Cooperativa de Educação e Reabilitação de Crianças Inadaptadas de Fafe, CRL.
PLANO DE ESTRATÉGICO
2016 - 2019
Versão do Documento: 01
Elaborado: Direção em: OUT 2015
Aprovado: Direção (Ata nº 190) em: 23 11 2015
Assembleia Geral (Ata nº 82) em: 30 11 2015
Comunicado: Assembleia Geral (Ata nº 82) em: 30 11 2015
Disseminado: Intranet / Email / Serviços Administrativos em: DEZ 2015 em:
Entrada em vigor a partir de: 04 01 2016 Revisão em: OUT 2019
Rua 9 de Dezembro, n.º 99 – Monte S. Jorge – 4820-161 FAFE Tel.: 253 490 830 – Fax.: 253 490 839 - E-mail.: [email protected]
SÍNTESE DE APRESENTAÇÃO
1. NOTA DE APRESENTAÇÃO ... 3
2. VISÃO, MISSÃO, VALORES DA CERCIFAF ... 4
3. ESTRATÉGIA ORGANIZACIONAL ... 5
4. ANÁLISES DOS CONTEXTOS ... 7
5. OPÇÕES ESTRATÉGICAS 2016-2019 ... 9
6. MONITORIZAÇÃO E AVALIAÇÃO ... 13
1. NOTA DE APRESENTAÇÃO
Ter um Plano, é dizer como Arquimedes:
“Dai-me um ponto de apoio e levantarei o mundo”.
O Plano Estratégico definido e apresentado para os próximos 4 anos, contém uma visão prospetiva e de futuro, onde se sublinha:
uma trajetória de modernização da organização, dos meios e da imagem institucional;
a consolidação dos serviços, sustentados em necessidades e meios disponíveis;
o aumento da eficiência e da qualidade apoiada no reforço da cooperação e empenho das equipas;
uma tendência de aumento da inovação, que constitui um traço de continuidade em relação aos desafios anteriormente assumidos;
o reforço das condições de sustentabilidade futuras, com base na criação de valor e na rentabilização mais eficiente de todos os recursos e meios disponíveis.
O Plano situa-se num contexto de desenvolvimento mais favorável que os anos anteriores, que beneficia de maiores oportunidades, mas que exige competência e tomadas de decisão acertadas para gerir e valorizar as oportunidades que se abrem. Para a concretização dos objetivos do Plano, teremos de contar com todas as nossas Forças para reduzir as Ameaças e os pontos fracos que sempre existem.
Bom trabalho a todos.
A Direção
2. VISÃO, MISSÃO, VALORES DA CERCIFAF
VISÃO
Ser uma Organização de Excelência em Portugal na promoção dos Direitos e da Qualidade de Vida das Pessoas com Deficiência e Incapacidade, em estreita ligação com a Comunidade.
MISSÃO
Prestar serviços às Pessoas com Deficiência e Incapacidade e suas famílias, de elevada qualidade e valor, mobilizando uma rede integrada de recursos para a satisfação das suas necessidades e expectativas.
VALORES
Profissionalismo Ancoragem no rigor, competência, e empenho nos objetivos da Organização.
Comprometimento Assente numa clara demonstração de disponibilidade e envolvimento nos objetivos e resultados da Organização.
Cooperação
Promoção da solidariedade e da responsabilidade social, numa cultura de parceria, partilha e entreajuda, entre todos os agentes da Comunidade.
Integridade Atitude de transparência, coerência e carácter permanente.
Respeito Aceitação da diferença no respeito pelos direitos dos Clientes.
Inovação Envolvimento ativo na melhoria contínua da Organização, sustentado numa cultura de criatividade.
3. ESTRATÉGIA ORGANIZACIONAL
O Plano 16-19 orienta-se por medidas concretas que visam:
Atender às necessidades da Organização como um todo (físicas, humanas e logísticas) que são essenciais para a renovação da estrutura organizacional e para a inovação e criatividade;
Reestruturar serviços e alterar a arquitetura dos serviços que presta, através de medidas inovadoras e decisões de alteração, apontando novos caminhos e rumos para a missão e serviços a prestar;
Incentivar e apoiar, cada vez mais as Famílias, os Empregadores, os Parceiros e a Comunidade, para a concretização dos direitos das pessoas com deficiências e incapacidades, com especial enfoque na sua participação económica e social, na dimensão desportiva e cultural, e no direito à vida independente;
Desenvolver projetos sustentáveis e implementar medidas que contribuam para a inovação e sustentabilidade futura da organização, investindo na modernização da organização e eficiência dos serviços, na eficiência energética e na imagem institucional, nos dispositivos de comunicação e partilha de informação, na otimização do tempo de trabalho, no aumento da capacitação e especialização dos profissionais;
Valorizar o património institucional e rentabilizar os recursos da organização, potenciando os meios próprios e os recursos disponíveis para aumentar a capacidade de autofinanciamento e reforçar as condições financeiras de sustentabilidade no futuro.
Fontes de Informação
O Plano Estratégico para o Quadriénio 2016-2019, foi elaborado tendo em consideração dos seguintes instrumentos de gestão:
• Diagnóstico de Necessidades do Contexto Social (atualizado e beneficiário dos contributos e observações de 2015) decorrentes do acompanhamento das políticas sociais em Portugal e das oportunidades que decorrem do novo Quadro Europeu Comum;
• Relatórios de análise e acompanhamento, dos resultados do desempenho organizacional e da avaliação dos impactes organizacionais e territoriais;
• Análise das condições de trabalho organizacional e dos recursos humanos e técnicos, atenta às melhorias do desempenho e satisfação dos colaboradores;
• Decisões tomadas em sede de Direção e do Conselho Técnico, sobre as mudanças e melhorias a introduzir nos fatores de produtividade e criação de valor, bem como a produção de pensamento estratégico sobre o futuro das Organizações do Sector da Reabilitação no âmbito das políticas sociais e governamentais.
O cumprimento e execução dos objetivos e metas previstas no Plano é da responsabilidade de cada sector, valência, unidade, ou serviço, competindo aos responsáveis diretos (gestores, coordenadores e responsáveis dos serviços) a implementação das orientações e instruções de trabalho que forem definidas, promovendo o acompanhamento eficiente da sua execução.
Finalidades
Sendo um instrumento de capital importância para orientar e delinear o futuro, o Plano Estratégico definido tem como finalidade:
1. Orientar as ações e atividade para execução no período 2016-2019, tendo em conta a definição de prioridades, objetivos e metas anuais;
2. Responder atempadamente às necessidades e expectativas de todos os Clientes, Famílias e Empregadores, Parceiros e Outras Partes interessadas nos Serviços que a CERCIFAF presta;
3. Garantir que a Organização assegura os compromissos que estabelece, e assegurar o comprometimento de todos os Colaboradores com os objetivos e resultados que se pretendem alcançar;
4. Permitir um acompanhamento e avaliação dos indicadores de desempenho organizacional, assim como os objetivos e metas definidas, e em cada ano, analisar os desvios para introduzir as correções e melhorias detetadas.
4. ANÁLISES DOS CONTEXTOS
I. ENVOLVENTE EXTERNA
Com base nos dados obtidos através das fontes de informação anteriormente identificadas, enunciam-se, em seguida, os indicadores que na envolvente externa poderão constituir.
FATORES EXTERNOS
Indicadores que na envolvente externa poderão constituir Ameaças e Oportunidades:
AMEAÇAS IDENTIFICADAS
Financiamento Desajustado em algumas Unidades/Serviços
Maior grau de Incerteza no alinhamento aos resultados Concorrência Abertura das medidas a potenciais concorrentes
Barreiras
Dificuldades de manutenção da qualidade das equipas e das intervenções especializadas, particularmente do CRI
Esgotamento das respostas do CAO
Limitações na capacidade de atendimento e acompanhamento de casos ao nível da Intervenção Precoce
A procura de formação por jovens e adultos com 12º ano, para o qual não existem respostas formativas organizadas
OPORTUNIDADES IDENTIFICADAS
Público-alvo
Maior abrangência de destinatários, em função dos parâmetros de avaliação da funcionalidade e das restrições de participação (CIF)
As Pessoas com Diagnóstico Duplo e o Envelhecimento das PCDI, exigindo novas medidas e respostas sociais adequadas
O aprofundamento dos Direitos das PCDI e o direito à Vida Independente
Quadro Europeu Comum
Medidas e programas, voltados para a capacitação das pessoas, para a modernização das infraestruturas das Organizações, para os investimentos em Inovação e Empreendedorismo Social
Abertura às Iniciativas territoriais, ao desenvolvimento de projetos em parceria, à investigação e desenvolvimento
Mais financiamento europeu para novos serviços vocacionados para a Qualidade de Vida das PCDI e serviços especializados
Conjuntura económica e social
Tendências para o aumento da empregabilidade e inclusão, exigindo dinâmicas de apoio e mediação competente para aumentar a participação das PCDI, na vida social e económica
Sectores económicos ainda fragilizados, com precárias condições de
sustentabilidade financeira, mas exigentes no desempenho, nas qualificações e no cumprimento das obrigações pelos trabalhadores
Capital de crédito da Organização
Gestão criteriosa e credível
Equipas profissionais qualificadas, competentes e eficientes
Equipamentos e recursos técnicos de elevada qualidade
FATORES INTERNOS
Pelo mesmo método foram identificadas as Forças e Fraquezas, seguidamente enunciadas como sendo os pontos fortes e pontos fracos da Organização.
PONTOS FORTES IDENTIFICADOS
Instituição
Imagem na comunidade
Qualificação e Estabilidade dos Órgãos Diretivos
Cumprimento dos compromissos legais e materiais
Ligação à Comunidade
Forte participação e inserção da CERCIFAF na Comunidade e nas empresas
Reconhecimento da qualidade institucional, pelos diversos agentes Públicos, Sociais e Empresariais
Parcerias vocacionadas para o desenvolvimento de programas e projetos de trabalho em Rede
Projeto de Intervenção
Conjunto Integrado de Serviços
Orientação para a Satisfação das Necessidades dos Clientes
Modelo holístico consistente com os princípios e valores institucionais
Garantia de continuidade Profissionais
Reconhecimento da competência e qualificação profissional
Experiência /Especialização/Conhecimento/Maturidade
Dedicação e empenho nos objetivos da Organização
PONTOS FRACOS IDENTIFICADOS
Falhas organizativas (Gestão Organiz.)
Dificuldades na organização e sistematização da informação processual
Dificuldades e atrasos no reporte dos resultados
Défice de articulação inter-serviços
Atrasos no cumprimento dos Planos e Relatórios Programas
e Serviços
Desequilíbrio na relação oferta / procura de formação
Dificuldade em mobilizar candidatos para a Formação
Falhas no processo de Acompanhamento e Mediação Barreiras Falta de coesão em algumas Equipas e no trabalho em Equipa
Funções e Responsabilidades pouco integradas Colaboradores
Ineficiente uso dos meios de comunicação
Défice na gestão do tempo e perdas produtivas
Insuficiente sentido de cooperativismo
5. OPÇÕES ESTRATÉGICAS 2016-2019
OPÇÃO I CONSOLIDAÇÃO E ESTRUTURAÇÃO DA REDE DE SERVIÇOS E APOIOS PERÍODO
Obj. Estratégico 1 Consolidar a Rede de Serviços Sociais.
Medidas
Assegurar a manutenção dos serviços protocolados.
Analisando as melhorias de sustentabilidade a introduzir, os equipamentos e meios necessários.
Amentar a qualidade e satisfação dos utilizadores.
2016-2019
Reestruturar os Programas e Medidas de Formação/Emprego.
Ajustar a oferta de formação profissional e de formação para a inclusão, tendo em conta a heterogeneidade dos públicos e as necessidades, satisfazendo clientes com baixas capacidades e outros com elevada qualificação académica.
Diversificar o funcionamento dos cursos de formação inicial e contínua, com recurso às empresas.
2016-2017
Obj. Estratégico 2 Reestruturar a Rede de Serviços
Medidas
Analisar a viabilidade e continuidade do fornecimento de Lenha.
Apresentar propostas e decisões sobre a viabilidade ou extinção deste sector, tendo em conta as dificuldades de melhoria do défice de exploração que apresenta, as exigências de adequação às normas ambientais e de segurança, a diminuição dos riscos de sinistralidade.
Criar condições para o aumento da Capacidade do Centro de Atividades Ocupacionais (Fornelos ou da Sede) tendo em vista satisfazer necessidades de mais famílias que procuram este serviço.
Avaliar a medida destinada à Ocupação em Atividades Socialmente Úteis no exterior, propondo melhorias para a organização e par os utentes CAO desta medida.
2016-2017
Obj. Estratégico 3 Criar uma nova linha de Serviços (Serviços Novos)
Medidas Implementar o serviço de apoio à Vida Independente (SAVI) 2016-2017
Implementar o serviço de apoio aos cidadãos e famílias mais vulneráveis da comunidade (RLIS) 2016-2018
OPÇÃO II ESTABILIZAÇÃO DO QUADRO E AUMENTO DA SATISFAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA ORGANIZAÇÃO PERÍODO Obj. Estratégico 4 Estabilizar o Quadro dos Profissionais
Medidas
Avaliar os profissionais necessários ao funcionamento e desenvolvimento de cada serviço, propondo os ajustamentos e as alterações funcionais, numa perspetiva de garantia da qualidade do trabalho e sustentabilidade económica dos serviços.
Rever o enquadramento dos profissionais no sistema de funções e competências.
2016-2017
Desenvolver trabalho em parceria com outras Organizações e a FENACERCI no sentido de provocar um debate sobre as carreiras dos profissionais do Sector da Solidariedade Social.
Trabalhar para o desenvolvimento de um Acordo de Trabalho para o Sector que inclua e satisfaça as aspirações de todos os profissionais e a viabilidade das Organizações.
2016-2019
Obj. Estratégico 5 Preparar a renovação das Equipas e dos Profissionais para as Funções fundamentais da Organização
Medidas
Avaliar necessidades de preparação e formação de novos profissionais para assumir papéis de renovação e substituição.
Avaliar modelos e formas de atribuição de novas responsabilidades aos profissionais.
Estabelecer um plano prospetivo para áreas de admissão de estagiários e outros programas de inserção profissional.
Redefinir as necessidades e possibilidades de trabalho voluntário.
2016-2017
Obj. Estratégico 6 Aumentar a Satisfação dos Profissionais
Medidas
Implementar ações de aperfeiçoamento e melhoria das condições de trabalho dos profissionais.
Rever critérios de compensação por acréscimo de funções e responsabilidades.
Aumentar a eficácia e validade do Sistema de Avaliação do Desempenho profissional.
Estabelecer um plano de melhoria das retribuições.
2016-2018
OPÇÃO III REQUALIFICAÇÃO DA ESTRUTURA FÍSICA E DA IMAGEM DA INSTITUIÇÃO PERÍODO Obj. Estratégico 7 Projetar a requalificação da estrutura física e melhoria dos espaços
Medidas
Elaborar e apresentar projetos destinados à requalificação das paredes exteriores e tetos do edifício sede.
Elaborar e apresentar projetos destinados à melhoria dos espaços internos na sede, com prioridade para a ex-Sala de tecelagem e Ginásio.
Elaborar um plano para implementação de sistemas de eficiência energética.
2016-2019
Implementar melhorias no átrio exterior (coberturas e eliminação das barreiras)
Implementar melhorias no espaços externos do CAO de Fornelos, em função do seu desenvolvimento e ampliação. 2016-2017
Obj. Estratégico 8 Renovar meios de transporte
Medidas
Investir faseadamente na melhoria e renovação dos meios de transporte adequados às necessidades de funcionamento.
Planear e providenciar a substituição fundamentada de viaturas.
Tomar decisões sobre o modelo de informação a colocar nas viaturas da Instituição.
2016-2017
Obj. Estratégico 9 Potenciar a marca e imagem institucional
Medidas
Estabilizar logotipos dos serviços e modelos de informação, interna e externa.
Normalizar o uso dos meios de informação institucionais.
Atualizar os folhetos informativos de cada serviço com vista à divulgação da informação.
Rever Organigrama Institucional.
Realinhar todos os serviços na arquitetura da instituição.
2016-2018
OPÇÃO IV REFORÇAR A SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA PERÍODO Obj. Estratégico 10 Criar mecanismos de gestão que assegure o funcionamento sustentável
Medidas
Gestão dos serviços por objetivos.
Controlo trimestral dos Centros de custos.
Avaliação da responsabilidade por incumprimento e desvios.
2016-2019
Medidas
Definir novas áreas de fornecimento de serviços para colocar a concurso.
Manter o rigor sobre as despesas e custos de funcionamento.
Controlar o cumprimento das transferências, reembolsos, comparticipações e pagamentos por serviços prestados.
2016-2017
Obj. Estratégico 11 Reforçar o autofinanciamento
Medidas
Aumentar a valorização e rentabilização da cedência de espaços e equipamentos.
Potenciar a capacidade instalada com projetos que gerem valor financeiro.
Explorar novas áreas e nichos de serviços com valor acrescentado para a instituição.
2016-2017
Obj. Estratégico 12 Planear e estruturar o desenvolvimento futuro
Medidas
Novos públicos e serviços
Mais apoio às famílias e às empresas
Parcerias de valor acrescentado
Novos enquadramentos para a promoção do desporto e cultura
Projetos de investimento e conhecimento
Eventos de impacte regional e nacional
Publicações
2016-2018
6. MONITORIZAÇÃO E AVALIAÇÃO
A monitorização e avaliação são da responsabilidade da equipa de gestão da Qualidade, competindo à Direção Executiva acompanhar e validar os processos e resultados finais.
O Processo de Monitorização será desenvolvido no final de cada ano com base nos resultados obtidos no ano em curso. Os resultados da monitorização constituem o fio condutor de verificação e aferição do cumprimento dos objetivos inscritos no Plano, devendo, nesta fase, ser assinalados os desvios e necessidades de ajustamento.
O Processo de Avaliação consiste na avaliação do cumprimento global do Plano Estratégico, avaliando a distribuição da execução em cada ano e a justeza e/ou correções efetuadas.
Da avaliação final do Plano deverá resultar uma reflexão sobre as principais linhas de orientação estratégica para o Plano seguinte, nelas incluindo propostas e/ou medidas a desenvolver pela organização ou áreas-chave da organização.
Fafe, 7 de outubro de 2015.
A Direção