APQ-FACEPE
Instiuição Executora
UNIVERSIDADE FEDERAL DO VALE DO SÃO FRANCISCO
Título do Projeto de Pesquisa:
MATERIAIS MAGNÉTICOS COMO SUPORTES PARA
IMOBILIZAÇÃO DE
-GALACTOSIDASE EM BIORREATORES:
CARACTERIZAÇÃO E APLICAÇÃO BIOTECNOLÓGICA
Coordenador do Projeto:
David Fernando de Morais Neri
Doutor em Engenharia Química e Biológica
Professor de Bioquímica do Colegiado de Ciências Farmacêuticas – UNIVASF Membro Permanente do Programa de Pós-Graduação de Ciência dos Materiais
e-mail: [email protected]
Outras Informações:
Palavras-chave: Imobilização; -galactosidase; suportes magnéticos; biorreatores; alimentos funcionais; caracterização.
Grande Área: Ciências Biológicas Área do Conhecimento: Bioquímica
PETROLINA, Setembro de 2012
Projeto de pesquisa apresentado à FACEPE, como pré-requisito para a concessão de apoio financeiro, dentro da modalidade APQ – Projeto de Pesquisa.
As biomoléculas imobilizadas em biorreatores têm sido utilizadas em inúmeras aplicações biotecnológicas e os suportes magnéticos têm recebidos uma especial atenção. São muitos os tipos de materiais, inorgânicos, polímeros sintéticos e macromoléculas, utilizados como suportes para imobilização de biomoléculas.
As diferentes moléculas provenientes dos organismos vivos, que se agrupam em lipídeos, carboidratos, ácidos nucléicos, vitaminas, proteínas e muitos outros compostos formados pela combinação dos citados, são chamados de biomoléculas, destas, se destaca como majoritário no processo de imobilização, um grupo de proteínas, que realçam pela sua característica catalítica, as enzimas.
As enzimas apresentam uma maior especificidade e eficiência catalítica. Infelizmente, as enzimas sofrem de inúmeros problemas em aplicações práticas, por exemplo, estabilidade, recuperação do sistema de reação e custo operacional. Estas deficiências impedem a exploração das vantagens técnicas e econômicas das enzimas de forma eficaz, especialmente, numa ampla variedade de reações de biotransformações.
A grande dificuldade na utilização das enzimas imobilizadas é a retirada das mesmas do meio reacional, através dos métodos convencionais. Considerando esta situação, buscam-se incessantemente novas tecnologias, que permitam contornar este problema, e as partículas magnéticas têm se tornado uma das alternativas mais atraentes, devido a possibilidade de obter, com brevidade, a separação das mesmas, através da utilização de um campo magnético, permitindo economias com os custos operacionais.
Das incontáveis estratégias, imobilização covalente é sem dúvida considerada ser um dos mais eficientes métodos para reforçar a estabilidade das enzimas, muitas vezes à custa de parcial desativação. Esta limitação deve-se às alterações conformacionais da molécula enzimática impostas pela ligação da enzima ao suporte, bem como efeitos do novo microambiente enzima-suporte. Propriedades tais como a estabilidade e cinética de enzimas imobilizadas dependem da natureza dos suportes, bem como da estratégia de imobilização.
Uma das enzimas que têm recebido uma especial atenção é a -galactosidase, que também é conhecida com lactase, devido a sua diversidade de aplicações na indústria de alimentos, de lacticínios e de fermentação (Mahoney, 1997). Isso se deve porque ela é responsável pela reação de hidrólise da lactose e de síntese de galactooligossacarídeos (GOSs), numa reação de transgalactosilação, que acontecem simultaneamente e que é favorecida pelas altas concentrações de lactose (Richmond et al., 1981; López-Leiva & Guzman, 1995).
A produção de Galactooligossacarídeos (pré-biótico), através da imobilização da -galactosidase tem recebido um destaque nos últimos 5 anos e os suportes magnéticos têm sido o responsável por esta importante aplicação.
Os pré-bióticos são alimentos funcionais, que afetam beneficamente uma ou mais funções alvo no organismo, além de possuírem efeitos nutricionais adequados, de uma
forma relevante para qualquer melhoria do estado de saúde, bem-estar e/ou redução de risco de doença (Diplock et al., 1999).
A utilização de enzimas imobilizadas aplicadas em reatores é uma interessante tecnologia; com as vantagens de minimização de consumo de reagentes, uso de baixas temperaturas, uso de fluxo adequado, diminuição do custo, baixa inibição pelos produtos (Bélafi-Bakó et al., 2006).
Diversos suportes, técnicas de imobilização da enzima ao suporte e tipos de reatores com características próprias para a hidrólise da lactose têm sido estudados. A hidrólise e síntese de GOSs podem ser influenciada por diversos fatores, entre eles podemos destacar as condições operacionais, como temperatura, pH e pressão, e a concentração de reagentes e produtos, que podem inibir a atividade da enzima. Para uso adequado de enzimas em biorreatores é necessário um estudo para determinação dos parâmetros ótimos de produção. Um estudo de planejamento fatorial pode prever as influências das diferentes variáveis, podendo assim ajudar a determinar as melhores condições de imobilização enzimática. Diversos modelos cinéticos foram desenvolvidos para o estudo da hidrólise enzimática, sendo o mais utilizado a equação de Michaelis-Menten com inibição competitiva pelo produto, mas poucos levam em consideração ambas as reações (hidrólise e transgalactosilação). A modelagem matemática, levando em consideração as variáveis do processo, pode mostrar resultados mais próximos do real. As enzimas imobilizadas podem ser executados continuamente e oferecem a possibilidade de reutilização das mesmas (Rogalski et al., 1998). A vantagem na recuperação da enzima do sistema de reação pode também satisfazer os requisitos de aplicação industrial. Uma variedade de métodos tem sido utilizada para imobilizar enzima em partículas magnéticas, tais como cross-linking (Li Y. et al., 2007), ligação covalente (Neri et al., 2008; 2009a; 2009b) e adsorção (Zhu H. e tal., 2009).
Apesar da grande diversidade de métodos desenvolvidos e aplicados na imobilização de enzima, não há um método único aplicável para todas. Isto se deve às diferentes características e composição química das enzimas, diferentes propriedades do substrato e do produto e a finalidade de aplicação do produto obtido. Assim, para cada aplicação de enzima imobilizada é necessário escolher o procedimento mais simples e mais barato que resulte numa imobilização com boa retenção de atividade e alta estabilidade operacional (Bassetti, 1995).
Sabe-se que são diversos os fatores que interferem na produtividade e no desempenho dos derivados enzimáticos, quanto à eficiência catalítica das enzimas imobilizadas. A escolha do suporte adequado pode contribuir para minimizar estas intercorrências, logo, o desenvolvimento de novos materiais, que proporcionem redução destas consequências e que agreguem valor, com a diminuição de custos operacionais e aumento do rendimento são os grandes desafios.
São muitas as aplicações biotecnológicas que as enzimas imobilizadas em biorreatores têm sido utilizadas. A escolha da -galactosidase como a enzima para
caracterização nos suportes magnéticos está baseada na característica de atuação da mesma em reações diferentes, que ampliam as possibilidades de utilização.
A possibilidade que os derivado enzimáticos magnéticos têm de serem rápidos e eficientemente removidos do meio reacional, através da utilização de um campo magnético, proporcionam vantagens, tais como: parar a reação num momento desejado, reutilização, estabilidade operacional e diminuição dos custos do processo, justificam a aplicação deste sistema.
Logo, pretende-se neste projeto aproveitar a utilização de materiais altamente disponíveis e de baixo custo, magnetizados, para servirem de suporte na imobilização de β-galactosidase, a fim de observar o seu desempenho na produção de galactooligossacarídeo em biorreatores, além da hidrólise da lactose com vistas à aplicações na produção de derivados lácteos para indivíduos intolerantes à lactose, possibilitando a partir dos resultados esperados, a utilização destes suportes de baixo custo com outras enzimas, em aplicações diversas, tais como: purificação de proteínas e reações de imunoensaio.
3.1 Objetivo Geral
Propor suportes magnéticos para imobilização de β-galactosidase, a fim de aplicar na hidrolise da lactose e produção de galactooligossacarídeos em biorreatores.
3.2 Objetivos Específicos
Sintetizar diferentes suportes magnéticos;
Funcionalizar quando necessário os suportes;
Ativar o suporte com glutaraldeído para imobilizar covalentemente a β- galactosidase;
Caracterizar as propriedades utra-estruturais e físico-químicas dos derivados enzimáticos;
Estabelecer via planejamento fatorial, as influências das variáveis para imobilização enzimática;
Construir um biorreator em contínuo para aplicação da enzima imobilizada em suportes magnéticos;
Aplicar as enzimas imobilizadas para a produção de Alimentos Funcionais (Galactooligossacarídeos) e hidrólise da lactose.
3.3 Metas
Comprar os equipamentos e material de consumo no primeiro mês
Conseguir os suportes magnéticos ao fim de três meses;
Fazer até o sexto mês a caracterização do suporte;
Iniciar a imobilização da b-galactosidase a partir do quarto mês.
Caracterizar o derivado enzimático até o final do primeiro ano.
Realizar a partir do segundo ano a hidrolise da lactose;
Produzir galactooligossacarídeos (GOS) com os derivados enzimáticos, por volta do décimo sexto mês;
Obter a caracterização dos GOS até o décimo oitavo mês;
Sugerir ao fim de 24 meses, novas aplicações para utilização de biomoléculas imobilizadas em suportes magnéticos;
Contribuir cientificamente para a produção industrial de alimentos funcionais;
Submeter ao pleito de patente o reator a ser investigado, cuja aplicação pode ser ampliada para outras enzimas imobilizadas em suportes magnéticos;
Publicar artigos científicos e trabalhos em congressos com os resultados obtidos;
Capacitar recursos humanos em iniciação científica, contribuir para o avanço científico e intelectual dos jovens pesquisadores, despertando o seu interesse pela pesquisa e desenvolver vocação para ingresso em uma pós-graduação;
4.1 Materiais
A enzima β-galactosidase de Aspergillus oryzae será adquirida da Sigma-Aldrich (Brasil), bem como os reagentes necessários à síntese dos suportes magnéticos.
4.2 Métodos
4.2.1 Magnetização dos suportes
Com o objetivo de facilitar a separação do derivado imobilizado, os suportes serão magnetizados em presença de uma pseudomagnetita sintetizada a partir de uma mistura de sais ferrosos e férricos, co-precipitado em meio alcalino, segundo Carneiro- Leão et al. (1991).
4.2.2 Imobilização da enzima
A ativação dos suportes será feita via glutaraldeído, segundo Neri et al. (2008; 2009a; 2009b; 2011a; 2011b). Alguns suportes serão funcionalizados antes da ativação por silanização para posteriomente serem ativados. As influências das variáveis para imobilização enzimática serão estabelecidas via planejamento fatorial (MENDES et al., 2009).
4.2.3 Caracterização do derivado enzimático
A atividade enzimática retida, estabilidade térmica, ao pH e operacional, parâmetros cinéticos, efeito de inibidores e da concentração inicial de lactose serão estabelecidos conforme metodologias descritas por Neri et al (2008; 2009a; 2009b; 2011a; 2011b).
4.2.4 Construção do biorreator
Será construido um reator com capacidade volumétrica de 50 mL de vidro, de sistema contínuo como do tipo “Leito fixo” e “Leito Fluidizado”, com suas variáveis. 4.2.5 Caracterização dos produtos formados
Os produtos formados (GOSs, galactose e glicose) da ação da enzima imobilizada sobre a lactose do soro do leite serão identificados por cromatografia líquida de alta eficiência - HPLC (NERI et al, 2009a; 2009b; 2011a; 2011b).
A possibilidade de propor novos suportes magnéticos viabiliza a adaptação das metodologias já existente, a fim de permitir uma maior produtividade e eficiência nos processos. Esta proposta possibilitará um estreitamento com instituições parceiras que contribuem em áreas ainda não muito desenvolvidas na UNIVASF. Concedendo a inserção da instituição nas pesquisas que buscam alternativas mais baratas e eficazes de produtos e processos mais acessíveis para a população.
A produção de alimentos funcionais (galactooligossacatídeos) que afetam beneficamente uma ou mais funções alvo no organismo, além de possuírem efeitos nutricionais adequados, de uma forma relevante para qualquer melhoria do estado de saúde, bem-estar e/ou redução de risco de doença. Este grupo tem concentrado esforços para propor suportes magnéticos de baixos custos para imobilização de biomoléculas e posterior aplicação biotecnológica, na tentativa de agregar valor e oferecer a sociedade benefícios através do oferecimento de produtos mais acessíveis.
A aprovação desta proposta conduzirá a UNIVASF a consolidar-se como as grandes Universidades do país envolvidas com o estudo de biomoléculas imobilizadas. Facilitando as interações científicas com outros grupos de pesquisa do país através de convênios e intercâmbios onde nossos alunos e professores possam visitar outras instituições para o aperfeiçoamento das técnicas utilizadas, bem como receber a visita de estudantes e pesquisadores para troca de informações, realização de seminários e palestras sobre o tema.
1. CUSTEIO 1.1 Materiais de Consumo QNT Valor Unitário VALOR TOTAL
Item 1 -Galactosidase (G5160-500KU) 1 R$ 2.334,20 R$ 2.334,20
Item 2 Kit de Dosagem Proteíca 1 R$ 1.419,00 R$ 1.419,00
Item 3 Glutaraldeído (G6257-1L) 1 R$ 306,90 R$ 306,90 Item 4 Lactose (17814-1KG) 2 R$ 453,20 R$ 906,40 Item 5 Galactose (G0750-100G) 2 R$ 324,50 R$ 649,00 Item 6 Glicose (G8270-100G) 2 R$ 84,70 R$ 169,40 Item 7 NH4OH (320145-2.5L) 2 R$ 352,00 R$ 704,00 Item 8 FeCl2 (372870-25G) 1 R$ 467,50 R$ 467,50 Item 9 FeCl3 (157740-100G) 1 R$ 106,70 R$ 106,70 Item 10 KMnO4 (223468-500G) 1 R$ 206,80 R$ 206,80
Item 11 APTS (A7222-10MG) 1 R$ 1.126,40 R$ 1.126,40
Item 12 Anilina (242284-100ML) 1 R$ 108,90 R$ 108,90 Item 13 ONP (N8130-25G) 1 R$ 343,20 R$ 343,20 Item 14 ONPG (N1252-250MG) 1 R$ 290,40 R$ 290,40 Item 15 H2SO4 (68279-1L) 1 R$ 146,30 R$ 146,30 Item 16 HNO3 (51155-1L) 1 R$ 165,00 R$ 165,00 Item 17 Acetonitrilo (34998-1L) 1 R$ 451,00 R$ 451,00 Subtotal R$ 9.901,10
2. CAPITAL 2.1 Equipamentos QNT Valor Unitário VALOR TOTAL
Item 1 SPECTROstar Nano - Leitor 1 R$ 34.188,00 R$ 34.188,00
Item 2 Separador Magnético 1 R$ 3.575,00 R$ 3.575,00
Item 3 Estufa Digital 1 R$ 5.776,00 R$ 5.776,00
Item 4 Agitador Mag. c/ Aquecimento 1 R$ 1.863,00 R$ 1.863,00
Item 5 Geladeira com Freezer 1 R$ 1.400,00 R$ 1.400,00
Item 6 pHmetro Portátil 1 R$ 1.934,00 R$ 1.934,00
Item 7 Computador 1 R$ 1.360,00 R$ 1.360,00
Item 8 Impressora 1 R$ 729,00 R$ 729,00
Item 9 Banho Maria Duplo 1 R$ 4.479,00 R$ 4.479,00
Item 10 Sonicador 1 R$ 682,00 R$ 682,00
Item 11 Balança Analítica 1 R$ 1.372,00 R$ 1.372,00
Item 12 Vortex 1 R$ 537,00 R$ 537,00
2.2 Materiais Permanentes QNT Valor Unitário VALOR TOTAL
Item 1 Coluna HPLC ( MetaCarb 87H) 1 R$ 1.845,00 R$ 1.845,00
Item 2 Tamiz vibrante 1 R$ 1.154,00 R$ 1.154,00
Item 3 Vials 1 R$ 696,00 R$ 696,00
Item 4 Filtro acrodisco 1 R$ 878,00 R$ 878,00
Item 5 Microplaca 1 R$ 491,00 R$ 491,00
Subtotal R$ 62.959,00
3. PASSAGENS E DIÁRIAS QNT Valor Unitário VALOR TOTAL
Item 1 Passagem Nacional 2 R$ 550,00 R$ 1.100,00
Item 2 Diárias 4 R$ 187,83 R$ 751,32
Subtotal R$ 1.851,32
TOTAL R$ 74.711,42
Justificativa dos itens solicitados
1. CUSTEIO 1.1 Material de Consumo JUSTIFICATIVA
Item 1 Enzima objeto de estudo
Item 2 Determinar o quantitativo de enzima imobilizado
Item 3 Imobilizar covalentemente ao suporte
Item 4 Obter os produtos de hidrolise e transgalactosilação
Item 5 Testar a inibição aos produtos da hidrolise
Item 6 Testar a inibição aos produtos da hidrolise
Item 7 Para a síntese do suporte magnético
Item 8 Para a síntese do suporte magnético
Item 9 Para a síntese do suporte magnético
Item 10 Possibilitar a funcionalização do suporte
Item 11 Funcionalizar o suporte
Item 12 Funcionalizar o suporte
Item 13 Quantificar a atividade enzimática
Item 14 Verificar a atividade enzimática livre e imobilizada
Item 15 Preparar o solvente para eluição da amostra
Item 16 Para polimerizar a anilina
Item 17 Preparar o solvente para eluição da amostra
2. CAPITAL 2.1 Equipamentos JUSTIFICATIVA
Item 1 Verificar a atividade enzimática da enzima livre a fim de comparação com a imobilizada
Item 2 Retirar o meio reacional livre de contaminantes
Item 3 Realizar os ensaios em diferentes temperaturas
Item 4 Preparar as soluções para a magnetização dos suportes
Item 5 Acondicionar os reagentes e enzima
Item 6 Constatar e preparar os tampões em diferentes pH
Item 7 Abrigar o software do leitor de microplacas e tratar os dados
Item 8 Imprimir os resultados para melhor análise
Item 9 Realizar ensaios e parar reações
Item 10 Desgasificar o solvente para eluição da amostra
Item 11 Aferir a quantidade de reagente a ser utilizado no ensaio
Item 12 Agitar e preparar as amostras testes
2.2 Material Permanente JUSTIFICATIVA
Item 1 Identificar e quantificar os produtos formados da reação de transgalactosilação e hidrolise
Item 2 Separar por tamanho o suporte magnético
Item 3 Armazenar as amostras testes
Item 4 Isentar a amostra de impurezas
Item 5 Colocar as amostras que serão testadas no leitor de microplacas
3. PASSAGENS E DIÁRIAS JUSTIFICATIVA
Item 1 Divulgar os resultados em conferências da área
1º Ano 2º Ano
ETAPAS / Período (Trimestre) 1º 2º 3º 4º 1º 2º 3º 4º
Estudo da Matriz/Síntese dos suportes X X
Caracterização do Suporte e Funcionalização X X
Imobilização da biomolécula X X
Construção do biorreator X
Relatório Parcial/Eventos Científicos X
Caracterização do preparado enzimático X X X
Produção de Galactooligossacarídeos (GOS) X X X
Purificação e caracterização dos GOS X X X
Levantamento Bibliográfico X X X X X X X
Relatório Final/Publicações X X
David Fernando de Morais Neri – Universidade Federal do Vale do São Francisco
Doutor em Engenharia Química e Biológica – Universidade do Minho, Portugal. Coordenador e Pesquisador - Atividades a serem desenvolvidas: coordenação do projeto compra de material de consumo, material permanente e equipamentos. Durante as atividades científicas, orientação de dois alunos de iniciação científica durante o período de vigência da bolsa, orientação de uma aluna de mestrado e suporte a duas teses de doutoramento como Co-orientador. Responsável pelo contato com as empresas parceiras, desenvolvimento do projeto e interações com os colaboradores. Acompanhamento de relatórios e prestação de contas do projeto.
Luiz Bezerra de Carvalho Júnior – Universidade Federal de Pernambuco
Doutor em Bioquímica - Universidade de Saint Andrews, Escócia. Colaborador - Atividades a serem desenvolvidas: consultor científico.
José António Couto Teixeira – Universidade do Minho
Doutor em Engenharia Química - Universidade do Porto, Portugal Colaborador - Atividades a serem desenvolvidas: consultor científico.
Josean Fechine Tavares – Universidade Federal da Paraíba
Doutor em Produtos Naturais e Sintéticos Bioativos – Universidade Federal da Paraíba Pesquisador - Atividades a serem desenvolvidas: responsável pela extração, isolamento e purificação de metabólitos secundários e uso da Ressonância Magnética Nuclear
Pabyton Goncalves Cadena – Universidade Federal Rural de Pernambuco
Doutorando de Ciências Biológicas – Universidade Federal de Pernambuco – Pesquisador - Atividades a serem desenvolvidas: responsável por suporte no desenvolvimento do biorreator.
Gabriela Lemos de Azevedo Maia – Universidade Federal do Vale do São Francisco
Doutora em Produtos Naturais e Sintéticos Bioativos – Universidade Federal da Paraíba Pesquisadora - Atividades a serem desenvolvidas: responsável pela caracterização estrutural das moléculas de galactooligossacarídeos por Espectrometria de Massa e Ressonância Magnética Nuclear.
Marília Ribeiro Sales - Doutorando de Ciências Biológicas – Universidade Federal de
Pernambuco –Pesquisador - Atividades a serem desenvolvidas: responsável pela colaboração na utilização do HPLC.
Mariana Paola Cabrera - Doutoranda de Ciências Biológicas – Universidade Federal
de Pernambuco Pesquisadora - Atividades a serem desenvolvidas: responsável pelo auxílio no planejamento fatorial dos experimentos.
O projeto objetiva propor novos suportes magnéticos, sejam orgânicos ou inorgânicos. Um dos possíveis suporte a serem propostos, foi o de aproveitar resíduos de vitivinículas, a fim de sugerir uma alternativa de redução da poluição do meio ambiente com o descarte indevido destes resíduos, visando agregar valor ao processo de produção de alimentos funcionais (galactooligossacarídeos) a partir de suporte magnéticos de baixo custo. Logo, para obtenção desta matéria prima (resíduos agroindustriais), uma parceira com ViniBrasil foi estabelecida para o oferecimento do bagaço da uva, que será utilizado para a síntese do suporte magnético.
O Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami - LIKA da Universidade Federal de Pernambuco, servirá de suporte para construção do biorreator e caracterização das amostras de galactooligossacarídeos no HPLC. O coordenador do projeto tem um vínculo com esta instituição de muitos anos e muitas parcerias já foram estabelecidas. O LIKA dispõe de uma apropriada infra-estrutura física e conta com pesquisadores que fazem parte de um dos grupos de pesquisa mais antigos (Proteínas imobilizadas), dos quais o coordenador faz parte.
O Laboratório de Tecnologia Farmacêutica – LTF da Universidade Federal da Paraíba colaborará com a determinação estrutural dos constituintes químicos isolados. O LTF dispõe de uma adequada infra-estrutura física e conta com o apoio de pesquisadores e alunos de mestrado, doutorado e iniciação científica do Programa de Pós-Graduação em Produtos Naturais e Sintéticos Bioativos.
Alguns dos equipamentos que serão utilizados por intermédio destas parcerias: 1. Espectrômetro de RMN 1H; 2. Espectrômetro de RMN 13C; 3. Espectrômetro de Infravermelho; 4. Espectrômetro de UV-Visível; 5. Espectrometria de Massa; 6. Cromatografia Líquida de Alta Eficiência; 7. Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV); 8. Microscopia Eletrônica de Transmissão (TEM); 9. Análise Térmica – Termogravimetria (TGA); 10. Análise Térmica – Calorimetria Exploratória Diferencial (DSC)
9.
GRAU DE INTERESSE E COMPROMETIMENTO DE EMPRESASA UNIVASF dispõe do Instituto de Ciências dos Materiais, com 12 laboratórios dedicados à pesquisa em nanomateriais (experimental e teórica), contendo de equipamentos como microscópio eletrônico, difratômetro de raios-X, FTIR, DSC, lasers de picossegundos, magnetômetro, criostato do tipo dedo frio entre outros.
Além destes já citados a UNIVASF detém-se de outros laboratórios, como o de Bioquímica, Farmacologia e o Núcleo de Estudos e Pesquisas de Plantas Medicinais, que servirão de suporte para o desenvolvimento dos objetivos propostos no projeto. Todos os laboratórios conta com 2 técnicos de laboratório, que ficam a disposição das atividades de pesquisa que são realizadas nos mesmos. Estes laboratórios estão equipados como descrito a seguir:
Laboratório de Bioquímica: está equipado com 2 balanças analíticas; espectrofotômetro UV-Visível; estufa para secagem de vidraria; agitadores magnéticos; banho-maria; 2 evaporadores rotatórios; agitador mecânico; 2 unidades de refrigeração; moinho analítico; ponto de fusão a seco; geladeira; freezer; fotômetro de chama; capela de exaustão; mantas aquecedoras; macaco elevatório tipo “Jack”; adsorventes para cromatografia; analisador bioquímico; solventes, reagentes e vidrarias em geral.
Laboratório de Farmacologia: está equipado com geladeira; freezer; deionizador; 2
sistemas de banho para órgãos isolados com 4 canais cada, 5 quimógrafos; banho-maria; pHmetro; balança analítica; balança semi-analítica; deionizador Permution; pletismômetro; 2 hot-plate (placa quente); 1 analgesímetro tail-flick; agitador magnético; estufa para secagem; solventes, reagentes e vidrarias em geral.
Núcleo de Estudos e Pesquisas de Plantas Medicinais: está equipado com lâmpada de
luz ultravioleta; desmineralizador; capela de exaustão; extratores de aço inoxidável; 2 extratores de óleos; fogão; batedeira; liquidificador; encapsuladeira; chapa aquecedora; agitador magnético; 2 evaporadores rotatórios; 2 bombas de vácuo; macaco elevatório; colunas cromatográficas; adsorventes para cromatografia; estufa para secagem de plantas com circulação e renovação de ar; estufa para secagem de vidrarias; balança analítica; balança semi-analítica; extrator de óleos essenciais; solventes, reagentes e vidrarias em geral.
MAHONEY, R.R. Lactose: enzymatic modification, in Advanced Dairy Chemistry, v. 3, ed by Fox PF. Chapman and Hall, London, p. 77–125, 1997.
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