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POR
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sonho.
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sempre;
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A * < ‹ ” . " . Z A .'¿
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minha
filhaSerena
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meu
Lmarido Pedro,
que sempre
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ao. rlšeu lado,
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dando amor
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concentrado para equinos ein\ -. cresci ênto. ' É ( \ O
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Quadro
02- Diferençasjgasicfis entre_dois tipos climaticos de forrageirasn
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EM
NÚMEROS
f “ 104-LOCAL
DO
ESTÁGIO
f Í11
V/5-
DESCRIÇÃO
DO
HARAS
MONTE
CRISTO
ó-DESCRIÇÃO
DO
HARAS
SÃO
PA
ULO
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7-
FISIOLOÇE4
DA
DIGESTÃO
EM
EQÚINOS
'‹_z_
'3 fl. _
»/
7.1
-
DISTÚRBIO
DO
COMPORTAMENTO
ALIMENTAR
1, '\
s.
EXIGÊNCIAS NUTRICIONAIS
DO
ROTRO
N
22z-\
24
1:9-
EXIGÊNCIAS NUTRICIONAIS
DE
REPRODU
T
ORES
I
10-
EXIGÊNCIAS NUTRICIONAIS
PARA
O GARANHÃ O
zó
* (1 _/. K ` \ ¢_ 1 F ¡ .
11-
FORMAÇÃO E
ESTABELECIMENTO
DIAS
PASTA
GENS
.› *V É faz, , .- V 11.1
PREPARO
DO
SOLO.
› › r fx28
11.2IMPLANTACAO'
- ~- ›.¬ ` _/f K-r O(Má
Í*/3 A O , â.,| Q '11.3
MANEJO
DO
PÃSTO
E DOSANIMAIS-
.I::~£3.~<' 12.
DISÇUSSAO
A , fx¬
K/_E
°~:>' 12.1PREPARO
nO‹sOLO
1-: 12.2IMPLANTAÇÃO
H J
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-'
12.3-
MA1~àEJ0
Do
I>AsT0
E
Dos
ANIMAIS
-Ê44<`> V ' Í> , 12.4
_
ADMINISTRAÇÃO
A ` 49 .- . z g . :sf-¿«_3`.`y\_›f_.` Â' JK -¿¿N13¬~IÇQNÇL<USA0
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DL' ` ./Ê' a -' šf'14-ÂÉFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
«52
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LISTA.
DE
TABELAS'
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Mundial
(em
milhões) A1,5 T`abeIaa02-E
Comprimento
evolume
dos órgãos digestivos - «_.í
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J
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da
ingestão de alimento (min/kg alimento) '\.,O
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04- Coniparação entre eqüinos selvagens ea estabulado . , .›' 3
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I _ _
Tabela O5-Concentração de nutnentes necessarios
em
um
concentrado para equinosem
Ê
_' i'» crescimento. ¡ zp n _ › . lTabela 06.- Quantidade diárias (kg) fornecidas
em
eqüinosem
crescimento Tabela O7- Exigências nutricionaisda égua
reprodutoraTabela 08'-
Rações
para garanhõesTabela 09- Análise bromatológica comparativa ›
LISTA
DE
FIGURAS
Figura 01-
Esquema
do
aparato digestivodo
eqüino Figura 02-A
curva sigmóideLISTA
DE
QUADROS
Quadro 01- Cronograma
de
reproduçãode
eqüinos nos haras deSão Paulo
Quadro
02- Diferenças básicas entre dois tipos climáticosde
forrageirasr
4
ij
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~\
ILUSTRAÇÃO
01-
Plantioz.de~mudas
1-
|NTRoDuÇÃo
ei'rj
ff” rm
, } .¿ '‹
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Ao
caçaro
cavalo e domestica-lo,o
homem
assumiu
a responsabilidadede
alimentá-lo.
Com
isso tiraram os cavalos das pastagens e os confinaram°em
baias,achando que
faziam o melhor._ . 'F
Ora,
sabemos que o
alimento natural dos cavalossempre
foio
pasfo.No
estadoselvagem, ele se encarregava de buscar sua alimentação
quando
o pasto estava escasso,empreendendo
constantes migrações.Podemos
observaro
aspecto forte e sadio dasmanadas
de cavalos selvagens, econfirmar que
o pasto é o elemento fundamental para acriação de cavalos.
Através desse princípio, para
que
a produção e propriedade deum
cavalo, setome
como
uma
atividade de alto prazer pessoal e dignificante,devemos
priorizar os investimentos,como:
pastagens emanejo
correto paraque o
pasto seja capaz deproporcionar
uma
nutrição de alta qualidade ao animal,além
demanter
a produtividadedas forrageiras e de conservar a fertilidade
do
solo.Não
é correto sacrificaro
pastoao
cavalo, e
nem
o
cavalo ao pasto.A
propostade
realizarum
estágioem
criação de eqüinos à basede
pasto, foirever a maneira
como
hoje é proposto. Tentarei justificar a importânciado
usodo
pasto` Â
na alimentação,
o que
é perfeitamente viável, produzindo cavalos de V'/qualidade, ai2-
H|sTÓR|co
E
oR|GEM
Do
cAvA|_o
1A
história naturaldo
cavalocomeça
há
cerca de60
milhões de anosno
°Eoceno,K là ¬ , . . . . _ »*'.
.
no amanhecer
_do Cenozoico.Nas
gigantescas florestas tropicais, de distribuição'muito
maior que
a atual, viviaum
mamífero do tamanho
deuma
raposa (Eohippus)com
4,to
respectivamente 3 artelhos
(membros
anteriores respectivamente posteriores),do
qualatravés de vários
caminhos
e desvios surgiuhá
cerca de três milhõesde
anosEquus
z
\
›
przewalskii o cavalo silvestre.
'
Sobre
a
alimentação dos antepassadosdo
cavalo saberíamospouco
senão
fossepor inúmeros ossos fósseis entre outros crânios
com
dentição completa,que
permitem
conclusões.
Da
forma
dentária se deduziuque o Eohippus
era principalmenteum
comedor
defolhagem
(aproveitando provavelmentetambém
frutas e sementes).Com
amudança
do
climano
cursoda
históriada
terra as florestasdavam
lugar a estepes arbustos e pradarias e oEohippus
tentou se adaptar anova
situação
do
ambiente e de alimentos. Atravésda
evolução parao
solípedecom
aumento
contínuo
do tamanho
originou-se atravésdo
MESO
eMERYCHIPPUS
finalmente
o animal de fuga decampos
abertos. `Provavelmente
no
cursoda
evoluçãotambém
o intestino grosso,no
qual material fibroso de origem vegetalpode
ser digeridocom
ajuda de microorganismos,aumentou
de tamanho,mas
istonão
pode
ser provado. ia _Devido
a essamudança
gradualfffiín espectro nutricional edo
resultado tratodigestivo diferenciado, 0 cavalo
mantém
sua capacidade para a digestão de alimentosdistintos: de substâncias concentradas
como
açúcar, amido, proteínaou
gordura atravésde enziinaslpróprias
no
estômago, intestino delgado, até material vegetal.fibroso
com
ajuda de enzimas de microrganismos
no
intestino grosso.Assim
alimentos distintos, disponíveis duranteo
ciclo anualem
estepe e floresta9
, _ . , o'; .
(grammeas
e folhagens tenrasou
fibrosas, frutosncos
em
açucaresou
sementes ricasem
gorduraou amido)
podem
ser aproveitados otimamente.Com
a domesticaçãoque
provavelmente se iniciou 4-3 milêniosA-C
porpovos
pastores
nômades
ao nortedo Cáucaso
emar
Cáspio, inicialmentenão
houveram
mudanças na
alimentação dos equinos, 0 alimento natural (capim, folhagem) estava adisposição.
H
Uma
conservação sistemática (secamentode
gramíneas e folhagens) dealimentos para
tempo
demenor
disponibilidade de sustento, era,como
mostra a práticaalimentar exercida naquelas áreas até
há poucos
séculos, depouca
importância.Os
primeiros cavalos domésticos eram,como
os silvestres, sujeitos à variações anuaisnormais de oferta de alimento.
Quando
no
decorrerdo
segundo milênioA-C, o
cavalotambém
sefixou
nasregiões culturais
da
Pérsia, depoisno
Egito, assimcom
a utilizaçãomais
intensa e sistemáticacomo
animal de carga, de tração efinalmente
como
montaria, forçouuma
mudança
na
escolha dos alimentos ena
técnica de alimentação porque,com
o trabalhoa crescente a necessidade adicional'
em
energianão
podiamais
ser coberta porvolumoso ou
pastoreio, pela capacidade limitada de ingestão de alimento; o cavaloem
pastoreio
ou
consumindo
exclusivamentevolumoso
tem
pelotempo
gastona
ingestãode alimento disponibilidade de
tempo
limitado para o trabalho.Sem
dúvidana
antiguidade os cavaloseram
mantidos para a caça, esporte eguerra,
mas
não
para serviço de traçãoque
era feito por boisou
asnos;eram
tratadosfavorito
do
imperadorromano
Calígula (37-41D.C)
era entre outras coisas alimentadocom
uvas passas,amêndoas
emel
e ainda bebia vinho diluídoem
recipientes dourados.Na
Europa
Centralsomente no
primeiro milênio D.C., sistemas de alimentâfçãomais
“modernos”
substituem a etapa “primitiva” de pastagensem
campos
naturais.Na
erados francos foi Carlos, o Grande,
que
implantou alguns haras e neste contextointensificou provavelmente a alimentação.
Naquela
época, o cavalona Europa
Central era usado cada vez maiscomo
cavalo de tração e de guerra.Com
issonão
podia sersuficientemente nutrido somente
com
os alimentos básicos (capim, feno, palha,folhagem
e urze).Por
suas qualidades fisiodigestivas e seu cultivoem
climasmarítimos, a aveia se
firmou como
principal alimento cereal para equinosna
Europa
Central.
Ao
ladoda
aveia,eram
utilizados cevada, centeio(ambos sempre
umidecidos),fava eqüina, ervilha e
em
menor
quantidade, sorgo, trigo, assimcomo
torta de linhaça,provavelmente
também
a cenoura e outros tubérculos.No
séculoXVII
eXIX
o
cavalo ao lado de sua utilização tradicionalna
agricultura e exército,começa
a ganharuma
importância cada vez maior nos sistemasde transporte.
A
manutenção
intensiva de cavalos fora de estruturas agrícolas,em
quartéisou
cidades, exigiauma
alimentação racional epouco
trabalhosa,ao
lado de Lunannazenamento que
ocupassepouco
espaço eum
manejo
fácil dos alimentos.Ao
contrário dos estabelecimentos agrícolas era necessário se utilizar primordialmente
alimentos secos: os três conhecidos, feno, aveia e tubérculos picados,
que
aindano
começo
deste séculodominavam
em
muitas cocheiras.A
Primeira GuerraMundial
estimulou a fabricação de alimentos prensados(blocos de
aproximadamente
9-10 kg, constituídos de aveia, bagaçode
cervejaria,gergelim, -farinha
de
soja,amendoim, gérmen
de malte e melaço)como
raçãode
.nx
reserva..
Na
Segunda
GuerraMundial
esses blocoseram
mais
práticas econtinham
além
de aveia, feno e palha,também
batataem
flocos
e levedura alimentar.Após
esses“exercícios de aquecimento” para a produção de
um
alimento industrializadõ de fácilmanipulação para cavalos se desenvolveu, após a
Segunda
GuerraMundial
o conceitode ração comercial e peletizada (Meyer,1995).
Através dessa evolução alimentar dos eqüinos,
devemos
levarem
conta aconcepção
básica de sua fisiologia- alimentar, resultado deuma
evolução -de milhõesde
anos, porque desde a sua domesticação
há
8000
anos, a construção e funçãodo
trato digestivo, assimcomo
o ritmoda
ingestão de alimentosnão
sofreram alterações.3-
PANORAMA
ATUAL
A
produçãode
cavalosno
Brasil eno
mundo
éuma
atividade que gera milhares deempregos
diretos e indiretos, envolve patrimônio estimadoem
milhões de reais e refleteuma
“paixão”homem/animal.
Cavalo é cultura
no
mundo
todo, e issohá
centenas de anos.Somente
ospovos
que
atingiramum
matmidade
intelectual e cultural elevadossabem
da
importânciado
contato
homem/animal,
e a cultivamsem
receio demá
interpretação.Hoje,
mudanças
econômicas, exigiram dos criadores a diversificação,não
sóna
escolha de animais,
como também
em
adquirir técnicas modernas, para implantação emanejo
de seus criatórios, surgindo a necessidade de profissionais especializados,na
orientação de
um
harasmais
lucrativo quepode
ser obtido através de produçãode
feno,da
criação dos animais soltos,com
um
manejo adequado
das pastagensonde
hajauma
visão das interrelações recíprocas de solo-planta-animal-clima que
devem
constituir3.1
cAvALo
EM NÚMEROS
A
população mundial dos cavalos domésticos é estimada atualmenteem
65
milhões.
Após
a reduçãona
agriculturaem
países industrializados, elase
manteve
remarcavelmente constante nos últimos 25 anos.
Sendo que na Europa
eAmérica
do
Sul,
houve
diminuição, enquantoque houve aumento
principalmente, nos Estados Unidos.Como
pode
ser Visto na tabela 01. 5Tabela
01 - População eqüinamundial
(em
milhões).1974
1988Mundo
66.061 65.292 África 3.550 3.665 Ásia 13.973 17.119América do
Norte 17.291 19.615América do
Sul 17.314 14.099Oceania
0.583 1 0.579 Rússia 6.848 5.885Europa
6.503 4.340Alemanha
0.3581 0.454 1 - 1971Segundo
Schwark,apud
FAO,
1989.,
Os
objetivosna
criação _de eqüinos,no
Brasil são:0 Tração -
0 Transporte
0 Lida de
campo
-0 Esporte: corrida, hipismo, adestramento, rodeios (habilidade
do
conjuntocavalo/cavaleiro, habilidade
do
cavaleiro -gineteada), 0 Terapia: deficiência ñsica e deficiência mental0
Animal
laboratório: produção de soro4-LOCAL
DO
ESTÁGIO
O
estágio de conclusão de curso, foi realizadoem
São
Pauloem
duas etapas,no
dia22 de
julhoao
dia07
de agostono
harasMonte
Cristo, localizadona
cidade deSorocaba e
no
dia08
até25
de agostona
Fazenda São
Paulo, localizadona
divisade
São
Paulo e Paraná,como
mostrano
mapa
do
estadode
São
Paulo.(Fonte: Atlas geográfico,92 )
5-
DEscR|çÃo
Do
HARAS MONTE
cR|sTo
A
primeira etapado
estágio foi realizadano
harasMonte
Cristo, localizadona
cidade de Sorocaba, bairro Itinga a
78km
deSão
Paulo.A
propriedade pertenceao
Sr.Samir Assad,
com
áreade
70ha.O
solo encontrado édo
tipo Podzólico Vermelho-amarelo,normalmente
sãosolos ácidos e
de
baixa fertilidade, necessitando por issodo
usoadequado
de corretivose fertilizantes para serem devidamente cultivados.
` W
categorias ,
com uma
lotação de 120 animais, todosda
raça Brasileirode
Hipismo.Tem'
como
atividade principaluma
escola de equitação.Os
professoresmoram
no
local _A
escola cobra 25 reais a hora.
Os
tratadores' dos cavalostambém
se alojamno
haras ecada
um
cuida de 10 cavalosem
média.No
total são '37 funcionáriosno
haras'Monte
Cristo. '
Os
exames
de laboratórios são feitosna Hippus
Verti,na
cidadede
Tatuí. ,Cada animal ao de entrarno
haras, necessita apresentaro
exame
de anemia
infecciosa.Com
qualquer
problema
de saúde, a entrada é proibida.Há'
um
veterinário, Dr.Hugo
quedá
assistência toda semana, principalmente nessa época, julho a setembro,onde
as éguas entramem
cio, e auxilia nas coberturas enos partos.
No
haras sãofomecido
três tipos de ração.O
Eguitage ,que
possui16%
de
proteína,
que
édado
aos potros,o
segundo tipo é para as éguasem
gestação, o “Equitage hara”com 12%
de proteína e níveis maioresem
energia;o
terceiro tipo paraas
demais
categorias,como
garanhões de trabalho eo
potrocom
1,5 ano a 2 anos, aração “Equitage laminado”
com
maior
energia18%.
Cavalos e éguasque
estãoem
plena atividade (competição) essa ração é
complementada
com
Bio-Hoof
(suplementoz
mineral vitamínico)
composição
básicado
produto: biotina,¬_
ot-lisina, DL-metionina,riboflavina, ácido fólico, enxofre e sulfato de zinco,
também
são colocados 5gramas
de
NaCl
todos os dias, considerado importante para o fortalecimento muscular,principalmente para os cavalos de trabalho
que
perdem
no
suor, muito potássio.1
Os
animais sãoconfinados
em
baias, o administrador alega ser necessário, poisnão
há
área suficiente para todos os animais e apastagem
nessa época deinvemo
é/
çescassa.
Assim
a ração édada
parcelada,2kg
de concentrado demanhã
eZkg
de
`“
,__
concentrado a tarde para cada animal, e feno de coast cross e alfafa à vontade.
Com
relação as baias, são colocadas maravalhas e trocada de trêsem
três dias.Através
do cronograma
descritono
quadro Ol,podemos
observarque
o período demonta
ocorre de agosto a outubro, e durante a . gestação, a égua terá forragemabundante (durante
o
verão).Em
contra partida, 0 parto ocorrerá de julho a outubro,período
em
que a produção de pasto diminui e as exigências nutricionaisda égua
aumentam
por ela estarem
lactação.Quadro
01-Cronograma
de reprodução de eqüinos nos haras deSão
Paulo ~__'_C/J
JFMAMJJA
ONDJFMAMJJASOND
Desmame
Monta
PartoDoma
inicial-24
meses
Doma
definitiva -48 meses
Castração
com
18meses
- (verão)(Fonte:Simões,97)
As
éguas são cobertascom
3 anos e garanhões estão pronto para vida sexualcom
2,5 anos a 3 anos.i
6-
DEscR|ÇÃo
Do
HARAS
sÃo
PAuLo
Paulo e Paraná,
com
área totalda
fazenda de 5.000 ha.A
principal atividade exercidana
fazenda é a criação de javalis ao ar livre,vendem
os animais ainda pequenos, porR$
600,00;também
produzem
laranja, limão,ponkan, pêssego, caqui, nectarina, ameixa, goiaba e lichia
ocupando
uma
área de 160ha; criação de
gado da
raça Santa Gertudriscom
250
animais; produção de trigoocupando
uma
área de 500ha
e oum
harasde
43 ha.A
O
administrador éum
engenheiroagrônomo.
Seus maiores investimentos estãona
criação de javalis eo
pomar. _O
haras ,possuem
75
cavalosda
raçaAppaloosa
e Quarto-de-milha.O
haras éum
lazerpara
o
proprietário,que
mora
na
capital e visita a fazenda nosfins
de semana.Sua
paixão
na
fazenda, são seus cavalos.No
harashá
14 piquetes, detamanhos
diferentes,em
média
com
3 ha.Apenas
6baias.
Os
animaisficam
soltosno
piquete.Apenas
3 garanhõesque
fazem
amonta
de todo o plantelficam
presos nas baias.Todos
os animais são tratadoscom
2kg
de
raçãocom
sal demanhã
e2kg
de tarde.Há
quatro tipos de forrageira nos piquetes, são eles: Digitaria decumbens,Cynodon
dactylon cv pers e duasdo
gêneroCynodon
(F lorakirk e o Tifton85).O
harasfica
afastado 2Km
da
área administrativa, entãohá
urna pessoaresponsável pelo haras,
que
é o tratador dos animais.O
tratadormora
no
localcom
afamília, e conta
com
a ajuda de seus dois filhos.Há
três tipos 'de raçãono
haras,um
para o potro,um
para os garanhões e oterceiro tipo para
fêmeas
em
gestação. Para asfêmeas
em
gestação, a ração é feitano
próprio haras
com: Rolão
de milho -150kg
; Farelo de soja - 75kg; Farelo
de
trigo -60kg; Carbonato de cálcio - 3kg; Mineral
Queck
Plus - l2kg.O
milho eo
trigo sãocultivados
na
fazenda .Como
estávamosna
épocada
cobertura e cio,o
veterinário Dr. Luiz, faziavisitas semanais. Através
do
ultra-som, constatava-se as éguas queficavam
prenhas e asque não tinham
entradoem
ovulação, eradada
uma
injeção de “ciosin”.O
administradornão dá
importância ao haras,argumenta que
éuma
atividadeque não
dá
retorno fmanceiro etambém
não
entendenada
de cavalos.7-
FISIOLOGIA
DA
DIGESTÃO
EM EQ
ÚINOS
Ai
compreensão do
funcionamentodo
trato gastrointestinal sefaz, importante
para
que
possamos
atender as exigências nutricionaisdo
animal,sem
causar distúrbios digestivos e metabólicos.Para
melhor
compreender, é interessante observaralgumas
diferenças entre os monogástricos e os ruminantes.Os
eqüinos e bovinos são animais herbívoros, sealimentam
basicamentecom
material fibroso,
mas
com
características parcialmente distintas de aproveitamento deforragens
Nos
ruminantes, 0 ataque microbiano ocorreno
rúmen, localizadono
iníciodo
trato digestivo.
No
cavalo, enzimas endógenas (produzidas pelo próprio equino)digerem
0 alimento atéonde
seja possível.A
porçãonão
digerida é atacada por microorganismosno
cecobem
desenvolvido,podendo
o produto serabsorvido.(Rutz,96)
Eqüinos
são animais monogástricosque
habitualmente alimentam-seprincipalmente durante períodos diumos,
mas
também
buscam
alimento durante brevesmomentos
noturnos. Originariamente os eqüinos alimentavam-se de pastagens,'com
mas
pobreem
amido. Atualmente, o cavalo doméstico recebetambém
em
sua dieta cereais ricosem
amido. '-
O
trato digestivodo
cavalo se divideem
porção cranial (boca e esôfago), porçãoanterior (estômago), intestino delgado, e intestino grosso
compreendido
por ceco, cólonmaior, cólon
menor
e o reto.Como
podemos
verificarna
tabela 02.s
\
Tabela 02
-Comprimento
eVolume
dos órgãos digestivos, assimcomo
o_
tempo
de trânsito(500KgPV).
Comprimento
(m)
Volume
11Tempo
de
trânsitoEsôfago até 1,5 - 10-15
Seg
Estômago
- 18 1-5 hs Intestino delgado -16-2464
1,5 hs'Ceco
-l34
15-20 hsReto
0,2-0,3 - 1-2 hsCólon
' 6-896
18-24 hs Total ~ -212
35-50 hs 1Volume
máximo,
conteúdo cerca de 1/3Seglmdo
Bergner e Ketz, 1969, Argenzio, 1975. ~A
preensão, a mastigação e a subsequente deglutição dos alimentos,formam
aprimeira parte desse processo. Constituem
uma
seqüência de eventos ordenadosque
resulta
em
um
bolo de alimentos misturadoscom
saliva que acaba entrandono
estômago (DUCKS,84).
Os
lábios, os dentes e a linguado
cavalo são estruttu'as“ adequadas para apreensão, ingestão e alteração
da forma
ñsicado
alimento.A
preensãodo
alimento, ocorre através dos lábios e dos dentes.Os
lábios superiores são fortes;móveis
esensíveis, sendo usados durante o pastoreio
com
0 objetivo de colocar a forragem entreos dentes, a língua
move
o
material ingerido para os dentes molares paraesmagamento
e trituração.
Os
herbívorosdedicam
grande partedo
tempo
a mastigação.Dependendo
da
estrutura e consistência
do
alimento a sua velocidade de ingestão é variável,confonne
pode
ser vistona
tabela 03.~Tabela
03-Duração da
ingestão de alimento (min/kg alimento).CAVALOS
Feno comprido
40
4 Palha 40-60
Aveia
inteiraou
prensada 10Alimento comercial peletizado 10
(Fonte:
Meyer,1995)
A
mastigação dos alimentos é determinante parauma
boa
digestão.Por
issöuma
dentição saudável e completa é necessária.
Os
machos
possuem 40
dentes e as fêmeas,à
38
dentes.Os
caninos só existem nosmachos
e constituemuma
característica sexualsecundária.
Ao
contrário dos bovinos, o cavalo apresenta dentes incisivos inferiores e`superiores, o
que
possibilita oesmagamento
e trituração completa das forragens.A
saliva é produzida e misturadacom
o alimentosomente
durante a mastigação.Por
isso,o
tempo
de ingestãodo
alimento (quedepende
da
estrutura etamanho
das partículasde
alimento),
tem
grande influênciano
fluxo
de saliva.Os
cavalosproduzem 40-90ml
desaliva por
minuto
por quilo de material fibroso.A
saliva é secretada pelas glândulassalivares. Três pares de glândulas salivares estão particularmente desenvolvidas
no
eqüino: as submaxilares, as sublinguais e as parótidas.
A
misturado
material alimentarfacilita a
passagem do
alimentoda
cavidade bucal, atravésda
faringe edo
esôfago(com
movimentos
peristálticos), para o estômago.O
estômago
do
eqüino éum
pequeno
órgão,com
capacidade de 15 a20
litros, erecebe continuamente pequenas quantidades de alimento.
A
figura Ol, mostracomo
esta disposto 0 aparelho digestivodo
eqüino.Figura
01-
Esquema
do
aparato digestivodo
e_qüino. , _4 .V 1Ó\ l i, = i . 1
~¬~
I'|I'esl¡mç Em \\ ` . com riotame 3.' U sem 'Imesizm zszgña, Eâãfiàgo r
V
É :S/~
on sfömugzx :É ~ .»/
,LM
/_
lp Í i l , ¡ š _ .rA
entrada parao estômago
é guarnecida porum
esfincter muscularmuito
forte,a cárdia.
O
cavalo raramente vomjta, por isso a seletividadena
escolhado
alimento,onde
reduz o riscoda
ingestão deum
corpo estranho. , 'No
estômago
é possível distinguir duas partes: a esquerda,também
chamada
bolsa cega, esta revestida deum
epitélio contendo glândulas secretorasde muco,
enquanto
que
a parte direitacontém
glândulas gástricas secretoras deHCl
epepsinogênio
(DUCKS,
84).Após
uma
refeição, a partedo
alimentoque
ficano estômago
sofreuma
rápidafermentação microbiana, acarretando a
formação de
ácido láctico e de ácidos graxosvoláteis.
A
seguir, a secreção das glândulas gástricas e oHCl
acarretam a diminuiçãodo
pH. Esta acidificação
do
conteúdo estomacaldevem
a atividade enzimática e converteo
pepsinogênio
em
pepsina, iniciando a digestão protéica.Normalmente
oestômago
esvazia lentamente durante as horasque
seguem
arefeição (3 a 8 horas) pela
passagem
de pequenas quantidadesdo
conteúdono duodeno
atravésdo
piloro. Esteacúmulo
fracionado de alimento éum
fator preponderanteda
eficácia
da
digestãono
intestino delgado.Em
compensação,
a parte dos alimentosque
atravessa o
estômago permanece
relativamentepouco
tempo no
intestino delgado e é,_por isso, imperfeitamente digerido
(RUTZ,
96).~O
conteúdo gástrico, levado ao intestino delgado, écomposto
de água, ácidoclorídrico e sais minerais e principalmente
da
dissociação inicialde
proteínas,carboidratos e lipídios
(DUCKS,
84).O
intestino delgadomede
aproximadamente 20
metros, sendocomposto
por trêsfrações: o duodeno, o jejuno e o íleo.
O
seuvolume
é estimadoem
60 -70
litros.A
velocidade de
passagem da
digesta é relativamente rápida, vistoque
em
45
minutos jáapaI`€C€ Il0 C€C0.
O
alimento é digerido sob ação dos sucos pancreáticos, intestinal e bile.O
sucopancreático ,contém
uma
grande quantidade de potássio, bicarbonato,fluído
e sódio,que
servem
para a neutralizaçãoda
acidez provenientedo estômago
e para ça neutralizaçãodos ácidos produzidos
no
cólon. z -A
digestão e absorção dos nutrientes, a maioria ocorreno
intestino delgado.Uma
alta proporção de fontes energéticas (cereais) consumidas pelo eqüinocontém
amido, a absorção e incorporaçãona
corrente sangüíneadepende
da
ruptura dasligações
que
unem
as glicoses. Isto ocorre inteiramente devido a enzimas presentesno
(secretada pelo pâncreas) e
como
alfa-glucosidases (secretada pelasmucosas
intestinal).Em
relação aos carboidratos fibrosos, a ot-amilase pancreática é incapaz dehidrolizar polímeros
da
glicosecom
ligaçõesB
e, portanto,como
os carboidratosfibrosos
contém
essas ligações,não
são digeridasno
intestino delgado,passam
0intestino delgado
sem
sofrer grandes alterações, sua degradação bacteriana se iniciasomente no
intestino grosso,quando
a partir deles seformam
ácidos graxos voláteis(ácido acético, propiônico e butírico),
que
atravessam a parede _do intestino parao
sistema circulatório e servir
como
substrato paraobtençãode
energia.Em
relação a digestão de proteínasno
intestino delgado, representa três vezes aquela degradadano
estômago. Para as proteínas serem digeridas e utilizadas peloeqüino, os aminoácidos
devem
ser liberados,embora
amucosa
intestinal possa absorverdipeptidases e carboxi-peptidases secretadas pela parede
do
intestino delgado.A
digestão de gordurasno
lúmen
intestinal requer a participação tanto dassecreções biliare_s
como
pancreáticas.O
cavalonão
possui vesícula biliar.A
bilis é secretadade
modo
contínuo(DUCKS,
84).O
aumento da
secreção pancreática e biliar é causado pela presença de HCl.gástrico (acidez)
no
duodeno.A
secreção deambos
é interrompida apósum
jejum
de48
horas.
A
bilis serve tantocomo
Luna via de digestãocomo
de excreção.Como
um
reservatório alcalino, a biles ajuda a preservar
um
ambiente ótimono
intestino para 0 funcionamento de enzimas digestivas secretadas naquele local.O
intestino delgado é 0principal sítio de absorção de gorduras. ' _
Nos
eqüinos, os minerais, exceto o fósforo, são absorvidosno
intestino.¿delgado.O
cálcio é absorvidona
parte anteriordo
intestino delgado, enquanto que0
Mg,
Na,
K
eoutros oligoelementos são
absowidos
ao longo de todo o intestino delgado.O
fósforoé parcialmente absorvido ao finaldo
intestino delgado, mas, sobretudono
cólon.Em
suma, a niveldo
intestino delgado, o cavalo digere a maior parte doscarboidratos solúveis, das proteínas e, possivelmente, das gorduras.
Os
nutrientesque
daí. resultam,asseguram
o atendimento das necessidades energéticas (aindaque
parcialmente) e protéicas dos eqüinos.
O
que não
foi absorvidono
intestino delgado, é levadoao
intestino grosso, estecompreende
seções volumosas,bem
articuladas e compaitimentalizadas. Estepode
serdividido
em
três partes: o ceco, o cólon e 0 reto.O
ceco é separadodo
intestino delgadopelo esfincter ileo-cecal e
do
cólon pelo orificio ceco-cólico. Esta particularidadeanatômica dos equídeos permite reter as particulas alimentares celulósicas por
mais
tempo
no
ceco.O
alimento alipermanece
de24
a48
horas.As
fimções principaisdo
intestino grosso são digestão microbiana e reabsorção deágua
e eletrólitos (sódio, potássio, cloro e fósforo),ambas
requerem
que o trânsitodo
conteúdo digestivo seja retardado, porque são processos lentos.
Nos
eqüinos a ingestaentra primeiro
no
ceco e, então, e' liberado para o cólon, sendo assimo
primeiro local dedigestão microbiana
(DUCKS,84).
A
digestãono
ceco e cólon ventraldepende
quase que inteiramenteda
atividade das suas bactérias e protozoários(MEYER,
1995).O
número
de microrganismosno
conteúdodo
intestino grossode
equinos ésemelhante ao
do
encontradono
pré-estômago dos ruminantes:Sua
atividadedepende
principalmente
do
tipo e quantidade de substâncias nutritivas provenientesdo
intestinodelgado,
da
velocidade de trânsito eda
capacidade detamponamento no
lúmen.de alimento e
tempo
após a alimentação. _A
digestãoda
celuloseno
cecodo
cavalo émenos
completado que
no
rúmen
dos ruminantes. Isto
pode
ser explicado por duas razões principais: otempo
depermanência
dos alimentos fibrosos émenos
longono
cecodo
cavalodo que
no
rúmen
e o crescimento microbiano
no
cecodo
cavalo é inferior aqueleque
é constatadono
rúmen.
Enquanto no
rúmen
as bactérias e os protozoários utilizam os elementossolúveis dos alimentos, estes
foram
digeridosno
cavalo antes de chegar ao ceco.A
água
é absorvida tantono
intestino delgado quantono
intestino grosso.No
eqüino adulto,
aproximadamente 90
litros deágua
são absorvidos por dia(DUCKS,
84).As
fezes são constituídas de restos alimentaresnão
digeridas e secreçõesdigestivas, assim
como
restos bacteri.anos.A
produção diária de fezes varia de l -3%
do
PV
na
dependênciada
quantidade de alimento ingerido e sua digestibilidade.7.1
-
DISTÚRBIO
DO
COMPORTAMENTO
ALIMENTAR
É
peculiardo
eqüinonão
vomitar, deforma
que o alimentoque
ele ingeredestina-se obrigatoriamente para o trato digestivo. Este
mecanismo
não
vantajosodesenvolveu
no
cavalo, paranão
ingerir substâncias nocivas, hábito comportamentalque
garanta sua preservação. ,Ainda
épouco
conhecida amaneira
completacomo
os equinos selecionamo
alimento,
mas
sabe-seque
possuem
sensores nas narinas e palato,recebem
substânciasquímicas encontradas nas plantas,
no
pasto e, através deum
intricado sistema neural,permite informar ao animal.
A
alimentação farelenta das baias, obriga aum
tamponamento
das narinas, o que diminui a sua percepçãodo
problema.O
hábito22
funciona
bem
em
eqüinos mantidos a pasto.É
pior nos animaisque
recebem
alimentos concentrados processados artificialmente.Pelo fato
do estômago
dos eqüinos ser relativamente pequeno, elearmazena
pouco
alimento.O
resultado disto éque
o eqüino passa,em
média,16h
(14-18h)do
diase alimentando. Ocorre trituração
no
momento
da
alimentação, por isto o eqüinocome
lentamente e por conseguinte por períodos longos de tempo.
Podemos
observar atravésda
tabela 04, a grave deturpaçãoda
fisiologiano
equino estabulado.
4
Tabela
04-Comparação
entre eqüinos selvagensda Camarguia
(Duncan, 1980) eequinos estabulados
com
oferta restrita defibra
(3kg/dia),onde
o único contato é 0visual, através das portas das baias (Kiley-Worthin.gton,l987),
na
distribuiçãoem
função
do
tempo.SELVAGENS
ESTABULADOS
COl\/[ENDO
60%
15%
-EM
PÉ
20%
65%
_DEITADOS
10%
15%
VOUTRAS
ATIVIDADES
10%
.5%
(Fonte: Goloubeeff, 1993)Esta
comparação
demonstra as consequências prováveis que ocorreramna
fisiologia
no
eqüino estabulado.Os
fatores estressantescomo
em
situações de explicitaprivação
da
liberdade individual,produzem
desconfortos, sofrimentos e dor. Pode-se dizerque
o sofrimento implicaem
um
estado emocional severo,que
é desprazeiroso, atingindo niveis quecomumente
quebram
o equilíbrio biológico interno e reflete-se nasválvula de escapamento das tensões.
Os
eqüinos são animais exigentes e sensíveis àsalterações de
manejo
alimentar e ambiental.A
carência nestas exigências provocarápido
comprometimento
biológico, expresso nas alteraçõesde
digestão e absorçãode
alimentos.
H
Portanto,
uma
alimentação incorreta, ocasionaum
estágio generalizado demonotonia
alimentarcom
lesõesna
mucosa
do lume
intestinal.As
lesõesna
mucosa
eafalta de plenitude
ou
devolume adequado
de alimentono
lume
intestinal, desencadeiam.problemas tanto intestinal
como
doenças psíquicas (estados neuróticosda
auto- agressividade e violênciano
momento
da
alimentação).8-
EXIGÊNCIAS
NUTRICIONAIS
DO POTRO
_
O
período que transcorredo
nascimento até 18meses
de idade é critico parao
crescimento
da
maioria dos equinos,uma
vezque
elesalcançam
90%
da
sua altura.Durante este período suas exigências nutricionais são altas,
bem
como
estes animais sãoatletas
em
potencial, o seu crescimento deve ser controlado apropriadamente, tentandoevitar problemas de saúde
ou
de desenvolvimento esquelético.Pela tabela 05,
podemos
observar a necessidadeem
relação aosnutrientes, para os potros
Tabela
05- Concentração de nutrientes necessáriosem
um
concentrado para eqüinosem
crescimento.I
Creep
feed 18 1,0 _ 0,95 0,1Até
3meses
16 1,0 0,9540
0,11
ano
14 0,3 0,7040
0,11DADE
PB(%)
czz(%)
P(%)
cu(Epm)
seqgpm)
40
Desmame
- 6meses
1.6 0,9 - 0,8040
0,114
2 anos 0,8 0,60
40
0,11
(Fonte:
Wood
&
Jackson,1988)Através
da
tabela 06, se propõe a taxade
arraçoamento (base de90%
MS)
Tabela 06
- Quantidade diárias (kg) fornecidas a eqüinosem
crescimento(Peso adulto=500kg).
PESO CORPORAL,
kg
CONCENTRADOS
FENO
(trevo/ gramíneas)100 (4-5 130-130 180-230 230-270 270-320 310-360 360-410 410-460 semanas) 0,5 2,2-3,2 2,9-3,9 3,6-4,8 4,0-4,6 3,5-4,5 3,0-4,2 3,0-3,8 1,3-1,9 1,8-2,3 2,2-2,8 2,7-3,2 3,0-3,7 ~ 3,6-4,1 4,0-4,5 (Fonte:
Meyer,1995)
9-
EXIGÊNCIAS
NUTRICIONAIS
DE
REPRODUTORES
As
principais preocupaçõesque ocorrem na
reprodutora são evitarque
engordemuito
e regular a sua condição. corporal deforma
alcançar taxa ótima de concepção.Pastoreio
com
alimento verde variado, apermanência
num
ambiente aberto,exposto a luz
com
possibilidade demovimentação
abundante, são condições favoráveisAtravés
da
tabela 07.Podemos
observar ,que
durante cadaum
destes períodos,as exigências
da égua
em
energia, proteína, cálcio e fósforo aumentarão.Tabela 07
- Exigências nutricionaisda égua
reprodutora.PB
(%)
ED
Ca
Mcal/kg
(%)
P
(%)
Vit.A
UI/kg
Prenhez (1,7,8 meses) 8,0 Prenhez (8,9,11 meses) 10,0 Lactação (0-
3 meses) 12,5Lactação (3
meses
desmame)
11,02,0 0,30 2,2 0,45 2,6 0,45 2,4 0,40 0,20 0,35 0,35 0,30
1500
3100
2550
2200
(Fonte:
Wood
&
Jackson. 1988)1o-
Ex|GÊNc|As
NuTR|c|oNA|s
PARA
o
GARANHÃQ
O
garanhão deve ser mantidoem
condições saudáveis,sem
ganharou
perdermuito
peso.Acesso
àboa pastagem
permite ao garanhão espaço suficiente para correr.Os
garanhõesdevem
teramplo
acesso aágua
fresca e limpa.Caso
apastagem não
sejasuficiente (escassa), feno de
boa
qualidadedeve
ser fornecida.Com
a tabela 08,podemos
observarque
a ração para garanhões decorredo
apetite caprichoso
que
os animaisdesenvolvem
Tabela
08-Rações
para garanhões (600kg PV)
durante a estação demonta
com
exercíciosde 1-2 horas/dia.
(kg/día)
6
Kg
feno teores:2
Kg
aveia 25,33Mcal
ED
3
Kg
concentrado* _l060g
PD
*52%
aveia,10%
gérmen
de trigo,10%
farelo de trigo,10%
farelode
soja,5%
levedura,
5%
farinha de peixe,3%
suplementomineral. Teores por quilo: 2,77Mcal ED,
176g PD,
12g
lisina, 6,8g metionina+
cistina.11-
FORMAÇÃO
E
ESTABELECIMENTO
DAS PASTAGENS
11.1
PREPARO
DO
SOLO.
No
harasMonte
Cristo,em
1992,foram
implantados pastagens nos piquetes,pelo engenheiro
agrônomo
RicardoMuradas
onde
os tipos depastagem
introduzidasforam
aCvnodon
dactylon v pers (coast cross) e Digítariadecumbens
(transvala).A
implantação foi realizada
da
seguinte maneira: de cada piquete tirou-se -amostrasdo
solo.
Com
os resultados das análises feitana
Lagro (Campinas, SP),houve
a correçãoda
acidezcom
calcário dolomítico.A
quantidade colocadaem
cada piquete foi divididaem
três vezes, a primeira foi colocado e revolveu-se a terra, a segunda parte foicolocado por
cima da
terra eem
seguida gradeou-se e a última parteficou
porcima
emobilizaram o solo durante
20
dias.Após
esses dias, gradeou-senovamente
para nivelartirando as lombadas. Abriram-se sulcos de
15cm
de profundidade,com
distância entresulcos de
40
a50cm,
colocandono
fundo oadubo
NPK
de acordocom
análises.Exemplo
deadubação
queforam
feitasem
piquetescom
área de 8.500m2,superfosfatos simples 250kg, nitrocálcio 300Kg., cloreto de potássio
85Kg
, aplicadocom
tempo
de chuva.Na
implantação pormudas,
a terra foi trabalhada,com
o objetivo de quebrar acompactação
superficial e a eliminação de plantas invasoras, pormeio de
arações,gradeações e subsolagens. Durante a fase de preparação
do
solo,foram
feitas gradagenssucessivas,
sempre que
ocorria genninação de sementes de ervas daninhas.Não
houve
a implantação de sementes nos harasem
que
estive estagiando.Em
todos os piquetesforam
realizado estas práticas.-‹-
1 1.2
IMPLANTAÇÃO
Para
um
programa
de formação, estabelecimentoeimanutenção
de pastagens é imprescindível oconhecimento
global acerca dos fatoresque
regem
aprodução
forrageira. -
Haddad
(1990),comenta
atravésda
ilustração abaixo, os diferentes fatoresque
agem
e interagem entre si determinando a produção forrageiraem
um
local.Homem
fimanejo)
Espécie
de herbívoro
_-
Produçãío
forrageira
i
Clima
Solo
Assim
sendo, o clima surgecomo
o primeiro fator limitante à produção deforragens que
depende
de três fatores climáticos: precipitação, temperatura e fotoperíodo e, de acordocom
esse parâmetros, procede-se a escolha das forrageirasmais adaptadas ao local.
Nas
condiçõesdo
Estado deSão
Paulo, apresentando clima tropicalou
subtropical, a escolha recaiu sobre forrageirasque
respondam
a essa característica,ou
seja, seca hibernal, fator climático importante. Essas condições climáticas são
dominantes para