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Os
autores relatam e analisam, a elaboração e implementação deum
projeto as-sistencial, visando estabelecer comunicação interpessoal
com
clientesem
terapia intensiva,baseado nos princípios
da
ética biomédica. Este projeto foi aplicadona Unidade de
TerapiaIntensiva (UTI)
do
Hospital Universitário(HU)
da
Universidade Federal de Santa Catarina(UFSC), no
periodo de 03 demaio
à07
de julho de 1999.Adaptaram
para aUnidade
deTerapia Intensiva, os conceitos de ser
humano
(indivíduo, familiares, equipe de enferma-gem), necessidades
humanas
básicas, saúde, enfermagem, enfermeiro, problemade
enfer-magem
e cuidado deenfermagem da
teoria das NecessidadesHumanas
Básicas(NHB)
de
Wanda
de AguiarHorta
e acresceram os conceitos de ambiente de Nordenfelt (1993) e co-municação
de
Taylor (1992).Os
objetivos propostos foram: estabelecer comunicação inter-pessoal
com
o
clienteem
terapia intensiva e seus familiares, baseada nos princípiosda
éticabiomédica; conhecer os
componentes
administrativosda Unidade de
Terapia Intensivado
Hospital Universitário; prestar assistência de
enfermagem
ao cliente graveem
terapia inten-siva utilizando
o
processo de enfermagem; e, desenvolver e aprimorar habilidades técnicasde
enfermagem no
cuidado ao clienteem
terapia intensiva.O
modelo do
processode
en-fermagem
constava das etapas: histórico, diagnósticos, intervenções e avaliação de enfer-magem,
adaptadodo modelo
proposto por Benedet&
Bub
(1998).Na
etapa de diagnósticofoi utilizada a classificação diagnóstica
da North American
Nursing Diagnosis Association(NANDA).
Envolveram
no
estudo, quinze clientes, dos quais descrevemo
processo assis- tencial realizadocom
cinco deles, destacando os aspectos vinculadoscom
a comunicação.vi
ABSTRACT
The
authors relateand
analyse the developmentof
an assisting process basedon
the concepts
of
biomedical ethics and aimed to establish communicationbetween
the staff,clients and clients” relatives
fi'om
the intensive care unit at the University Hospital in Flori-anópolis. This process took place
fiom
May
3“' to July 7'h, 1999.The
conceptsof
Human
being (individual, family, nursing and staff ), basic
human
needs, health, nursing, nurse,nursing problems and nursing care
were
adaptedfrom
theHuman
BasicNeeds
(NI-IB)from
Wanda
de
Aguiar Horta, andtwo
other conceptswere
added: the environment conceptfrom
Nordenfelt (1993) and communicationfrom
Taylor (1992).The
objectives suggestedwere: to establish communication
between
the staff, clients and clients” relatives basedon
the concepts
of
biomedical ethics; toknow
the administrativecomponents of
the UniversityHospital (HU); to give nursing assistence to the critical care client using nursing procedures;
to develop
and
deepen nursing techniqueson
taking careof
critical care clients.The
nursingprocess
model
consistedof
four stages: historic, diagnosis, intervations and nursing avalia-tion. It
was
adaptedfrom
themodel
suggestedby
Benedet&
Bub
(1998).At
the diagnosisstage it
was
used a diagnosis classificationfrom
North American
Nursing Diagnosis Asso-ciation
(NANDA).
Fifieen clientswere
involved but justfive of them were
described and1
1NTRoDUÇAo
... ..2
OBJETIVOS
... ..2.1 Objetivo final ... ..
2.2 Objetivos operacionais e estratégias ... ..
3
REFERENCIAL
TEÓRIco
... .. 3.1 Conceitos ... ..3.2 Processo
de
enfermagem
... ..4
DESCRIÇÃO
no
CENÁRIO
Ass1sT1‹:Nc1AL
... ..4.1.
O
hospital ... ._4.2
A
unidadede
terapia intensiva ... ..4.2.1
Componentes
administrativos ... ..4.2.1.1 Política assistencial ... _.
4.2.1.2 Recursos materiais ... ..
4.2.1.3 Recursos
humanos
... ..4.2.2 Aspectos epidemiológicos ... ..
5
A
COMUNICACAO
NO
PROCESSO DE
CUIDAR
.6
PROCESSO
ASSISTENCIAL
... ..6.1 Período
de
adaptação ... ..6.2 Operacionalização
do
processode
enfermagem
... ..7
AVALIAÇÃO
DO
PROCESSO
ASSISTENCIAL
.... ..7.1 Realidade versus proposta ... ._
7.2 Clientes e familiares ... ._
7.3
Equipe
de saúde ... ..7.4 Processadores
da
experiência ... ..8
BIBLIOGRAFIAS
CITADAS
E
REFERENCIADAS
9
ANEXOS
... .. 10PARECER
DA
ORIENTADORA
...1
INTRQDUÇÃO
Implementamos
nosso projeto assistencial naUnidade de
Terapia Intensiva(UTI)
do
Hospital Universitário(HU
-UFSC),
por termos ouvido a experiênciaque
um
dosmembros
do grupo
vivenciou, juntocom
seus familiares, durante a intemação deum
pa-rente próximo,
que
permaneceu
onze diasnuma
UTI.Com
esta intemação, além de pro-blemas enfrentados,
como
medo,
angústia e ansiedade, a família destacoucomo
alguns dosprincipais, a falta de informação sobre
o
familiar intemado eo
pouco
contatoque
tiveramcom
ele, onde, acomunicação
não era efetiva devido a impossibilidadedo
cliente expressar-se verbalmente e
da
dificuldadeque
tiveram para interpretar suas expressões corporais. Istofoi
confirmado quando
a família descobriuque
os gestosque
o
seu familiar faziacom
asmãos, durante a sua internação,
não
significavaque
ele queriaque
desligassem os aparelhosa ele conectados,
mas
sim a vontade que ele tinhade
que permanecessem
maistempo
com
ele.
Outros motivos
que
nos levaram a esta escolha, foi porque desenvolvemosuma
afinidade por esta área durante
o
curso e porquepensávamos
aprimorar nossas habilidadestécnicas e adquirirmos
novos
conhecimentos relacionados a ela.Surgiu, assim, a idéia
de
realizarmosum
trabalhoque
pudesse contribuir namelhora
da
qualidadeda
assistência deenfermagem
ao cliente intemado naUTI
e seus fa- miliares.Imaginamos que
isso ocorreriaquando
compreendêssemos, identificássemos eprocurássemos satisfazer as necessidades reais e particulares de cada cliente, as quais são
expressas através
da
comunicação, maneira pela qualo
(a) cliente demonstrao que
pensa,sente e quer
da
assistênciaque
está recebendo.Para descobrirmos quais as Necessidades
Humanas
Básicas(NHBS)
que
estãoafetadas
no
(a) cliente, precisamos daquiloque
consideramos ser essencial: a comunicação,que
também
éuma
NHB
eo caminho que
levao
(a) enfermeiro (a), juntocom
os demaismembros
da
equipe, a diagnosticar, planejar e implementaruma
assistência adequada a cadacliente,
ou
seja,uma
assistênciaque
atenda aos problemas sentidos pelo (a) cliente,com
base
no
seu pontode
vista, e nãono
nosso próprioesquema
de valores.Mas
o que
fazerquando o
(a) cliente estivercom
a necessidade de comunicaçaoComunicação
prejudicadapode
ser definidacomo
o
estadono
qual o indivíduoapresenta,
ou
estáem
alto risco de apresentar,uma
diminuiçãoda
capacidade de enviarou
receber mensagens, isto é,
tem
dificuldadesem
trocar pensamentos, idéias e desejos.Na
UTI,
a dificuldadede comunicação
com
o
(a) clientepode
estar aumentada,devido aos equipamentos
complexos
utilizados nos (as) clientes edo
estadoem
que
estes seencontram,
como
por exemplo: traqueostomizados (as), entubados (as), sedados (as), so-nolentos (as), deprimidos (as), apáticos (as), confusos (as), inconscientes, entre outros.
A
seguir, abordaremos alguns aspectosda
comunicação interpessoal na tentati-va
de clarificarmos ede
ressaltannos a sua importância nas relações entre os profissionaisda área
da
saúde eno
atendimento aos clientes.O
que
é comunicação?A
comunicação pode
ser definidacomo
0
processode
transmitir e recebermen-
sagens.
É um
processo dinâmicoque
toma
possívelo
relacionamento entreo
enfermeiro (a)e
o
(a) cliente, exigindo adaptações contínuas por aqueles envolvidosno
processo,toman-
do-se efetiva
quando
transmitemensagens
pretendidas deuma
forma
clara e acurada(Taylor, 1992).
A
comunicação interpessoal éo
intercâmbio recíproco de infonnações, idéias,crenças, sentimentos, emoções, atitudes e expressões de necessidades entre duas pessoas
ou
grupo.
A
comunicação
entreo
(a) cliente e enfermeiro (a) échamada
de terapêutica, isto é,a
comunicação
planejada e deliberadaque
aenfermagem
utiliza afim
de
ajudar a identificare atender as necessidades
de
assistência à saúdedo
(a) cliente.De
maneira geral, as fiinçõesda
comunicaçãopodem
ser consideradascomo
deinvestigação, informação, persuasão e entretenimento.
A
investigação é a procura de dadossobre
o
(a) cliente, assistência e serviços para a prestação desta.A
informação consisteno
envio
de mensagens
ao receptor de acordocom
a necessidade desteou do
emissor.A
per-suasão, motiva
o
receptor a adotarcomportamento
sobreo
qual eleou
elanão
havia pensa-do
anteriormente. Finalmente, a funçãodo
entretenimento, éum
misto de persuasão e in-formação,
em
geral para aliviar a ansiedade, divertir e criar clima favorável à interação entreo
emissor eo
receptorda
mensagem
(Ceccio, 1982).Cinco elementos constituem
o
processo de comunicação,que
são: a realidade~
3
A
realidadeou
situação éo
contextono
qual está ocorrendo a interação.A
comunicação
sópode
ser examinadano
contextoem
que
ocorre porque a sua significaçãoestá diretamente vinculada a este.
Para
Dal
Sasso (1994, p.4), “o ambienteda
UTI
é assustadorpara
os clientes,os quais sofrem
uma
rupturade sua
independência e autonomia,bem como
do
seu ritmobiológico, produzindo distúrbios tais
como
perceptual,comportamento
confuso e experi-ências negativas”.
Confirmamos
isto,no
relatodo
familiar deum
dosmembros
do
gmpo,
que
fi-cou
internado naUTI,
e disse: “Nessemomento nada
faz falta,a
gentenão
sente vontadede nada.
A
pessoa
nessahora
nem
pensa
em
ficar
bom, só quer morrer, descansar.O
can-saço é tanto,
o
estresse é tantoque
a
gente preferemorrer
do
que
passarmais
um
pouco
de
trabalhopara
se recuperar ”(J . S. C., 1999).Os
interlocutores são os receptores e emissores que recebem, processam etransmitem informações. Para
que
a comunicação ocorra, a unidadeou
sistemaque produz
e recebe deve ser fiincional,
ou
seja, “estarem bom
funcionamento”.Devemos
consideraraspectos fisiológicos, psicológicos e de contexto (ambientais), pois
o
serhumano
percebe amensagem
comunicada
inicialmente através de três sentidos: visão, audição e tato (Silva,1996)
As mensagens
são informaçõesou emoções que queremos
transmitir, eque
sofrem influência
do
estado fisico e emocional dos interlocutoresno
momento
de
sua emis-são.
Os
signos são estímulosque
transmitemuma
mensagem
pormeio de
sinaisou
símbolos utilizados na emissão desta e
devem
tero
mesmo
significado para as pessoasque
os utilizam.
Os
meios
são as formasque
utilizamos para transmitir a 'mformaçãocomo:
gestos, expressões faciais, objetos,
adomos,
palavras escritas e faladas, entre outros.Existem várias classificações para a comunicação, dentre elas, escolhemos a
mais clássica,
que
divide acomunicação
em
verbal e não-verbal.A
comunicação
verbal é aquela associada a linguagem escrita e falada, aos sonse palavras
que
usamos
para nos comunicar.É
impossívelo
envio demensagens
de forma verbalsem
a utilizaçãoda
não-verbal. Portanto,
não
existe comunicação verbal sozinha, asmensagens
transmitidas nasA
comunicação
não-verbal inclui todas as formasde comunicação que não
en-volvem
as palavras faladas e escritas, apesarde não
termos controle consciente sobre ela,esta se manifesta continuamente.
O
fato éque
possuímosum
mecanismo
batizadocom
o
nome
de Sistema Ner-voso
Central e outros,denominados
de periférico e autônomo, responsáveis diretamentepela linguagem corporal
que
possuirnos, eque
refletem, independenteda
nossa vontade, osnossos estados de prazer e desprazer (Morgan, 1989).
“Todo o
comportamento,numa
situação interacional é comunicação.E
a
co-municação
étambém
necessidade, poispor
mais que
o
indivía'uo se esƒorce, é-lhe impossí-vel
não
comunicar”
(Watzlawick, 1987, p.45).O
estudodo
não-verbal auxiliao
profissional de saúde a percebercom
maiorprecisão os sentimentos
do
(a) cliente, suas dúvidas e dificuldades de verbalização (Silva,1996).
Estudando
sobre comunicação não-verbal encontramosque
apenas7%
dos pen-samentos (das intenções) são transmitidos por palavras,
38%
são transmitidas por sinaisparalingüisticos e
55%
pelos sinaisdo
corpo (Silva, 1996).Muitas vezes, é por
meio da
comunicação não-verbalque
podemos
identificar seo
(a) cliente estácom
dor,medo,
irritado (a), ansioso (a)ou
preocupado (a). Estas in-formações
podem
ser obtidas através de gestos, posturas, expressões faciais, orientaçãodo
corpo, singularidades somáticas, naturais
ou
artificiais, organização dos objetosno
espaço eaté pela relação
de
distância mantida entre os indivíduos.A
comunicação
não-verbalpode
ser classificada em:a)
Paralinguagem
ou
paraverbal:que
é expressa, por exemplo, pelotom
devoz, ritmo
com
que
são pronunciadas as palavras, choro, pausa, entre outros.b) Fisiológica: refere-se a manifestação externa das diferentes partes
do
nossocorpo,
como
palidez, sudorese, alteraçãona
temperatura corporal, rubor, tremores e lacri-mejamento.
c) Cinésica: é a linguagem
do
corpo, seus movimentos, desde os gestosmanu-
ais,
movimentos
dosmembros,
meneiosda
cabeça, até as expressões mais sutis,como
asfaciais.
Estes gestos
humanos
podem
ser classificadosem
cinco categorias, propostaspor
Ekman,
Friesen,apud
Silva (1996): 1) emblemáticos, são gestos culturais aprendidos e5
elabore,
dando
oportunidade parao
outro de falar; 3) ilustradores, aprendidos por imita-ções,
acompanham
a fala; _4) adaptadores, são partesdo
nosso corpoque
usamos
paracom-
pensar sentimentos
como
ansiedade, tensão e insegurança; e, 5) manifestações afetivas,configurações faciais
que
assinalam estados afetivos, conscientesou
não.d) Proxêmica: é
o
usoque
o
homem
fazdo
espaço enquanto produto culturalespecífico,
como
a distância mantida entre os participantes deuma
interação.e) Características físicas: são a própria
forma
e a aparência deum
corpo,transmitem informações sobre faixa etária, sexo, origem ética e social.
Í) Fatores
do
meio
ambiente: são a disposição dos objetosno
espaço e as ca-racterísticas
do
próprio espaço,como
cor, forma e tamanho.g) Tacêsica: é tudo
que
envolve a comunicação tátil, pressão exercida, localonde
se toca, idade e sexo dos comunicadores, espaço pessoal, a cultura dos comunicadorese as expectativas
de
relacionamento.Existem três tipos
de
toquesna
áreada
saúde;o
toque instrumental,que
cons-titui
o
contato fisico deliberado necessário parao desempenho
deuma
tarefa específica; otoque expressivo
ou
afetivo, contato relativamente espontâneo e afetivo; eo
toque terapêu-tico, este termo passou a ser usado para designar a imposição de mãos.
O
verbal eo
visível,o que o
homem
diz ecomo
elemexe
o
seu corpo, são ape-nas duas das formas mais óbvias de comunicação.
O
serhumano também
secomunica
pelotato, olfato e,
em
algumas ocasiões, até pelo paladar. Estes sentidospodem
ser parte i1n-portante na
mensagem
global,embora
muitopouco
se saiba a respeito deles.De
fato, so-mos
relutantesem
cheirar uns aos outros, e praticamente suprimimoso
olfatocomo
sentido.Uma
pessoapode
fechar os olhos,pode
se recusar a tocar as coisasou
a comer,mas
serádificil deixar
de
ouvirum
bamlho
e impossível bloquearo
olfato. Explica-se isto pelo fatode
que
os centros olfativos são antigos e mais primitivosdo que
os centros visuais (Davis,1973)
Temos
então,uma
grande oportunidade de prestar mais atenção e desenvolvernossas habilidades
também
em
relaçãoao
olfato, sendo aUTI
um
local ricoem
cheiros ca-racteristicos, identificáveis
ou
não, responsáveis muitas vezes pelo diagnósticode
doenças epela prestação
de
determinados cuidadoscom
o
(a) cliente,como:
banho, higiene oral, entreoutros.
Quando
um
cliente é internadona UTI,
seu convívio familiar é abalado, causan-NHBs,
tantodo
(a) cliente quanto de seus familiares. Portanto, paraque
a assistência sejade
forma
globalizada, é precisouma
comunicaçãoadequada
entre equipe de saúde e familia-res.
A
comunicação, verbal e/ounão
verbal, entre a equipe deenfermagem
e os familiarestem
função humanística social, transmite segurança econfiança no
atendimento.Santos (1979) reforça este aspecto
afirmando que
a participaçãoda
equipejunto aos familiares é, entre outras, de favorecer
que
osmembros
da
famíliamantenham
contato
com
a realidadeem
que
o
(a) cliente se encontra.Millar,
apud
Curry (1989), estudouo
apoio prestado aos familiares de doentesna
Unidade
de Cuidados Intensivosno
Serviço Nacional de Saúde, a análise dos resultadoslhe permitiu fazer
uma
lista das necessidadesda
familia porordem
de importância.Nesta
lista a necessidade de reduzir a ansiedade foi a mais citada e a necessidade de infomtação
ficou
em
segundo lugar.Estes fatos
confirmam
a importância de trabalhannoscom
a comunicação inter-pessoal,
não
apenascom
o
(a) cliente, maistambém
com
a família e equipe de saúde.Constatamos,
também, que
a utilização dos gestos emblemáticos (quetem
si-gnificados técnicos), restritos aos profissionais
da
áreada
saúde, dificultam acompreensão
dos familiares.
Acreditamos ser fundamental
o
conhecimento dosmecanismos
de comunicaçãopelos profissionais de saúde, pois desta
forma
é possível melhorar a qualidadeda
comunica-ção e conseqüentemente
da
assistênciaao
cliente, alémde
contribuírem para melhoraro
relacionamento entre os próprios
membros
da
equipe (Stefanelli, 1996).Estar atento e interagir
com
outras pessoaspode
melhorar nossa comunicação,promovendo
assim,um
salto qualitativo nas relações pessoais (Dobbro, 1998).Consideramos
também
primordial,o
desenvolvimento deuma
percepção acura-da
para os profissionais de saúde, atravésdo
uso efetivo dos sentidos, pois isto melhora ainteração
com
o
(a) cliente, facilitando a avaliação dasNHBS
afetadas,uma
vezque
a co-municação interpessoal permeia toda e qualquer atividade humana.
A
subjetividade éuma
das característicasque
detenninamo
conteúdoda
cons-ciência para a qual
devemos
ter nossa atenção constantemente voltada nas relações inter-pessoais.
Uma
vezque ninguém tem
como
aprender a realidadedo
outro totahnente, a per-cepção consciente nos processos de comunicação se apresenta
como
facilitador da relação7
Pensamos que
somente melhorando nossa comunicação interpessoal terapêuticaé
que
teremos qualidadena
assistênciade
enfermagem, qualidadeque
para nós,não
é ape- nas termos responsabilidade de cuidar e resgataro
saudáveldo
indivíduo,mas também
defazê-lo mais
autônomo
e feliz.A
perdada
autonomia, conquistada desde a infância, fazcom
que o
(a) clientede
UTI
regrida e volte toda sua atenção para coisas que, até então,passavam
despercebidasno
seu dia-a-dia. VEvidenciamos isto
no
relato de J. S. C. (1999):“Eles
pensam
queo
doentenão
ouve.É
enganoso achar que o pa-
ciente
da
UIY
não
ouve
nada, tá morrendo, pois é alia
hora que
ele
grava
enunca mais
esquece.Porque
éa
hora
que ele táƒecha-do,
não
tem rádio, TV, barulhode
carro, nada. Elenão
participada
coisaem
si,mas
participa.Eu
não
esquecide
nada! ”.Para garantir e viabilizar
que
a autonomiado
(a) cliente seja respeitada,bem
como
os seus direitosde
cidadão (direito à privacidade, à informação e à reclamação), des-envolvemos
nosso trabalho baseado nos princípios da ética biomédica, sendoque
estes po-dem
orientar as nossas decisões e ações de enfermagem, jáque o
objetivoda
ética é exami-nar responsabilidades e obrigações proporcionando ponderação nas
tomadas
de decisão dosprofissionais.
A
“tétrade dos principios” é considerada, por muitos autores,como uma
contri-buição ética
adequada
para trabalhar os nossos conflitos morais.Descreveremos
estes prin-cipios
numa
seqüênciaque
indiqueuma
ordem
de
prioridade e importância.Beneficência: entende-se
como
a obrigação de ajudar os outros,sempre
a favorde seus interesses.
No
casodo
profissional de saúde refere-se aoempenho
com
que
ele devetratar
o
(a) cliente, restaurar sua saúde e devolvê-loem
ótimo estado, sempreque
isso forpossível. Este principio deve ser diferenciado
do
patemalismoou da
caridade,que não
sãodeveres
em
sentido restrito, poisnão
implicamuma
obrigaçãocomo
profissionaisnem
ge-ram
direitos correlativos ao cliente (Caponi&
Bub, 1996).Não-maleficência:
rege a ética hipocrática (“prímonom
nocere”) e irnplica odever
de
se abster de fazer qualquer mal para os (as) clientes. Este princípionão
só se referecli-entes,
mas também
ao fatode que
elesdevem
evitar qualquer situaçãoque
possa significarum
risco desnecessário para osmesmos
(Caponi&
Bub,
1996).Autonomia:
implicao
respeito à autodeterminaçãoda
pessoa, isto é,ao
sujeitoconsiderado
com
ser racional e livre, implicaum
dever denão
interferência e denão
lirnitardecisões autônomas.
É
um
princípioque
seopõe
auma
longa tradição patemalistaque
nãoatende para
o
direitoque
o
clientetem
de participar nas decisões sobre sua saúde.Todo
o
indivíduo
tem o
direito básico de ser tratadocomo
pessoaautônoma
capaz detomar
deci-sões baseadas
em
motivos próprios (Caponi&
Bub,
1996).Justiça: refere-se a distribuição
adequada
de deveres ede
beneficios sociais.No
âmbito
da
saúde implicao
direitode
todos a receber cuidados de saúdequando
for necessá-rio, tendo sempre as
mesmas
oportunidades para gozar desses beneficioscomo
qualqueroutra pessoa (Caponi
&
Bub,
1996).O
código de éticado
profissional deenfermagem
reúne normas, princípios, di- reitos e deveres pertinentes à condutado
profissional, levandoem
consideração, prioritari-amente, a necessidade e
o
direito de assistênciade enfermagem
a população.Os
interessesdo
profissional ede
sua organização está centradona
clientela e pressupõeque
os agentesde trabalho
da enfermagem
estejam aliados aos usuáriosna
luta poruma
assistência de qua-lidade,
sem
riscos e acessível a toda população.O
(a) enfermeiro (a) precisa seguir alguns deveresque
subsidiem as resoluçõesde seus conflitos
como
descreveo
COFEN,
citadoem
Noronha
(1985, p. 350):“cap. II, são deveres
do
enfermeiro: art. 8" -IV -
respeitara
vidahumana
desdea
concepção
atéa
morte,jamais cooperando
em
atoque
voluntariamente se atente contra elaou
que coloqueem
riscoa
integridade física
ou
psíquicado
serhumano.
V-
respeitar os va-lores culturais e as crenças religiosas
do
cliente. VII-
respeitaro
natural
pudor
ea
intimidadedo
cliente. VIII-
respeitaro
direitodo
clientede
decidir sobrea
sua pessoa
e seu cuidado”.~
Conforme o
exposto acima, nos questionávamos:
Que
técnicas poderiam serimplementadas para
melhorarmos
a assistênciaao
clientecom
comunicação
verbal prejudi-cada?
Como
poderíamos prestar assistênciade enfermagem
respeitando a autonomiado
(a)cliente?
Como
estabeleceríamosum
processo deenfermagem que
suprice as necessidades2
OBJETIVOS
Para fins didáticos, iremos relatar os objetivos junto as estratégias e avaliação.
2.1
Objetivo
finalPrestar assistência
de
enfermagem
ao
clienteem
terapia intensiva, estabele-cendo comunicação
interpessoalbaseada
nos princípiosda
ética biomédica.2.2
Objetivos operacionais
e estratégias
1 Estabelecer
comunicação
interpessoalcom
o
clienteem
terapia intensiva eseus familiares
com
basenos
princípiosda
ética biomédica.0 Estratégias
1.1
Manter
uma
relação dialógica'com
o
cliente e farnília, durante todoo
processo de as-sistência;
1.2 Identificar os possíveis fatores predisponentes aos déficits de comunicação e a forma
como
eles se manifestamf1.3 Falar claro,
com
tom
devoz
normal, utilizando frases curtas, e olhando diretamentepara
o
(a) cliente;1.4 Repetir, depois reformular
o pensamento
se a pessoanão
parececompreender o
signifi-cado completo;
1
Relação ou racionalidade dialógica, baseada no diálogo e na argumentação. Parte do pressuposto que todos
são iguais enquanto seres humanos, portanto seres racionais
com
capacidade de entendimento. Não admitemanipulações.
2 Referirno-nos aos fatores relacionados e características definidoras do diagnóstico de “Comunicação alte-
1.5 Ter paciência
com
os (as) clientesque
tem
dificuldade para comunicarem-se.1.6
F
omecer tempo
suficiente parao
(a) cliente se expressar, principalmentequando
eleou
ela falar lentamente,
sem
interrompê-lo;1.7 Incentivar
o
(a) cliente a verbalizar suas necessidades;1.8 Estimular
o
(a) cliente a verbalizar sentimentos sobre a situação saúde (doença, trauma-tismo) e/ou ambiente;
1.9 Refonnular a
mensagem
do
(a) clienteem
tom
claro para asseguraro
sentido desejadopor ele
ou
ela;1.10
Usar
o
toque e os gestos para incentivar a comunicação;1.11 Procurar tocar
o
(a) cliente durante a comunicação;1.12 Observar expressão facial e os
movimentos
corporais, respostas visíveis a qualquertentativa de estabelecer comunicação;
1.13 Encorajar a pessoa a apontar, usar gestos e pantomina;
1.14 Observar alterações
do
comportamento, agitação, ansiedade, alteraçõesda
fi'eqüênciacardíaca e outras durante
o
estabelecimento da comunicação;1.15 Avaliar
o
estado mental, observando manifestações de privação sensorial;1.16
Abordar
a pessoa pelo ladoem
que
a audição é melhor;1.17 Adiar a conversa
quando o
(a) cliente estiver cansado;1.18 Visitar
o
leitodo
(a) cliente freqüentemente,com
o
objetivo de manter a comunicação;1.19
Fomecer
“feedback” positivo verbal enão
verbal freqüente sobre sua evolução;1.20
Quando
necessário, utilizarmétodos
alternativos de comunicaçãocomo:
1.20.1 Oferecer papel e caneta solicitando
que o
cliente escreva amensagem
ou
desenheuma
figura;1.202
Utilizar figuras e palavras significando as frases usadascom
maior freqüência;1.21 Evitar comentários impróprios frente ao cliente independente
do
nivelde
consciência;1.22 Propiciar
um
ambiente agradável ecalmo que
facilite a comunicação;1.23 Planejar os cuidados de
enfermagem
de forrna anão
interferircom
as visitas;1.24 Ajudar a planejar a visitação pela família, permitindo flexibilidade dos horários e roti-
nas;
1.25
Permanecer
com
o
(a) cliente durante os procedimentos, oferecendo apoio e tranqüili-zação;
11
1.27 Realizar cuidados de
enfermagem
respeitando autonomiado
(a) cliente (principalmenteações de auto-cuidado,
como
consulta-lo sempre sobre a melhor maneirade
higienizá-lo,forma de
pentearo
cabelo, de alimentá-lo);1.28 Respeitar a privacidade
do
(a) cliente;1.29 Realizar ações
que
somente beneficiarãoo
(a) cliente;1.30
Manter
o
cliente e a família informada sobreo
estadodo
mesmo
e sanar suas dúvidassempre
que
possível;1.31 Escutar a família
em
momentos
dificeis e de ansiedade;1.32 Elaborar
um
fowr
contendo orientações sobrenormas
e rotinas, horários de visitasetc.
1.33 Estimular a familia
ou
pessoas próximas a conversaremcom
o
(a) cliente sobre assun-tos leves e agradáveis, tocando-o
sempre que
tiverem vontade;1.34 Auxiliar
o
(a) cliente a orientar-seno tempo
eno
espaço;1.35
Empreender
esforços para manter relógio e calendário a vistado
(a) cliente, caso con-trário orientá-lo
sempre que
necessário sobretempo
e espaço.0 Avaliação
O
objetivo será alcançadoquando
os acadêmicos conseguirem estabelecer co-municação interpessoal efetiva
com
o
(a) cliente, respeitando os princípios da ética biomé- dica.2
Conhecer
oscomponentes
administrativosda
unidadede
terapia intensivado
Hospital Universitário.
0 Estratégias
2.1 Apresentar os objetivos
do
estágio para a equipe deenfermagem
da unidade; 2.2 Observar a distribuiçãoda
equipe portumo
de trabalho;2.3 Realizar
um
estudo exploratório acercado número
de clientes intemados, as causasda
intemação,
tempo de
intemação e as condições de saída, seja por alta, transferênciaou
óbito, utilizando
como
fonte de dadoso
“Registro de pacientes de 1999”, segundo variáveissexo e idade.
2.5 Observar
como
é realizadoo
processode
desinfecção dos materiaisna
unidade;2.6
Conhecer
os procedimentosde
admissão e alta;2.7
Conhecer
a posição daenfermagem no organograma
da instituição e unidade;2.8
Conhecer
as características dos recursoshumanos
(número, formação, distribuição dasfunções);
2.9
Conhecer
asnormas
e rotinasda
unidade;2.10
Acompanhar
o
(a) enfermeiro (a) na elaboraçãoda
escala mensal de serviço;2.11 Participar, se possível, de reuniões
com
a equipede
enfermagem;2.12 Supervisionar a equipe
na
prestação de cuidados aos clientes;2.13 Trabalhar
em
conjuntocom
a equipena
prestação dos cuidados deenfermagem
aosclientes.
0 Avaliação
O
objetivo será considerado alcançado se os acadêmicos, ao finalizaremo
está-gio, descreverem e analisarem os
componentes
administrativosda
UTI
do
HU
-UFSC.
3
Prestar assistênciade enfermagem
ao
cliente graveem
terapia intensiva,utilizando
o
processode
enfermagem baseado
na
teoriadas
NHB
e classificação diagnós-tica
da
NANDA.
ø Estratégias
3.1 Elaborar
um
roteiro para coleta de dados para realizaçãodo
histórico de enfermagem;3.2 Realizar
o
histórico de enfemiagem;3.3 Observar e realizar
exame
fisico diariamente;3 .4 Realizar diagnósticos de enfermagem, observando as necessidades
humanas
básicasafetadas;
3.5 Registrar os diagnósticos de
enfermagem (DE)
vinculando, cadaum
deles, aos “fatoresrelacionados” e “características definidoras”;
3.6 Elaborar e implementar intervenções de enfermagem;
13
0 Avaliação
O
objetivo será alcançado seo
grupode
acadêmicos conseguirem identificar asnecessidades
humanas
básicas afetadasno
(a) cliente, planejarem e prestarem assistência deenfermagem de
acordocom
a metodologia proposta.4
Desenvolver e aprimorar habilidades técnicas específicas e gerais deenfer-magem
no
cuidadoao
clienteem
terapia intensiva.0 Estratégias
4.1 Executar técnicas gerais de
enfermagem
pertinentes ao cuidadodo
(a) clienteem
terapiaintensiva;
4.2 Executar técnicas específicas
do
(a) enfermeiro (a) deUTI, como:
histórico, diagnósti-cos, intervenções e avaliação
do
(a) cliente, avaliar condição neurológica e nível de sedaçãodos (as) clientes utilizando a escala de
coma
deGlasgow
e deRamsay
respectivamente(ANEXO
1), realizar avaliação respiratória, cuidadoscom
prótese respiratória, determinarvalores hemodinâmicos, instalar e controlar pressão venosa central
(PVC)
e pressão arterialmédia
(PAM),
controlar a monitorização cardíaca, entre outras.0 Avaliação
O
objetivo será alcançado se os acadêmicos conseguirem desenvolver e aprimo-rar habilidades técnicas específicas e gerais de
enfermagem no
cuidado ao clienteem
terapiaAs
teorias deenfermagem
e osmarcos
conceituais são importantes guias para aprática.
As
teorias são mais específicas e concretas, e osmarcos
conceituais, por sua vez,são altamente abstratos, constituem
uma
construção mental logicamente organizada,que
serve para dirigir
o
processode
investigação (F elisbino, 1990;Neves Arruda
e Gonçalves,1984)
.'
Na
prática assistencial, osmarcos
conceituaisatuam
como
balizas teóricas queorientam
o que
é importante observar, relacionar e planejar.Nas
situações de interaçãocom
o
(a) cliente, as teorias funcionamcomo
guiasespecíficos para levantar dados, diagnosticar, executar as ações de assistência e avaliá-las
(Souza, 1984). Assim, teorias constituem
uma
fonna
sistematizadade
olhar parao
mundo,
para descrevê-lo, explicá-lo, prevê-lo
ou
controlá-lo.As
teorias são baseadasem
suposiçõese formadas por conceitos, definições,
modelos
e proposições (George, 1993).Os
conceitos são palavrasque
descrevem objetos, propriedades, acontecimen-tos, significados e constituem os elementos básicos de
uma
teoria. Eles traduzem,em
idéiase definições, as impressões
que
recebemos pelas sensações despertadas pelo ambiente(George, 1993).
Nosso
marco
conceitual foi inspirado na teoria das NecessidadesHumanas
Bá-
sicas (NI-IB)
de
Wanda
de Aguiar Horta. Entretanto, algumas inclusões sefizeram
necessá-rias
como
ocorreucom
o
conceito de ambiente e comunicação, os quais foram adaptadosde
Nordenfelt e Taylor, respectivamente.Optamos
pela teoria das NI-IB deWanda
de Agui-ar
Horta
por dois motivos. Primeiro, porquetem
sido a mais utilizada durante a graduaçãono
HU
-USFC
e,em
segundo, porque esta nos forneceuma
visão mais holísticado
(a) cli-ente, visualizando-o (a)
como
um
ser bio-psico-sócio-espiritual.Wanda
de Aguiar Horta, idealista, cientista e pioneirana enfermagem
brasileira,foi professora na Escola de
Enfennagem
da
Universidade deSão
Paulo(USP)
durante20
anos.
Em
1963 introduziuna
disciplina deFundamentos de Enfermagem, o
plano de cuida-dos.
Em
1970, publicouna
Revista Brasileira deEnfermagem
o
artigo “Contribuições paraa teoria sobre a enfermagem”. Criou a revista
“Enfermagem
em
Novas
Dimensões”.Em
15
das “Necessidades
Humanas
Básicas” e sua operacionalização (processode
enfermagem).Em
1982, faleceu após vários anos de sofiimento,com
uma
doença que
a impediu de aper-feiçoar seu trabalho nos últimos anos de vida.
Sua
obra é consideradaum
marco
na enfer-magem
brasileira, evem
sendo utilizada até os dias de hoje.Em
1968, desenvolveuum
método que
proporcionou a observação dos aspec-tos fisicos dos problemas
de enfermagem
com
intuito de introduzir a técnica de observaçãosistematizada
na
prática.Após
isto amesma
desenvolveu a teoria das NecessidadesHuma-
nas Básicas
(NHB).
Foi pioneirano
Brasil a incentivar a utilização deuma
teoriaque
servis-se de guia para
o
planejamento, direcionamento, coordenação, execução e avaliaçãoda
as-sistência de enfermagem.
A
teoria das NecessidadesHumanas
Básicas(NHB)
se apóiaem
leis geraisque
regem
osfenômenos
universais,como
a leido
equilíbrio, a lei da adaptação e a leido
holís-mo.
Foi desenvolvida a partirda
teoriada
motivaçãohumana
deMaslow,
e adotou aclassi-~
ficaçao das necessidades
humanas
básicas de JoãoMohana.
3.1
Conceitos
O
quadro abaixo, visa facilitaro
entendimento e acomparação
dos conceitosapresentados pela teorista e os adaptados pelos acadêmicos, para serem utilizados
no
tra-balho
na UTI.
Salientamosque
todos os conceitos sao importantes, independenteda ordem
um
todo, estáem
constante interaçãocom
ouniverso dando e recebendo energia; esta dinâmica
provoca mudanças que o levam a estado de equilí-
brio e desequilíbrio.
Os
desequihbrios geram noser humano necessidades que se caracterizam por
estados de tensão conscientes ou inconscientes que
o levam a buscar satisfação de tais necessidades
para manter o seu equilíbrio dinâmico no tempoe
no espaço” (Horta, 1979, p.28).
O
indivíduo (cliente)em
terapia intensiva, éum
ser único, indivisivel,com
características,crenças e valores próprios, tem capacidade de
reflexâo e possui direitos e deveres adquiridos
na qualidade de cidadão.
Como
parte integrante do meio ambienteestá sujeito à estados de equih'brios e desequilí-
brios. Estes últimos geram necessidades, que
quando afetam os sistemas vitais, podem levaro
(a) cliente a ser internado (a) na unidade de
terapia intensiva. Nestas unidades encontram
recursos materiais e humanos necessários paraa
satisfação de suas necessidades humanas básicas
afetadas.
2
SER
HUMANO
IFAMILIARES
2SER
HUMANO
IFAMILIARES
“É
um
todo, estáem
constante interaçãocom
ouniverso dando e recebendo energia.
A
dinâmicado universo provoca mudanças que os levam a estados de equihbrio e Por suas
características são também agentes de mudanças
no universo dinâmico, os desequilíbrios geram necessidades que precisam ser atendidas para
manterem seu equilíbrio dinâmico no tempo e no
espaço” (Horta, 1979, p.28).
Os familiares do (a) cliente
em
estado grave,em
terapia intensiva, estão unidos por laçosconsangüíneos, afetivos, de interesse e/ ou afini-
dade, formando
uma
unidade biológica, cultural,social e espiritual influenciados por
uma
culturae nível sócio-econômico.
Quando
um
de seus membros é internadoem
UTI, este fato interfere na sua vivência, abalan-
do sua estrutura/'ñNestas circunstâncias, seu
familiar torna-se dependente de fatores fora de
seu alcance. Este fato, faz
com
que a famíliasinta-se impotente frente à situação crítica apre-
sentada.
Os
fatores que mais contribuem para estetipo de sentimento, são a restrição do contato
com
o familiar internado e a dificuldade deobterem informações adequadas sobre o mesmo.
Tudo isto nos leva a crer que as famílias de
indivíduos gravemente doentes têm necessidades
e experimentam dificuldades relacionadas dire-
tamente
com
a UTI.Por pretendermos seguir o conceito de as-
sistência globalizada ao cliente é que não pode-
mos separar as necessidades do (a) cliente das
de sua familia.
3
SER
HUMANO
/EQUIPE
DE
ENFERMAGEM
3SER
HUMANO/
ENFERMAGEM
EQUIPE
DE
“É
um
todo, estáem
constante interaçãocom
ouniverso dando e recebendo energia, esta dinâmica
provoca mudanças que os levam a estados de
equilíbrio e desequilíbrio. Por suas características
são também agentes de mudanças no universo dinâmico, os desequilíbrios geram necessidades
que precisam ser atendidas para manterem seu
equilíbrio dinâmico no tempo e no espaço” (Horta,
1979, p.2s).
São seres humanos capacitados para promo-
verem a recuperação das necessidades humanas
básicas afetadas nos (as) clientes
em
terapiaintensiva. Estão
em
constante interaçãocom
oambiente estrwsor da unidade, o que pode afetar
as necessidades psicobiológicas (sono e repouso,
fadiga, alteração na nutrição, eliminação, etc),
psicossociais (ansiedade, desgaste emocional,
etc.) e psicoespirituais (angústia espiritual), que
precisam de atendimento para restaurarem o
DEFINIÇÃO
CONCEITUAL DE
DEFINIÇÃO
OPERACIONAL
WANDA
A
HORTA
PARA
UTI
4
NECESSIDADES
HUMANAS
BÁSICAS
4NECESSIDADES
HUMANAS
BÁSICAS
L \“São estados de tensão conscientes ou incons-
cientes resultantes dos desequihbrios hemodinâ-
micos dos fenômenos vitais” (Horta, 1979, p.39).
As
necessidade humanas básicas são univer- sais, podem estar latentes, ser consciente ouinconsciente, verbalizada ou não
(ANEXO
2).São estados de tensão que o (a) cliente
em
terapia intensiva e seus familiares enfrentam
em
decorrência dos desequilíbrios dos fenômenos ou
sistemas vitais.
A
família manifesta maior número de neces- sidades afetadas no nivel psicossocial seguido dopsicoespiritual e psicobiológico. Entretanto,
com
o (a) cliente de UTI, ocorre
um
processo inver-so, onde as necessidades psicobiológicas geral-
mente estão gravemente comprometidas, colo-
cando
em
risco sua vida.'
Isto não significa que as demais necessidades
não possam estar
em
desequilibrio. Neste mso,suas manifestações e o tipo de atendimento
requerido podem variar de indivíduo para indi-
víduo, ou
em
um
mesmo
individuo. ›5
SAÚDE
5SAÚDE
Saúde é o estado de equihbrio no tempo e no
espaçoedoençaéoestadodedesequilíbriono
tempo e no espaço, devido ao desconforto prolon-
gado pelo não atendimento ou atendimento inade-
quado das necessidades humanas básicas (Horta,
1979).
)
S
®{
Saúde é
uma
dimensão da natureza humana,que inclui estados de saúde comprometida
em
maior ou menor gravidade.
Para melhor operacionalizar este conceito,
podemos adotar a definição de Nordenfelt
(1987), segtmdo o qual, a saúde é a habilidade
para atingir as metas vitais, dentro de determi-
nadas Dentro desta concepção, é
possível que
uma
pessoa possa sentir-se saudá-vel
mesmo
tendo alguma doença ou defeito.A
saúde do (a) cliente pode estar compro-metida quando ele ou ela não tem capacidade
para fazer o que precisa, quer ou deseja, o que
freqüentemente geram necessidades afetadas.
Em
terapia intensiva, os fatores que mais com-prometem a saúde são as doenças e os traumas
,graves
6
ENFERMAGEM
6ENFERMAGEM
É
a ciência e a arte de assistir o ser humano noatendimento de suas necessidades humanas bási-
cas, de torná-lo independente desta assistência,
quando possível, pelo ensino do alto cuidado; de
recuperar, manter e promover a saúde
em
colabo- raçãocom
outros profissionais (Horta, 1979).É
a profissão que reconhece o (a) cliente in-ternado na unidade de terapia intensiva como
um
ser humano único e indivisivel; que respeita a sua individualidade, caracteristicas, crenças e valores próprios e que lhe assiste no atendi-mento de suas necessidades humanas básicas
afetadas, procurando sempre,
em
conjuntocom
a equipe de saúde e familiares, reconduzir o (a)
“É
um
ser humanocom
todas sua dimensões,potencialidades e restrições, alegrias e frustrações, é aberto para o futuro, para a vida e nela se engaja
pelo compromisso assumido
com
a enfermagem.Este compromisso levou-o a receber conhecimen-
tos, habilidades e formação de enfermeiro, sancio-
nado pela sociedade que lhe outorgou o direito de
cuidar de gente, outros seres humanos” (Horta,
1979, p.29).
Éumserhumanocomtodasassuasdimen-
sões, potencialidades e restrições, alegrias e
frustrações.
É
aberto para o futuro, para a vida enela se engaja pelo compromisso de prestar
assistência às necessidades bio-psico-sócio-
espirituais do (a) cliente
em
terapia intensiva,tomando-o (a) independente desta assistência
sempre que possível. Nesta assistência de en-
fermagem são requeridos conhecimentos e ha-
bilidades apreendidos durante sua formação
profissional.
8
PROBLEMA
DE
ENFERMAGEM
8PROBLEMA
DE
ENFERMAGEM
“São situações ou condições decorrentes do de-
sequilíbrio das necessidades básicas do indivíduo,
família e comunidade, e que exigem do enfenneiro
sua assistência profissional” (Horta, 1979, p.39).
São situações ou condições diagnosticáveis,
apresentadas pelo (a) cliente
em
terapia intensi-va, decorrentes dos desequilíbrios de suas neces- sidades humanas básicas, e que exigem do (a) enfenneiro (a) sua ação profissional.
9
CUIDADO DE
ENFERMAGEM
9CUIDADO DE
ENFERMAGEM
“É a ação planejada, deliberada ou automática
do enfermeiro, resultante de sua percepção, obser-
vação e análise do comportamento, situação ou
condição do ser humano” (Horta, 1979, p.36).
São todas as ações executadas pelo enfermei-
ro (a) e por sua equipe, para ou
com
o (a) clienteinternado (a) na unidade de terapia intensiva, sistematizada pelo processo de enfermagem.
O
(a) enfermeiro (a) cuida fazendo aquiloque o (a) cliente não pode fazer, quando total-
mente dependente. Ajudando ou auxiliando,
orientando ou ensinando quando parcialmente dependente, ou solicitando avaliação de outros profissionais (médicos, fiosioterapêutas, nutrici-
onistas, etc.) quando a resolução dos problemas
independe da sua competência profissional.
10
AMBIENTE
10AMBIENTE
Os seres humanos sempre vivem
em
algumtipo de meio ambiente, e este pode ser dividido
em
ambiente fisico (local de moradia, clima, etc.),
ambiente cultural (sociedade
com
suas leis e re-gulamentos, crenças e valores, etc.) e o ambiente
psicológico (constituído por parentes, amigos e
colegas de trabalho). Este multifacetado ambiente
nos influencia fisimmente e mentalmeme, ambos
em
curto ou longo prazo, afetando particularmenteo nosso estado de bem-estar, ou seja, afeta o nosso
grau de
bem
ou de mal-estar.O
ambiente é considerado comouma
platafor-ma
para as nossas ações e a base para o estabele-cimento de nossos objetivos na vida (Nordenfelt,
1993).
Os (as) clientes intemados (as) na unidade
de terapia intensiva geralmente consideram o
ambiente frio (insensível) e hostil (agressivo),
enfim, estressante. Isto deve-se à separação da
à falta de informações a respeito da
unidade e da situação de saúde, à ausência de
privacidade fisica e intimidade fisiológica, à
iluminação artificial, ao ruído dos aparelhos, à
linguagem desconhecida usada pela equipe de
saúde e à agressividade da terapia (punções,
sondagens, entubação, aspiração de secreções,
fisioterapia, etc.) (Gomes, 1988; Ciosak e Sena,
1983).
Sabemos que, os cuidados intensivos têm
como prioridade a estabilização dos sistemas
vitais (psicobiológico), os quais podem contri-
buir para o desequilíbrio das necessidades psi-
cossociais e psicoespirituais do (a) cliente.
Os desequilíbrios decorrentes do ambiente da
UTI não atingem somente os (as) clientes, mas
também, a equipe de saúde que cria
um
clima deDEFINIÇAO
CONCEITUAL DE
WANDA
A
HORTA
DEFINIÇAO
PARA
OPERACIONAL
UTI
10
AMBIENTE
encontrada para defenderem-se da angústia
sofiida pelo temor de vivenciar situações dificeis
durante o plantão. '
A
unidade de terapia intensiva pode então,ser considerada como
uma
plataforma planeja-da, organizada e equipada
com
aparelhagensespecíficas e recursos humanos que visam a centralização e coordenação de esforços com o
objetivo de assistir de forma eficaz os (as) cli-
entes internados (as) que estão sob influência
recíproca do ambiente fisico, cultural e psicoló-
gico da unidade.
11
coMuNrcAÇÃo
11coMUN1cAÇÃo
“Comunicação refere-se ao intercâmbio recí-
proco de informações, idéias, crenças, sentimentos
e atitudes entre duas pessoas ou entre
um
grupo.É
mn
processo dinâmico que exige adaptações contí-nuas por aqueles envolvidos no processo.
A
comu-nicação é efetiva quando transmite mensagens
pretendidas de
um
forma clara e acurada” (Taylor,1992, p.5ó).
Concretiza-se pela transmissão recíproca verbal ou não verbal de informações, idéias,
crenças, sentimentos, emoções e atitudes entreo
(a) cliente de UTI, familiares e equipe de enfer-
magem.
É um
importante instrumento de diagnósti-co, possibilitando a formulação de intervenções
adequadas e eficazes para o suprimento das
necessidades humanas básicas afetadas no (a)
cliente, viabilizando
uma
relação dialógica,mediada pelos princípios de beneficência, não-
maleficência, autonomia e justiça.
3.2
Processo
de
enfermagem
Em
nosso trabalho utilizamosum
processo constituídode
quatro etapas, basea-do no modelo da
teoria das NecessidadesHumanas
Básicas(N
.H.B.) e na classificação dia-gnóstica
da North American
Nursing Diagnosis Association(NANDA),
proposto porBe-
nedet e
Bub
(1998). Nesta publicação as autorasafirmam
que
“o processode
enfermagem
tem
como
objetivo principal guiar as açõesde
enfermagem
a
jim
deque possa
atender as necessidades individuaisdo
cliente ”(opus cit., p.20).0 Histórico
de
Enfermagem
É um
roteiro sistematizado parao
levantamentode
dados sobre a situação de saúdedo
serhumano, que
toma
possível a identificação de seus problemas (Horta, 1979).O
históricotem
por finalidade coletar informações subjetivas e objetivas sobreo
(a)cliente, utilizando
como
instrumentos a entrevista, a observação eo
exame
fisico.As
informações subjetivas descrevem a visão
do
indivíduoem
relação auma
situaçãoou
auma
série
de
acontecimentos. Inclui as sensações (dor, calor, frio, coceira, etc.), sentimentos(raiva,
medo,
etc.),humor
(calmo, agitado, ansioso, nervoso, etc.) e idéiasdo
(a) clientesobre si e sobre seu estado de saúde,
bem
como,
suas expectativas quanto à hospitalização.A
entrevista é aforma
de coletar as informações subjetivas e deve ser realizada,prioritariamente, junto ao cliente e a família.
A
observação,como
método
de coleta de dados, envolveo
uso dos sentidos(visão, audição, olfato e tato), e
tem
como
finalidade obter informações sobreo
(a) cliente,ambiente e pessoas próximas.
Outro
método
importantede
coleta de informações éo
exame
fisico,que
em
UTI,
deve ser voltado prioritariamente para as necessidades neurológicas,de
oxigenação ede circulação.
No
exame
fisicoo
(a) enfermeiro (a) procura conhecer as respostasdo
(a)cliente às alterações
no
seu estado de saúde conseqüentes àdoença ou
outros fatores quecomprometem
a sua saúde,como
traumas, defeitos, etc. Atravésdo
exame
fisicotambém
épossível obter as informações iniciais para a
comparação
e avaliação das ações de enferma-gem
ecomprovar
informações subjetivas obtidas durante a entrevista.As
técnicas utilizadasno
exame
fisico são a inspeção, a palpação, a percussão e a auscultação. Estas técnicas pos-sibilitam avaliar as necessidades psicobiológicas afetadas
em
termosdo
sujeitoda
necessi-dade (condição de saúde
do
(a) cliente), objetivosda
necessidade (cuidados necessáriospara atingir
o
estado desejado) e fornecem a base de informaçõesque
possibilitao
estabele-cimento dos diagnósticos de enfermagem.
0 Diagnósticos
de
Enfermagem
Aparece
em
três contextos: raciocinio diagnóstico, sistemas de classificação eprocesso de enfermagem.
O
raciocinio diagnóstico envolve três tipos de atividades: coletade
infomiações,interpretação e
denominação ou
rotulação (Kellyapud
Faria, 1990).A
coleta e a interpretação das informações implicam na classificação e confir-mação
das informações. Esta etapa é muito importante parao
raciocinio diagnóstico, poisfornece as infonnações para
o
estabelecimentodo
diagnóstico edo
plano de cuidados de21
A
interpretação dos resultados envolve a identificação das informações rele-vantes e a
comparação
com
o
conhecimento e a experiênciado
(a) profissional, afim
debuscar similaridades e dissimilaridades.
A
partir dessa identificaçãoo
(a) enfermeiro (a) fazum
julgamento,ou
seja, confereum
significado aum
conjunto de informações, fazendo usodo
corpo de conhecimentos teóricos de diversas disciplinas, de suas experiências e dos co-nhecimentos advindos
da
prática.A
última etapado
processo diagnóstico,denominação ou
rotulação, confereum
nome
ao diagnóstico.Conforme
NANDA,
cada rótuloou denominação
diagnóstica incluiuma
definição, caracteristicas definidoras e fatores relacionados.A
definição oferece a des-crição clara e precisa dos diagnósticos, delineia seu significado e distingue-os dos demais.
As
características definidoras constituem critérios clínicosque
seagrupam
como
manifesta-ções
do
diagnóstico.Os
fatores relacionados são as condiçõesou
circunstânciasque
podem
causar
ou
contribuir parao
surgimentodo
diagnóstico.O
títulode
cada diagnóstico,conforme
a classificação deNANDA
(1998),pode
vir
acompanhado
por alguns qualificadores,como
por exemplo:Agudo
(severo,mas
decurta duração); Alterado
(uma mudança
do
limite esperado); Crônico (de longa duração,recorrente, habitual, constante); Diminuído
(em
tamanho, qualidade,ou
em
grau); Defici-ente (inadequado
em
quantidade, qualidadeou
em
grau, defeituoso, insuficiente, incomple-to); Depletado (incompleto
no
todoou
em
parte, exaurido); Distúrbio (agitado, interrompi-do, interferindo com); Disfuncional (anormal, funcionando incompleto); Excesso
(caracterizado por
uma
quantidade maiordo que o
necessário, desejávelou
útil);Aumenta-
do
(maiorem
tamanho, quantidadeou
em
grau); Inefetivo (não produzo
efeito desejado); eIntermitente (periódico, cíclico).
Os
diagnósticos deenfennagem
podem
ser: reais, de risco,de
síndrome e de sa-úde.
Um
diagnóstico real descreveum
estadode
saúdeque
foi identificado pelo (a) enfer-meiro (a) devido à presença de características definidoras maiores.
Os
diagnósticos de riscodescrevem
que
um
determinado indivíduoou
grupo está mais vulneráveldo que
outros adesenvolver problemas
de
saúde.Os
diagnósticos de síndromecompreendem
um
conjuntode diagnósticos reais
ou de
riscoque
estão presentes diante dealgum
eventoou
situação.Os
diagnósticos de saúde indicam situações de transição deum
determinado nível de saúdepara outro de melhor qualidade (Carpenito, 1997).