colunas.

3. Classifica, no texto seguinte, os bens destacados quanto à sua função e duração. O sr. Silva é sócio e trabalhador de uma pastelaria. Tem um carro próprio para uso pes-soal e uma carrinha que utiliza como meio de distribuição dos artigos confecionados para venda.

4. O azeite e o óleo são bens substitutos. Esta afirmação é

(A) verdadeira, porque são dois bens de preço semelhante.

(B) falsa, porque o azeite tem uma qualidade superior ao óleo.

(C) verdadeira, porque se podem substituir entre si.

(D) falsa, porque nunca se pode substituir um pelo outro.

5. Apresenta um exemplo de dois bens complementares e justifica a tua resposta. 6. Observa a seguinte função de produção relativa ao bem X.

6.1 Indica uma noção de processo produtivo. 6.2 Qual o significado da curva representada? 6.3 Qual o significado do ponto A?

7. Em que setor de atividade económica integras cada um dos ramos de atividade?

Bilhete de cinema Amizade Ar Areia da praia Peixe de um rio Bicicleta Bem livre Bem económico O 5 8 Capital Trabalho A Silvicultura Papel Comércio Turismo Lazer Pecuária Saúde Construção Educação

(29)

8. Identifica e classifica os fatores produtivos referidos no texto seguinte e distingue capital fixo de capital circulante.

Para a produção de vestuário, trabalham na fábrica de Confeções Sousa, Lda. 10 costurei-ras, uma mestra, um estilista e uma gestora. A fábrica possui sete máquinas de costura, duas mesas de corte, dois computadores, outro mobiliário adequado ao tipo de produção, tecidos, linhas e mais material específico. A empresa tem, ainda, um carro de serviço. 9. Considera os seguintes dados estatísticos, relativos à economia portuguesa, em 2011

(em milhares).

População residente – 10 647 Emprego total – 4837

Desemprego total – 706

Desemprego de longa duração – 375 Calcula:

9.1 a taxa de atividade; 9.2 o número de inativos; 9.3 a taxa de desemprego;

9.4 a taxa de desemprego de longa duração.

10. Explica a importância da aprendizagem ao longo da vida. 11. Recorrendo a um exemplo, distingue riqueza de capital.

12. Distingue capital financeiro próprio de capital financeiro alheio.

13. Observa a seguinte função relativa à produção de 1000 unidades do bem X.

13.1 Apresenta uma noção de função de produção.

13.2 Indica o significado do ponto A.

13.3 Em termos de quantidade, é preferível produzir em A, B ou C? Justifica.

O 1 2 3 4 5 1 2 3 4 Capital Trabalho B A C

(30)

14. Explica o conteúdo da seguinte afirmação:

A produtividade do trabalho aumenta com a educação e a formação dos trabalhadores. 15. Observa o quadro seguinte e completa a coluna da produtividade marginal.

15.1 Indica a combinação ótima dos fatores produtivos.

15.2 Justifica a resposta à questão anterior.

15.3 Explica a evolução dos valores da produtividade marginal, com base na Lei dos

Rendi-mentos Decrescentes.

16. Observa o quadro seguinte e completa-o.

16.1 Seleciona a quantidade ótima que a empresa X deverá produzir.

(A) 5 unidades.

(B) 10 unidades.

(C) 15 unidades.

(D) 20 unidades.

16.2 Justifica a resposta à questão anterior.

Nota: Para a resolução desta ficha consulta também o manual, págs. 92 a 137.

Capital Trabalhadores rurais Produção total (sacos de cereal) Produtividade marginal 100 ha 2 tratores 30 alfaias diversas 8 400 9 420 10 450 11 460 12 465 Quantidade produzida Custos fixos (u.m.) Custos variáveis (u.m.) Custos totais (u.m.) Custos médios/ unitários (u.m.) 5 50 7 30 110 10 120 15 210 14,0 20 290

(31)

As questões que se seguem são de escolha múltipla. Das quatro respostas (A a D), apenas uma está correta. Assinala-a com X.

1. Supõe que uma família possui, em determinado momento, uma casa, um carro e um certo montante monetário em depósitos bancários. O conjunto destes ativos, que a família possui em determinado momento, é considerado como

(A) riqueza.

(B) investimento.

(C) poupança.

(D) capital.

Exame Nacional de 2012 – 2.a fase

2. O quadro abaixo apresenta dados relativos à população do país A, em 2010.

De acordo com os dados apresentados, podemos concluir que no país A, em 2010,

(A) a taxa de atividade era de 50,9%.

(B) 5000 milhares de indivíduos eram inativos.

(C) 4700 milhares de indivíduos estavam desempregados.

(D) a taxa de desemprego era de 5,5%.

Exame Nacional de 2012 – 1.a fase

3. O quadro abaixo apresenta os resultados de um estudo, efetuado por uma empresa produ-tora de azeite, referente à sua estrutura de custos para os meses de janeiro e de fevereiro.

De acordo com os dados apresentados, podemos concluir que, em 2010,

(A) os custos variáveis médios do mês de fevereiro foram superiores aos do mês de janeiro.

(B) os custos totais médios do mês de fevereiro foram iguais aos do mês de janeiro.

(C) os custos totais médios do mês de janeiro foram inferiores aos do mês de fevereiro.

(D) os custos variáveis médios do mês de janeiro foram superiores aos do mês de fevereiro.

Exame Nacional de 2012 – 2.a fase

TESTE DE AVALIAÇÃO 3

=HKFE ?

Milhares de indivíduos População total 10 200 População ativa 5500 População empregada 5200 Meses Produção (litros de azeite) Custos fixos (unidades monetárias) Custos variáveis (unidades monetárias) Janeiro 300 1000 3600 Fevereiro 600 1000 5400

(32)

4. A empresa Bolodoce dedica-se à produção de bolos. Esta empresa efetuou, ao longo dos primeiros cinco meses do ano, um estudo sobre a sua produção, do qual foram retirados os dados que abaixo se apresentam.

Com base nos dados do quadro,

(A) a produtividade marginal pela utilização do 5.º trabalhador é de 60 000 bolos mensais por trabalhador.

(B) a produtividade marginal pela utilização do 5.º trabalhador é de 12 000 bolos mensais por trabalhador.

(C) a produtividade média do trabalho quando se utilizam 4 trabalhadores é de 12 500 bolos mensais por trabalhador.

(D) a produtividade média do trabalho quando se utilizam 4 trabalhadores é de 50 000 bolos mensais por trabalhador.

Exame Nacional de 2011 – 2.a fase

5. Quando, a longo prazo, se verifica que os custos totais médios diminuem com o aumento da quantidade produzida, fala-se da existência de

(A) deseconomias de escala.

(B) economias de escala.

(C) rendimentos à escala.

(D) empresas à escala.

Exame Nacional de 2012 – 1.a fase

=HKFE ??

1. O quadro abaixo apresenta dados relativos à população do país A, em 2011, e à taxa de ati-vidade registada nesse ano.

1.1 Determina, com base no quadro, o valor da população total do país A, em 2011.

1.2 Determina o valor da população empregada, sabendo que o número de desempregados foi de 550 mil.

Exame Nacional de 2012 – 2.a fase (adaptado)

Capital Número de trabalhadores Produção mensal de bolos (em milhares)

2 fornos 4 amassadeiras 1 12 2 23 3 37 4 50 5 60 População inativa

(em milhares de indivíduos) 5103

Taxa de atividade

(33)

2. Lê o seguinte texto e analisa o gráfico anexo.

O fator de maior destaque no mercado de trabalho, em 2007, em Portugal, foi o elevado valor da taxa de desemprego (8,0%), valor que constitui um aumento de 0,3 pontos percentuais face ao ob-servado em 2006. A taxa de desemprego dos jovens (taxa de desemprego juvenil) subiu 0,2 pontos percentuais, situando-se nos 16,4%, em 2007. Regista-se, contudo, pela primeira vez desde 2004, a redução do desemprego entre os jovens mais qualificados (ensinos secundário e superior).

A alteração de estrutura setorial da economia pode explicar esta diminuição do desemprego en-tre os jovens mais qualificados. O crescimento do emprego em setores que exigem funções mais qualificadas, como «saúde e ação social», «atividades imobiliárias, de aluguer e serviços prestados às empresas» e «atividades financeiras», pode ter contribuído para absorver jovens qualificados. Em contrapartida, a alteração da estrutura produtiva, bem como o progresso tecnológico, exigindo qua-lificações mais elevadas, colocam desafios crescentes aos jovens com baixas quaqua-lificações.

2.1 Explica, com base no texto e no gráfico, o comportamento do desemprego juvenil, em Portugal, em 2006 e em 2007, considerando:

nBFWPMV˨˗PEPEFTFNQSFHPKVWFOJMQPSŎWFMEFFTDPMBSJEBEF

nBTSB[̯FTEPDPNQPSUBNFOUPEBUBYBEFEFTFNQSFHPKVWFOJMQPSŎWFMEFFTDPMBSJEBEF

Exame Nacional de 2011 – 1.a fase (adaptado)

=HKFE ???

1. Observa os valores do quadro seguinte relativo à produtividade horária do trabalho.

Eurostat, INE e Pordata (2012)

1.1 Apresenta uma noção de produtividade horária do trabalho.

1.2 Interpreta os valores registados no quadro acima.

1.3 Indica dois fatores suscetíveis de aumentar a produtividade do trabalho.

Nota: Para a resolução deste teste consulta também o manual, págs. 92 a 137.

TAXA DE DESEMPREGO JUVENIL POR NÍVEL DE ESCOLARIDADE EM PORTUGAL

Relatório Anual 2007,

Banco de Portugal (adaptado)

0 5 10 15 20 25 30

Básico - 1.º e 2.º ciclos Secundário

Básico - 3.º ciclo Superior

2006 2007

%

Anos UE-27 Portugal

2000 100 62,5

(34)

4.1 COMÉRCIO – NOÇÃO E TIPOS

Distribuição e circuito de distribuição

Entre a atividade produtiva e o consumo existe uma atividade económica intermediária cha-mada distribuição, cuja função é distribuir e colocar os bens à disposição dos consumidores. O transporte, a armazenagem e o comércio constituem as principais atividades da distribuição.

Do local de produção até ao local onde vão ser consumidos, a maior parte dos produtos passa por um ou mais intermediários, como o transportador, o armazenista e o comerciante. Os inter-mediários constituem o circuito de distribuição do produto.

Tipos de circuitos de distribuição

Existem vários tipos de circuitos de distribuição, consoante o número de intermediários:

š

$JSDVJUPVMUSBDVSUP – não há intermediários, pois o consumidor obtém o produto de que

necessita junto do produtor. Como exemplo, temos a compra de vinho ao produtor.

š

$JSDVJUPDVSUP – neste circuito há apenas um intermediário entre produtor e

consumi-dor. Esse intermediário é o comerciante retalhista, que adquire os produtos ao produtor, vendendo-os à unidade ao consumidor. Este tipo de circuito aplica-se a uma variedade de produtos como, por exemplo, estadas em hotéis em que a agência de viagens é o in-termediário entre o consumidor e o hotel (prestador do serviço) ou a venda de flores, em que a florista compra ao produtor e vende ao consumidor.

š

$JSDVJUPMPOHP – entre produtor e consumidor existem vários intermediários: importadores, armazenistas, transportadores e retalhistas. Os intermediários que estão entre o produtor e o retalhista designam-se grossistas, pois compram e vendem em grandes quantidades, isto é, a grosso. Muitos produtos alimentares utilizam um circuito deste tipo, pois entre pro-dutores e consumidores existem vários intermediários como, por exemplo, os grossistas do Mercado Abastecedor da Região de Lisboa (MARL) e os retalhistas que vendem ao público os produtos alimentares seja na praça, na mercearia ou no supermercado.

A escolha do circuito de distribuição deve ser adequada ao tipo de produto e de mercado. Assim, para um produto de grande distribuição geográfica e que exija muitos pontos de venda, um circuito longo será mais adequado, pois o produtor não terá, na maior parte dos casos,

4

RESUMO

Comércio e moeda

Produção Transporte Armazenagem Comércio Distribuição Consumo

(35)

capacidade para distribuir milhares de unidades do seu produto por milhares de retalhistas, como, por exemplo, no caso das pastilhas elásticas e dos medicamentos, entre outros.

Tipos de comércio

Quanto à organização do circuito de distribuição:

š

$PNÄSDJPJOEFQFOEFOUF – o comerciante que intervém num determinado circuito de distribuição atua de uma forma independente, pois não está associado a outros reta-lhistas ou grossistas. A grande maioria do chamado pequeno comércio ou comércio tradicional é comércio independente.

š

$PNÄSDJP JOUFHSBEP – os intermediários que intervêm num determinado circuito de distribuição atuam de uma forma organizada, podendo associar-se entre si para terem maior poder negocial face à concorrência. Produtores, grossistas e retalhistas podem integrar a mesma organização empresarial ou apenas associar-se. O Continente ou a Zara são exemplos de integração empresarial, na medida em que as funções de gros-sista e de retalhista estão integradas na mesma empresa (caso do Continente), poden-do, como no caso da Zara, alargar a integração à atividade de produção.

O comércio associado é constituído por comerciantes independentes que juntam recursos para enfrentar as grandes cadeias de distribuição, conseguindo, dessa forma, obter igual capacidade negocial junto de produtores ou grossistas. As centrais de com-pras são um exemplo deste tipo de comércio.

Uma outra forma de associação de interesses a nível de comércio é o franchising. Este tipo de comércio consiste num contrato entre franchisador e franchisado em que o primeiro cede ao segundo o direito de se apresentar sob a sua marca para vender determinados produtos mediante uma contrapartida monetária. Este negócio permite ao franchisador alargar o mercado da sua marca com menor despesa de investimen-to e possibilita ao franchisado vender um produinvestimen-to já conhecido e com noinvestimen-toriedade no mercado. A existência de uma rede alargada de lojas com a mesma insígnia é, na maior parte dos casos, possível através do franchising (caso da Parfois e da McDonald’s). Quanto à estratégia de comercialização:

š

$PNÄSDJPUSBEJDJPOBM – é o chamado comércio de proximidade, caracterizado por lo-jas de pequena dimensão, em que o proprietário normalmente está presente, pois há poucos empregados. Muito do comércio tradicional são lojas que comercializam essen-cialmente produtos alimentares, daí o facto de serem chamadas de puros alimentares, havendo outras, como drogarias ou papelarias, que existem nos bairros residenciais.

š

4VQFSNFSDBEPTFIJQFSNFSDBEPT – são lojas que funcionam em regime de livre serviço,

podendo ser de média dimensão, como os supermercados, ou de grande dimensão, como é o caso dos hipermercados (grandes superfícies). Neste tipo de comércio vendem-se produtos alimentares, de higiene, de limpeza doméstica, eletrodomésticos, artigos de pa-pelaria, entre outros.

Relativamente a este comércio é de referir as chamadas lojas de discount, que praticam preços comparativamente mais baixos pois dispõem de muito menos sortido, oferecem essencialmente produtos brancos ou de marca própria, têm menores custos com o ar-ranjo e decoração dos espaços, etc.

(36)

š

$FOUSPTDPNFSDJBJT – são grandes superfícies onde se encontram lojas de vários ramos de comércio, funcionando uma das lojas como polo de atração dos consumidores (loja âncora). Estes espaços comerciais localizam-se nos centros urbanos, junto das princi-pais vias de acesso, e possuem parques de estacionamento.

Neste tipo de comércio são ainda de referir os retail parks e os outlets. Um retail park é um conjunto de lojas de média dimensão localizadas junto a um parque de esta-cionamento comum, enquanto os outlets são centros comerciais constituídos por lojas de fábrica que vendem produtos em fim de linha e excessos de stock a preços reduzidos.

š

(SBOEFTBSNB[ÄOT – são lojas que vendem um grande sortido de produtos,

organizan-do as vendas por departamento, normalmente coincidente com um andar organizan-do edifício.

š

$PNÄSDJPFTQFDJBMJ[BEP – são lojas que comercializam um determinado tipo de

pro-duto, como é o caso das livrarias e das sapatarias, ou que se especializam em produtos afins como, por exemplo, lojas de mobiliário e artigos de decoração, ou, ainda, lojas que vendem produtos relacionados com um tema, como desporto, bricolage, etc.

Dentro deste género de comércio têm vindo a surgir lojas de média e grande dimen-são que oferecem produtos com boa relação preço-qualidade, funcionando em regime de livre serviço e localizando-se, preferencialmente, nas periferias dos grandes centros urbanos, junto de hipermercados e das principais acessibilidades. Estas lojas são co-nhecidas como category killers, de que o IKEA e a Decathlon são exemplos.

Métodos de distribuição

Existem dois grandes métodos de distribuição: venda direta e venda à distância:

š

7FOEB EJSFUB – o comerciante vende o seu produto diretamente ao cliente. É o que acontece quando vamos ao café, à mercearia, à feira, ou ao quiosque comprar o jornal.

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7FOEB»EJTU½ODJB – neste caso, não há contacto direto entre vendedor e comprador,

sendo as vendas efetuadas por catálogo, por correspondência ou pela internet.

Comércio independente Comércio integrado: q Integração empresarial q Comércio associado q Franchising Comércio tradicional Hipermecados e supermercados Centros comerciais Grandes armazéns TIPOS DE COMÉRCIO 2VBOUP»FTUSBUÄHJB EFDPNFSDJBMJ[B¾P 2VBOUP»PSHBOJ[B¾P EPDJSDVJUPEFEJTUSJCVJ¾P Comércio especializado

(37)

4.2 A EVOLUÇÃO DA MOEDA – FORMAS E FUNÇÕES

Da troca direta à troca indireta

O aparecimento da moeda veio pôr fim à troca direta (produto por produto), passando os pro-dutos a ser trocados por intermédio de um outro bem aceite por todos: a moeda (troca indireta).

Com a moeda, as trocas tornaram-se mais fáceis na medida em que a moeda é o bem que todos aceitam como intermediário nas trocas.

Produto Moeda Produto

Formas e evolução da moeda

Ao longo da História, a moeda foi assumindo formas diversas:

š

.PFEBNFSDBEPSJB – bens utilizados como moeda: por exemplo o sal, as conchas, as peles, etc.

š

.PFEBNFU¼MJDB – peças em metal (cobre, bronze, ouro, prata e as atuais ligas), cujo valor era inicialmente determinado pelo seu peso, passando, depois, a ser certificado pelo processo da cunhagem. Esta forma de moeda apresenta inúmeras vantagens: du-rabilidade, divisibilidade e facilidade de transporte.

š

.PFEBQBQFM – constituída por notas de banco que, em função da vinculação à moeda metálica em ouro ou prata, foi assumindo diferentes espécies:

– moeda representativa – as notas podiam ser convertidas em ouro e prata, pois a quantidade de notas em circulação era equivalente ao ouro e prata guardado nos co-fres dos bancos.

– moeda fiduciária – a quantidade de notas em circulação era superior à quantidade de ouro e prata existente nos bancos, baseando-se a circulação da moeda na confiança que o público tinha nos bancos. Essa situação era de elevado risco para os deposi-tantes pois, com a possibilidade de converter as notas em ouro e prata, os bancos poderiam não ter o metal suficiente para reembolsar todos os pedidos.

– papel-moeda – as notas deixam de ser convertíveis e os Estados impõem a sua acei-tação. É o que se chama o curso forçado da moeda, ou seja, as notas circulam por imposição da sua aceitação por parte do Estado. É o que acontece nos dias de hoje.

š

.PFEBFTDSJUVSBM – é constituída pela circulação dos depósitos e traduz-se em registos

nas contas dos clientes. Esses registos eram, antigamente, escriturados em livros de registo sendo, atualmente, processados eletronicamente por via informática.

Na circulação de depósitos utilizam-se vários instrumentos: cheques, ordens de transferência, cartões de débito e de crédito.

Moeda- -mercadoria Moeda metálica Moeda-papel qNPFEBSFQSFTFOUBUJWB qNPFEBGJEVDJ¼SJB qQBQFMNPFEB Moeda escritural Moeda eletrónica

Referências

Documentos relacionados