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Uma boa leitura e mais uma vez obrigado 1

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Academic year: 2021

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Antes de mais nada quero agradecer a todos os apoiadores amigos que deram força e para que esse projeto se tornasse realidade. Graças a vocês não desanimei sequer por um instante até conseguir terminar esse trabalho, espero que os assuntos aqui tratados tanto quanto os pensamentos relacionados a eles sejam do interesse de vocês pois acima de tudo tento trazer nessas histórias alguns assuntos que realmente existem no nosso cotidiano e que geram opiniões adversas. Uma boa leitura e mais uma vez obrigado

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Contos de Shepared Falls

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A vida é um ciclo onde nascemos vivemos e

morremos, as escolhas são suas, faça da sua

vida coisas boas, pois um dia todo o mau que

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Você não sabe do que o ser huma

no é capaz...

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Prólogo

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Despertar

Uma vasta floresta sem nome sem lugar no mapa.

Imensas arvores, diversas folhas secas pelo chão barroso anunciam o outono, o céu está nublado, trovões.

Adentro da mata praticamente fechada ver-se uma velha casa de madeira, estas bem surradas pelo tempo, uma fraca luz transpassa a velha janela, um som abafado de uma velha vitrola toca um som que parece anunciar o que a por vir. The Doors - The End.

Os trovões começam logo a se misturar ao barulho de uma forte tempestade o milagre da natureza.

Ao redor da velha casa a água começa a cair pela calha que range como os dentes de um ser aflito, aflição sentimento de angustia, ansiedade.

Dentro da casa a moveis antigos e empoeirados como se uma faxineira nunca estivesse passado por ali, quadros de toda uma família se destacam nas paredes beges.

Mergulhando por baixo da residência lá está um velho porão, tão desleixado em questões de limpeza como a própria casa, os encanamentos expostos começam soltar pequenas gostas no chão de terra batida.

Uma duas gotas começam a pingar mais dessa vez ao invés de encontrar o chão eles pousam na testa de uma garota. Com um gesto instintivo de uma pessoa que está em sono profundo sua face se contorce porem os pingos não param de castigar seu rosto.

Um abrir de olhos, olhos azuis.

Arregalados e confusos eles transitam pelo velho porão tentando instintivamente obter informações familiares naquele lugar.

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8 Nada ali é familiar.

Uma linda jovem de feições perfeitas e longos cabelos ruivos se levanta lentamente, olha para suas roupas, algo que parece ser um vestido branco bem decotado e fino.

Ela não se lembra de alguma vez ter aquelas roupas o muito menos de algum dia usar algo parecido, ainda atordoada pelo sono profundo ela se move lentamente pelo chão barroso, seus pés estão descalços.

Passo a passo ela começa a vislumbrar o que parece ser uma velha oficina de reparos mecânicos, chaves de fenda, furadeiras e até um esquadro pendurado na parede, uma luzinha amarela e fraca não deixam o lugar totalmente no breu, pequenos mosquitos dançam em volta da luz, trovões,

rapidamente ela percebe que está chovendo.

Mais alguns passos um barulho estranho se arrastando pelo chão, são correntes, nesse momento ela sente algo gelado nos pulso e no calcanhar, sim ela está presa!

Seu coração começa a acelerar e a aflição a tomar conta de todo o seu corpo, que diabos de brincadeira sem graça era aquela, não podia chegar até a pequena escada que a levaria para fora daquele lugar medieval, acostumada aos maiores luxos que a vida podia dar, como poderia estar em uma podridão daquelas:

- Tem alguém ai? – ela diz em um som baixo quase sussurrando.

- Alguém, por favor – seu tom de voz começar a aumentar. Com brutalidade tenta se desvencilhar das correntes, mas sem sucesso, de uma maneira estranha as correntes passam por um elo preso ao teto correndo por cima e caindo

diretamente próximo a escada, algum tipo de sistema mecânico está junto a elas ligado a uma manivela de madeira:

-Socorro - berrava a jovem agora.

O som abafado da música corria por todo o porão, um ranger revela que a porta acima das escadas está se abrindo.

Logo a jovem coloca a mão a fim de tampar a boca, no que estava pensando, se estava naquela situação provavelmente quem lhe fez isso deveria estar na parte de cima da casa,

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9 estava pedindo socorro ao seu próprio carcereiro, uma grande mancada.

Atônita com e com os grandes olhos arregalados viu um par de botas descerem lentamente pelas escadas.

Cada passo que aquelas botas davam coisas terríveis lhe passavam pela cabeça.

Logo aquelas velhas botas sujas de terra tomaram uma forma, um homem de media estatura e cabelos curtos e olhos negros como a noite entra no porão.

Frio na espinha, o jovem rapaz a fita com um olhar sereno e calmo.

A jovem simplesmente está apavorada, com a onda de violência que se esvai pelas veias urbanas, aquela situação não tinha nada para acabar bem.

Silêncio, assim ficam os dois por pelo menos por três minutos:

- Não sei o que você pretende, mas já vou avisando, o meu pai tem muito dinheiro, se for um sequestro ele vai pagar sem nenhum problema, mas não faça nada comigo, minha família tem influência - cortou o silêncio a jovem de maneira a soluçar e lágrimas escorrerem do seu rosto.

O rapaz por um segundo a olhou no fundo dos olhos e abriu-lhe um grande sorriso:

- Que bom que você acordou, eu já estava preocupado. – dizia o rapaz com um largo sorriso no rosto.

- Espero que esteja bem acomodada, esse vestido eu mesmo escolhi para você.

A moça que estava aos prantos ao escutar estas frases entra um surto de raiva:

- Seu desgraçado você tocou em mim?

- Me solte agora ou você vai se ver com a minha família, você não sabe com quem está se metendo! – gritava de uma maneira desgarrada.

- Você é louco, um desses tarados sequestradores, espere até a polícia te achar.

A respiração agora fica ofegante como se ela não tivesse parado nenhum segundo para respirar:

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