ATA N.º 02/2018
Ata da Reunião Ordinária da Câmara Municipal de Cinfães, realizada em 18 de janeiro de 2018
01 – ABERTURA --- Aos dezoito dias do mês de janeiro do ano dois mil e dezoito, na Vila de Cinfães, Paços do Concelho e Sala de Reuniões, sob a Presidência do Presidente da Câmara, enfº Armando Silva Mourisco e a presença do Vice-Presidente, dr. Serafim Rodrigues e dos Vereadores, profª Sónia Maria Pereira Soares, dr. Pedro Miguel Semblano Teixeira, engº João Ricardo Ferreira Pinto Campos e profª Isabel Maria da Rocha Teles, reuniu este Corpo Administrativo, secretariado pela Chefe de Divisão da AFAC, Maria das Neves Paulo Cardoso Amaro e pelo Coordenador Técnico, António Jorge Pereira Fraga. --- O Vereador, prof. Bruno Maciel Gouveia da Rocha, comunicou que não poderia estar presente por motivos de saúde. --- Foi deliberado, por unanimidade, justificar a falta do Vereador, prof. Bruno Maciel Gouveia da Rocha. --- Eram catorze horas e trinta minutos (14H30M), quando, pela Presidência, foi declarada aberta a reunião, tendo os trabalhos prosseguido da seguinte forma: --- 02 - APROVAÇÃO DA ATA DA REUNIÃO ANTERIOR --- Tendo a ata da reunião anterior sido distribuída com tempo, foi a mesma, por unanimidade, aprovada. --- 02.1 - PERÍODO ANTES DA ORDEM DO DIA (ARTº 52º DA LEI 75/2013) --- O sr. Presidente apresentou o seguinte: --- PROGRAMA “AQUI PORTUGAL”: - Agradeceu a todas as associações que participaram no programa “Aqui Portugal”, transmitido pela RTP a partir do Largo
da Fonte dos Amores e Jardim Serpa Pinto, no dia de 6 de janeiro, que foi um importante veículo de promoção e divulgação do Concelho de Cinfães. --- ENCONTRO DE REIS E JANEIRAS EM NESPEREIRA: - Deixou uma palavra de reconhecimento para a Associação Recreativa de Nespereira - Grupo Folclórico, pelo encontro de reis e Janeiras que realizou na noite de 6 de janeiro. --- CONSÓRCIO NORTE NATURAL: - Informou que este presente em Arouca num encontro de Comunidades Intermunicipais da região e grupos de ação local. --- PORTUGAL 2030: - Informou que esteve presente na reunião do Conselho Regional do Norte, órgão consultivo da CCDR-N, na qual estiveram também presentes o Primeiro-Ministro e o Ministro do Planeamento e das Infraestruturas para debate das propostas sobre a estratégia pós-2020 e a aplicação do próximo ciclo comunitário na região. A reflexão teve por base os elementos identificados pelo Governo e que permitirão definir a Estratégia Nacional para o Portugal 2030. --- ALMOÇO DE REIS: - Informou que no dia 12 de janeiro esteve presente no almoço de reis promovido pela Escola Profissional de Cinfães, dando os parabéns à direção, professores, alunos e auxiliares pelo trabalho de excelência que é desenvolvido na Escola. --- ENCONTRO DAS JANEIRAS – SOUSELO: - Informou que esteve presente no Encontro das Janeiras, promovido pela Junta de Freguesia de Souselo com a participação das associações da freguesia. --- VOTO DE PESAR: - Propôs a aprovação de um voto de pesar pelo falecimento do pai do sr. Padre Francisco Almeida Marques. --- Todo o Executivo se associou ao voto de pesar, tendo sido deliberado, por unanimidade, aprovar e transmitir à família. --- O Vice-Presidente, sr. dr. Serafim Rodrigues, informou que esteve presente: ---- -No almoço de Reis da Escola Profissional de Cinfães, no dia 12 de janeiro, onde se
deu mostra da formação ministrada e da integração dos alunos nos serviços prestados; --- - No funeral do pai do Pe. Francisco Marques, Pároco de Cinfães, no dia 11 de janeiro, que se realizou na paróquia de Pinheiro, concelho de Castro Daire; --- - Na abertura da Exposição de Fotografia ”A Natureza como ela é”, do fotógrafo João Cosme, presente na Biblioteca Municipal e que reflete a fauna e flora das “Montanhas Mágicas”. Estiveram presentes os alunos dos Cursos Profissionais da Escola Secundária de Cinfães e alguns responsáveis das Bibliotecas Escolares. --- - No Parlamento Jovem que se realizou no Auditório Municipal, com a presença da Dr.ª Lúcia Araújo Pereira, deputada por Viseu, que apresentou o tema “Igualdade de Género”, com a presença e participação dos alunos da Escola General Serpa Pinto de Cinfães. --- A vereadora, sra. profª Sónia Soares, apresentou o seguinte: --- PROGRAMA “AQUI PORTUGAL”: - Referiu que foi um excelente programa de promoção de Cinfães, dentro e fora de portas, que mostrou o que de melhor se faz no Concelho.--- Informou ainda que esteve presente: --- - Reunião com a equipa que integra o Programa Nacional de Saúde Escolar, a fim de articular projetos relacionados com a Promoção e Educação para a saúde nas Escolas. --- -Almoço de Reis na Escola Profissional de Cinfães, onde destacou o empenho dos professores, técnicos e alunos. --- 03 – CÂMARA --- 03.6 – DIVERSOS --- REPRESENTAÇÃO DO MUNICÍPIO NA DOLMEN: - O sr. Presidente informou que, por despacho que a seguir se transcreve, nomeou o Vereador dr.
Pedro Miguel Semblano Teixeira como representante do Município na Dolmen, Cooperativa de Desenvolvimento Local e Regional. --- “Considerando que a Dolmen é uma cooperativa de desenvolvimento local e
regional e que tem por objeto a promoção, apoio e desenvolvimento das potencialidades do território ao qual pertence o Município de Cinfães; --- Considerando que a Dolmen tem como fins a participação no desenvolvimento socioeconómico das populações abrangidas pela sua área social, através da aplicação dos princípios cooperativos e da cooperação e entreajuda dos seus membros, não prosseguindo fins lucrativos; --- Considerando que a Dolmen é a entidade gestora da abordagem Leader, que agora se denomina de Desenvolvimento Local de Base Comunitária com a gestão dos fundos comunitários para este território através do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR 2020) e de uma parte do Sistema de Incentivos ao Empreendedorismo e ao Emprego (SI2E), bem como de gestão e apoio em candidaturas outros fundos comunitários; --- Considerando que o Município de Cinfães assumirá na direção da Dolmen uma função com responsabilidades financeiras, para além de outras relacionadas com a promoção, desenvolvimento regional e candidaturas; --- Considerando ainda que o Vereador Pedro Miguel Semblano Teixeira com os pelouros da Gestão, Fundo Comunitários e Modernização Administrativa, da Economia e Desenvolvimento Rural e do Emprego, Emprendedorismo e Inovação, entre outros é o interlocutor indicado nas diversas áreas desenvolvidas pela cooperativa; --- Serve o presente despacho para nomear o Vereador Pedro Miguel Semblano Teixeira, licenciado em economia, membro da Ordem do Contabilistas Certificados e da Ordem dos Economistas como representante do Município na Dolmen,
Cooperativa de Desenvolvimento Local e Regional. --- A nomeação tem efeitos imediatos para efeitos de representação na Assembleia Eleitoral de 12/01/2018 e tomada de posse respetiva em caso de eleição, sendo remetida à próxima reunião de câmara para ratificação.” ---
Foi deliberado, por unanimidade, ratificar o procedimento do sr. Presidente. --- 04 – EQUIPAMENTO RURAL E URBANO --- 04.2 – RUAS E ARRUAMENTOS --- RETIFICAÇÃO E PAVIMENTAÇÃO DO TRAÇADO DA E.M. DA E.N. 222 A FERREIROS E DE FERREIROS À E.N. 321 (2º LANÇO): - Na sequência do pedido da empresa Montalvia Construtora S.A para efeitos de liberação da caução da empreitada em epígrafe, de acordo com o D.L. 190/2012, de 22 de agosto, é presente o auto de vistoria realizada em 29/11/2017, no qual os serviços técnicos consideram que poderá ser liberada mais 30% da caução prestada, considerando que decorreram dois anos desde a receção provisória da obra e a inexistência de defeitos na obra da responsabilidade do empreiteiro. --- Foi deliberado, por unanimidade, liberar a caução nos termos da informação dos Serviços Técnicos. --- 05 – ENERGIA --- 05.3 – DIVERSOS --- AGRUPAMENTO DE ENTIDADES ADJUDICANTES DA CIM-TS TENDO EM VISTA A AQUISIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO MERCADO LIBERALIZADO: DECISÃO DE ADJUDICAÇÃO AO 3º CLASSIFICADO NOS LOTES 2, 3 E 5: - Em 29/9/2015 o Conselho Intermunicipal da CIM-TS aprovou um protocolo que tinha por fim que os Municípios que constituem a CIM-TS, as Empresas Municipais Lousada XXI, Penafiel Verde e Caldas de Aregos se constituíssem como Agrupamento de Entidades Adjudicantes, nos termos da alínea
a) do número 1 do artigo 39º do Código dos Contratos Públicos – CCP - tendo em vista a abertura de um concurso público internacional para aquisição de energia elétrica no mercado liberalizado. --- O recurso a esta figura jurídica assentou no pressuposto de um interesse público comum a estes entes do perímetro autárquico: a adjudicação do fornecimento de energia elétrica ao mais baixo preço; resultaria numa substancial redução de meios e custos, bem como, previa-se a forte possibilidade de se obterem propostas mais favoráveis já que, do ponto de vista dos concorrentes, representava maior quantidade de energia a fornecer. --- Por uma questão de agilidade na execução do contrato, o procedimento foi estruturado em lotes, por um lado, e por outro, previu-se expressamente a celebração de contratos parcelares dentro de cada um dos lotes, a celebrar com cada uma das entidades do agrupamento – tudo no melhor interesse das partes – e designada a CIM-TS como líder do Agrupamento, nos termos do número 2 do referido artigo 39º. --- Não obstante as reconhecidas vantagens do recurso a esta figura jurídica, e a observação de casos de notório sucesso em processos idênticos levados a cabo por outras Comunidades Intermunicipais, ao longo deste processo deparamo-nos com francas dificuldades, tendo em conta o número de entidades envolvidas, a complexidade técnica do procedimento pré-contratual, e, principalmente, o facto do agrupamento de entidades adjudicantes, tal como resulta da lei, não deter personalidade jurídica, e implicar sistematicamente a intervenção dos órgãos competentes de todas as entidades adjudicantes envolvidas. Atente-se que: Nos termos do número 3 do artigo 39º: “A decisão de contratar, a decisão de escolha do
procedimento, a decisão de qualificação dos candidatos e decisão de adjudicação devem ser tomadas conjuntamente pelos órgãos competentes de todas as entidades
adjudicantes que integram o agrupamento”. Acresce que, as entidades adjudicantes
envolvidas, na qualidade de Autarquias Locais estão ainda sujeitas a um vasto universo legislativo, como sejam a Lei das Finanças Locais, ou a Lei dos Compromissos e Pagamentos em atraso, com repercussão neste processo. A título de exemplo, o facto do compromisso financeiro implícito neste procedimento de contratação pública ter natureza plurianual, implicou a intervenção de cada uma das Assembleias Municipais, que, nos termos do artigo 25º da Lei 75/2013 de 12 de setembro, reúnem ordinariamente apenas cinco vezes por ano. --- Acresce que, a conclusão de cada uma das fases do procedimento implicava a “unanimidade” das deliberações dos membros do agrupamento. Tal implica, por exemplo, que só se tenha concretizado a publicação de abertura do procedimento de contratação pública no Diário da República em 11/10/2016 após reunir quinze deliberações internas de abertura de procedimento. --- Tal complexidade legal e administrativa, e a gestão das dinâmicas internas dos diferentes departamentos das autarquias envolvidas neste processo resultaram em atrasos muito significativos - ainda que, pelo que se disse, justificáveis - que implicaram no entanto a violação do prazo previsto no número 1 do artigo 79º do CCP: não se procedeu à notificação de adjudicação aos concorrentes até ao termo do prazo da obrigação de manutenção das propostas relativamente aos lotes 2, 3, 4, e 5. Antecipando alguma morosidade do procedimento, as peças previam um prazo de obrigação de manutenção das propostas muito superior ao prazo mínimo legal imposto pelo artigo 65º do CCP: Dispõe o ponto 7 do Programa do Procedimento:
“O concorrente fica obrigado a manter a respetiva proposta pelo prazo de 90 dias contados da data do termo do prazo fixado para a apresentação da mesma, considerando-se este prazo prorrogado por iguais períodos se aquele nada requerer em contrário.” Ainda assim, em razão da volatilidade do mercado da energia, o
concorrente classificado em primeiro lugar no relatório final, relativamente aos Lotes 2, 3, e 5, Galp Power, submeteu na plataforma eletrónica de contratação pública saphety gov uma declaração expressa de recusa de adjudicação. No dia 10/01/2018 também o concorrente classificado em segundo lugar relativamente ao lote 3, manifestou a sua decisão de recusa de adjudicação. --- Posto isto, importa com urgência que as entidades se pronunciem sobre a possibilidade de adjudicação ao 3º classificado do Lote 3, e 2º classificado dos lotes 2 e 5: o concorrente EDP. --- O CCP não prevê expressamente qual a conclusão do procedimento de contratação pública no caso em apreço, existindo retirada das propostas classificadas em primeiro lugar em sede de relatório final., voluntariamente pelos concorrentes. No entanto, a conclusão parece ser inequívoca com recurso à interpretação sistemática das normas do CCP, bem como, recorrendo aos princípios gerais de Direito administrativo, vejamos: --- O artigo 76º do CCP consagra um dever de adjudicação que impende sobre as entidades adjudicantes. Aliás, só nos casos taxativamente elencados no artigo 79º, a entidade adjudicante pode legitimamente tomar uma decisão de não adjudicação. Parece-nos que não ocorre nenhuma das circunstâncias aí previstas; pelo contrário, os pressupostos que levaram à decisão de contratar de cada uma das entidades adjudicantes mantêm-se, e de forma cada vez mais premente: a necessidade de contratar energia no mercado liberalizado, com o menor custo possível para os Municípios. O interesse público não só se mantém, como toma contornos urgentes, uma vez que os contratos de fornecimento de energia elétrica que os Municípios tinham em vigor à data de abertura deste procedimento em vários casos, chegaram ao fim da sua vigência, e levaram à necessidade de celebração e procedimentos de ajuste direto como forma de dar resposta a uma necessidade que é obviamente
essencial ao funcionamento regular de qualquer entidade pública: o fornecimento de energia elétrica. --- Assim sendo, não se vislumbrando razões que levem as entidades a proceder à revogação da decisão de contratar, e tendo também por princípio o aproveitamento dos atos administrativos praticados, e o interesse público em causa, propõe-se: --- 1. Que as entidades adjudicantes considerem caducada a decisão de adjudicação ao primeiro classificado no âmbito do procedimento de contratação pública em epígrafe, a Galp Energia, relativamente aos lotes 2, 3 e 5; e procedam à adjudicação ao concorrente classificado em 3º lugar em sede de relatório final, do Lote 3 e 2º classificado dos lotes 2 e 5: a EDP, pelo valor da sua proposta, e aprovação das respetivas minutas de contrato. --- 2. Atendendo à urgência desta deliberação, considerando o término da vigência dos contratos de fornecimento de energia elétrica em vigor em grande parte dos Municípios, por um lado, e por outro, a possibilidade iminente de também o 3º classificado, a EDP, não estar obrigado à manutenção da sua proposta, que essa decisão de adjudicação se faça por despacho do Senhor Presidente de Câmara, no caso dos Municípios, submetendo-o a ratificação na primeira reunião de Câmara, nos termos do nº 3 do artigo 34º da Lei 75/2013 de 12 setembro. --- Face à proposta da CIM-TS o sr. Presidente exarou o seguinte despacho: --- “Considerando o término de vigência dos contratos de fornecimento de energia
elétrica, pública, em vigor no Município de Cinfães, bem como o prazo de manutenção das propostas, nomeadamente da apresentada pela concorrente EDP Comercial, Comercialização de Energia SA., factos motivadores da urgência da respetiva adjudicação, o Presidente da Câmara Municipal de Cinfães, em representação da respetiva Câmara e da Entidade Adjudicante, Município de Cinfães, nos termos e para efeitos das normas dos artigos 35.º n.os 1 alínea a) e 3 da
Lei n.º 75/2013 de 12 de setembro e artigos 39.º n.º 3 e 73.º n.º 1 do Código dos Contratos Públicos, na sequência da informação interna, elaborada pela Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa na sequência dos relatórios, preliminar e final, do concurso público que gira pelo nome de “Concurso Público Internacional para Aquisição de Energia Elétrica em Regime de Mercado Livre”, considera caducada a decisão de adjudicação dos lotes 2, 3 e 5 à primeira classificada, a concorrente Galp Power S.A., pelo facto de ter sido ultrapassado o prazo de manutenção das respetivas propostas e, consequentemente, concorda com a proposta de adjudicação dos lotes n.os 2, 3 e 5 à concorrente EDP Comercial, Comercialização de Energia SA.”
---Foi deliberado, por unanimidade, ratificar o procedimento do sr. Presidente. --- 07 – EDUCAÇÃO --- 07.6 – DIVERSOS --- MISSÃO PAÍS: - A Missão País é um projeto que organiza e desenvolve as Missões Universitárias em várias universidades de Portugal. --- As Missões são semanas de apostolado e de ação social intensivos que decorrem entre o 1º e o 2º semestre. --- No Município de Cinfães a sua intervenção está agendada para o período de 18 a 26 de fevereiro do corrente ano, tendo como parceiros na implementação do projeto, não só a Câmara Municipal de Cinfães, mas também o Grupo Folclórico de Cantas e Cramóis de Pias, a Igreja Paroquial de Cinfães e os Bombeiros Voluntários de Cinfães. --- A intervenção da Missão País FDUP no Concelho de Cinfães irá passar pela concretização do seu principal objetivo, que é o contacto presencial com os utentes das IPSS e alunos das nossas escolas, desenvolvendo um conjunto de atividades potenciadoras de diálogo com os mais idosos, e incentivo na promoção e construção
da Paz para os mais jovens. --- Deste modo, atendendo às necessidades de cada uma das comunidades, os jovens da Missão País procurarão ser agentes de mudança e, sobretudo, ser testemunho de valores, como: esperança, amor, abnegação e misericórdia, com o intuito principal de causar uma mudança nas vidas das populações, melhorando a sua vida, o seu bem-estar e o bem-estar dos outros. --- Assim, a Missão País da Faculdade de Direito pretende realizar intervenções em várias instituições do Município de Cinfães, previamente identificadas, tais como, lar de idosos; centros de dia; centros de atividades ocupacionais; serviço e apoio domiciliário mas, também, em infantários; escolas de ensino básico; escola secundária e profissional. --- Esta atividade terá um custo para o Município de Cinfães de 1.732,50 €, relativo ao fornecimento de refeições aos 50 missionários. --- Foi deliberado, por unanimidade, aprovar a realização da atividade e assumir os custos respetivos. --- Esta deliberação foi aprovada em minuta para produzir efeitos imediatos. --- 08 – PATRIMÓNIO, CULTURA E CIÊNCIA --- 08.5 – DIVERSOS --- PROGRAMA CULTURAL – 1º TRIMESTRE 2018: - Presente o programa cultural a realizar nos meses de janeiro, fevereiro e março, que englobará atividades de teatro, música e cinema, com um orçamento previsto de € 8.900,00. --- Foi deliberado, por unanimidade, aprovar a proposta e assumir os encargos respetivos. --- Esta deliberação foi aprovada em minuta para produzir efeitos imediatos. --- 09 – TEMPOS LIVRES E DESPORTO --- 09.2 - INSTALAÇÕES DESPORTIVAS E RECREATIVAS ---
CONSTRUÇÃO DO POLIDESPORTIVO DE S. CRISTÓVÃO DE NOGUEIRA- Na sequência do pedido da empresa C.M. Carvalho, Unipessoal, Lda para efeitos de liberação da caução da empreitada em epígrafe, de acordo com o D.L. 190/2012, de 22 de agosto, é presente o auto de vistoria realizada em 29/11/2017, no qual os serviços técnicos consideram que poderá ser liberada 30% da caução prestada, considerando que decorreu um ano desde a receção provisória da obra e a inexistência de defeitos na obra da responsabilidade do empreiteiro. --- Foi deliberado, por unanimidade, liberar a caução nos termos da informação dos Serviços Técnicos. --- 17 – ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO E URBANISMO --- 17.3 – LICENCIAMENTO DE OBRAS PARTICULARES --- CONSTITUIÇÃO DE COMPROPRIEDADE – GSE 12332/2017: - Maria Fernanda Pereira da Fonseca, solicita, na qualidade de Cabeça de Casal da herança de Palmira Pereira da Silva, a emissão de parecer favorável e da correspondente certidão, necessária à constituição de compropriedade a incidir sobre um prédio rústico, sito na Freguesia de Fornelos, Concelho de Cinfães e inscrito na matriz sob o artigo 1674º. --- Sobre o assunto os serviços jurídicos, prestaram o seguinte parecer: --- “I – Requerimento. ---
Através do requerimento registado nestes serviços em 19 de dezembro de 2017 sob o GSE n.º 12332, a requerente, Maria Fernanda Pereira da Fonseca, solicita, na qualidade de Cabeça de Casal da herança de Palmira Pereira da Silva, a emissão de parecer favorável e da correspondente certidão, necessária à constituição de compropriedade, a incidir sobre um prédio rústico e sito na Freguesia de Fornelos, Concelho de Cinfães, inscrito na matriz sob o artigo 1674º, ali melhor identificado. II - Análise jurídica. ---
A Lei n.º 91/95, de 2 de setembro veio consagrar um “regime excecional para a reconversão urbanística das áreas urbanas de génese ilegal”. --- Para além de todo o conjunto de regras relacionadas com o procedimento de reconversão das áreas de génese ilegal, este diploma, na sua redação inicial, sancionou com a nulidade “todos os negócios jurídicos entre vivos do quais resultasse ou pudesse vir a resultar a constituição de compropriedade ou a ampliação do número de consortes de prédios rústicos, quando tais atos visassem ou deles resultasse parcelamento físico em violação ao regime legal dos loteamentos urbanos” (cfr. art.º 54.º n.º 1 da Lei n.º 91/95 na sua redação inicial). - O escopo desta norma encontrava-se, como facilmente se compreenderá, na intenção do legislador pretender evitar o aparecimento de novos “loteamentos ilegais”, na sequência do parcelamento físico dos prédios rústicos. --- Esta norma foi, todavia, objeto de evolução, aquando da primeira alteração à Lei n.º 91/95, operada através da Lei n.º 64/2003 de 23 de agosto. --- Passou, então, o legislador a estabelecer, no referido artigo 54.º, na sua nova redação, o dever de “a celebração de quaisquer atos ou negócios jurídicos entre vivos de que resulte ou possa vir a resultar a constituição de compropriedade ou a ampliação do número de compartes de prédios rústicos” ser precedida de “parecer favorável da Câmara Municipal do local da situação dos prédios”. --- Ora, antes de mais cumpre esclarecer que nos termos do n.º 2 do artigo 54.º da Lei n.º 91/95 de 02 de setembro, na redação que lhe foi conferida pela Lei n.º 64/2003 de 23 de agosto, o parecer a emitir pelo Município apenas poderá ser desfavorável “com fundamento em que o ato ou negócio visa ou dele resulta parcelamento físico em violação ao regime legal dos loteamentos urbanos, nomeadamente pela exiguidade da quota ideal a transmitir para qualquer rendibilidade económica não urbana”. ---
Fica desta forma demonstrado que o negócio do qual resulte ou possa vir a resultar a constituição de compropriedade ou a ampliação do número de compartes de prédios rústicos nunca violará o “regime legal dos loteamentos urbanos” atualmente consagrado, na medida em que este regime deixou de consagrar o dever geral de licenciamento do fracionamento de parcelas, sejam elas rústicas ou urbanas, “não destinadas imediatamente a urbanização ou edificação”, passando esse dever de licenciamento a existir apenas quando os proprietários pretendam consolidar, desde logo, em cada lote, o direito a promover uma concreta operação urbanística, definindo-se, então, todas as especificações constantes do n.º 1 do artigo 77.º do DL n.º 555/99 de 16 de dezembro. --- III – Conclusão. --- O prédio, possui a área de 3.690m2. --- O pedido é formulado nos termos do art.º 54.º da Lei n.º 91/95, de 2 de setembro, alterada e republicada pela Lei n.º 64/2003, de 23 de agosto. --- No requerimento é indicado que a adjudicação será feita na proporção de 9/25 a favor da requerente, Fernando Pereira da Fonseca e 16/25 a favor de Francisco Pereira da Fonseca. ---Segundo o artigo 54.º da Lei n.º 91/95, de 2 de setembro, na redação que lhe foi dada pela Lei n.º 64/2003, de 23 de agosto, o parecer só pode ser desfavorável com fundamento em que o ato ou negócio vise ou dele resulte parcelamento físico em violação ao regime legal dos loteamentos urbanos, nomeadamente pela exiguidade da quota ideal a transmitir para qualquer rendibilidade económica não urbana. ---- Ora, no presente caso (constituição de compropriedade), não se verifica o parcelamento físico do prédio objeto da transmissão, pelo que, por maioria de razão, do mesmo não resultará qualquer violação do regime legal dos loteamentos urbanos. ---
Assim, atendendo à área do prédio, à respetiva composição e ao facto de, da constituição da compropriedade do prédio referido no pedido inicial, não resultar o seu parcelamento físico e que o mesmo não se destina à construção urbana nem à operação de loteamento, propõe-se a emissão de parecer favorável ao solicitado, bem como a emissão da respetiva certidão, na medida em que dele não resulta qualquer indício de que seja violado o regime legal dos loteamentos urbanos, atualmente em vigor.” ---
Foi deliberado, por unanimidade, aprovar de acordo com a informação dos serviços jurídicos. --- Esta deliberação foi aprovada em minuta para produzir efeitos imediatos. --- 17.5 – DIVERSOS --- PARQUE FLUVIAL DO KM 10, INCLUINDO ACESSOS: - Nos termos do artº 98º do D.L. nº 18/2008, de 29 de janeiro é presente a minuta do contrato adicional a celebrar com a empresa Construtora Estradas do Douro 3, Lda referente aos trabalhos a mais e suprimento de erros e omissões da obra em epígrafe. --- Foi deliberado, por unanimidade, aprovar a minuta, que aqui se dá por integralmente transcrita e consta do respetivo processo. --- Esta deliberação foi aprovada em minuta para produzir efeitos imediatos. --- CONSTRUÇÃO DO PARQUE DE LAZER DO LADÁRIO: - Na sequência do pedido da empresa Edilages, S.A. para efeitos de liberação da caução da empreitada em epígrafe, de acordo com o D.L. 190/2012, de 22 de agosto, é presente o auto de vistoria realizada em 30/11/2017, no qual os serviços técnicos consideram que poderá ser liberada mais 15% da caução prestada, considerando que decorreram quatro anos desde a receção provisória da obra e a inexistência de defeitos na obra da responsabilidade do empreiteiro. --- Foi deliberado, por unanimidade, liberar a caução nos termos da informação dos
Serviços Técnicos. --- VENDA DE LOTE NO CENTRO EMPRESARIAL E TECNOLÓGICO DE CINFÃES - LOTE N.º 20: - Presente uma informação dos serviços jurídicos do seguinte teor: --- “Os lotes do Centro Empresarial e Tecnológico de Cinfães serão vendidos de
acordo com o disposto no Regulamento do Centro Empresarial e Tecnológico de Cinfães que estabelece as regras e as condições que regem a venda e utilização de lotes de terreno do Centro Empresarial e Tecnológico de Cinfães, o qual visa privilegiar as empresas que promovam o desenvolvimento económico do Município, o fortalecimento do tecido industrial/comercial e a criação de postos de trabalho. -- Nos termos do disposto na norma do artigo 20.º do referido Regulamento, deve a Câmara Municipal de Cinfães pronunciar-se sobre a proposta de aquisição apresentada por Alexandre Pereira Cardoso, Contribuinte n.º 173 169 137, residente na Rua de Sande, n.º 356, 4690-036 Cinfães, seguindo os critérios de análise e seriação decorrentes dos artigos 2.º, 6.º, 7.º e 11.º do mesmo Regulamento. Trata-se da pretensão de aquisição do Lote n.º 20 do Centro Empresarial e Tecnológico de Cinfães, com a área de 778 m2 e área máxima de construção de 378 m2, inscrito na matriz sob o artigo 1629.º e descrito na Conservatória do Registo Predial com o n.º 2318/20120221 da Freguesia de Cinfães. --- Considerando tratar-se de um investimento que prevê criar 1 (um) posto de trabalho, por aplicação do disposto na norma do artigo 11.º n.º 3 alínea a) do Regulamento do Centro Empresarial e Tecnológico de Cinfães, conclui-se que o valor por metro quadrado é de 3,00 €uros, o qual, computado com a área do mesmo, perfaz o valor global de 2.334,00 €uros. --- Este montante, por força da norma do artigo 22.º do Regulamento do Centro Empresarial e Tecnológico de Cinfães, deve ser pago da seguinte forma: ---
- Se for celebrado contrato promessa de compra e venda, a adquirente deverá pagar
no ato da sua subscrição, 50% do respetivo valor global e os restantes 50% no momento da celebração da respetiva escritura pública. ---
- Caso não haja opção pela subscrição de contrato promessa de compra e venda, o
montante global, deverá ser pago pelo adquirente, no momento da celebração da respetiva escritura pública. --- Relativamente ao uso e ocupação do lote, deve ter-se em conta, para além do Regulamento do Centro Empresarial e Tecnológico de Cinfães, as condições definidas no projeto de loteamento aprovado pela Câmara Municipal de Cinfães. --- A construção a edificar neste lote, deverá cumprir com alvará de loteamento do Centro Empresarial e Tecnológico de Cinfães, em vigor. --- Após a deliberação de venda pela Câmara Municipal, o adquirente deverá entregar nos serviços desta, todos os documentos necessários à realização do contrato promessa de compra e venda ou da escritura pública de compra e venda e a comparecer, por si ou devidamente representado, ao ato da assinatura do contrato de promessa e/ou da escritura definitiva, no dia, hora e local previamente designados e comunicados pela Câmara.” ---
Foi deliberado, por unanimidade, vender o lote solicitado conforme informação dos serviços, devendo ser solicitado ao promitente comprador toda a documentação necessária para a escritura de compra e venda. --- Esta deliberação foi aprovada em minuta para produzir efeitos imediatos. --- CONSTRUÇÃO DO MULTIUSOS DO MONTEMURO: - A Empresa Custódio de Melo – Sociedade Construções Lda solicita a realização da vistoria aos trabalhos da empreitada para efeitos de liberação da caução, de acordo com o D.L. 190/2012, de 22 de agosto. --- O sr. Presidente despachou no sentido da respetiva vistoria ser realizada no dia
29/01/2018. --- Foi deliberado, por unanimidade, ratificar o procedimento do sr. Presidente. --- ENCERRAMENTO: - Sendo quinze horas e trinta minutos (15H30M), foi encerrada a reunião e dela se lavrou esta ata, que vai ser assinada, se for aprovada. – E Eu, António Jorge Pereira Fraga, Coordenador Técnico, servindo de Secretário, a redigi, subscrevi e assino.---