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RELATÓRIO E CONTAS CONSOLIDADO 1º SEMESTRE 2012

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RELATÓRIO E CONTAS CONSOLIDADO

1º SEMESTRE 2012

(Nos termos do Artigo 8º., nº. 3 do Código dos Valores Mobiliários declara-se que as informações financeiras semestrais constantes do presente Relatório

não foram sujeitas a auditoria externa ou a revisão limitada)

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SAG GEST – Soluções Automóvel Globais, SGPS, S.A.

Sociedade Aberta

Capital Social: EUR 169.764.398 NIPC: 503 219 886

Matriculada na CRC da Amadora sob o n.º 503 219 886 Sede: Estrada de Alfragide, nº. 67 – 2614-519 Amadora

Escritórios: Alfrapark – Edifício SGC, Piso 2 2614-519 Amadora

Tel: 21 359 66 64 Fax: 21 359 66 74

E-mail: [email protected] Web: http://www.sag.pt

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RELATÓRIO DE ACTIVIDADE CONSOLIDADO

1º SEMESTRE 2012

(Nos termos do Artigo 8º., nº. 3 do Código dos Valores Mobiliários declara-se que as informações financeiras semestrais constantes do presente Relatório

não foram sujeitas a auditoria externa ou a revisão limitada)

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RELATÓRIO DA ACTIVIDADE 1º SEMESTRE DE 2012

Senhores Accionistas,

Nos termos regulamentares aplicáveis, o Conselho de Administração da SAG GEST – Soluções Automóvel Globais, SGPS, SA apresenta o Relatório de Gestão e Demonstrações Financeiras Consolidadas relativas ao período de seis meses findo em 30 de Junho de 2012.

1. COMENTÁRIOS GERAIS

 No primeiro Semestre de 2012 foi alienada a totalidade da participação que a SAG Gest detinha na CRE, SGPS, empresa que opera no sector da corretagem de seguros. Esta alienação integra o processo de reorganização corporativa do Grupo SAG iniciado em 2011, com o objectivo de concentrar recursos nas actividades com maior potencial de crescimento e de retorno.

 No que respeita à actividade tradicional do Grupo em Portugal, nas áreas da Distribuição e Retalho Automóvel, o 1º Semestre de 2012 foi pautado por uma conjuntura marcadamente adversa, com reflexo na redução do volume de negócios e de resultados, em consequência da deterioração das condições do mercado. Apesar disso, a SIVA reforçou o posicionamento competitivo das Marcas que distribui, consolidando a liderança que já detinha nos mercados de veículos ligeiros e de ligeiros de passageiros, tendo alcançado a sua mais elevada quota de sempre em ambos.

 No Brasil, apesar da melhoria da actividade da Unidas nos sectores de Gestão de Frotas (―Renting‖) e ―Rent-a-Car‖, a adopção em Maio de medidas de redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para o comércio de viaturas novas, produziu um reflexo directo nos resultados do sector de ―Renting‖ e de ―Rent-a-Car‖ onde a Unidas desenvolve as suas actividades, por força do impacto desta medida nos preços de mercado de viaturas semi-novas e usadas.

Assim, e tal como os seus concorrentes, a Unidas reconheceu uma imparidade que totalizou cerca de R$ 31,1 milhões (Eur 12,3 milhões). O impacto desta situação no resultado líquido da Unidas foi de R$ 20,5 milhões (Eur 8,1 milhões), a que correspondeu um impacto no resultado líquido consolidado da SAG Gest de cerca de Eur 4,3 milhões. Sem este efeito, a Unidas teria apresentado um resultado positivo de R$ 12,8 milhões (Eur 5,1 milhões), contribuindo positivamente para o resultado consolidado da SAG Gest com cerca de Eur 2,7 milhões.

2. ACTIVIDADES

2.1. Portugal – Comércio Automóvel

 Os mercados de veículos ligeiros de passageiros (VP) e veículos comerciais ligeiros (VCL), registaram, no 1º Semestre de 2012, reduções de 41,9% e 54,8% respectivamente, em relação ao período homólogo de 2011.

 Os mercados de VP e VCL atingiram ambos, no 1º Semestre de 2012, o nível mais baixo desde 1987, o último ano de contingentação de importações.

 O mercado de veículos de passageiros registou um total de 53.406 unidades matriculadas, menos 38.500 viaturas do que no mesmo período do ano anterior. No mercado de veículos comerciais ligeiros registaram-se 7.806 unidades matriculadas, menos 47.977 do que o volume do 1º Semestre de 2011.

 As Marcas distribuídas pela SIVA registaram um volume de 10.633 unidades (menos 4.723 unidades, ou 30,8% do volume do período homólogo de 2011, num mercado que se retraiu 43,9%).

Neste contexto, a SIVA reforçou a sua liderança do mercado dos distribuidores de veículos ligeiros em Portugal, atingindo a sua melhor quota de sempre: 17,4%.

 No mercado de veículos ligeiros de passageiros, a quota alcançada também foi a mais elevada até agora registada: 18,3%. Igualmente neste caso, o decréscimo de 31,0% no volume de vendas foi claramente inferior ao que se verificou no mercado (41,9%).

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 A Volkswagen, no segmento de veículos ligeiros de passageiros foi a Marca que mais aumentou a sua quota no mercado, em 0,7 pontos percentuais em comparação com o 1º Semestre de 2011, encontrando-se na segunda posição do ―ranking‖, com 10,2%. A Marca comercializou 5.463 automóveis de passageiros, menos 37,7% do que no 1º Semestre de 2011.

 A Marca Audi atingiu também, a maior quota de mercado de sempre em Portugal: 6,1%, correspondendo à venda de 3.277 viaturas, menos 11,9% do que no 1º Semestre de 2011. No mês de Junho registou mesmo uma subida do volume de vendas em relação ao período homólogo.

 A Marca Škoda realizou um volume de vendas de 1.040 unidades, o que representou uma quota de mercado de 1,9% no mercado de VP (1,8% no período homólogo de 2011), tendo este resultado sido afectado pela significativa contracção do segmento de Clientes particulares, segmento onde a Marca detém tradicionalmente uma posição mais forte.

 A Volkswagen Veículos Comerciais realizou um volume de vendas de 849 unidades. Este desempenho permitiu o reforço da quota em 4,1 p.p., atingindo uma quota de mercado de 10,9%

no mercado de VCL.

2.2. Brasil

 No negócio de Gestão de Frotas (―Renting‖), que é responsável por aproximadamente 60% do volume dos negócios da empresa, a Unidas detinha, em 30 de Junho de 2012, 16.529 contratos operacionais, representando um aumento de 11,0% face aos 14.895 contratos operacionais que se encontravam activos em 30 de Junho de 2011. Foram produzidos 4.837 novos contratos de

―Renting‖, representando um aumento de 19,5% em relação aos 4.048 contratos no período homólogo de 2011.

 A Rede Própria do negócio de ―Rent-a-Car‖ registrou um crescimento de 1,8% no número de diárias, passando de 764 milhares para 778 milhares. Os aumentos das taxas de ocupação e do

―ticket‖ médio de aluguer garantiram um crescimento de 17% na receita líquida (excluindo Franquias) que, em Reais Brasileiros, cresceu 11,5% de cerca de R$ 61 milhões para cerca de R$

68 milhões.

 O Governo Brasileiro voltou a decretar, em Maio de 2012, medidas temporárias (até Agosto de 2012) de suspensão do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para o comércio de viaturas novas. A exemplo do que ocorreu no final do ano de 2007, onde foram decretadas medidas semelhantes, é expectável que se verfique uma redução dos preços de venda praticados no mercado de viaturas semi-novas e usadas, situação que impacta negativamente os resultados dos operadores de ―Renting‖ e de ―Rent-a-Car‖ que desenvolvem as suas actividades no Brasil.

 Em face desta alteração exógena, tal como a generalidade dos seus concorrentes, e apesar de um reforçado conservadorismo que vem sendo aplicado nas estimativas dos preços de venda das suas viaturas, a Unidas registou, sob a forma de reforço de depreciação, uma imparidade de cerca de R$ 31,1 milhões (Eur 12,3 milhões).

 No 1º Semestre de 2012, a Unidas vendeu um total de 5.776 viaturas semi-novas e usadas, dos quais 3.394 (58,8%) directamente a Cliente Final e 2.382 (41,2%) a comerciantes de viaturas usadas. Estes valores representam uma redução de aproximadamente 11,1% em relação ao total de veículos vendidos no período homólogo de 2011, que foi de 6.499 veículos.

 Excluindo o impacto do ajustamento ao valor de mercado que acima se refere, o resultado líquido da Unidas durante o 1º Semestre de 2012 teria sido de R$ 12,8 milhões (Eur 5,1 milhões). Depois de efectuado aquele ajustamento, o resultado líquido da Participada foi negativo em R$ 7,8 milhões (Eur 3,0 milhões), que corresponde a uma contribuição negativa para o resultado líquido consolidado da SAG Gest de Eur 1,6 milhões (no mesmo período de 2011, a contribuição da Unidas para o resultado líquido consolidado da SAG Gest tinha sido negativa em Eur 10,8 milhões).

3. RESULTADOS CONSOLIDADOS NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2012

 O Volume de Negócios Consolidado registado no 1º Semestre de 2012 foi Eur 276,4 milhões.

Em Portugal, o volume de negócios totalizou Eur 208,4 milhões, registando uma redução de Eur

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105,2 milhões em relação ao valor do mesmo período do ano transacto, reflectindo o impacto da evolução do mercado automóvel em Portugal.

 A actividade da Participada Unidas, no Brasil, contribuiu com Eur 68,0 milhões para o Volume de Negócios Consolidado. A alteração do método de consolidação acima referida, não permite estabelecer a comparação com a contribuição verificada no período homólogo de 2011.

 O EBITDA Consolidado atingiu o valor de EUR 25,5 milhões. A contribuição da Participada Unidas foi de Eur 20,3 milhões, com as actividades desenvolvidas em Portugal a contribuirem com Eur 5,2 milhões.

 O EBIT Consolidado foi EUR 5,7 milhões. Em Portugal o EBIT totalizou Eur 3,2 milhões o que representa uma redução de 82,0% relativamente a 2011, decorrente essencialmente da já referida redução dos volumes da actividade.

 O Resultado Financeiro Consolidado representou no 1º Semestre de 2012 um custo de EUR 15,0 milhões.

 O Resultado Líquido Consolidado atribuível à SAG Gest foi negativo em Eur 7,7 milhões. Este resultado reflecte essencialmente o peso dos Custos Financeiros da holding (Eur 10,7 milhões) e o impacto da depreciação adicional registada na Participada Unidas no valor de Eur 4,3 milhões. Por seu lado, a contribuição para o Resultado Líquido Consolidado das actividades do Grupo em Portugal (excluindo os juros da ―holding‖) foi positiva em Eur 4,6 milhões e o resultado operacional líquido da Unidas (excluindo a já referida depreciação adicional) foi positivo em Eur 2,7 milhões.

 A Dívida Líquida Consolidada do Grupo SAG em 30 de Junho de 2012 era de Eur 409,5 milhões, registando uma redução de Eur 20,8 milhões face a 31 de Dezembro de 2011. A redução de Eur 47,4 milhões que se verificou no valor líquido das aplicações financeiras realizadas pela SAG Gest em Entidades Relacionadas permitiu, por um lado, realizar uma amortização substancial da dívida do Grupo em Portugal (que, em 30 de Junho de 2012, era de Eur 350,1 milhões) e, por outro lado, financiar o aumento das necessidades de fundo de maneio que decorreram do abrandamento da actividade do sector automóvel em Portugal.

 Os Capitais Próprios Consolidados do Grupo a 30 de Junho de 2012 ascendiam a Eur 16,5 milhões. A redução de Eur 14,0 milhões verificada em relação ao valor a 31 de Dezembro de 2011 (EUR 30,5 milhões), inclui:

o Os efeitos negativos da variação cambial do Real Brasileiro contra o Euro que ocorreu no 1º Semestre de 2012 (EUR 6,6 milhões).

o Os resultados recorrentes das operações durante o exercício (prejuízo líquido de EUR 7,7 milhões).

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4. PERSPECTIVAS PARA O SEGUNDO SEMESTRE DE 2012

Em Portugal, a evolução das condicionantes macro-económicas, em geral, e o comportamento do mercado automóvel, em particular, não perspectivam uma inversão das tendências que se verificaram desde o final do 1º Semestre de 2012, com impacto nas contribuições da SIVA e da Área do Retalho Automóvel que, embora positivas, continuarão a situar-se a níveis inferiores aos que se verificaram em 2011. No entanto, o reconhecimento e aceitação das Marcas representadas permitem antever que, tal como ocorreu durante os primeiros seis meses do ano, as reduções de volume sejam inferiores às verificadas no mercado, com os consequentes ganhos de quota de mercado.

No Brasil, e uma vez que a Unidas já assumiu, durante o 1º Semestre de 2012, o impacto das medidas de alteração da fiscalidade automóvel decretadas pelo Governo Brasileiro, a Unidas deverá retomar a sua contribuição positiva para os resultados consolidados da SAG Gest.

5. GESTÃO DE RISCOS

A Política de Gestão de Riscos da Sociedade tem como objectivos assegurar a correcta identificação dos riscos associados aos negócios desenvolvidos pelas suas Subsidiárias e Participadas, bem como adoptar e implementar as medidas necessárias para minimizar os impactos negativos que evoluções adversas dos factores subjacentes a esses riscos possam ter na estrutura financeira da SAG Gest e na respectiva sustentabilidade.

A identificação de risco das Empresas materialmente relevantes permitiu identificar que os principais riscos a que o Grupo se expõe são os seguintes:

Dependência de Fornecedores

O negócio da Participada SIVA assenta em Contratos de Distribuição celebrados com o Grupo VW AG, por tempo indeterminado, sujeitos ao Regulamento Comunitário aplicável, que têm vindo a ser integralmente cumpridos.

Riscos Financeiros

Os principais riscos financeiros identificados são riscos de liquidez, cambial, de exposição às variações das taxas de juro e o risco de crédito.

A gestão do risco de liquidez procura um acompanhamento e medição dinâmica daquele tipo de risco, por forma a assegurar o cumprimento de todas as responsabilidades financeiras de curto e médio prazo (―cash outflows‖) por parte das Empresas do Grupo SAG para com as entidades com as quais se relacionam na sua actividade.

A evolução recente dos mercados financeiros, bem como as alterações da notação de risco da República e dos principais parceiros financeiros do Grupo vieram agravar o risco de liquidez a que o Grupo se encontra exposto. No entanto, a renegociação de passivos ocorrida em Dezembro de 2010 alongou o perfil de maturidades do passivo financeiro do Grupo, garantindo a respectiva estabilidade.

A gestão do risco cambial controla o impacto que movimentos das taxas de câmbio podem ter no valor patrimonial do Grupo, e procura assegurar uma medição precisa e uma gestão dinâmica do risco cambial global. A política de gestão de risco cambial adoptada estabelece, ainda, quer os limites de exposição deste risco, quer os graus de cobertura adequados.

A evolução da cotação do Real Brasileiro em relação ao Euro tem vindo a evoluir de forma adversa, com impacto negativo nos Capitais Próprios Consolidados que, em 2012, sofreram por esta razão uma deterioração que atingiu cerca de Eur 6,6 milhões. Por decisão do Conselho de Administração, não foram contratados instrumentos financeiros de cobertura deste risco, pelo que o valor dos Capitais Próprios Consolidados se encontram expostos a subsequentes variações – representando ganhos ou perdas não realizados – decorrentes das variações das referidas cotações.

A gestão do risco de taxa de juro tem por objectivo assegurar uma medição e administração dinâmica deste risco, através da definição e estabelecimento de limites de exposição da Demonstração da Situação Patrimonial e da Demonstração do Resultado Integral do Grupo a variações das taxas de juro. Através da política de controlo adoptada procuram-se seleccionar as estratégias adequadas para cada área de negócio, com o objectivo de assegurar que este factor de risco não afecta negativamente a respectiva capacidade operacional. Por outro lado, é ainda monitorizada a

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exposição ao risco de taxa de juro, mediante a simulação de cenários adversos, mas com algum grau de probabilidade, que possam afectar negativamente os resultados do Grupo.

Para a gestão do risco de crédito é acompanhada numa base mensal a evolução da carteira de Clientes do Grupo, bem como a exposição de cada unidade de negócios. O Grupo tem em vigor, desde 2001, um Manual de Risco de Crédito, onde se encontram estabelecidas as políticas, critérios e procedimentos a adoptar na área de controlo de crédito. O Manual de Risco de Crédito, que é periodicamente actualizado, inclui os critérios a utilizar na determinação de um rating de crédito.

Risco Operacional

A gestão do risco operacional assenta na atribuição de responsabilidades funcionais e na definição formal de procedimentos de controlo interno, ao nível das áreas de negócio.

6. INFORMAÇÃO SOBRE ACÇÕES PRÓPRIAS

Em 31 de Dezembro de 2011, a Sociedade detinha directamente 16.760.815 acções próprias, com o valor nominal de Eur 1 cada, controlando ainda, indirectamente, mais 5.100 acções detidas pela sociedade participada Rolporto e 5.100 acções detidas pela sociedade participada Loures Automóveis, todas com o valor nominal de Eur 1 cada.

Durante o período de seis meses findo em 30 de Junho de 2012, a SAG Gest não adquiriu, nem alienou quaisquer acções próprias, pelo que, em 30 de Junho de 2012, a Sociedade detinha directamente 16.760.815 acções próprias, com o valor nominal de Eur 1 cada, controlando ainda, indirectamente, mais 5.100 acções detidas pela sociedade participada Rolporto e 5.100 acções detidas pela sociedade participada Loures Automóveis, todas com o valor nominal de Eur 1 cada.

A carteira de acções próprias detidas directa e indirectamente correspondia a 9,879% do total das acções representativas do capital social da Sociedade em 30 de Junho de 2012, sendo o respectivo preço unitário médio de aquisição de Eur 1,9760.

7. DECLARAÇÃO DE CONFORMIDADE DA INFORMAÇÃO FINANCEIRA

Em cumprimento das disposições legais e estatutárias o Conselho de Administração tem a firme convicção de que, tanto quanto é do seu conhecimento, a informação contida nas Demonstrações Financeiras Consolidadas referidas a 30 de Junho de 2012, e ao período de seis meses findo naquela data, foi elaborada em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem verdadeira e apropriada do activo e do passivo, da situação financeira e dos resultados da Empresa, e que o Relatório de Gestão expõe fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e da posição da Empresa e contém uma descrição dos principais riscos e incertezas com que esta se defronta.

Alfragide, 14 de Agosto de 2012 O Conselho de Administração

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PARTICIPAÇÕES QUALIFICADAS

30 DE JUNHO DE 2012

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PARTICIPAÇÕES QUALIFICADAS 30 de Junho de 2012

SGC Investimentos - SGPS, SA (*)

Titularidade directa 17.391.110 acções, representativas de 10,24% do capital social e correspondentes a 11,37% dos direitos de voto.

(*) Participada em 100% pela SGC - SGPS, SA.

SGC - SGPS, SA (**)

Titularidade directa 116.693.075 acções, representativas de 68,74% do capital social e correspondentes a 76,27% dos direitos de voto.

Titularidade indirecta 17.391.110 acções detidas pela SGC Investimentos - SGPS, SA, representativas de 10,24% do capital social e correspondentes 11,37% dos direitos de voto.

(**) Participada directa e indirectamente em 99,99% pelo Dr. João Manuel de Quevedo Pereira Coutinho

Dr. João Manuel de Quevedo Pereira Coutinho

Titularidade directa 3.915 acções, representativas de 0,0023% do capital social e correspondentes a 0,0026% dos direitos de voto.

Titularidade indirecta 116.693.075 acções detidas pela SGC - SGPS, SA, representativas de 68,74% do capital social e correspondentes a 76,27% dos direitos de voto.

17.391.110 acções detidas pela SGC Investimentos - SGPS, SA, representativas de 10,24% do capital social e correspondentes 11,37% dos direitos de voto.

Cômputo Global 134.088.100 acções, representativas de 78,98% do capital social e correspondentes a 87,64% dos direitos de voto.

Millennium bcp – Gestão de Activos, SA

FIM Millennium

Acções Portugal 2.426.043 acções, representativas de 1,43% do capital social e correspondentes a 1,59% dos direitos de voto.

FIM Millennium PPA 1.146.213 acções, representativas de 0,68% do capital social e correspondentes a 0,75% dos direitos de voto.

FIM Millennium Poupança PPR 58.500 acções, representativas de 0,03% do capital social e correspondentes a 0,04% dos direitos de voto.

Cômputo Global 3.630.756 acções, representativas de 2,14% do capital social e correspondentes a 2.37% dos direitos de voto.

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POSIÇÃO ACCIONISTA DOS MEMBROS DOS ORGÃOS DE

ADMNISTRAÇÃO E FISCALIZAÇÃO

30 DE JUNHO DE 2012

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Relativamente a transacções de acções da SAG GEST - Soluções Automóvel Globais, SGPS, SA (SAG SGPS, SA) efectuadas, durante o 1º. Semestre de 2012, pelos Dirigentes da Sociedade ou de Sociedades em relação de domínio ou por pessoas estreitamente relacionadas com os referidos Dirigentes, reporta-se que a SGC - SGPS, SA adquiriu 162.136 acções. Refira-se que a SGC -SGPS, SA tem administradores comuns à SAG SGPS, SA e o seu controlo é imputável ao Dr. João Manuel de Quevedo Pereira Coutinho, Presidente do Conselho de Administração da SAG SGPS, SA, a quem são imputáveis directa e indirectamente 134,088,100 acções da SAG SGPS, SA, representativas de 87,64% dos direitos de voto correspondentes ao seu capital social.

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS

1º SEMESTRE 2012

(Nos termos do Artigo 8º., nº. 3 do Código dos Valores Mobiliários declara-se que as informações financeiras semestrais constantes do presente Relatório

não foram sujeitas a auditoria externa ou a revisão limitada)

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NOTAS ÀS

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS

1º SEMESTRE 2012

(Nos termos do Artigo 8º., nº. 3 do Código dos Valores Mobiliários declara-se que as informações financeiras semestrais constantes do presente Relatório

não foram sujeitas a auditoria externa ou a revisão limitada)

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NOTAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS 30 DE JUNHO DE 2012

1. INFORMAÇÃO GERAL SOBRE A ACTIVIDADE DO GRUPO

As Demonstrações Financeiras Consolidadas da SAG Gest - Soluções Automóvel Globais SGPS, SA (abreviadamente SAG Gest) referidas a 30 de Junho de 2012 foram aprovadas e autorizadas para apresentação pelo Conselho de Administração em 14 de Agosto de 2012.

As Demonstrações Financeiras são consolidadas em Portugal.

O Grupo SAG, do qual a SAG Gest é a Empresa-Mãe, é constituído por Empresas que actuam em diferentes áreas de negócio, em Portugal e no Brasil, que incluem:

 o comércio de distribuição e retalho, em Portugal, de viaturas novas das marcas Volkswagen, Volkswagen – Veículos Comerciais, Audi, Skoda, Bentley e Lamborghini

 a comercialização de viaturas usadas multi-marca, em Portugal e no Brasil

 a preparação de viaturas novas e a reparação de carroçarias

 o Aluguer Operacional de Viaturas (―Renting‖) – produtos e serviços de aluguer automóvel sem condutor de médio e longo prazo

 os serviços de ―Rent-a-Car‖ - produtos e serviços de aluguer automóvel sem condutor de curto prazo

 os leilões de viaturas semi-novas e usadas

A SAG Gest, cujo objecto social é a gestão de participações sociais, tem sede social na Estrada de Alfragide nº 67, em Alfragide, Amadora, Portugal.

2. RESUMO DAS PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS 2.1 Bases de preparação

As Demonstrações Financeiras Consolidadas foram preparadas com base no custo histórico, pelo valor reavaliado para os terrenos e edifícios, e pelo justo valor para propriedades de investimento e instrumentos financeiros derivados.

As Demonstrações Financeiras Consolidadas foram preparadas de acordo com a IAS 34 – Relato Financeiro Intercalar.

As Demonstrações Financeiras Consolidadas, assim como as Demonstrações Financeiras das Empresas que integram o actual perímetro de consolidação da SAG Gest (apresentadas na Nota 3) reportam-se ao período de seis meses findo em 30 de Junho de 2012, e foram preparadas utilizando políticas contabilísticas consistentes entre elas.

Todos os valores constantes das Notas e para as quais não esteja indicada outra unidade monetária estão expressos em Euros.

2.2 Declaração de conformidade

As Demonstrações Financeiras Consolidadas foram preparadas em conformidade com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (Internacional Financial Reporting Standards - IFRS), tal como adoptadas na união Europeia, em vigor a 30 de Junho de 2012.

Nos termos do Artigo 8º., nº. 3 do Código dos Valores Mobiliários declara-se ainda que as Demonstrações Financeiras Consolidadas referidas a 30 de Junho de 2012, bem como as informações financeiras semestrais constantes das presentes Notas não foram sujeitas a auditoria externa ou a revisão limitada.

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2.3 Alterações de políticas contabilísticas

2.3.1 Novas normas e interpretações aplicáveis para o período de seis meses findo em 30 de Junho de 2012

Em resultado do endosso por parte da União Europeia (UE), ocorreram as seguintes emissões, revisões, alterações e melhorias das Normas e Interpretações com efeitos a partir de 1 de Janeiro de 2012.

a) Revisões, alterações e melhorias das Normas e Interpretações endossadas pela EU com efeitos nas políticas contabilísticas e divulgações adoptadas pela SAG Gest

IFRS 7 – Instrumentos Financeiros: Divulgação de Informações (aplicável apenas em períodos com início após 30 de Junho de 2011)

A emenda à IFRS 7 requer novas divulgações qualitativas e quantitativas relativas à transferência de activos quando:

 Uma Entidade desreconhecer activos financeiros transferidos na sua totalidade, mas mantiver um envolvimento continuado nesses activos (opções ou garantias nos activos transferidos);

 Uma Entidade não desreconheça na totalidade os activos financeiros;

2.3.2 Novas Normas e Interpretações já emitidas mas que ainda não são obrigatórias As novas Normas e Interpretações recentemente emitidas pelo IASB cuja aplicação é obrigatória apenas em períodos com início após 1 de Janeiro de 2012, e que a SAG Gest não adoptou antecipadamente são as seguintes:

a) Já endossadas pela UE:

IAS 19 (Revista) – Benefícios dos Empregados

A revisão da Norma introduziu as seguintes alterações:

 Eliminação da opção de diferir o reconhecimento dos ganhos e perdas actuariais, sendo os ganhos e perdas actuariais reconhecidos na Demonstração do Rendimento Integral quando ocorrem.

 A divulgação deverá incluir informação quantitativa relativamente a análises de sensibilidade do valor da responsabilidade por benefícios definidos, em função de possíveis alterações em cada um dos principais pressupostos actuariais.

 Os benefícios por cessação de emprego deverão ser reconhecidos no momento imediatamente anterior:

 A que compromisso na sua atribuição não possa ser retirado;

 A provisão por reestruturação seja constituída de acordo com a IAS 37 – Provisões, Passivos Contingentes e Activos Contingentes

 A distinção entre benefícios de curto e longo prazo será baseada na tempestividade da liquidação do benefício, independentemente de já ter sido conferido o direito ao benefício.

b) Ainda não endossadas pela UE:

O IASB emitiu alterações às IFRS, com melhorias introduzidas nas Normas IFRS 1, IAS 1, IAS 16, IAS 32, IAS 34 e IFRIC 20, sendo as mais relevantes as seguintes:

IFRS 1 Revista – Adopção pela primeira vez das Normas Internacionais de Relato Financeiro – Moeda Hiperflacionária (aplicável apenas em períodos com início após 30 de Junho de 2011)

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A emenda à IFRS 1 prevê que uma Entidade, à data da transição para as IFRS, possa valorizar todos os activos e passivos ao justo valor. Esse justo valor poderá ser considerado como custo considerado à data da transição, no caso de se tratarem de activos e passivos registados numa moeda severamente hiperflacionária.

IFRS 7 – Instrumentos Financeiros: Divulgação de Informações (Emenda) Compensação de activos financeiros e passivos financeiros

A alteração requer que as Entidades divulguem informação relativa aos direitos de compensação e acordos relacionados. Estas divulgações providenciam informações úteis na avaliação do efeito líquido que esses acordos possam ter na Demonstração da Posição Financeira de cada Entidade.

IFRS 9 – Instrumentos Financeiros (Introduz novos requisitos de classificação e valorização de activos financeiros)

Esta emissão insere-se num projecto faseado de revisão e substituição gradual da IAS 39 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Valorização, com o objectivo de reduzir a complexidade da sua aplicação. As principais alterações são as seguintes:

 Ao nível da classificação e valorização:

 são reduzidas as categorias de activos financeiros;

 são eliminados os requisitos de separação de derivados embutidos;

 são eliminadas as restrições de reclassificação.

 A classificação dos activos passa a seguir o modelo de negócio onde estes se enquadram, tendo também em conta as características dos instrumentos financeiros;

 As diferenças de justo valor em instrumentos de capital próprio considerados estratégicos passam a ser reconhecidas em reservas, sem passagem por resultados, mesmo em situações de imparidade ou de venda.

IFRS 10 – Demonstrações Financeiras Consolidadas

Esta emissão estabelece um novo conceito de controlo, e requer que seja feito um julgamento significativo de forma a determinar que Entidades são controladas e consequentemente incluídas nas Demonstrações Financeiras Consolidadas da empresa-mãe.

IFRS 11 – Empreendimentos Conjuntos

 Substitui a IAS 31 – Interesses em Empreendimentos Conjuntos e a SIC 13 – Entidades Conjuntamente Controladas — Contribuições Não Monetárias de Empreendedores.

 Altera o conceito de controlo conjunto, e remove a opção de contabilizar uma Entidade conjuntamente controlada através do método da consolidação proporcional, passando uma Entidade a contabilizar o seu interesse nestas Entidades através do método da equivalência patrimonial.

 Define ainda o conceito de operações conjuntas (combinando os conceitos existentes de activos controlados e operações controladas conjuntamente) e redefine o conceito de consolidação proporcional para estas operações, devendo cada Entidade registrar nas suas Demonstrações Financeiras os interesses absolutos ou relativos que possui nos activos, passivos, rendimentos e custos.

IFRS 12 – Divulgação de Participações em Outras Entidades

A Norma estabelece um nível mínimo de divulgações relativamente a Empresas Subsidiárias, Empreendimentos Conjuntos, Empresas Associadas e outras Entidades não controladas.

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IFRS 13 – Valorização ao Justo Valor

A Norma estabelece uma orientação sobre como o justo valor deve ser avaliado sempre que seja permitido ou requerido.

IAS 12 – Impostos sobre o Rendimento

A Norma clarifica que a determinação de imposto diferido relativo a Propriedades de Investimento valorizadas ao justo valor, ao abrigo da IAS 40 – Propriedades de Investimento, deverá ser calculado tendo em conta a sua recuperação através da alienação futura das Propriedades de Investimento correspondentes.

IAS 27 (revista em 2011) – Demonstrações Financeiras Consolidadas e Separadas Com a introdução da IFRS 10 – Demonstrações Financeiras Consolidadas e da IFRS 12 – Divulgação de Participações em Outras Entidades, a IAS 27 limita-se a estabelecer o tratamento contabilístico relativamente a Subsidiárias, Empreendimentos Conjuntos e Associadas nas Demonstrações Financeiras Separadas.

IAS 28 – Investimentos em Associadas

A Norma passa a determinar a aplicação do método de equivalência patrimonial também às Entidades conjuntamente controladas, à semelhança do que já acontecia com as Entidades Associadas.

IAS 32 – Instrumentos Financeiros: Apresentação (Compensação de Activos e Passivos Financeiros)

A emenda clarifica o significado de ―direito legal correntemente executável de compensar‖ e a aplicação da IAS 32 aos critérios de compensação de sistemas de compensação (tais como sistemas centralizados de liquidação e compensação) que aplicam mecanismos de liquidação brutos que não são simultâneos.

A SAG Gest não adoptou antecipadamente qualquer outra Norma, Interpretação ou alteração que tenha sido emitida, mas que ainda não esteja efectiva. Com excepção da IFRS 11, que à data de reporte não se encontra endossada pela UE, e que implicará a alteração do método de consolidação da Participada Unidas, do Método Proporcional para o Método de Equivalência Patrimonial, quando esta Norma passar a vigorar, a SAG Gest não antecipa que as restantes alterações à Normas venham provocar impactos relevantes nas suas Demonstrações Financeiras Consolidadas.

2.4 Bases de Consolidação

a) As Demonstrações Financeiras Consolidadas incluem as Demonstrações Financeiras da SAG Gest e das Subsidiárias em cujo Capital Social esta participa directamente e de modo maioritário, ou exercendo o controlo da sua gestão, bem como as contas das Participadas que são controladas conjuntamente.

b) São consideradas como Empresas do Grupo as Empresas controladas pela SAG Gest.

Existe controlo quando a SAG Gest tem o poder, directo ou indirecto, de dirigir as políticas financeiras e operacionais de uma Empresa. Na determinação da existência, ou não, de controlo são levados em consideração os potenciais direitos de voto que sejam exercíveis. Presume-se que existe controlo quando a percentagem de participação é superior a 50%.

As Demonstrações Financeiras destas Empresas foram consolidadas pelo método de consolidação integral.

c) Como referido na Nota 3.2, de acordo com o estabelecido na IAS 31 – Interesses em Empreendimentos Conjuntos, e com efeitos a partir de 13 de Julho de 2011, o Grupo passou a partilhar com terceiros o controlo da gestão da Participada Unidas que, em consequência, passou a ser consolidada através da aplicação do método de consolidação proporcional, tendo neste processo sido adoptados os procedimentos descritos na alínea h) desta Nota.

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d) As Participadas onde a SAG Gest tem influência significativa, nomeadamente as Participadas Autolombos e Manheim, foram consolidadas pelo método da equivalência patrimonial.

e) As Empresas Subsidiárias são consolidadas pelo método integral, desde a data em que a SAG Gest obtém o controlo e até à data em que o controlo é perdido. As Demonstrações Financeiras destas Subsidiárias são preparadas com referência ao mesmo período que as Demonstrações Financeiras da Empresa-Mãe e utilizam princípios contabilísticos consistentes entre elas.

f) A alteração na percentagem de interesse nessas Subsidiárias, sem que ocorra perda de controlo, é contabilizada como uma transacção de capital, nos termos da IAS 27 – Demonstrações Financeiras Consolidadas e Separadas.

g) As perdas são atribuídas aos Interesses que Não Controlam (anteriormente Interesses Minoritários) mesmo que tal resulte em que o valor dos Interesses que Não Controlam seja negativo.

h) Quando, em consequência da realização de uma transacção, a SAG Gest perde o controlo numa Subsidiária, são adoptados os seguintes procedimentos:

 São desreconhecidos todos os activos (incluindo o ―Goodwill‖) e os passivos relativos a essa Subsidiária;

 É desreconhecido o valor de quaisquer Interesses que Não Controlam;

 É desreconhecido qualquer Ajustamento de Conversão de Moeda relativo a essa Subsidiária que se encontre incluído no Capital Próprio;

 É reconhecido o justo valor da consideração recebida;

 É reconhecido o justo valor do interesse retido;

 Qualquer diferença remanescente é reconhecida nos resultados do ano em que ocorra a transacção;

 São reclassificadas, para resultados do ano, quaisquer outras rubricas relacionadas com a Subsidiária que tenham afectado o Resultado Integral.

Estes procedimentos foram adoptados na íntegra no âmbito do processo de alteração do método de consolidação da Participada Unidas, que foi determinado nos termos da IAS 31 – Interesses em Empreendimentos Conjuntos, em consequência das circunstâncias descritas na Nota 3.2.

i) Foram eliminados, no processo de consolidação, os saldos e as transacções (com os correspondentes proveitos e custos) realizados entre as Empresas incluídas no perímetro de consolidação.

j) As diferenças entre o valor contabilístico dos Investimentos Financeiros e os valores de aquisição das Empresas objecto de consolidação através da aplicação do método integral são reportados como segue:

 Nos casos em que o valor de aquisição seja superior ao valor dos capitais próprios adquiridos, em ―Goodwill‖, dentro da rubrica ―Activos Intangíveis‖;

 Quando o valor de aquisição for inferior ao valor dos capitais próprios adquiridos, as diferenças apuradas afectam os Resultados Líquidos do exercício em que ocorra a aquisição.

As diferenças apuradas na data da primeira consolidação, efectuada em 1998, independentemente da sua natureza (positiva ou negativa), foram contabilizadas directamente no Capital Próprio Consolidado, na rubrica ―Ajustamentos da Primeira Consolidação‖, sendo o seu detalhe o seguinte:

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k) O valor correspondente à participação de terceiros é apresentado na Demonstração da Situação Patrimonial Consolidada e na Demonstração do Resultado Integral Consolidado na rubrica ―Interesses que Não Controlam‖.

Os Interesses que Não Controlam representam os interesses de terceiros não relacionados com a SAG Gest nas Subsidiárias Rolporto, Rolvia e Loures Automóveis.

l) A SAG Gest aplicou a IFRS 3 – Concentrações de Actividades Empresariais, com efeitos a partir de 1 de Janeiro de 2004, pelo que a partir desta data deixou de ser considerada a amortização do ―Goodwill‖. O valor do ―Goodwill‖ passou a estar sujeito, numa base anual, e sempre que necessário, a testes de imparidade.

A Administração considera que o valor do ―Goodwill‖ evidenciado na Demonstração da Situação Patrimonial Consolidada se aproxima do respectivo valor recuperável, conforme relatado na Nota 19.

m) A partir de 1 de Janeiro de 2009, a SAG Gest aplicou a IFRS 3 revista. As aquisições de negócios são contabilizadas pelo método da compra, sendo o custo avaliado pelo agregado do justo valor na data da aquisição, da consideração paga e do valor de quaisquer Interesses que Não Controlam na adquirida.

n) Os Interesses que Não Controlam são valorizados ao justo valor ou pela proporção adquirida dos activos líquidos identificáveis. As despesas relacionadas com a aquisição são reconhecidas como gastos.

o) Se as aquisições de negócios são concretizadas por fases, o justo valor na data de cada compra dos interesses anteriormente adquiridos é reavaliado para o justo valor à data de cada compra subsequente, sendo os ganhos ou perdas reconhecidos no resultado do ano.

Qualquer consideração contingente é avaliada pelo seu justo valor na data da compra.

Qualquer alteração subsequente deste justo valor que seja considerada como um activo ou como um passivo será reconhecida de acordo com a IAS 39 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Valorização, na Demonstração do Resultado Integral Consolidado. Se essa contingência é considerada como Capital Próprio, não deve ser reavaliada até que seja estabelecida como componente de Capital Próprio.

As transacções, os saldos e os dividendos distribuídos entre Empresas do Grupo e Empresas controladas conjuntamente são eliminados, na proporção do controlo atribuível à SAG Gest.

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2.5 Principais políticas contabilísticas Activos Fixos Tangíveis

Os Activos Fixos Tangíveis, com excepção dos Imóveis, encontram-se registados pelo respectivo custo de aquisição. Os Imóveis estão registados pelo seu custo revalorizado.

As depreciações são calculadas sobre o valor de custo ou de reavaliação, pelo método das quotas constantes, excepto nos casos referidos abaixo, de forma a depreciar totalmente os bens no fim da sua vida útil estimada, como segue:

%

Edifícios e Outras Construções 2,00 a 16,66

Equipamento Básico 10,00 a 31,25

Equipamento de Transporte 14,28 a 25,00

Ferramentas e Utensílios 10,00 a 25,00

Equipamento Administrativo 10,00 a 33,33

Outras Imobilizações Corpóreas 10,00 a 33,33

Na Participada Unidas, as depreciações das viaturas afectas à actividade de ―Renting‖, que se encontram registadas em Equipamento Básico, são calculadas por forma a reflectir, pelo método das quotas constantes, a perda de valor da viatura que se estima que venha a ocorrer, entre a respectiva data de compra e a sua data de venda prevista, sendo a depreciação efectuada até ao valor residual definido, em cada momento, para cada viatura.

Na Subsidiária Globalrent e na Participada Unidas, as depreciações das viaturas afectas à actividade de ―Rent-a-Car‖ (aluguer de viaturas sem condutor de curta duração), que se encontram registadas como Equipamento Básico, são calculadas de forma a reflectir a perda de valor da viatura que se estima venha a ocorrer, durante o respectivo período de utilização estimado, pelo método das quotas constantes.

As despesas decorrentes da reparação e manutenção dos equipamentos são registadas como custo no exercício em que ocorrem.

Propriedades de Investimento

As Propriedades de Investimento, referidas na Nota 22, respeitam a imóveis e terrenos detidos para auferir rendimento e/ou valorização do capital, ou ambos, e não para utilização no decurso da actividade corrente dos negócios (exploração, serviços prestados ou vendas).

As Propriedades de Investimento são registadas ao justo valor, sendo reavaliadas de 2 em 2 anos. As diferenças apuradas nas avaliações são registadas na Demonstração Consolidada do Resultado Integral do exercício em que ocorrem.

Os custos incorridos (manutenção, reparações, seguros e impostos sobre propriedades), e os rendimentos e rendas obtidos com Propriedades de Investimento, são reconhecidos na Demonstração Consolidada do Resultado Integral do exercício a que se referem.

Activos Intangíveis a) “Goodwill”

As diferenças de consolidação positivas (―Goodwill‖) representam o excesso do custo de aquisição sobre o justo valor dos activos e passivos identificáveis à data da aquisição, da alteração de controlo que obrigue a alteração do método de consolidação, ou da primeira consolidação. O ―Goodwill‖ é alocado às unidades geradoras de caixa para realização dos testes de imparidade. Cada uma dessas unidades geradoras de fluxos de caixa representa um segmento de negócio. O ―Goodwill‖ não é amortizado, sendo abatidas ao seu valor as respectivas perdas por imparidade, determinadas anualmente à data de reporte, ou sempre que ocorram indícios de uma eventual perda de valor. Qualquer perda

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de valor (imparidade) é registada no resultado do período e não pode ser revertida subsequentemente.

Os ganhos ou perdas decorrentes da venda de uma Entidade/unidade geradora de caixa são calculados com inclusão do respectivo ―Goodwill‖.

Nos termos do Apêndice B do IFRS 1 – Adopção pela Primeira vez das Normas Internacionais de Relato Financeiro, a SAG Gest optou por não proceder à aplicação retroactiva dos cálculos para determinação do valor do ―Goodwill‖ nos termos do IFRS 3 – Concentração de Actividades Empresariais, nem à aplicação retroactiva do IAS 21 – Efeitos de Alterações em Taxas de Câmbio em relação às aquisições efectuadas em períodos anteriores a 1 de Janeiro de 2004.

b) Trespasses de Lojas

Os Trespasses, com vida útil indefinida, não são amortizados. O valor dos Trespasses foi alocado às unidades geradoras de fluxos de caixa para realização dos testes de imparidade.

c) Outros Activos Intangíveis

Os Outros Activos Intangíveis encontram-se valorizados pelo respectivo custo de aquisição. As depreciações são calculadas pelo método das quotas constantes, utilizando taxas que permitam a completa amortização destes activos até ao termo da sua vida útil.

Investimentos em Associadas

Os investimentos do Grupo nas Empresas Associadas encontram-se registados através da aplicação do método da equivalência patrimonial. De acordo com este método, os investimentos são reconhecidos pelo respectivo custo de aquisição, ajustado pela percentagem detida pela SAG Gest em eventuais alterações subsequentes que ocorram nos capitais próprios daquelas Empresas. O correspondente ―Goodwill‖ não é amortizado, nem sujeito a testes individuais de imparidade. Contudo, caso sejam detectados indícios de imparidade, tais Investimentos Financeiros são sujeitos a testes de imparidade.

Os resultados do exercício reflectem a apropriação pela SAG Gest da sua proporção nos resultados das operações das Empresas Associadas.

Os dividendos recebidos no ano são deduzidos ao valor dos Investimentos Financeiros.

Quando a SAG Gest perde influência significativa, o Investimento Financeiro retido é reconhecido ao justo valor (com impacto nos resultados do ano).

Activos Financeiros (para além de Investimentos Financeiros)

Os Activos Financeiros classificam-se como segue, dependendo da intenção do Conselho de Administração na sua aquisição:

a) Empréstimos e Contas a Receber b) Investimentos Detidos até à Maturidade

c) Investimentos Detidos para Negociação valorizados ao justo valor através de resultados d) Activos Financeiros Disponíveis para Venda

a) Empréstimos e Contas a Receber

Incluem-se os Activos Financeiros não derivados, com recebimentos fixos ou determináveis. Os saldos de Clientes e de Devedores são contabilizados pelo seu valor nominal, deduzido de qualquer perda por imparidade, por forma a que os valores incluídos nas Demonstrações Financeiras reflictam o seu valor realizável líquido.

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b) Investimentos Detidos até à Maturidade

Os Investimentos Detidos até à Maturidade são classificados como Investimentos Não Correntes, excepto se o seu vencimento ocorrer em data anterior a 12 meses contados a partir da data de reporte, sendo registados nesta rubrica os Investimentos com maturidade definida, que a SAG Gest tem a intenção e a capacidade de manter até essa data. Os Investimentos Detidos até à Maturidade são registados ao custo amortizado, deduzido de eventuais perdas por imparidade.

c) Investimentos Detidos para Negociação valorizados pelo justo valor através de resultados

Incluem-se nesta categoria os Activos Financeiros não derivados detidos para negociação, e os derivados que não qualifiquem para efeitos de contabilidade de cobertura (―hedge accounting‖), sendo apresentados como Activos Correntes.

Um Activo Financeiro está classificado como detido para negociação se for:

 Adquirido ou incorrido principalmente com a finalidade de venda ou de recompra num prazo muito curto;

 Parte de uma carteira de instrumentos financeiros identificados, que são geridos em conjunto e para os quais existe evidência de um modelo real recente de tomada de lucros a curto prazo;

 Um derivado (excepto no caso de um derivado que seja um instrumento de cobertura designado e eficaz).

Os ganhos ou perdas provenientes de uma alteração no justo valor dos Investimentos Detidos para Negociação valorizados pelo justo valor através de resultados são registados na Demonstração do Resultado Integral Consolidado do período.

d) Activos Financeiros Disponíveis para Venda

Os Investimentos Disponíveis para Venda são Activos Financeiros não derivados que:

 A SAG Gest tem intenção de manter por tempo indeterminado, ou

 São assim designados no momento da aquisição, ou

 Não se enquadram nas restantes categorias de classificação dos Activos Financeiros.

Estes Activos são apresentados como Activos Não Correntes, excepto se houver a intenção de os alienar nos 12 meses seguintes à data de reporte.

Após o reconhecimento inicial, os Investimentos Disponíveis para Venda são reavaliados pelo seu justo valor, por referência ao respectivo valor de mercado à data de reporte, sem qualquer dedução relativa a custos de transacção que possam vir a ocorrer até à sua venda. A amortização dos activos nestas condições cessa a partir do momento em que são classificados como detidos para venda.

Os Investimentos que não sejam cotados e cujo justo valor não possa ser estimado com fiabilidade são mantidos ao custo de aquisição, deduzido de eventuais perdas por imparidade.

Os ganhos ou perdas provenientes de uma alteração do justo valor dos Investimentos Disponíveis para Venda são registados no Capital Próprio, na rubrica de Reservas, até que:

 O Investimento seja vendido, recebido, ou de qualquer forma alienado, ou

 O justo valor do Investimento se situe abaixo do seu custo de aquisição e que tal corresponda a uma perda por imparidade.

No momento em que se verificar alguma destas situações, o ganho ou perda acumulada é registado na Demonstração do Resultado Integral Consolidado.

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Inventários

Os Inventários encontram-se valorizados ao custo de aquisição ou ao valor realizável líquido, dos dois o mais baixo. O valor realizável líquido corresponde ao preço de venda normal deduzido dos custos de comercialização.

O custo é determinado da seguinte forma:

 Viaturas Novas - custo de aquisição e outras despesas adicionais de compra;

 Viaturas Usadas:

 Quando as viaturas reconhecidas em Inventários são resultantes de retomas, estão valorizadas ao custo de aquisição encontrado na avaliação pela retoma;

 As viaturas reconhecidas em Inventários que se encontravam afectas a contratos de

―Renting‖ cujo prazo contratual expirou, e que se encontram disponíveis para venda, estão registadas pelo respectivo valor contabilístico referido à data do termo do contrato de ―Renting‖ correspondente. Este valor, que corresponde ao ―valor residual‖ referido na Nota 2.5 – Principais políticas contabilisticas – Activos Fixos Tangíveis representa a melhor estimativa do valor de mercado das viaturas, referido à data de finalização do respectivo contrato, determinada no momento da entrada em vigor do respectivo contrato de ―Renting‖ e encontra-se deduzido de eventuais perdas por imparidade;

 Viaturas ―Buy-Back‖ - O custo registado corresponde ao valor de aquisição acordado para o momento da retoma, deduzido de eventuais perdas por imparidade;

 Peças e restantes mercadorias - custo médio de aquisição e outras despesas incorridas até à respectiva entrada em armazém.

Para efeitos do cálculo do Ajustamento dos Inventários de Peças calcula-se a rotação dos stocks, por tipo de material, tendo por base os movimentos registados nos últimos 24 meses. Este critério é aplicado de forma consistente.

Imposto Sobre o Rendimento

As Empresas incluídas na consolidação que cumprem os requisitos do art.º 69º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (CIRC) optaram, em Portugal, pelo Regime Especial de Tributação de Grupos de Sociedades (RETGS) para o exercício de 2012.

O Imposto sobre o Rendimento é o resultado do somatório dos impostos referentes a cada uma das Empresas englobadas na consolidação.

De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais Portuguesas estão sujeitas a revisão e correcção por parte das Autoridades Fiscais durante um período de quatro anos (cinco a dez anos para a Segurança Social, conforme aplicação do regime de transição). No Brasil este prazo é de 5 anos. Deste modo, as declarações fiscais das Empresas incluídas na consolidação referentes aos anos de 2008 a 2011 (2007 a 2011 no caso da Participada Unidas) poderão vir ainda a ser sujeitas a revisão, embora o Grupo considere que eventuais correcções resultantes de revisões das Autoridades Fiscais àquelas declarações de imposto não terão efeito significativo nas Demonstrações Financeiras Consolidadas à data de 30 de Junho de 2012.

A SAG Gest adopta como procedimento o reconhecimento de impostos diferidos, de acordo com o estabelecido na IAS 12 – Imposto sobre o Rendimento, como forma de especializar adequadamente os efeitos fiscais das suas operações, e de excluir as distorções relacionadas com os critérios de natureza fiscal que contrariam os efeitos económicos de determinadas transacções.

São reconhecidos Impostos Diferidos Activos sempre que existe razoável segurança de que serão gerados lucros futuros contra os quais os activos poderão ser utilizados. Os Impostos

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Diferidos Activos são revistos anualmente e reduzidos sempre que deixe de ser provável que possam ser utilizados.

O valor dos Impostos Diferidos é determinado através da aplicação das taxas fiscais (e leis) decretadas, ou substancialmente decretadas, na data de reporte e que se espera que sejam aplicáveis no período de realização do Imposto Diferido Activo ou de liquidação do Imposto Diferido Passivo. De acordo com a legislação em vigor em Portugal, foi considerada a taxa de IRC de 25% e, nas situações não ligadas a prejuízos fiscais, uma derrama de 1,5% sobre o valor das diferenças temporárias que originaram Impostos Diferidos Activos ou Passivos.

O movimento ocorrido durante o exercício, a reconciliação entre o Imposto do exercício e o Imposto Corrente e a decomposição dos saldos de Impostos Diferidos estão apresentados na Nota 16.

Caixa e seus Equivalentes

Para efeitos da Demonstração dos Fluxos de Caixa Consolidados os valores das rubricas de Caixa e Depósitos à Ordem que figuram na Demonstração da Situação Patrimonial Consolidada compreendem valores com uma maturidade de 3 meses ou menos, considerados pelo valor líquido de descobertos bancários que estão incluídos na Demonstração da Situação Patrimonial Consolidada na rubrica de Empréstimos Correntes.

Passivos Financeiros

Os Passivos Financeiros são classificados de acordo com a substância contratual, independentemente da forma legal que assumem, e classificam-se como segue:

a) Passivos Financeiros valorizados pelo justo valor através de resultados b) Empréstimos Bancários

c) Contas a Pagar

a) Passivos Financeiros valorizados pelo justo valor através de resultados

Incluem-se nesta categoria os Passivos Financeiros detidos para negociação, e os derivados que não qualifiquem para efeitos de contabilidade de cobertura (―hedge accounting‖), e que sejam classificados desta forma no seu reconhecimento inicial.

Os ganhos ou perdas provenientes de uma alteração do justo valor dos Passivos Financeiros avaliados pelo justo valor através de resultados são registados na Demonstração do Resultado Integral Consolidado do período.

b) Empréstimos Bancários

Os Empréstimos são valorizados ao custo amortizado, sendo o valor recebido líquido de comissões com a emissão desses Empréstimos. Os encargos financeiros são calculados de acordo com a taxa de juro efectiva e contabilizados na Demonstração do Resultado Integral Consolidado de acordo com o princípio de especialização dos exercícios.

c) Contas a Pagar

Os saldos de Fornecedores e outros Credores são inicialmente registados pelo seu valor nominal, que se entende corresponder ao seu justo valor e, subsequentemente, sempre que aplicável, são registados ao custo amortizado, de acordo com o método da taxa de juro efectiva.

Activos e Passivos Contingentes

Os Activos Contingentes não são reconhecidos nas Demonstrações Financeiras Consolidadas, e apenas são divulgados quando é provável a existência de um benefício económico futuro.

Os Passivos Contingentes não são reconhecidos nas Demonstrações Financeiras Consolidadas, sendo divulgados nestas Notas, a menos que a possibilidade de uma saída de fundos seja remota, caso em que não são objecto de divulgação.

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São constituídas Provisões quando a Empresa tem uma obrigação presente (legal ou construtiva) decorrente de acções passadas, que implique uma provável saída de recursos económicos para fazer face a essa obrigação, e esta possa ser medida com fiabilidade.

Instrumentos de Capital Próprio

Os Instrumentos de Capital Próprio são classificados de acordo com a substância contratual, independentemente da forma legal que assumem. Os Instrumentos de Capital Próprio emitidos pelas Empresas do Grupo são registados pelo valor recebido, líquido dos custos suportados com a sua emissão.

Reconhecimento dos Proveitos

Os Proveitos são reconhecidos como tal, na medida em que é provável que fluam benefícios económicos para a Empresa, e que esses Proveitos possam ser avaliados com fiabilidade.

Para que o Proveito seja reconhecido é necessário também que sejam observados na íntegra os seguintes critérios:

a) Vendas de mercadorias

O Proveito é reconhecido quando os riscos e benefícios significativos resultantes da propriedade do bem tenham passado para o Comprador, e quando o Proveito possa ser medido com fiabilidade.

No caso das viaturas, o reconhecimento do Proveito coincide habitualmente com a transmissão da propriedade da viatura, que ocorre, na maior parte dos casos, em simultâneo com a emissão da respectiva factura de venda.

Nas transacções onde, em simultâneo com a emissão da factura de venda, sejam assumidos, pela Empresa Vendedora, ou por uma outra Empresa incluída no perímetro de consolidação, compromissos de recompra dos mesmos veículos (transacções em regime de ―Buy-back‖), são aplicados os princípios constantes do IAS 18 - Rédito. Desta forma, não são reconhecidos, nem os Proveitos correspondentes aos valores de facturação, nem quaisquer outros Custos ou Proveitos associados a este tipo de transacções, que são especializados linearmente, durante o período em que se mantêm estes compromissos, o que, geralmente, corresponde ao período de tempo que decorre entre a data de emissão da factura de venda e a data em que o veículo volta a ser adquirido.

b) Prestação de Serviços

Os Proveitos relativos a Prestação de Serviços são reconhecidos no período em que efectivamente são prestados, independentemente de ter sido, ou não, emitida a respectiva factura.

c) Juros

Os Proveitos relativos a Juros são periodificados, de forma a serem reconhecidos no período a que respeitem, independentemente de ter sido, ou não, emitido o respectivo documento de suporte.

d) Dividendos

Estes Proveitos são reconhecidos quando, em substância, se constitui, na Empresa declarante, a obrigação de proceder à declaração de Dividendos.

“Leasing”

Os Activos Imobilizados adquiridos ao abrigo de contratos de locação financeira, ou de outros instrumentos contratuais que, na sua substância, configurem alugueres de natureza financeira, são contabilizados como alugueres financeiros (―financial leases‖), de acordo com a IAS 17 - Locações.

Nestes termos, é reconhecido, por um lado, o valor dos activos fixos tangíveis, deduzido das respectivas depreciações acumuladas e, por outro, o valor das dívidas pendentes de liquidação é reconhecido pelo custo amortizado de acordo com o método da taxa de juro

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efectiva. Os juros incluídos nas rendas e as depreciações são reconhecidos como custos no exercício a que respeitam.

Imparidade de Activos

A SAG Gest avalia, em cada data de reporte, se existem indícios de imparidade dos seus Activos. Sempre que estes se verificam, ou quando as IFRS requerem a realização de testes de imparidade, a SAG Gest estima o valor recuperável do Activo em questão, que corresponde ao mais alto do correspondente valor realizável, deduzido de eventuais custos de venda, ou ao seu valor de uso. Caso se verifique uma situação de imparidade, o valor do Activo é reduzido por forma a reflectir o seu valor recuperável.

Transacções em moeda estrangeira

A moeda funcional e de apresentação das Demonstrações Financeiras Consolidadas da SAG Gest, assim como das suas Subsidiárias, Participadas e Associadas, é o Euro, com excepção da Participada Unidas, cuja moeda funcional é o Real Brasileiro.

As Demonstrações Financeiras da Participada Unidas são transpostas para Euros, de acordo com os seguintes procedimentos:

 A Demonstração da Situação Patrimonial é convertida em Euros utilizando-se a taxa de câmbio em vigor na data do final do período de reporte;

 A Demonstração de Resultados convertida em Euros resulta da adição de todas as Demonstrações de Resultados mensais, depois de cada uma delas ser convertida em Euros utilizando a taxa de câmbio em vigor na data do final de cada mês.

As operações denominadas em moeda estrangeira (fora da zona Euro) são registadas ao câmbio da data da operação. Os valores a receber e a pagar em moeda estrangeira estão expressos em Euros às taxas de câmbio em vigor na data de reporte.

Todas as diferenças de câmbio que são apuradas em consequência da aplicação destes procedimentos são reconhecidas como Custos ou Proveitos do exercício, com excepção das Diferenças de Transposição das Demonstrações Financeiras da Participada Unidas, que são registadas no Capital Próprio Consolidado.

As diferenças cambiais apuradas nos saldos entre Empresas do Grupo são reconhecidas como rendimentos ou gastos do período nas Demonstrações Financeiras Consolidadas, a menos que esses saldos sejam considerados como parte do investimento líquido numa Subsidiária estrangeira, casos em que são registados no Capital Próprio.

Instrumentos Financeiros (e Instrumentos Financeiros Derivados)

Algumas Empresas do Grupo utilizam regularmente, no âmbito do normal desenvolvimento das suas operações, Instrumentos Financeiros, ou Instrumentos Financeiros Derivados, com o único e explícito objectivo de minimizar os impactos associados à sua exposição aos riscos relacionados com flutuações de taxas de juro e de taxas de câmbio, e não para efeitos de negociação ou de especulação.

Os Instrumentos de Cobertura mais utilizados são registados como segue:

Cobertura do risco de flutuação de taxas de juros

Operações de “swap” de taxas de juro e “Forward Rate Agreements”: o justo valor dos Instrumentos Financeiros Derivados é determinado através do método dos ―Discounted Cash Flows‖ (DCF)e é registado no Capital Próprio e, posteriormente, reconhecido nos resultados do exercício, à medida que ocorrem os ―cash flows‖ associados às operações objecto de cobertura. Os juros pagos e/ou recebidos são reconhecidos mensalmente durante o prazo da operação.

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Cobertura do risco de flutuação de taxas de câmbio

Opções cambiais ou “forwards” cambiais relativos ao investimento em Subsidiárias ou Participadas localizadas no estrangeiro: o justo valor dos Instrumentos Financeiros Derivados é determinado através do método dos ―Discounted Cash Flows‖ (DCF) e é reconhecido no Capital Próprio, onde igualmente são registados os ajustamentos de conversão de moeda que decorrem da conversão para Euros das Demonstrações Financeiras dessas Subsidiárias ou Participadas;

“Forwards” cambiais para cobertura dos riscos de flutuação das taxas de câmbio associados a financiamentos denominados em moeda estrangeira: o justo valor dos Instrumentos Financeiros Derivados é determinado através do método dos ―Discounted Cash Flows‖ (DCF) e é registado no Capital Próprio, e reconhecido nos resultados do exercício numa base mensal, em simultâneo com o reconhecimento mensal do resultado das variações cambiais associadas ao Passivo correspondente.

Estes procedimentos foram adoptados pela SAG Gest de acordo com a correspondente política escrita, que foi aprovada pelo Conselho de Administração, e que entrou em vigor com efeitos a partir de 1 de Janeiro de 2004.

O desreconhecimento dos Instrumentos Financeiros ocorre quando a SAG Gest deixa de controlar os direitos contratuais que os regem, o que acontece quando os Instrumentos Financeiros são vendidos, ou quando todos os “cash-flows” atribuíveis a esses Instrumentos são transmitidos para uma terceira parte.

Determinação do Valor de Mercado (―Fair Value‖) dos Instrumentos Financeiros (e Instrumentos Financeiros Derivados)

São integralmente adoptados os princípios e procedimentos definidos nos IAS 32 - Instrumentos Financeiros: Apresentação e IAS 39 - Instrumentos Financeiros:

Reconhecimento e Valorização.

Eventos Subsequentes

Os eventos após a data de reporte que proporcionem informação adicional sobre as condições que existiam à data de reporte são reflectidos nas Demonstrações Financeiras Consolidadas.

Os eventos ocorridos após a data de reporte que proporcionem informação sobre as condições que se verifiquem após a data de reporte são divulgados nas Notas às Demonstrações Financeiras Consolidadas, se materiais.

2.6. Julgamentos da Gestão

Na preparação das Demonstrações Financeiras Consolidadas de acordo com as IFRS, o Conselho de Administração utiliza estimativas e pressupostos que afectam a aplicação de políticas e montantes reportados. As estimativas e julgamentos são continuamente avaliados e baseiam-se na experiência de eventos passados e em outros factores, incluindo expectativas relativas a eventos futuros considerados prováveis face às circunstâncias em que as estimativas são baseadas, ou resultado de uma informação ou experiência adquiridas. As estimativas contabilísticas mais significativas reflectidas nas Demonstrações Financeiras Consolidadas são como segue:

a) Análise de imparidade do “Goodwill”

O valor do “Goodwill” é testado anualmente, e sempre que se verifiquem circunstâncias que indiciem que o valor contabilístico possa estar em situação de imparidade. Os valores recuperáveis das unidades geradoras de caixa foram determinados com base na metodologia do valor em uso. A utilização deste método requer a estimativa dos fluxos de caixa futuros provenientes das operações de cada unidade geradora de caixa e a escolha de uma taxa de desconto apropriada.

Referências

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