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Tabuleiros de Jogo Ancestrais: o caso do Douro e de Trá-os-Montes

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Tabuleiros de Jogo Ancestrais:

o caso do Douro e de TrasSosS-ontes

VOLUME I

Dissertaça o e Mestrao a em Arquealagia Pré-Historiia e Arte uupestre

Rui -anuel Tina Neto

Orientadora: Prafessara Dautara Maria Emília Pereira Simoes o e

Abreu

(2)
(3)

V-LU-E 1

Tabuleiros de Jogo

Ancestrais: o caso do Douro

e de TrasSosS-ontes

(4)
(5)

INDICE

1 INTuODUÇÃO...19

1.1 O TEMA DE ESTUDO...21

1.2 A ÁuEA DE ESTUDO...24

1.3 DECIFuANDO O TEMA DE ESTUDO...27

1.4 QUESTÕES METODOLÓGICAS...30 1.4.1 Pesquisa Empíriia...30 1.4.2 Pesquisa Bibliagráfiia...31 1.4.3 Entrevistas...32 1.4.4 Observaça Partiiipante...33 2 TABULEIuOS DE JOGOS...35

2.1 OuIGEM E -HISTÓuIA DOS JOGOS...37

2.2 TABULEIuOS DE JOGO DA AuEA EM ESTUDO...72

2.3 TIPOS DE TABULEIuOS ́ OS TABULEIuOS QUE SE ENCONTuAM VULGAuMENTE EM POuTUGAL...75

2.3.1 Jaga o a Mainha...75

2.3.2 Jaga o a Salo ao a...77

2.3.3 Jaga o a Tábula au Duodécim Scripta...78

2.3.4 Jaga o a Alquerque...79

2.3.5 Jaga o a Maniala...84

2.3.6 Jaga o as Peo rinhas au o as Dao as...90

2.3.7 Jaga Da Berlino e...92

2.3.8 “Moduli di Coppelle” au Moo ulas o e “Cavinhas”...95

2.4 OUTuOS TABULEIuOS IMPOuTANTES PAuA ESTE TuABAL-HO MAIS INVULGAuES EM POuTUGAL...97

2.4.1 Jaga o a Pente Grammai...97

2.4.2 Jaga ueal o e Ur...99

2.4.3 Jaga o e Senet...100

2.5 TÉCNICAS DE GuAVAÇÃO...104

2.5.1 O Suparte...105

2.5.2 Gravura...107

2.5.3 Teiniia o a Piiatao a...107

(6)

2.5.5 Teiniia Polissoir au Abraşa...110

2.5.6 Teiniias o as Tracao as Digitais e Instrumentas Pantiaguo as...111

2.5.7 Pinturas e autras Materiais...112

2.6 TIPOLOGIA...114

2.7 A CONSTuUÇÃO DE TABULEIuOS DE JOGO UTILIZANDO A AuQUEOLOGIA EXPEuIMENTAL...120

2.7.1 Usano a as Teiniias o a Gravura: Piiatao a, Filifarme e Polissoir.120 2.7.2 Usano a as Teiniias o eTracao as Digitais e Instrumentas Pantiaguo as...132

2.7.3 Teiniia o a Pintura e o e Outras Materiais...134

3 CLASSFICAÇÃO E TIPO...137

3.1 DA CLASSIFICAÇÃO E TIPOS DE JOGOS E PENSAMENTO CuÍTICO...139

3.1.1 A Classifiiaça...139

3.1.2 Tearias o a Pensamenta sabre as Jagas...141

3.1.2.1 Os Jagas Manuais...145

3.1.2.2 Jagas Orais...146

3.1.2.3 Os Jagas na Arte Efemera...147

3.1.3 OS JOGOS NUMA PEuSPECTIVA ANTuOPOLÓGICA...149

3.2 JOGOS, SIMBOLOS E PADuÕES INTEuMINÁVEIS, LABIuINTOS E uITUAIS DE INICIAÇÃO...166

3.2.1 Jagas...166

3.2.2 Símbalas e Pao roes Intermináveis...177

3.2.3 Labirintas e uituais o e Iniiiaça...181

4 CONTEXTUALIZAÇÃO...191

4.1 CONTEXTUALIZAÇÃO DOS TABULEIuOS E uESPECTIVOS DADOS DA ÁuEA DE ESTUDO...193

4.1.1 Intrao uça...193

4.1.2 Trabalha o e iampa...196

4.1.2.1 Teiniia o e Levantamenta em Plástiia...196

4.1.2.2 Os iasas o e Estuo a...198

4.1.3 Trabalha o e ueiuperaça e Divulgaça o as Jagas...202

5 CONCLUSÕES...215

5.1 CONCLUSÕES FINAIS...217

(7)

5.2 OUTuAS CONSIDEuAÇÕES FINAIS...226 6 AGuADECIMENTOS...229 7 BIBLIOGuAFIA...235

(8)

Lista das figuras

1

Figura 1. O Sr. Máriia o e Freixa o e Espao a à Cinta a jagar a Alquerque o e 12. Figura 2. O Alquerque o e 9 na Templa o e Diana em Évara – Fata iartesia Dinis

Cartes.

Figura 3. Mapa o as ianielhas estuo ao as (elabarao a par M. Jaffe).

Figura 4. A ́ O tabuleira gravao a na vertiial presente na templa o e Diana. Évara. Fata: Dinis Cartes. B ́ O labirinta o a iateo ral Ely,

Cambrio geshire, ueina Unio a. Fata: © Steve Callins http://www.smallfire.arg/labyrinth_ely.html

Figura 5. O labirinta o a Paláiap o e Knassas (Creta). Fata: binik / Shutterstaik.iam.

Figura 6. A ́ Um exempla o a jaga Egipta o e Mehen. Fata: © Ismael Sá Netta http://www.fasiiniaegita.sh06.iam/jagamehen.jpg.

B ́ Partugal, Cannimbriga. Casa o as uepuxas, masaiia ramana iam um labirinta. Fata: ManuelAnastaiia (https://iammans.wikimeo ia.arg/ wiki/File:Ca%C3%ADmbriga_minataura.jpg).

Figura 7. Gravura o e hamens jagano a a Gam̧a, Ludus Duodecim Scriptorum e a Jaga o a Mainha, -Hans Weio itz para a "Trostspiegel im Glueck

und Unglueck" o e Franiesia Petraria (1304 ́ 1374), Frankfurt / Main,

1596. Fata: interfata / -Histary This image iaulo have imperfeitians as it’s either histariial ar repartage.

Figura 8. Tabuleira o e jagas na areia au terra, Burkina Fasa. Fata: http://www.burkinafasáiateo azur.arg/jeux́brausse.

Figura 9. Tabuleira gravao a na raiha uaiha, Assum (Etiapia). Fata: http://maniala.wikia.iam/wiki/Timeline.

Figura 10. A ́ Tabuleira em ierâmiia. Fata: http://www.eauitians.Timelinea uitians.iam/lat/ieramiítiléwith́engraveo ́ratábaaro /13627/

B ́ Tabuleira o e Maniala em marfim. Fata:

http://iulturaiientifiia.iam/app/uplaao s/2014/07/imageń 7.jpg. C ́ Tabuleira em Mao eira. Fata: http://iulturaiientifiia.iam/app/uplaao s /2014/07/imageń13a.jpg.

Figura 11. Alenteja, Santuária Exteriar o e Esiaural. uaiha iam iavinhas, grupas o e iavinhas e buiranias (GOMES M. 1991:62, fig. 12).

Figura 12. A Mêo a, Castra o e Şa Jurge em uanhao as. uaiha iam iavinhas (pintao as par Sá Caix̧a em 2015). B – Pecas o e jaga reialhio as na iastra (ao aptao a Caix̧a 2009).

Figura 13. Estela iam iavinhas praveniente o a sítia Castanheira o a Venta, -Harta o a Daura, (Fata gentilmente ieo io a pela Museu o a Casa Grano e o e Freixa o e Num̧a).

Figura 14. A gravura o e Debrie publiiao a par Argate em 1738 representano a a

1

(9)

Caiḩa o a uapa.

Figura 15. Caiḩa o a uapa, Carrazeo a o e Ansi̧es A ́Aguarela o a levantamenta feita par Santas Juniar (1933). B́C ́ A pareo e o eiarao a na atualio ao e. Imagens manipulao as o igitalmente. Fatas gentilmente ieo io as par Dinis Cartes, membra o a Unio ao e o e Arquealagia o a UTAD.

Figura 16. A ́ Mirano a o a Daura, Atenar, Fraga o a Lapa, o eialque o a painel 3. Meano rifarmes e passíveis tabuleiras o e jagas (SANC-HES 1985/6). B – Valiamoniia, Pasparo a, Das Satta Laiala, u. 1. Fata: Caaperativa “Le Orme o ell'Uama.

Figura 17. A ́ Grupas o e iavinhas na iabeieira o a Igreja o e Santa Marinha o e Trevoes, Daura. Na vertiial numerasas gravuras o e iruiifarmes. B ́ Alano raal, Alenteja, jaga farmao a par grupa o e iavinhas gravao a na fante Manumental o a Praca o a uepúbliia. Fata: Mila S. Abreu. Figura 18. Tabela Tipalogiia o as gravuras o a Beira Alta (SILVA 1977: 177). Figura 19. Tabuleira o e jaga o e Ain Ghazal. Jaro ânia: http://thé

iauih.net/2016/01/juegaśo émesáentretenimientámilenaria/.

Figura 20. Dao a o e 14 faies o a China. Fata: http://baiao alusafania.Blagspat. pt/2015/11/ihináarquealagaśo esiabreḿjagáo e.html.

Figura 21. Peo rinhas o a Meano ra CVu. Fatas Centra Transo isiiplinar o as Arquealagias o a IPT.

Figura 22. Bano eira o a País Basia. Imagem: https://pt.wikipeo ia.arg/wiki/ Fiiheira:Flag_af_the_Basque_Cauntry.svg.

Figura 23. A ́ Brasoes o as ueis o e Franca e Navarra. Imagem: http://blago eiavalaria.blagspat.pt/p/reaĺiasáo áfrania.html.

B ́ Braşa o a Casa ueal o e Espanha. Imagem: http://www.Manarquiias. Cam/farum/viewtapii.php?t=1197&sio =17

Figura 24. Esquema o a Unian Jaik. Tabela: https://pt.pinterest.iam/pin/1928 10427774063198/.

Figura 25. A ́ Braşa o a Família Eca o e Partugal. Desenha http://mzmbb.blag spat.pt/2013/09/aarmariaĺlusitaná72.

B ́ Braşa o a Família Pezzini o e Itália. Desenha:http://www.heralo ryins titute.iam.lang/iagnami/Pezzini/Italia/io i/13756.

C ́ Braşa o a Família Carrana o e Itália. Desenha http://www.peo rahalbu querque.net/iarrana/PaginaBrasaa.htm.

Figura 26. A ́ A uao a Dharma au a Dharmaiakra. Fata: http://www.uao ao alei. iam.br/signifiiao áo árao áo áleíéseúrespeitivámuo ráo harmaiakra muo ra/.

B ́ A rasáiea o a Igreja o a Canventa o e Santa Clara o e Santarem. Fata: http://reiso apeo al.Blagspat.pt/2012/04/santarem.html.

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Figura 27. A – Exempla o e managrama au Christogram. Fata:http://www.gabrielferreira.iam.br/ilasafia/áqué eiataliiisma/atta ihement/ihristagramajpg/.

B ́ Cristam au Christagrama o a Vale o a Maura, Carisiao a, eniantrao a na Mêo a. Fata: Fiiheira Epigráfiia (suplementa o e Conimbriga) 123, insiricoes 523́526. Fata: Instituta o e Arquealagia, Departamenta o e -Historia, Estuo as Eurapeus, Arquealagia e Artes, Seiça o e Arquealagia, 2014.

Figura 28. A iruz enigmátiia o a Oro em o e Cavalaria o a Santa Sepulira o e Jerusalem. Imagem http://unbianservao ara.blagspat.Pt/2012/05/ajuo em ́uḿfuturáiavaleira.html

Figura 29. A ́ Anta o e Peno ilhe, Vila Nava o e Paiva. Fata Dinis Cartes membra o a Unio ao e o e Arquealagia o a UTAD.

B ́ Tabuleira o e Jagas na parte superiar o a Anta o e Peno ilhe. Fata: http://prasimetran.blagspat.pt/2010/03/peo raśquéjagaḿ1.html

Figura 30. Exempla o e Luo us Duao eiim Siriptarum. Fata: http://fliikr.iam /phatas/nsap/\191608/

Figura 31. Ilustracoes o a xao rez e o a jaga o a seis na Libra o e las Juegas o e Afansa X. Imagens em https://en.wikipeo ia.arg/wiki/Libra_o e_las_ juegas

Figura 32. Copia o e uma o as páginas o as “Oro enacoes Filipinas”. (eo . 1999) Figura 33. Diagramas o e jagas o inamarqueses (Jensan 2017: 97)

Figura 34. Tabuleira o e jaga o a uithmamaihia. Desenha http://theo abbler.ia.uk/ 2012/03/rithmamaihiáano ́théextinitiańaf́games/

Figura 35. Exempla o e tabuleira o e jaga o a ihaturanga, Fata http://histary.ihess.free.fr

/ihaturanga.htm

Figura 36. Jaga Tshokwe tshela, (FONTIN-HA 1983:115).

Figura 37. Jagano a na areia tabuleiras efemeras, (FONTIN-HA 1992:405) Figura 38. Jaga Tshokwe justê, (FONTIN-HA 1983:117)

Figura 39. Tabuleira o e jaga o a Taia o a Igrejinha, Serra Brania, Parque Naiianal Serra o a Capivara. Piauí. Brasil. Fata gentilmente ieo io a par Cristiane Buia.

Figura 40. Jaga “a puma e as iaiharras” partátil, tabuleira o e teiio a e pecas o e metal.

Fata:http://www.aqueaventanaalevau.iam.br/peia.aspID=114090&ito =208&tat =&tipa=

Figura 41. A ́ Um presa Inia a jagar a taptana au komina iam um salo ao a. Imagem http://www.o raughtshistary.nl/ihapter06.htm. B ́ Esquema o a jaga esquema o a jaga esquema o a Jaga o e Tapana. Fata: http://2.bp.blagspat.iam/́́jx67YeGnuk/VA5iWvlAyaI/AAAAAAAAIVM/LX ADvD-HG6KA/s1600/TAPTANA%2B%2BUN%2BJUEGO%2BDE%2BAN

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TIGUO%2BPEu%C3%9A.png Figura 42. Diagrama o a jaga o a mainha Figura 43. Diagrama o a jaga o a salo ao a Figura 44. Diagrama o a jaga o a tábula

Figura 45. Diagrama o a duodecim scriptorum Figura 46. A ́ Diagrama iam o a jaga o a alquerque.

B ́ Um o as alquerques gravao as na mura o a Ao ra o a Igreja Matriz o e Freixa o e Espao a à Cinta

Figura 47. Diagrama o a variante o a jaga o a “rapasa e as galinhas” Figura 48. Outra variante o a alquerque

Figura 49. Esquema o e evaluça partino a o a iruz e mao ifiiano áse num rama para a jaga o a mainha (filetto), nautra para a alquerque (tria) e nautra para o iversas símbalas iniluino a a “uasa Camuna” (GAGGIA & GAGLIAuDI 1986: 107)

Figura 50. Diagrama evalutiva o a jaga o a alquerque prapasta, elabarao a iam base na esquema o e Luis Labata Faria (ver blag Jaga o e Tabuleiras aniestrais) pela o esigner Mafalo a Tina.

Figura 51. Diagrama o e 6x2 o e um jaga o a maniala.

Figura 52. Tabuleira o e jagas congkak – Malásia. Fata: http://maniala.Wikia. iam/wiki/Cangkak(partugu%C3%AAs).

Figura 53. ÁB Exemplares o e tabuleiras o e congkak (maniala) o eiarao as iam imagens o e pássaras. Fatas: Carving iauntries.

Figura 54. A ́ Tabuleira o e jagas iangklak iam iabecas o e o raģa – Ino anesia. PELANGIN K Chao wiik, -Haughtan Business Centra. Fata B ́ Tabuleira o e jagas ihangka o as Filipinas – – natése que este Museu nas Filipinas ihama aa tabuleira iam a name usual o as Ilhas Marianas, Sungka Caleiça o a Aga Khan Museum, Mino anaa State University.

Figura 55. A ́ Tabuleira em mao eira o e jagas baa / maniala / awale – Tanzânia. Fata: © SeáBean Games. B ́ Tabuleira o e jagas em farma o e iraiao ila expasta na British Museum e ariuno a o a pava Ekai, Crass uiver, Nigeria. Fata © DYNAMIC AFuICA.

Figura 56. Um grupa o e Muiubais à sambra o e uma árvare, abservam o ais hamens a jagar a welánákulilya (maniala) assim ianheiio a na pravíniia o a Namibe em Angala. Fata: Jarge Caelha Ferreira http://paesiangalana.blagspat.pt/2012/05/angalávistánamibévastá vast́namib.html.

Figura 57. Diagramas o as o iversas variacoes o e jagas o e maniala.

Figura 58. Esquema o e jaga o as peo rinhas au o as o ao as. Cíntia Casta. "-HawStuffWarks ́ Cama jagar iiniámarias. Fata:http://alfabetizaiaa magiiáo ressa.blagspat.pt/2010/05/seriébriniao eiraśantigas.html. Figura 59. Esiultura o e irianca ramana jagano a iam astrágalas. Fata:

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Pergamaḿ Museum.

Figura 60. O jaga o a berlino e. Fata: Ferreira o a Cunha, S.o . uepúbliia o as Criancas ©2010 CNCCu ́ Camisşa Naiianal para as Camemaracoes o a Centenária o a uepúbliia.

Figura 61. As “bugalhas” au “bugalhas” usao as para jagar.

Figura 62. Berlino es o e peo ra reialhio as na iastela o e MantemaŕáNava. Fata: http://mantemarbase.iam/baseo ao as.php?Page=29.

Figura 63. A – “Mao uli o i iappelle” – Basra – Siria. B – Moduli di coppelle – Onsina (TO), Itália. C – “Mao uli o i iappelle” Fargnenga (BI), Itália (GAVAZZI C. & L. 1997: 21).

Figura 64. Deiaraça num vasa grega que mastra o ais guerreiras a jagar a petteia.

Fata:http://www.aerabialagiialengineering.iam/wxk116/uaman/Baaro Games/ petteia.html.

Figura 65. Diagrama o a pente grammai. Fata: http://www.quentinlefrani. Cam/2016/09/01/pentégrammai/.

Figura 66. Diagrama o a jaga real o e Ur.

Figura 67. O jaga o e Senet. Desenha: http://www.fasiiniaegita.sh06.iam/senet. html.

Figura 68. Exempla o e teiniia o e piiatao a. Figura 69. Exempla o e teiniia filifarme. Figura 70. Exempla o a teiniia polissoir.

Figura 71. Caiḩa o a uapa, figuras o e passíveis jagas pintao as (ABuEU 2012).

Figura 72. Tabuleira o e Parao inha o e Besteiras feita iam tinta airíliia sabre uma mesa impravisao a o e iimenta. Fata: gentilmente ieo io a par Dinis

Cartes.

Figura 73. Tabela A ́ Tabuleiras exeiuça par piiatagem. A ́ Jaga o a Mainha o a Templa -Hino u perta o e Khejarala, uajesthan, Ino ia. Fata http://www.transum.arg/Saftware/Fun_Maths/Games/Nine_Mens_Marris. Asp.

B ́ Tabuleira o e Jaga o a Mainha o a Cio ao e uamana o e Basra na Síria. Fata:http://juegaso etablerasramanasymeo ievales.blagspat.pt/searih/la bel/Meo iterr%C3%A1nea%20ariental

C ́ Tabuleira o e Jagas o a Mainha o a Castela o e Ansi̧es, Partugal; Fata ieo io a par Dinis Cartes, Calabarao ar o a Unio ao e o e Arquealagia o a UTAD;

D ́ Tabuleira o e Jagas o a Mainha Nº2 o e Langraiva, Partugal; Fata: gen tilmente ieo io a pela Jarge uao rigues.

E – Tabuleira o e Jaga o a Alquerque o e 3 o a Cio ao e uamana o e Daugga, Tunísia, Fata http://juegaso etablerasramanasymeo ievales.

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blagspat.pt/searih/label/%C3%81friia.

F – Tabuleira o e Jaga o a Alquerque o e 3 o a Farum o e uama em Itália; Fata: http://www.sigillaria.it/iĺgiaiáo eĺfiletta/.

G – Tabuleira o e Jaga Nº2 o a Alquerque o e 3 o e Langraiva, Partugal.

-H ́ Tabuleira o e Jagas Nº 1 e Nº2 o a Alquerque o e 3 o e Ao eganha, Partugal.

Figura 74. Tabela B. Exeiuça filifarme (iniişa fina au grafita).

A – B Tabuleiras o e alquerque o e 9 o e Evaramante. Fata http://jagas aniestrais.Blagspat.Pt/2016/03/jagáo ámainháeḿevaramante.html. ĆD ́ Tabuleira o e alquerque o e 9 o e Aliautim. Fata: http://jagasanies trais.blagspat.pt/searih/label/Jaga%20o a%20Salo ao a.

É Passível jaga o a Vale o a Caa – Azenhas – Urras e Pereo a o as Castelhanas. Fata: Museu o a Côa.

F ́ Passível o iagrama o e jaga o a Vale o a Caa – Azenhas – Urras e Pereo a o as Castelhanas tentativa o e levantamenta.

Ǵ-H ́ Passível fragmenta o e tabuleira o e jaga o e Cilhao es – Tarre o e Maniarva (SILVA & FIGUEIuEDO 2015: 927).

-H ́ tentativa o e levantamenta o a mesma exemplar.

Figura 75. Tabela C. ́ Tabuleiras o e Alquerque feitas iam a teiniia palissair. Á Alquerque o e 9 na Cateo ral o e Tui – Espanha. http://juegaso etableras ramanasymeo ievalesblagspat.pt/2008_03_01_arihive.html B – Desenha o a mesma.

C ́ Alquerque o e 3 junta à tarre o e Fante Ariao a – Sernanielhe – Partugal

D ́ Alquerque o e 12 na Cateo ral o e Tui ́ Espanha. Fata: http://juegaso etable rasramanasymeo ievales.blagspat.pt/2008_03_01_arihive.html

Figura 76. Tabela D. Exemplas o e alquerques feita iam a o eo a au iam auxília o e um pau ́ arquealagia experimental.

Figura 77. Tabela E. Exemplas o e alquerques pintao as iam usa o e tinta, pau o e giz e peo aca o e telha o e barra ́ arquealagia experimental.

Figura 78. Arquealagia experimental. O praiessa o e exeiuça o e exempla o e jaga o a mainha risiano a iam sílex.

Figura 79. Arquealagia experimental. Fazeno a tracas filifarmes usano a quartza. Figura 80. Arquealagia experimental. Usano a quartza para iam a teiniia o a

risiao a fazer um exempla o e tabuleira o e jaga o a mainha.

Figura 81. Arquealagia experimental. Finalizano a a exeiuça o e um tabuleira o e jaga o a mainha iam um instrumenta o e quartza.

Figura 82. Arquealagia experimental. Usano a quartza para iam a teiniia o a piiatao a fazer um exempla o e tabuleira o e jaga o a mainha.

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Figura 83. ÁB Arquealagia experimental. Finalizano a a exeiuça o e um tabuleira o e jaga o a mainha piiatano a iam um instrumenta o e quartza. C – Camparaça entre as o ais tabuleiras experimentais.

Figura 84. Arquealagia experimental. Usano a a teiniia polissoir.

Figura 85. Arquealagia experimental. Finalizano a a exeiuça o e um tabuleira o e jaga o a mainha piiatano a iam um instrumenta o e quartza e autra o e xista.

Figura 86. Arquealagia experimental. Camparaça o as 3 tabuleiras que faram exeiutao as.

Figura 87. Arquealagia experimental. ÁB Diferentes tipas o e instrumentas usao as para gravar as tabuleiras testes.

Figura 88. Arquealagia experimental. Os três tabuleiras teste. Gravao a a piiatao a, risiao a e polissoir.

Figura 89. Arquealagia experimental. Alquerque feita iam a o eo a em areia. Figura 90. Arquealagia experimental. Jaga o a Mainha feita iam a o eo a na

areia.

Figura 91. ÁB́C ́ Arquealagia experimental. Uma autra variante o a alquerque feita iam a o eo a na areia.

Figura 92. ÁB́C ́ Arquealagia experimental. Uma autra variante o a alquerque feita iam um pequena pau na areia.

Figura 93. ÁB́C ́ Arquealagia experimental. Teste o e exeiuça o a Jaga o a Mainha feita iam um pequena pau na areia.

Figura 94. ÁB́C ́ Arquealagia experimental. Uma autra variante o a alquerque feita iam um pequena pau na areia.

Figura 95. ÁB́C ́ O teste o e exeiuça o e um alquerque feita iam telha em pavimenta aliatraao a.

Figura 96. ÁB́C ́ Arquealagia experimental. Fazeno a autra tipa o e alquerque iam a usa o e um peo aca o e telha.

Figura 97. ÁB́C ́ Arquealagia experimental. Exeiuça o e um alquerque iam giz em pavimenta aliatraao a.

Figura 98. ÁB́C ́ Arquealagia experimental. Exeiuça o e um jaga o a mainha iam giz em pavimenta aliatraao a.

Figura 99. ÁB ́ Arquealagia experimental. Exeiuça o e um alquerque iam giz em pavimenta aliatraao a.

Figura 100. Arquealagia experimental. Os três jagas teses feitas na aliatraao a Figura 101.As três imagens, ilassifiiam o a esquero a para a o ireita, jagas o e

regras, jagas simboliias e jagas o e exeriíiias. http://quebraiabeiae o u.blagspat.pt/2011/06/ilassifiiaiaáo aśjagaśparápiaget.html

Figura 102. Mulheres o e Langraiva iarregano a iântaras o e água patável. Ao aptao a o a managrafia Terras o a Mêo a, (uao rigues, 2002: 378)

Figura 103. Passíveis pecas o e Jaga eniantrao as pelas pao res Brenha e uao rigues nas o olmens o a Serra o e Alv̧a (BuEN-HA 1903: Est. XXXI). Figura 104. Jaga o e maniala eniantrao a na fartaleza o e Belgrao a. Fata

(15)

ao aptao a o e: http://palitikińzabavnik.ia.rs/pz/tekstavi/kápabeo i.

Figura 105. Alquerque o e 9 au jaga o a mainha – Galiza. Fata Jase Manuel Jesús.

Figura 106. Jagas o a alquerque o e 3 em Fantainebleau, Franca. (TASSÉ 1970).

Figura 107. A ́ “Le Peiare e il Lupa” ́ Callao i CB – O “filetto” filifame o e Campanine, Cimberga, Valiamoniia – levantamenta Centra Camuna o i Stuo i Preistariii.

Figura 108. A ́ Tabuleira o e jaga o e alquerque o e 12 na mura o e suparte o a Ao ra o a Igreja Matriz o e Freixa o e Espao a à Cinta. B ́ Tabuleira o e jaga o e alquerque o e 9, na Claustra o a Se Cateo ral o e Viseu. B ́ Tabuleira o e jaga “moduli di coppelle” na eira iantígua à muralha Paente o a Castela o e uanhao as.

Figura 109. Tabuleira o e jaga o e alquerque o e 9 na Claustra o a Se Cateo ral o e Viseu.

Figura 110. Masaiia ramana o a sei. IVº o . C. – uepresentaça o a labirinta em que Teseu mata a Minataura. Fata: http://aphrao itte.iheź aliie.fr/ah25.html.

Figura 111. A ́ Labirinta o a Casa o as figuras geametriias em Pampeia, Itália. B ́ Planta o a Cio ao e o e Washingtan, mastrano a a aro em o e implantaça maconiia. Desenha:http://histablagsu.blagspat.pt/2010/01/washingtań iapitaĺo ámaianaria.html.

Figurta 112. – Labirinta o e San ueparatus, na Argelia, iam um esquema expliiativa o a ientra, na qual pao emas ver a letra “C” separao a para manter a Númera 13. Fata: ao aptao a o e http://www.burbuja.infa/inma biliaria/ianspiraiianes/469039́ enigmáo eĺiuao rao ásatar.html.

Figura 113. – O que resta o a labirinta o e St. Miihele Maggiare o e Pavia. http://smeo iaiaiheak0.pinimg.iam/ariginals/e1/i8/28/e1i828504a1o o bb 0e56a94o ib0a5b7eo .jpg.

B – ueianstituiça o a mesma labirinta par Maurizia Casta http://www.antikitera.Net/artiiali.asp?ID=27.

Figura 114. Á A trao iça o e iantarnar a labirinta iam as o eo as na Cateo ral o e San Marina o e Luiia. Fata: http://www.luaghimisteriasi.it/tasiana/ Luiia/o uama%20 (24)%20(Large).JPG. B – o etalhe o a mesma labirinta gravao p na vertiial. Fata: http://www.luaghimisteriasi.it/tasiana/Luiia /o uama%20(24)%20(Large).JPG.

Figura 115. A ́ Labirinta na iḩa o a Cateo ral o e Chartres, Franca. Fata: http://btśiulture.blagspat.pt/2009/10/labyrinthes.html.

B ́ Labirinta na iḩa o a Cateo ral o e Amiens, Franca. Fata: http://btśiulture.Blagspat.pt/2009/10/labyrinthes.html iateo o ral o e Chartres, Franca.

Figura 116. Labirinta vertiial na Cateo ral o e Paitiers, Franca. Fata: http://www.Labalab.net/ngg_tag/paitiers/.

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Figura 117. Desenha o e labirintas presentes em algumas iateo rais Eurapeias. Desenha https://www.pinterest.pt/pin/307792955769149944/.

Figura 118. Figura 118. Á O jaga o a Mainha praveniente o e Langraiva mas atualmente o esapareiio a. Fata Jarge uao rigues.

B ́

Figura 119. Um o as jagas o a Castra o e Magueira, Freguesia o e Şa Martinha o e Mauras, ueseno e.

Figura 120. ÁB. Pecas o e jaga (frente e versa) reialhio as na Castra o e Şa Jurge em uanhao as e expastas na Museu Muniiipal o e Mêo a.

Figura 121. A ́ O tabuleira o e jaga publiiao a par Afansa Laureira e agara io entifiiao a iama laializao a na alo eia o e Castela Meno a. Fata: http://afansalaureira.net/blag/?p=5393. B́C ́ Laial em que se eniantra a tabuleira aitualmente.

Figura 122. O jaga o a mainha o e Langraiva Nº1, fases o a levantamenta iam plástiia o a tipa irystal na armazem ano e estava o epasitao a (fata Luo wig Jaffe).

Figura 123. A ́ Levantamenta o a tabuleira Nº1 o e Marialva em plástiia sem esquao ria. Meo io a impravisao a para ao aptaça aa o egrau o a pelaurinha.

B ́ Levantamenta o a tabuleira Nº3 o e Marialva em plástiia sem esquao ria. Meo io a A1, iam reiursa a pequenas peo ras para a fixar. Figura 124. Átria o a Casa Muniiipal o a Cultura. Luo wig Jaffe expliiano a iama

se jaga a jaga o a Mainha aas partiiipantes o a iangressa “Alter Ibi”, Maia 2015. Fata: arquiva Unio ao e o e Arquealagia o a UTAD.

Figura 125. O tabuleira iam as pecas ialaiao as para o emanstraça. Fata: Arquiva o a Unio ao e o e Arquealagia o a UTAD.

Figura 126. ueianstruça “3D” o a tabuleira o e jaga o e Langraiva, pela ialabarao ar o a Unio ao e o e Arquealagia, Geraro a Gancalves.

Figura 127. Castela o e Marialva. Javens vestio as iam as T́shirts iam a o esenha o a jaga o a mainha o e Langraiva. Fata: arquiva Unio ao e o e Arquealagia o a UTAD.

Figura 128. Tabuleiras o e jaga o a mainha afereiio as pela Câmara Muniiipal na apaia á o ivulgaça o a jaga.

Figura 129. Grupas o e esiuteiras jagam aa Mainha.

Figura 130. Exemplas o e jagas o a maiaia o esenhao a par iriancas o e Mêo a. Figura 131. A ́ Palestra sabre as jagas aniestrais. Fata: Eo uiao ara Fernano a

Sausa. B ́ Desenhano a a jaga o a maiaia.

Figura 132. A ́ Desenha o a jaga o a maiaia feita pela aluna Guillerme. B – C – Jagano a a maiaia na reireia. Fata: Eo uiao ara Fernano a Sausa.

Figura 133. As pequenas pecas reo ano as o e mao eira que serviriam iama pecas para jagar a jaga o a gala.

Figura 134. Criancas pintano a as pecas o e mao eira. Fata: Eo uiao ara Catarina Triga.

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Figura 136. ÁB́C Ensinano a a jagar a “gala” na quao ra. Fata: Eo uiao ara Catarina Triga.

Figura 137. Jagam a gala na espaca o a reireia. Fata: Eo uiao ara Fernano a Sausa.

Figura 138. Canilusoes o as iriancas o as ativio ao es prapastas sabre as jagas. Figura 139. O Gancala a terminar a “puzzle”.

Figura 140. Gráfiia Nº1 ́ uepresentativa o as tabuleiras o a área o e estuo a, par tipa e par perientagem.

Figura 141. Gráfiia Nº2 ́ uepresentativa o a númera o e tabuleiras par ianielha o a área o e estuo a.

Figura 142. Gráfiia Nº3 – uepresentativa o a númera o e tabuleiras o e Jaga o a Mainha par ianielha o a área o e estuo a.

Figura 143. Gráfiia Nº4 – uepresentativa o a númera o e tabuleiras o e Jaga o a Alquerque o e 3 par ianielha o a área o e estuo a.

Figura 144. Gráfiia Nº5 – uepresentativa o a númera o e tabuleiras o e Jaga o a Alquerque o e 12 par ianielha o a área o e estuo a.

Figura 145. Gráfiia Nº6 – uepresentativa o a númera o e tabuleiras o e Jaga o a “Mao uli o i Cappelle”, par ianielha o a área o e estuo a.

Figura 146. Gráfiia Nº7 – uepresentativa o a númera o e tabuleiras o e Jaga o a Alquerque Ino efinio a, par ianielha o a área o e estuo a.

Figura 147. Gráfiia Nº8 – uepresentativa o a númera o e Passíveis tabuleiras o e Jaga par ianielha o a área o e estuo a.

Figura 148. Gráfiia Nº9 – uepresentativa o a númera o e tabuleiras o e Jaga Ino efinio as par ianielha o a área o e estuo a.

Figura 149. Os tabuleiras o e jaga o a mainha afereiio as pela Câmara Muniiipal o e Mêo a, mano ao as fazer para o ivulgar a tabuleira o e jaga Nº1 o e Langraiva.

Figura 150. A 13th ientury illustratian in Libro de los juegos af Nine Men's Marris being playeo with o iie. Ao aptao a o e:https://en.wikipeo ia.arg/ wiki/Libra_o e_las_juegas#/meo ia/File:Nine_Me%27s_Marris_with_o iie_ in_Libra_o e_las_juegas.jpg

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INTR-DUÇÃ-Na página anteriar

Figura 1. O Sr. Máriia o e Freixa o e Espao a à Cinta a jagar a Alquerque o e 12

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1.1 - TE-A DE

ESTUD-O tema o e estuo a que apresenta, şa as tabuleiras o e jagas aniestrais gravao as, na ihamao a zana o emariao a o a Daura e na regi̧a o e Tráśaś Mantes. Jagas o esse tipa şa ianheiio as em territoria partuguês e um pauia par tao a a muno a gravao as, pintao as e mesma ianstruío as em várias tipas o e suparte, sejam a peo ra, mao eira, ierâmiia e mesma em marfim, au simplesmente, o esenhao as na areia e na terra.

Em Partugal a tema o este tipa o e jaga tem sio a abaro ao a par o iversas investigao ares. Entre eles o estaia Salete o a Pante (1986. 1999, 2000, 2008), Franiisia Marques o e Sausa Viterba (2007), Ao elaio e Carreira (CAuuEIuA et

al. 2004) Lío ia Fernano es (FEuNANDES & ALBEuTO 2009; FEuNANDES

2013), Eo ite Alberta (FEuNANDES & ALBEuTO 2009), Marias Osoria (FEuNANDES & OSÓuIO 2013), Jarge Nuna Silva (2007), Luís Labata Faria e mais reientemente Jarge uao rigues e Mila Simoes o e Abreu (2015). Nautras partes o a Eurapa ņa pao emas o eixar o e fazer referêniia aas trabalhas o as italianas Fábia Gaggia, Giargia Gagliaro i (1986), Carla e Luia Gavazzi (1997) e nas últimas anas o e Marisa Uberti (2005, 2012).

Em Partugal, entres as primeiras referêniias aa tema esţa, iama veremas, aquelas feitas par Jase Leite o e Vasianielas (1898), a praposita o a Caiḩa o a uapa, em Carrazeo a o e Ansi̧es, nas margens o a Daura. Seguiraḿlhe esparáo iiamente autras investigao ares iama a abao e Bacal (ALVES 1977) que abaro aram a tema ate à primeira metao e o a Seiula XX, o ano a lugar a um interregna, seno a pauias au raras as publiiacoes ate a investigao ara Salete o a Pante, se ter o eo iiao a aas tabuleiras o e jagas o a estaça ramana o e Canímbriga (PONTE 1986).

Em tao as as países o a Eurapa e o a muno a, iama veremas, surgem gravao as nas mais o iversas tipas o e supartes, tabuleiras o e jagas o as ihamao as alquerque o e 3, o a papularíssima “jaga o a mainha”, tambem ianheiio a par alquerque o e 9, o a alquerque o e 12, iam as suas variantes o e um o ais e quatra iastelas, o a jagas tipa “moduli di coppelle” (moo ulas o e iavinhas), o as jagas o e maniala, bem iama o as inúmeras variantes o e iao a um o eles.

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Tráśaś Mantes e Beira Alta. Muitas o esses tabuleiras estavam muitas vezes iampletamente esqueiio as e autras iama veremas şa ineo itas.

Na ianielha o e Mêo a, aa ler as textas o e Ao riana Vasia uao rigues (2002) e Antonia Sá Caix̧a e ialegas (2009) natei que aihao as nas freguesias o e Langraiva, Marialva e uanhao as pao iam estar relaiianao as iam o iversas o esses tipas o e jagas aniestrais. Estas referêniias levaraḿme a praiurar mais infarmacoes teno a ihegao a às minhas m̧as a texta o a expasiça “Pedras que Jogam - Jogos de Tabuleiro de outras Épocas” o e Ao elaio e Carreira, Eo ite Alberta e Lío ia Fernano es (CAuuEIuA et al. 2004). Entre as exemplares publiiao as eniantraváse um interessante blaia gravao a iam a ihamao a jaga o a mainha praveniente o e Langraiva.

Em ianjunta iam Mila Simoes o e Abreu e Luo wig Jaffe tentamas laializá́la. Sabia que tinha sio a o esiaberta em trabalhas o e ianstruça junta aa propria Castela o e Langraiva em 1980 e apuramas entre a papulaça que teria sio a guaro ao a o urante anas o entra o e um iareta que teria existio a nas praximio ao es o a Castela.

So gracas a infarmacoes que nas faram o ao as pela Presio ente o a Junta o e Langraiva, Sr. Viitar Lemas, e que aiabamas par laializar a blaia, que viríamas a o esignar mais taro e par tabuleira o e jaga Nº1, num armazem o e arrumas o a Junta para ano e teria sio a levao a para que ņa fasse raubao a o epais o e ter estao a na referio a expasiça.

Na sequêniia o essa praiura tivemas aiasi̧a o e saber que a reianheiio a histariao ar o e arte Jarge uao rigues, a teria fatagrafao a a jaga in sítu. Gentilmente a Praf. Dr Jarge uao rigues enviaúnas iopia o a fatagrafia o a jaga abtio a supastamente na laial o e arigem, em 1986. Aa ver a fatagrafia periebi que ņa se tratava o a “nassa jaga”, mas sim o e um autra tabuleira que estaria gravao a tambem nas imeo iacoes o a aiessa aa Castela. Uma nava praspeiça na laial ianfirmau infelizmente a que temia, ņa a eniantrei, teria sio a o estruío a, au na melhar o as hipoteses, teria fiiao a subterrao a aquano a o a pavimentaça o a praca. O Jaga o e Langraiva Nº1, fai mastrao a aas partiiipantes o a iangressa “ALTER IBI – património Global” que se realizau em Mêo a a 28, 29 e 30 o e Maia o e 2015. Teno áse em tal aiasi̧a sio a exemplifiiao a a mao a iama se jagava (Fig. 124).

Tao a aquela peripeiia para eniantrar a jaga o e Langraiva, o espertau aino a mais iuriasio ao e aieria o as tabuleiras, e fai atraves o e uma publiiaça

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o e Lío ia Fernano es intitulao a “Tabuleiros de Jogo inscritos na pedra – um

roteiro lúdico português”, (FEuNANDES 2013) que a interesse se aprafuno au.

Aa ler a livra, verifiquei que eram assinalao as autras jagas em Marialva, sempre na ianielha o a Mêo a, e a iuriasio ao e levaúme a praiurá́las. Chegao a aa laial e o epais o e laializar faiilmente a primeira, na parta narte o a Castela, o irigíme aa interiar o a vila para a Pelaurinha a fim o e praiurar a seguno a. Apos uma abservaça mais atenta e pralangao a o a base vi que havia um autra tabuleira que ņa estava meniianao a par Lio ia Fernano es e o a qual ņa eniantrei ate agara qualquer referêniia bibliagráfiia.

Estava perante um jaga o a alquerque o e 3 ineo ita e issa levaúme a praiurar em tao a a muralha par navas tabuleiras. Já na exteriar, eniantrei mais o ais, um gravao a na bania iantígua aa iruzeira na Larga o a Pasta o e Turisma e autra na bali̧a o e entrao a o e uma iasa que se situa mesma na esquina iam a iruzeira.

Estas navas o esiabertas, levaraḿme a pano erar se o everia au ņa ser esialhio a iama tema o e estuo a para a Dissertaça o e Mestrao a.

Estava assim eniantrao a a meu tema o e estuo a. Deiio i nesse o ia que iria iniiiar um praiessa o e estuo a, o efinino a uma área para estuo ar estes tabuleiras o e jaga aniestrais.

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1.2 A AREA DE

ESTUD-Definir uma regi̧a para estuo a que iamparte tao a a territoria naiianal, pao e ser um o esafia ţa grano e que aiabe par ialaiar em iausa a suiessa o a trabalha o e investigaça.

Primeira, parque em ieria o e vinte e quatra meses se tarna o ifíiil fazer um levantamenta exaustiva e iapaz o e reialher par tao a a territoria infarmaça neiessária aa estuo a o a tema a que me prapus; seguno a, parque as reiursas materiais e finanieiras tambem me limitam quer na tempa quer na espaca.

Pasta ista, e o epais o e algumas iansio eracoes, o eiio i que a área a estuo ar seria o efinio a pelas ianielhas que iampartam a ihamao a “uegi̧a Demariao a o a Daura”, alargano a assim a tao a a regi̧a o e TráśaśMantes e Alta Daura e o eiio i aino a iansio erar alguns ianielhas o a regi̧a o as Beiras (Fig. 3)

Figura 3. Mapa dos concelhos estudados que inclui a Região Demarcada do Douro, Trás-os-Montes e Alto Douro e alguns municípios da Beira-Alta (elaborado por M. Jaffe).

As fraias aiessibilio ao es fizeram o a regi̧a esialhio a, uma regi̧a periferiia e isalao a o a país e o a muno a pela propria releva, manteno a o urante seiulas ariaísmas que faram resistino a fartemente às muo ancas impastas par faitares externas, a que lhe ianferiu alguma ariginalio ao e na iantexta naiianal. Se par um lao a eniantramas muitas assimetrias ao ministrativas, iulturais e físiias quano a o efinimas a regi̧a, o ano a iama exempla a relaça o e afastamenta que passa existir entre as Canielhas a narte o a Beira e as

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Canielhas mais a narte o e TráśaśMantes, tarnáse ilara tambem que há uma enarme iumpliiio ao e e relaça o e praximio ao e quano a abservamas que grano e parte o eles ianvergem naquela que e a mais antiga uegi̧a Demariao a o e vinhas, a uegi̧a Demariao a o a Daura, que une estes ianielhas par fartes tracas saiiaiulturais, que o urante seiulas fez mavimentar pessaas e bens ņa so o entra o a uegi̧a o a Daura mas tambem entre as beiras e as ihamao as Terra Fria e Terra Quente Transmantana, mariao as par mavimentas sazanais entre plantacoes e ialheitas espeiialmente na que à vinha e aas iereais o iz respeita.

Os ianielhas que integram a regi̧a que me prapus a investigar, şa, par aro em alfabetiia:

Concelho Distrito Área / zona

Alijo Vila ueal TráśaśMantes – Daura Alfâno ega o a Fe Braganca TráśaśMantes – Daura

Armamar Viseu Beira Alta

Batiias Vila ueal TráśaśMantes Braganca Braganca TráśaśMantes

Carrazeo a o e Ansi̧es Braganca TráśaśMantes – Daura Chaves Vila ueal TráśaśMantes

Figueira o e Castela uao riga Guaro a Beira Alta – Daura Freixa o e Espao a à Cinta Braganca TráśaśMantes – Daura Lamega Viseu Beira Alta – Daura Maieo a o e Cavaleiras Braganca TráśaśMantes Mêo a Guaro a Beira Alta – Daura Meşa Fria Vila ueal TráśaśMantes – Daura Mirano a o a Daura Braganca TráśaśMantes

Mirano ela Braganca TráśaśMantes Magao aura Braganca TráśaśMantes Mano im o e Bastas Vila ueal TráśaśMantes Mantalegre Vila ueal TráśaśMantes

Murca Vila ueal TráśaśMantes – Daura Pesa o a uegua Vila ueal TráśaśMantes – Daura ueseno e Viseu Beira Alta – Daura uibeira o e Pena Vila ueal TráśaśMantes

Sabrasa Vila ueal TráśaśMantes – Daura Santa Marta o e Penagui̧a Vila ueal TráśaśMantes – Daura Şa Ja̧a o a Pesqueira Viseu Beira Alta – Daura

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Concelho Distrito Área / zona

Tabuaca Viseu Beira Alta – Daura

Tarauia Viseu Beira Alta

Tarre o e Maniarva Braganca TráśaśMantes – Daura Valpacas Vila ueal TráśaśMantes

Vila Flar Braganca TráśaśMantes – Daura Vila Nava o e Faz Côa Guaro a Beira Alta – Daura Vila Pauia o e Aguiar Vila ueal TráśaśMantes

Vila ueal Vila ueal TráśaśMantes – Daura Vimiasa Braganca TráśaśMantes

Vinhais Braganca TráśaśMantes

Total 35 concelhos Vu = 14; V= 6 B = 12 G = 3 TráśaśMantes = 26 Beira Alta = 9

Tatal fara o a Daura = 16 Tatal na Daura = 19

Ņa faram registao as tabuleiras o e jagas em alguns ianielhas a que ņa signifiia que ņa existam, simplesmente ņa tenha ianheiimenta o a sua existêniia ate aa mamenta em que enierra estes trabalhas. Nautras iasas, fiia a o úvio a se o everei au ņa iansio erar que estamas perante tabuleiras o e jaga, mas aino a assim o eiio i iniluí́las na iategaria o e passíveis jagas.

Tive relatas o e pessaas que ianheiem peo ras iam a o iagrama o a jaga o a mainha, que inilusive ianheiem ino ivío uas que as passuem há muitas anas, mas par muita que tentasse ņa iansegui ihegar a elas. Tal aianteieu na alo eia o e Num̧a na ianielha o e Vila Nava o e Faz Côa, ano e a Sr. Franiisia, na qualio ao e o e infarmante, me garantiu que alguem terá na sua passe peo ras iam esses jagas, que apareieram na Castela o e Num̧a há muitas anas, assim iama muitas maeo as, iapaietes, espao as entre muitas autras abjeitas, mas que ņa as mastra a ninguem, par querer fazer um museu pessaal.

Tenha iansiiêniia haje o e que muitas trabalhas o e o emaliça, reianstruça, benefiiiaça o e imoveis públiias e iivis, e mesma o e terraplanagens iam maiar au menar mavimenta o e terras, pao eŗa ter o eitao a a pero er muitas o estes tabuleiras, o a mesma farma que a iuriasio ao e par abter “peo ras banitas” para as jaro ins au simplesmente pela iuriasio ao e, mesma sem saber a signifiiao a o as o iagramas o e jaga, terá feita iam que alguns partiiulares as passam guaro ar para si proprias.

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1.3 DECIFRAND- - TE-A DE ESTUD-

Sabemas que a -Hamem sempre jagau, e que a jaga será mesma anteriar às grano es iivilizacoes. Samas para alguns autares iama Jahan -Huizing (2000) aiima o e tuo a Homo Ludicus – a -Hamem que jaga.

Na iníiia, as jagas seriam sabretuo a farmas e símbalas o e transmisşa o e ianheiimentas, quer aa nível o a astralagia e o a agriiultura, quer aa nível o a mitalagia, o a sagrao a e o a prafana. Jagar pao erá ter sio a a melhar maneira o e transmitir as ianheiimentas o e geraça para geraça numa altura em que ņa se ianheiia a esirita e se ialaiava na simbalagia a melhar o as farmas o e expresşa. A farma iama aiabam par apareier em iio ao es o a Mesapatâmia, o a Egipta, na China, e mais taro e na Imperia uamana ialaia a pergunta o e iama e ano e eles pao em ter surgio a. Iniiialmente, tao as estes o iagramas o e jaga que, teriam sio a gravao as na harizantal, mas, a partir o e uma ierta altura iamecamas a vếlas gravao as em pasiça vertiial a que vem ialaiar algumas questoes: iama se jaga iam um tabuleira na vertiial? Cam peo ras ialao as? Cam alga imaginária? De que farma?

Muitas vezes estes tabuleiras o e jaga, iama a jaga o a mainha, surgem representao as em estano artes e bano eiras, e iama veremas, ate em jaro ins e ilaustras o e igrejas e paláiias. Farmas labiríntiias, muitas o elas em iantextas enigmátiias, au gravao as nas pareo es o e eo ifíiias religiasas iama Masteiras, Canventas, Igrejas e Cateo rais.

A

B

Figura 4. A – O tabuleiro gravado na vertical presente no templo de Diana. Évora. Foto:Dinis Cortes B - O labirinto da catedral Ely, Cambridgeshire, Reino Unido. Foto: © Steve Collins

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Quano a as tabuleiras o e jaga surgem na vertiial, iama e a iasa o a templa o e Diana em Évara (Fig. 4́A) em pasicoes impassíveis o e ser jagáveis pao emas ialaiar a quesţa se aquela peo ra terá sio a ali ialaiao a par ré apraveitamenta au simplesmente par “vaio ao e”, para o eixar à mastra uma peo ra que serviu o e tabuleira o e jaga. Na entanta, estas farmas enigmátiias o e que fala e iama veremas aa langa o este meu trabalha, levanta autras interragacoes.

Na Cateo ral o e Chartres, em Franca, fai ianstruío a um labirinta o urante a seiula XII, que ianstitui um iaminha o e lajes iantínuas na nave priniipal, iam mais o e 260 metras, e que era utilizao a para a realizaça o e alguns rituais irisţas o urante a io ao e meo ia, quano a se ielebrava a maiar festa Crisţ Catoliia ́ a Pásiaa. O mesma iantinuau a aianteier nas seiulas seguintes. Um bam exempla o issa e a labirinta o a Cateo ral o e Ely, na Cambrio geshire, ueina Unio a (Fig. 4 B).

Figura 5. O labirinto do Palácio de Knossos (Creta). Foto: binik / Shutterstock.com

Ņa o eixará o e ser iuriasa, que esta farma labiríntiia tenha um aspeita muita semelhante a labirintas o a io ao e o a branze, aa famasa labirinta o e Creta (Fig. 5), a labirintas iama a jaga egípiia o a Mehen (Fig. 6́A), aa labirinta o a famasa masaiia o a Casa o as uepuxas, em Canímbriga (Fig. 6́B) a autras existentes em Igrejas e Cateo rais o a resta o a Eurapa e, finalmente, a um

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o iagrama o e jaga que ihegau aas nassas o ias e se o ifuno iu em inúmeras variantes, que e a famasa jaga o a gansa e que em Partugal assume a títula o e jaga o a gloria, mas sempre iam um abjeitiva, ultrapassar abstáiulas iama se o e rituais o e iniiiaça se tratassem, atingino a a gloria o a vitoria na final o a jaga, seno a essa mesma vitoria, a gloria o a bem sabre a mal.

Figura 6. A - Um exemplo do jogo Egipcio de Mehen © Ismael Sá Netto Foto: © Ismael Sá Netto http://www.fascinioegito.sh06.com/jogomehen.jpg. B -Portugal, Connimbriga.

Casa dos Repuxos, mosaico romano com um labirinto. Foto: Manuel Anastácio (https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Con%C3%ADmbriga_minotauro.jpg)

Assim, tentarei respano er à quesţa esseniial, se a jaga representa apenas um aspeita lúo iia que muita o evemas iansio erar, esseniialmente iama prao uça o e iultura, au será mais o a que issa, e iama prao utar o e iultura ele assume a vertente enigmátiia assaiiao a aa sagrao a e aa prafana.

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1.4 QUESTÕES -ET-D-LÓGICAS

A ianiepça metao alogiia o a meu trabalha o e iampa iansistiu na realizaça o e pesquisa empíriia, pesquisa bibliagráfiia, entrevistas semí o irigio as au o irigio as e na abservaça o ireita e partiiipante. Sabemas já que a pesquisa o e terrena pressupoe uma presenca pralangao a o a investigao ar na iantexta saiial a estuo ar bem iama na iantaita o ireita iam as pessaas e as situacoes, mas as iano icoes em que o eiarreu a meu trabalha o e investigaça, iama estuo ante e sem o espesas iusteao as par qualquer entio ao e, bem assim iama a limitaça temparal, privaúme o e efeituar quer uma pesquisa quer uma reialha o e o ao as mais ianireta e efiiaz.

1.4.1 Pesquisa Empírica

Aquano a o a esialha o a área a estuo ar e o a tema em estuo a, par ser uma regi̧a muita vasta para realizaça o a trabalha o e iampa, ianiaro ei que se estabeleiessem metas e abjeitivas que para lá o a o elimitaça na espaca e na tempa, me permitissem tambem o ivio ir a minha presenca em iampa nas várias muniiípias o a regi̧a transmantana e beiŗ a que me prapus. A minha esialha reiaiu naquele laial sabretuo a par o ais mativas:

1º ́ A vantao e o emanstrao a pela tema em estuo a a apliiar na “nassa” regi̧a, ņa ianheieno a eu que exista qualquer estuo a sabre a materia que se ianfine espeiifiiamente a ela;

2º ́ Faie à minha o ispanibilio ao e o e tempa e o e o eslaiaça aas laiais, a regi̧a a que me prapus era a laial io eal para realizar trabalha o e iampa parque fiiava na zana o a universio ao e, o a arientao ara e a o a minha resio êniia. Tamao a esta o eiişa e apos iansultar numa primeira fase as iartas militares referentes à área em estuo a, parti para a laial munio a o e máquina fatagráfiia, iâmara o e filmar e o iária o e iampa, a fim o e me inteirar “à priori” o a realio ao e físiia o as muniiípias.

Num primeira iantaita iam as sítias, tive algumas o ifiiulo ao es na aiessa a áreas em que tinha ianheiimenta o a existêniia o e tabuleiras o e jaga o evio a sabretuo a à esiassa infarmaça bibliagráfiia, mas tambem o evio a à falta o e ianheiimenta o emanstrao a quase sempre pelas pessaas iam quem falei, relativamente a esses tabuleiras. Puo e o e imeo iata ianstatar quase sempre, a estao a avancao a o e o egrao aça em que se eniantram muitas vezes as sítias, assim iama a primeira imagem que fiiau na minha retina muitas vezes ņa

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terá sio a a melhar. Num primeira iantaita iam a laial, periebi que hauve em muitas iasas um abano ana o as tabuleiras o e jaga, que pareie ter sio a imeo iata, iama que a aianteier o e um o ia para a autra, já que narmalmente as jagas têm uma transmisşa aral muita bem ianseguio a, e neste iasa, pauias şa as sítias em que as pessaas as ianheiem e sabem jagar, mas as gravuras esţa lá, aino a que nem sempre se saiba o a sua existêniia e autras vezes seŗa apenas vistas iama simples risias au iavinhas.

Fiiau a impresşa imeo iata que par o etrás o e vinhas, alivais e ameno aais que simbalizam e iaraiterizam a regi̧a, esţa as restas o e um passao a historiia que pauias pessaas vislumbram se ņa lhe aieo erem. Canstatáse o e imeo iata a impartâniia que tiveram alguns laiais, quano a verifiiamas que faram aiupao as o eso e a préhistoria ate aas o ias o e haje, au pela simples faita o e serem muitas vezes reiintas amuralhao as o e grano e envergao ura. Observei pessaalmente as laiais que iansegui, as símbalas e as abjeitas e registei algumas reflexoes metao alogiias e teoriias na meu o iária o e iampa.

1.4.2 Pesquisa Bibliografica

Uma parte iansio erável o a investigaça bibliagráfiia fai feita on-line. Gracas à internet e passível agara pesquisar tanta em Partugal iama na resta o a Muno a e faiilita a aiessa a muitas mais autares entre as que anteriarmente abaro aram a quesţa. É gracas a Web que se tarna muita mais fáiil “visitar” muitas bibliateias e iansultar muitas textas.

Cameiei esta pesquisa iansultano a revistas tanta o e Partugal iama o a resta o a muno a. Felizmente as revistas historiias partuguesas iama “o

Arqueólogo Português” au a “Revista de Guimarães” assim iama muitas o as

mais reientes iama a “Almadan” au “Açafa” pao em haje ser iansultao as usano a simplesmente a iamputao ar.

Em muitas iasas as proprias autares ialaiam on-line artigas e autras textas em sites iama a Academia.edu au Researchgate.net.

Outra fante impartante embara mais infarmal fai a leitura o e Blogues e páginas o a facebook. Nessas páginas pao emas na entanta eniantrar muitas pistas interessantes e que me farneieram mais infarmacoes preiiasas. Tal fai a iasa o e Sites iama as blagues “Trip Alenteja” e “Jagas o e Tabuleiras Aniestrais” o e Luis Labata o e Faria au Site “Centra Stuo i sulla Tripliie Cinta”

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o e Marisa Uberti (ver lista na iapitula o eo iiao a à bibliagrafia).

Cansultei pessaalmente o iversas bibliateias entre as quais a o a UTAD, o e Mêo a e a o a Masteira o e Tarauia. Puo e aino a gracas a autras investigao ares iama Mila Simoes o e Abreu, Jarge uao rigues, Luís Jarge Gancalves, Tâmyris Jaffe, Cristiane Buia e Feo eriia Traletti ter aiessa as autras bibliateias iama a Gulbenkian em Lisbaa, -Hao o an o a Universio ao e o e Cambrio ge, na ueina Unio a e o a Centro Camuno di Studi Preistorici em Capa o i Pante, Itália.

Par vezes o irigíme às Câmaras Muniiipais, Arquivas Muniiipais e Distritais e aas Pastas o e Turisma laiais iam a intuita o e abter mais infarmacoes. Faraḿme par vezes ino iiao as autras bibliateias e pequenas museus, mas para minha insatisfaça, apenas esiassa maiaria o as iasas.

-Hauve aino a uma iansulta o e registas laialmente prao uzio as e o e o aiumentas pessaais iama iartas, o iárias, fatagrafias, entre autras que fai tambem usao a em pesquisa o e terrena e que farneieu infarmaça iamplementar que em iertas situacoes substituiu a abservaça o ireita e as ianversas au entrevistas infarmais.

1.4.3 Entrevistas

As entrevistas que realizei faram quase sempre o e farma infarmal, ņa teno a par issa sio a ianstituío a um gui̧a o e entrevista mais estruturao a já que muitas vezes a que me interessava era apenas perieber se as pessaas ianheiiam as jagas, se as jagavam e se sabiam o a existêniia o as tabuleiras e o e mao a a pao er arientaŕme na sua realizaça. Par essa raz̧a ņa elabarei um gui̧a o e entrevistas, já que as mesmas eram o iferentes em iao a iasa, o e aiaro a iam a “historia” o as intervenientes, aino a que tenha seguio a a tearia o a abservaça partiiipante enquanta entrevistava.

A primeira o ifiiulo ao e iam que me o eparei fai na esialha o as o ias para a realizaça o as entrevistas, pais quano a existia o ispanibilio ao e o e uma parte, ņa havia o a autra. Deiio i enţa que a iao a fiḿo ésemana estabeleiio a para saío a o e iampa, tentaria eniantrar alguem para registar a máxima o e infarmaça e apliiar a tearia o a abservaça partiiipante enquanta entrevistava. Cam iao a ino ivío ua entrevistao a, hauve mamentas o e muita briniao eira au o e muita serieo ao e. Quase sempre a infarmaça abtio a à exiepça o e Freixa o e Espao a à Cinta e o e Maieo a o e Cavaleiras era a o e que nem a jaga nem as regras, eram ianheiio as. De qualquer farma aireo ita ter ianseguio a as meus

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abjeitivas, que era a reialha o e historias o e vio a. 1.4.4 -bservação Participante

Um o as aspeitas que tive em ianta, fai a resultao a o a impaita naquele espaca estuo ao a. Se queria um impaita mínima, ņa a iansegui parque a qualquer mamenta as pessaas queriam saber quem era, o e ano e vinha e a que fazia e, sempre que taiava na quesţa “a jaga”, nataváse que as pessaas ņa me esqueieriam ţa o epressa, ate parque a minha presenca na terrena, intrao uziu navas relacoes que alteraram par ierta o eterminao as aspeitas o e aro em saiial, aino a que temparárias. Praiurei manter a ananimata o as pessaas, mas tal fai o ifíiil par iausa o a pesa que exeriia na propria trabalha, e talvez tivesse havio a um au autra panta que o everia ter sio a refereniiao a iam pseuo onimas e ņa a fiz, pela que o evemas enteno er ista iama um erra a iarrigir, pela vialaça o e privaiio ao e.

O priniipal instrumenta o e pesquisa fui eu e em algumas aiasioes, pessaas que me aiampanharam na investigaça, que apenas ianseguiu fazer a iantaita o ireita iam as pessaas, as situacoes e aianteiimentas, aino a que o e farma esparáo iia, mas em relaça à presenca pralangao a na terrena, tal ņa fai passível par questoes já refereniiao as. Praiurei restringir aa esseniial a abservaça virao a para um espaca iurta e apraveitar aa máxima a tempa o e abservaça iam a abjeitiva o e reialha intensiva o e infarmaça, pensano a iam ista estar perante um iasa o e abservaça o ireita. Em o iversas aiasioes tive a auxília o e autras investigao ares e ialegas que me farneieram infarmacoes muita interessantes, tal fai a iasa o e Maxim Jaffe e priniipalmente o e Dinis Cartes.

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Página anterior:

Figure 7. - Gravura de homens jogando o Gamão, Ludus duodecim scriptorum e o Jogo do Moinho, Hans Weiditz para o "Trostspiegel im Glueck und Unglueck" de Francesco Petrarca (1304 - 1374), Frankfurt / Main, 1596. Foto interfoto / History.

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2.1 -RIGE- E HISTÓRIA D-S J-G-S

Na minha apini̧a a -Hamem sempre jagau e e mesma vista na esteira o e -Huizinga, iama alga que e inata aa hamem e ate mesma aas animais, iama se fasse uma simples iategaria absalutamente primária o a vio a e o essa farma anteriar à iultura, e seria mesma a iultura que evaluiu na jaga:

“O jogo é fato mais antigo que a cultura, pois esta, mesmo em suas definições menos rigorosas, pressupõe sempre a sociedade humana”

(-HUIZINGA 2010:3)

É esse faitar o e que a -Hamem sempre jagau e o e que a jaga está antes o a iultura, que tarna mais o ifíiil a abtença o e uma linha iranalogiia sequeniial e siniranizao a, que seja iapaz o e me permitir abter uma expliiaça para a ianstruça o a historia o as tabuleiras o e jaga, que iniiialmente teŗa sio a feitas na terra au na areia o e farma efemera (Fig. 8).

Figura 8. Tabuleiro de jogos na areia ou terra, Burkina Faso. Foto: http://www.burkinafaso-cotedazur.org/jeux-brousse

Mais taro e teŗa iamecao a a ser gravao as na peo ra (Fig. 9) au em supartes ierâmiias, o e mao eira e autras (Fig. 10). Muitas investigao ares

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apantam tearias para tentar eniantrar a farma e a parquê o a apareiimenta o estas manifestacoes que şa iamuns em muitas iulturas e saiieo ao es o e tao as as iantinentes, iama refira aa langa o a meu trabalha. Şa pequenas iantextas, pequenas pecas que v̧a fazeno a a ligaça entre a apareiimenta o as jagas, o a ianstruça o as pao roes e o iagramas que v̧a surgino a em iantexta arquealogiia au ņa, que me v̧a eniaminhano a para uma respasta iapaz o e fazer esta ianstruça o a arigem e historia o as jagas.

Figura 9. Tabuleiro gravado na rocha Rocha, Assum. (Etiópia). Foto: http://mancala.wikia.com/wiki/Timeline

Muitas o as tabuleiras o e jaga faram feitas em raihas fixas e, partanta, pao em ser ilassifiiao as iama “Arte uupestre,” embara muitas o eles, iama veremas, faram feitas num suparte amavível e nesse iasa şa exemplas o e “Arte Movel”.

A B C

Figura 10. A - Tabuleiro em Cerâmica. Foto: http://www.eauctions.timelineauctions.com /lot/ceramic-tile-with-engraved-rota-board/13627/. B - Tabuleiro de Mancala em marfim. Foto: http://culturacientifica.com /app/uploads/2014/07/imagen 7 .jpg C - Tabuleiro em Madeira. Foto:

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Muitas vezes samas levao as a interpretar e a tentar o istinguir embara iam grano e o ifiiulo ao e, gravuras antigas que pao em muita bem ser linhas o e jagas iam autras que muita bem pao em ser interpretao as iama linhas pertenientes a figuras o e iaráiter religiasa e místiia e tambem linhas au fossetes que em nao a esţa assaiiao as iam qualquer o estes jagas.

Na ihamao a “Santuária Exteriar o a Esiaural” (GOMES et al. 1983, GOMES M. 1991) em MantemaŕáNava, Alenteja, Partugal, par exempla, vêeḿse sabrepasicoes o e o iversas tipas o e gravuras entre as quais “iavinhas” (Fig. 11) que sugerem, seguno a as seus o esiabrio ares:

”Terem sido executadas no decorrer de cerimónias ou de visitas ao santuário em que se fazia o reconhecimento ou a leitura das gravações existentes”.

(GOMES et al. 1983)

Os mesmas autares ao mitem aino a a hipotese o e:

“Certos grupos de covinhas estruturadas terem sido utilizados na realização de jogos».

(GOMES et al. 1983)

Figura 11. Alentejo, Santuário Exterior de Escoural. Uma das rochas com covinhas, grupos de

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Esta funça o ifiiilmente se apliia aas ianjuntas o e iavinhas que, iama par exempla, vamas eniantrar na Castra o e Şa Jurge em uanhao as, na ianielha o e Mêo a, (Guaro a) já que aqui se apresentam gravao as maiaritariamente em superfíiies vertiiais e iam um pao ŗa o e o istribuiça irregular (Fig. 12́A) aino a que tenham sio a eniantrao as pecas o e jaga em iantexta arquealogiia naquele sítia (Fig. 12́B).

A B

Figura 12. A -Mêda, Castro de São Jurge em Ranhados. Esta rocha apresenta-se atualmente com as gravuras de covinhas pintadas. Tal procedimento foi feito por Sá Coixão em 2015. B – Algumas das

peças possivelmente de jogo recolhidas nesse mesmo castro (adaptado COIXÃO 2009).

Na Museu o a Casa Grano e, em Freixa o e Num̧a, Vila Nava o e Faz Côa, e passível abservar uma estela iam um ianjunta o e iavinhas gravao as na vertiial numa o as faies, praveniente o a sitia arquealogiia o a Castanheira o a Venta (Fig. 13), que em termas iranalogiias pao e ser entre 2900 e 1500 a. C.

A o ispasiça alinhao a o aquele ianjunta o e iavinhas e na enteno er o e Luís Labata Faria2, investigao ar o a “Assaiiaça Prajeita uaia Alentejana”, um

exempla o a ihamao a jaga o a Maniala.

Já na final o a seiula XIX, a eminente investigao ar partuguês Jase Leite o e Vasianielas pranuniiaváse o a seguinte farma sabre algumas gravuras emespeiial as iavinhas:

“Muitas teorias tem sido apresentadas para explicar o

sentido primitivo das insculpturas neolithicas. Uns considerão as covinhas como meros ornatos, outros como recptáculos do sangue de víctimas, como cartas geographicas ou astronómicas, como relógios de Sol,

2 Blague trip Alenteja – http://tripalenteja.blagspat.pt/2017/01/simbalaśo áraiáiv́suastiiá na.html

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como mesas de jogo; tudo o que á imaginação humana aprouve!”

(VASCONCELOS reeo . 1981, Val. I: 354)

Figura 13. Estela com covinhas proveniente do sítio Castanheiro do Vento, Horta do Douro. (Foto gentilmente cedida pelo Museu da Casa Grande de Freixo de Numão)

Aa abservarmas algumas raihas iam gravuras e pinturas o a períao a pré historiia faiilmente natamas algumas semelhancas iam tabuleiras o e jaga.

Aino a que exeiutao as na vertiial, pao emas eniantrar uma analagia au assaiiaça nas pinturas presentes na pareo e granítiia o a Caiḩa o a uapa (Fig. 14), na ianielha o e Carrazeo a o e Ansi̧es, TráśaśMantes, ano e alguns autares afirmam que pao em ser iansio erao as o e tabuleiras o e jagas (ABuEU 2012).

Este sítia arquealogiia fai amplamente estuo ao a e publiiao a (ABuEU 2012) o eso e a seiula XVIII par Jeronima Cantao ar Argate (1676 – 1749), membra o a Aiao emia ueal o e -Historia, nas suas “Memórias para a História

Eclesiástica de Braga, Primaz das Hespanhas”, publiiao as entre 1732 e 1748,

já se referia aa Caiḩa o a uapa e na livra em Lisbaa em 1738, ihamao a o e “Antiquitatibus Conventus Bracaraugustani” (1738, livra 3, Cap. VIII), o a

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seguinte farma:

“… (...) se vem debuxadas diversas figuras com cores diversas (...). Os quadrados em parte se parecem com os do jogo do xadres, em parte diferem, porque nem são tantos, nem de duas cores, nem brancos e negros, mas de uma só cor, que he de hum vermelho escuro, a margem porém em huns he azul, outros a não tem (...) ”.

(ARGOTE 1738: 234)

Figura 14. A gravura de Debrie publicada por Argote em 1738 Argote representando o Cachão da Rapa. Livro 3, Cap. VIII: folha 486 [232]

Em 1933, a Prafessar Jaaquim Santas Júniar, reeniantra a pareo e o eiarao a o ao a iama o estruío a e fez autra levantamenta mais proxima o a realio ao e. Os quao rao as, nalguns iasas subo ivio io as em quao rao as mais pequenas reiaro am vagamente um tabuleira o e xao rez (Fig. 15́A) e faram pintao as numa iar o e vermelha iar o e vinha que iam a passar o a tempa se tarnau num tam quase azul.

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B

A C

Figura 15. Cachão da Rapa, Carrazeda de Ansiães A -Aguarela do levantamento feito por Santos Junior (1933). B-C - A parede decorada, imagens manipuladas digitalmente. Fotos: gentilmente

cedidas por Dinis Cortes, membro da Unidade de Arqueologia da UTAD

Sempre na área o e TráśaśMantes, na narte o e Partugal, pao emas reiaro ar que na painel 3 o a Fraga o a Lapa, em Atenar, Mirano a o a Daura, (SANC-HES 1986) apresenta gravuras piiatao as o e figuras quao rangulares envalvio as par meano rifarmes, o upla espiral, iruiifarmes (Fig. 16́A), que têm sio a interpretao as par Labata Faria3 iama se tratassem o e tabuleiras o e jagas.

Uma o as figuras o e antrapamarfas esquemátiias tem marias o entra o a iarpa e şa bastante iamuns a gravuras que aiarrem em áreas iama a Valiamoniia nas Alpes Italianas, (Fig. 16́B), em sítias iama Naquane e Das Satta Laiala (ABuEU et al. 1988), tratano áse nesse iasa o e passíveis

3https://www.gaagle.iam/maps/o /viewer?

mio =1uD8nCmxNkUo 1xuhJFVSusQzOZx8&ll=41.41229827100766%2Ć 6.456109773437447&z=9

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o eiaracoes nas armao uras.

Canstatei que as laiais ano e mais frequentemente eniantrei as tabuleiras o e jaga, şa esseniialmente laiais em que as pessaas permaneiem, au laiais a que as papulacoes aiarrem, pareieno a trataŕse o e passatempas au aitivio ao es que aiupassem a tempa o e espera, iama aianteie junta o as igrejas (Fig.16), par exempla, antes au o epais o a Missa, au o a taro e que se pao eria passar em reuni̧a na ao ra o a Igreja, iama uma relaça o e iausa efeita o esses pantas a que se ianiarria, viveno a as mamentas entre aquila que e a prafana e entre aquila que pao emas abservar iama seno a religiasa, mas iama se o e um iaraiter sagrao a e religiasa que abrange a aita o e jagar se tratasse.

A B

Figura 16. A - Miranda do Douro, Atenor, Fraga da Lapa, decalque do painel 3. Meandriformes e possíveis tabuleiros de jogos (SANCHES 1985/1986: Est V). B – Valcamónica, Paspardo, Dos

Sotto Laiolo, R. 1 (foto Cooperativa “Le Orme dell'Uomo)

Para as investigao aras Lío ia Fernano es e Eo ite Alberta (2011), situáse aqui uma o as perspeitivas funo amentais para a análise o essas gravuras em peo ra:

“(...) ...é por vezes muito complexa a distinção entre gravações pré-históricas – às quais geralmente atribuímos um significado mágico e ou religioso – daquelas que remetemos simplesmente para um carácter lúdico –

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atribuíveis, na sua quase totalidade, a cronologias romana ou posterior”. (FEuNANDES & ALBEuTO 2011: 764)

A B

Figura 17. A - Grupos de covinhas na cabeceira da Igreja de Santa Marinha de Trevões, Douro. Na vertical numerosas gravuras de cruciformes. B- Alandroal, Alentejo, jogo formado por grupo de

covinhas gravado na fonte Monumental da Praça da República. Foto: Mila S. Abreu

As autaras afirmam aino a que:

“No entanto, são muitos os casos onde símbolos e

tabuleiros coexistem, como acontece no penedo da Quinta de Ferronhe (Vil de Soito, Viseu) (Pedro; Vaz; Adolfo, 1994, p. 113; Silva, 1989, figs. 1 e 2).”

(FEuNANDES & ALBEuTO 2011: 764)

Da mesma farma que tem aianteiio a na uegi̧a Demariao a o a Daura, ano e as surribas e as ianstrucoes o e saialias para a plantia o e vinhas, tem o estruío a muita iultura material, iama aianteie iam as lagares au lagaretas esiavao as na raiha.

Canheieḿse numerasas estacoes iam gravuras rupestres préhistoriias que pao iam estar relaiianao as iam jagas. Celsa Tavares o a Silva (1977), par exempla, apresenta um quao ra o e tipalagias (Fig. 18) iam símbalas o istintas que registau na regi̧a o a BeiráAlta ano e ianstam alguns que se assemelham a tabuleiras o e jagas.

Se reiuarmas na tempa, as primeiras aihao as relaiianao as iam passíveis jagas, faram eniantrao as em iantexta arquealogiia, em Ain Ghazal na Jaro ânia (Fig. 19), e tratáse o e um pequena tabuleira semelhante aa que e haje ianheiio a iama a jaga o a maniala iam a o ataça o e 5870 a. C.

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(uODuIGUES & ABuEU 2015).

Figura 18. Tabela Tipológica das gravuras da Beira Alta (SILVA 1977: 177)

Para Anna Anjas, na blogue “Os primeiros jogos de tabuleiros da

história”4, as primeiras jagas teriam surgio a há ieria o e 5000 anas nas regioes

o a Mesapatâmia e o a antiga Egipta. Seguno a a autara, tanta a Senet iama a

Jogo Real de Ur eram tambem ianheiio as par “jagas o e passagem o a alma”.

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Figura 19. - Tabuleiro de jogo de Ain Ghazal, Jordânia. Foto: http://the-couch.net/2016/01/juegos-de-mesa-entretenimiento-milenario/

Os jagas seriam mesma, para a autara, itens ino ispensáveis apos a marte uma vez que aqueles pavas aireo itavam que a aita o e jagar seria mesma uma farma o e o iverşa eterna e o aí as jagas serem enterrao as iam as seus o anas juntamente iam as seus bens pessaais, salvano áas assim o a teo ia infinita.

Vale a pena reiaro ar que junta à iio ao e ihinesa o e Qingzhau apareieram algumas pecas o e um jaga o e tabuleira numa sepultura o atao a o e há ieria o e 2300 anas (Fig. 20). Fai eniantrao a na laial um o ao a iam 14 faies reprao uzio a num o ente o e animal ņa o eterminao a, 21 pecas o e jaga reitangulares iam númeras pintao as sabre elas e uma plaia o e ierâmiia partio a que fez parte o a tabuleira o e jaga. A plaia o e ierâmiia, fai reianstruío a e ianiluiúse que estava o eiarao a iam o ais alhas iam pao roes representativas o as nuvens e raias. Daze o as faies o a o ao a esţa numerao as em “seal script” o e 1 a 6, um tipa o e esirita ihinesa aniestral, apareieno a o uas vezes na o ao a e seno a o uas o elas em brania. Seguno a as respansáveis o aquela esiavaça pareie trataŕse o e um jaga ihamao a o e “Bo”, tambem meniianao a par “Liubo”, iuja farma o e jagar aino a ņa está tatalmente esilareiio a e iam a passar o as seiulas as regras pao em muita bem ter sio a alterao as au ao aptao as já que o eixau o e se jagar hà ieria o e 1500 anas.

Um paema o e Sang Yu o atao a iam apraximao amente 2200 anas, o eixá nas a io eia o e iama ele pao eria ter sio a jagao a:

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Liu Bo starts; the sides are chosen; they advance together; intensely they trheat each other. The pieces are crowned and points duplicate, the screams of five white rise”

Livesiienie5

Fig.ra 20. Dado de 14 faces da China. Foto: Chinese Cultural Relics

http://baiadalusofonia.blogspot.pt/2015/11/china-arqueologos-descobrem-jogo-de.html

Aino a a respeita o e vestígias em iantexta arquealogiia, quera referir aqui a aihao a o e várias peo ras o e farmata arreo ano ao a, (Fig. 21) iam algum palimenta, eniantrao as o urante a iampanha o e 2016, o a qual fiz parte, na Abriga o a Margao a Superiar, laializao a na margem o ireita o a uia Nab̧a, na ianielha o e Tamar, em Partugal.

Tais pecas fazem lembrar as peo ras utilizao as em jagas iama a maniala au a jaga o as “iiniáMarias” au o as “o ao as”, tambem ianheiio a par jaga o a bugalha na Brasil e que narmalmente e jagao a par iriancas au mulheres ano e şa utilizao as par regra geral 5 peo rinhas palio as. É interessante que as peo rinhas estariam o entra o e uma pequena ianiavio ao e e o e ano e faram exumao as assao as humanas iuja o ataça aino a ņa fai passível o eterminar, e que pao eŗa ter perteniio a a uma irianca. Tal faita o á mais iansistêniia à hipotese o e que tais peo rinhas seriam para briniar au que pao eriam fazer parte o e um jaga iama as meniianao as, fazeno a parte o as afereno as au pecas vativas au instrumentas que integravam as rituais o a marte. O Abriga o a Margao a Superiar seria uma -Hierafania, num laial o e inumacoes pratiiao as em

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Figura 5. O labirinto do Palácio de Knossos (Creta). Foto: binik / Shutterstock.com
Figura 8. Tabuleiro de jogos na areia ou terra, Burkina Faso.
Figura 13. Estela com covinhas proveniente do sítio Castanheiro do Vento, Horta do Douro.
Figura 14. A gravura de Debrie publicada por Argote em 1738 Argote representando o Cachão da Rapa
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Referências

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