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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE BRASÍLIA PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA
STRICTO SENSU EM EDUCAÇÃO
POLICIAIS E EDUCADORES: PAPÉIS COM FRONTEIRAS MÓVEIS?
EDNA MIRANDA UGOLINI SANTANA
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EDNA MIRANDA UGOLINI SANTANA
POLICIAIS E EDUCADORES: PAPÉIS COM FRONTEIRAS MÓVEIS?
Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação, da Universidade Católica de Brasília, como requisito parcial para a obtenção do Título de Mestre em Educação.
Orientador: Professor Doutor Candido Alberto da Costa Gomes.
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RESUMO
SANTANA, Edna Miranda Ugolini. Policiais e Educadores: papéis com fronteiras móveis? 2009, 134f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Católica de Brasília. 2009.
A violência tem afligido as escolas em todo o mundo e no Brasil apresentando maior incidência nas escolas públicas. Trata-se de um problema educacional social que requer o envolvimento do governo, da comunidade escolar e de toda a sociedade para solucioná-lo. A Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade da Universidade Católica de Brasília (UCB) tem realizado pesquisas sobre essa temática nas escolas públicas do Distrito Federal em parceria com o Ministério Público incluindo a participação do policial na escola como uma possibilidade de resgate da segurança e melhoria da convivência no ambiente escolar. Porém, há relatos de insatisfação da atuação policial e, ao contrário do esperado, sua presença em certos casos parece transmitir maior insegurança e discriminação aos alunos. Partindo desse possível desencontro, esta pesquisa descreve a opinião de diretores, professores, alunos, membros dos Conselhos de Segurança Escolar (CSE) e do próprio policial trazendo os prós e contras da atuação do policial no combate à violência escolar no Distrito Federal. Foram realizadas entrevistas semi-estruturadas, grupos focais, questionários e roteiros de observação em quatro escolas da rede pública tidas entre as mais violentas, localizadas em três Regiões Administrativas do Distrito Federal. Os diretores, membros dos CSE, professores, alunos e os próprios policiais foram unânimes ao afirmar que a presença do policial na escola é importante para combater a violência, principalmente quando há um relacionamento de amizade e confiança entre os policiais, a direção da escola, os alunos e os seus respectivos pais. Observou-se que o policial se assimilou ao ambiente educativo participando das atividades escolares executando também funções pedagógicas. Sugere-se que sejam desenvolvidas políticas públicas com objetivo de criar seminários e projetos para envolver ainda mais o policial com os componentes da escola e a família nas atividades escolares e, desse modo, melhorar o relacionamento entre o policial e a comunidade escolar e consequentemente, reduzir o problema da violência escolar.