• Nenhum resultado encontrado

O sentido da Matemática na pré-escola.

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "O sentido da Matemática na pré-escola."

Copied!
7
0
0

Texto

(1)

GOVEHNO DEMOCRATICO DE SAO PAULO

SEGRETARIA DS ESTADO DA EDUCAÇAO - SlO PAULO

COORDEMADORIA DE ESTUDOS E NORl-lAS PEDAGÔGICAS

0 SSNTIDO DA MATEMATICA NA PRfi-ESCOLA

A u t o r

Ly d i a C o n d e L a m p a r e l l i

STIO PAULO 1985

(2)

V o c a b i i l a r i o fi n d a j n e n t a l p a r a M a t e m a t i c a

Assim como a criança e alfabetizada em Portugues pode -mos dizer que é necessario alfabetizd-la em Matematica. Pa

ra tanto, é conveniente que no per£odo destinado a sua

pron-t i d a o e l a pron-t r a b a l h e c c m a pron-t l v i d a d e s q u e l i d e r a c o m c o n c e i pron-t o s

referentes a grandeza^ posiçao, direçao e sentido» Por meio

dessas atividades a criança val ser trabalhada no sentido de

d o m l n a r t u n v o c a b u l â r l o e s p e c x f i c o

P o r e x e m p l o ;

Grandeza: maior, menor, mais fino, mais grosso, mais

curto, mais comprido, mais alto, mais baixo,

m a i s l a r g o , m a i s e s t r e i t o , e t c ,

Posiçao: em cima, embaixo, acinia, abaixo, na Trente,

_atrâs, ao lado, dentro, fora, entre, 1® e

u l t i m o .

D i r e ç a o ; e s q u e r d a , d i r e i t a .

Sentido; para Trente, para trâs, para o lado, no

mesmo sentido, para cima,para baixo, em

s e n t i d o s c o n t r a r i o s .

S i m b o l i z a c a o

Grande parte da aprendizagem matematica pode ser

enca-rada como aquâ.siçao de uma nova linguagem da quai os

s£m-bolos matematicos sao as "palavras". A Tim de criar

condi-çoes para a aquisiçao dessa nova linguagem e necessario ofe„

recer as crianças atividades que sirvam de suporte a

intro-duçao, compreensao e utilizaçao dos simbolos matematicos.

(3)

S e o u e n c i a s

Atividades que lidara corn seauencias ( sucessoes de ele-mentos determinadas por uma regra) favorecem a compreensao

do sistema posicional de numeraçao decimal assim como a de

q u a l q u e r o u t r e p r o c e d i m e n t o a l g o r î t i r . j . c o e m K a t e m a t i c a . S i t u a ç o e s s e l e c i o n a d a s p a r a e s s e t i p o d e a p r e n d i z a g e m

podem envolver, por exemple, movimentos corporals,

discri-minaçao auditiva, mariipulaçao materials, representaçoes

grâficas, etc. 0 importante e garantir que a criança perceba

que ha ma analogia entre essas situaçoes, isto e, que no

f u n d o e l a e s t a t r a b a l h a n d o c o r n a m e s m a i d e i a .

"Uma sequencia pode ser repetitiva ou recursiva.

Numa sequencia repetitiva hâ sempre um motiyo que e

V m t n o y " . ■ .

a me=6fita parte delà com a quai, mediante sucessivas

repeti-çoes e possivel formâ-la. 0 motivo pode ter mais de um

ter-mo da sequencia. Exemple: na sequencia dO O ^ O... o

m o t i v o e o q O p o s s u i d o i s t e r m o s .

Una sequencia ê recursiva se o sucessor de um termo

qualquer é obtido a partir do motivo mediante uma regra

nao repetitiva. Exemple na sequencia ^ r ^ • 5

o motivo é Ç e a regra é acrescentar um ^ ao motivo.

C l a s s i fi c a c a o e Q r d e n a c a o

Os conceitos de classe e Ordem estao présentes na for-maçao do conceito de nilmero natural.

Classificar e agrupar em categorias segundo um

crite-rio pre-estabelecido. 0 estabelecimento de categorias e,

no entanto, um processo complexo e distinto do processo de

s i m p l e s m e n t e a g r u p a r.

Ao realizar uma classificaçao ê sempre necessario

dis-criminar se um ente pertence ou nao a uma das classes.

Re-c o n h e Re-c e r e n t e s s e m e l h a n t e s e d i s Re-c r i m i n a r d i f e r e n ç a s e o

infcio dessa compreensao. 0 desenvolvimento de tal apren

dizagem envolve etapas que compreendem formar classes

(4)

me-diante urn critêrio, classificar de maneiras distintas urn

grupo de objetos mediante criterios distintos, inferir o

c r i t e r i o u t i l i z a d o n u m a d e t e r m i n a d a c l a s s i f i c a ç a o ë f i n a l

-m e n t e c r i a r c r i t e r i o s p a r a c l a s s i fi c a r .

Na pre-escola as crianças constroem ou percebem as c l a s s e s o u c o l e ç o e s c o r a o e n t e s v i s t o s c o l e t i v a m e n t e o s

quais sac qualificados essencialmente per rela<goes de

seme-Ihanças é diferenças.

Ha atividades de classificaçao que nao per.nitem seriar

as classes obtidas. Per exeraplo, a classificaçao de objetos

s e g u n d o o m a t e r i a l d o q u a l s a o f e i t o s . H o e n t a n t o , h a d i -v e r s a s s i t u a ç o e s e m q u e a p o s a c l a s s i f i c a ç a o e p o s s f -v e l s e ^

riar ou ordenar as classes. Pop exemplo, dado uma coleçao d e c a n u d i n h o s d e d i v e r s e s t a m a n h o s e p o s s f v e l p r i m e i r o , c o -locar juntos os de mesmo tamanho e depois arrumar nas clas

s e s p e l o s t a m a n h o d o s c a n u d i n h o s ( d o m e n o r p a r a o m a i o r o u v i c e - v e r s a ) .

P a r a r e a l i z a r - s e u r. i a o r d e n a ç a o e n e c e s s a r i o d i s p o r - s e

de um critéi^io de comparaçao que permita determinar se um

—obj-eto A vem antes de um objeto B assim coino garantir que

s e A v e m a n t e s d e B e B v e m a n t e s d e C e n t a o c e r t a m e n t e A v e m a n t e s d e C ( t r a n s i t i v i d a d e ) .

ÏÎ évidente que e possivel realizar uroa ordenaçao sem

antes ter feito uma classificaçao. Por exemplo, dar loma co

l e ç a o d e c a n u d i n h o s c a d a u r a d e u m t a m a n h o .

No entanto, para a construçao do numéro, e importante lidar com atividades que incluam ao mesmo tempo, a

possibi-lidade de classificar ( segundo um criterio ) e ordenar

^ segundo um process© de comparaçao )•

N m e r o N a t u r a l

Hm numéro natural désigna una coleçao de coleçoes ( fi

nitas) com urna mesraa quantidade de elementos. Assim, e com

o estabelecimento de equivalencias entre coleçoes finitas

que se destaca o conceito de numéro natural.

(5)

essen-cialmente pelos processes de comparaçao de quantldades de

duas coleçoes, Dependendo das coleçoes ( se fixas, fixas e

justapostas, fixas e nao justapostas, moveis, iima fixa ' e

outra ffiovel, etc. ) e da quantidade de seus elementos os

p r o c e s s e s d e c o m p a r a ç a o s a o b a s t a n t e d i s t i n t o s ,

A l e i f u n d a m e n t a l q u e g é r a e s n u m é r o s n a t u r a i s é " n + l "

a q u a i e a e m e s m e t e m p e o r d i n a l e c a r d i n a l .

(6)

GOVEmiO DEKOCHATICO DE SAO PAULO

I

SECRETAHIA DE EETADO DA EDUCAÇAO - SAO PAULO

COORDEK;\DORIA DE E3TUÛ0S E NORl'iAS PEDAGOOICAS

P a r a o P r o f e s s o r *

T E M A : C l a s s i f i c a ç a o

Ao realizar -uma classificaçao, é sempre necessârio

discriminar se um ente pertence ou nao a uma das classes. Dis

criminar diferenças é o inicio dessa compreensâo.

Glassificar e agrupar em categorias, segiondo um

c r i t e r i o p r e - e s t a b e l e c i d o .

0 estabelecimento de categorias é, porem, um pro

-"^ssso complexo 9_ i^l^erente de simplesmente.. agrupar.

Tendo em vista que a nossa proposta de aprendiza

-gem matematica se preocupa com o desenvolvimento do

pensamen-to, se fez necessario incluir entre os temas escolhidos um de

c l a s s i f i c a ç a o .

Este teraa sera retrabalhado e ampliado nas deraais

s e r i e s , s e g u n d o a i d a d e e o a m a d u r e c l m e n t o d a s c r i a n ç a s .

H a p r i m e i r a s é r i e n o s l i m i t a r e m o s a p r o p e r o e x e r

-c£cio de algumas atividades necessarias ao desenvolvimento da

operaçao de classificaçao, de acordo com a seguinte graduaçâo

d e d i fi c u l d a d e :

. r e c o n h e c e r e n t e s s e m e l h a n t e s ;

, discriminar -um ente diferente entre entes de me^

m a s c a r a c t e r i s t i c a s ;

• estabelecer a relaçao de pertinéncia de lam ente

a u m g r u p o ;

• estabelecer a relaçao de nao pertinéncia de um

e n t e a l a m g r u p o ;

• agrupar per categorias, median te um cri-cério

(7)

r a g r u p a r d i f e r e n t e m e n t e o s m e s m o s e l e m e n t o s p o r c r i t e r i o s d i f e r e n t e s e s t a b e l e c i d o s p e l o p r o f e s -s o r , • i n f e r i r o c r i t e r i o u t i l i z a d o n i o m a c l a s s i f i c a ç a o ; » e s t a b e l e c e r c r i t e r i o s p a r a o a g r u p a r a e n t o d e u m a c o l e ç a o d e e n t e s .

t*) SAO PAULO (Estado) Secretaria da Educaçao, Coordenadoria de Estudos e jNormas Pedagogicas- Atividades

rnatematiias; série do 15 grau. 2,Qd. Coord, Lydia Coudé

Referências

Documentos relacionados

Este trabalho buscou, através de pesquisa de campo, estudar o efeito de diferentes alternativas de adubações de cobertura, quanto ao tipo de adubo e época de

A Escala de Práticas Docentes para a Criatividade na Educação Superior foi originalmente construído por Alencar e Fleith (2004a), em três versões: uma a ser

O objetivo do curso foi oportunizar aos participantes, um contato direto com as plantas nativas do Cerrado para identificação de espécies com potencial

Para isso, será importante que cada estudante estipule um cronograma de atividades com suas enfermeiras supervisoras a fim de vivenciarem, ao longo do período de estágio, a

Considerando que, no Brasil, o teste de FC é realizado com antígenos importados c.c.pro - Alemanha e USDA - USA e que recentemente foi desenvolvido um antígeno nacional

By interpreting equations of Table 1, it is possible to see that the EM radiation process involves a periodic chain reaction where originally a time variant conduction

O desenvolvimento desta pesquisa está alicerçado ao método Dialético Crítico fundamentado no Materialismo Histórico, que segundo Triviños (1987)permite que se aproxime de

Para preparar a pimenta branca, as espigas são colhidas quando os frutos apresentam a coloração amarelada ou vermelha. As espigas são colocadas em sacos de plástico trançado sem