PROJETO PEDAGÓGICO DO
CURSO DE PUBLICIDADE E
UNIVERSIDADE ANHANGUERA-UNIDERP Campo Grande/MS
UNIVERSIDADE ANHANGUERA-UNIDERP
CURSO DE GRADUAÇÃO EM PUBLICIDADE E PROPAGANDA
PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA
Projeto Pedagógico elaborado pelo Núcleo Docente Estruturante do Curso de Publicidade e Propaganda da Universidade Anhanguera - Uniderp, homologado pelo Colegiado do Curso.
Campo Grande - MS 2016
SUMÁRIO
LISTAS DE QUADROS, FIGURAS E TABELAS ... 7
APRESENTAÇÃO ... 8
1
CONTEXTUALIZAÇÃO E IDENTIFICAÇÃO DA INSTITUIÇÃO DE ENSINO
SUPERIOR E DO CURSO ... 9
1.1 GRUPO KROTON EDUCACIONAL S.A.... 9
1.2 DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DA MANTENEDORA ... 9
1.3 DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR (IES) ... 10
1.4 DADOS GERAIS DO CURSO... 14
2
PRINCÍPIOS FILOSÓFICOS, RESPONSABILIDADE SOCIAL E POLÍTICAS
INSTITUCIONAIS ... 17
2.1 PRINCÍPIOS FILOSÓFICOS ... 17
2.2 RESPONSABILIDADE SOCIAL ... 18
2.3 POLÍTICAS INSTITUCIONAIS NO ÂMBITO DO CURSO ... 21
3
ORGANIZAÇÃO DIDÁTICO-PEDAGÓGICA DO CURSO ... 25
3.1 CONCEITOS ACADÊMICOS ... 25
3.1.1 MODELO ACADÊMICO ... 25
3.1.2 CONCEPÇÃO E ORGANIZAÇÃO DA MATRIZ CURRICULAR ... 28
3.2 METODOLOGIA: AULA MODELO E MATERIAL DIDÁTICO INSTITUCIONAL ... 30
3.2.1 AULA MODELO ... 32
3.2.2 MATERIAL DIDÁTICO ... 35
3.3 PERFIL PROFISSIONAL DO EGRESSO E ÁREA DE ATUAÇÃO ... 36
3.3.1 ACOMPANHAMENTO DE EGRESSOS ... 38
3.3.2 BSC ACADÊMICO DO CURSO DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA ... 39
3.4 OBJETIVOS DO CURSO... 46 3.5. ESTRUTURA CURRICULAR ... 50 3.5.1 MATRIZ CURRICULAR ... 50 3.5.2 INTERDISCIPLINARIDADE ... 52 3.5.3 FLEXIBILIZAÇÃO CURRICULAR ... 52 3.5.4 ACESSIBILIDADE PLENA ... 53
3.5.5 COMPATIBILIZAÇÃO DA CARGA HORÁRIA ... 54
3.5.7 TÓPICOS ESPECIAIS ... 55
3.5.8 DISCIPLINAS SEMIPRESENCIAIS ... 55
3.6 CONTEÚDOS CURRICULARES ... 57
3.6.1 PLANO DE ENSINO ... 59
3.6.2 EMENTÁRIO E BIBLIOGRAFIA ... 60
3.6.3 CONTEÚDOS PERTINENTES ÀS POLÍTICAS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL ... 84
3.6.4 CONTEÚDOS PERTINENTES ÀS POLÍTICAS DE EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS ... 85
3.6.5 CONTEÚDOS PERTINENTES ÀS POLÍTICAS DE EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS E AO ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA, AFRICANA E INDÍGENA ... 85
3.7 . ATIVIDADES PRÁTICAS DO CURSO ... 86
3.7.1 ESTÁGIO SUPERVISIONADO ... 86
3.8. TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO ... 91
3.8.1 OBJETIVOS ... Erro! Indicador não definido. 3.8.2 CARGA HORÁRIA, ESTRUTURA E ORIENTAÇÃO ... Erro! Indicador não definido. 3.8.3 AVALIAÇÃO ... Erro! Indicador não definido. 3.9 ATIVIDADES COMPLEMENTARES ... 93
3.10 APOIO AO DISCENTE... 96
3.10.1 APOIO EXTRACLASSE ... 96
3.10.2 APOIO PSICOPEDAGÓGICO ... 99
3.10.3 ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO ... 99
3.10.4 ATIVIDADES DE NIVELAMENTO ... 102
3.10.5 ATIVIDADES EXTRACURRICULARES ... 103
3.10.6 PROGRAMAS DE PARTICIPAÇÃO EM CENTROS ACADÊMICOS E EM INTERCÂMBIOS ... 103
3.11 AÇÕES DECORRENTES DOS PROCESSOS DE AVALIAÇÃO DO CURSO ... 104
3.12 ATIVIDADES DE TUTORIA ... 105
3.13 TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM ... 106
3.14 PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO DOS PROCESSOS DE ENSINO-APRENDIZAGEM ... 108
3.15 NÚMERO DE VAGAS ... 110
3.16 PARTICIPAÇÃO DOS DISCENTES NO ACOMPANHAMENTO E NA AVALIAÇÃO DO PPC ... 115
4
CORPO DOCENTE E TUTORIAL ... 117
4.2 ATUAÇÃO DO COORDENADOR DO CURSO ... 118
4.2.1 GESTÃO DO CURSO ... 119
4.2.2 RELAÇÃO DO COORDENADOR COM OS DOCENTES E DISCENTES DO CURSO ... 121
4.2.3 REPRESENTATIVIDADE NOS COLEGIADOS SUPERIORES ... 121
4.2.4 EXPERIÊNCIA DE MAGISTÉRIO SUPERIOR E DE GESTÃO ACADÊMICA DO COORDENADOR ... 122
4.2.5 REGIME DE TRABALHO DO COORDENADOR ... 122
4.3 CORPO DOCENTE DO CURSO ... 122
4.3.1 TITULAÇÃO ... 122
4.3.2 REGIME DE TRABALHO DO CORPO DOCENTE DO CURSO ... 123
4.3.3 Experiência Profissional do Corpo Docente ... Erro! Indicador não definido. 4.3.5 EXPERIÊNCIA DE MAGISTÉRIO SUPERIOR DO CORPO DOCENTE ... 123
4.3.6 PRODUÇÃO CIENTÍFICA, CULTURAL, ARTÍSTICA OU TECNOLÓGICA ... 123
4.4 FUNCIONAMENTO DO COLEGIADO DE CURSO ... 124
4.4.1 REPRESENTATIVIDADE DOS SEGMENTOS ... 124
4.4.2 PERIODICIDADE DAS REUNIÕES ... 124
4.4.3 REGISTRO E ENCAMINHAMENTO DAS REUNIÕES ... 125
4.4.4 COMPONENTES DO COLEGIADO DO CURSO ... 126
4.5 TUTORES ... 126
4.5.1 TITULAÇÃO E FORMAÇÃO DO CORPO DE TUTORES DO CURSO ... 126
4.5.2 EXPERIÊNCIA DO CORPO DE TUTORES EM EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA ... 126
5 INFRAESTRUTURA ... 126
5.1 GABINETES DE TRABALHO PARA PROFESSORES EM TEMPO INTEGRAL (TI) ... 127
5.2 ESPAÇO DE TRABALHO PARA COORDENAÇÃO DO CURSO E PARA SERVIÇOS ACADÊMICOS ... 127
5.3 SALA DE PROFESSORES ... 128
5.4 SALAS DE AULA ... 128
5.5 ACESSO DOS ALUNOS A EQUIPAMENTOS DE INFORMÁTICA ... 140
5.6 BIBLIOTECA ... 141
5.6.1 ACERVO... 142
5.6.2 BIBLIOGRAFIA BÁSICA ... 143
5.6.4 BIBLIOTECA VIRTUAL ... 144
5.6.5 PERIÓDICOS CIENTÍFICOS ELETRÔNICOS ... 144
5.7 LABORATÓRIOS ... 147
5.7.1 LABORATÓRIOS DIDÁTICOS ESPECIALIZADOS: QUANTIDADE ... 147
5.7.2 LABORATÓRIOS DIDÁTICOS ESPECIALIZADOS: QUALIDADE ... 152
5.7.3 LABORATÓRIOS DIDÁTICOS ESPECIALIZADOS: SERVIÇOS ... 153
6 REQUISITOS LEGAIS ... 154
6.1 DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS DO CURSO ... 154
6.2 DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS E PARA O ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFROBRASILEIRA, AFRICANA E INDÍGENA ... 154
6.3 DIRETRIZES NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS ... 155
6.4. PROTEÇÃO DOS DIREITOS DA PESSOA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (Conforme disposto na Lei N° 12.764, de 27 de dezembro de 2012) ... 156
6.5 TITULAÇÃO DO CORPO DOCENTE... 156
6.6 NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE - NDE ... 157
6.7 CARGA HORÁRIA MÍNIMA - PARA BACHARELADOS E LICENCIATURAS ... 158
6.8 TEMPO DE INTEGRALIZAÇÃO ... 158
6.9 CONDIÇÕES DE ACESSO PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E/OU MOBILIDADE REDUZIDA.... 159
6.10 DISCIPLINA DE LIBRAS (Decreto n. 5.626/2005) ... 161
6.11 PREVALÊNCIA DE AVALIAÇÃO PRESENCIAL PARA EAD ... 161
6.12 INFORMAÇÕES ACADÊMICAS ... 161
6.13 POLÍTICAS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL ... 162
LISTAS DE QUADROS, FIGURAS E TABELAS
Quadro 1 - O PDI e as Políticas de Ensino do Curso. ... 21
Quadro 2 - O PDI e as Políticas de Extensão do Curso. ... 22
Quadro 3 - O PDI e as Políticas de Pesquisa ou Iniciação Científica do Curso. ... 22
Quadro 4 - BSC Acadêmico... 41
Quadro 6 - Composição do NDE ... 117
Quadro 7 - Perfil do coordenador do Curso ... 118
Quadro 8 - Titulação do corpo docente do Curso ... Erro! Indicador não definido. Quadro 9 - Componentes do Colegiado do Curso ... 126
Figura 1- Disciplinas Profissionalizantes ... 29
Figura 2- Aula Modelo ... 33
Figura 3 - Tempos Didáticos ... 34
Tabela 1- Matriz Curricular ... 52
Tabela 2- Infraestrutura da IES ... 127
Tabela 3 - Acervo Geral da Biblioteca ... 143
Tabela 4 - E-Books ... 144
Tabela 5 - Periódicos Eletrônicos da Base EBSCO ... 145
Tabela 6 - Periódicos Eletrônicos Outras Bases ... 146 Tabela 7- Laboratórios Didáticos Especializados: quantidade ... Erro! Indicador não definido.
APRESENTAÇÃO
A Universidade Anhanguera-Uniderp entende o Projeto Pedagógico como um documento orientador de um curso, que traduz as políticas acadêmicas institucionais, fundamenta a gestão acadêmica, pedagógica e administrativa e articula as ações a serem adotadas em conformidade com as Diretrizes Curriculares Nacionais. O projeto contempla conhecimentos e saberes necessários à formação das competências, estabelecidas a partir do perfil do egresso, que nortearão todo o processo de ensino-aprendizagem. Sua estrutura prevê diversos elementos, dentre eles o contexto educacional e suas particularidades, os objetivos do curso, a matriz curricular com observância aos seus elementos e sua respectiva operacionalização, a metodologia e estratégias de ensino, os recursos humanos e materiais, bem como a infraestrutura adequada ao pleno funcionamento do curso.
Dessa forma, o Projeto Pedagógico do Curso - PPC de Publicidade e Propaganda foi construído coletivamente, e implementado por meio do seu Núcleo Docente Estruturante - NDE, órgão que elabora e acompanha a sua consolidação em sintonia com o Colegiado do Curso. O processo de elaboração do PPC considerou a concepção de um Curso Superior que se concentrasse na aprendizagem, no aluno e no professor. No que concerne ao primeiro, considera-se que a aprendizagem se processa por meio de uma atividade cognitiva, nesse sentido, aprender é operar mentalmente, é raciocinar, é refletir, é agir, e consequentemente, resulta em mudanças de comportamento. Entende-se o aluno como um sujeito ativo, que ao assumir o papel de protagonista do seu processo ensino-aprendizagem, viabilizará o desenvolvimento de suas capacidades intelectuais e atitudinais. Neste contexto, o professor assume o papel de mediador da aprendizagem, um processo em que a transmissão de conhecimentos evolui para uma postura dinâmica que estimula o diálogo, a interação e a cooperação. Ao professor é necessário ser capaz de adequar sua linguagem, suas estratégias e recursos ao perfil dos alunos, de forma a viabilizar uma comunicação assertiva, tornando significativa a aprendizagem.
Cabe ao NDE zelar para que esse documento se reflita como o produto de olhares atentos ao perfil do profissional, às competências e habilidades, aos conteúdos (conceituais, procedimentais e atitudinais), à matriz curricular, à metodologia de ensino, às atividades de aprendizagem, e ao processo de avaliação, de modo que todos sejam objetivo de discussões, de revisão de paradigmas, de mudança de modelos mentais, de hábitos e de culturas.
Nesse sentido, esse Projeto Pedagógico está aberto às inovações, práticas e legislações, que exijam fazer reestruturações, capazes de propiciar o fortalecimento dos vínculos entre educação e sociedade, visando a, em última instância, direcionar, positivamente, os destinos das pessoas e as políticas públicas que as influenciam. Por essas razões, o PPC do Curso de Publicidade e Propaganda será atualizado para fazer frente aos desafios, sempre que se fizer necessário.
A preocupação que permeia todo o PPC é a formação de um profissional com senso crítico e reconhecida capacidade em articular os conceitos para resolver problemas, agindo de forma ética e com competência, criatividade, autonomia, determinação, objetividade, sensibilidade e sociabilidade, competências tão reconhecidas e valorizadas pelo mundo do trabalho.
1 CONTEXTUALIZAÇÃO E IDENTIFICAÇÃO DA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR E DO CURSO
1.1 GRUPO KROTON EDUCACIONAL S.A.
A Universidade Anhanguera-Uniderp faz parte do grupo Kroton Educacional, empresa privada do ramo da educação, com uma trajetória de mais de 45 anos, por meio da marca Pitágoras, na prestação de serviços educacionais, com várias unidades de ensino distribuídas pelos estados brasileiros. Dentre as instituições de ensino que agregam o grupo estão a ANHANGUERA, FAMA, PITÁGORAS, UNIC, UNIME, UNIRONDON, UNOPAR e UNIDERP.
Dados Institucionais da Kroton Educacional
CNPJ/MF n.º 02.800.026/0001-40
Av Paulista, 1106, Bela Vista, CEP 01310700 - SP CEP: 01419-001 – São Paulo – SP
Fone: (11) 3775-2000
E-mail: comunicaçã[email protected] Home Page: www.kroton.com.br
Principais Dirigentes Executivos
NOME FUNÇÃO
Rodrigo Galindo Presidente (CEO)
Mário Ghio Junior Vice-Presidente Acadêmico Américo Matiello Vice-Presidente Presencial
Gislaine Moreno Diretora de Avaliação e Desenvolvimento Institucional (DDI)
1.2 DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DA MANTENEDORA
A Anhanguera Educacional S/A (AESA) assumiu o controle acionário do Centro de Ensino Superior de Campo Grande Ltda., mantenedor da UNIDERP, em outubro de 2007, em outubro de 2008, o Conselho Universitário decidiu, por unanimidade, pelo novo texto do Estatuto, aprovado, em seguida, pelo Ministério da Educação, por meio da Portaria MEC nº. 879, de 18 de novembro de 2008, veiculada no D.O.U. nº. 225, de 19 de novembro de 2008. A partir desta data a Universidade passou a denominar-se Universidade Anhanguera-Uniderp, mantida pelo Centro de Ensino Superior de Campo Grande Ltda - CESUP.
A Anhanguera Educacional S/A. - AESA incorporou o Centro de Ensino Superior de Campo Grande Ltda.-CESUP, em 30 de abril de 2009, conforme Assembleia Geral Extraordinária – AGE realizada na mesma data e registrada na JUCESP (NIRE n.º 35.300.197.054), em 30
de setembro de 2009, sob o n.º 377.012/09-9, e pela Portaria MEC n. 1.620, de 13 de novembro de 2009, publicada no D.O.U. nº 218, de 16 de novembro de 2009, a mantença da Universidade Anhanguera-Uniderp foi transferida do Centro de Ensino Superior de Campo Grande Ltda.-CESUP, para a Anhanguera Educacional S/A - AESA.
A AESA transformou sua natureza social de “sociedade anônima” para “sociedade empresária ltda.,” em 06 de setembro de 2010, passando a denominar-se Anhanguera Educacional Ltda. - AELTDA., consoante atos registrados na JUCESP (NIRE n.º 35.300.197.054), sob o n.º 380.452/10-8, em 25 de outubro de 2010.
Representante Legal da Mantenedora
NOME FUNÇÃO
Gislaine Moreno Diretora de Avaliação e Desenvolvimento
Institucional (DDI) e Representante Legal
1.3 DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR (IES)
Nome: Universidade Anhanguera-Uniderp Código e Nome da IES: 671
Organização Acadêmica: Universidade
Categoria Administrativa: Instituição privada com fins lucrativos
Portaria de (Credenciamento ou Recredenciamento): Portaria Nº 4.069, de 29 de novembro de 2005
Unidade Ceará / Matriz (Sede) CNPJ: 05.808.792/0065-03
Rua Ceará, nº333/Bairro: Miguel Couto/Campo Grande-MS/CEP: 79.003-010 E-mail: [email protected] / Fone:(67) 3348-8000
Home Page: www.uniderp.br
Unidade Agrárias
CNPJ: 05.808.792/0069-37
Rua Alexandre Herculano, nº1.400/Bairro:Jardim Veraneio/Campo Grande-MS/CEP:79.037-280
E-mail: [email protected] / Fone:(67) 3309-6546 Home Page: www.uniderp.br
CNPJ: 05.808.792/0064-22
Av. Eurico Sebastião Ferreira, nº 930/Centro/Rio Verde de Mato Grosso-MS/CEP:79.480-000
E-mail: [email protected] / Fone:(67) 3292-6100
Dirigentes da IES
NOME FUNÇÃO
Leocádia Aglaé Petry Leme Reitora / Diretora da Uniderp - Unidade Matriz Evaldo Tadeu Gomes da Rosa Pró-Reitor Administrativo
Eugênia Aparecida dos Santos Pró-Reitora de Graduação / Coordenadora Acadêmica Iael Cristina da Silva Pacheco Marinheiro Pró-Reitora de Pesquisa e Pós-Graduação
Raquel Andrés Caram Guimarães Pró-Reitora de Extensão
Histórico da IES
A Universidade Anhanguera-Uniderp, localizada no Estado de Mato Grosso do Sul, tem como missão integrar científica, cultural, técnica e filosoficamente sua área de abrangência, sendo agente geradora do desenvolvimento nacional sustentável e de inserção e emancipação social, colaborando para a construção de uma nação brasileira soberana e justa, por meio da formação de profissionais competentes e comprometidos com o contexto socioeconômico e cultural brasileiro e regional. Assim, sem deixar de atender ao conjunto das áreas de conhecimentos universais, ocupa-se, em particular, de temáticas brasileiras regionais, quais sejam: Meio Ambiente, Planejamento e Gestão, Ecoturismo, Integração Regional, Programas de Desenvolvimento e Implantação de Serviços, Programas de Saneamento e Saúde Pública, Programas de Educação, incluindo Educação à Distância, Programas de Informatização, dentre outros.
O Centro de Ensino Superior Prof. Plínio Mendes dos Santos (CESUP), foi criado em 1974, e implantou, de acordo com o previsto em seu projeto educacional, ainda em 1974, cursos de graduação, realizou pesquisas e implementou projetos de extensão. Em 1989, ampliou a sua atuação com uma nova unidade em Rio Verde de Mato Grosso-MS, para atender a demanda daquela região e sua área de influência.
Como parte do seu desenvolvimento, em 1990, o CESUP solicitou ao então Conselho Federal de Educação, autorização para a transformação do Centro de Ensino Superior Prof. Plínio Mendes dos Santos na Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal (UNIDERP). O reconhecimento da Universidade, pelo atual Conselho Nacional de Educação, deu-se pelo Parecer n.º 153/96, de 02 de dezembro de 1996, homologado por Decreto Presidencial de 18/12/1996.
No ano de 2005, a Universidade, após sua larga experiência em ofertar cursos de pós-graduação lato sensu a distância (visto ter sido autorizada pela Portaria nº. 2.632, de 19/09/2002), decidiu-se pela ampliação da oferta de cursos a distância, no âmbito da graduação, sendo Credenciada pela Portaria nº. 4.069, de 29/11/2005.
Em outubro de 2007, a Anhanguera Educacional S/A (AESA) assumiu o controle acionário do Centro de Ensino Superior de Campo Grande Ltda., mantenedor da UNIDERP.
Em outubro de 2008, o Conselho Universitário decidiu, por unanimidade, pelo novo texto do Estatuto, aprovado, em seguida, pelo Ministério da Educação, por meio da Portaria MEC nº. 879, de 18 de novembro de 2008, veiculada no D.O.U. nº. 225, de 19 de novembro de 2008. A partir desta data a Universidade passou a denominar-se Universidade Anhanguera-Uniderp, mantida pelo Centro de Ensino Superior de Campo Grande Ltda - CESUP.
A Anhanguera Educacional S/A. - AESA incorporou o Centro de Ensino Superior de Campo Grande Ltda.-CESUP, em 30 de abril de 2009, conforme Assembleia Geral Extraordinária – AGE realizada na mesma data e registrada na JUCESP (NIRE n.º 35.300.197.054), em 30 de setembro de 2009, sob o n.º 377.012/09-9.
Por meio da Portaria MEC n. 1.620, de 13 de novembro de 2009, publicada no D.O.U. nº 218, de 16 de novembro de 2009, a mantença da Universidade Anhanguera-Uniderp foi transferida do Centro de Ensino Superior de Campo Grande Ltda.-CESUP, para a Anhanguera Educacional S/A - AESA.
Em 06 de setembro de 2010, a AESA transformou sua natureza social de “sociedade anônima” para “sociedade empresária ltda.,” passando a denominar-se Anhanguera Educacional Ltda. - AELTDA., consoante atos registrados na JUCESP (NIRE n.º 35.300.197.054), sob o n.º 380.452/10-8, em 25 de outubro de 2010.
Missão
“Melhorar a vida das pessoas por meio da educação responsável e de qualidade, formando cidadãos e preparando profissionais para o mercado, contribuindo para o desenvolvimento de seus projetos de vida”.
Visão
“Ser referência em educação, atuando de forma inovadora e sustentável, e a melhor escolha para estudar, trabalhar e investir, líder nos mercados onde atua”.
Valores
Paixão por Educar - Somos educadores movidos pela paixão em formar e desenvolver pessoas;
Respeito às Pessoas - Promovemos o respeito à diversidade e aos compromissos assumidos, cultivando relacionamentos;
Honestidade e Responsabilidade - Agimos com integridade, transparência e assumimos os impactos de nossas ações;
Fazer acontecer - Somos ágeis em transformar ideias e desafios em realizações;
Foco em Geração de Valor Sustentável - Trabalhamos para gerar impactos positivos e sustentáveis para a sociedade;
Trabalhar e Aprender Juntos - Unimos esforços para o mesmo propósito.
Dados Socioeconômicos e Socioambientais da Região
O Estado de Mato Grosso do Sul integra o contexto brasileiro, apresentando um quadro econômico tradicionalmente agropecuário, possuindo o segundo maior rebanho bovino do País, a segunda maior jazida de minério de ferro, e sendo também, um dos maiores produtores de grãos do Brasil. Tal quadro, além de abrigar ainda o Pantanal, reserva ecológica importantíssima, constitui passagem obrigatória para o fluxo de mercadorias a serem negociadas com os países vizinhos, o que compõe uma fronteira pouco explorada, e que pode vir a produzir e beneficiar produtos em seu próprio território, necessitando, para tanto, de maior disponibilidade de energia e de incremento nos sistemas de transportes.
Recentemente, o setor varejista registrou índices relevantes de crescimento na economia sul-mato-grossense, transformando-se no setor que atualmente que mais investe em Comunicação Publicitária no Estado. Por essas características, o modo de se pensar e fazer propaganda adquire atributos peculiares que reflete a cultura do Estado de Mato Grosso do Sul, colocando o mercado publicitário frente a estratégias promocionais e de promoção de vendas, muito mais recorridas do que as tradicionais campanhas institucionais e fortalecimento de marca encontrada nos grandes centros urbanos.
O governo atual elaborou projetos em parceria com grupos de investidores nacionais e internacionais para o desenvolvimento de usinas termoelétricas, alimentadas a gás natural, e a criação de projetos sucroalcooleiros, representando 21% dos projetos em condução pela instituição no País, ou seja, dos 14 estudos propostos, 3 estão localizados no Estado. A informação foi dada pelo gerente de divisão de agronegócio da diretoria comercial do banco, Sergio Carlos dos Santos, realizada em outubro de 2007, durante o Canasul, no Centro de Convenções Ruben Gil de Camillo, na Capital.
Os projetos sul-mato-grossenses somam R$ 830 milhões1 e abrem espaço para mais dezoito novos projetos, além da finalização do porto seco, para escoação da produção, além da construção e parque industrial. No entanto, existem grandes dificuldades que precisam ser enfrentadas ainda, em virtude de problemas burocráticos, dentre eles, o da fixação do preço do combustível, a política de distribuição do gás boliviano, a finalização da usina termoelétrica de Campo Grande, além das usinas em desenvolvimento de Corumbá, Três Lagoas e Sidrolândia, que aguardam a sua implementação.
O Estado de Mato Grosso do Sul abrange uma área de 350.548 Km², correspondendo a 18% da região centro-oeste, da qual faz parte, e ocupa 4% do território brasileiro. Sua localização contribui, em muito, para o seu desenvolvimento econômico, face à proximidade dos grandes centros consumidores do País, como Minas Gerais, São Paulo e Paraná, e mesmo países latino-americanos, uma vez que se situa na rota de mercados potenciais de toda a zona ocidental da América do Sul e da costa do Pacífico, em particular da Bolívia, do Paraguai e da Argentina.
Há sólidas perspectivas para acreditar na superação dos problemas socioeconômicos vividos pelo Mato Grosso do Sul, em virtude de tratar-se de um pólo privilegiado para promover a integração comercial e cultural da região, sobretudo por sua posição geográfica frente ao Mercosul e suas potencialidades nas áreas
agroindustriais, agropecuárias, ambientais e comunicacionais.
1.4 DADOS GERAIS DO CURSO
Instituição: Universidade Anhanguera-Uniderp Endereço: Rua Ceará, 333 – Bairro Miguel Couto Nome do Curso: Publicidade e Propaganda
Nº de vagas ofertadas: 90 (sessenta) vagas/anuais Turno de funcionamento: Noturno
Regime de Matrícula: Seriado
Duração do Curso: 08 (oito) semestres
Carga Horária Total: 2.700 (duas mil e setecentas) Horas Coordenador do Curso: Profa Ma. Fabiana Cristina Perin
Atos legais: criado no ano de 1997, por meio da Resolução Nº 06/97 CONSU de 28/10/97 e Nº 20/CONEPE/97, de 06/08/97, foi reconhecido pela Portaria MEC Nº 2.377, de 22/08/2002 e publicada no D.O.U em 26/08/2002.
Contexto Educacional do Curso
O contexto educacional no qual foi concebido o Curso de Publicidade e Propaganda da Universidade Anhanguera Uniderp busca contemplar, com qualidade, as demandas efetivas de natureza econômica, social e socioambientais, como pode ser mostrado nas informações apresentadas neste capítulo.
Finalidades do Curso
A história brasileira recente, em particular a dos últimos anos, como anteriormente observado, aponta para grandes mudanças socioeconômicas e culturais favorecidas pelo fenômeno da globalização da economia e da estabilização econômica, dentre outros fatores, que têm exigido da economia brasileira, maior eficiência e competitividade, bem como perfis profissionais diferenciados com relação às exigências de mercado regional.
O Estado de Mato Grosso do Sul vem, de forma crescente, implementando novas tecnologias e conhecimentos em suas diversas áreas produtivas, exigindo, para tanto, novas comunidades de profissionais, que estejam aptos a absorverem as transformações tecnológicas, transformando informação em conhecimento.
O Curso de Comunicação Social, com habilitação em Publicidade e Propaganda da Anhanguera-Uniderp, foi concebido de modo a integrar o desenvolvimento econômico e social da região de influência da Universidade. Tal é a concepção que norteia o currículo do Curso em pauta, o qual possibilita uma formação acadêmica voltada, sobretudo, ao atendimento das vocações locais e regionais, com destaque para as questões relativas ao meio ambiente e para as relações internacionais que engloba Mato Grosso do Sul na direção dos países membros do Mercosul.
Desse modo, o profissional visado pela IES deve estar apto para desempenhar suas funções como publicitário, pesquisador, planejador e consultor de Comunicação Social; como profissional liberal ou vinculado à instituições, empresas públicas ou privadas, governamentais ou não-governamentais; instituições de serviços etc.
A proposta curricular do Curso de Comunicação Social, com habilitação em Publicidade e Propaganda, apresenta as seguintes finalidades e objetivos:
• Graduar publicitários, com sólida formação técnico-científica e cultural, para atender plenamente às exigências do meio social, econômico e cultural onde irá exercer a profissão;
• Constituir perfis de liderança profissional para atuarem em equipes multidisciplinares; • Implementar uma visão crítica de desenvolvimento integrado, congregando ciência,
tecnologia, produtividade, crescimento humano, ético e social e meios de comunicação de massa;
• Formar publicitários capazes de absorver e desenvolver novas tecnologias, estimulando a sua atuação crítica, criativa e empreendedora na identificação e resolução de problemas, em atendimento às demandas sociais;
• Formar publicitários com amplo domínio dos conhecimentos relativos aos meios e modos de produção e transmissão da informação e da comunicação.
Ao concluir o Curso de Comunicação Social, com habilitação em Publicidade e Propaganda, o profissional deverá estar apto ao seu exercício, fundamentado na compreensão da organização dos seres humanos; suas relações de interdependência; interações com as condições físicas do meio e do modo de vida e da sua organização no interior dos diversos contextos socioeconômicos e culturais.
Formas de Acesso ao Curso
O ingresso na Universidade Anhanguera-Uniderp é disciplinado pela Constituição Federal, pelos Pareceres CNE/CP no 95/98 e, sobretudo, pelo que determina o Artigo 44 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), em seu inciso II:
Art. 44º. A educação superior abrangerá os seguintes cursos e programas: [...]
II - de graduação, abertos a candidatos que tenham concluído o Ensino Médio ou equivalente e tenham sido classificados em processo seletivo. Desse modo, os alunos podem ingressar no Curso de Publicidade e Propaganda por meio das seguintes formas:
Concurso Vestibular
Visando a selecionar candidatos, semestralmente a Universidade Anhanguera-Uniderp oferece Concursos Vestibulares, cujas questões buscam mensurar no candidato o seu domínio das competências e habilidades, tais como aquelas definidas e avaliadas pelo Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). As condições para submissão aos exames de seleção são que os candidatos tenham concluído o Ensino Médio ou equivalente, ou que estejam em processo de conclusão até o início das atividades letivas. Após os exames formais de seleção, caso haja vaga, o candidato pode agendar e se submeter a um exame simplificado, que busca avaliar uma produção textual argumentativa. Uma vez aprovado no exame simplificado, o candidato poderá ter acesso ao curso.
Indicada para alunos regularmente matriculados, ou com matrícula trancada em outra IES, cujo curso seja devidamente autorizado ou reconhecido pelo MEC. Eles podem solicitar Transferência Externa, em um processo que está condicionado à existência de vagas no curso pretendido. Caso o número de candidatos seja superior ao número de vagas, o candidato será submetido a um processo seletivo específico.
Reaproveitamento de Curso
Esta é uma forma de ingresso em que o candidato portador de diploma de nível superior, devidamente reconhecido, solicita isenção do vestibular para ocupar uma vaga nos cursos da IES. Este processo está condicionado à existência de vaga no curso pretendido. Caso o número de vagas seja inferior ao número de candidatos será realizado um processo seletivo específico.
Prouni
Por meio do Programa Universidade Para Todos (Prouni) do Governo Federal é possível o ingresso de alunos de baixa renda em instituições particulares credenciadas pelo Ministério da Educação com bolsas integrais ou parciais.
Enem
Considerando que o Exame Nacional de Ensino Médio - Enem avalia competências e habilidades inerentes a esse nível de ensino, o candidato pode optar por ingressar na Instituição, utilizando suas notas obtidas nesse exame, de acordo com os critérios estabelecidos pelo MEC.
2 PRINCÍPIOS FILOSÓFICOS, RESPONSABILIDADE SOCIAL E POLÍTICAS INSTITUCIONAIS
2.1 PRINCÍPIOS FILOSÓFICOS
A filosofia adotada pela Universidade Anhanguera-Uniderp prevê um processo educacional onde predominam a formação crítica dos indivíduos sobre a sociedade e seu papel enquanto cidadão transformador e o compromisso com a formação do homem e com o desenvolvimento social, científico e tecnológico. Acredita-se que é preciso articular a formação científico-profissional e a formação ética, política e estética; a aprendizagem como atividade de assimilação/compreensão/produção do conhecimento; e o processo de ensino-aprendizagem que tem como proposta explícita a liberdade, a igualdade, a autonomia de direitos, democracia, cidadania, humanização da natureza, existência social e do próprio homem.
A instituição trabalha ações na administração, nos cursos, nos colegiados, nos Núcleos Docentes Estruturantes, no sentido de manter uma estrutura organizacional dinâmica, flexível, permitindo ajustes permanentes, adaptações e inovações contínuas, rupturas quando necessárias e transformações sobre o que está acontecendo em níveis de desenvolvimento cognitivo e tecnológico e, desta forma, se tornar agente promotora destas transformações. Para tanto, as aulas têm propostas dinâmicas, com conteúdos que usam a problematização e os estudos de casos como forma de tornar o aluno agente ativo no processo de ensino-aprendizagem. Ao mesmo tempo, essa proposta metodológica é flexível e estimula a discussão e a contextualização acerca de temas atuais entre alunos e professor, alinhados com a proposta das competências a serem desenvolvidas na aula. Essa proposta desloca qualquer ideia de que a Diretriz Acadêmica definida pela Kroton possa causar engessamento ou falta de coerência com as demandas locais.
A Universidade Anhanguera-Uniderp se propõe a preparar profissionais pensantes, críticos, reflexivos e criativos, por meio do ensino, pesquisa e extensão, além de buscar formar profissionais competentes, éticos e cidadãos.
A relação entre a concepção filosófica e a prática pedagógica tem sido acompanhada por meio de avaliações em níveis de processos, avaliações de ensino-aprendizagem e avaliações atitudinais, tendo como ferramenta fundamental a avaliação institucional e a Comissão Própria de Avaliação (CPA), bem como, em discussões sobre os cursos nos aspectos administrativos e didático-metodológicos e em atividades do cotidiano dos colegiados.
O projeto pedagógico da instituição, conforme descrito no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), visa proporcionar aos alunos uma formação prática, realista, cidadã e solidária com as necessidades do meio, integrando aspectos regionais e nacionais, por meio de currículos flexíveis que permitem eleger, reformular, ampliar as modalidades de formação. Este trabalho vem sendo desenvolvido no curso por meio dos seus colegiados, Núcleos Docentes Estruturantes, avaliações aplicadas pela Comissão Própria de Avaliação e reuniões entre coordenadores de curso, diretores e discentes. Em cada matriz curricular há disciplinas optativas que permitem atender a demandas de necessidade local, caso não tenham sido contempladas em outras disciplinas, ou não tenham sido contextualizadas em discussões em salas de aula.
A identidade da Universidade Anhanguera-Uniderp é construída continuamente, a partir dos princípios ético-políticos, epistemológicos e educacionais. Os princípios ético-políticos que
embasam o planejamento e as ações institucionais refletem-se nos valores e atitudes da comunidade acadêmica, nas atividades de ensino, nas relações entre as pessoas e destas com o conhecimento. Esses princípios são:
I. O respeito ao ser humano, entendendo-o como cidadão integrante da sociedade, portador de direitos e deveres;
II. o respeito às diversidades de pensamento e ideologias, como possibilidades de crescimento individual e social;
III. o compromisso com as finalidades e objetivos da instituição, considerando a atividade-fim, educação, acima de qualquer interesse particular;
IV. a busca constante da qualidade institucional através da qualidade de seus elementos humanos, de sua estrutura organizacional e de seus programas de ação; e
V. o respeito às limitações físicas, mentais e emocionais.
A Universidade Anhanguera-Uniderp também adota o Princípio Ser Educador, que norteia as ações de todos os colaboradores, pois a instituição acredita que a educação somente é possível se houver comprometimento em educar. Nessa perspectiva, se assume o compromisso em contribuir com o estabelecimento do sentimento de pertença de toda a comunidade acadêmica.
O Ser Educador possui, essencialmente, como característica do seu trabalho, a capacidade formadora, empreendedora e reflexiva, que contribui para o desenvolvimento de indivíduos conscientes, guiados por valores éticos e morais necessários à coletividade.
Em consonância com os princípios filosóficos, a Universidade Anhanguera-Uniderp reconhece a importância de sua contribuição para a melhoria das condições sociais da população, razão pela qual desenvolve ensino, pesquisa e extensão voltados para a diversidade e consciência humana, buscando o desenvolvimento da democracia, a promoção da cidadania e o atendimento às demandas de diversos segmentos da sociedade.
2.2 RESPONSABILIDADE SOCIAL
A Universidade Anhanguera-Uniderp reconhece a importância de sua contribuição para a melhoria das condições sociais da população, razão pela qual desenvolve ensino, pesquisa e extensão voltados para a diversidade e consciência humana, buscando o desenvolvimento da democracia, a promoção da cidadania e o atendimento às demandas de diversos segmentos da sociedade.
As ações de Responsabilidade Social são norteadas pelas diretrizes de seu Projeto de Desenvolvimento Institucional. Faz parte da missão da IES contribuir para melhorar a vida das pessoas por meio da educação responsável.
Para alcançar esse objetivo, a Universidade Anhanguera-Uniderp desenvolve Projetos Institucionais de Responsabilidade Social e Sustentabilidade, voltados para a diversidade e consciência humana, buscando o desenvolvimento da democracia, a promoção da cidadania e o atendimento às demandas de diversos segmentos da sociedade.
A garantia deste comprometimento institucional dá-se por meio das seguintes políticas: I. Gestão universitária democrática, aberta e transparente, especificando seu compromisso social com o ensino de qualidade e envolvendo o corpo social na tomada de decisão e no debate e direcionamento das ações;
II. investimento na capacitação do corpo docente e promoção de programas de treinamento ao pessoal administrativo, que visem à permanente qualificação e atualização; III. possibilidade de oferta de bolsas de estudos a funcionários e docentes, como também aos seus dependentes, cumprindo seu compromisso social em propiciar o acesso e o crescimento profissional;
IV. promoção de palestras que abordem a promoção humana e a igualdade étnico-racial; V. realização de ações que proporcionem a educação ambiental;
VI. inclusão digital por meio da disseminação das tecnologias de informação;
VII. manutenção de currículos dos cursos que contemplem atividades complementares para contribuir no desenvolvimento de habilidades e competências acadêmicas, inclusive aquelas constituídas fora do âmbito escolar, relacionadas ao mundo do trabalho, à prática profissional e às ações de extensão junto à comunidade;
VIII. disseminação do conhecimento por meio de projetos de extensão e cursos livres;
IX. ampliação do acesso ao ensino de qualidade por meio da adesão a programas de bolsas de estudos promovidos por órgãos federais, estaduais e municipais, além de programas promovidos com recursos próprios;
X. desenvolvimento de projetos de extensão que envolvam ações de inclusão social, promovendo a integração da comunidade com a instituição;
XI. interação e atendimento à sociedade através de prestação de serviços de qualidade; e XII. realização de ações voltadas à educação ambiental.
Por meio dessas políticas, a Universidade Anhanguera-Uniderp busca contribuir para o desenvolvimento econômico e social de sua região por meio de ações e programas de responsabilidade social, abaixo citadas, integrando as comunidades acadêmica e local:
Trote Solidário: é um programa que tem o objetivo de engajar alunos, professores, coordenadores, colaboradores, gestores e diretores no desenvolvimento de ações que promovam cidadania, educação e trabalho em equipe, reafirmando o compromisso de IES socialmente responsável e marcando posição contrária ao trote violento.
Semana do Ensino Responsável: momento em que apresenta os resultados e feitos de seus projetos sociais desenvolvidos ao longo do ano à comunidade por meio de atendimentos, palestras, campanhas, oficinas, jogos e atividades recreativas envolvendo alunos e colaboradores de todos os cursos.
Semana Global de Empreendedorismo: é um evento que envolve 190 países com o objetivo de fortalecer e disseminar a cultura empreendedora, conectando, capacitando e inspirando as pessoas a empreender, a partir do movimento. A
Universidade Anhanguera-Uniderp participa todos os anos dessa semana, que ocorre durante todo o mês de novembro, por meio de diversas atividades, como oficinas, workshops, palestras, feiras, apresentação de projetos, envolvendo alunos, professores, colaboradores e a comunidade, abordando o empreendedorismo de alguma maneira.
Além dessas ações, a Universidade Anhanguera-Uniderp adota mecanismos de incentivo e apoio à Inclusão Social, envolvendo a alocação de recursos que possibilitem o acesso e permanência dos alunos, tais como:
Bolsas de estudo oferecidas por meio de uma política de gerenciamento e concessão interna;
financiamentos alternativos; e
atendimento ao público-alvo da educação especial por meio de um núcleo que garante a acessibilidade plena a todos os acadêmicos da educação especial, respeitando seu direito de matrícula e permanência no Ensino Superior.
Em consonância com os princípios filosóficos, a Universidade Anhanguera-Uniderp reconhece a importância de sua contribuição para a melhoria das condições sociais da população, razão pela qual desenvolve ensino, pesquisa e extensão voltados para a diversidade e consciência humana, buscando o desenvolvimento da democracia, a promoção da cidadania e o atendimento às demandas de diversos segmentos da sociedade, especialmente no que se refere à sua contribuição em relação:
I. à Inclusão Social: alcançada por meio da adoção de mecanismos de incentivo e apoio a processos de inclusão social, envolvendo a alocação de recursos que possibilitem o acesso e permanência dos estudantes (bolsas de estudo, atendimento ao público-alvo da educação especial, financiamentos alternativos e outros);
II. à Promoção Humana e Igualdade Étnico-Racial: partindo da premissa de que “a
escola tem papel preponderante para eliminação das discriminações e para emancipação dos grupos discriminados”, proporciona acesso aos conhecimentos científicos, aos registros culturais diferenciados, à conquista da racionalidade, que rege as relações sociais e raciais, aos conhecimentos avançados, indispensáveis para consolidação e ajuste das nações como educacionais, que valorizam e respeitam as pessoas para que não haja discriminações sociais e raciais em sua comunidade acadêmica;
III. ao Desenvolvimento Econômico e Social: almejado por meio de ações e programas que concretizam e integram as diretrizes curriculares com os setores sociais e produtivos, incluindo o mercado profissional, assim por meio de experiências de produção e transferência de conhecimentos, tecnologias e dispositivos decorrentes das atividades científicas, técnicas e culturais, visando ao atendimento de demandas locais, regionais e nacionais;
IV. à Defesa do Meio Ambiente: presente em ações e programas que concretizam e integram as diretrizes curriculares com as políticas relacionadas à preservação do meio ambiente, estimulando parcerias e transferência de conhecimentos, como também em experiências de produção e transferência de conhecimentos e tecnologias decorrentes das atividades científicas, técnicas e culturais voltadas para a preservação e melhoria do meio ambiente; e
V. à Preservação da Memória Cultural, da Produção Artística e do Patrimônio
Cultural: buscada por meio de ações e programas que concretizam e integram as diretrizes curriculares com as políticas relacionadas ao patrimônio histórico e cultural, visando a sua preservação, como também o estímulo à transferência de conhecimentos e tecnologias, decorrentes das atividades científicas, técnicas e culturais com vistas à preservação da memória e do patrimônio cultural.
2.3 POLÍTICAS INSTITUCIONAIS NO ÂMBITO DO CURSO
As políticas institucionais de ensino, pesquisa e extensão, constantes no PDI, estão implantadas no âmbito do Curso.
O PDI e as Políticas de Ensino do Curso
Quadro 1 - O PDI e as Políticas de Ensino do Curso. POLÍTICAS DE ENSINO DO PDI E DO CURSO PDI
Elaboração e execução de projeto para estimular a abordagem interdisciplinar, a convivência, com foco em resolução de problemas, inclusive de natureza regional, respeitando as diretrizes curriculares pertinentes;
CURSO Palestras, eventos, visitas técnicas, aproximação com o mercado e a prática. PDI Preparação do contexto e das circunstâncias para implementação das novas
metodologias de ensino-aprendizagem adotadas;
CURSO Palestras, filmes, preparação docente
PDI
Elaboração e execução de projeto que, com base na abordagem interdisciplinar, maximize a integração entre a teoria e a prática, bem como entre a instituição e o seu entorno;
CURSO Palestras, eventos, visitas técnicas, aproximação com o mercado e a prática. PDI Elaboração e execução de projeto de oferta de cursos baseados em
currículos por competências e habilidades;
CURSO Cursos de verão, de inverno, voltados a comunidade acadêmica e externa
PDI Elaboração do BSC Acadêmico para cada curso;
CURSO Reuniões com NDE e colegiado
PDI
Elaboração de atividades provocadoras de aprendizagem que visam incutir no aluno o interesse pelo tema abordado nas atividades de aprendizagem presencial e/ou não presencial;
CURSO Seminários, apresentações de trabalhos, estágios não obrigatórios, estágio obrigatório, aproximação com o mercado.
PDI
Promoção do estágio supervisionado com o objetivo de oferecer ao estudante experiências práticas que complementam o seu aprendizado, de forma a aperfeiçoar o seu processo de formação profissional e humana. As especificidades do estágio são contempladas no Plano de Ensino e Aprendizagem, que respeita as determinações das Diretrizes Curriculares e do Projeto Pedagógico do Curso, assim como todos os dispositivos legais federais e os fixados pelo Ministério da Educação e órgãos competentes;
CURSO Grupo de Prática Supervisionada (GPS)
PDI
Revisão e atualização contínua dos projetos pedagógicos segundo escala de prioridades baseada nas avaliações institucionais e nas Diretrizes Curriculares Nacionais;
CURSO Reuniões com NDE e colegiado
PDI
Revisão e atualização contínua dos projetos pedagógicos segundo escala de prioridades baseada na avaliação institucional e nas Diretrizes Curriculares Nacionais;
CURSO Reuniões com NDE e colegiado
PDI
Promoção de eventos de difusão do conhecimento científico em áreas prioritárias, com envolvimento do corpo docente e discente, inclusive com efeitos multiplicativos de outros eventos de que professores e alunos tenham
participado;
CURSO Organização e realização do maior Evento de Comunicação do MS – Festival
de Comunicação, Realização do Evento Balaio de Marketing. PDI Desenvolvimento de ações que reduzam as taxas de evasão.
CURSO Eventos voltados para acadêmicos e mercado de trabalho
O PDI e as Políticas de Extensão do Curso
Quadro 2 - O PDI e as Políticas de Extensão do Curso.
POLÍTICAS DE EXTENSÃO DO PDI E DO CURSO
PDI Aperfeiçoamento das atividades de extensão nos cursos, à luz da autoavaliação institucional e de cursos;
CURSO Recepção de calouros e veteranos, trote solidário, ações de arrecadação de
alimentos. PDI
Ampliação das atividades, segundo áreas prioritárias, especialmente onde for considerado mais necessário o estreitamento das relações entre a teoria e a prática;
CURSO Eventos voltados para acadêmicos e mercado de trabalho
PDI Oferecimento de cursos de extensão em áreas selecionadas, conforme as demandas da comunidade, detectadas mediante sondagem sistemática;
CURSO Cursos de Verão e de inverno, voltados a demanda de procura da
comunidade
PDI
Estímulo à experimentação de novas metodologias de trabalho comunitário ou de ações sociais, envolvendo o aluno com diferentes possibilidades de atuação no sentido de reduzir as mazelas sociais e promover a disseminação do conhecimento do bem público;
CURSO
Trote solidário, distribuição de alimentos arrecadados durante eventos, atendimento ao Terceiro Setor através dos laboratórios TV Pantanal, Unideias e Rádio.
PDI Estabelecimento de ações que aliem a projeção da imagem da instituição a serviços específicos prestados à comunidade;
CURSO Entrevistas, atendimento ao Terceiro Setor, participação de eventos e de ações comunitárias em geral.
PDI
Estabelecimento de estratégias para parcerias na busca de recursos financeiros externos, governamentais ou não governamentais, desde que compatíveis com as normas e políticas da instituição.
CURSO Representatividade em órgãos, parcerias com Terceiro Setor, entrevistas
O PDI e as políticas de pesquisa ou iniciação científica do curso
Quadro 3 - O PDI e as Políticas de Pesquisa ou Iniciação Científica do Curso.
POLÍTICAS DE PESQUISA OU INICIAÇÃO CIENTÍFICA DO CURSO
PDI Elaboração e execução de projeto para estimular a abordagem interdisciplinar, a convivência, com foco em resolução de problemas, inclusive de natureza regional, respeitando as diretrizes curriculares
pertinentes;
CURSO Palestras, eventos, visitas técnicas, aproximação com o mercado e a prática.
PDI Preparação do contexto e das circunstâncias para implementação das novas metodologias de ensino-aprendizagem adotadas;
CURSO Palestras, filmes, preparação docente
PDI
Elaboração e execução de projeto que, com base na abordagem interdisciplinar, maximizem a integração entre a teoria e a prática, bem como entre a instituição e o seu entorno;
CURSO Palestras, eventos, visitas técnicas, aproximação com o mercado e a prática.
PDI Elaboração e execução de projeto de oferta de Cursos baseados em currículos por competências e habilidades;
CURSO Cursos de verão, de inverno, voltados a comunidade acadêmica e externa
PDI Elaboração do BSC - Acadêmico para cada Curso;
CURSO Reuniões com NDE e colegiado
PDI Elaboração do banco de conteúdos profissionalizantes essenciais para cada Curso e do banco de conteúdos de conhecimentos prévios;
CURSO Reuniões com NDE e colegiado. Professores inscritos para banco de
avaliações e professores da Kroton.
PDI
Homogeneização da avaliação das competências a serem adquiridas (indicadores de processo); reflexão das avaliações dos conteúdos profissionalizantes e de conhecimento prévio (ensino-aprendizagem); e avaliação dos conteúdos atitudinais (testes psicopedagógicos);
CURSO Reuniões com NDE e colegiado, análise resultados avaliações IES
PDI
Elaboração de atividades provocadoras de aprendizagem que visam incutir no aluno o interesse pelo tema abordado nas atividades de aprendizagem presencial e/ou não-presencial;
CURSO Seminários, apresentações de trabalhos, estágios não obrigatórios, estágio obrigatório, aproximação com o mercado.
PDI
Revisão e atualização contínua dos projetos pedagógicos segundo escala de prioridades baseado nas avaliação institucional e nas Diretrizes
Curriculares Nacionais;
CURSO Reuniões com NDE e colegiado
PDI
Promoção de eventos de difusão do conhecimento científico em áreas prioritárias, com envolvimento do corpo docente e discente, inclusive com efeitos multiplicativos de outros eventos de que professores e alunos tenham participado;
CURSO Organização e realização do maior Evento de Comunicação do MS – Festival de Comunicação, Realização do Evento Balaio de Marketing. PDI Desenvolvimento de ações que reduzam as taxas de evasão.
CURSO Atendimento e aproximação dos acadêmicos, repasse dos resultados das
3 ORGANIZAÇÃO DIDÁTICO-PEDAGÓGICA DO CURSO
3.1 CONCEITOS ACADÊMICOS
Para construção dos conceitos acadêmicos da instituição, primeiramente, debruçou-se acerca de respostas que pudessem elucidar a seguinte pergunta:
Qual o objetivo do aluno ao ingressar em um curso superior?
Naturalmente vários motivos podem responder a essa questão. Entretanto, foi necessária uma resposta que em certa medida representasse a maioria dos ingressantes, pois somente assim, num trabalho de pensar e repensar conjunto e participativo, seria possível criar os conceitos, elaborar os processos e implementar ações que levassem à concretização dos objetivos da grande maioria dos futuros alunos. Considerando isso, assumiu-se que o objetivo do aluno ao ingressar no Ensino Superior é de ter sucesso pessoal e/ou profissional, é ter um sonho realizado de conquista e superação, é consquistar a empregabilidade, tornando-se apto a ingressar e manter-se no mercado de trabalho, seja por meio do emprego, do empreendedorismo, da pesquisa ou de qualquer outra forma de ocupação.
Tendo reconhecido a empregabilidade como centro dessa representação, a próxima pergunta que estimulou a busca por respostas, então, foi descobrir o que é preciso ter para ganhar empregabilidade?
Um dos valores emergentes na sociedade pós-industrial é a progressiva intelectualização da atividade humana, que requer cada vez mais o uso das tecnologias e do conhecimento constituído por quatro pilares: SABER, FAZER, SER e CONVIVER (DELORS, 1999).
O SABER permite compreender melhor a área de conhecimento escolhida pelo aluno e compreender o ambiente sob os seus diversos aspectos. Dessa forma, deve despertar a curiosidade intelectual, estimular o sentido crítico e permitir compreender o real, mediante a aquisição de autonomia na capacidade de discernir. Entretanto, de nada adianta SABER se o aluno não consegue utilizar e aplicar os conceitos e teorias adquiridas no meio onde vive (FAZER).O SER e o CONVIVER constituem a formação do cidadão, já que trata do desenvolvimento do indívíduo e da aprendizagem do viver com os outros.
A Universidade Anhanguera-Uniderp entende como tarefa fundamental a promoção da convivência entre os acadêmicos dos diversos cursos, trabalhando a competência socioafetiva tão necessária hoje no mercado de trabalho.
Consonante com esses conceitos e com o objetivo de atender aos novos desafios da Educação Superior, foi desenvolvido o Modelo Acadêmico Kroton Learning System - KLS 2.0, pautado na qualidade e na inovação, com foco na promoção da empregabilidade dos alunos.
3.1.1 MODELO ACADÊMICO
Tendo em vista a missão, a visão e os valores da IES, que remetem para o objetivo de melhorar a vida das pessoas e ser referência em educação, com ética, respeito e integridade, promovendo o desenvolvimento das pessoas e atuando de forma inovadora e
sustentável, o Curso de Graduação em Publicidade e Propaganda da Universidade Anhanguera-Uniderp é organizado e suas matrizes curriculares são configuradas para promover a relação entre as teorias essenciais e a prática profissional, a fim de formar os egressos com as competências necessárias para atenderem às demandas da sociedade e do mercado de trabalho.
Leva-se em conta, nessa perspectiva, a progressiva intelectualização da atividade humana. Atualmente, as atividades de trabalho requerem inteligência, criatividade, preparação cultural, enfim, requerem conhecimento. Ou seja, o conhecimento é um recurso indispensável.
Em concordância com Delors (1999), a Universidade Anhanguera-Uniderp entende que cada um dos quatro pilares do conhecimento
[...] deve ser objeto de atenção igual por parte do ensino estruturado, a fim de que a educação apareça como uma experiência global a levar a cabo ao longo de toda a vida, no plano cognitivo, no prático, para o indivíduo enquanto pessoa e membro da sociedade (UNESCO, 1999).
Tendo como suporte pressupostos teóricos de autores como Perrenoud, Delors e Zabala, em termos práticos, foram desenvolvidas ações para cada um dos pilares que a IES define como conhecimento.
A aprendizagem baseada em conteúdos acumulados é substituída pela visão de que conteúdos não constituem o núcleo de uma proposta educacional, mas representam suporte para o desenvolvimento de competências. Assim, os métodos, as técnicas e as estratégias não são meios no processo de ensinar e aprender, mas se identificam com o próprio exercício das competências, mobilizados pelas habilidades, atitudes e conhecimentos em realizações profissionais.
Por meio da integração entre o SABER, o FAZER, o SER e o CONVIVER, o curso desenvolve nos alunos não apenas uma nova mentalidade para o exercício profissional, mas um conjunto de habilidades procedimentais e atitudinais, que contribuirão para a formação cidadã.
O KLS 2.0 foi concebido para possibilitar a concretização desta proposta. Um modelo integrado com as tecnologias da informação e comunicação (TIC), que focaliza a qualidade e a essencialidade dos conteúdos para a formação do perfil profissional desejado. Portanto, a proposta do curso privilegia os conteúdos essenciais que poderão ser aplicados no desenvolvimento das competências necessárias para cada campo de atuação em questão. O pressuposto é o de que o conteúdo ensinado, por si só, não levará à formação do profissional que se deseja para enfrentar os desafios do mundo contemporâneo. A articulação, a operacionalização e a contextualização são o cerne do processo de aprendizagem para que os conhecimentos construídos e assimilados possam ser colocados em prática de forma eficaz.
Consequentemente, torna-se imperativo que o processo de ensino-aprendizagem forneça ao aluno as ferramentas necessárias para que ele possa desenvolver suas competências, a partir da articulação de habilidades, tais como: mobilizar o que aprendeu, desenvolver autonomia intelectual diante de um desafio profissional, saber transformar informações em conhecimentos pessoais, fazer análises e sínteses, relacionar aprendizado e tirar conclusões.
A ideia de competência pode ser sintetizada, segundo Moretto (2005), em três aspectos básicos: ideia de pessoa, ser capaz de; a ideia de mobilização, isto é, a capacidade de se mobilizar o que sabe para realizar o que se busca; e a ideia de conhecimento intelectual, a cognição.
O conceito de competência, portanto, está relacionado à sua finalidade, que consiste em abordar e resolver situações complexas. Nesse contexto, o que muda na prática é que as atividades de aprendizagem que antes continham apenas conteúdos conceituais, agora, necessariamente, deverão conter conteúdos procedimentais e atitudinais trabalhados metodologicamente numa proposta relacional dos diferentes conteúdos, atividades de aprendizagem e avaliação.
Para a organização da matriz curricular do KLS 2.0 foi construída uma metodologia, adaptada a partir de uma ferramenta de gestão, denominada Balanced Scorecard (BSC), desenvolvida pelos professores da Harvard Business School (HBS), Robert Kaplan e David Norton.
O BSC Acadêmico é uma adaptação dos conceitos e princípios do Balanced Scorecard para escolha, organização, disponibilização, distribuição e avaliação das competências, habilidades e conteúdos de cada curso ofertado na IES.
Na construção do BSC Acadêmico foram considerados: PERFIL DO EGRESSO
O curso Publicidade e Propaganda da Universidade Anhanguera-Uniderp se compromete a estruturar e atender um perfil profissional com sólida formação geral e humanística, capacidade de análise, domínio dos conceitos de sua área aliada a uma postura reflexiva e de visão crítica que fomente a capacidade e a aptidão para a aprendizagem autônoma e dinâmica de forma a atender ao mercado de trabalho.
ÁREA DE ATUAÇÃO
A definição de área de atuação possui o intuito de facilitar a apuração das competências e habilidades necessárias para o bom desempenho profissional e não deve ser confundida com local de trabalho. Tornar precisas as áreas de atuação do curso permite selecionar as competências e habilidades necessárias para um profissional especialista na área escolhida, porém generalista e abrangente.
COMPETÊNCIAS GERAIS
Determinam o que o aluno deve conhecer bem para ser capaz de desempenhar suas funções na área de atuação em que está sendo formado.
COMPETÊNCIAS TÉCNICAS
Determinam o que o aluno deve conhecer bem para aplicar métodos, processos e ser capaz de responder às situações concretas encontradas na realidade profissional, por meio da concretização da aprendizagem na forma de um produto, tais como maquete, laudo, projeto, procedimento, entre outros.
Representa o nome do componente curricular que agrega toda a estruturação de uma competência.
UNIDADE DE ENSINO
Trata-se das ementas que representam o conjunto de conteúdos. CONTEÚDO
Desdobramento dos assuntos granulares que devem ser trabalhados para o desenvolvimento das competências previstas.
CLASSIFICAÇÃO DO CONTEÚDO
Determina se o conteúdo é teórico ou prático (aquele que exige roteiros de aulas práticas e vivências em laboratórios específicos/campo).
CARGA HORÁRIA DO CONTEÚDO
Definição de carga horária para cada conteúdo contemplado. TIPO DE OFERTA
Modalidade de oferta presencial ou semipresencial (neste caso, exclusivo para curso reconhecido).
CATEGORIZAÇÃO DA DISCIPLINA
Disciplina de fundamento ou profissionalizante
3.1.2 CONCEPÇÃO E ORGANIZAÇÃO DA MATRIZ CURRICULAR
O processo de concepção e organização da matriz curricular e, consequentemente, das disciplinas que a compõem, segue um percurso particular dentro do KLS 2.0. Esse percurso inicia-se com a definição das Competências que subsidiarão o ensino crítico, reflexivo e criativo, por meio do desenvolvimento de conteúdos curriculares que contemplem saberes fundamentais à construção de um perfil acadêmico e profissional do egresso. Desvia-se o foco da construção da disciplina como elemento fundador resultante no currículo, sem contudo deixar de considerar sua importância no conjunto organizado que compõe a Estrutura de uma Matriz Curricular.
Sendo assim, no contexto do KLS, as competências podem ser compreendidas como aptidões adquiridas quando da junção e coordenação de conhecimentos, habilidades, valores e atitudes que permitem ao aluno constituir domínio suficiente para exercer, de modo eficaz e eficiente, as atividades requeridas no contexto do trabalho, nas diversas áreas de atuação de sua profissão. Essa capacidade de mobilizar recursos cognitivos em resposta às diversas situações determina a seleção das técnicas apropriadas (o fazer associado ao aplicar, às habilidades exigidas pela prática) e suporta a definição dos conteúdos que devem ser ministrados em uma disciplina.
O currículo é visto como conjunto integrado e articulado de situações-meio, didaticamente concebidas e organizadas para promover aprendizagens significativas e funcionais, o alvo de controle constitui-se na geração das competências profissionais gerais e específicas. A Universidade Anhanguera-Uniderp trabalha o currículo por competências, no qual o aluno passa a ser responsável pelo ato de aprender e de construir a trajetória de sua aprendizagem, em contraposição ao ensino transmissor de conteúdos, em que aluno atua como sujeito passivo.
Assume-se, nessa construção, o conceito de que uma disciplina consiste na soma de competências gerais. A derivação da competência geral em seus componentes constitutivos depende, porém, da categorização das disciplinas, a saber: Disciplinas de Fundamentos ou Disciplinas Profissionalizantes.
DISCIPLINAS DE FUNDAMENTOS
Uma disciplina de fundamentos é, como se anuncia, elaborada para abranger as competências e conteúdos que estabelecem as relações de base e subsidiam a posterior imersão em conteúdos de cunho profissional. São alicerces que consolidam a estrutura conceitual necessária para o aluno progredir, englobando conteúdos fundamentais que se interligam aos eixos de formação.
Por meio de conteúdos que orientam a construção do conhecimento, proprocionam ao aluno conhecer e aprender conceitos e contextos para que ele seja capaz de desenvolver as competências profissionalizantes. Uma boa fundamentação conceitual e contextualizada facilitará a aprendizagem dos conteúdos profissionalizantes.
Uma disciplina de fundamentos é, portanto, a base estruturante para que as disciplinas profissionalizantes possam oportunizar o desenvolvimento das competências exigidas durante o exercício profissional.
DISCIPLINAS PROFISSIONALIZANTES
As disciplinas profissionalizantes propiciam o desenvolvimento das competências técnicas exigidas para a atuação do futuro egresso. É nesse momento do seu percurso formativo que o aluno desenvolve o fazer prático, articulando os saberes, as habilidades, técnicas e atitudes que prenunciam a capacidade de responder a situações reais e complexas com os quais os profissionais se deparam cotidianamente. Essa capacidade de aprendizagem e de resposta às situações concretas contribui para o desenvolvimento de atitude profissional, possibilitando a construção dessas experiências em novos saberes, possíveis de serem mobilizados em diferentes contextos.
Uma disciplina profissionalizante depreende de competências gerais e técnicas, bem como de produtos, ou entregas, relacionados ao exercício prático profissional. Os conteúdos que precisam ser ministrados derivam, portanto, da técnica e do produto (Figura 1).