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Reflexão sobre a prática pedagógica, processo de ação e transformação, na experiência profissional

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UNIVERSIDADE DE TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO

Reflexão sobre a prática pedagógica,

processo de ação e transformação, na

experiência profissional

Mestrado em Ensino de Biologia e Geologia no 3º Ciclo do Ensino Básico

e no Ensino Secundário

Vítor Manuel de Sousa Nunes

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UNIVERSIDADE DE TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO

Reflexão sobre a prática pedagógica,

processo de ação e transformação, na

experiência profissional

Mestrado em Ensino de Biologia e Geologia no 3º Ciclo do Ensino Básico

e no Ensino Secundário

ORIENTADORA: Professora Doutora Isilda Teixeira Rodrigues

Vítor Manuel de Sousa Nunes

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Relatório de atividade profissional apresentado à Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, elaborado tendo em vista a obtenção do grau de Mestre em Ensino de Biologia e Geologia no 3º Ciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundário, segundo o Decreto-lei nº 79/2014 de 14 de maio, ao abrigo do Regulamento para obtenção do Grau de Mestre pelos Licenciados Pré-Bolonha (Recomendação CRUP), respeitando o disposto na alínea b) do nº 1 do artigo 20º do Decreto-lei nº 74/2006, de 24 de março e a alínea a) do nº 1 do artigo 45º do Decreto-lei nº 115/2013 de 7 de agosto.

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AGRADECIMENTOS

“O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.”

Fernando Pessoa Aos meus pais, por todo o amor que me têm, pela educação que me deram e pelo orgulho que sempre sentiram por mim.

A todos os meus professores que, desde a 1ª classe feita na Escola primária de Vila Seca, em Adoufe, passando pelas Escolas Preparatória Diogo Cão e Secundária de S. Pedro em Vila Real e pela Universidade dos Açores, em Ponta Delgada, a quem muito devo pelo contributo que tiveram para o meu desenvolvimento pessoal e profissional. Aos meus alunos que, desde a Escola Secundária Domingos Rebelo, em Ponta Delgada, onde, enquanto professor estagiário comecei esta nobre missão, às Escolas C+S de Santa Marta de Penaguião, Secundária Fernão de Magalhães, em Chaves, do 2º e 3º Ciclos, Diogo Cão e Secundária Morgado de Mateus, em Vila Real, aos melhor, mas também aos menos aplicados, aos bem mas, também, aos pior comportados porque, em todos os momentos e não apenas nos mais fáceis, em muito contribuíram para a minha formação em contexto de trabalho, ajudando-me a enriquecer e a melhorar pessoal e profissionalmente na minha prática docente.

À Escola Secundária do Agrupamento Morgado de Mateus e a toda a comunidade escolar que dela fazem parte, pelo apreço que, sem exceção, todos sempre mostraram ter por mim e em seu nome à Direção Executiva.

À minha colega e amiga, Polete Carvalho que, há um ano atrás, foi capaz de me mobilizar para este desafio de voltar à Universidade 28 anos depois, para qualificar as minhas habilitações académicas e, à UTAD, pela oportunidade que me deu de concretizar esta possibilidade.

Ao Professor Doutor Paulo Favas, pelo amigo que, desde logo demonstrou ser disponibilizando-me literatura de apoio para fundamentação deste Relatório de Atividades.

À Professora Doutora Isilda Teixeira Rodrigues que, sem hesitar, aceitou orientar-me na realização deste trabalho, pela prontidão dos seus esclarecimentos e clareza nas suas orientações mas, também, pela sua disponibilidade e celeridade com que sempre respondeu a todas as minhas questões.

À minha família pela paciência que tiveram quando foram privados da minha atenção, em especial os meus filhos, Bruna e Tiago, que constituem o meu mais importante projeto de vida e, à Zélia, minha querida esposa, pela incondicional compreensão e excelente mulher que é e a quem, também, muito agradeço.

A todos quantos se cruzaram na minha vida e que de algum modo contribuíram para o meu aperfeiçoamento pessoal, social e profissional.

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RESUMO

Começamos por proceder à contextualização e identidade do Agrupamento de Escolas Morgado de Mateus, em Vila Real, ao quadro do qual pertencemos e à sua escola sede que lhe dá nome, onde exercemos funções docentes nos últimos 17 anos de tempo de serviço prestados e desenvolvemos a atividade profissional subjacente ao presente relatório.

Sustentado por uma pesquisa e revisão da literatura, feitas na área da Educação em Ciência, numa perspetiva construtivista enquadramos o Ensino das Ciências no contexto do Currículo Nacional. Analisamos os programas das disciplinas atualmente em vigor, de Ciências Naturais do 3º Ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário, fazemos o enquadramento legal da Educação Sexual em contexto escolar e posterior abordagem no decurso da nossa prática pedagógica.

Refletimos sobre as estratégias e metodologias utilizadas no decurso da nossa prática pedagógica onde procuramos evidenciar os desafios implícitos ao desenvolvimento profissional docente, relacionados com práticas reflexivas, com a necessária formação contínua frequentada e a consequente atualização científica e pedagógica do docente. Damos a conhecer os cargos e funções desempenhadas, procedendo ao respetivo enquadramento legal e evidenciamos algumas das atividades por nós dinamizadas, fazendo uma breve análise e reflexões críticas.

Finalizamos com algumas limitações e constrangimentos sentidos e apresentamos umas breves conclusões finais.

Palavras-chave:

Saberes da experiência, Prática pedagógica, Práticas reflexivas, Literacia científica, Pensamento crítico.

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ABSTRACT

We began to put into context and identify Morgado Mateus’ school, in Vila Real, where we belong and have been teaching for the last 17 years of service provided and developed the Professional activity underlying for this report.

Supported by a research and literature review made in the area of Education in Science in a constructivist perspective, we contextualize Science teaching into the National Curriculum. We also analyse the updated syllabuses of the subject, Natural Sciences, in Elementary Education (aged between12-15) and in Secondary Education and dothe legal framing for Sexual Education at school and how we approach the issue within our teaching practice.

We reflect on the strategies and methodologies used in our teaching practice where we refer to the challenges on teaching improvement related to reflective practices, with the necessary continuous training and the consequent scientific and pedagogical updating. We identify the positions and duties accomplished, proceeding to the appropriate legal framing and highlight some of the activities we organise, making a brief analysis and critical thinking. We finish with some conclusions and brief remarks.

Keywords:

Knowledge of experience, Pedagogical practice, Reflective practice, Scientific literacy,

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ÍNDICE GERAL Páginas AGRADECIMENTOS --- III RESUMO --- V ABSTRACT --- VII ÍNDICE GERAL --- IX ÍNDICE DE FIGURAS --- XI ÍNDICE DE TABELAS --- XV LÉXICO DE SIGLAS E ACRÓNIMOS --- XVII

CAPÍTULO I – CONTEXTUALIZAÇÃO E APRESENTAÇÃO DO RELATÓRIO -- 1

1.1. Introdução --- 1

1.2. Objetivos do relatório --- 2

1.3. Justificação do relatório --- 2

CAPÍTULO II – CONTEXTO E IDENTIDADE DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS MORGADO MATEUS --- 3

2.1. Caracterização da zona de influência do Agrupamento Morgado Mateus ---- 3

2.2. Historial do Agrupamento Morgado Mateus --- 5

2.3. Caracterização dos Recursos Humanos --- 8

2.4. Caracterização dos Recursos Materiais --- 12

2.5. Organograma dos órgãos de Direção, Administração e Gestão --- 14

2.6. Oferta Educativa 2014/2015 --- 17

2.7. Resultados – abandono e sucesso escolar --- 17

2.8. Breve reflexão e análise crítica do Projeto Educativo --- 20

CAPÍTULO III – ESTRATÉGIAS E METODOLOGIAS UTILIZADAS NO DECURSO DA ATIVIDADE DOCENTE 3.1. O construtivismo no processo de ensino e aprendizagem --- 25

3.1.1. A perspetiva construtivista no processo de ensino e aprendizagem das Ciências --- 31

3.2. O ensino das Ciências no contexto do Currículo Nacional --- 43

3.2.1. Das competências essenciais às metas curriculares de Ciências Naturais do 3.º ciclo do Ensino Básico 3.2.2. Organização dos conteúdos programáticos das disciplinas de Biologia e Geologia 10º/11º e de Biologia 12º anos--- 53

--- 23

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3.3. A Educação Sexual no contexto da Educação para a Saúde em meio

escolar --- 66

3.3.1. Enquadramento legal da Educação Sexual em contexto escolar --- 66

3.3.1.1. Abordagem da Educação Sexual no decurso prática pedagógica --- 69

3.4. A perspetiva construtivista na prática pedagógica --- 72

3.4.1. Estratégias e metodologias utilizadas no processo de ensino e aprendizagem 3.4.1.1. A perspetiva CTS(A) --- 81

3.4.1.2. O Trabalho Prático --- 88

3.4.1.3. Ensino Por Pesquisa --- 103

3.4.1.4. Tecnologia de Informação e Comunicação --- 107

3.4.1.5. Metodologia de Trabalho de Projeto--- 116

3.4.1.6. A Instrução Direta --- 120

3.4.1.7. A Aprendizagem Cooperativa – método Jigsaw (quebra-cabeças) --- 122

3.4.1.8. O questionamento e o “feedback” --- 123

3.4.1.9. Avaliação das Aprendizagens --- 125

CAPÍTULO IV - FORMAÇÃO E CARGOS DESEMPENHADOS NA ATIVIDADE DOCENTE 4.1. Desafios implícitos ao desenvolvimento profissional docente --- 133

4.1.1. Práticas reflexivas - uma estratégia de desenvolvimento profissional docente --- 4.1.2. A Importância da reflexão na prática pedagógica da atividade docente 4.1.3. A Avaliação do Desempenho Docente, instrumento de desenvolvimento profissional --- 143

4.2. Formação Contínua e necessidade de atualização Científica e Pedagógica 4.3. Cargos e funções desempenhadas e atividades dinamizadas --- 163

4.4. Análise e Reflexão críticas ---202

CAPÍTULO V – LIMITAÇÕES E CONCLUSÕES --- 205

5.1. Limitações e Constrangimentos --- 205

5.2. Conclusões e considerações finais ---206

BIBLIOGRAFIA --- 209  Livros --- 209  Web grafia --- 217  Legislação consultada --- 224

ANEXOS

--- 229 --- 76 --- 133 135 --- 138 --- 153

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ÍNDICE DE FIGURAS

Páginas

Figura 1 – Planta da Escola Secundária Morgado Mateus (Cedida por José Armando Ferreira, especificamente elaborada para o Plano de Emergência

Figura 2 – Armário acondicionando projeto de vídeo microscopia instalado na

sala/laboratório 2C1

Figura 3 – Estrutura organizacional do Agrupamento de Escolas Morgado Mateus ... 14

Figura 4 – Conselho Geral do Agrupamento de Escolas Morgado de Mateus ……………... 15

Figura 5 – Constituição da Direção Executiva …………... 15

Figura 6 – Composição do Conselho Pedagógico ………………... 16

Figura 7 – Composição do Conselho Administrativo …………………... 17

Figura 8 – Caráter interdisciplinar da Educação em Ciência (Cachapuz et al., 2000 in Jorge, 2004) Figura 9 – Três dimensões da Ciência escolar (Cachapuz et al., 2000 in Jorge, 2004) ..…... 32

Figura 10 – Principais características da educação científica atual baseadas em Collins et al. (1989) (in Bonito, 2008, pp. 28) Figura 11 – Triangulação de estratégias para a mudança concetual (baseado em Nussbaum e Novick 1982), onde o tracejado representa a nova a avaliação das conceções do aluno que é necessário realizar para comprovar, temporalmente, a mudança concetual (in Bonito, 2008, pp. 37) Figura 12 – Fatores que influenciam a interpretação do conceito de literacia científica (Modificado a partir de Laugksch, 2000, in Azevedo, F. & Sardinha, M.G., 2009, pp.179 -194) Figura 13 – Elementos constituintes do pensamento crítico (Martins, et al. 2010 in Vieira,Tenreiro-Vieira, Sá-Chaves e Machado 2014, p.46) Figura 14 – Estratégias quádruplas para o desenvolvimento do raciocínio científico (Baseado em Kuhn et. al.1992 e Carey e Smith 1993 in Bonito, 2008, pp. 37) Figura 15 – Esquema organizador dos quatro temas do programa de Ciências (in Ministério da Educação, 2001, p. 134) Figura 16 – Estrutura de organização das metas curriculares (in Ministério da Educação e Ciência, 2013, p.1) Figura 17 – Distribuição dos domínios e dos subdomínios por ano de escolaridade (in Ministério a Educação e Ciência, 2013, p.2) Figura 18 – Distribuição dos domínios e dos subdomínios por ano de escolaridade (in Ministério a Educação e Ciência, 2014, p.2) Figura 19 – Visão geral do Programa de Geologia de 10º e 11º anos ……….…. 55

Figura 20 – Visão geral dos temas (conteúdos concetuais) do Programa de Geologia de 10º ano (in Ministério da Educação, programa de Biologia e Geologia de 10º ano, homologado em 2001, p.20) Figura 21 – Visão geral do tema (conteúdos concetuais) do Programa de Geologia de 11º ano (in Ministério da Educação, Programa de Biologia e Geologia de 11º ano, homologado em 2003, p. 16) ………….………...… 5 ………... 13 …………..……….……….….. 31 ………...……... 33 ….……... 35 …………..………... 37 ………... 40 ………... 42 ………... 50 ………... 51 ………... 52 ..……….…... 52 ……...….……..………... 56 ...…...….……..………... 58

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Figura 22 – Esquema conceptual do programa da componente de Biologia 10º e 11º anos (in Ministério da Educação, Programa de Biologia e Geologia de 10.º ano, homologado em 2001, p.68)

Figura 23 – Esquema conceptual do programa da componente de Biologia 10º e 11º anos

(in Ministério da Educação, Programa de Biologia e Geologia de 10.º ano, homologado em 2001, p.68)

Figura 24 – Organização do Programa da componente de Biologia do 11º ano (in Ministério

da Educação, Programa de Biologia e Geologia de 11º ano, homologado em 2003b, p. 4)

Figura 25 – Esquema conceptual do programa de Biologia do 12º ano (in Ministério da Educação, Programa de Biologia de 12º ano, homologado em 2006, p. 6)

Figura 26 – Organização do Programa de Biologia do 12º ano (in Ministério da Educação, Programa de Biologia de 12º ano, homologado em 2006b, p. 15)

Figura 27 – Organização do Programa de Geologia do 12º ano (in Ministério da Educação, Programa de Geologia de 12º ano, homologado em 2006, p. 8)

Figura 28 – Atividades de abordagem construtivista na aula (in Bonito, 2008, p. 32) ………... 74

Figura 29 – Visita de estudo à ETA do Sordo em Vila Real, com alunos do 8º ano (2010/11) Figura 30 – Relação entre os tipos de trabalhos práticos no contexto dos recursos didáticos (in Fevereiro, Caetano, & Santos, 2001, p.81, adaptado do proposto por Hodson, 1988) Figura 31 – Relação entre os tipos de atividades ou trabalhos práticos (in Mendes et al., 2011, p.4

)

Figura 32 – Grau de abertura das atividades práticas (in Mendes et al., 2011, p.6

)

……….…….92

Figura 33 – Interações na abordagem CTS(A) no Trabalho Prático (in Mendes et al., 2011, p.7) Figura 34 – Utilização de equipamentos de vídeo microscopia numa aula sobre divisão celular Figura 35 – Distribuição de água tratada na ETA do rio Sordo em Vila Real (Visita de estudo com alunos do 8º ano em 2010/11) Figura 36 – Técnicas e instrumentos de avaliação (in Leite, L. 2000, p.7) Figura 37 – Diagrama em «V» de Gowin (Adaptado de Novak & Gowin, 2002 in Barros & Delgado 2007, p.30) Figura 38 – Mapa concetual de Novak & Gowin, (1996), segundo aprendizagem significativa de Ausubel (in Moreira, 2006, p.11) Figura 39 – Modelo de desenvolvimento de um projeto de ciências no secundário (in Ferreira e Paixão, 2000, p.166) Figura 40 – Momentos pedagógicos do Ensino Por Pesquisa (Adaptado de Cachapuz, Praia e Jorge, inRibeiro & Genovese, 2015, p.4) Figura 41 – As novas tecnologias: oportunidades (inFlores e Escola, 2008, p.3) …….…... 109

Figura 42 – As novas tecnologias: barreiras (in Flores e Escola, 2008, p.3) .………...…....110

Figura 43 – Exploração do CD “Rochas e Minerais de Portugal” numa aula de Biologia e Geologia de 11º ano (Publicação da Universidade do Minho, 2004) Figura 44 – Utilização dos computadores portáteis do projeto CRIE numa aula de Biologia e Geologia do 11º ano (Exploração do CD “Rochas e Minerais de Portugal”, da Universidade do Minho, 2004) Figura 45 – Preferências dos alunos sobre a palesta “Projeto Ícaro” (Realizada na Escola Secundária do Morgado Mateus, no ano letivo de 2004/2005) Figura 46 – Visita de estudo integrada no “Projeto Ícaro” (Realizada à Universidade de Aveiro e Fábrica Ciência Viva, em maio de 2005) …….……….…...….……..………... 59 ..………..….……..………... 60 ………... 61 ………... 62 ………... 63 ….………...…………. 64 . 86 . 90 ………...….…...….……..………... 90 ………...…...….….…...….……..………... 93 …….………...….…...….……..………... 94 …….………...….…...….……..……….…. 95 …..……...…... 97 …….………...….…...….………... 99 ………... 101 ...….…...….……..………... 105 .. ………...106 ……….….. 114 .………...115 .…..………..….. 119 .…..………..……….... 119

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Figura 47 – Modelo implícito no desenvolvimento profissional docente (in Marcelo, 2009, p.16)

Figura 48 – Modelo do processo de mudança dos professores, de Guskey (2002), (in Marcelo, 2009, p.16)

Figura 49 – Modelo inter-relacional de desenvolvimento profissional de Clarke e

Hollingsworth (2002) (in Marcelo, 2009, p.17)

Figura 50 –Esquema simplificado da conceção de prática reflexiva schöniana, adaptado de

Clarke (1994, p. 498-499) (in Rosa-Silva et al., 2010, p.67)

Figura 51 – Modelo, dimensões e parâmetros da avaliação e respetivos avaliadores Modelo (in Práticas reflexivas: uma estratégia de desenvolvimento profissional dos docentes, Herdeiro & Silva, 2008, p.4)

Figura 52 – Supervisão organizacional enquanto relação hierárquica (in Mesquita,

Formozinho, & Machado, 2012, p.66)

Figura 53 – Supervisão organizacional enquanto relação de colegialidade (in Mesquita, Formozinho, & Machado, 2012, p.68)

Figura 54 – Supervisão pedagógica e institucional (in Machado et al., 2014, p.31) ….…….…… 151

Figura 55 – Competências do Conselho Geral (art.º 13º do Decreto Lei nº 75/2008 de 22 de abril, alterado pelo art.º 13 do Decreto-Lei nº 137/2012 de 2 de Julho) e da Assembleia de Escola (art.º 10º, Capítulo II, do Decreto-Lei n.º 115-A/98 de 4 de Maio de 1998) (in Teixeira, 2012, p.37) Figura 56 – Entrega de prémio nos “VI Concurso Miss/Mister Sustentabilidade e “IV Canção Ciência” (Dirigido à comunidade do Agrupamento na Escola Morgado de Mateus em de junho de 2016) ………..………... 133 ….………... 134 ………..………...… 134 ………..…….... 137 …..…………..……….... 150 ………..………..……….. 145 …..…………..……….……... 150 ………... 185 ..……..………... 201

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ÍNDICE DE TABELAS

Páginas

Tabela 1 – Indicadores de educação de Vila Real 2009/2011, publicados pelo INE, I.P.,

Portugal, 2011 (in Projeto Educativo do Agrupamento Morgado de Mateus, 2014-2018, p.3)

Tabela 2 – Número de alunos, docentes e não docentes do Agrupamento (setembro de

2013) (in Projeto Educativo do Agrupamento Morgado de Mateus, 2014-2018, p.4)

Tabela 3 – Número de alunos que frequentaram o Agrupamento em 2012/13 e 2013/14

(in Projeto Educativo do Agrupamento Morgado de Mateus, 2014-2018, p.5)

Tabela 4 – Número de alunos subsidiados com escalão A ou B nos anos letivos de 2012/13 e 2013/14 (in Projeto Educativo do Agrupamento Morgado de Mateus, 2014-2018, p.5) Tabela 5 – Número de alunos subsidiados com escalão A ou B, por ciclo de estudos, nos anos letivos de 2012/13 e 2013/14 (in Projeto Educativo do Agrupamento de Escolas Morgado de Mateus, 2014-2018, p.5)

Tabela 6 – Habilitações académicas de Pais/Mães (Dados conforme os registos do Programa Alunos) (in Projeto Educativo do Agrupamento Morgado de Mateus, 2014-2018, p.6) Tabela 7 – Situação profissional do corpo docente no ano letivo 2013/14 (in Projeto Educativo do Agrupamento Morgado de Mateus, 2014-2018, p.6)

Tabela 8 – Idade do corpo docente no ano letivo 2013/14 (in Projeto Educativo do Agrupamento Morgado de Mateus, 2014-2018, p.7)

Tabela 9 – Tempo de serviço do corpo docente no ano letivo 2013/14 (in Projeto Educativo do Agrupamento Morgado de Mateus, 2014-2018, p.6)

Tabela 10 – Grau académico do corpo docente no ano letivo 2013/14 (in Projeto Educativo do Agrupamento Morgado de Mateus, 2014-2018, p.7)

Tabela 11 – Pessoal não docente do Agrupamento por ciclo (in Projeto Educativo do Agrupamento Morgado de Mateus, 2014-2018, p.8)

Tabela 12 – Espaços físicos / equipamentos do Agrupamento (in Projeto Educativo do Agrupamento Morgado de Mateus, 2014-2018, p.8)

Tabela 13 – Critérios essenciais do construtivismo propostos por Baviskar et al. (2009) (in Custódio et al., 2013, p.18)

Tabela 14 – Signifidados Atribuídos ao termo Literacia Científica (in Tenreiro-Vieira e Vieira, 2014, p.13.)

Tabela 15 – Significados atribuídos ao termo Pensamento Crítico (in Tenreiro-Vieira & Vieira, 2014, p.13)

Tabela 16 – Componentes do currículo do 3º ciclo e respetiva carga semanal (in Dec. Lei n.º 139/2012, anexo III, parte B)

Tabela 17 – Componentes do currículo do ensino secundário e respetiva carga semanal para o curso de Ciências e Tenologias (in Portaria 243/2012, anexo II, parte)

Tabela 18 – Diferenças entre capacidades e competências (Adaptado de Barreira e Moreira, 2004, p.17).

Tabela 19 – Calendário de implementação das Metas Curriculares (in Anexo I do Despacho n.º 15971/2012, de 14 de dezembro)

Tabela 20 – Tipologia de atividades laboratoriais (Adaptado de Leite 2001, p.90) ..………..…... 91

Tabela 21 – Modalidades de avaliação à luz dos normativos legais atualmente em vigor (Adaptado dos Decretos-Lei N.º 74/2004, de 26 de março; Despacho Normativo N.º 1/ 2005, de 5 de janeiro, do Decreto-Lei nº139/2012, de 5 de julho; Despacho Normativo nº13/2014, de 15 de setembro; Decreto-Lei n.º 17/2016, de 4 de abril e do Despacho normativo n.º 1-F/2016) Tabela 22 – Formação adquirida (com e sem acreditação) ……….... 155

Tabela 23 – Cargos e funções desempenhadas ………... 163

…... 4 ……….... 8 …....……... 8 … 9 ………... 9 .... 10 ………..………..…... 10 ………,.………. 11 ………...……….. 11 .……,,,…………..……...………. 11 ……….………....……….. 12 ………...….………....……….… 12 ………... 34 .………...………... 37 .……….... 39 ....……… 44 ....……… 45 ………...…………..… 47 ……….……... 50 ………... 128

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LÉXICO DE SIGLAS E ACRÓNIMOS

ADD – Avaliação de Desempenho

AEMM – Agrupamento de Escolas Morgado Mateus ARSN – Administração Regional de Saúde do Norte ASE – Ação Social Escolar

AVEMJA – Agrupamento Vertical de Escolas Monsenhor Jerónimo do Amaral BPC – Bolsa de Professores Classificadores

CCPFC - Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua

CD/DVD – (do inglês: Compact Disc) - Disco Compacto/(do inglês: Digital Versatile Disc) -

Disco Digital Versátil

CEF – Curos de Educação e Formação

CIF – Classificações Internacional de Funcionalidade CNEB – Currículo Nacional do Ensino Básico

CRIE – Computadores, Redes e Internet na Escola

CRUP – Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas CTS(A) – Ciência Tecnologia Sociedade e Ambiente

DGEBS – Direção-Geral do Ensino Básico e Secundário DGRHE – Direção Geral dos Recursos Humanos da Educação DREN – Direção Regional de Educação do Norte

DTS/IST – Doenças/Infeções Sexualmente Transmissíveis EDS – Educação para o Desenvolvimento Sustentável EE – Encarregados de Educação

EPP – Ensino Por Pesquisa ES – Educação Sexual

ETA – Estação de Tratamento de Águas

ETAR – Estação de Tratamento de Águas Residuais ESMM – Escola Secundária Morgado Mateus

GAVE – Gabinete de Avaliação Educacional

GIAE – Gestão Integrada para Administração Escolar GTES – Grupo de Trabalho para a Educação Sexual IAVE – Instituto de Avaliação Educacional

IS – Incapacidade de Saúde JNE – Júri Nacional de Exames

LBSE – Lei de Bases do Sistema Educativo LC – Literacia Científica

MCA – Movimento das Conceções Alternativas

ME-DEB – Ministério da Educação-Departamento de Educação Básica NEE – Necessidades Educativas Especiais

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NUCLIO – Núcleo Interativo de Astronomia e Projeto Europeu Open Discovery Space OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico

OMS – Organização Mundial de Saúde (do inglês: World Health Organization) PAA – Plano Anual de Atividades

PAPT – Plano de Acompanhamento Pedagógico de Turma PAPI – Planos de Acompanhamento Pedagógico Individual PC – Pensamento Crítico

PCT – Plano Curricular de Turma PEI – Programa Educativo Individual PES – Promoção e Educação para a Saúde

PISA – (do inglês: Programme for International Student Assessment) - Programa Internacional de Avaliação de Alunos

PTE - Plano Tecnológico da Educação

PRESSE – Programa Regional de Educação Sexual em Saúde Escolar PTT – Plano de Trabalho de Turma

QA – Quadro de Agrupamento

CAP – Comissão Administrativa Provisória QZP – Quadro de Zona Pedagógica SASE – Serviço de Ação Social Escolar

SIDA – Síndrome da Imunodeficiência Adquirida SPO – Serviço de Psicologia e Orientação

TIC – Tecnologias de Informação e Comunicação

UNESCO-ICSU – (do inglês: United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization and the International Council for Science) - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura e do Conselho Internacional para a Ciência

UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro VIH – Vírus da Imunodeficiência Humana

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CAPÍTULO I – CONTEXTUALIZAÇÃO E APRESENTAÇÃO DO RELATÓRIO 1.1. Introdução

O presente Relatório de Atividades tem em vista a obtenção do grau de Mestre em Ensino de Biologia e Geologia no 3º Ciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundário, ao abrigo do Regulamento para obtenção do Grau de Mestre pelos Licenciados Pré-Bolonha (Recomendação CRUP). Dele constam cinco capítulos.

No capítulo um, procede-se à contextualização e apresentação deste trabalho, enunciam-se, depois, os objetivos que se pretendem alcançar e justifica-se a escolha do título “Reflexão sobre a prática pedagógica, processo de ação e transformação, na experiência profissional”.

O segundo capítulo, dedicamo-lo ao contexto e identidade do Agrupamento de Escolas Morgado de Mateus, em Vila Real, ao quadro do qual pertencemos e em cuja escola sede desenvolvemos a atividade profissional subjacente ao presente relatório.

Muito embora baseado numa experiência profissional desenvolvida ao longo de 29 anos de tempo de serviço (concluídos a 31 de agosto de 2016) a lecionar uma panóplia de disciplinas da componente de formação específica e técnica, de educação e formação profissional dentro do grupo de recrutamento 520, para as quais sempre tivemos habilitação própria (exceção feita ao ano letivo de 1987/1988 correspondente ao do estágio integrado na licenciatura em Biologia e Geologia), por questões relacionadas com as necessárias limitações, circunscrevemos esta exposição à lecionação das disciplinas de Ciências Naturais, do 3º ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário, nos últimos 17 anos de tempo de serviço prestados na Escola Secundária Morgado de Mateus, onde lecionamos, sem interrupção, desde o ano letivo de 1998/1999.

No terceiro capítulo, são abordadas as estratégias e as metodologias utilizadas no decurso da nossa atividade profissional, onde é feita revisão da literatura considerando vários olhares de acordo com reflexões de autores de referência nas diferentes temáticas, é analisado o ensino das ciências no contexto do currículo nacional e feito enquadramento legal da educação sexual enquanto área fundamental de promoção da educação para a saúde implementada no decurso da nossa prática pedagógica.

Prossegue-se, ainda, com o quarto capítulo, dedicado à formação e cargos desempenhados, onde começamos por evidenciar os principais desafios implícitos ao desenvolvimento profissional docente, damos depois a conhecer a formação contínua adquirida e consequente atualização científica e pedagógica, os cargos e funções desempenhadas e as atividades por nós dinamizadas, terminando com uma breve análise e reflexões críticas.

(24)

No quinto e último capítulo, depois de apresentar as limitações encontradas no desenvolvimento deste relatório procuramos, finalmente, tirar algumas conclusões e tecemos umas breves considerações de incentivo à função docente.

1.2. Objetivos do relatório

Constituem objetivos a alcançar-se com o presente Relatório de Atividade Profissional: - Fundamentar a importância da reflexão na prática pedagógica enquanto processo de

ação educativa;

- Realçar a importância da reflexão na prática pedagógica enquanto processo de transformação e enriquecimento profissional e social;

- Apresentar a atividade profissional desenvolvida salientando as situações mais relevantes no decurso da atividade docente;

- Efetuar uma revisão da literatura no domínio da prática pedagógica das disciplinas de Ciências Naturais, do 3º Ciclo e do Ensino Secundário;

- Fundamentar teoricamente as estratégias e metodologias utilizadas no decurso da prática pedagógica das atividades letivas;

- Facultar esta nossa reflexão enquanto contributo para o melhoramento da atividade profissional desenvolvida por outros profissionais do ensino.

1.3. Justificação do relatório

Ao utilizar esta reflexão na experiência profissional por nós adquirida, procuramos, por um lado, justificá-la pelo facto de a considerarmos uma mais-valia no processo de ação e transformação tendo em vista a melhoria da nossa prática pedagógica e, por outro, ao procedermos a esta reflexão sobre a reflexão que efetuamos na prática pedagógica, consolidaremos processos de transformação, tendo em vista uma melhor experiência profissional.

(25)

CAPÍTULO II – CONTEXTO E IDENTIDADE DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS MORGADO DE MATEUS

Conhecer o contexto e a identidade da Escola a que pertencemos enquanto Agrupamento é condição necessária e essencial para podermos participar na definição da Escola que queremos efetivamente ser enquanto profissionais do seu quadro docente. É com esta convicção que optámos por limitar este nosso relatório à escola de cujo quadro de Agrupamento pertencemos, onde lecionamos atualmente e nos últimos 17 anos, desde 1998/1999 sem interrupção, a Escola Secundária do Morgado Mateus. Neste capítulo começaremos, então, por fazer um enquadramento do Agrupamento Morgado de Mateus. Para o efeito procedemos à caraterização da sua zona de influência, fazemos uma breve menção ao seu historial e, em especial, ao “nascimento” da Escola Secundária do Morgado de Mateus (ESMM), debruçamo-nos, também, sobre a sua estrutura organizacional e funcional, passando pela caracterização dos recursos humanos e materiais e, em particular pelas instalações específicas de Ciências Naturais. Apresentamos, a título de exemplo, a Oferta Educativa do ano letivo 2014/2015 e os resultados em termos de abandono e de sucesso escolar de 2012/2013. Fazemos, ainda, uma breve análise às classificações finais obtidas pelos nossos alunos na prova 702 de Biologia e Geologia de Exame Nacional de 2014 e de 2016, e concluímos procedendo a uma reflexão e análise críticas ao Projeto Educativo para 2014-18.

2.1. Caraterização da zona de influência do Agrupamento Morgado de Mateus1 O concelho de Vila Real recebeu foral de D. Dinis em 1289, que aqui coloca a sede administrativa e militar da região de Trás-os-Montes, devido à sua localização privilegiada. Foi berço de várias figuras históricas como D. Pedro de Meneses, Diogo Cão, Camilo Castelo Branco, Alves Roçadas ou Carvalho Araújo.

A cidade de Vila Real está situada a cerca de 450 metros de altitude, dividida sensivelmente a meio pelo rio Corgo, um dos afluentes do Douro. Localiza-se num planalto rodeado de altas montanhas, em que avultam as serras do Marão e do Alvão. Dista aproximadamente 85 quilómetros, em linha reta, do Oceano Atlântico, que lhe fica a Oeste, 15 quilómetros do rio Douro, que lhe corre a Sul, e, para Norte, cerca de 65 quilómetros da fronteira com a Galiza, Espanha.

O Concelho de Vila Real, sem prejuízo da feição urbana da sua sede, mantém características rurais bem marcadas. Dois tipos de paisagem dominam: a zona mais montanhosa das Serras do Marão e do Alvão, separadas pela terra verdejante e fértil do Vale da Campeã, e, para o Sul, com a proximidade do Douro, os vinhedos em socalco.

1

(26)

Existem linhas de água que irrigam a área do Concelho, com destaque para o Rio Corgo, que atravessa a Cidade num pequeno mas profundo vale, originando um canhão de invulgar beleza. O Concelho é constituído por 30 freguesias com uma população que ronda os 51850 habitantes, para uma área de cerca de 370 km2 (dados censos 2011 para a população residente).

A zona escolar do agrupamento compreende a zona Este do rio Corgo e as freguesias de Abaças, Andrães, Arroios, Folhadela, Guiães, Mateus, Nogueira e Ermida, Mouçós e Lamares, São Tomé do Castelo e Justes, e partes das freguesias da cidade de Vila Real. A caracterização social do meio escolar é semelhante à de todo o concelho. Na cidade existe uma forte presença do setor terciário muito ligada ao setor público e a empresas representadas na região. Na região rural existe ainda população ligada ao setor agrícola que cada vez mais é uma segunda fonte de rendimento dos agregados familiares. O cultivo predominante é a vinha, havendo alguns agregados das freguesias próximas do agrupamento vocacionados para produtos hortícolas que vendem no mercado da cidade. O setor florestal tem também algum peso na economia assim como o da construção civil. Existem agregados em que os progenitores trabalham no estrangeiro, facto que tem aumentado nos últimos anos.

Relativamente à escolarização da população escolar do concelho, conforme os dados mais recentes publicados, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2012, a quase totalidade da população em idade pré-escolar frequenta o ensino pré-escolar (Tabela 1).

Tabela 1 - Indicadores de educação de Vila Real 2009/2011, publicados pelo INE, I.P., Portugal, 2011

(in Projeto Educativo do Agrupamento Morgado de Mateus, 2014-2018, p.3)

O ensino básico e secundário são oferta educativa a crianças e jovens de outros concelhos, principalmente os limítrofes. Tal facto está expresso na taxa bruta de escolarização2 acima dos 100%, número que supera os 200% no ensino secundário. As taxas de retenção no ensino básico são reduzidas no primeiro ciclo, contudo no 3º ciclo esta taxa atinge um nível significativo de quase 10%. Contudo, o fator mais preocupante é a percentagem de alunos que não frequenta ou não conclui o ensino secundário que está próxima dos 20%.

2

Relação percentual entre o número total de alunos matriculados num determinado ciclo de estudos (independentemente da idade) e a população residente em idade normal de frequência desse ciclo de estudo.

(27)

2.2. Historial do Agrupamento Morgado de Mateus

Com início de funções em 2 de novembro de 1984, a então Escola Preparatória nº2 de Vila Real abriu com alunos apenas do 2º ciclo. Posteriormente, englobou o 3º ciclo e passou a chamar-se Escola C+S Monsenhor Jerónimo do Amaral. A sua denominação foi modificada para Escola do E.B. do 2º e 3º Ciclos Monsenhor Jerónimo do Amaral, com a mudança da lei que alterou a toponímia das escolas. A atribuição do nome Monsenhor Jerónimo do Amaral à Escola não se ficou apenas a dever ao facto de este corresponder a uma figura local, natural da freguesia de Mateus mas, sobretudo, pelos valores humanitários de solidariedade e dedicação à educação que nortearam a sua vida e que se integravam na filosofia que a nossa comunidade educativa procurava implementar e transmitir na sua ação educativa. Jerónimo do Amaral (1859-1944), homem da Igreja Católica culto e solidário, devotou grande parte da sua vida a atos beneméritos, distribuindo a sua fortuna facto que lhe mereceu o título eclesiástico de Monsenhor. Não foi fácil o “nascimento” da Escola Secundária Morgado de Mateus (ESMM), cuja planta apresentamos na figura 1.

Figura 1 – Planta da Escola Secundária Morgado Mateus

(Cedida por José Armando Ferreira, especificamente elaborada para o Plano de Emergência)

Reza a historia3 que a sua gestão se iniciou antes de as obras estarem totalmente concluídas e que, por isso mesmo, começou a ser feita na Escola Secundária de S.

3

Dados extraídos do trabalho de alunos do 12ºA-2008/2009 Pavilhão 2 Pavilhão 3 Sala de alunos Pavilhão 1 Entrada principal Pavilhão desportivo Jardim de entrada Portão de acesso à Escola Monsenhor Jerónimo do Amaral

(28)

Pedro. O edifício estava quase pronto mas só existiam as paredes, faltando tudo o que é absolutamente necessário e indispensável para o seu funcionamento. Para suprir alguns dos problemas foi necessário que a Comissão Instaladora recorresse à boa vontade de outras escolas, nomeadamente às Escolas de S. Pedro, Camilo Castelo Branco, Secundária da Régua e Preparatória número 2.

Quanto ao atual nome Morgado de Mateus, da escola sede e do agrupamento, o caminho percorrido revelou-se bastante atribulado. A escola começou por ser designada pelo Ministério da Educação como Escola Secundária número 3. A Comissão Instaladora considerou necessário encontrar um «patrono». Com esse objetivo, foram pedidas colaborações, nomeadamente ao Dr. Lourenço Camilo Costa que vinha publicando uma série de biografias sobre personalidades Vila-Realenses, no jornal “A Voz de Trás-os-Montes”.

O Decreto-Lei nº200/79 de 17 de Julho constituía, porém, um entrave já que determinava que se atribuísse à escola o nome da freguesia em que estava instalada. Levantou-se, assim, o problema de saber em qual das freguesias se encontrava implantada, se na de S. Pedro ou na de Mateus. A incerteza da localização trouxe, na altura, debate, polémica e reivindicações. Consultaram-se as respetivas autarquias, entre outras personalidades, concluindo-se que a Escola se encontrava edificada no lugar do Marrão pertencente à freguesia de Mateus. Esta possibilidade de designação não agradou, no entanto, ao corpo docente.

Foram, então, colocados à consideração do Conselho Pedagógico outros nomes, a saber: Morgado de Mateus, Pedro de Meneses, D. Dinis, Miguel Torga e Otílio de Figueiredo. Destes, foi votado por unanimidade o nome Miguel Torga, com os seguintes fundamentos: ser natural de S. Martinho d´Anta, Distrito de Vila Real, sendo por isso profundo conhecedor do povo, da região e da cultura transmontanas; ser um nome ligado às letras, cultura e educação e, o poder permitir uma maior divulgação da sua obra ao meio.

Esta escolha tão consensual e com fundamentos indiscutíveis veio, no entanto, a revelar-se impossível de concretizar pelo facto deste nome já ter sido atribuído a outras escolas, em particular à Escola de Sabrosa. Foi, então, necessário escolher outro. Dado que “o nome a ser eleito deveria ter impacto público, ou seja, deveria ser um nome que dissesse algo à população de Vila Real”, como afirmou o Presidente da Comissão Instaladora, da lista apresentada a sua opção recaiu em Morgado de Mateus, designação que mereceu a concordância da Câmara Municipal e que permanece até à atualidade.

Morgado de Mateus foi um dos homens que mais se distinguiu no campo das letras, no século XIX ao editar em Paris, a mais célebre edição Monumental de “Os Lusíadas” e

(29)

que muito contribuiu para a renovação do pensamento liberal em Portugal, devido à sua ação como embaixador em Paris.

Depois de alguns avanços e recuos, no dia 8 de outubro, a contento de todos, a escola ganhou, finalmente, a sua identidade. A inauguração da Escola pensada pelo Presidente da Câmara de então, para o dia 31 de outubro, só veio concretizar-se no dia 12 de janeiro de 1987. Doze de Janeiro é, pois, o dia da inauguração oficial da Escola Secundária do Morgado de Mateus. O dia 1 de outubro de 1986 assinala, assim, o início do primeiro ano letivo, apenas com o Ensino Básico, da Escola Secundária nº 3, tendo o Ensino Secundário começado logo no ano letivo seguinte.

No ano letivo 2003/2004, dando cumprimento às orientações constantes no Despacho n.º 13 313/2003, nomeadamente à racionalização de meios e ao favorecimento de um percurso sequencial e articulado dos alunos abrangidos pela escolaridade obrigatória, numa área geográfica, foi feita a agregação dos dois Agrupamentos Horizontais de Escolas criados no ano letivo de 1999/2000 - Agrupamento Horizontal de Escolas da Sr.ª da Pena, com sede em Mateus e o Agrupamento Horizontal de Escolas Viladouro, com sede na Escola nº 7 de Vila Real, no bairro da Araucária - com a Escola EB 2,3 Monsenhor Jerónimo do Amaral, a qual passou a ser a escola sede do novo Agrupamento Vertical de Escolas Monsenhor Jerónimo do Amaral (AVEMJA), constituído inicialmente por 50 escolas. Pela primeira vez surge uma unidade administrativa escolar que agrega a educação de infância e 1º ciclo aos 2º e 3º ciclos.

A partir da Resolução do Conselho de Ministros nº 44/2010 de 14 de junho, legitimada pelo Decreto-Lei nº 75/2008, de 22 de abril, que pretendia incluir o ensino secundário em agrupamentos de ensino básico, em 2012, o Ministério da Educação decidiu, por Despacho de 28 de junho de 2012 do Secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, agregar o Agrupamento Vertical de Escolas Monsenhor Jerónimo do Amaral e a Escola Secundária do Morgado de Mateus. Com a tomada de posse da Comissão Administrativa Provisória (CAP), no dia 4 de julho de 2012, passou a nova unidade orgânica a designar-se “Agrupamento de Escolas Morgado de Mateus, Vila Real” com a escola sede na Escola Secundária do Morgado de Mateus. Este agrupamento é, a partir de então, o responsável pelas respostas educativas a todas as crianças e jovens residentes, na parte Este do Rio Corgo do concelho de Vila Real. Engloba, portanto, todo o sistema de ensino desde o ensino pré-escolar ao 12º ano de escolaridade.

Constituem, hoje, a unidade orgânica designada por Agrupamento de Escolas Morgado de Mateus, os seguintes estabelecimentos de ensino:

(30)

- Escola Secundária Morgado de Mateus (alunos do 8º ao 12º ano de escolaridade) – escola sede;

- Centro Escolar da Araucária (alunos do ensino pré-escolar e 1º ciclo do ensino básico); - Centro Escolar Abade de Mouçós (alunos do ensino pré-escolar e 1º ciclo do ensino básico);

- Centro Escolar do Douro (alunos do ensino pré-escolar e 1º ciclo do ensino básico). 2.3. Caracterização dos Recursos Humanos

À data de setembro de 2013, o Agrupamento de Escolas Morgado de Mateus englobava um universo de 2132 alunos, 233 docentes e 74 não docentes (Tabela 2).

Tabela 2 – Número de alunos, docentes e não docentes do Agrupamento (dados de

setembro de 2013).

(in Projeto Educativo do Agrupamento Morgado de Mateus, 2014-2018, p.4)

2.3.1. Alunos

Analisando os dados disponíveis na tabela 2, onde se encontra o número de alunos por nível de ensino desde a constituição do Agrupamento em 2012/2013, podemos verificar que a população escolar do 1º ciclo, Curos de Educação e Formação (CEF) e Ensino Secundário diminuiu ligeiramente (Tabela 3).

Tabela 3 – Número de alunos que frequentaram o Agrupamento em 2012/13 e 2013/14. (in Projeto Educativo do Agrupamento Morgado de Mateus, 2014-2018, p.5)

Os alunos são originários de meios sociais, culturais e económicos diversos. Verificámos existir um número elevado de alunos provenientes de zonas rurais, alguns oriundos de agregados familiares menos bem estruturados, havendo uma minoria institucionalizada ou ao cuidado de famílias de acolhimento.

O nível socioeconómico é heterogéneo, havendo uma percentagem relevante de alunos subsidiados (38,92%). Em 2013/2014, o número de alunos apoiados pela Ação Social Escolar (ASE) foi considerável, havendo 21,24% de alunos subsidiados com escalão A e

(31)

17,68% de alunos com escalão B (Tabela 4), com maior incidência no 2º e no 3º ciclos (Tabela 5).

Tabela 4 – Número de alunos subsidiados com escalão A ou B nos anos letivos de

2012/13 e 2013/14

(in Projeto Educativo do Agrupamento Morgado de Mateus, 2014-2018, p.5)

Tabela 5 – Número de alunos subsidiados com escalão A ou B, por ciclo de estudos, nos anos letivos de 2012/13 e 2013/14.

(in Projeto Educativo do Agrupamento Morgado de Mateus, 2014-2018, p.5)

2.3.1.1. Pais / Encarregados de Educação

Quanto às habilitações académicas dos pais/mães dos alunos do Agrupamento Morgado de Mateus, de acordo com os dados informaticamente disponíveis no designado Programa Alunos, verificámos que a maior percentagem concluiu apenas o Ensino Básico (48,8%). Somente uma minoria (11,07%) concluiu algum tipo de licenciatura. Os dados recolhidos não nos permitem conhecer a formação de 19,53% (Tabela 6).

(32)

Tabela 6 - Habilitações académicas de Pais / Mães (Dados conforme os registos do Programa Alunos)

(in Projeto Educativo do Agrupamento Morgado de Mateus, 2014-2018, p.6)

O baixo grau de ensino da maioria poderá explicar a fraca colaboração dos pais/EE na ação educativa e no acompanhamento da vida escolar dos seus filhos / educandos, o que poderá condicionar, quer o comportamento quer o aproveitamento de alguns dos nossos alunos.

2.3.2. Docentes

No ano letivo de 2013/2014, de um total de 233 docentes do Agrupamento Morgado de Mateus, 201 pertenciam ao quadro de Agrupamento; 28 ao quadro de zona pedagógica e 15 eram contratados (Tabela 7).

Tabela 7 – Situação profissional do corpo docente no ano letivo 2013/14. (in Projeto Educativo do Agrupamento Morgado de Mateus, 2014-2018, p.6)

Trata-se, portanto, de um quadro docente estável, com experiência e formação científico-pedagógica adequadas às exigências profissionais. A maioria do corpo docente encontra-se na faixa etária superior aos 50 anos ou entre os 41 e 50 anos (Tabela 8), apresentando experiência profissional de mais de 25 e 30 anos de tempo de serviço (Tabela 9).

(33)

Tabela 8 – Idade do corpo docente no ano letivo 2013/14. (in Projeto Educativo do Agrupamento Morgado de Mateus, 2014-2018, p.7)

Tabela 9 – Tempo de serviço do corpo docente no ano letivo 2013/14. (in Projeto Educativo do Agrupamento Morgado de Mateus, 2014-2018, p.6)

Quanto às habilitações académicas, predominam os licenciados (206), havendo 34 docentes com mestrado e apenas 4 com bacharelato (Tabela 10).

Tabela 10 – Grau académico do corpo docente no ano letivo 2013/14. (in Projeto Educativo do Agrupamento Morgado de Mateus, 2014-2018, p.7)

Na Educação Especial, o Agrupamento Morgado de Mateus dispõe de três docentes especializados do quadro do grupo de recrutamento 910.

No ano letivo de 2013/14, a população de alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE) foi de 71 alunos, distribuídos pelos diferentes níveis de ensino, elegibilidade feita com base na avaliação por referência à Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF), Incapacidade e Saúde (IS), da Organização Mundial de Saúde (OMS).

O Agrupamento Morgado de Mateus conta, ainda, com um Serviço de Psicologia e Orientação (SPO) resultante da fusão do SPO do AVEMJA e do SPO da ESMM. Este serviço dispõe de um gabinete na EB 2,3 Monsenhor Jerónimo Amaral e no ano letivo 2012/13 observou e acompanhou cerca de 200 alunos em avaliação e consulta psicológica e cerca de 100 alunos em orientação vocacional.

(34)

2.3.3. Pessoal não docente

O quadro de pessoal não docente era constituído por 49 assistentes operacionais, 19 assistentes técnicos, 5 cozinheiras e 1 chefe de Serviços Administrativos (Tabela 11).

Tabela 11 – Pessoal não docente do Agrupamento por ciclo. (in Projeto Educativo do Agrupamento Morgado de Mateus, 2014-2018, p.8)

2.4. Caracterização dos Recursos Materiais4

O Agrupamento Morgado de Mateus dispõe dos recursos materiais que se encontram discriminados na tabela 12.

Tabela 12 – Espaços físicos / equipamentos do Agrupamento. (in Projeto Educativo do Agrupamento Morgado de Mateus, 2014-2018, p.8)

E CO L A /J AR DINS E S CO L A/E B1 P AV IL E S /T O T AL DE S AL AS G AB INE T E DA DIR E ÇÃ O /CO O RD E NA ÇÃ O BIBL IO T E CA L AB O RA T Ó RIO S /S AL AS DE I NF O RM ÁT ICA P AV IL E S DE E DU CA ÇÃ O F ÍS ICA /BAL NE ÁR IO S RE F E IT Ó RIO /BAR CO Z INHA /CO P A DIO E S CO L A S AL A DE E S P RE E S S Õ E S /E DU CA ÇÃ O T E CN O L Ó G ICA P AP E L AR IA/RE P RO G RA F IA G AB INE T E DT AU DIT Ó RIO /S AL A M UL T IUS O S S AN IÁRT IO S M A S CU L INO E F E M ININO G AB INE T E AP O IO AO S AL UN O S : N E E , S P O , P E S AR RU M O S /DE S P E NS A AL IM E NT O S S E RV IÇO S ADM INI S T RT IV O S /S AS E CA M P O S D E S P O RT IV O S E X T E RIO RE S S AL A DE CO NV ÍV IO S AL A DE I S O L AM E NT O S AL A DO S P RO F E S S O RE S P O RT AR IA P AR Q UE I NF AN T IL Escola sede Morgado Mateus 5/25 1 1 4/2 1/2 0/1 1 1 2 1 1 1 10 1 5 1 2 1 0 1 1 0 Escola Mons. J Amaral 4/24 1 1 3/1 1/2 1/1 1 1 5 1 1 1 8 1 4 1 2 1 0 1 1 0 EB1/JI nº7 Vila Real 1/15 1 1 0 0 1/0 1 0 0 0 0 0/1 10 1 2/1 1 1 0 0 1 1 1 EB1/JI Mouçós 1/11 1 1 0 1/2 1/0 1 0 0 0 1 0/2 6 0 1/2 0 1 2 1 1 1 1

As instalações das escolas referidas na tabela 12 dispõem de rede Wireless, rede

Intranet, projetores multimédia, quadros interativos e pelo menos um computador por sala

de aula.

4

(35)

A plataforma Moodle e os

S

umários

E

letrónicos funcionam nas escolas Monsenhor Jerónimo do Amaral e Morgado de Mateus. Das instalações desta última escola, pela preferencial utilização para a lecionação das disciplinas do grupo disciplinar 520 a que pertencemos, merecem destaque duas salas de aula, a 2C1 e a 2C2 também, por vezes, designadas por “laboratórios.” Em cada uma delas constam seis bancadas com pias de laboratório e algum material específico, acondicionado em armários reservados para o efeito. Nestas salas são também lecionadas disciplinas por professores de outros grupos de docência. Entre ambas as salas de aula, com acesso direto, existe um anexo que se destina ao arrumo do restante material e equipamento necessário e indispensável à implementação das aulas prático-experimentais das disciplinas de Ciências Naturais. Da sala 2C1 consta um armário especificamente por nós desenhado que acondiciona algum do equipamento que integra um projeto de vídeo microscopia, também por nós elaborado que, por estar ligado a um projetor multimédia, permite o acompanhamento por todos os alunos presentes na sala de aula/laboratório. Constitui uma mais-valia para a lecionação de determinadas unidades didáticas consideradas fundamentais dos programas de Ciências Naturais do 3º ciclo e de ambas as componentes das disciplinas de Biologia e Geologia de 10º e 11º anos e de Biologia do 12º ano, sobretudo, no que se refere ao apoio do Ensino Experimental das Ciências (Figura 2).

Figura 2 – Armário acondicionando projeto de vídeomicroscopia instalado na

(36)

Conselho Geral Direção Conselho Pedagógico Conselho Administrativo Subdiretor Adjuntos Diretora Coordenadores de estabelecimento

2.5. Organograma dos órgãos de Direção, Administração e Gestão

O Agrupamento de Escolas Morgado Mateus é, de acordo com o Decreto-Lei nº75/2008, de 22 de abril, uma unidade organizacional, dotada de órgãos próprios de administração e gestão aos quais cabe, conforme estipulado no Artigo 10º, cumprir e fazer cumprir os princípios e objetivos consagrados na Constituição e na Lei de Bases do Sistema Educativo. Fazem parte da sua atual estrutura organizacional, imposta pelo Dec. Lei n.º 137/2012, de 2 de julho, os seguintes órgãos de Direção, Administração e Gestão (Figura 3).

Figura 3 – Estrutura organizacional do Agrupamento de Escolas Morgado Mateus

Conforme previsto no Artigo 11º daquele Decreto-Lei, o Conselho Geral, constitui o órgão de direção estratégica responsável pela definição das linhas orientadoras da atividade da escola, assegurando a participação e representação da comunidade educativa, nos termos e para os efeitos do n.º 4 do artigo 48.º da Lei de Bases do Sistema Educativo. Do Conselho Geral do Agrupamento Morgado Mateus fazem parte, o presidente, 7 representantes do pessoal docente, 2 representantes do pessoal não docente, 2 representantes dos alunos, 4 representantes dos pais, 3 representantes da autarquia, 3 representantes da comunidade local (UTAD, Clube de Vila Real e Dolce Vita Douro e a diretora do AEMM) (Figura 4).

(37)

Presidente do Conselho Geral 7 representantes do Pessoal Docente 2 representantes do Pessoal Não Docente 2 representantes dos Alunos 4 representantes dos Pais 3 representantes da Autarquia Diretora do Agrupamento 3 representantes da Comunidade Local UTAD Clube de Vila Real Centro Comercial Dolce Vita Douro

Figura 4 - Conselho Geral do Agrupamento de Escolas Morgado de Mateus

O Diretor é, de acordo com o estipulado nos artigos 18º e 19º do mesmo Decreto-Lei, o órgão de administração e gestão nas áreas pedagógica, cultural, administrativa, financeira e patrimonial e é coadjuvado no exercício das suas funções por um subdiretor e, por três adjuntos, número fixado pelo Despacho n.º 18064/2010. Por seu lado, o artigo 40.º do Decreto-Lei n.º 75/2008, alterado pelo Decreto-Lei n.º 137/2012, de 2 de julho, prevê que a coordenação de cada estabelecimento de educação seja assegurada por um coordenador, desde que esse estabelecimento tenha mais de dois docentes e não seja a escola sede.

Desta forma a equipa da Direção Executiva do Agrupamento Morgado Mateus tem a seguinte constituição (Figura 5):

Figura 5 - Constituição da Direção Executiva 1 Diretora

1

Subdiretor

3

Adjuntos

3 Coordenadores de Estabelecimento

(38)

O Conselho Pedagógico é, como referido no Artigo 31º daquele Decreto-Lei, o órgão de coordenação e supervisão pedagógica e orientação educativa do agrupamento de escolas, nomeadamente nos domínios pedagógico-didático, da orientação e acompanhamento dos alunos e da formação inicial e contínua do pessoal docente.

Respeitando a alteração introduzida pelo Decreto-Lei n.º 137/2012, de 2 de julho ao artigo 32º do Decreto-Lei n.º 75/2008, o Conselho Pedagógico do Agrupamento Morgado Mateus tem a seguinte composição (Figura 6):

Figura 6 - Composição do Conselho Pedagógico

O Conselho Administrativo é, à luz do Artigo 36º, do mesmo Decreto-Lei, o órgão deliberativo em matéria administrativo-financeira do agrupamento de escolas, nos termos da legislação em vigor. Assim, de acordo com o previsto no artigo 37º, do Conselho Administrativo do Agrupamento Morgado Mateus fazem parte os seguintes membros (Figura 7): Diretora Coordenadores de departamento Educação Pré-escolar 1º Ciclo; Línguas Matemática e Ciências Experimentais Expressões Ciências Sociais e Humana Coordenadora de Projetos Coordenadora Serviços Especializados de Educação Especial Coordenador Desporto Escolar Professoras Bibliotecárias Coordenadores Diretores de Turma 2º Ciclo 3º Ciclo Ensino Secundário Ensino profissional

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Figura 7 - Composição do Conselho Administrativo 2.6. Oferta Educativa 2014/2015

A oferta formativa do Agrupamento de Escolas Morgado Mateus contemplava no ano letivo 2014/2015, desde a Educação Pré-Escolar, passando pelos 3 ciclos do Ensino Básico (onde se incluem cursos de Educação e Formação e de Orientação Vocacional) até ao ensino secundário, com cursos de Formação Profissional. Ao nível do ensino Básico o Agrupamento disponibilizava, para o 2º ciclo, o Curso de Orientação Vocacional de Manutenção Hoteleira – equivalente ao 6º ano e, para o 3º ciclo, o curso de Desporto (de 2 anos), equivalente ao 8º ano mas, também, de Desporto (de 1 ano), equivalente ao 9º ano. Ao nível do ensino secundário, da oferta formativa faziam parte os cursos Científico – Humanísticos, de Ciências e Tecnologias, com as disciplinas de opção no 12º ano, de Aplicações Informáticas, Biologia, Química e Psicologia e o de Línguas e Humanidades com as disciplinas de opção, no 10º ano de Geografia/Alemão e no 12º ano, de Geografia/Psicologia/Aplicações Informáticas. Ao nível dos cursos de Formação Profissional o Agrupamento dispunha com equivalência, ao 10º ano – do curso de Técnico de Multimédia e de Técnico Auxiliar de Saúde, ao 11º ano - do curso de Técnico de Restauração (variante de Cozinha e Pastelaria) e do curso de Técnico de Vitrinismo e, ao 12º ano - dos cursos de Técnico de Multimédia, de Técnico Auxiliar de Saúde, de Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos e de Técnico de Energias Renováveis.

2.7. Resultados – abandono e sucesso escolar

Como afirma Drucker (2010, in Projeto Educativo do Agrupamento de Escolas Morgado de Mateus, 2014-2018, p.29), “o planeamento não é uma tentativa de predizer o que vai

acontecer”, antes pelo contrário, ”é um instrumento para raciocinar agora, sobre que trabalhos e ações serão necessários hoje, para merecermos um futuro. O produto final do

Presidente do Conselho

• Diretora

Adjunto

• Adjunto

Chefe dos Serviços Administrativos

• Assistente técnica

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planeamento não é a informação: é sempre o trabalho”. Neste sentido, os resultados do

ano letivo de 2012/2013 mostraram que, não se registou qualquer caso de abandono escolar fruto, em boa parte, da atuação dos Diretores de Turma, da colaboração da Escola Segura mas, também, da diversidade da Oferta Educativa. Embora não havendo sinais graves de indisciplina ou vandalismo, foram aplicadas, em 2012/2013, 31 medidas corretivas e/ou sancionatórias com tarefas de integração.

Quanto ao comportamento e disciplina, verificou-se maior incidência de atitudes indisciplinadas no 7º ano, numa turma específica, o que pode ser considerado atípico. A maioria das participações disciplinares apontava para agressividade verbal no relacionamento entre alunos, pelo que será fundamental trabalhar as relações interpessoais e os valores inerentes a uma convivência social sã e propiciadora de um ambiente favorável à aprendizagem como o respeito, a responsabilidade, a cooperação, e a solidariedade, entre outros.

Relativamente ao aproveitamento, o sucesso escolar, no ensino básico foi elevado em todos os ciclos, sendo superior a 90% no 1º e no 3º ciclos, mas ligeiramente inferior no 2º (87,46%). Os anos de escolaridade em que se verificou menor sucesso foram no 6º ano (86,16%) e no 9º ano (87,18%), coincidindo com o final de ciclo. Seguiram-se o 2º ano (87,74%) e o 8º ano (87,90%).

No 3º ciclo, as disciplinas com menor sucesso foram Matemática (75,31%), Ciências Físico-químicas (81,23%), Inglês (86,39%) e História (86,67%). As restantes disciplinas apresentam uma taxa de sucesso superior a 90%, como as de Ciências Naturais com um sucesso de 95,79%.

Também, no ensino secundário, as disciplinas que registaram menor taxa de sucesso foram Matemática A (78,95%) e Física e Química A (79,89%), estando as restantes acima dos 90%, onde se inclui a Biologia e Geologia, por nós lecionada com uma percentagem de sucesso de 95,27%.

No ensino básico, o ano de escolaridade que registou maior percentagem de sucesso foi o 7º ano, logo seguido do 8º e do 5º, tendo esta qualidade sido premiada com a atribuição de diplomas de “Comportamento de Excelência e Comportamento Meritório” a 128 em 882 alunos do 4º ao 9º ano por terem alcançado uma média igual ou superior ao nível de classificação 4,5.

No ensino secundário, verificou-se menor percentagem de sucesso no 10º ano mas, no 11º e no 12º ano, registaram-se mais de 10% de alunos com média igual ou superior a 17,5 valores.

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Quanto aos resultados da 1ª chamada das provas finais/exames do ensino básico, no 4º ano foram superiores à média nacional quer na disciplina de Língua Portuguesa quer na de Matemática tendo, no entanto, os resultados de 6º de 9º ano sido inferiores à média nacional nas duas disciplinas, registando-se um maior desvio no 2º ciclo. Pensamos que talvez o apoio em casa, ainda possível para alunos do 1º ciclo, mas já sem possibilidade de o fazerem a partir daí notando-se, o papel da escola, ainda que ténue, na medida em que se verifica diminuição no desvio ao nível dos exames de final do 3º ciclo.

Comparando os resultados finais de 6º e 9º ano, verificou-se que a média da classificação final do 3º período foi, em ambos os casos, superior às médias das classificações nas provas finais, quer na disciplina a Português quer na de Matemática. Mas se, compararmos os resultados das provas finais/exames dos alunos do Ensino Básico do nosso Agrupamento de Escolas com os resultados do total de alunos do Agrupamento de Exames de Vila Real, muito embora se verifique que na disciplina de Matemática de 6º ano ocupa uma posição inferior, no 9º ano, os nossos alunos estão melhor posicionados quer a Matemática, quer a Língua Portuguesa.

Analisando os resultados dos exames nacionais do ensino Secundário da 1ª fase para os alunos internos, verifica-se que a média do Agrupamento é inferior à nacional na maioria das disciplinas. O maior desvio regista-se nas disciplinas de Matemática (25 pontos) e de História A (31 pontos). A média mais baixa verificou-se na disciplina de Física e Química A (69 pontos), refletindo o panorama nacional (81 pontos).

Na nossa disciplina a média foi de 80 pontos, valor igual ao da média do Agrupamento Exames de Vila Real posicionado, no entanto, abaixo da média nacional com 84 pontos. Nesse ano letivo, lecionávamos a disciplina de Biologia e Geologia de 10º ano de escolaridade razão pela qual, consideramos pertinente apresentar os dados relativos ao ano letivo de 2013/2014 mas, também, os resultados da 1ª fase dos exames nacionais de 2015/2016, onde a escola conseguiu melhor média a nível distrital.

Após análise às classificações finais de Exame Nacional da prova 702 de Biologia e Geologia de 2013/2014, a média dos resultados das turmas do 11º por nós lecionadas foi, no conjunto de ambas as fases, de 10,01 valores, quase dois valores acima da média nacional que na 1ª fase, desse ano, foi de 8,1 valores (embora com resultados melhores na primeira do que na 2ª fase). Considerando também as melhorias, no conjunto das duas fases, para ambas turmas por nós lecionadas, a média foi de 10,7 valores para uma média do total dos alunos internos do Agrupamento Morgado Mateus de 9,46 valores. Quanto aos resultados das classificações obtidas na prova de Exame Nacional da 1ª fase de 2015/2016, a média da Classificação de Exame dos nossos 34 alunos, de ambas turmas, foi de 11 valores para uma média a nível nacional de 10,1 valores e ao nível da

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Tabela  4  –  Número  de  alunos  subsidiados  com  escalão  A  ou  B  nos  anos  letivos  de  2012/13 e 2013/14
Figura  2  –  Armário  acondicionando  projeto  de  vídeomicroscopia  instalado  na  sala/laboratório 2C1
Figura 4 - Conselho Geral do Agrupamento de Escolas Morgado de Mateus
Figura  10 – Principais características da educação científica atual baseadas em Collins  et al
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Referências

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