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O papel da mulher no cristianismo

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Academic year: 2021

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O papel da mulher no cristianismo

Do ponto de vista cristão a mulher nunca foi tratada de maneira inferior aos homens; os papéis são diferentes, mas não há algo como desumanização do sexo feminino. É verdade que sentimos na cultura judaica bíblica uma sensação de preconceito feminino, mas, isso jamais partiu do Senhor e sim de opiniões diversas sobre a mulher. Ao longo do tempo foram sendo criadas leis que impediam a igualdade entre homem e mulher. Percebemos então que a falha está no ser humano, como sempre, e não no Senhor Deus ou na sua Santa Palavra.

As feministas[1] criticam a Bíblia Sagrada por conta disso, mas, entendemos que por sua cosmovisão acontecer através de lentes de mulheres que não temem a Deus, só podíamos esperar essa atitude contra as Escrituras mesmo. No entanto, quando o Senhor criou o ser humano não fez distinção de valor entre suas naturezas:

E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou. (Gn 1.27)

Deve ser entendido também que a Bíblia registra os procedimentos culturais das nações sem necessariamente prescrever a postura que a sociedade deveria ter nos casos que poderiam ser considerados abusivos. Nisso também se enquadra a escravidão também, por exemplo.

Outra explicação a respeito da maneira como a mulher era tratada em Israel tinha haver com o tipo de sociedade familiar que estavam inseridos:

Israel era uma sociedade definitivamente patriarcal. Em geral, os homens eram os chefes da família e do governo. Embora aos olhos de Deus as

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mulheres fossem de importância igual à dos homens, estes não as viam assim. Haviam algumas leis que impunham sérias restrições à mulher. No primeiro século havia uma célebre oração que os judeus recitavam, na qual agradeciam a Deus por não terem nascido mulher. (Lições Bíblicas, 2000, Ponto de Contato).

Porém, Jesus demonstrou àquela sociedade masculina como deveriam se comportar diante da presença feminina e agiu com atitudes de cortesia, respeito, generosidade e bondade. Deve ser lembrado que nem todos os homens judeus agiam ou pensavam iguais a respeito da mulher. Jesus agiu totalmente ao contrário dos judeus ortodoxos da sua época. Segundo o Manual dos Tempos e Costumes Bíblicos (Ed: Betânia) alguns elementos e acontecimentos caracterizaram a maneira como Jesus tratou as mulheres de sua época.

A mulher não podia ter participação ativa no culto. Nas sinagogas, deveriam sentar-se ao fundo. Em vez de participar dos atos religiosos, elas tinham que se manter a certa distância dos homens. Em muitas das sinagogas, elas não poderiam ler, nem ter nenhum outro tipo de atuação.

Diante dessa atitude o que Jesus fez então? Teve atitudes nobres, como por exemplo, aceitar mulheres em seu grupo de discípulos. Podemos destacar as seguintes: Maria, sua mãe. Ela foi responsável pela educação espiritual de Jesus e certamente muito o influenciou. Maria estava presente quando Jesus realizou o primeiro milagre, em Caná da Galileia (Jo 2.1): “E, ao terceiro dia, fizeram-se umas bodas em Caná da Galileia; e estava ali a mãe de Jesus”; como também presenciou o horror de ver seu filho inocente morrendo numa cruz: “E junto à cruz de Jesus estava sua mãe, e a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena” (Jo 19.25).

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Maria Madalena era uma fiel seguidora de Cristo Jesus. Outrora havia sido atormentada por espíritos malignos, mas Jesus a libertou. A Bíblia (Lc 8.1,2) informa o seguinte:

E aconteceu, depois disso, que andava de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do Reino de Deus; e os doze iam com ele, e também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios.

Ela não somente ficou junto à cruz de Jesus, mas, foi uma das primeiras mulheres a comprovar a veracidade da ressurreição (Jo 20.1): E, no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do sepulcro.

Maria de Betânia, a irmã de Lázaro, sentava-se para ouvir os ensinamentos do Mestre (Lc 10.38,39): E aconteceu que, indo eles de caminho, entrou numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa. E tinha esta uma irmã, chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra. Numa ocasião derramou um perfume caríssimo sobre a cabeça de Jesus (Mt 26.6,7): E, estando Jesus em Betânia, em casa de Simão, o leproso, aproximou-se dele uma mulher com um vaso de alabastro, com ungüento de grande valor, e derramou-lho sobre a cabeça, quando ele estava assentado à mesa.

Poderíamos mencionar ainda como fiéis discípulos de Jesus, Maria, a mãe de Tiago e José, a mãe de Tiago e João e Marta irmã de Lázaro e Maria. Poderia ser dito também que Jesus não hesitou em conversar publicamente com uma mulher (samaritana, cujo povo era adversário dos judeus), ainda que seus discípulos ficassem desconcertados com a cena: E nisso vieram os seus discípulos e maravilharam-se de que estivesse

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falando com uma mulher; todavia, nenhum lhe disse: Que perguntas? ou: Por que falas com ela?

Percebemos a mesma atitude de especial gentileza e entendimento igualitário à mulher no livro histórico de Atos dos Apóstolos, nas Cartas Paulinas e nas Pastorais, concluindo assim que as raízes desse nobre tratamento remonta ao nosso Senhor Jesus. Paulo considerava valorosamente as irmãs no seu ministério a ponto de tê-las como cooperadoras na obra do Senhor (Rm 16.1-16).

Que as mulheres, servas tementes ao Senhor, saibam que são pessoas dignas, nobres e especiais para Deus, bem como às suas respectivas famílias. Não “embarquem” no navio furado das feministas, mas confirmem tudo o que é reivindicado pelo Movimento a luz das Escrituras Sagradas. As jovens solteiras que se apliquem nas coisas do Senhor mantendo-se puras tanto no corpo quanto no espírito: Há diferença entre a mulher casada e a virgem: a solteira cuida das coisas do Senhor para ser santa, tanto no corpo como no espírito; porém a casada cuida das coisas do mundo, em como há de agradar ao marido. A mulher casada seja bênção para o marido e filhos, esforçando-se na educação cristã dos filhos (junto com o esposo) e sendo luz e sal da terra numa sociedade onde as mulheres não-cristãs estão cada vez se entregando ao secularismo e liberalismo.

Todo o dia poderíamos celebrar como sendo o Dia da Mulher! Mas, como o dia 08 de março foi popularmente convencionado, desejo a minha digníssima esposa e todas as mulheres uma ótima celebração.

Em Cristo,

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

De acordo com a análise realizada, constatou-se que foram muitos os empecilhos para a mulher legitimar sua participação na história, em especial, no início do Cristianismo, desde os costumes, preconceitos, comportamentos e atitudes culturais, que dizem respeito à mulher e seu papel na sociedade, na família e na Igreja, que foram sacralizados, impedindo o surgimento de uma nova consciência. Porém, esses empecilhos foram vencidos e hoje já se pode discutir e destacar a importância do papel na história do Cristianismo.

E Jesus, como era contra todo tipo de discriminação e preconceito, defendia a igualdade da mulher em relação ao seu marido. Mais uma motivo de gratidão daquelas mulheres para seguir o Mestre e o ajudar em sua caminhada. Assim, O grupinho das discípulas de Jesus estava ligado a ele por laços de afeto e gratidão.

É importante ressaltar que, a tradição cristã sempre manteve a igualdade espiritual entre mulheres e homens, inclusive na separação das funções e na não consideração das mulheres como seres socialmente inferiores, ideia que caracterizava algumas culturas antigas: as virtudes heroicas necessárias para a santidade de um ser humano são as mesmas para as mulheres e para os homens, embora eles realizem papéis diferentes. E o reconhecimento da dignidade humana e espiritual das mulheres sempre esteve presente no pensamento da Igreja sobre a família.

Todavia, com o passar do tempo, principalmente dentro do cristianismo protestante, a mulher, mesmo no meio de uma cerrada cruzada fundamentalista, tem conquistado seu espaço. No Brasil, denominações irmãs como Exército da Salvação, Igreja do Evangelho Quadrangular, Episcopal Anglicana, Metodista do Brasil, Evangélica de Confissão Luterana, Presbiteriana Unida e uma infinidade de comunidades de pentecostais livres ordenaram mulheres aos diferentes níveis de oficialato.

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Tendo em vista que o judaísmo moderno e o cristianismo evoluíram da mesma antiga tradição, não surpreende o fato de haver muitas semelhanças entre os papéis dasmulheres em ambas as religiões. Mas as ênfases diferem, em cada religião: no judaísmo ela está no cumprimento das leis judaicas, enquanto no cristianismo está na proximidade com Jesus Cristo. As diferenças de papéis das mulheres no judaísmo e no cristianismo originam-se dessas prioridades distintas.

Mulheres judias

No judaísmo tradicional , as mulheres são consideradas semelhantes aos homens, mas diferentes deles. Como tradicionalmente elas educavam os filhos, eram dispensadas de cumprir quaisquer obrigações com horários marcados, como orar de manhã; em teoria, essas mulheres devem se dedicar aos horários de seus filhos e não ao horários das obrigações. Também eram dispensadas de obrigações como ler a Torá e estudar a lei judaica, porque estas não eram atividades domésticas. Embora as mulheres fossem liberadas dessas observâncias, não são proibidas de praticá-las. Em alguns ramos do judaísmo, as mulheres são proibidas de orar com os homens ou liderar serviços religiosos. Isto provém do receio de que os homens se distraiam com elas e não cumpram adequadamente suas obrigações. Como essas observâncias são obrigatórias para os homens e não para as mulheres, considera-se mais importante que eles rezem sem distração do que incluir mulheres nos serviços. As mulheres são profundamente respeitadas no judaísmo. Em alguns ramos do judaísmo existe a teoria de que as mulheres, inerentemente, estão mais próximas de Deus que os homens e, portanto, são liberadas de algumas das obrigações mais espirituais. A comunidade judaica vem discutindo se as mulheres podem ser separadas, mas equiparadas aos homens, conforme seriam pela tradição, ou se realmente serão iguais a eles somente quando tiverem os mesmos direitos e responsabilidades.

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Mulheres cristãs

A visão cristã tradicional das mulheres foi fortemente influenciada por Tertuliano, no século III, e por Agostinho. Tertuliano acreditava que todas as mulheres compartilhavam a culpa de Eva pela queda no Jardim do Éden e, portanto, tinham inclinação inata para o mal; essa visão continua a informar o catolicismo moderno. Agostinho acreditava que as mulheres foram criadas somente para fins de procriação. Uma ideia cristã tradicional é a de que, sendo Jesus um homem, as mulheres não podem estar tão próximas a Ele quanto o sexo masculino. No entanto, a própria Bíblia apoia a ideia de que homens e mulheres são iguais. O cristianismo tradicionalmente atribui um valor muito alto à castidade das mulheres e estas são mais apreciadas como a força e esteio de seus maridos. Muitos ramos ortodoxos do cristianismo acreditam que as esposas são subservientes aos seus maridos e, no cristianismo as mulheres foram tradicionalmente banidas do sacerdócio. No século XXI, isto está começando a mudar, e muitas igrejas modernas ordenam mulheres.

Diferenças

Pela visão católica da história de Adão e Eva, em que esta cai primeiro e então seduz Adão em seu primeiro pecado, algumas tradições cristãs sustentam que as mulheres, de uma forma inerente, são mais pecadoras que os homens. Nunca houve no judaísmo uma tradição semelhante a esta. Contudo, muitos dos primeiros cristãos eram convertidos de religiões pagãs, que adoravam deusas, e levaram elementos desse sistema de crenças para a sua nova fé. Isto pode ser visto, hoje, na reverência católica à Virgem Maria, que não possui uma analogia no judaísmo. O catolicismo vê as mulheres ou como sedutoras ou como deusas virgens, e o resto da cristandade ecoa essas visões. O judaísmo simplesmente vê a mulher como a contraparte doméstica do homem, nem mais nem menos sagrada que ele.

Semelhanças

Tanto no judaísmo, como no cristianismo, as mulheres eram tradicionalmente donas de casa e também tradicionalmente não se permitia que liderassem serviços religiosos ou tivessem posições de liderança espiritual. Essas proibições têm sido questionadas recentemente em cada religião, e algumas denominações foram revogadas inteiramente. Ambas as tradições religiosas também temem o poder das mulheres sobre os homens, seja como distração ou tentação, mas esses receios provêm de líderes religiosos e não da Bíblia. Ambas as religiões tendem a idealizar as mulheres em seus papéis de esposas e mães, e ambas consideram como virtuosas aquelas que cumprem bem esses papéis.

Referências

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