O que é o Programa BPC Trabalho?
É o Programa de Promoção do Acesso das Pessoas com Deficiência, que recebem o Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social, à Qualificação Profissional e ao Mundo do Trabalho. É uma iniciativa do Governo Federal, realizada pelos Ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), da Educação (MEC), do Trabalho e Emprego (MTE) e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), envolvendo compromissos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, para facilitar o acesso das pessoas com deficiência, beneficiárias do BPC, ao mundo do trabalho. Quais são os seus objetivos?
Promover o protagonismo e a participação social dos beneficiários com deficiência do Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social – BPC, por meio da superação de barreiras, fortalecimento da autonomia, acesso à rede socioassistencial e de outras políticas, à qualificação profissional e ao mundo do trabalho, priorizando a faixa etária de 16 a 45 anos. O BPC Trabalho é coordenado por qual ministério?
Pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, em parceria com os Ministérios da Educação, do Trabalho e Emprego e a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Neste programa é fundamental a participação dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
PARA MAIS DETALHES SOBRE O BENEFICIO BENFÍCIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA – BPC, ACESSAR A FAQ - BPC_BENEFÍCIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA.
O objetivo do MDS, então é aumentar a proteção social a essas pessoas?
Sim, o MDS instituiu os Programas BPC na Escola e o BPC Trabalho com o intuito de ampliar a proteção social aos beneficiários do BPC, promovendo o acompanhamento nos serviços do Sistema Único da Assistência Social – SUAS e a ampliação do acesso a serviços das demais políticas e a garantia de direitos, em especial à Educação e ao Trabalho.
O BPC Trabalho apoia o direito das pessoas com deficiência ao trabalho?
Sim, e busca assegurar o direito ao trabalho como atividade social ampla, aproximando o beneficiário com deficiência de experiências específicas do mundo do trabalho sem restrição de direitos. Trata-se da oferta de oportunidades para aqueles beneficiários que encontram muitas barreiras na sua trajetória de vida, mas almejam a qualificação profissional e o exercício do trabalho.
Essas atividades de trabalho devem ser de carteira assinada?
Podem ser com carteira assinada, mas também como autônomo, cooperativado, mini empreendedor, etc..
O beneficiário que trabalha terá seu benefício cancelado?
Desde 2011, com a Lei nº 12.470/11, que alterou a Lei Orgânica da Assistência Social – LOAS (Lei nº 8.742/93), o benefício não é cancelado, fica suspenso enquanto durar o trabalho.
Se o beneficiário começar a trabalhar o que ele deve fazer?
Ao começar a trabalhar com carteira assinada, ou em outra atividade remunerada, a pessoa deve comparecer a uma Agência da Previdência Social/INSS e solicitar a “suspensão especial” do BPC.
Qual o procedimento no caso da perda do emprego, ou outra atividade remunerada? O beneficiário com deficiência, no prazo de 90 dias, deverá ir a uma agência do INSS e comprovar essa situação, e que não está mais recebendo o seguro desemprego.
Nesse caso, ele voltará a receber o BPC sem precisar solicitar novo benefício e nem passar pela perícia médica e social do INSS.
E no Contrato de Aprendizagem Profissional, como é?
No Contrato de Aprendizagem Profissional é diferente. O salário de Aprendiz pode ser acumulado com o recebimento do BPC por até 2 (dois) anos.
Quem pode ser contratado como Aprendiz?
A pessoa com deficiência, a partir de 14 anos e sem limite de idade, pode ser contratada como Aprendiz. O beneficiário do BPC, com deficiência, pode acumular o valor do benefício com o salário pago pela empresa por até dois anos.
Se o beneficiário está em algum curso de qualificação, perde o benefício?
Durante o período em que ele está frequentando curso de qualificação para o trabalho por meio do PRONATEC/MEC, continuará recebendo o BPC normalmente.
O beneficiário do BPC pode ficar por tempo indefinido trabalhando sem cessar o benefício? Ou apenas pelo prazo de 2 anos como limite?
Para os beneficiários do BPC o benefício não é cancelado, fica suspenso enquanto durar o trabalho.
Para os beneficiários com Contrato de Aprendizagem Profissional é possível acumular o salário de Aprendiz com o recebimento do BPC por até 2 (dois) anos.
Qual a importância das parcerias com o MEC, o MTE e a SDH-PR para o êxito do Programa BPC trabalho?
A importância está no desenvolvimento de ações intersetoriais entre todas as áreas envolvidas, para assegurar o direito ao trabalho entendido como atividade social ampla, melhorando as condições de acesso a informações sobre leis, direitos sociais e melhores condições de vida.
Ao encontrar barreiras de acesso à educação, saúde, assistência social, tecnologias assistivas e demais bens e serviços públicos, as pessoas com deficiência estão mais distantes de alcançarem qualificação profissional e serem inseridas no mercado de trabalho.
Assim, é muito importante a participação das áreas da Educação, Assistência, Trabalho e Direitos Humanos e a atuação intersetorial. No município, é fundamental a articulação, a cooperação e o envolvimento dos gestores e dos profissionais assumindo o compromisso da execução do programa.
É preciso garantir maior equiparação de oportunidades às pessoas com deficiência, beneficiárias do BPC, sua inclusão nas ações das políticas públicas – educação, saúde, trabalho e direitos humanos. Favorecer sua autonomia e sua inclusão no sistema educacional, profissional e social.
O Programa BPC Trabalho faz parte do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência - Viver sem Limite?
Sim, o Plano Viver sem Limite foi lançado no dia 17 de novembro de 2011 (Decreto nº 7.612/11) para propor novas iniciativas e ações em benefício das pessoas com deficiência. Está organizado em 4 eixos: Acesso à Educação, Atenção à Saúde, Inclusão Social e Acessibilidade.
O Programa BPC Trabalho está situado no eixo da Inclusão Social.
Pretende-se melhorar o acesso destes cidadãos aos direitos básicos, como educação, transporte, mercado de trabalho, qualificação profissional, moradia e saúde.
Há metas estabelecidas no Plano Viver sem Limite para o Programa BPC Trabalho, até 2014?
No âmbito das ações sob responsabilidade do MDS as metas são: • 100 mil visitas domiciliares aos beneficiários do BPC
• 50 mil beneficiários inseridos na rede de serviços socioassistenciais e de outras políticas
• 4 mil beneficiários inseridos em cursos de qualificação profissional (ações articuladas entre os ministérios parceiros)
Sim. O BPC Trabalho está articulado com o ACESSUAS Trabalho nas ações de mobilização e encaminhamento das pessoas em situação de vulnerabilidade e/ou risco social para cursos de capacitação, formação profissional e demais ações de inclusão produtiva. Ao realizar o Aceite ao Programa ACESSUAS Trabalho, os gestores da Assistência Social dos municípios e DF se comprometem também com a execução das ações do Programa BPC Trabalho.
Eles atuam com o mesmo público?
O público do ACESSUAS é mais amplo. As pessoas com deficiência beneficiárias do BPC são público prioritário do ACESSUAS Trabalho, conforme consta na Resolução nº 18, de 24 de maio 2012, que institui o Programa ACESSUAS Trabalho.
PARA MAIS DETALHES SOBRE O ACESSUAS, VERIFICAR A FAQ - ACESSUAS INSTITUCIONAL.
O que devem fazer os técnicos dos CRAS nessa parceria?
Os técnicos dos Centros de Referência da Assistência Social – CRAS, precisam se articular com a equipe técnica do ACESSUAS, para encaminhar os beneficiários com interesse na qualificação profissional e nos cursos ofertados pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego – PRONATEC/MEC.
Existem recursos financeiros específicos para a implementação dos Programas ACESSUAS e BPC Trabalho nos municípios?
A Resolução nº 5 do Conselho Nacional de Assistência Social - aprovou metas e critérios de partilha para o cofinanciamento federal do Programa ACESSUAS Trabalho em 2013.
Essa Resolução criou um aporte adicional de R$ 70,00 (variável II) – que deverá ser multiplicado pelo número de pessoas com deficiência, matriculadas nos cursos do PRONATEC ou de qualificação profissional, com prioridade aos beneficiários do BPC.
Qual o Passo a passo para operacionalização das ações do Programa BPC Trabalho? • Instituir um Grupo Gestor do Programa - nos Estados, DF e municípios, com
representantes das políticas de assistência social, educação, trabalho/emprego e diretos humanos/pessoa com deficiência (onde existir).
• Receber do MDS a listagem dos beneficiários com deficiência, de 16 a 45 anos.
• Identificar os beneficiários de 16 a 45 anos conforme listagem (DF e municípios) enviada/disponibilizada pelo MDS.
• Realizar Encontros de Capacitação – nos Estados e DF, com apoio do MDS – para os técnicos e gestores do DF e municipais.
• Elaborar Plano de Ação – pelos gestores e profissionais dos CRAS, no DF e municípios.
• Realizar a busca ativa dos beneficiários – pela equipe dos CRAS. • Realizar o diagnóstico social – pela equipe dos CRAS.
• Promover o encaminhamento aos serviços da rede socioassistencial – pela equipe dos CRAS.
• Promover a articulação com a equipe do ACESSUAS Trabalho – pela equipe dos CRAS.
• Realizar o acompanhamento aos beneficiários e suas famílias – pela equipe dos CRAS.
• Monitorar as ações intersetoriais – gestores do DF e dos municípios.
• Registrar nos sistemas de informação do MDS as ações desenvolvidas pelo DF e municípios.
Qual a importância das equipes dos Centros de Referência da Assistência Social – CRAS, na articulação e desenvolvimento das ações do Programa?
• A atuação destas equipes é fundamental para o sucesso do Programa. • Realizam as visitas domiciliares aos beneficiários do BPC.
• São responsáveis por estabelecer um vínculo de confiança com os beneficiários e os membros das famílias.
• Precisam conhecer a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e a legislação, e trabalhar com os novos conceitos de inclusão e acessibilidade, sem atribuir juízos de valor sobre o potencial de trabalho destas pessoas.
• Devem esclarecer as famílias sobre a alteração na legislação do SUAS, favorecendo os beneficiários do BPC, com deficiência, que queiram ter acesso à situação de trabalho. Qual é o papel dos estados no Programa BPC Trabalho?
• Constituir Grupo Gestor para coordenar as ações do BPC Trabalho. • Divulgar o BPC Trabalho.
• Receber do MDS e disponibilizar a base de dados dos beneficiários do BPC com deficiência, entre 16 e 45 anos, para os municípios que aderiram ao ACESSUAS Trabalho ou aqueles com interesse em participar do Programa.
• Promover encontros para capacitação.
• Orientar os municípios para o registro de informações com vistas ao monitoramento das ações do BPC Trabalho.
• Realizar o acompanhamento da execução do Programa pelos municípios e encaminhar informações ao MDS.
Existe material com orientações sobre o Programa BPC Trabalho e a competência de cada ente federado? Onde pode ser acessado?
Existe sim. Os materiais disponíveis são:
• O Informe; o Passo a Passo e o Caderno de Orientações Técnicas, disponíveis no Portal do MDS em: www.mds.gov.br > Assistência Social > Benefícios Assistenciais > Benefício de Prestação Continuada > BPC Trabalho, ou diretamente no link: www.mds.gov.br/assistenciasocial/beneficios assistenciais/bpc/bpctrabalho; e
• A Teleconferência (julho/2013) que pode ser acessada no Portal do MDS, logo abaixo do link da Assistência Social (na cor azul), ou ainda, diretamente no link http://www.youtube.com/watch?v=YLhZCrqLJas&feature=youtu.be.
O município que não aderiu ao ACESSUAS Trabalho pode implementar o BPC Trabalho de forma independente? O que tem que ser feito nesse caso?
Sim. O gestor da Assistência Social deve encaminhar um Ofício ao MDS; Secretaria Nacional da Assistência Social; Departamento de Benefícios Assistenciais, formalizando o interesse na participação do Programa BPC Trabalho.
Neste caso o município deve ser informado de que receberá por parte do MDS o apoio técnico de que necessita para implementar o Programa BPC Trabalho porém não receberá recursos financeiros pois estão atrelados ao Programa ACESSUAS trabalho.
Haverá capacitação aos estados e municípios?
Sim. Os estados, juntamente com o MDS, devem se organizar para realizar os Encontros de Capacitação do Programa BPC Trabalho.
Onde deve ser feito o registro das ações do Programa? O registro das ações deverá ser realizado nos sistema abaixo:
• Sistema de Registro Mensal de Atendimento do SUAS/MDS (agregado e individual):
Este aplicativo refere-se à Resolução CIT nº 4, de 24 de maio de 2011, que instituiu parâmetros nacionais para o registro das informações relativas aos serviços ofertados nos Centros de Referência da Assistência Social – CRAS, e nos Centros de Referência Especializados da Assistência Social - CREAS, e definiu o conjunto de informações que devem ser coletadas, organizadas e armazenadas pelas referidas unidades, em todo o território nacional. Disponível no link: http://aplicacoes.mds.gov.br/sagi/atendimento.
Neste sistema devem ser registrados os encaminhamentos dos beneficiários para o Programa BPC Trabalho bem como os encaminhamentos deste público para a rede de serviços socioassistencial e de outras políticas públicas.
• Registro Mensal de Mobilização – RMM – MDS:
Neste aplicativo são registradas as atividades de mobilização realizadas pelo município, conforme exposto na Resolução CNAS n° 18, de 24 de maio de 2012. A partir dos dados fornecidos neste aplicativo será verificado se o município alcançou a meta de mobilização pactuada. O aplicativo contará com dois blocos de informações: o primeiro com as atividades de sensibilização realizadas e o número de pessoas mobilizadas nestas atividades, e o segundo, contendo as atividades de divulgação em massa utilizadas e o número de vezes que foram realizadas. Disponível no Portal do MDS, página SAGI, mediante senha do Gestor Municipal, autorizada pelo Sistema de Autenticação de Usuários – SAA, no seguinte link: http://aplicacoes.mds.gov.br/sagirmps/snas/rmm/.
No primeiro bloco deve ser registrado mensalmente o quantitativo de visitas feitas aos beneficiários com deficiência do BPC.
• Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional e Tecnológica - SISTEC/MEC
O objetivo deste sistema informatizado do MEC é registrar dados sobre a educação profissional e tecnológica no país. Esse sistema disponibiliza, mensalmente, informações sobre cursos técnicos de nível médio, respectivas escolas e alunos. Disponível no link: http://sitesistec.mec.gov.br/.
O acesso ao SISTEC é realizado mediante criação de senha para autenticação no Sistema de Segurança Digital (SSD) do Ministério da Educação.
No SISTEC há um campo específico para o registro em pré-matrículas e matrículas dos beneficiários do BPC.
Se o município não é do ACESSUAS Trabalho pode ser do BPC Trabalho?
Quando o município faz o Aceite ao ACESSUAS Trabalho, o gestor municipal se compromete também com a execução das ações do Programa BPC Trabalho, garantindo a
participação das pessoas com deficiência beneficiárias do Benefício de Prestação Continuada – BPC.
Se o município não aderiu ao ACESSUAS Trabalho, mas tem interesse em implantar e desenvolver as ações do Programa o BPC Trabalho, pode fazer isto de forma independente. Para tanto, o gestor da Assistência Social deve encaminhar um Ofício ao MDS/Secretaria Nacional da Assistência Social/Departamento de Benefícios Assistenciais, formalizando o interesse na participação do Programa BPC Trabalho.
Neste caso o município deve ser informado de que receberá por parte do MDS o apoio técnico de que necessita para implementar o Programa BPC Trabalho porém não receberá recursos financeiros pois estão atrelados ao Programa ACESSUAS trabalho.
É necessário fazer adesão ao BPC trabalho? Ou apenas ser colocado em prática? Há duas situações:
1. Quando o município faz o Aceite ao ACESSUAS Trabalho, o gestor municipal se compromete também com a execução das ações do Programa BPC Trabalho, garantindo a participação das pessoas com deficiência beneficiárias do Beneficio de Prestação Continuada – BPC.
2. Quando o município não aderiu ao ACESSUAS Trabalho, mas tem interesse em desenvolver as ações do Programa BPC Trabalho, pode fazer isto de forma independente. Para tanto, o gestor da Assistência Social deve encaminhar um Ofício ao MDS/Secretaria Nacional da Assistência Social/Departamento de Benefícios Assistenciais, formalizando o interesse na participação do Programa BPC Trabalho. 3. Neste caso o município deve ser informado de que receberá por parte do MDS o apoio
técnico de que necessita para implementar o Programa BPC Trabalho porém não receberá recursos financeiros pois estão atrelados ao Programa ACESSUAS trabalho.
Existe a possibilidade de uma ONG estabelecer convênio direto? Não.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
Qual o papel do Ministério da Educação no desenvolvimento das ações do Programa BPC Trabalho?
Em 2011, foi criado o PRONATEC, Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego, com o objetivo de ampliar o acesso à educação profissional e tecnológica, com
a meta de ofertar 8 milhões de vagas, até 2014.
O Ministério da Educação coordena o PRONATEC em parceria com outros Ministérios, com as secretarias estaduais de educação e com a participação das instituições que ofertam os cursos de educação profissional e tecnológica.
São oferecidas vagas em cursos técnicos e cursos de formação inicial e continuada, também conhecidos por cursos de qualificação profissional.
Nestes cursos as pessoas com deficiência, inclusive os beneficiários do BPC Trabalho, têm atendimento prioritário.
Como acontece esse atendimento aos beneficiários do BPC Trabalho? Existem duas formas de acesso aos cursos:
• Os beneficiários podem ser encaminhados pelo Centro de Referência da Assistência Social - CRAS, que realizará a busca ativa e fará a inscrição, a chamada pré-matrícula nos cursos.
• E os beneficiários BPC também podem fazer a inscrição na internet, no endereço pronatec.mec.gov.br.
Quem escolhe o curso que a pessoa com deficiência vai fazer? É o próprio beneficiário que escolhe o curso que deseja fazer.
• Os cursos de formação inicial e continuada possuem carga horária mínima de 160 horas.
• Os cursos técnicos têm carga horária mínima de 800 horas. Esses cursos são realizados por quais instituições?
Em diversas instituições, como: Institutos Federais, SENAI, SENAC, SENAR, SENAT, e escolas de educação profissional das redes estaduais.
É preciso pagar para frequentar os cursos do PRONATEC?
Não, os cursos são totalmente gratuitos. O beneficiário não terá custo algum. O aluno recebe algum auxílio?
Não há auxilio financeiro direto para o aluno. Mas ele recebe todo o material didático, o uniforme, auxílio transporte e alimentação, para facilitar sua permanência no curso.
As entidades que fazem a formação devem oferecer os recursos de acessibilidade para as pessoas com deficiência?
Sim. As entidades formadoras recebem recursos financeiros do MEC para providenciarem os recursos de acessibilidade. Não é responsabilidade dos gestores ou profissionais da assistência social.
MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO
Qual o papel do Ministério do Trabalho e Emprego no desenvolvimento das ações do Programa BPC Trabalho?
Seu principal papel é promover a intermediação de mão de obra para as pessoas com deficiência beneficiárias do BPC, por meio do SINE – Sistema Nacional de Emprego - e do programa de aprendizagem, estimulando a contratação desse público por meio da articulação com o setor privado. Realiza ainda ações de fiscalização direta e indireta pelas Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego – SRTE, quanto ao cumprimento da Lei de Cotas.
Como se dá a atuação do SINE na execução do BPC Trabalho?
Com os beneficiários do BPC - Os postos de atendimento do SINE realizam atendimento prioritário aos beneficiários, visando a sua colocação numa oportunidade de trabalho condizente com a sua capacidade e habilidade para a vaga pretendida. Busca que, de fato, as pessoas com deficiência possam ser colocadas nas vagas de emprego disponíveis no momento.
Com os empregadores - Os postos de atendimento do SINE também têm papel de articulação local com os empregadores, para conscientizar sobre a importância de dar oportunidades a esse público. Ao cadastrar vagas no sistema, o empregador sempre é perguntado pelo SINE se a atividade a que se refere à vaga poderá ser desempenhada por um trabalhador com alguma deficiência. E, neste caso, o cadastro da vaga abre campo para se caracterizar o tipo de deficiência que o empregador e o representante do SINE acordam que possa ser especificada no perfil da vaga.
Vagas exclusivas para pessoas com deficiência - Também há sensibilização do empregador para que disponibilize vagas exclusivas para esse público, para as quais o SINE, portanto, vai encaminhar apenas pessoas com deficiência.
Quando pode ser feita a inscrição?
Já estão sendo realizadas as inscrições para os cursos do PRONATEC em todo o país. Qual o papel das Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego – SRTE - e auditores fiscais na execução deste programa?
Todas as SRTE possuem Projeto de Fiscalização para a Inserção da Pessoa com
Auditores Fiscais.
Cada SRTE tem uma meta de inserção a ser cumprida. Essa meta é distribuída entre as SRTE levando em consideração o estoque de vagas do estado e o número de auditores fiscais em exercício na regional.
O método de trabalho muda de regional para regional, pois cada uma tem a liberdade de eleger a melhor forma para a consecução de sua meta, uma vez que a fiscalização para inserção de pessoa com deficiência requer toda uma abordagem social diferenciada.
O modo de ação mais comum é: primeiro são feitas palestras/seminários/reuniões, visando informar os empregadores sobre a lei e procurando sensibilizá-los sobre a obrigação do cumprimento da lei. Em geral, são convidados os empregadores obrigados a contratar, ou seja, empresas com mais de 100 empregados, e demais atores envolvidos na ação, tais como Sistemas Nacionais de Aprendizagem (Sistema S), o Ministério Público do Trabalho, além de organizações sociais que lidam com a questão.
Já a atividade de fiscalização em si é feita de forma indireta, por correio, a fim de que as empresas compareçam para apresentar comprovantes de sua regularidade com a lei; ou presencialmente, quando os auditores vão à empresa para verificar, “in loco”, a contratação de pessoas com deficiência, ocorrendo a fiscalização direta.
Finalizado o prazo dado pela fiscalização, não sendo apresentada a comprovação da contratação de pessoas com deficiência, a empresa é autuada.
A multa é anualmente atualizada e atualmente varia de R$ 1.717,38 (um mil setecentos e dezessete reais e trinta e oito centavos) a R$ 171.736,10 (cento e setenta e um mil setecentos e trinta e seis reais e dez centavos).
Além da fiscalização, qual tem sido a estratégia do MTE para com o empresariado que ainda não cumpre a lei de cotas? Existe alguma proposta educativa, formativa, de sensibilização desses atores?
Na fiscalização da “Lei de Cotas”, realizada pela Auditoria Fiscal do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego é comum promover seminários, conversas, reuniões. São convidados a comparecer os dirigentes das empresas e os responsáveis pelo setor de recursos humanos, com o intuito de divulgar a obrigação legal de contratação das pessoas com deficiência e dos beneficiários reabilitados pelo INSS, bem como fazer uma
sensibilização dos mesmos.
O MTE também participa de fóruns estaduais de inclusão da pessoa com deficiência, nas várias atividades promovidas, com o intuito de divulgar a Lei e o papel da fiscalização do trabalho na inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho por meio da “Lei de Cotas”.
Onde posso obter mais informações sobre o Programa BPC Trabalho?
Para maiores informações sobre o Programa BPC Trabalho, acessar o link: http://www.mds.gov.br/assistenciasocial/beneficiosassistenciais/bpc/bpc-trabalho.