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SEMANÁRIO CINEMATOGRÁFICO
O CINEMA NACIONAL CAMINHA PARA O ALTO
ASSINATURA DE CONVÊNIOS OCM ENTIDADES CULTURAIS E DISTRIBUIÇÃO DE
PRÊMIOS
AOS PRODUTORES DE PELÍCULAS NACIONAIS
Na Capital Paulista, o cinema nacio-nal está em plena ascenção, depois que por ele se interessaram os poderes públicos. Do campo de promessas, outrora vãs e falazes, à realidade objetiva dos fatos. O cinema nacional já é uma verdade que preocupa as altas classes financeiras e os maiorais de nossa administração.
Assim, foi com imensa satisfação que o público paulistano teve ensejo de tomar conhecimento da realização, na noite de 10 do corrente às 21,30, no Cine Ipiranga, da assinatura de convênios culturais e entrega de prêmios aos produtores cinematográficos paulistas, dentro da norma de subvenção que a Municipalidade mantém com várias organ i zações.
Essa festividade, organizada pela Co-missão Municipal de Cinema da Secretaria de Educação e Cultura da Prefeitura e à qual compareceram numerosas autoridades federais e municipais, tem por escopo ceie-brar condignamente os resultados positivos da lei 4.854-55, que instituiu um adicional sobre os ingressos de cinema.
No cumprimento à referida lei, nessa noite, foram distribuídos prêmios aos pro-dutores cinematográficos paulistas e nssi-nados convênios com entidades culturais que se dedicam à arte cinematográfica.
Nessa mesma ocasião, foram assinados mais quatorze convênios culturais, perfa-zendo um total de quase 30 milhões de cru-zeiros.
A festa constou de um coquetel ofere-cido pelo prefeito no «foyèr» do Teatro Mu-nicipal, às 19 horas. Às 21,30 horas, teve lug-ar a celebração de convênios e entrega de prêmios no Cinema Ipiranga. Após a so-lenidade, foi exibido em «avant-premiere» o novo filme paulista — «Uma certa Lucre-cia*, dirigido por Fernando de Barros.
OS CONVÊNIOS
Da verba corresnondente à Lei ... 4.854-55. foram celebrados dois convênios: um de 9 milhões de cruzeiros com a Cine-mateca Brasileira, para preservação e au-mento do seu valioso patrimônio e outro, de 5 milhões de cruzeiros, com o Seminário de Cinema do Museu de Arte, que vem há vá-rios anos formando técnicos para o nosso
Cinema. . .
A premiação aos produtores foi feita para quinze filmes, correspondente ao ter-ceiro trimestre deste ano e orça em cerca <Je 2 milhões de cruzeiros.
Da verba própria da Secretaria de Educação e Cultura, destinada ao amparo a iniciativas de divulgação cultural, foram celebrados convênios com as seguintes enti-dades: Associação Brasileira de Escritores (Secção de São Paulo); Instituto Brasileiro
de Filosofia; Escola de Belas Artes de S. Paulo; Escola de Arte Dramática de São Paulo; Centro Dom Vital de São Paulo; Sociedade de Psicologia de São Paulo; Mu-seu de Arte Moderna; Fundação para o
Li-vro do Cego do Brasil; Clube de Poesia de São Paulo; Fundação Armando Alvares Penteado.
(Conclue na pag. 4)
QUER 300 MILHÕES DE INDENIZAÇÃO
!$ essa a quantia cm (liras) que a atriz Abbe Lane pede, como indenização, ao produtor de filme '*Pão, Amor e Cha-Cha-Cha", em que ela deveria ser a "es-trêla", visto que o filme está sendo adia-do indefinidamente. O produtor Giovan-ni Adessi, prometeu a Abbe Lane colocar
Inaugurado Solenemente o
CINE BOULEVARD
ao lado dela os famosos artistas Vittorio de Sica e Fernandel, mas não conseguiu o contrato dos mesmos. O pior é que em princípios de 1958 Abbe deve estrear num dos teatros norte-americanos de Broad-way "estrelando" a peça "Capitam s Paradise".
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De setembro de 1957, os produtores independentes americanos produziram 219 dos 374 filmes que a industria cine-matográfica lançou. De todas as com-panhias, somente a Universal ainda não cedeu seus estúdios aos independentes enquanto que, através da United, foram realizados 50 filmes independentes ene-nhum pela própria companhia.
»
Flagrante apanhado na sala de espera do Cine Boulevard, no dia de sua inauguração, durante o coquetel oferecido pela Cia. Cine-matográfica Serrador e Art Filmes à cine-matografia e ao mundo oficial, vendo-se, da esquerda para a direita, os srs. Drs. Florentino LIorente, da Serrador, Rodrigo Sorrentino, presidente da Art Filmes e Max Kahovec, representante de
«CINE-REPOR-TER». Noticiário nas pags. 4 e 5.
"A UNIÃO FAZ A FORÇA
Aliam-se produtores
cinematográficos franceses
Quatro conhecicos produtore. fran-cêses Jacques Bar, Henry Berard, Ray-mond Borderie e RayRay-mond Fromenv. de-cidiram reunir seus meios e suas ex^je-riências a fim de melhorar a qualidade das fitas que pretendem realizar. O plano de trabalho prevê a produção de seis ou oito películas, de janeiro de ..
1958 a dezembro de 1959. Os diretores serão: Bemard Brodere. André Cayate, Yves Ciampi, Jules Dassin, Julien Du-vivier, e Georges Lampin. Eis os títulos de algumas das películas: "Cest à l'Au-be" (diretor: Yves Ciampi — interpre-te: Curd Jurgens); "La Lei" (diretor: Jules Dassin — interprete: Brigitte Bar-dot); «Interpol» (diretor: Duvivier — interprete: Jean Gabin>; "Dubrowski" (diretor: Georges Lampin*. A película "Dubrowski" inspira-se-á num conto de Puskin e será rodada em Moscou.
Outra fita será dirigida por Ber-nard Borderie e interpretada por Eddie Constantino. (ANSA).
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SEMANÁRIO CINEMATOGRÁFICO
Direção e Propriedade:
ANTENOR TEIXEIRA
Redator:
AGUINALDO AZEVEDO MARQUES Publicidade:
MAX. KÀHOWEC Redação e Administração:
Av. Ipiranga* 1U71 - 10» - ConJ IU10 Tei. 85-21.70 — Caixa Postal, U».*-0
SAO PAULO
Impresso: K» Vitória, 93 - TeL 84-2601 —o—
REPRESENTANTES
Porto Alegre: Josué Fávaro XO EXTERIOR
Buenos Aires: Chás de Cruz Xova York: ML. Girão Jr-Hollywood: Dulce D. Brito
PREÇOS
Assinatura Anual Cr$ 3Ü0.U0 Número avulso ***r* -'""
Novamente Marisa Allasio
"Grita Di Piacere"
Com as lonas om exteriores, no bos* cuio de pinheiros de Castelfusano, teve inicio a filmagem tio uma nova película produzida pola Cario Ponti Cinematográ-fica: Cila iii piacorc (excursão). A di-reção está a cargo do Franco Zeffirelli o a interpretação confiada a Marisa Alia-sio. Nino Manfredi, o Paolo Ferrari, nos
principais papéis.
SOCIAIS
ANIVERSÁRIOSHOJE — Dr. MAURO PAES DE AL-MEIDA, diretor do Banco Nacional do Comércio de São Paulo, da Empresa Brasileira dc Cinemas e empresas asso-ciadas c dc nutras grandes organizações comerciais e industriais sediadas em ?ios-so Estado; J. B. PAV.40. empresário do CÍnc Floresta, do Rio de Janeiro, e A. PEREIRA FRANCO, empresário do Cine Teatro S. José, de Botelhos, Minas Ge-rais.
AMANHÃ — BERNARDO GENICOLO, gerente da Áurea Filmes do Brasil, e LUIZ MATIM DALLEFRANE, gerente do Cir.,i Iguaçu, de Nova Iguaçu, Estado do Rio dc Janeiro.
DIA 16 — OSWALDO CAMPESTRE, programador do Circuito de Cinemas J. B. Andrade, desta Capital.
DIA 11 — JOSÉ B. ANDRADE, dire-tor do Circuito de Cinemas J. B. Andra-t,c e de outras organizações e figuras de cirande prestigio tios altos círculos so-ciais, e JOSÉ LUIZ PAMPLONA DE AN-DRADE. diretor-gerente da Empresa de Cinemas do Interior de São Paulo S. A. DIA IS — RONALDO LUPO, conheci-do ator c produtor cinematográfico, e JOÃO PERILLI. sócio-gerente da Emprê-sa Cine Central, de Pirajú. Estado de S. Paulo.
DIA 20 — CRISTINO MAGNiUSSON. proprietário do Cine Teatro Rex, dc ln-daiatuba.
Aos aniversariantes, congratulações de ¦CINE-REPORTER".
Amplie o campo de suas informações, defendendo os seus melhores
interes-ses, tomando uma assinatura de «CINE REPÓRTER»
SEYMOUR MAYER, ALTO DIRIGENTE DA M.G.M.
VISITA O BRASIL
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PORQUE CONDENAR
O CINEMA?
')ARLINDO BARBOSA I>e quando em quando aparecem pela imprensa e nas palestras de famílias alu-soes ao cinema como elemento destruidor, deletério, corruptor da juventude. E vêm, daí, as restrições expressas nos certificados de censura, que, de conformidade com as cenas e enredo da película, a declaram im-própria para menores. E lá vem. o' santa ingenuidade, a idade do menor. Dez. doze, catorze, 18 anos. O número de anos vivi-dos por esses menores é a base para a res-trição legal da película. Como se isto não bastasse, ha ainda as portarias dos MM. Juizes de Menores, ora restringindo mais a capacidade inteletual, efetiva, psicologi-ca, do menor, ora ampliando-a. . . E assim, sem uma decisão segura, censura e curador de menores se entendem sem objetivos cien-tificos certos.
Ora, pelo Código Civil brasileiro, a maioridade do cidadão sc verifica aos vinte e um anos completos. O mesmo nao se da com outras nações. Também o mesmo nao se dá com relação a menores. Uns mais. outros menos desenvolvidos. Uns com ten-dencia más. já reveladas, outros ainda com elas incubadas. Mas, a lei em regra, e feita para todos, ou seja, para todos os meno-res...
Tais efeitos têm, aparentemente, uma causa: — o menor vai ao cinema e dele sai corrompido. Evidentemente, se o filme e corruptor. . . Se o filme é corruptor, capaz de macular a alma da juventude, desvia-la para o caminho do crime, é porque apre-senta essas características. Onde o cinema as foi buscar? Na senda do crime, natural-mente. E desde quando as personagens se tornaram delinqüentes a ponto de merecer do autor do argumento o estudo que o ci-nema apresenta? Ninguém responde. A.s fi-guras do cinema, extraída de novelas, ro-mances, fatos policiais, são, na vida real, figuras de malfeitores. E' bem possível que esses malfeitores nunca tenham ido ao ci-nema aprender as lições da delinqüência. E que a delinqüência não provocada pelo ci-nema. produz o material humano deletério de que o cinema lança mão, em grande nu-meros para a sua própria subsistência de cinema. Não devemos confundir causa com efeito. O melhor seria acabar de vez com as fitas cujo enredo as torna impróprias para menores. Ou então não haver restrições, porquanto quasi todas as fitas são impro-prias para todo o mundo, mande e peque-nos. A classificação de idades não resolve o problema. A delinqüência está no indivíduo e não na tela. O cinema tem sido acusado injustamente. Ele não perverte. Os perver-tidos é que lhe dão existência. . .
Procedente dos Estados Unidos, chegou a esta Capital, dia 3 do corrente, por via aérea em visita que se prende ao lançamento de «A Arvore da Vida», o br. fc»ey-mour Maver que acumula as altas funções de chefe geral da MG I e supervisor geral da companhia para o Oriente Médio e para a América Latina. Ao desembarcar cm terras brasileiras foi recebido, no Aeroporto de Congonhs por altos funcionários dal MGM do Brasil, representantes dos cinemas que fazem parte do circulo lançador enca-beçado pelo «Metro» e pelo diretor de «Cine-Reporter».
Ne clichê acima, vê-se no centro, o sr. Mayer cercado de amigos que lhe foram dar as boas vindas, por ocasião de seu desembarque em São Paulo.
2 — CINE REPÓRTER
FILME AUSTRÍACO
FREMIADO
No IV Congresso da União Euro-péia ce Filmes e Televisão, realizado em Varsailles. em outubro passado, foi pre-miado o filme cultural austríado "A Cruzada do Humano". O filme foi roda-do por Walter Stoltzner, a pediroda-do da Liga da Cruz Vermelha.
Biz ainda o Serviço de Informações da Austria que a freqüência dos cine-mas vienenses tem baixado muito, em comparação com o ano passado, e que os maiores sucessos são:
"Sissy — a jovem imperatriz", "Os caçadores imperiais", "A família Tranp", "Histórias de Salzburgo". e ainda "Tra-pézio", "Imperador sem corôoa" e
"O Correio do czar".
A
20TH
CENTURY
FOX
EM
1958
EM CINEMASCOPE
A CALDEIRA DO DIABO (Peyton Places) — Elenco: LANA TURNER — LLOYD NOLAN — TERRY MOORE — HOPE LANGE — ARTHUR KENNEDY — M1LDRED DUN-NOCK — BETTY FIELD — LEE PHILIPS — RUSS TAMBLYN Produção de JERRY WALD —Direção de MARK ROBSON.
AS TRÊS MÁSCARAS DE EVA (The Tree Faces of Eve) Elenco: JOANNE WOODWARD — DAVID WAYNE — LEE J. COBB — Produção e direção de NUNNALLY JOHSON.
A MULHER DO PRÓXIMO (No Down Payment) — Elen-co: JOANNE WOODWARD — SHEREE NORTH — JEFFREY HUNTER — TONNY RANDALL — BARBARA RUSH — CAMERON MITCHELL — PATRÍCIA OWENS — Produção de JERRY WALD — Direção de MARTIN R1TT.
ESCALA EM TÓQUIO (Stopower Tokio) — Elenco: RO-BERT WAGNER — JOAN COLL1NS — KEN SCOTT — EDMOND 0'BRIEN — Produção de WALTER REISCH — Di-deção de RICHARD BREEN.
PRIMAVERA DO AMOR (April Love) — Elenco: PAT BOONE — SHIRLEY JONES — DOLORES MICHAELS — ARTHUR O'C0NELL — Produção de DAVID WEISBART — Direção de HENRY LEVIN.
A RAPOSA DO MAR (The Enemy Below) Elenco: RO-BERT MITCHUM e CURT JURGENS — Produção e Direção de RICHARD POWELL.
ADEUS ÀS ARMAS (A Farewell to Arms) — Elenco: JENNIFER JONES — ROCK HUDSON e VITTORIO DE SICA
Uma Produção de DAVID O. SELZNICK.
E AGORA BRILHA O SOL (The Sun Also Rises) — Elen-co: TYRONE POWER — AVA GARDNER — ERROL FLYNN EDDIE ALBERT — ROBERT EVANS — JULIETTE GRECO — MEL FERRER — GREGORY RATOFF — Produção de DARRYL F. ZANUCK — Direção de HENRY KING.
O BEIJO DA DESPEDIDA (Kiss Them for Me) — Elenco: CARY GRANT — JAYNE MANSFIELD — SUZY — Produção de JERRY WALD — Direção de STANLEY DONEN.
FRAULEIN — Elenco: DANA WYNTER — MEL FERRER DOLORES MICHAELS — Produção de WALER REISH — Direção de HENRY KOSTER.
A CERTAIN SMILE— Elenco: CHRISTIANE CARERE — BRADFORD DILLMAN — Produção de JEAN NEGULESCO — Direção de HENRY EPHORON.
THE YOLTNG LIONS — Elenco: MARLON BRANDO — MONTGOMERY CLIFT — DEAN MARTIN — MAY BRIT — Produção de AL LICHTMAN — Direção de EDWARD DMY-TRICK.
SOUTH PACIFIC — Elenco: ROSSANO BRASI — MITZI GAYNOR — JOHN KERR — Produção de BUDDY ADLER — Direção de JOSH LOGAN — Musicas de Rodger & Hummerstein. THE GIFT OF LOVE — Elenco: ROBERT STACK — LAU-REN BACCAL — Produção de CHARLES BRACF — Direção de JEAN NEGULESCO.
SING, BOY, SING — Elenco: TOMMY SANDS — LILI GENTLE — EDMOND 0'BRIEN — Produção e Direção de HENRY EPHORON.
DRAGÕES DA VIOLÊNCIA (Forty Guns) — Elenco: BARBARA STANWYCK — BARRY SULLIVAN — GENE BARRY — DEAN — JAGGER — JOHN ERICSON — Produção e Direção de SAMUEL FULLER.
O CAÇADOR DA FRONTEIRA (The Deerslayer) — Elen-co: LEX BARKER — FORREST TUCKER — RITA MORENO CARLOS RIVAS — Produção e Direção de KURT NEUMANN. TEN NORTH FREDERICK — Elenco: SPENCER TRACY — SUZY PARKER — Produção de CHARLES BRACKETT —
Direção de PHILIP DUNNE.
THE LONG, HOT SUMMER — Elenco: ANTHONY FRAN-CIOSA — PAUL NEWMANN — JOANE WOODWARD — ORSON WELLES — Produção de JERRY WALD — Direção de MARTIN RITT.
THE HELL BENT KID — com DON MURRAY — Produ-ção de ROBERT BUCKNER.
THE NAKED EARTH — c/ RICHARD TOOD e JULETTE GRECCO — Produção de ADRIAN WORKER.
COUNT FIVE AND DIE — Com JEFFREY HUNTER — A.NEMARIE DURINGER — NIGUEL PATRICK — Produção de ADRIAN WORKER — Direção de VICENT SHERMAX.
REPRISES
A CANÇÃO DE BERNADETTE (The Sonj? of Bernadette) JENNIFER JONES — WILLIAM EYTHE — CHARLES BIC-KFORD — VICENT PRICE — LEE J. COBB — GLADYS COOPER — Produção de WILLIAM FOLBERG — Direção de
HENRY KING.
O TERCEIRO HOMEM (The Tird Man) — JOSEPH COTTEN — VALLI — ORSON WELLES — TREVOR HOW-ARD — Produção de DAVID O. SELZNICK — Direção de Ale-xandre KORDA.
REGALSCOPE
KRONOS — com JEFF MORROW — BARBARA LAW-RENCE — MULHER DIABÓLICA (The Devill) — com MARI BLANCHARD e JACK KELLY — A TAVERNA DOS PERDI; DOS (Hell on devil's island) — com HELMUT DANTINE e CHRYSTIAN NIBYr — O MONSTRO DO HIMALAIA (The abo-minable snown) com JAMES CRAIC e AUDREY TOTTER — JOVENS MAIS PERIGOSAS — com LILI GENTLE e MARK DAMON — CEU DE COBRE (Copper Sky) com JEFF MOROW e COLLEN GRAY' — MERGULHA FANTASMA (Ghost diver) com JAMES GRAIG e AUDREY TOTTER — MEDALHA PARA UM COVARDE (Under fire) com REX REASON e HENRY MORGAN — O RAPTO MACABRO (The Abdouters) — com VÍTOR MacLAGLEN e FAYr SPAIN — DEUS E' MEU GUIA (God is may partner) — com WALTER BRENNAN e JOHN HOYrT — A CAVERNA DO TERROR (The Unknown terror) — JOHN HOWARD e MALA POWERS — VOLTOU DENTRE OS MORTOS (Back from dead) com ARTHUR FRANZ e MAR-SHA HUNT — A TENTAÇÃO DO PÂNTANO (Laure of the swamp) com MARSHAL TOMPSON WILLARD PARKER e outros..
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Dando início a unia serio de inaugma-ções de novos cinemas nesta Capital, acon-lt»ceu no dia 10 do corrente a solene entre-ga ao público paulistano do Cine Boule-vard, moderna casa de espetáculos locali--.ada à rua Antônio de Godói, no mesmo lo-cal ondo antes funcionava o antigo «Para-todos».
Na tarde daquele dia. a Cia. Cinemato-gráfica Serrador e a Art Filmes oferece-ram ao grêmio cinematográfico e autori dades um coquetel e, á noite, em espetáculo beneficente, sob o patrocínio da primeira
dama do Estado, houve uma sessão de gala, com a exibição de «Donatella», produção italiana.
O Cine Boulevard, localizado em plena cinelandia, é uma casa moderna, conforta-vel e de luxo, estando a sala de espera bela-mente decorada com um painel de motivos parisienses, obra de Darci Penteado. A sa-Ia de espetáculos, ampla e bem -Ventilada consta de duas platéas, sendo -a inferior com 972 poltronas estofadas em côr cinza, e a superior, com 420 poltronas estofadas em plástico vermelho. A tela, colocada à
AO LADO: Um grupo de convidados e dire-tores do Boulevard fotografados por oca-sião do coquetel inaugural do elegante ci-nema. — NO ALTO: Srs. Jean Slowinski, gerente-geral da firma R. Ekerman, Eu-clides Costa, gerente da mesma Empresa no Rio de Janeiro, e Mario Maino, diretor da Ubayara Filmes, desta Capital,
presen-tes a inauguração.
altura que facilita plena visão, mede 11,80 por (> metros de altura. A cabine, montada pela firma R. Ekerman, consta de uma aparelhagem dupla marca SIMPLEX XL», adatada para todos os sistemas de projeção. Com a inauguração do «Boulevard», que será lançador exclusivo das produções da Art Filmes nesta Capital, a Cia. Cine-matográfica Serrador aumenta e enriquece o seu já famoso circuito de cinemas, asse-gurando, mais uma vez, o seu elevado des-taque nos meios cinematográficos nacio-nais.
O CINEMA NACIONAL.
(Conclusão da l.a pag.)
Procedeu-se a seguir à distribuição de prêmios às empresas produtoras nacionais, rujos representantes acompanhados de ar-tistas do cinema receberam da mão do sr. Adhemar de Barros os prêmios concedidos pelas suas produções. Recebidos em forma de cheques, que iam de mil cruzeiros a 580 mil cruzeiros atingiram a cifra de ... 2.393.000 cruzeiros. Foram dezessete os fil-mes premiados, que são os seguintes: «Era-mos Irmãos»; "O Barbeiro que se vira»; <Fugitivos da Vida»; «A Baronesa Trans-viada»; «Arara Vermelha»; «O Grande Desconhecido^'; «-Dioguinho>-; «A Carroci-nha>; «Quem Sabe, Sabe»; «A Pensão de D. Estelar; ^Osso, Amor e Papagaio»; «O Noivo da Girafa»; «Metido a Bacana»; «De-pois eu Conto»; «Fwzileiros do Amor»; «O Gato da Madame»; e <rMadrugada de
San-gue>.
Encerrando a festividade. ass'm se ma-nifestou o prefeito da Capital, sr. Adhe-mar de Barros:
«Sinto-me muito alegre com as assina-turas dos convênios com as entidades cul-turais, -endo que isso trará inúmeros bene-fícios. Tive grande prazer em entregar to-dos esses convênios e também os prêmios ao cinema nacional que se aprimora cada vez mais em sua técnica».
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Um flagrante da rara festividade, tomado no Teatro Municipal, vendo-se os senhores Dr. Adhemar de Barros, prefeito da Capital e Antenor Teixeira, diretor desta revista, e ao centro senhoras da alta sociedade paulista que deram, com a sua presença, nota
de elegância à memorável reunião
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Mais uma "ESTRELA" no Luminoso Circuito de Cinemas da Cia. Serrador
CINE BOULEVARD
##Como todos os bons cinemas do mundo, também
elegeu para a sua cabine os famosos Equipamentos
Sfàgp&x
A Cia. Cinematográfica Serrador acaba de brindar São Paulo com mais uma excelente e moderna casa de exibições cinematográficas, inau-gurando dia 10 do corrente o simpá-tico Cine Boulevard, localizado à rua Antonio de Godói, em pleno coração da Cinelândia paulistana.
O Cine Boulevard é uma expressão de alto gosto no que diz respeito à sua instalação, sala de espera, ilumi-nação, pintura, tonalidade arquiteto-nica e conforto que proporciona aos seus freqüentadores, pois conta com duas amplas platéias, a inferior com 972 poltronas e a superior com 437, todas estofadas, em plástico cinza, combinado com a decoração que tor-na esta nova casa de espetáculos alvo da simpatia do público.
A Cia. Serrador, que é detentora do maior número de cinemas de gran-de luxo na Capital Paulista, procu-rando manter o alto padrão de suas casas exibidoras, escolheu para a cabine do moderno Cine Boulevard os famosos equipamentos «SIMPLEX XL», adaptados para todos os mo-dernos sistemas de projeção, o que vem equiparar o novo cinema aos melhores existentes no mundo.
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o diretor polonês Jerzy Kawalerowicz
ex-pressou-se de modo otimista
a respeito da
possibilidade de relações de
intercâmbio
cinematográfico entre Itália e Polônia.
Explicou que na
Polônia existem seis
grupos
cinematográficos,
todos
inteira-mente subvencionados pelo Estado e, entre
cies.
o grupo «Quadros», do qual ele
próprio faz parte e que
comunga nas
idéias estéticas do neo-realismo italiano.
Disse ainda o diretor polonês que a
men-talidade do seu povo é muito próxima
da do italiano e que todos os filmes
ita-lianos até agora apresentados na
Polo-nia tiveram excelente sucesso. A PolôPolo-nia
estaria em condições, concluiu
Kawale-rowicz, de importar uns 30 filmes
italia-nos por ano. Atualmente, os filmes
im-portados na Polônia, em ordem
quantita-tiva descrescente, são das seguintes
na-cionalidades:
franceses,
italianos,
rus-sos, ingleses, checoslovacos, estando
ago-ra em começo de desenvolvimento a
im-portação de filmes norte-americanos.
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