NARA MARIA
PIMENTEL
OEDUCAÇÃO
A
DISTÂNCIA
NA
FoRMAçAo
CONTINUADA
DE
O IEDUCADORES
- zDissenação de Mestrado apresentada
ao
Curso de Pós-Graduação
em
Educaçãoda
Universidade Federal de Santa Catarina,
como
requisito para obtenção do títulode
Mestre
em
Educação, sob orientaçãoda
Professora Doutora Maria Luíza Belloni.FLORIANOPOLIS
NARA MARIA
PIMENTEL
:UEDUCAÇAQ A
DISTÂNCIA
NA
FORMAÇÃO
CONTINUADA
DE
EDUCADQRES
FLORIANÓPOLIS
2000...Az -:¡' .;:;;_ *U 1:; -"2=:= iv. ' nf; . -:ÍÍ:~:¡ ft ,,¡~'-:-; -z-Â '- . - '-ra-1' " ~ ~\¬-zu
UNIVERSIDADE
FEDERAL DE
SANTA
CATARINA
CENTRO
DE
CIÊNCIAS
DA
EDUCAÇÃO
PROGRAMA
DE
Pós
GRADUAÇÃO
CURSO
DE
MESTRADO
EM
EDUCAÇÃO
“EDUCAÇÃO A
DISTÂNCIA
NA
F
ORIIIAÇÃO
CONTINUADA
DE
EDUCADORES”
Dissertação
submetida ao Colegiado
do
Curso de Mestrado
em
Educação
do
_
Centro
de
Ciências
da
Educação
em
cumprimento
parcialpara
aobtenção
se
títulode
Mestre
em
Educação.
APROVADA
PELA
COMISSÃO
EXAMINADORA
em
22/04/2001Dr~
ello Orientadora/UFSC
_ .
“I . -Ã .
Dr. Ja
Ma
tn- ygummador/UFSC
“ f
Dr. Nelson uca Pretto
-
Examinador/U
FBA
z
. _, _
Dr. Lucídio Biancheëti
-
Suplente/UFSC
Prof”. Dra. Edel
Em
Coordenadora do
PPGE
_/CED/U
FSC
Nara Maria
PimentelPara
minha
mãe, Lúcia, pelo exemplo de trabalho e dedicaçao queAGRADECIMENTOS
À
professoraMaria
Luiza Belloni,por
mostrar-me ocaminho por meio
deuma
segura orientação.A
equipedo
Laboratório de Ensino a Distância(LED)
da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), pelo excelente ambiente de pesquisa.
A
Arthur e Vianney,por
acreditaremem meu
trabalho.À
Sônia e à Patrícia, pelo aprendizado constante, advindo das reflexoes conjuntas.Aos
professores e professoras doPPGEP-UF
SC, pelos ensinamentos.A
Anamélea, Rose, Nilza,Eduardo
e Pinho, pela grande amizade.Ao
Programa
deApoio
à Pesquisaem
Educação
aDistância
(PAPED)
da
Secretaria deEducação
aDistância, pelo apoio financeiro.
Em
especial a Tadeu, pelo estímulo e apoio na revisãodo
texto.Pelo
desenvolvimentoda ferramenta
deavaliação utilizada no curso Introdução à
Educação
a DistânciaRESUMO
Este trabalho apresenta os resultados de reflexões feitas a partir da
pesquisa realizada junto ao Laboratório de Ensino a Distância da Universidade
Federal de Santa Catarina
(LED/U FSC)
no curso de Introdução à “Educaçãoa Distância” para a capacitação a distância de educadores que atuam
com
tecnologias de comunicaçao e informaçao nas escolas públicas do estado de Santa Catarina.Nesta dissertação discutimos a inserção das novas tecnologias de
comunicação
e informação na formação dos educadores, tendocomo
metodologia a educação a distância, etambém
buscamos
criar estratégiasadequadas para o uso pedagógico dessas tecnologias nos processos de
ensino-aprendizagem.
Nossa
conclusão é de que a modalidade deEducação
a Distância (EaD)em
serviço e continuada tem contribuído para a melhoria do trabalhode profissionais das mais diferentes áreas, a partir da transformação de
RESUMEN
Este trabajo presenta los resultados de reflexiones hechas a partir de
la investigación realizada junto al Laboratorio de Educación a Distancia de
la Universidad Federal de Santa Catarina
-
LED/ UFSC
en el curso de Introducción ala “Educación a Distancia” para capacitación a distancia deeducadores que actúan con tecnologias de comunicación e información en
las escuelas públicas del Estado de Santa Catarina. -
En
esta disertación discutimos la inserción de las nuevas tecnologíasde comunicación e infonnación en la formación de los educadores, teniendo
como
metodologia la educación a distancia, y tambiénbuscamos
crear estrategias adecuadas para el uso pedagógico de esas tecnologías en losprocesos de ensenanza aprendizaje.
Nuestra conclusión es que la modalidad de Educación a Distancia (EaD) en el trabajo y continuada viene contribuyendo para la mej oría del trabajo
de profesionales de las
más
distintas áreas, a partir de la transformación derelaciones cotidianas entre estos y la sociedad en general.
SUMÁRIO
1.
INTRODUÇÃO
... .. 92.
A
EaD
No
CONTEXTO
DAFORMAÇÃO
CONTINUADA
DE
EDUCADORES
... .. ll 2.1.Formação
Continuada ... .. 11 2.2. Características daEaD
... .. 15 2.3.Redefinindo
Papéis ... .. 19 2.4.Formação
de Educadores ... .. 21 2.5.A
Formação
a Distância ... _. 24 3.EDUCAÇÃO
DE
ADULTOS E AEaD
... .. 293.1. Pedagogia e Andragogia ... .. 32
4.
EDUCAÇÃO
A DISTÂNCIA E As NOvAs TECNOLOGIASDE
COMUNICAÇÃO
EINFORMAÇÃO
(NTCI) ... _. 39 4.1. Tecnologia e Sociedade ... .. 394.2. Tecnologias de Comunicação e Informação ~
em
EaD
... .. 43 A 4.3.A
Elaboração de Materiais Didáticos paraEaD
_ ... .. 46 ~ 4.3.1. Material Impresso ... .. 47 4.3.2. Audiocassete e Rádio ... ._ 49 4.3.3. Telefone/F ax ... ._ 49 4.3.4. Televisão e Vídeo .... .. 50 4.3.5. Teleconferência ... .. 514.3.6.
Computador
e Redes Telemáticas 52 4.3.7. Videoconferência ... .. 545.
O
CURSO DEINTRODUÇAO
ÀEaD
... _. 575.1.
O
Curso e Seus Objetivos ... .. 585.2. Perfil dos Cursistas ... .. 61
5.3. Atividades de Aprendizagema Distância ... .. 62
5.3.1. Estabelecimento de Critérios
de
Avaliação ... .. 625.3.2. Preparo de Monitores para
Cada
Situação de Aprendizagem ... .. 635.3.3. Preparo dos Especialistas
em
Conteúdo ... .. 655.3.4. Ferramentas de Avaliação ... .. 66
5.3.5.
Os
F
eedbacks ... .. 675.4. Elaboração dos Materiais Pedagógicos ... .. 69 5.4.1. Material Impresso ... ..
69
5.4.2. Teleconferência ... ..70
5.4.3. Vídeo-Aula ... .. 71 5.4.4.CD-ROM
... .. 72 6. .CONCLUSOES ... ..74
7. BIBLIOGRAFIA PRODUZIDA PELO CURSO ... ..
79
8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ... .. 81
D1.
INTRoDUçÃo
Ao
longo de sua história, a Educaçao a Distância no Brasil (EaD)tem
despertado diferentes reações nos profissionais da área da educação. Algunsa associam a
uma
educação de “segunda categoria”, outroscomo
maisum
“modismo”
trazido para a educação.Também
há aquelesque a consideramuma
das soluções para atender às necessidades e interesses pessoa-is dequem
naotem
acesso às ofertas convencionais de ensino.Aoanalisar a aplicação do Ensino a Distância neste trabalho, estaremos assumindo-o
como
uma
opção para a formação continuada de educadores.E
nossa reflexão não se reduz a apenas analisar os efeitos educacionais produzidos pelos avanços tecnológicos,nem
tampouco a somente propor o uso indiscriminado dessas tecnologias nas práticas pedagógicas.A
questãoé muito mais complexa, pois revolução tecnológica e educação pressupõem processos estreitamente relacionados ao modelo de sociedade da qual são
partes.
Nesse sentido, foi necessário avaliar seus efeitos
com
um
olhar crítico,de forma
anão
descartá-las,mas
“tomá-las”com
a intenção de concretizarnossos ideais de educação.
É
sugestivo trazer para a análise que se segue as considerações que Nita Freire aponta na apresentaçaodo
livro Utopias provisórias de PeterMclaren, ao referir-se às tecnologias e à
chamada
“Era da Comunicação”:Os
homens
e as mulheres, no construir a sua história, inventaram, pela sua capacidade de inteligir e de criar para suas própriassobrevivências, as tecnologias. Todas 'de ponta ', que instauraram,
em
seus tempos, avanços nunca antes vistos.O
plantio, a irrigação,a roda, a escrita e a leitura, a imprensa, a bússola, as navegaçoes, o comércio, a
máquina
a vapor, a indústria moderna, o trem, a luzelétrica, o telefone, o rádio, o automóvel, o aviao, a IV, o
VT
emuitos
outrosque
com
oavanço
das telecomunicações
completaram o rol dos instrumentos ditos a serviço da humanidade.
Entretanto, essa capacidade criadora
humana
vem
se distorcendo,contraditória e generalizadamente,
em
atos e açoes quenegam
aeticidade que deveríamos ter dentro de nós
para
delimitar e reger'à ..43¢? ea (2 “3 333 í> 'ii -.X «3 Y 44%
comportamentos
sociais.A
comunicaçao
verdadeira, que amplia contatos e conhecimentos imprescindíveispara
o progresso e a equalização dos diferentes povos e segmentos sociaisdo
mundo,está se
transformando
numa
mera
extensão, a serviçoda
globalizaçao
da
economia, quevem
tomando
a todos nóscomo
reféns de alguns poucos “donos
do
mundo”
(Freire, citadopor
McLaren,'1999, p. II ).
Para Nita Freire,
A
erada comunicaçao
está sendo,na
realidade, a era dasfronteiras, dos limites mais marcantes do que nunca da incomunica-
bilidade
humana
nocampo
do desamor.Nunca
na história houveuma
distância tao grandecomo
a que hojehá
entre a educaçao escolar e a prática social ditada pelas tecnologias sofisticadascriadas a serviço dos interesses econômicos e ideológicos domi- nantes (Freire, citado
por
McLaren, 1999, p.I2).Tais consideraçoes sao extremamente pertinentes no que diz respeito
ao histórico da
EaD,
principalmente no Brasil.É
preciso estarmos atentosenão ignorar as implicações sociais do
“mau
uso” das tecnologias decomu-
nicação e informação, principalmente na educação. Daí a necessidade da formação dos usuários destas tecnologias, para que
possam
empenhar-se na busca de soluçoes para o quadro atual da educaçao. Entretanto, seu“bom
uso” passa a ser possível se aqueles que forem responsáveis pela sua implantação não se deixarem encantarcom
os sons da flauta mágica trazidospelas tecnologias, e lutarem para que os legítimos interesses e aspiraçoes da
maioria da populaçao sejam garantidos
com
o uso dessasem
favor de práticasverdadeiramente democráticas.
A
análiseque
segue estendeu-se por duas abordagens nas quais oestudo fora previsto,
mas
cujo enfoque modificou-se no decorrer do estudo:uma
diz respeito à perspectiva teórica, na busca do uso adequado epedagógico; a outra, aos detalhes cotidianos trazidos pela pesquisa
em
cursoe que nutriram a crença no caráter renovador que o ser
humano
“reflexivo”possa imprimir ao curso das coisas.
Dessa forma, permitimo-nos construir alguns argumentos para a
utilização da modalidade de Educação a Distância
em
atividades de formaçãocontinuada, tendo consciência de que as questões de concepção e meto-
dologia do Ensino a Distância
podem
ser desdobradasem
várias dimensoes, destacando-se o uso das tecnologias de comunicação e informação.`$?$'.š›`C\* ‹› Q Sa 3) (0 $›€3€°‹“ % 10
2.
A
EAD
No
CONTEXTO
DA
FORMAÇÃO
CONTINUADA
DE
EDUCADORES
2.1.
Formação
Continuada
O
obj etivo deste capítulo é caracterizar aEaD
segundo
algunsprincípios teóricos, considerando-a no contexto da formação continuada de
educadores, para identificar seu potencial e seus limites, e buscar a construção
de
um
referencial teórico para a formação a distância.A
utilização da modalidade Ensino a Distânciaem
atividades deeducaçao continuada está cada vez mais presente
em
grande parte dos de- bates e das práticas educacionais nos últimos anos.A
esse respeito vale apena discutir os rumos dos atuais programas, que atingem ainda
um
número
muito reduzido de educadores,
sem
O respaldo político e financeiro necessáriopara garantir a sua continuidade.
De
acordocom
O documento do Ministérioda Educação
(MEC)
“Referenciais para a formação de professores”,A
formação
continuada
é necessidade intrínsecapara
osprofissionais
da educaçao
escolar e faz parte deum
processopermanente
dedesenvolvimento
profissional que deve ser~
assegurado a todos.
A
formaçao
continuada
deve propiciaratualizações,
aprofundamento
das temáticas educacionais, eapoiar-se
numa
reflexão sobre a prática educativa,promovendo
um
processo constante
deauto-avaliação
que
oriente a construção contínua de competências profissionais (grifo nosso)()
supõe que aformação
continuada estenda-se às capacidadese atitudes e problematize os valores e as concepções de cada pro- fessor e da equipe
(MEC/SEE
1999, p.39-40).Nessa perspectiva, ainda segundo este documento, a formação continuada está intimamente ligada à existência dos projetos educativos nas
escolas de educação básica (educação infantil, ensino fundamental, educação
de jovens e adultos) e pode acontecer tanto no trabalho sistemático dentro
da escola quanto fora dela,
mas
semprecom
repercussãoem
suas atividades.Portanto, no nosso entendimento e segundo O
documento
doMEC,
afonnação continuada
tem
sidoum
dos fatores que contribuem para a melhoria do trabalho de profissionais das mais diferentes áreas de maneira contínuaem
serviço e/ou fora dele. Para tanto, há que se buscar alternativasfã <2<ê=®$93%4“ 49% v »‹ ”'?‹2ä» ^1
metodológicas para transformar as relaçoes cotidianas entre os educadores
e
também
o seu trabalhocom
vista à melhoria desta formação.Aqui
vale ressaltar que nossa concepçao de educaçao continuadainsere-se no pensamento de Destro, 1995, p. 26, para
quem
A
educação continuada e' vista dentrodo movimento
de direitoshumanos, buscando educar
opovo
a ultrapassar a visaofragmentada da
realidade, levando aspessoas
a superar o individualismo através da cooperação, das soluções coletivas,da
liberdade de pensamento,
açao
e aquisiçaoda
cidadania.É
nesse contexto que estamos incluindo a Educação a Distância (EaD). Primeiro,como uma
modalidade viável nos processos de formação continuadatendo
em
vistauma
educaçao ao longo da vida e, segundo, pelaspossibilidades que o acelerado desenvolvimento das tecnologias de
comunicação
e informaçãovêm
trazer. Garcia, ao referir-se ao tema da educaçao continuada, ressalta que:Deve
apresentarcomo
pano
defundo
uma
política de profis-sionalização do professor; entendida
como
um
conjunto de ações que envolvem plano de carreira, oportunidades de atualização, salário e valorização socialda
profissão, todos articuladosnuma
projeção detempo
razoavelmente controladoem
função
devariáveis que
devem
ser mobilizadaspara
atender tais aspectos(Garcia, 1999, p. J ).
Acreditamos que a formação
em
serviço constituium
dos pré-requisitosfundamentais para a introdução de inovações educacionais nos sistemas de
ensino.
Ao
mesmo
tempo que, porum
lado, se reconhece a sua importância,por outro registra-se a imensa dificuldade
em
se realizar cursos de formaçãoeficientes e que atinjam a maioria dos profissionais, principalmente
em
um
país
com
as dimensões e a heterogeneidade do Brasil.Para buscar esse entendimento, faz-se necessária
uma
referência sucintado histórico da
EaD
no Brasil, citando-se alguns programas que trataram daformação de educadores, cujos objetivos traduzem a preocupação de seus
conceptores e que, entretanto, tiveram no seu decorrer entraves políticose
técnicos para que fossem realizados
com
o sucesso planejado.Como
0objetivo não é descrever tais programas, vários autores* poderão contribuir
para O deVÍd0 apf0fundamentÔ- '
Sobre o histórico da EaD no Brasil, pode-
. , . se consultar Nunes (I993; 1994), Lamdim
A
EaD
teve origem no seculoXIX
e conheceu diferentes (1997), prezz (1998) Bzzzzmz' (1998 ‹z.~ 1999'
a). Vianney (1999) e Saraiva (1996). etapas evolutivas associadas às tecnologias de transporte,
comunicação e infonnação.
Do
ponto de vista da evolução tecnológica, asgeraçoes de Educaçao a Distância vao desde os cursos por correspondência,
passando pela transmissão radiofônica e televisiva; pela utilização do telefone
éã$ 63 švãbââíãëäíâã .Í 53% âk 23 15'; 12
e informática, até aos atuais processos de meios conjugados
-
a telemáticaea multimídia. __`_'_
No
Brasil, segundo Belloni, 1998 a, a história daEaD
pode
serresumida
como
uma
série de açõesnem
sempre coerentes e muitas vezescontraditórias.
Nas
décadas de 50 e 60 do séculoXX
surgem vários projetoscom
a utilização de rádio,TV
e material impresso para formação de educadores. Dentre aqueles voltados para a formação de educadores, valecitar o
LOGOS
e oLOGOS
II-
quetambém
visavam a formação deprofessores leigos; o
CETEB'(Centro
de Ensino Tecnológico de Brasília),criado
em
1965 através do convênio daFUBRAE
com
o Ministério da Educaçãocom
o objetivo de contribuir para a formação de recursos humanos;O POSGRAD
(Pós-graduação Tutorial a Distância) implantadoem
caráterexperimental (1979-83) pela Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal
de Ensino Superior
(CAPES-MEC), mas
administrado pela AssociaçãoBrasileira de Tecnologia Educacional (ABT); cursos de educação continuada
oferecidos pela Universidade de Brasília
(UNB)
desde 1980; o curso delicenciatura plena
em
educação básica (lã a 4fl séries do primeiro grau) oferecido pela Universidade Federal doMato
Grosso(UFMT)
por meio do Núcleo de Educação a'Distância(NEAD).
A
despeito da importância de algumas iniciativas, alguns pontos de estrangulamento são visíveis, sendo mais freqüentes a falta deuma
políticade
EaD,
descontinuidade dos programas, várias linhas de ação e a falta deprofissionais preparados para atuarem
em
sistemas deEaD.
Além
desses,éprovável que o interesse maior que inspirava estas experiências tinha maisa ver
com
o experimento da tecnologia que lhes servia de pretexto e justificativa.A
ênfase estava claramente colocada namáquina
e não nohomem
(Belloni,1998, p. 6).
Nos
anos 90 do séculoXX,
o Brasil viveuum
momento
de muitos investimentosem
EaD,
sendo queum
dos marcos importantespode
serlocalizado no Art. 80 da
LDB
(Lei n° 9394/96), dedicado à educação adistância.
O
tratamento dado àEaD
naLDB
incentiva muitas instituições deensino a pesquisarem e implantarem sistemas de Educação a Distância.
Diante da situação de suposto incentivo, cabe ressaltar que
Sucessivas e crescentes iniciativas do setor público e privado, conjugadas
com
o aceleradoavanço
dasN
TCI
(Novas tecnologias decomunicação
e informação) conduziram o governo brasileiro,nesta
década
de 90, a assumir as primeiras medidas concretaspara a formulação de
uma
política de educação a distância, dentre elas o Decreto n” 1.237 de 06/09/94, criando o Sistema Nacional deEducação
a Distância, revistono
art.80 daLDB
9.394 /96 e$$$$$ᢛ za Ô ›‹ `ê*`8(~5 'Ê ~\ ~z ¡S! Qi $
nas subseqüentes regulamentações normativas. Entretanto, todas essas iniciativas estão sujeitas a freqüentes alterações
em
funçãode interesses econômicos e políticos
na
área das telecomunicações,informática e
do
setor privado de serviços educacionais, nacionaise estrangeiros (Angelin, 1999, p.3).
Nesse contexto de desenvolvimento, contradições e consolidaçao da
área, surgem várias açoes de
EaD
no cenário educativo brasileiro,como
osprogramas
“Um
Salto para o Futuroz" e“TV
Escola3", dirigidos aosprofessores do Ensino Fundamental, programas esses que 2Be11z›zzz' z Pimenzzi in Perspectiva n. 24
utilizaram várias tecnologias para sua execuçao (material impresso, vídeo, satélite, fax, telefone,
com
recepção organizadacom
orientadores de aprendizagem nos telepostos). Atualmente, oprograma
“Um
Salto para o Futuro” passa a integrar aprogramação do canal
TV
Escola criado peloMEC.
(1995) e Draibe e Perez in Cadernos de
Pesquisa.
Segundo pesquisa realizada por Sônia
Draibe e José Perez da UNICAMP, “a maior
inovação proposta pelo Programa 'TV
Escola* diz respeito à utilização da
educação a distância na capacitação de
professores e à introdução de novas
tecnologias educacionais nas escolas públicas" (Draibe e Perez,1999, p.44)
Em
1995, é criada a Secretaria deEducaçao
a Distância(SEED)
junto aoMEC,
que passa a coordenar os programasTV
Escola (deformação de professores e apoio didático),
PROINFO
(programa deinformática educativa) e
PROFORMAÇÃO
(programa de formação paraprofessores leigos
em
exercício, para habilitaçãoem
nível de segundo grau).Cabe
ressaltar que essas iniciativas sãomarcos
importantes para aconsolidação da
EaD
no Brasil,como
modalidade
para a formação continuada de educadores.Realizando
uma
análiseum
pouco mais aprofundada de algumascaracterísticas da maioria dos atuais cursos de formação promovidos a
distância, percebe-se que a elaboração do material didático, o sistema de
avaliação, o
acompanhamento
dado aos alunos e às atividades de apren-dizagem partem ainda de práticas tecnicistas, que
vêem
na utilização das tecnologias a garantia do sucesso,embora
os objetivos traçados sejam fundamentadosem
pressupostos construtivistas.Esses programas enfrentam, além das causas já apontadas, a falta de
continuidade, a falta de recursos humanos capacitados para atuarem na moda-
lidade a distância e as condições atuais das instituições responsáveis pela
formação de educadores e das escolas públicas. Escolas essas que, segundo
Belloni, 1999 b, p. 15,
Encontram-se desaparelhadas,
com
um
corpo docentemal
prepa- radopara
enfrentar os desaƒios postos pelas novas tecnologias de comunicação e informação, acrescentando ainda a falta de partici-pação
das Instituições de Ensino Superior; onde o ensino e apes-quisa
parecem
evoluir alheios ao progresso técnico, conseqüênciasdiretas
da
falta de política para a área.é xt 3 ‹» za .‹~. €`> >,› 9 « 928% ~2 ›ú É 14
Pode se afirmar
que
as práticas pedagógicas usadas na formaçao adistância apoiaram-se e apóiam-se
em
modelos acadêmicos e industriais deeducaçao, reproduzindo as fraquezas do ensino tradicional e introduzindo,
para muitos educadores, novas dificuldades oriundas do uso das tecnologias
na situação de ensino/aprendizagem.
Tal afirmação está
embasada
no contexto históricoem
que sedesenvolveram as ações que visaram a formação de educadores a distância
apontada anteriormente e deve servir para que sejam definidos os parâmetros
necessários para o desenvolvimento de futuras práticas pedagógicas fundamentadas no ensino a distância.
2.2. Características
da
EaD
No
quadro abaixo, destacamos os principais autores que tratam daEaD,
oferecendouma
visualização geral das características principais dessa modalidade de ensino que foram sendo incorporadas aos atuais modelos daEaD:
Quadro
l - Característica daEaD
ÊÍQYA: VV5'1355333::$Ê¡“›¡`¡kʡ͛:EÍ›ÊtÍ."`**55¡°ÊÊÍ¡ÊÊ5§§' ¡5ÍÊÊÊ"¡ `:.‹:l'“§ÊIÊ"5Í-¡§E5ÍÍ
z_ _-›. 1-,~_z,_=\ ;_. ››..‹› É z.~zz~<z_- w; aâgz. 1 `¡&‹
w
\«^ \ $E 2š\ , Y \ ,À .. §,\ » z g -*<-zê <:~ ‹ «~ - ' Í. Z «"'>:\Z$'l.Z:§« ^~.¬` \ >;~›'» '§& «`.«'É$>'- ~"""5.' :Y '›Í"šš:f.¡§5 ‹ -× sè=âz‹ ' " ~tsâ*z§- Ê.. . `=: .mz - , sazzsfizaz, rzzzz, ,š =š§"W*
Ê* ` «fi -;zzz*1§§“<< zzÉ
:tz *'”§‹ÍzÍãã ~s a »›.-ui . _ .‹ f“ Ê' as zí.7â‹°-‹-íõ.-' * 1' S_'e ofe lê z- . išzššs z;ir§*=äEâSttàè1r,,*$;zz_.»g_,t¿‹;§:~,¿«›s¿›¿4z;z.zz‹,z-sšzcgõíi ' ¡§›-¿¿;›§›.x:‹ .~ §š‹ ›' «~ä›:×-Í×w . ›»zá;~v¶ ,. «ás ,ça 3 -› ..‹× `^ ›=z- :«.~»=zz šÊFâ.z,-afiâ z.-«¬z.z às *mzw *. z - - -' ' 2 ' ¡ '_Ó:Í:›:` .- . .;:.~z- Paáfflçãv .sz-Sz fz'-2,111. ~;zó;;5I Ij-
`.\ . Í" - 'E/`›: .ÍO
'U.. " _.-.V mf; .vê Az» o-~ ›.... 0) s«zE._ /1 f_'¿¡flífiÍi Çãë .apoi`o_,(-tu_t_ori_a C3.. .#19 *Â z as 1- z._§. ,=.. zu ç ¡_.¿ '_ .¡'_". 1; 2,8 __ .*`:_11Í.°' ren. 3P, a,çã_0 onfal. z z== Õmfu. iai; Í“<ê>` i. . . ,.'.1=,-'foi-‹ 11*f:=f\O" téçcno
._ u Fu _ išášãvft
av E : .¡g;=.,_ :S-"` ' <'~$."¬ m.. diinentos `tr`iais` Proce _ ind_usA Casas
Arm
engol \ .ê . z:::a‹.§£›' G. Cirigliano Garcia Llamas šsmzfú Victor
Gudez
i Franci Henri fã?? %% «Börje Holmberg zu .âm- *af Anthony Kaye _ F: š äii `i~£:‹ .. 1Deesmond
Keegan _ - <%z,z.~zzzzzz›: z«›w§ê:›*í% Mckenzie y otros Ricardo Marin 'K WMÊ. MichaelMoore
- 'M.G.Ochoa
zz Hilary Perraton ~ Otto Peters - Derek Rowntee ...aššzx aâãfz ,zzz §%»z@~ ` ›3‹»›'¡É MiguelRamón
Jaume Sarramona R.S.Sims šëä z,- Charles §§2ÊÍ;:"§"§$>'2'f M Fonte: Aretio (1994, p. 40)Pelo quadro é possível perceber as principais caracterísitcas que
predominam
historicamente nos conceitos de EaD4, sobre as » 5,,¿,,e 0, c,,,,ce,~,,,, de EaDme
a pena.
fl .,
.
d , .,, Í , . ver Aretio (1997), Holmberg (1995),
ql1a1S pI`OpOI1'lOS
uma
I`€ CXEIO aSSOC1a 21 3. CXp€I`l€I'lC1Zl pI`2lÍlCa Nunes(1993) e Beuom- (1999 a).
vivida.
A
primeira delas diz respeito à distância temporal e espacial que é aseparação professor-aluno.
Um
dos grandes desafios para aEaD
é justamentetransformar esse aparente distanciamento
numa
relaçao de proximidade apartir dos meios técnicos disponíveis e do
acompanhamento
dado ao aluno.Essa temática é complexa e não se pretende aqui es gotá-la. Entretanto,
trazê-la para a discussão pedagógica poderá apontar para novos espaços de
conhecimento, entendendo
com
isso, “a transfonnaçao dos espaços tradicionaiscomo
a descoberta de espaços efetivamente novos propiciados pelo empregodas novas tecnologias eletrônicas” (Assmann, 1998, p. 191) aliadas à implantação
de estratégias adequadas para o seu uso.
A
nossaabordagem
na análise dotempo
e do espaço visaromper
com
o paradigma espacial e temporal tradicional, no qual a escola de quatroparedes e o professor constituem elementos que por si só garantem a
aprendizagem.
O
tempo e o espaço pedagógicodevem
apontar para o que5
os estudiosos
chamam
de sociedade aprendente .Vale destacar que alguns dos principais questionamentos apontados por aqueles que
buscam
naEaD uma
alternativa de formação referem-se as respostas às seguintes perguntas:Como
sepode
aprender a distância?Como
substituir o contatopresencial?
E
a afetividade,como
fica?Para responder aos questionamentos, Aretio, por exemplo,
traz o seguinte argumento:
5 Na sociedade aprendente, segundo
Assmann, 1998, e' fundamental considerar
a sociedade da informação como a socie-
dade da aprendizagem. 0 processo de
aprendizagem já não se limita ao período de escolaridade tradicional. Trata-se de
um processo que dura toda a vida e que
decorre no trabalho e em casa. Essa
sociedade exige grandes investimentos, tanto do setor público quanto do privado.
Nesse sentido, formação, educação e
aprendizagem são complementares ao
longo da vida.
Sem
dúvida, a diferença no grau de separaçao de professor e alunoem uma
e outraforma
de ensinar tem raiz no próprio desenhodo
processo ensino-aprendizagem.
Nos
sistemas presenciais estedesenho
estáfundamentado na
relaçao direta cara a cara de professores e alunos, -geralmente produzidaem
aula real.Nos
sistemas a distância, esta relação está diferida no tempo e
no
espaço,
em
aula virtual.Y
E
acrescenta:No
ensino a distância, a aprendizagem está baseada no estudo independentepor
parte do aluno, nos materiais especificamente elaborados para eles.A
fonte de conhecimentos representada pelo docentenao
estará necessariamente nomesmo
lugar físico que o aluno (Aretio, J 994, p.42). ~ ¢›$?$4$¢e 6% «- 'à äëá <33<2..>.<. .'z:; 16A
segunda característica daEaD
se refere ao fato de que nas atividades a distância docente e alunoassumem
papéis cruciais. Aretio (1994) reconhece queambos
passam a ter características que se integram.Cabe
aoprofessor suscitar a aprendizagem por intermédio do planejamento e dos
recursos didáticos que utilizará para
promover
o processo de ensino-aprendizagem.
Sendo
o aluno 0 centro de todo o processo educativo, ao estudar eaprender a distância, terá que percorrer a maior parte
do
processo de formaautônoma
e independente,mantendo
uma
série de relações específicas,denominadas por
Rumble
de transações com:1. “os materiais
de
aprendizagem
(lendo,ouvindo,
manipulando, selecionando, interpretando, sintetizando);
2. os docentes (professores, tutores, monitores, assessores e
com
os próprios companheiros);
3. a instituição (sede central e centros de apoio) ” (Ramble,
citado
por
Landim, 1997, p. 39).O
docentetambém
terá seu papel redefinidonuma
concepção mais ampla, ou seja, 0 professor que experimenta, o professor pesquisador naação, o professor coletivo (Belloni, 1998 a, p. 154).
A
terceira característica daEaD
se refere à metodologia adotada,devendo-se levar
em
conta que o aluno adulto representauma
capacidadepara aprender e, portanto, requer possibilidades concretas e novos meios para fazê-lo. Realiza-se, torna-se mais
homem,
mais serhumano,
natransformaçao positiva da realidade, segundo os valores que assegura
(Cirigliano citado por Aretio, 1994, p. 102).
O
professor deverá mediar todas as formas de interferência no processo de ensino e aprendizagem.Em
alguns cursos, dependendo das característicase objetivos, há possibilidade de se prever
momentos
presenciaisem
queoaluno tenha contato direto
com
o professor, tutorõ ou monitorlpara dirimir dúvidas e/ou_ receber explicações complementarese
participar de
momentos
de avaliação.Porém, não
será necessariamente a presença do professor que garantirá aefetividade do processo de ensino-aprendizagem.
Para finalizar este “passeio” pelas principais características
da
EaD,
vale a pena incluir o quadro reproduzido por Aretio queretrata algumas características que
chama
de os principais“inimigos” e “armas” da
EaD
no ensino superior.6
7
Tutor é um termo mundialmente aceito na
área de EaD. Trata~se de pessoas-chave que têm por objetivo ajudar individualmente o aluno a interagir com os materiais, bus-
cando converter informação em conhe-
cimento. O tutor deverá ser habilitado para exercer sua função não só nos encontros
presenciais como nas atividades a distância
e também ter domínio do conteúdo. O termo monitor refere-se a pessoa res-
ponsável pelas questões operacionais sem
envolver-se diretamente com as questões de conteúdo e avaliação. 0 monitor tem
papel importante na motivação dos alunos
a distância. Não necessita ter domínio do
conteúdo, mas deve ter da modalidade a distância. 3 9-®$\8G¡'2°$E=f£¢$<é Qi -ãüàãâ W 3%
Quadro
2 - Característica daEaD
no
ensino superior" "
;2:â`““‹a
Q
av* Êaz§a"âw%*»*^***<~á«¢a=,,;a *f>«s"»~׋,“'^ SW»
M
fšëäas * “íaëš,fa
atores
,ainzimigos
, M .i:5:5š§§§;;~,5~' Í- ,J 'ͧ`*' i_ Q? V t ,.‹ É ' W Í' efizz; .ÍÍÊÇÊÊS z.' “Ê fiz,›3'-.-›š5?Í5E^EÊEÊÍ- ..‹ M um , `:*.¬ ~ ..,.,.<m.. j.:<‹'m<:›,:z¿-,z :,s~2¡V__ ^-zv .= "z2¢I=-“*:s!'=zâê':›j§¿;;¿=¡ -, ,- 2->\ >~õz=z<,. ' .s;¿,;, ,,..- ,çzsz ',;« f ': › , ›z‹:.~qgä"zzz :~. ¬ _~ ., < i . s . . aaa, .. sa Ê* *ea-*<~'«<‹>¬aI*`x«@-›-<<-=-â*à*-' -' <=×=2àê'à«*=âS~a;z;J'sàa'a«a;'~a», ~=›‹ -f“»»'=§*«šÊ '~~“›'¢~`-**~›$§››§*ë~zzrz§~z'âê šífšéã .amas «I ' ' 9, se aa .
IllI11lg0S C 8fII12lS Efe1[0S Sgbfe
Ê* š ft-“* ,Ê \ g za , , 'i * W* ^ fé ' *' 'Y "*^`°““a " ` 2 ' as ' a - as * “E M4» «gw W % š‹' esa Jä _ . âzñël f=ãÍ~;:.:'-'«-‹>-.. S ' 5-*z'm. I- 3‹t'~ M»-.\››«.-.:~:›.›~..›V.› \': '..‹~:\~:~.~›.' ««.\.. . 2-.c-.z \í›.- z ' , ' ~› - ^': ' . .» 3:: z, 2'À:\. › »‹š$:'¿-1.»-Ê×z›~›¬Êb..'M\-z, zm (~‹:o..‹: . ».¢§»‹»&,.¢›Í` E v a s a o _ - . _ kfd›'21'5§ Reprovação ¿ ~.~t¿` ` =-sá* .:,§ ' , ya *ë * " ' zzaâf' ` *W s M3 'ii
M
~» X» r<,-,ãâ°- .;. ši ~, MW . . . , . ,A * ?*“Ê::š:;“ ~ 7°- **'fi.¿¡Í7 :ss ,fã *Y *Ns ›~;Í :z= aaíâasârã za :,,,. _ :z ¢~ "r E i ' atraz; za M, .W e f M, . ,M _ , zz. a›»,... , . a »§ à ~ zm *fg âzzêz.. *~'.».- '~ , :»:~ ~¬2'~^“ '*‹. ~ I~z-¢>a2-=*- - :z-~Í«-'í Ff:-'= \ àššš~:ä=5f..~ z- W Q' Íšš>I:-z5=- À” *=5«š.I'¡5*=~` ' -`- ' -<` Waai v§f§,.M. ,, . _ às " "`*°'§ M zäíääz aaa .z' cx; ›'-z-`-$Ã~‹,¬~\í:;::,-trëz '2Ç13:2:>Ê:~ - E nsin Ó d emas
sa ~ _ .. `.. «ams az., aim.
W» AQ.
:>› "`&v;3së$¶wm'
A_dmi'ni'stração ágil e..b.em dimensionada ' -
Qualidadee disponibilidade de professores” â.'^
Qual; e_dispo_nib._Íde tutores/orientadores ~ âfiâi zézi
a^ê='r=›' ë$zs:=$zz~;1àz$›x=;S9
Qualidade dos materiais instrucionais `
Variedade de meios e materiais associados '
,
W
Redes de'ce.ntros.dea oio 1
‹ p
`
.~ . =.
:Ê
.
Cursos de ferias,zsem__inários, etc; ~
' '
.-:zz§5:5:5› '-§-ff 5:
- z¡§`
Transmissões de rádio e televisão '
E
mas f”'šš
Disponiibilidade de material audiovisual para
vendaeempréstim-'o' " ' . 7a.", . i. ›. _ ` .s
í
Ã? - ëšâzâšäE ' -» “il Fonte: Aretio (1994, p. 105)No
ensino a distância, “annas”, que,sem
dúvida,podem
neutralizaros “inimígos”, são os sistemas de acompanhamento ao aluno, os planejamentos
adequados dos materiais, a diversidade de recursos técnicos, a qualidade dos conteúdos, a distribuição dos materiais e o preparo dos docentes.
Tudo
isso
com
seriedade e qualidade.É
preciso refletir sobre e/ou propor ações inovadoras que considerema importância de se conduzir
um
processo de aprendizagem que leveem
conta
um
modelo
de educação para sujeitos adultos, adaptado às carac-terísticas da aprendizagem a distância, no qual,
mesmo
a distância, encontrem-Para tanto, ao se elaborar
um
curso nessa modalidade, não sepode
confundir os meios tecnológicos
com
a abordagem de ensino, ou seja, nãose pode pensar primeiramente nas tecnologias
em
detrimento dos conteúdos,dos objetivos e dos sujeitos a serem atendidos.
É
importante, segundoum
grupo de estudiosos canadenses, distinguir a formaçao a distânciacomo
uma
prática educativa que privilegieum
caminhode aprendizagem que aproxime o saber do aprendente. Esse pressuposto deverá constituir a base teórica para estudos e aplicações sobre a modalidade
a distância. _
Programas de formação a distância buscarão então formar
um
homem
crítico, criativo,
com
capacidade de pensar, de aprender a aprender, trabalharem
grupo de forma colaborativa e de conhecer o seu potencial intelectual;Em
outras palavras,um
homem
atento e sensível às mudanças da sociedade,com
uma
visão interdisciplinar ecom
capacidade de constante aprimoramentoe depuração de idéias e ações. ç
Tal atitude é fruto de
um
processo educacional cujo objetivo é a criaçãode ambientes de aprendizagem nos quais o aluno vivencie e desenvolva essas
habilidades.
É
condição sine quanon
para a consolidação daEaD
como
alternativa para a formação de educadores.
Em
ambientes de aprendizagemo conhecimento não é passível de ser transmitido,
mas
deve ser construído edesenvolvido por cada indivíduo. Isso implica
uma
definição do conceito de formação a distância e a transformação dos agentes educacionais que atuamem
EaD,
exigindo que se vá além da implementação de tecnologias de comunicaçao e informaçaocomo
maisum
recurso pedagógico.2.3. Redefinindo Papéis
Em
relação à transformação dos agentes educacionais que atuamem
EaD, estaremos nos referindo ao professor e ao aluno prioritariamente.Vamos
refletir
um
pouco sobre o papel desses agentes nos processos educativos.Uma
das grandes dificuldades enfrentadas na busca da melhoria dos cursos a distância está na preparação do professor.Há
fortes barreirasno
que diz respeito ao preparo de conteúdos para estudantes a distância.
O
professor normalmente prepara os conteúdos, os materiais videográficos e
as atividades de aprendizagem segundo o paradigma da aula presencial, o
que
em
geral resulta maisem
revisões nos textos por parte dos especialistasem
EaD
do queem
alcançar objetivos didático-pedagógicos mais amplos.O
equilibrio entre a linguagem e o conteúdo é fundamental para assegurar aqualidade do ensino. Tal observação é válida tanto para impressos quanto para eletrônicos, podendo-se acrescentar as dificuldades pedagógicas e técnicas
em
se lidarcom
os meios eletrônicos.×› J! S3 » 5) Êrfiëuäfi 3 »» 2 Q Í? 'äz
No
caso de preparo de aulas (via Intemet, por exemplo), temos obser-vado que a dificuldade dos professores é grande.
Normalmente
os surpre-endemos
referindo-se a esse preparocomo
“traba1hoso”, já que exigeum
planejamento completamente diferente da aula presencial,quando
se estáperto do aluno para responder a seus questionamentos.
O
professor deve prever diversas situações de ensino a distância,em
que os suportes técnicosé que estabelecerão a mediação das mensagens educativas planejadas.
Outra dificuldade diz respeito à
mudança
nos papéis do professor-
do ensino presencial para o ensino a distância. Nonnalmente é difícil fazê-lo
entender
uma
relação de ensino-aprendizagem que prescinda da sua presençafísica constante.
Entretanto, apesar das dificuldades, a
EaD
encontra-senum
momento
bastante propício para seu desenvolvimento, já que exige métodos de ensino
flexíveis e inovadores. Nesse sentido, sobre o papel do professor, Belloni,
1999 a, p. 86, ressalta que,
u
embora não
ocupe sozinho o centro do palco, o professor con-tinua sendo essencial para o' processo educativo
em
todos os níveis,especialmente na escola primária e secundária, e que suas funções ainda que multiplicadas e transformadas, continuam indispensáveis
para
o sucesso da aprendizagem.Isso significa que qualquer inovação
em
educação terá que passarnecessariamente pela melhoria na formação dos educadores, inclusive no caso de sistemas de educação a distância.
Este preparo inclui a avaliação e a indicação de atividades de aprendizagem, que
também
são fatores que dificultam ecomprometem
os resultados a distância.A
elaboração de atividades de aprendizagem, nas quais o professortem
que deixar claro quais os critérios de avaliação, temprovocado
uma
mudança
nocomportamento
do docente, que passa a terque levar
em
conta principahnente os alunos, que freqüentemente são adultos,com
boa
escolaridade e estão trabalhando.'
Tais dificuldades têm sido enfrentadas na formação dos profissionais
envolvidos na docência a distância, o que
tem
se tornadouma
prática cada vez mais freqüente.Os
cursos incluem noções básicas deEaD,
uso peda- gógico e técnico das tecnologias disponíveis no curso, orientações parao preparo das aulas, avaliação a distância e sugestões de estratégias para ativi-dades de aprendizagem.
Mesmo
assim, a falta de preparo do professor paraassumir
um
processo de Ensino a Distância éum
problema, sobretudo seconsiderarmos que poucos cursos
prevêem
tal deficiência eacabam
porCOl'1'lpI`OI'l'l€Í€I` O PIOCGSSO COITIO
um
ÍOClO.Ó- fa ›s z®89$3<.á§š§^? {\ 6¬ *Ç DS* 42 82% 20
É
essencialtambém
que o aluno desenvolva algumas atitudes básicas,principalmente aquelas que dizem respeito à iniciativa e autonomia. Nesse
sentido, alunos adultos normalmente quando se dispõem a fazer
um
cursoadistância já se predispoem a adotar
uma
posturaautônoma
em
relaçao àbusca do conhecimento. Portanto, é necessário prever no planejamento do curso situações que levem
em
conta suas principais características e lhe viabilizem a efetiva gestao da atividade de aprendizagem.Definir o perfil desse aluno e propor estratégias para incentivá-loa
desenvolver-se
como
profissional ecomo
serhumano
deverá constituiroprincipal critério na elaboração dos conteúdos e das estratégias a serem adotadas na
EaD.
Segundo Belloni, 1999 a, p. 82, este
novo
professor atuará diante deum
novo tipo de estudante, mais autônomo, mais próximo do usuário/clienteque do aluno protegido e orientado (ou controlado) do ensino convencional.
2.4.
Formação
deEducadores
Aqui estaremos buscando incluir a formaçao a distância no contexto
atual da formação de educadores e elegendo
um
quadro teórico que a possarespaldar.
A
EaD, quando
planejada deforma
a atenderuma
formação
continuada, exige articulaçao efetivacom
uma
política educacional que lhedê suporte e sustentação.
Embora
tal prática educativa venha ocupando cada vez mais espaço teórico e prático no cenário nacional e intemacional, muitas vezes falta-lhe o respaldo deuma
política educativa norteadora,principalmente
em
nosso país.Claudia
Lima chama
a atenção para a dificuldade de formação deprofessores:
Pensar
em
formação
de educadores implica pensarem
modelos
eatitudes
com
relação a esse profissional.Formação
não e' somenteacumular
conhecimentosem
memória:
é saber aplicá-los, ques-tioná-los, revê-los e modificá-los
para
a realidade da sala de aulaem
termos de nível de desenvolvimento dos alunos.Formação
supoe, necessariamente,uma
política que considere os desejos,necessidades e contexto desse profissional.
Não
basta identificara
formação
do professorcomo
um
problema, e' necessário pensare operacionalizar ações efetivas que solucionem essa questão
(Lima, 1998, p. 3).
Eis
um
dos grandes desafios para os conceptores de materiais e decursos a distância.
A
falta de preparo dos profissionais para realizarem cursosde fonnação a distância reforça modelos acadêmicos industriais de educação
4*
‹>%99$$&Qí$ä%¢í
Qtaüäüü 9938
fragmentados e
com
enfoques behavioristas, pouco adequados aos objetivose características apontadas acima.
É
preciso lembrar,como
Freitas, que aEaD
deve ter osmesmos
propósitos da educação presencial, ou seja, deve ser vinculada ao contextohistórico, social e político enquanto prática social de natureza cultural:
Estamos
vivendouma
épocasem
paralelo na história dahuma-
nidade, na qual a aceleração parece ser a constante. Temos que arcarcom
todas as conseqiiências disso, positivas e negativas, etemos sobretudo de ser muito lúcidos
no
que se refere àquelas que dizem respeito à educação.Como
educadores, nãopodemos
reagiremotivamente,
mas
fazendo apelo à razão (Freitas, 1997, p. II).Este autor
chama
atenção para a importância do papel dos educadoresnesta época de desenvolvimento tecnológico,
quando
as discussões sobreaformação de professores
têm
constituídouma
busca constante de soluçãopara muitos dos problemas educacionais, dada a urgência de se produzir conhecimento sobre a necessidade de se contemplarem as tecnologias de comunicação e informação nos processos de formação.
A
necessidade de se oferecer alternativas para a capacitação pedagógica visando à construção de conhecimentos significativos e à mudançade atitudes na prática docente torna-se urgente e, por sua vez, a realização
de estudos direcionados às maneiras mais adequadas de se proceder na
aplicação dessas alternativas sugere a modalidade a distância.
Este trabalho se fundamenta
numa
concepção
de formação deprofessores que considere a necessidade de formar professores reflexivos,
partindo de práticas coletivas, onde programas de
EaD com
vista auma
aprendizagem
autônoma
e cooperativapodem
converter-seem
uma
forma de integrar atividades deum
professor,um
grupo deles,uma
área,uma
instituição
ou
grupos delas,uma
localidade e assim por dianteA
busca pela formação de professores reflexivos implica envolver asexperiências individuais e coletivas construídas
no
cotidiano do trabalho docente, desenvolvidas mediante processos de pesquisa quepodem
con-verter-se
em
alternativa de transformação institucional e de formação deprofessores.
Para tanto, segundo
Campos
e Pessoa, 1998, p. 197,A
reflexão-na-ação converte-senum
processo mediante o qual os profissionaisaprendem
a partir da análise e interpretação da sua própria atividade, estandoem
relação diretacom
a ação presente,ou seja, o conhecimento na ação. Significa produzir
uma
pausa
para refletir
em
meio
à ação presente,um
momento
em
queparamos
para
pensarpara
reorganizar o que estamos fazendo, refletindoàs `)£3<l'5 '› äö àøü ')Íã8?"2/‹ íâ 22
sobre a açao prevista.
Partindo desse princípio, a reflexão-na-ação contribui para formar
professores reflexivos. Para isso será necessário criar estratégias e atividades
de aprendizagem partindo das necessidades e interesses dos docentes, que sejam determinadas por diferentes metodologias e técnicas relativas a
concepções de participação e respeito pelo conhecimento
comum
e pelaautonomia.
No
entanto, a complexidade trazida pela mediatização das mensagenspedagógicas no Ensino a Distância traz à tona, segundo Belloni, duas grandes
preocupações: “de
um
lado, a seleção dos meios mais apropriados para determinada situação de ensino e aprendizagem; e de outro, a elaboração deum
discurso pedagógico adequado aos componentes didáticos como, por exemplo, os objetivos, as características da clientela, acessibilidade aosmeios, e às características técnicas dos meios escolhidos” (Belloni, 1999 a, p.63).
Portanto, ao buscarmos referências teórico-práticas para avaliar os
processos de formação
com
as características do ensino a distância, foinecessário “navegar” pelo tema da formação de professores, situando nosso olhar nas atividades de formação a distância, objeto do nosso estudo. Foi
necessário
também
incluir a educação de adultos, já que essa é a clientelabásica dos cursos a distância.
Cabe
lembrar que “para promover amudança
da prática pedagógicaé importante
um
conhecimento seguro da clientela; suas característicassocioculturais, suas necessidades e expectativas
com
relação àquilo queaeducação lhe oferece” (Belloni , 1999 a, p. 103).
Essa reflexão justifica-se caso seja considerada a problemática existente
no desenvolvimento de programas de educação a distância, onde
tem
“predominado os sistemas
com
ênfases fordistas ou neo-fordistas compostos de kits instrucionais produzidosem
larga escala” (Belloni, 1999, p. 13- 15),especiahnente os que se referem à fonrração dos professores
em
larga escala.Como
favorecer e atémesmo
criarmomentos
de reflexão-na-ação?Tentaremos responder a essa indagação levando
em
conta nossa experiência na formação de professoresem
serviço, que foi nosso objeto de estudo. Estamos convencidos de que as oportunidades de realização de atividades colaborativasnão presenciais
podem
auxiliar na fonnação de alunos autônomos.Para tanto, será necessário partir das necessidades e dos interesses dos
professores/cursistas, o que pode ser determinado por diferentes metodologias
e técnicas que correspondam a concepções de participação e respeito pelo
conhecimento
comum
e pela autonomia.O
Ensino a Distância éuma
prática educativa constituindouma
3 'Iš .óâ-{9‹7)'‹3 236298923 "3 .è « É 23
interação
em
longo prazo,em
que o aluno interagecom
as novas informações procurando estabelecerum
conhecimento que tenha significado real. Nessesentido, tudo o que foi colocado até então se refere a
um
objetivo centralque é promover a aprendizagem por
meio
de ações de formação continuadaa distância mediada pelas tecnologias de comunicação e informação
num
contexto muito particular; ou seja, trabalhando
com
adultos.2
Refletir sobre tal ponto de vista requer algumas considerações. Talvez
inicialmente é necessário nos perguntar: o que signiflca aprender? Para re-
sponder,
Assmann
(1995) vai nos mostrando a crise atual do paradigmaseducacional. Tradicionalmente 9
uma
resposta aparentemente zz Kuhn afirma que “paradigma e' aquilo que osz -
_ membros de uma comunidade partilham e,
obv1a. aprende se estudando
numa
boa
escola,com
bons inversamente, uma comunidade cien”,f¡Carøfevs re . e'a h nto Sur e n consiste em homens que partilham um
p S O S
OU
S _] , O COII GC C g 3 ÊB 21paradigma" (19784). 219). aprendizagem.
E
como
surge a aprendizagem? Medianteum
ensino de qualidade.
Concordamos
com
o autorquando
afirma que tais respostas não sãotão óbvias assim.
Falar de aprendizagem pressupõe
uma
educação que pode se dar ao longo da vida, cuja duração deve confundir-secom
a própria vida. Paratanto, os sistemas educativos
devem
passar de fechados para abertos, o que confirma nossa visão daEaD
como
uma
opção de formação continuada.Como
afirma Aretio, 1995, p. 122, “deve-se multiplicar os tipos de instituiçõesabertas aos adultos da
mesma
forma que para os jovens, destinando-as tantopara a
formação
contínua,como
para capacitações periódicas, paraespecializações ou pesquisas científicas”. Portanto, sistemas educativos que realmente atendam aos objetivos educacionais.
Neste quadro, nossa tese é de que a modalidade a distância aplicada
a processos de formação deverá formar professores reflexivos levando
em
conta a necessidade de integração das novas tecnologias e permitindo que educandos e educadores, de forma autônoma, continuem sua própriaformação ao longo da vida profissional.
2.5.
A
Formação
a DistânciaBuscaremos
agora inserir no contexto da formação de professoresoingrediente distância.
Uma
distância física, material,porém
sem
distan-ciamento da educação,
mas
que pressupõeuma
série de fundamentos teóricosna consolidação de
uma
prática educativa realmente significativa.O
Grupo
Interinstitucional9 define a formação continuada a ° Greupe Ififerifwifufifmnel de feeherehe en fer-_ A _ matíon à distance, formado pelos autores A.J. dlStaIlC12lCOII10, Deschênes, Bilodeau, Bourdages, M. Dionne.
P. Gagné, C. Lebel, Rada-Donath.
Uma
prática educativa”, privilegiandoum
caminho
deš>š>2$$3*“š9* .× "53 ~, az Q' šäi 8 âíñãâ .efi 24
aprendizagem que aproxime o saber do aprendente. Aqui consideramos a aprendizagem
como
uma
interação entreo
aprendente
eum
objeto,conduzindo
auma
representaçao mental que constitua
uma
ferramenta para entender omundo
(a realidade), se adaptar a ela ou10 A definição que o grupo propõe da formação
a distância e as características atribuídas não refletem todas as práticas atuais no domínio: muitas dessas práticas não são mais do que
réplicas do ensino presencial. Essa definição
não quer levar em conta de todas aquelas
práticas, mas de preferência visa identificar
um quadro conceitual nos permitindo explorar
todas as suas potencialidades. modifica-la intervindo sobre ela.
(Grupo
Interinstitucional inTecnologia Educacional, 1998, p. 4).
Como
prática educativa, aEaD
exigeum
planejamento adequado,com
estratégias e metodologias próprias, produção de materiais pedagógicos de
qualidade, sistemas de
acompanhamento
e avaliaçao eficazes, para atenderà formação do ambiente de aprendizagem necessário para a compreensão do
mundo.
Para constituir
um
processocom
essas características, será necessáriobuscar
um
modelo
teórico de formaçao a distância.O
modelo
propostopelo
Grupo
Interinstitucional de formaçao a distância pode servir para nossareflexão.
Segundo esse
gmpo,
o caminho da aprendizagem caracteriza-se pelasseguintes etapas:
a) acessibilidade;
b) contextualização;
c) flexibilidade;
d) diversificação das interações;
~ ll
Ê) d€SafeÍlVaÇa0 d0S Saberes- “Esta palavra foi assumida pelo grupo para
. _, referir-se ao mecanismo que elimina ou diminui
Passaremos
poruma
breve descrlçao sobrecada
a marca afetiva da relação docente-aluno sobrecaracterística, visando fundamentar nossa opção pelo presente 0 sabe"
modelo teórico:
a) acessibilidade
-
a formação a distância facilita o aprendizado,propondo situações de ensino-aprendizagem que levam
em
contaos limites individuais de cada educando. Mensura as distâncias
espaciais, temporais, tecnológicas, psicossociais e sócio-
econômicas, que
possam
impedir o acesso ao saber;b) contextualização
-
a formação a distância permite ao indivíduoaprender
no
contexto imediato,onde
habitualmente asaprendizagens terão que ser usadas.
Mantém
um
contato direto,imediato e permanente, facilitando a integração dos saberes
científicos e a transferência dos conhecimentos;
c) flexibilidade
-
a formação a distância utiliza-se de abordagens quepermitem
ao aluno planejar notempo
e no espaço suasatividades de estudo e seu ritmo de aprendizagem. Mais ainda, ela pode conceber atividades oferecendo ao aprendente a escolha
S'¿‹9$4i'9zš23<3'¢'㢧 as K* ãàê Ã>€2 8?-286 25
nos conteúdos,
métodos
de interaçoes, e assim considerar ascaracterísticas individuais de cada
um;
'd) diversificação das interações
- aproximando
o saber dosaprendizes, a formaçao a distância reconhece que a aprendizagem
não é só o produto da interaçao entre o professor e o aprendente,
mas
quetambém
é o produto da interação entre o aprendentee todos os indivíduos do seu meio ambiente (família, comunidade,trabalho);
e) desafetivação dos saberes
-
refere-se ao ensino presencial daseguinte forma:
A
mediação
magistral inaugural da aula presencial deixa o aluno a reboque do professor; desviando assim as necessidades do sujeito.Necessidades estas
que fazem
parecer ser de fato as deuma
adap- tação às representações, aopensamento
e aos caminhos do pro-fessor, e
não
deuma
busca de adaptação direta ao objeto ou àsituação que o aluno deve
dominar
(Tochon, citado peloGrupo
Interinstitucional, 1998, p. 5).
Baseando-se nessas características da
EaD,
os autores doGrupo
sugerem
um
modelo
teórico baseado no construtivismo. Essemodelo
permite-nos formular as bases teóricas que nos dão sustentação.
Para estes são três os aspectos contemplados na formação de
um
modelo
teóricocom
bases construtivistas:a) os conhecimentos são construídos;
b) o aprendente ocupa o centro do processo;
c) o contexto da aprendizagem
desempenha
papel determinante.A
despeito das diferentes abordagens apresentadas por diversosestudiosos da área, todos de certa forma
contemplam
esses aspectos. Entretanto, estamos vivendouma
era de transição e evolução tecnológicaque coloca
em
questão velhas ortodoxias paranomear
e compreender asmudanças culturais e educacionais que exigem a busca de
um
modelo teóricoem
EaD.
A
contribuição do modelo do Grupo Interinstitucional reside justamentena possibilidade de estar
em
sintoniacom essas mudanças, ou seja, o modeloteórico de
EaD
terá que levarem
conta que:a) os conhecimentos são construídos
-
De
um
lado o conhe-cimento não procede,
em
suas origens,nem
deum
sujeito consci-ente de si
mesmo nem
de objetos já constituídos (do ponto devista do sujeito) que se lhe imporiam: resultaria de interações,
que se
produzem
ameio
caminho entre sujeito e objeto, e quedependem, portanto, dos dois ao
mesmo
tempo,mas
em
virtude« vê 38 °a\2$ Qäöú )$›€3(a .z -'12 26
de
uma
diferenciação completa não de trocas entre formasdistintas. Por outro lado e por conseqüência, se não existe no
começo
nem
sujeito, no sentido epistêmico do termo,nem
objetos concebidos
como
tais,nem,
sobretudo, instrumentos invariantes de troca, o problema inicial do conhecimento será portanto o de construir tais mediadores: partindo da zona decontato entre 0 próprio corpo e as coisas, elas progredirão então,
cada vez mais, nas duas direções complementares do exterior e
do interior, e é dessa dupla construção progressiva que depende
a elaboração solidária do sujeito e dos objetos (Piaget, 1990,
p.O7).
O
conhecimento nãopode
ser consideradocomo
um
dado para setransmitir aos indivíduos.
A
percepção decomo
o conhecimento é construídomudará
a abordagem no tratamento do conteúdo das mensagens pedagógicascriadas para sistemas a distância.
Nesse sentido, para transformar a consciência bancária”
em
que o professor éum
ser superior que ensina a ignoranteseos estudantes
recebem
passivamente os conhecimentos,“A consciência bancária pensa que quanto mais se dá mais se sabe. Mas a experiência revela que com este mesmo sistema só se
formam indivíduos medíocres, porque não
há estímulo para a criação" (F reire,I992 p.38).
tornando-se
um
depósito do educador ainda muito presente nas mensagens pedagógicas, vale destacar o pensamento de Paulo Freire:O
profissional deve ir ampliando seus conhecimentosem
torno dohomem,
de suaforma
de estar sendo nomundo,
substituindopor
uma
visão crítica a visão ingênuada
realidade,deformada
pelos “especialismos estreitosNão
é possívelum
compromisso
verdadeiro
com
a realidade, ecom
homens
concretos que nela ecom
ela estão, se se temuma
consciênciaingênua
(griƒo nosso).Não
épossívelum
compromisso
autêntico se aquele que se julgacomprometido
com
a realidade se apresentacomo
algo dado,estático e imutável. Se este olha e percebe a realidade enclausurada
em
departamentos estanques. Senão
a vê enão
a captacomo
uma
totalidade, cujas partes seencontram
em
permanente
interação.Daí
sua açãonão
poder incidir sobre as partes isoladas,pensando
que assim transforma a realidademas
sobre a totalidade.É
transformando a totalidade que se transformam as partes e nãocontrário.
No
primeiro caso, sua ação, que estaria baseadanuma
visão ingênua,meramente
“focalista” da realidade,não
poderiaconstituir
um
compromisso
(Freire, 1992, p. 21).b) o aprendente está no centro do processo
-
O
papel assumidopelo aprendente
numa
abordagem construtivista é primordial: aaprendizagem
acontece pela interação que o aprendente›× ¿>»€à€3”á @"$4á Q 35 É K* «. âš 27