Introdução
• Micro-organismos estão em toda parte
• Especialmente procariotos
– Apresentam grande diversidade metabólica
• Utilização de nutrientes diversos
Fontes de energia utilizadas pelos
seres vivos
LUZ
Processos de obtenção de energia
• São caracterizados por reações de oxidação e
redução;
• Uma substância doa elétrons e outra recebe;
• Quando a substância que doa elétrons é :
– Inorgânica: organismo é litotrófico – Orgânica: organismo é organotrófico
Tipos de processos de obtenção de
energia
Produção de energia por micro-organismos
• Como a célula armazena energia?
– Através de ligações químicas nas moléculas, isto é, energia química.
– A variação de energia livre (Δ G ) ocorre nas diversas reações celulares.
– Definição de energia livre (G): energia disponível para realizar trabalho.
• Δ G negativo = liberação de energia, processos catabólicos • Δ G negativo = consumo de energia, processos anabólicos
Produção de energia por micro-organismos
• Moléculas carreadoras de energia na célula:
– Nicotinamida adenina dinucleotídeo (NAD+)
• E sua forma fosforilada NADP+
• Transportam prótons e elétrons
Processos de síntese de ATP
• São chamados de fosforilação:
– Adição de fosfato a ADP
ADP + Pi + Energia ATP 30,5 kJ/mol
• Processos de síntese de ATP
– Fosforilação ao nível do substrato;
– Fosforilação por transporte de elétrons; – Fosforilação por força íon-motiva.
1. Fosforilação ao nível do substrato
• É o processo no qual o grupo fosfato de um
composto químico é removido e adicionado
diretamente ao ADP.
Fosfoenolpiruvato Pirivato + Pi ΔG = -61,9 kJ/mol ADP + Pi ATP ΔG = +30,5 kJ/mol ________________________________________________
Fosfoenolpiruvato + ADP Piruvato + ATP ΔG = -31,4 kJ/mol
2. Fosforilação por transporte de elétrons
• Síntese de ATP ocorre em membrana celular.
– Mitocôndrias e cloroplastos: eucariotos – Membrana plasmática: procariotos
• Elétrons transferidos de compostos químicos a
carreadores
(NAD
+e
NADP
+)
são
transportados através de diferentes proteínas
carreadoras na membrana até o aceptor final.
2. Fosforilação por transporte de elétrons
• Composto químico: perde elétrons, sendo
este o doador de elétrons, e, por isso, sofre
oxidação. (reação de oxidação)
• Composto químico: recebe elétrons, sendo
este o aceptor de eletrons, e, por isso, sofre
redução (reação de redução).
Litotrófico X Organotrófico
2. Fosforilação por
transporte de elétrons
• Tendência
da
substância
em
doar ou receber
elétrons
-Essa tendência é chamada de potencial de
redução (E).
-E é definido como a voltagem necessária para remover elétrons de uma substância
-Quanto mais negativo, maior a probabilidade de a substância doar elétrons.
2. Fosforilação por transporte de elétrons
• Componentes da cadeia transportadora de
elétrons em procariotos:
– Flavoproteínas: FMN - flavina mononucleotídeo FAD - adenina dinucleotídeo
– Quinonas: coenzima Q: ubiquinona (aeróbicas, eucariotos)
menaquinona (anaeróbicas) *metabolismo facultativo tem as duas
– Ptns ferro-enxofre: contém arranjos de no iguais de Fe e S
2. Fosforilação por transporte de elétrons
Potencial de redução
2. Fosforilação por transporte de elétrons
• Transporte de prótons através da membrana
forma um gradiente eletroquímico;
• Energia do gradiente é utilizada na síntese de
ATP pela ATPase ou ATP sintase.
• Força próton-motiva é
utilizada em outros
processos
dependentes de
energia:
– No transporte de substâncias; – Rotação do flageloForça “sódio-motiva”: bactérias marinhas
3. Fosforilação por força íon-motiva
• Outras formas de obtenção de gradiente
eletroquímico:
– Excreção de produtos finais do metabolismo – Antiporte de compostos;
– Reações de descarboxilação; – Oxidação extracitoplasmática;
Resumo dos processos de síntese de
ATP em procariotos
Metabolismo Quimiorganotrófico
• Fonte de energia: compostos orgânicos
• Principal composto orgânico utilizado: glicose
• Utilizada nos processos:
– Respiração: aeróbica anaeróbica – Fermentação
Metabolismo Quimiorganotrófico
• Respiração aeróbica:
– Processo em que ocorre a oxidação completa da substância orgânica utilizando o O2 como aceptor final de elétrons.
C6H12O6 + 6O2 6CO2 + 6H2O
- Processo complexo dividido em 3 partes:
- Vias Glicolíticas - Ciclo de Kerbs
Metabolismo Quimiorganotrófico
• Respiração aeróbica:
- Vias Glicolíticas: clivagem da glicose
- Via Embden-Meyerhof - Entner-Doudoroff
- Via das Pentoses-fosfato
- Ciclo de Krebs
Metabolismo Quimiorganotrófico
• Respiração aeróbica:
- Vias Glicolíticas: clivagem da glicose
- Via Embden-Meyerhof (eucariotos e procariotos)
Glicose 2 ATP + 2 NADH + 2H++ 2 Piruvato
- Entner-Doudoroff
Glicose ATP + NADPH + H+ + NADH + H+ + 2 Piruvato
- Via das Pentoses-fosfato
Glicose ATP + 2 NADPH + 2H+ + CO
Metabolismo Quimiorganotrófico
• Respiração aeróbica:
– Vias Glicolíticas: clivagem da glicose
Via Embden-Meyerhof Entner-Doudoroff
Via das Pentoses-fosfato
Intermediário em comum:
Gliceraldeído 3-fosfato
Convertido em
Metabolismo Quimiorganotrófico
• Respiração aeróbica:
- Ciclo de Krebs:
- Segunda etapa da respiração de procariotos e eucariotos
Metabolismo Quimiorganotrófico
• Respiração aeróbica:
- Fosforilação Oxidativa:
- Última etapa da respiração
- Quando ocorre a síntese de ATP por meio de fosforilação por transporte de elétrons
Metabolismo Quimiorganotrófico
Metabolismo Quimiorganotrófico
Metabolismo Quimiorganotrófico
• Fermentação:– Oxidação parcial do composto orgânico.
– É um metabolismo anaeróbico: ocorre na ausência de O2. – O aceptor de elétrons é a própria molécula orgânica.
Metabolismo Quimiorganotrófico
• Fermentação:
– Metanogênese: ocorre em ambientes onde bactérias liberam substratos orgânicos como acetato, que são fermentados por arqueas, gerando CH4.
– Processo é considerado fermentação, pois o acetato não é completamente oxidado a CO2.
– Metanogênise acetoclástica e metilotrófica (metanol).
Metabolismo Quimiorganotrófico
Metabolismo Quimiolitotrófico
• Procariotos são os únicos capazes de utilizar compostos inorgânicos como fonte de energia.
• É um processo de baixo rendimento energético e por isso grandes quantidades de compostos inorgânico são oxidadas.
Metabolismo Quimiolitotrófico
Metabolismo Quimiolitotrófico
Metabolismo Quimiolitotrófico
Metabolismo Quimiolitotrófico
• Metanogênese:
– Grupo de procariotos que utiliza H2 como doador de elétrons e CO2 como aceptor.
– Metanogênese:
Metabolismo Quimiolitotrófico
• Nitrificação:
– Oxidação da amônia a nitrato. – Ocorre em 2 etapas:- Amônia Nitrito:
Nitrosomonas
amônia mo-oxigenase: NH3 hidroxilamina
:hidroxilamina oxirredutase: hidroxilamina nitrito
- Nitrito Nitrato:
Nitrospira
nitrito oxirredutaseMetabolismo Quimiolitotrófico
• Anamox:
– Reação de oxidação anaeróbica da amônia.
– Realizada por um grupo específico de bactérias.
Planctomyces- possuem compartimentos envoltos
por membrana NH4+ + NO
2- N2 + 2H2O ΔG = -357 kJ
Metabolismo Fototrófico
+ Fotolitotroficos: compostos inorgânicos como doadores de elétrons + Fotoorganotróficos: compostos orgânicos como doadores de elétrons
Metabolismo Fototrófico
• Bactérias Fototróficas: Cianobactérias, proclorófitas, bactérias verdes, púrpuras e heliobactérias.
• Componentes funcionais para realização da fotossíntese:
– Pigmentos capazes de captar luz; – Cadeia transportadora de eletrons; – ATPase.
• Absorção de fóton por uma molécula:
– Molécula no estado excitado: elétron move-se para orbital superior.
– Essa forma é instável. Pode ocorrer emissão de luz, calor ou o elétron pode ser transferido para outra molécula.
Metabolismo Fototrófico
Principais pigmentos de fotossíntese em bactérias : 1. Clorofilas (fotossíntese oxigênica)*
2. Bacterioclorofilas (fotossíntese anoxigênica)* 3. Carotenoides
4. Ficobilinas
Metabolismo Fotototrófico
1. Clorofilas:
Chl a 680 e 430 nm; 480 carotenoide
Metabolismo Fototrófico
1. Clorofilas:
• Técnica fundamental para estudo dos micro-organismos do ambiente • Sergei Winogradsky – Coluna de Winogradsky – Ecossistema artificial • Lodo orgânico • Substratos (fonte de C) • Carbonato de cálcio • Sulfato de cálcio
Coexistência
Metabolismo Fototrófico
1. Clorofilas: Organização dos pigmentos na célula; está associadas a ptns, formando complexos
• Centros de reação:
- Moléculas de pigmento que participam diretamente da conversão de energia luminosa em ATP.
• Pigmentos antena:
- Molécula de clorofila/bacterioclorofila
encontradas ao redor do CR que absorvem a luz e a condizem para o CR.
Metabolismo Fototrófico
1. Clorofilas:
• Organização de pigmentos na célula
- Invaginações da membrana citoplasmática - Na própria membrana;
- Estruturas especializadas envoltas por não unidade de membrana - CLOROSSOMOS Bactérias verdes sulfurosas Clorossomo: estrutura altamente eficiente na captação o de luz.
Metabolismo Fototrófico
2. Carotenoides:
- Pigmento acessório amplamente distribuído;
- São hidrofóbicos, sensíveis a luz e firmemente associados à membrana.
- Geralmente amarelos, vermelhos, marrons ou verdes.
- Estão associados à clorofila ou bacterioclorofila nos complexos fotossintéticos, mas não atuam diretamente na síntese de ATP. - Atuam na captação e transferência de luz para o CR.
- Atuam como foto-protetores: dissipam espécies tóxicas de oxigênio e absorvem luz que seria prejudicial.
Metabolismo Fototrófico
2. Ficobilina e ficobilissomos:
- Pigmento acessório presente em cianobactérias; - Pigmento antena;
- Podem ser vermelhos ou azuis: absorvem luz em diferentes λ
- Formam agregados: ficobilossomos
Atuam na captação e
Fotossíntese oxigênica
Mecanismo de síntese de ATP: Fotofosforilação acíclica
Fotossíntese anoxigênica
• Encontrada em bactérias púrpura sulfurosa, verde não sulfurosas e sulfurosas e heliobactérias.
• Aparato fotossintético organizado em vesículas membranosas (cromatóforos) ou pilhas de membranas (lamelas).
Fotossíntese anoxigênica
P870: CR
Aula Prática
Prática 5
Observação microscópica de micro-organismos
do ambiente
Técnicas de isolamento de micro-organismos:
esgotamento
Prática 5
• Observação microscópica dos micro-organismos do ambiente.
• Preparação a fresco:
– Flambar a alça de platina
– Colocar a solução salina estéril na lâmina utilizando a alça e respeitando as manobras assépticas; **** Se for cultura líquida não é necessário.
– Flambar a alça de platina;
– Colocar uma porção da cultura suspensão bacteriana em uma lâmina utilizando a alça e respeitando as manobras assépticas – Cobrir com a lamínula.
– Adicionar uma pequena gota de óleo de imersão e observar com objetiva de imersão (100 X).
Prática 5
• Técnicas de isolamento de micro-organismos:
Esgotamento
– MEIO DE CULTURA:
Material nutriente preparado no laboratório
para o crescimento de microrganismos. Os
microrganismos que crescem e se multiplicam
nos meios de cultura são denominados
Prática 5
• Técnicas de isolamento de micro-organismos: Esgotamento
- MEIO DE CULTURA:
Material nutriente preparado no laboratório para o crescimento de microrganismos. Os microrganismos que crescem e se multiplicam nos meios de cultura são denominados cultura.
- Fatores Necessários para o Crescimento
Os fatores necessários para o crescimento bacteriano podem ser divididos em duas categorias principais:
1. Fatores físicos: temperatura, pH, pressão osmótica.
2. Fatores químicos: água, fonte de carbono, nitrogênio, minerais, oxigênio e fatores orgânicos de crescimento.
Prática 5
• Tipos de meio– Seletivo: componentes adicionados inibem crescimento de determinados micro-organismos.
Ex.: utilização de cicloheximida para inibição de eucariotos em enriquecimento de procariotos; ou antibióticos como ampicilina no sentido contrário.
– Diferencial: adição de componentes que resultam no crescimento diferenciado que permite a distinção de tipos de bactérias.
Ex.: utilização de indicadores de pH como bromocresol, na identificação de bactérias produtoras de ácido.
– Enriquecimento: meio com componentes que permitem o crescimento de tipos específicos enquanto inibem o crescimento da microbiota contaminante.
Prática 5
Técnicas de isolamento de micro-organismos: Esgotamento
Método de Semeadura por Esgotamento
- A maioria dos materiais infecciosos ou provenientes de solo, água ou mesmo alimentos possui uma grande variedade de
microrganismos. Como separar?
- Semeadura em meios sólidos e observação do formato das diferentes colônias, coloração das colônias, etc... .
Prática 5
Técnicas de isolamento de micro-organismos: Esgotamento
- Semeadura por esgotamento :
Largamente empregado para isolamento de microrganismos presentes em grandes números relativos à população microbiana.
Prática 5
Técnicas de isolamento de micro-organismos: Esgotamento
• Proceder da seguinte maneira:
– realizar o maior número de estrias possíveis. – Não perfurar o meio.
– Não voltar com a alça sobre as estrias.
– Utilizar pequena quantidade de material para semear.
Prática 5
• OBJETIVOS DA PRÁTICA
– Mostrar ao aluno os métodos de obtenção de cultura pura.
– Treinar o aluno na execução da técnica de isolamento.
Prática 5
Técnica de isolamento de bactérias (obtenção de cultura em meio sólido).
• Utilizar uma suspensão mista de bactérias (Serratia + Micrococcus) a ser distribuída pelo professor.
• Flambar a alça e retirar com ela uma pequena gota da suspensão mista de bactérias. Semeá-la sobre a superfície de um meio sólido (ágar-simples) em placa. A semeadura deve ser feita por estrias, de acordo com o
esquema da figura abaixo, na seqüência (método de esgotamento).
– Primeira operação: colocar a gota na superfície do meio e passar a alça em zig-zag .
– Segunda operação: mudar a direção do estriamento para a 2a região da placa
sem tocar nas estrias do primeiro plaqueamento.
– Terceira operação: mudar a direção do estriamento para a 2a região da placa
sem tocar nas estrias do segundo plaqueamento.