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CONCEPÇÕES SOBRE O CÂNCER NA CIDADE DE ARAXÁ-MG

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CONCEPÇÕES SOBRE O CÂNCER NA CIDADE DE ARAXÁ-MG

DAIANA DARK BARBOSA1, ALINE DO CARMO FRANÇA-BOTELHO2*

1

Graduanda em Enfermagem e bolsista de iniciação científica do UNIARAXÁ,

2Profa. Dra. do Instituto de Ciências da Saúde do Centro Universitário do Planalto de Araxá -

UNIARAXÁ Araxá, MG, Brasil; * [email protected] .

RESUMO

Este trabalho teve o objetivo de conhecer concepções que a população de Araxá-MG tem sobre o câncer. A pesquisa foi realizada através de questionários contemplando perguntas sobre o tema. Os resultados mostraram que a maioria dos participantes afirma ser pouco ou parcialmente informada sobre o câncer. Quanto à relação alimentação e câncer há informação por parte da população estudada, mas quanto à relação sedentarismo e câncer, a maioria afirmou não haver essa relação ou não saber responder. A permanência de mitos entre as informações que as pessoas obtêm facilmente na chamada Sociedade da Informação contribui para que muitas das informações obtidas, com tamanha facilidade, não passem de equívocos. Muitos mitos podem ocasionar atitudes errôneas pela população e inclusive ter um impacto negativo na saúde coletiva. Palavras chave: câncer; mitos, educação em saúde.

CONCEPTIONS ABOUT CANCER IN THE CITY OF ARAXÁ-MG ABSTRACT

This study aimed to understand the concepts of population Araxá - MG has about cancer. The survey was conducted through questionnaires addressing questions about the topic. Results showed that most respondents claim to be little or partially informed about cancer. As for diet and cancer relationship is no information from the population, but about the relationship sedentary lifestyle and cancer, the majority said there was no such relationship or do not know the answer. The persistence of myths between the information that people can easily get the so called Information Society that contributes to much of the information obtained with such ease, no more than equivocal. Many myths can lead to erroneous attitudes by the population and even have a negative impact on health.

Keywords: cancer, myths, health education.

INTRODUÇÃO

Segundo o INCA - Instituto Nacional de Câncer (2009), no Brasil, as estimativas, para o ano de 2010, válidas também para o ano de 2011, e apontam para a ocorrência de 489.270 casos novos de câncer. Os tipos mais incidentes, à exceção do câncer de pele do tipo não melanoma, serão os cânceres de próstata e de pulmão no sexo masculino e os cânceres de mama e do colo do útero no sexo feminino, acompanhando o mesmo perfil da magnitude observada para a América Latina. São esperados 236.240 casos novos para o sexo masculino e 253.030 para o sexo feminino (BRASIL, 2009).

Para prevenir o câncer a população deve ser informada sobre os comportamentos de risco, os sinais de alerta e a frequência da prevenção (VANZIN; NERY, 1997).

Há necessidade de continuidade em investimentos no desenvolvimento de ações abrangentes para o controle do câncer, nos diferentes níveis de atuação, como: na promoção da saúde, na

detecção precoce, na assistência aos pacientes, na vigilância, na formação de recursos humanos, na comunicação e mobilização social, na pesquisa e na gestão do Sistema Único de Saúde - SUS (BRASIL, 2009).

Há poucos relatos de estudos científicos sobre concepções e mitos do câncer em geral, alguns desses estudos focaram em apenas um tipo de câncer, sendo que as informações sobre o câncer de mama são mais frequentes na literatura científica (BORGHETTI et al., 1999; SIM et al., 2009).

No Brasil o Instituto Nacional de Câncer - INCA (2007) desenvolveu um estudo denominado “Concepção dos Brasileiros sobre o Câncer”. O estudo mostrou que há muita desinformação e mitos, como por exemplo, o fato de que o sedentarismo não é visto como fator de risco para o câncer e a que a AIDS é vista como mais incidente que o câncer.

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Segundo a American Cancer Society (2009) os principais mitos sobre câncer nos Estados Unidos são:

- O risco de morrer de câncer nos Estados Unidos está aumentando.

- Morando em uma cidade poluída o risco de ter câncer de pulmão é maior do que se fumar um pacote de cigarros em um dia.

- Dispositivos eletrônicos causam câncer no cérebro.

- Produtos de higiene pessoais, como desodorantes e xampus, podem causar câncer. Gansler et al. (2005) analisaram as respostas a um questionário respondido por 957 adultos nos Estados Unidos. Nesse estudo eles destacaram cinco principais mitos: “Medicamentos para dor não são efetivos para dor de pessoas que tem câncer.” “Tudo que você precisa para vencer o câncer é uma atitude positiva, não um tratamento.” “O tratamento cirúrgico do câncer faz com que ele se espalhe.” “Há uma cura secreta para o câncer, mas a indústria farmacêutica não deixa que isso venha a público, pois ganha muito dinheiro tratando pacientes com câncer.” “Câncer é algo que não pode ser tratado efetivamente.” A produção do conhecimento e as mudanças da práxis da saúde têm sido mais efetivas nos últimos anos. Observa-se a apropriação pelos indivíduos dos saberes sobre saúde, riscos e doenças, difundidos pelos meios de comunicação de massa. É um fato a revolução nas comunicações, a expansão, praticamente ao infinito, pela Internet e a circulação de informações sobre saúde, risco, danos, exames, terapias e práticas visando à preservação e recuperação da saúde, tornando o próprio sujeito responsável por decisões e ações que afetem direta ou indiretamente sua saúde (CESTARI; ZAGO, 2005).

A permanência de mitos entre as informações que as pessoas obtêm facilmente na chamada Sociedade da Informação contribui para que muitas das informações obtidas com tamanha facilidade não passem de equívocos. Muitas concepções podem ocasionar atitudes errôneas pela população e inclusive ter um impacto negativo na saúde coletiva. Diante disso, o presente trabalho tornou-se pertinente, pois objetivou conhecer as concepções e mitos do câncer e contribuir para a desmistificação,

levando aos sujeitos da pesquisa, moradores de Araxá-MG, informações corretas sobre o câncer. MATERIAL E MÉTODOS

Foi uma pesquisa de campo de caráter quanti-qualitativa e exploratória. Para fazer parte deste estudo foi necessário ter idade acima de 18 anos e concordar em participar da pesquisa assinando o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. A pesquisa foi domiciliar, em quatro diferentes bairros da cidade de Araxá-MG, que apresentam condições socioeconômicas diferentes. A amostra foi composta de duzentos voluntários de ambos os sexos.

O instrumento de coleta de dados foi um

questionário composto por questões

predominantemente fechadas, contendo dados pessoais: sexo, idade, escolaridade; e questões envolvendo mitos do câncer. Os voluntários foram esclarecidos sobre a pesquisa, objetivos, caráter voluntário e sigiloso. Imediatamente após a entrevista, os participantes foram informados sobre aspectos gerais do câncer, especialmente sobre prevenção e diagnóstico precoce das principais formas de câncer no Brasil, e também foram esclarecidos sobre eventuais dúvidas sobre o tema.

O projeto obedeceu as Diretrizes e Normas Regulamentadoras de Pesquisas Envolvendo Seres Humanos do Conselho Nacional de Saúde (Resolução 196/96) e incorporou em seu contexto os quatro referenciais da bioética: autonomia, não maleficência, beneficência e justiça. A coleta de dados iniciou-se só após avaliação e aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário do Planalto de Araxá (UNIARAXÁ) - protocolo n° 025157/01.

Os dados foram tabulados e analisados através de estatística descritiva com auxílio dos programas Instat e Excel.

RESULTADOS

A caracterização geral da amostra evidenciou a participação de 131 mulheres e 69 homens. A faixa etária variou de 18 a 65 anos, sendo a mais predominante entre 18 e 29 anos. Quanto à escolaridade, 16,66% tinham ensino fundamental incompleto, 21,66% fundamental completo, 15% médio incompleto, 28,33% médio completo,

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11,66% superior incompleto, 6,69% superior completo.

A tabela 1 mostra os percentuais de respostas relativas a informações sobre câncer. As concepções equivocadas de maior destaque

foram: “O risco de morrer de câncer está aumentando” (80%); “Aplicar protetor solar logo pela manhã protege a pele dos danos solares evitando câncer de pele” (64%); “Para vencer o câncer você precisa muito mais de uma atitude positiva do que de um tratamento” (49%).

Tabela 1 - Percentuais de respostas relativas às afirmativas sobre câncer itados por moradores da cidade de Araxá (MG) quanto as afirmativas serem verdadeiras (V), falsas (F) ou duvidosas (D).

Afirmativa

(n=200) %

V F D

O sexo sem preservativo tem relação com risco de câncer. 49 35 16

A alimentação inadequada está ligada ao câncer. 80 13 7

A falta de atividades físicas está ligada ao câncer. 49 37 14

Só as mulheres com histórico familiar de câncer de mama fazem parte do grupo de

risco para esse tipo de câncer. 12 87 1

Quanto ao câncer de próstata, homens que fazem exame de sangue dosando o PSA

não precisam fazer exame de toque retal. 8 83 9

O risco de morrer de câncer está aumentando. 80 16 4

Morando em uma cidade poluída o risco de ter câncer de pulmão é maior do que se

fumar um pacote de cigarros em um dia. 40 49 11

O cigarro é importante causa para câncer de pulmão, mas não está relacionado a

outros tipos de câncer. 13 82 5

Uso exagerado de dispositivos eletrônicos, como telefones celulares, causa câncer no

cérebro. 33 50 17

Para vencer o câncer você precisa muito mais de uma atitude positiva do que de um

tratamento. 49 39 12

Há uma cura secreta para o câncer, mas a indústria farmacêutica não deixa que isso

venha a público, pois ganha muito dinheiro tratando pacientes com câncer. 19 70 11 Uma pancada muito forte, num acidente, por exemplo, pode gerar um câncer no

local. 42 47 11

Aplicar protetor solar logo pela manhã protege a pele dos danos solares evitando

câncer de pele. 64 32 4

Outros aspectos podem também serem

destacados, como o fato de 35% dos participantes responderem falso para a questão relativa ao sexo sem preservativo estar associado com risco de câncer e 16% terem dúvidas sobre essa questão. Em geral conhecem a relação entre alimentação e câncer, mas não entre sedentarismo e câncer. 40% dos entrevistados disseram que viver em cidade poluída acarreta maior risco de câncer que o tabagismo. Há afirmação por 33% dos entrevistados que o uso de aparelhos eletrônicos

tem relação com câncer de cérebro e 18% têm dúvidas quanto a isso (tabela 1).

A figura 1 mostra a porcentagem de pessoas que se consideraram muito informadas (23,5%), pouco informadas (28%) e parcialmente informadas sobre o câncer (48,5%).

Na tabela 2 estão as palavras que os participantes mais relacionam com a palavra câncer. A palavra doença foi citada por 28,50%, morte por 14%, medo por 16%, desafio por 12%, luta por 17% e superação por 12,5% da amostra.

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Quando interrogados quanto a ter ou não alguma informação sobre câncer que não sabem ser verdadeira ou falsa, 39 pessoas (19,5%) afirmaram que sim. As questões a seguir exemplificam as principais dúvidas adicionais ao questionário.

“Estresse pode causar câncer?”

“A radioatividade de algumas cidades causa câncer?”

“O carvão usado no churrasco é cancerígeno?”

“A fumaça do cigarro é mais prejudicial à pessoa que está ao lado que ao próprio fumante?”

“A depressão está ligada ao câncer?” “Afta na boca pode ser câncer?”

Figura 1 - Distribuição dos entrevistados quanto a serem muito, pouco ou parcialmente informados sobre o câncer.

Tabela 2 - Percentuais de respostas citados por moradores da cidade de Araxá (MG) quanto à palavra mais relacionada à palavra câncer.

PALAVRA MAIS RELACIONADA À “CÂNCER” Respostas (n=200) N % DOENÇA 57 28,50% MORTE 28 14% MEDO 32 16% DESAFIO 24 12% LUTA 34 17% SUPERAÇÃO 25 12,50%

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DISCUSSÃO

O presente estudo objetivou conhecer concepções sobre o câncer que moradores da cidade de Araxá-MG apresentam, identificando mitos e buscando divulgar informações corretas sobre o tema.

Os mitos mais prevalentes foram “O risco de morrer de câncer está aumentando” (80%) e “Aplicar protetor solar logo pela manhã protege a pele dos danos solares evitando câncer de pele” (64%).

O principal estudo de mitos do câncer já relatado foi o desenvolvido por Gansler et al. (2005). O mito mais prevalente foi "O tratamento do câncer com cirurgia pode fazer com que ele se espalhe por todo o corpo", foi classificado como verdadeiro por 41% dos respondentes. O segundo foi "A indústria esconde uma cura para o câncer a fim de aumentar os lucros", foi identificado como verdadeiro por 27%. Entretanto, apenas 11% dos americanos responderam que concordam com a afirmação "Tudo que você precisa para vencer o câncer é uma atitude positiva, e não o tratamento”. Esse resultado é diferente do obtido no presente estudo que mostrou 49% de afirmação para essa questão.

As pessoas nem sempre pensam na relação de sexo seguro com prevenção de câncer. Na verdade o câncer não é uma doença contagiosa, mas está comprovado que a prevenção do câncer do colo do útero pode ser realizada através do uso de preservativos durante a relação sexual, que reduz a transmissão do HPV (papiloma vírus humano), principal agente etiológico do câncer do colo uterino (BRASIL, 2009).

Segundo um estudo epidemiológico sobre dieta e câncer, foi constatado que a dieta inadequada tem interferência em 35% dos casos de câncer no Brasil, e que em países desenvolvidos essa interferência é ainda maior devido ao grande consumo de alimentos industrializados (GARÓFOLO et al., 2004).

Sabe-se que a atividade física é benéfica para a saúde em geral, e no caso da prevenção do câncer ela é indispensável, as pessoas foram esclarecidas que essa atividade física não precisa ser de um atleta, mas é importante que seja regular. Segundo o INCA (2007) no estudo denominado “Concepção dos Brasileiros sobre o Câncer” mostrou que o sedentarismo não é visto como fator de risco para câncer, cerca da metade dos

participantes não conhecia a relação entre sedentarismo e câncer, dados semelhantes aos do presente estudo.

Quando os voluntários foram questionados se apenas as mulheres que possuem um histórico familiar de câncer de mama estão em risco para esse tipo de câncer, 87% disseram que não, evidenciando conhecimento sobre a questão. Segundo dados do INCA, apenas 10% dos casos de cânceres de mama tem histórico familiar (BRASIL, 2009).

Sobre o exame da próstata, a maioria dos entrevistados (83%) está ciente da importância do exame de toque retal e não apenas o exame de sangue para dosagem do PSA (antígeno prostático específico). O exame de toque retal é o principal modo de diagnóstico, seguido pelo exame de sangue para a dosagem do PSA, esse último não deve substituir o primeiro (GOMES; REBELO, 2008). Com o aumento da expectativa de vida, as doenças associadas ao envelhecimento, como o câncer de próstata, vêm assumindo uma dimensão cada vez maior como um problema de saúde pública (DINI; KOFF, 2006).

A grande maioria das pessoas entrevistadas acredita que o risco de morrer de câncer está aumentando, e de fato não estão totalmente erradas, pois o câncer é uma doença que está mais presente no envelhecimento, então é esperado que o aumento da expectativa de vida da população acarrete mais casos de câncer e óbitos por câncer. Entretanto, é um equívoco imaginar que o aumento de mortes se relacione a ineficácia dos tratamentos, ao contrário, os avanços terapêuticos recentes aumentaram a sobrevida dos pacientes, e, em muitos casos, tem levado a cura.

O cigarro além de causar câncer de pulmão causa também outros tipos de câncer, isso foi o que 82% dos entrevistados disseram. Desde a primeira relação estabelecida entre consumo de cigarros e câncer de pulmão no início da década de 50 do século XX, os estudos epidemiológicos têm continuamente identificado novas localizações de câncer com vinculações causais com o uso do tabaco, que hoje ascende a 20 diferentes tipos de tumor incluindo o câncer de ovário e de cólon (WÜNSCH-FILHO et al., 2010).

O tratamento do câncer é indispensável para a busca da cura ou aumento da sobrevida, mas 39% das pessoas entrevistadas acreditam que é muito mais importante um pensamento positivo que o tratamento em si. O pensamento positivo também

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é útil, entretanto, o tratamento é o aspecto mais relevante. As várias formas de tratamento, como as cirurgias de retirada do tumor, radioterapias, quimioterapias, imunoterapias e transplantes de medula óssea devem ser vistos como fundamentais (INCA, 2011).

Em relação ao protetor solar e a prevenção do câncer de pele, 64% das pessoas responderam que o protetor pode prevenir o câncer se passado logo pela manhã. Apenas 32% responderam corretamente a questão, afirmando que a afirmativa é falsa, pois o protetor solar deve ser reaplicado a cada duas horas de exposição solar e deve estar associado a outras medidas de fotoproteção.

Os participantes foram questionados quanto ao seu nível de conhecimento sobre o tema. Apenas 23,5% dos participantes se consideram muito informados sobre o câncer, a grande maioria acredita que precisa obter mais informações, o que mostra a importância de desenvolver ações educativas. Além disso, é importante ressaltar que 14% das pessoas relacionam a palavra câncer com a palavra morte e 16% com a palavra medo, essa associação com negatividade pode ser superada por meio da aquisição de conhecimentos sobre o câncer e suas formas de prevenção, controle e tratamento. No estudo “Concepção dos Brasileiros sobre o Câncer” o câncer foi visto como uma sentença de morte, ligado às palavras morte, desespero, sofrimento, dor e medo (INCA, 2007).

Através desse estudo conclui-se que as pessoas encontram-se pouco informadas sobre questões relevantes de prevenção e controle do câncer, seus tratamentos e prognósticos. Nota-se que na população de Araxá (MG) há muitos mitos relacionados ao câncer o que pode interferir negativamente na prevenção e diagnóstico precoce. Então é de suma importância que ações de educação em saúde abordando as diversas questões relacionadas ao câncer sejam intensificadas quantitativa e qualitativamente.

AGRADECIMENTOS

Ao programa de Bolsa de iniciação científica PIBIC/FAPEMIG e ao UNIARAXÁ.

REFERÊNCIAS

1. AMERICAN CANCER SOCIETY. 4

Most Common Cancer Myths. Disponível: http://www.cancer.org/docroot/COM/conte nt/div_Eastern/COM_1_1x_4_Most_Com mon_Cancer_Myths.asp. Acesso em março de 2011.

2. BORGHETTI, K.M.; CALEFFI, M. O fim

de um mito: gravidez após câncer de mama. Revista Brasileira de Mastologia, v.9, p.167-72, 1999.

3. BRASIL, Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer - INCA. Estimativa 2010: incidência de câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA, 2009. Disponível em: http://www.inca.gov.br/estimativa/2010/>. Acesso em março de 2011.

4. CESTARI, M.E.W.; ZAGO, M.M.F. A prevenção do câncer e a promoção da saúde: um desafio para o Século XXI. Revista Brasileira de Enfermagem, v.58, p.218-221, 2005.

5. DINI, L.I.; KOFF, W.J. Perfil do câncer de próstata no hospital de clínicas de Porto Alegre. Revista da Associação Médica Brasileira, São Paulo, v. 52, p.28-31, 2006. 6. GANSLER, T.; HENLEY, S.J.; STEIN,

K.; NEHL, E.J.; SMIGAL, C.;

SLAUGHTER, E. Sociodemographic

Determinants of Cancer Treatment Health Literacy. Cancer, v.104, p.653-660, 2005.

7. GARÓFOLO, A.; AVESANI, M.C.;

CAMARGO, G. K.; BARROS, E. M.; SILVA, J. R. S.; TADDEI, J. A. A. C.; SIGULEM, M. D. Dieta e câncer: um enfoque epidemiológico. Rev. Nutr. v.17, p. 491-505, 2004.

8. GOMES, R.; REBELLO, S. F. E. L.; ARAÚJO, C. F.; NASCIMENTO, F. E. A prevenção do câncer de próstata: uma revisão da literatura. Ciência e Saúde Coletiva, v.13, p.235-246, 2008.

9. INCA. Instituto Nacional de Câncer. 2007. Concepções do brasileiro sobre câncer. 2º Congresso Internacional de Controle de Câncer – INCA. Disponível em: www.inca.gov.br/inca/Arquivos/2ICCC/Re

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leases/concepcoesINCA.doc. Acesso em março de 2011.

10. INCA. Instituto Nacional de Câncer.

Disponível em:

http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp ?id=483. Acesso em março de 2011. 11. SIM, H.L.; SEAH, M.; TAN, S.M. Breast

cancer knowledge and screening practices:

a survey of 1,000 Asian women. Singapore Medical Journal, v.50, p.132-8, 2009. 12. VANZIN A.S.; NERY M.E.S. Câncer:

Problema de Saúde Pública e Saúde Ocupacional - Atuação do Enfermeiro na Prevenção do Câncer. 1ª ed. Editora RM&L, 1997.

Recebido em / Received: 2011-04-17 Aceito em / Accepted: 2011-07-20

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Tabela  1  -  Percentuais  de  respostas  relativas  às  afirmativas  sobre  câncer  itados  por  moradores  da  cidade  de  Araxá (MG) quanto as afirmativas serem verdadeiras (V), falsas (F) ou duvidosas (D)
Figura 1 - Distribuição dos entrevistados quanto a serem muito, pouco ou  parcialmente informados sobre o câncer

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