PAEBES ALFA
2015
PROGRAMA DE AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO
BÁSICA DO ESPÍRITO SANTO
Paulo César Hartung Gomes
Governador do Estado do Espírito Santo
César Roberto Colnaghi
Vice Governador do Estado do Espírito Santo
Haroldo Corrêa Rocha
Secretário de Estado da Educação
Eduardo Malini
Subsecretário de Estado de Administração e Finanças
Caroline Falco Fernandes Valpassos
Gerente de Informação e Avaliação Educacional
Subgerência de Avaliação Educacional
Fabíola Mota Sodré (Subgerente) Claudia Lopes de Vargas Denise Moraes e Silva Gloriete Carnielli
Subgerência de Estatística Educacional
Denise Pereira da Silva (Subgerente) Andressa Mara Malagutti Assis (Estatística) Elzimar Sobral Scaramussa
César Roberto Colnaghi
Vice Governador do Estado do Espírito Santo
Haroldo Corrêa Rocha
Secretário de Estado da Educação
Eduardo Malini
Subsecretário de Estado de Administração e Finanças
Caroline Falco Fernandes Valpassos
Gerente de Informação e Avaliação Educacional
Subgerência de Avaliação Educacional
Fabíola Mota Sodré (Subgerente) Claudia Lopes de Vargas Denise Moraes e Silva Gloriete Carnielli
Subgerência de Estatística Educacional
Denise Pereira da Silva (Subgerente) Andressa Mara Malagutti Assis (Estatística) Elzimar Sobral Scaramussa
Caro Educador,
O Estado do Espírito Santo completou, em 2015, o 16º ano do Programa de Avalia-ção da EducaAvalia-ção Básica (PAEBES). A implementaAvalia-ção de uma avaliaAvalia-ção em larga escala é imprescindível para um melhor monitoramento da qualidade e da equidade educa-cional. No decorrer dessa trajetória, o programa forneceu subsídios para a tomada de decisão e para o direcionamento de investimentos, com vistas à melhoria na qualidade da educação nas escolas, voltadas principalmente para a otimização do trabalho peda-gógico na construção de estratégias de aprendizagem.
A Coleção 2015 de divulgação do PAEBES apresenta os resultados das provas e dos questionários socioeconômicos aplicados nas turmas de 1º, 2º, 3º e 5º anos e 8ªsérie/9º ano do Ensino Fundamental e na 3ª série do Ensino Médio, possibilitando aos sistemas de ensino conhecer o desempenho de nossas crianças e jovens e refl etir sobre o que as escolas podem fazer para melhorar esse ensino.
Esse material precisa constituir-se em instrumento efetivo de consultas para gesto-res e professogesto-res no acompanhamento e no planejamento de intervenções, pois a ava-liação não se relaciona apenas à “aprovação” ou “reprovação” dos estudantes, como também à análise dos resultados, de modo a contribuir para que cada escola realize seu planejamento à luz das necessidades de aprendizagem dos alunos.
SUMÁRIO
13
2. O QUE É AVALIADO
NO PAEBES ALFA?
11
1. POR QUE AVALIAR A
EDUCAÇÃO NO ESPÍRITO
SANTO?
18
3. COMO É A
AVALIAÇÃO NO PAEBES
ALFA?
55
4. COMO SÃO
57
5. COMO A ESCOLA
PODE SE APROPRIAR
DOS RESULTADOS DA
AVALIAÇÃO?
63
6. QUE ESTRATÉGIAS
Apresentamos a Revista Pedagógica do PAEBES ALFA 2015.
Esta publicação faz parte da coleção de divulgação dos resultados da avaliação realizada no final do ano de 2015.
Para compreender os resultados dessa avaliação, é preciso responder aos seguintes ques-tionamentos.
POR QUE AVALIAR A EDUCAÇÃO NO ESPÍRITO SANTO?
O QUE É AVALIADO NO PAEBES ALFA?
POR QUE AVALIAR A EDUCAÇÃO NO
ESPÍRITO SANTO?
Para responder a essa pergunta, é preciso, em primeiro lugar, diferenciar avaliação externa de avaliação interna.
Avaliação interna é aquela que ocorre no âmbito da escola. O edu-cador, que elabora, aplica e corrige o teste para, em seguida, analisar seus resultados faz parte da unidade esco-lar em que o processo educacional é levado a efeito.
A avaliação externa em larga es-cala, por sua vez, constitui um procedi-mento avaliativo baseado na aplicação de testes e questionários padroniza-dos, para um grande número de estu-dantes. Esses testes são elaborados com tecnologias e metodologias bem definidas e específicas, por agentes externos à escola. A avaliação exter-na possibilita verificar a qualidade e a efetividade do ensino ofertado a uma determinada população (estado ou mu-nicípio, por exemplo).
Mas como os dados obtidos por esse tipo de avaliação podem con-tribuir para melhorar os processos educativos, no interior das escolas, e, consequentemente, os resultados das redes de ensino? Esse é um questio-namento muito observado entre as equipes gestoras e pedagógicas das escolas que recebem os resultados da avaliação externa.
É necessário ter em mente que a avaliação externa em larga escala tem como objetivo oferecer, por meio de seus resultados, um importante subsídio para as tomadas de decisão, inicialmente na esfera das redes de ensino. Os dados oriundos dos testes respondidos pelos estudantes formam um painel que ilustra o que está sen-do ensinasen-do e o que os estudantes es-tão aprendendo, em cada disciplina e etapa avaliada; de posse dessas infor-mações, os gestores de rede podem
envidar esforços no sentido de esta-belecer políticas que contribuam para a melhoria do desempenho dos estu-dantes de toda a rede e também têm a possibilidade de atuar em casos pon-tuais, como escolas ou regiões espe-cíficas que apresentem o mesmo tipo de dificuldade.
Além da dimensão da rede de ensino, as escolas, individualmente, podem e devem utilizar os resultados da avaliação para verificar o desen-volvimento, pelos estudantes, das ha-bilidades esperadas para a etapa de escolaridade em que estão inseridos. É relevante lembrar que esses resulta-dos precisam ser pensaresulta-dos à luz resulta-dos conteúdos curriculares trabalhados pela escola: as Matrizes de Referên-cia, base para a elaboração dos testes, devem estar relacionadas a esses con-teúdos, sem, no entanto, substituí-los. As unidades escolares têm a possibili-dade de observar se o currículo adota-do contempla as habilidades conside-radas mínimas para que os estudantes consigam caminhar, a cada etapa ven-cida, rumo à aquisição dos conheci-mentos necessários para se tornarem cidadãos críticos e conscientes de seu papel na sociedade.
Verificada a correlação Currículo X Matriz de Referência, gestores e profes-sores podem atuar de diversas manei-ras. Algumas estão indicadas nesta pu-blicação, nas seções 5 - Como a escola pode se apropriar dos resultados da avaliação? e 6 - Que estratégias pe-dagógicas podem ser utilizadas para desenvolver determinadas habilida-des? O importante é descobrir as
estra-tégias mais adequadas para que todos os membros da comunidade escolar se apropriem dos resultados da avaliação, compreendendo sua importância e seu significado para a vida dos estudantes, e
concentrem seus esforços em levá-los a vencer as dificuldades apontadas por esses resultados.
Essas estratégias passam por um estudo acurado dos materiais disponi-bilizados para as escolas: os conteúdos do site do programa, as revistas de di-vulgação de resultados, os encartes contendo os resultados da escola, em cada disciplina e etapa avaliada formam um conjunto robusto de informações que merece atenção e análise.
Esse conjunto foi pensado com a intenção de fornecer, aos gestores e aos professores, o máximo de ele-mentos para que possam avaliar, por meio de dados obtidos externamente à escola, como está o desempenho de seus estudantes, em comparação com as demais escolas da rede, e quais são os pontos que demandam uma aten-ção maior, no trabalho desenvolvido no interior da escola.
Desse modo, fica patente que as informações obtidas a partir dos testes da avaliação externa em larga escala, isoladamente, não solucionam os pro-blemas da educação brasileira, nem têm essa pretensão. A trilha que pode-rá levar a essa solução é a forma como os dados serão utilizados. E, nesse aspecto, somente os educadores en-volvidos com o processo educacional poderão estabelecer o melhor cami-nho a seguir.
As próximas seções têm o objeti-vo de auxiliá-los nessa trajetória, ofe-recendo informações relevantes para que a apropriação e a análise dos re-sultados da avaliação externa em larga escala sejam produtivas para sua esco-la e para sua prática profissional.
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O QUE É AVALIADO NO PAEBES ALFA?
2
Matriz de Referência
O QUE É UMA MATRIZ DE REFERÊNCIA?
As Matrizes de Referência indicam as habilidades que se deseja avaliar nos testes do PAEBES ALFA. Importa regis-trar que as Matrizes de Referência são uma parte do Currícu-lo, ou da Matriz Curricular: as avaliações em larga escala não pretendem avaliar o desempenho dos estudantes em todos os conteúdos presentes no Currículo, mas, sim, nas habili-dades consideradas fundamentais para que os estudantes progridam em sua trajetória escolar.As Matrizes de Referência relacionam os conhecimen-tos e as habilidades para cada etapa de escolaridade ava-liada, ou seja, elas detalham o que será avaliado, tendo em vista as operações mentais desenvolvidas pelos estudantes em relação aos conteúdos escolares que podem ser afe-ridos pelos testes de proficiência. No que diz respeito ao PAEBES ALFA, o que será avaliado está indicado nas Matri-zes de Referência desse programa.
O Tópico ou o Tema agrupa um
con-junto de habilidades, indicadas pelos descritores, que possuem afinidade entre si.
Os Descritores descrevem as
habili-dades que serão avaliadas por meio dos itens que compõem os testes de uma avaliação em larga escala.
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MATRIZ DE REFERÊNCIA LÍNGUA PORTUGUESA 2º EF
T1. RECONHECIMENTO DE CONVENÇÕES DO SISTEMA ALFABÉTICO
C1. Identificação de letras do alfabeto D02 Identificar letras do alfabeto.
D03 Diferenciar letras de outros sinais gráficos, como os números, sinais de pontuação ou de outros sistemas de representação.
D04 Distinguir, como leitor, diferentes tipos de letras.
C2. Uso adequado da página
D05 Reconhecer as direções e o alinhamento da escrita da língua portuguesa.
T2. APROPRIAÇÃO DO SISTEMA ALFABÉTICO
C3. Reconhecimento da palavra como unidade gráfica
D06 Compreender a função da segmentação de espaços em branco, na delimitação de palavras em textos escritos (consciência de palavras). C4. Aquisição da consciência fonológica
D07 Identificar o número de sílabas de uma palavra (consciência silábica).
D08 Identificar sílabas e sons (consciência silábica e consciência fonêmica).
D09 Identificar relações fonema/grafema, som/letra (consciência fonêmica).
C5. Leitura de palavras, frases e pequenos textos D10 Ler palavras silenciosamente.
D11 Ler frases e pequenos textos, localizando informações explícitas contidas neles.
T3. USOS SOCIAIS DA LEITURA E DA ESCRITA
C6. Implicações do suporte e do gênero na compreensão de textos
D12 Reconhecer o local de inserção de determinada palavra numa sequência em ordem alfabética.
D13 Identificar gêneros textuais diversos.
D14 Reconhecer a finalidade de gêneros diversos.
T4. LEITURA: COMPREENSÃO, ANÁLISE E AVALIAÇÃO
C7. Localização de informações explícitas em textos
D15 Localizar informações explícitas em textos de maior extensão ou em textos que apresentam dados.
D16 Identificar elementos que constroem a narrativa.
C8. Interpretação de informações implícitas em textos D17 Inferir informações implícitas em textos.
D18 Identificar assunto de textos.
D20 Identificar efeitos de humor em textos diversos.
C9. Coerência e coesão no processamento de textos D21 Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto.
D22 Estabelecer relações de continuidade temática, a partir da recuperação de elementos da cadeia referencial do texto.
D23 Identificar o efeito de sentido decorrente do uso de recursos gráficos, da pontuação, da seleção lexical e repetições.
T5. PRODUÇÃO ESCRITA
C11. Escrita de palavras e frases D28 Escrever palavras.
MATRIZ DE REFERÊNCIA MATEMÁTICA 2EF
T1. RECONHECIMENTO DE NÚMEROS E OPERAÇÕES
C1. Mobilizar ideias, conceitos e estruturas relacionadas à construção do significado dos números e suas representações D01 Associar quantidades de objetos/pessoas/animais à sua representação numérica.
D02 Associar um número natural à sua escrita por extenso.
D03 Comparar ou ordenar quantidades de objetos/pessoas/animais
D04 Comparar ou ordenar números naturais.
D05 Reconhecer números ordinais ou indicadores de posição.
C2. Mobilizar conceitos e propriedades numéricas, para resolver problemas
D06 Resolver problemas com números naturais, envolvendo diferentes significados da adição ou subtração.
D07 Resolver problemas com números naturais, envolvendo diferentes significados da multiplicação ou divisão.
C3. Mobilizar conceitos e propriedades numéricas para efetuar operações. D08 Efetuar a adição ou subtração de números naturais.
T2. NOÇÕES DE ESPAÇO E FORMA
C4. Reconhecer figuras geométricas planas ou espaciais D09 Identificar a representação de figuras bidimensionais.
D10 Identificar a representação de figuras tridimensionais.
C5. Localizar objetos em representações do espaço
D11 Identificar a localização ou movimentação de pessoas, objetos ou pontos em representação plana do espaço.
T3. NOÇÕES DE GRANDEZAS E MEDIDAS
C6. Mobilizar conceitos e propriedades relacionadas a grandezas e medidas para comparar, identificar ou efetuar medições D12 Comparar ou ordenar comprimento, altura e espessura.
D13 Identificar ou relacionar cédulas e moedas do Sistema Monetário Brasileiro.
D14 Estabelecer relações entre unidades de medidas de tempo.
C7. Reconhecer grandezas e suas diferentes unidades de medida D15 Identificar diferentes maneiras de medir uma grandeza.
D16 Ler horas em relógios digitais e/ou analógicos.
T4. TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO
C8. Reconhecer informações e dados apresentados em gráficos, tabelas ou gêneros textuais D17 Identificar informações apresentadas em quadros ou tabelas.
D18 Identificar informações apresentadas em gráficos de colunas.
D19 Identificar informações apresentadas em diferentes gêneros textuais.
MATRIZ DE REFERÊNCIA DE LÍNGUA PORTUGUESA PAEBES ALFA
Tópicos Competências Descritores
T1
Reconhecimento de convenções do sistema alfabético
C2
Uso adequado da página
D05
Reconhecer as direções e o alinhamento da escrita da Língua Portuguesa
T5
Produção escrita
C11
Escrita de palavras e frases
D28
Escrever palavras
D29
Escrever frases
C12
Produção de textos D30Produzir textos
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A elaboração dos itens do teste de Escrita tem como fundamento uma Matriz de Referência que indica o “O QUE” será avaliado, assim como ocorre com os de leitura.
No PAEBES ALFA, são quatro as habilidades aferidas no teste de escrita e que se encontram delimitadas na Matriz de Referência de Língua Portuguesa. Além do Tópico 5 – Produção Escrita, o qual engloba duas competências que apresentam 3 descritores que se desdobram em níveis de complexidade, avalia-se, também, uma habilidade apresentada em outra seção dessa Matriz de Referência, o D05, presente na Competência 2 do Tópico 1 e que é avaliada no âmbito da Leitura e da Escrita.
A seguir, apresentamos um recorte da Matriz de Referência de Língua Portuguesa do PAEBES ALFA, destacando o tópico relacionado à avaliação de Escrita.
MATRIZ DE REFERÊNCIA DE LÍNGUA PORTUGUESA PAEBES ALFA
Tópicos Competências Descritores
T1
Reconhecimento de convenções do sistema alfabético
C2
Uso adequado da página
D05
Reconhecer as direções e o alinhamento da escrita da Língua Portuguesa
T5
Produção escrita
C11
Escrita de palavras e frases
D28
Escrever palavras
D29
Escrever frases
C12
Para elaborar os testes do PAEBES ALFA, é necessário estabelecer como se dará esse processo, a partir das habi-lidades elencadas nas Matrizes de Referência, e como será o processamento dos resultados desses testes.
COMO É A AVALIAÇÃO NO PAEBES ALFA?
Leia o texto abaixo.
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Curaçao, um simpático e colorido paraíso
Há uma lenda que explica a razão de Curaçao ser uma ilha tão colorida. Consta que um governador, há muitos anos, sentia dores de cabeça terríveis por todas as construções serem pintadas de branco e refletirem muito a luz do sol. Ele teria então sugerido algo a seus conterrâneos: colocar outras cores nas fachadas de suas residências e comércios; ele mesmo passaria a usar o amarelo em todas as construções que tivessem a ver com o governo. E assim nasceu o colorido dessa simpática e pequena ilha do Caribe.
E quem se importa se a história é mesmo real? Todo o colorido de Punda e Otrobanda combina perfeitamente com os muitos tons de azul que você vai aprender a reconhecer no mar que banha Curaçao, nos de branco, presentes na areia de cada uma das praias de cartão-postal, ou nos verdes do corpo das iguanas, o animal símbolo da ilha.
Acostume-se, aliás, a encontrar bichinhos pela ilha. Sejam grandes como os golfinhos e focas do Seaquarium, os lagartos que vivem livres perto das cavernas Hato, ou os muitos peixes que vão cercar você assim que entrar nas águas da lindíssima praia de Porto Mari. Tudo em Curaçao parece querer dar um “oi” para o visitante assim que o avista.
A ilha, porém, tem mais do que belezas naturais. Descoberta apenas um ano antes do Brasil, Curaçao também teve um histórico [...] que rendeu ao destino uma série de atrações [...], como o museu Kura Hulanda, ou as Cavernas Hato. [...]
Disponível em: <http://zip.net/bhq1CS>. Acesso em: 11 out. 2013. Fragmento. (P070104F5_SUP)
(P070105F5) De acordo com esse texto, qual é o animal símbolo da ilha?
A) A foca. B) A iguana. C) O golfinho. D) O lagarto.
Item
O que é um item?
O item é uma questão utilizada nos testes das avaliações em larga escala.
Como é elaborado um item?
O item se caracteriza por avaliar uma única habili-dade, indicada por um descritor da Matriz de Referência
do teste. O item, portanto, é unidimensional.
Um item é composto pelas seguintes partes:
1. Enunciado – estímulo para que o estudante mobilize
recursos cognitivos, visando solucionar o problema apre-sentado.2.
Suporte –
texto, imagem e/ou outros recursos que ser-vem de base para a resolução do item. Os itens de Mate-mática e de Alfabetização podem não apresentar suporte.3.
Comando –
texto necessariamente relacionado à ha-bilidade que se deseja avaliar, delimitando com clareza a tarefa a ser realizada.4.
Distratores –
alternativas incorretas, mas plausíveis – os distratores devem referir-se a raciocínios possíveis.5.
Gabarito –
alternativa correta.Na avaliação da escrita, as habilidades são avaliadas por meio de itens politômicos, nos quais não se pressupõe a existência de uma única opção ou situação correta, mas sim diferentes possibilidades de acerto ou concordância. Assim, as respostas são ordenadas considerando uma progressão dos acertos.
A seguir, são apresentados exemplos de itens para cada uma das habilidades de escrita avaliadas pelo PAEBES ALFA.
Os itens originários desse descritor avaliam se os estudantes já conseguem fazer uso adequado de uma página de caderno com margens e pauta. Isto é, avaliam se eles já sabem respeitar os limites estabelecidos pela página e, tam-bém, se já dominam os princípios da direção da escrita – da esquerda para a direita e de cima para baixo.
D05 - RECONHECER AS DIREÇÕES E O ALINHAMENTO DA ESCRITA DA
LÍNGUA PORTUGUESA
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D28 - ESCREVER PALAVRAS
Os itens que avaliam essa habilidade foram elaborados de duas formas distintas:
Nesse tipo de item, apresenta-se ao estudante uma figura que de-verá ser nomeada. Esse exem-plo pede a nomeação da figura TUBARÃO.
Nesse formato, o Aplicador dita a palavra que deve ser escrita pelo estudante. Esse exemplo apresenta a avaliação da palavra CABEÇA.
D29 - ESCREVER FRASES
Os itens que avaliam essa habilidade foram elaborados de duas formas distintas.
Observação: nesse item, avaliam-se aspectos ortográficos (realização dos fonemas em grafemas, hipossegmentação e hipersegmentação), assim como o uso de maiúscula no início de frase. No entanto, o domínio da acentuação gráfica, separação de sílabas e pontuação não são avaliados, pois essas convenções da escrita ainda estão em processo de desenvolvimento nessa etapa de escolari-dade.
Os estudantes escutam uma frase ditada pelo Aplicador, a qual, de modo geral, organiza-se em ordem direta (Sujeito + verbo + complemento), não sendo muito longas. Esse item solicita a escrita da frase A PRAIA ESTÁ CHEIA DE CONCHAS.
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Outra forma de avaliar essa habilidade é através da apresentação de uma imagem, a partir da qual se solicita que o estudante escreva uma frase coerente com a cena observada. Nesse formato de item, o res-pondente precisa criar e não apenas copiar uma frase. Assim, a realização dessa tarefa envolve também a in-terpretação da imagem.
Observação: nesse tipo de item, além dos aspectos linguísticos considera-dos na tarefa de escrita de frase ditada, são avaliaconsidera-dos aspectos relacionaconsidera-dos à coerência da frase em relação à imagem.
D30 - PRODUZIR TEXTOS
Os itens associados a esse descritor podem apresentar situações de produção distintas (narrativa a partir de suporte não verbal, lista de palavras ou bilhete), conforme a etapa de escolaridade avaliada.
Esses itens permitem que se avaliem diferentes dimensões ou aspectos envolvidos na sua realização, que são tratados como sendo itens diferentes. Os aspectos considerados são:
A seguir, exemplos de item para avaliar esse descritor. ASPECTO 1
Análise discursiva (adequação à proposta) ASPECTO 2Análise linguística (elaboração do texto) Nessa ótica, é verificado se o estudante produziu um texto
conforme os padrões pré-estabelecidos pela estrutura textual elencada (bilhete, lista ou narrativa).
Nessa perspectiva, observam-se os aspectos ortográficos e morfossintáticos do texto elaborado pelo estudante.
Nesse formato de item, o estudante deve elaborar um texto verbal a partir de um su-porte não verbal, como uma tirinha ou história em quadri-nhos. Os elementos verbais permitidos no suporte devem limitar-se a onomatopeias.
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Nesse tipo de item, o estudante deve listar o nome de cinco elemen-tos que compõem a cena.
2ª ETAPA – ORGANIZAÇÃO DOS CADERNOS DE TESTE.
são organizados em
blocos
Itens
que são distribuídos
em
cadernos.
CADERNO DE TESTE
CADERNO DE TESTE
Cadernos de Teste
Como é organizado um caderno de teste?
A definição sobre o número de itens é crucial para a composição dos cadernos de teste. Por um lado, o teste deve conter muitos itens, pois um dos objetivos da avaliação em larga escala é medir de forma abrangente as habilidades essenciais à etapa de escolaridade que será avaliada, de forma a garantir a cobertura de toda a Matriz de Referência adotada. Por outro lado, o teste não pode ser longo, pois isso inviabiliza sua resolução pelo estudante. Para solucionar essa dificuldade, é utilizado um tipo de planejamento de tes-tes denominado Blocos Incompletos Balanceados – BIB.
O que é um BIB – Bloco Incompleto Balanceado?
No BIB, os itens são organizados em blocos. Alguns desses blocos for-mam um caderno de teste. Com o uso do BIB, é possível elaborar muitos cadernos de teste diferentes para serem aplicados a estudantes de uma mesma série. Podemos destacar duas vantagens na utilização desse modelo de montagem de teste: a disponibilização de um maior número de itens em circulação no teste, avaliando, assim, uma maior variedade de habilidades; e o equilíbrio em relação à dificuldade dos cadernos de teste, uma vez que os blocos são inseridos em diferentes posições nos cadernos, evitando, dessa forma, que um caderno seja mais difícil que outro.
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2ª ETAPA – ORGANIZAÇÃO DOS CADERNOS DE TESTE.
VERIFIQUE A COMPOSIÇÃO DOS CADERNOS DE TESTE DO 2º ANO
DO ENSINO FUNDAMENTAL:
Língua Portuguesa
Matemática
Escrita
80 itens divididos em: 16 blocos de
Língua Portuguesa com 5 itens cada de Matemática com 8 itens cada96 itens divididos em: 16 blocos 30 itens divididos em: 6 blocos de Escrita com 5 itens cada
4 blocos (20 itens) de Língua Portuguesa 11 blocos (41 itens) de Matemática 1 bloco (5 itens) de Escrita
formam cadernos de Língua Portuguesa, Matemática e Escrita.
16x
6x
12x
8x
12x
16x
CADERNO DE TESTE CADERNO DE TESTE CADERNO DE TESTE
3ª ETAPA – PROCESSAMENTO DOS RESULTADOS.
Existem, principalmente, duas formas de produzir a medida de desempenho dos estudantes submetidos a uma avaliação exter-na em larga escala: (a) a Teoria Clássica dos Testes (TCT) e (b) a Teoria de Resposta ao Item (TRI).
Os resultados analisados a partir da Teoria Clássica dos Testes (TCT) são calculados de uma forma muito próxima às avaliações realizadas pelo professor em sala de aula. Consistem, basica-mente, no percentual de acertos em relação ao total de itens do teste, apresentando, também, o percentual de acerto para cada descritor avaliado.
Teoria de Resposta ao Item (TRI) e
Teoria Clássica dos Testes (TCT)
Teoria de Resposta ao Item (TRI)
A Teoria de Resposta ao Item (TRI), por sua vez, permite a produção de uma medida mais robusta do desempenho dos estudantes, porque leva em consideração um conjunto de modelos estatísticos capazes de determinar um valor/peso diferenciado para cada item que o estudante respondeu no teste de proficiência e, com isso, estimar o que o estudan-te é capaz de fazer, estudan-tendo em vista os iestudan-tens respondidos corretamenestudan-te.
Comparar resultados de di-ferentes avaliações, como o Saeb.
Avaliar com alto grau de precisão a proficiência de estudantes em amplas áreas de conhecimento sem submetê-los a longos testes.
Ao desempenho do estudante nos testes padronizados é atribuída uma proficiên-cia, não uma nota.
Não podemos medir diretamente o conhecimento ou a aptidão de um estudante. Os modelos matemáticos usados pela TRI permitem estimar esses traços não observáveis.
A TRI nos permite:
Comparar os resultados entre diferentes séries, como o início e fim do Ensino Médio.
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A proficiência é estimada considerando o padrão de respostas dos estudan-tes, de acordo com o grau de dificuldade e com os demais parâmetros dos itens.
Parâmetro A
Capacidade de um item de discri-minar os estudantes que desen-volveram as habilidades avaliadas e aqueles que não as desenvol-veram.
Parâmetro B
Mensura o grau de dificuldade dos itens: fáceis, médios ou difíceis. Os itens são distribuídos de forma equânime entre os diferentes ca-dernos de testes, o que possibilita a criação de diversos cadernos com o mesmo grau de dificuldade.
Parâmetro C
Análise das respostas do estudante para verificar o acerto ao acaso nas respostas.
Ex.: O estudante errou muitos itens de baixo grau de dificuldade e acer-tou outros de grau elevado (situa-ção estatisticamente improvável). O modelo deduz que ele respon-deu aleatoriamente às questões e
Que parâmetros são esses?
A proficiência relaciona o conhecimento do es-tudante com a probabilidade de acerto nos itens dos testes.
Cada item possui um grau de difi-culdade próprio e parâmetros di-ferenciados, atribuídos através do processo de calibração dos itens.
Padrões de Desempenho Estudantil
O QUE SÃO PADRÕES DE DESEMPENHO?
Os Padrões de Desempenho constituem uma caracterização das competências e habilidades desenvolvidas pelos estudantes de determinada etapa de escolaridade, em uma disciplina / área de conhecimento específica.
Essa caracterização corresponde a intervalos numéricos estabelecidos na Escala de Proficiência (vide p. 29). Esses intervalos são denominados Níveis de Desem-penho, e um agrupamento de níveis consiste em um Padrão de Desempenho.
Apresentaremos, a seguir, as descrições das habilidades relativas aos Padrões de Desempenho do 2º ano do Ensino Fundamental do Ensino Fundamental, em Língua Portuguesa - Leitura e Escrita - e Matemática. Esses Padrões de Desempenho vêm acompanhados por exemplos de itens. Assim, é possível observar em que Padrão a escola, a turma e o estudante estão situados e, de posse dessa informação, verificar quais são as habilidades já desenvolvidas e as que ainda precisam de atenção.
Padrão de Desempenho muito abaixo do mínimo esperado para a
etapa de escolaridade e área do conhecimento avaliadas. Para os es-tudantes que se encontram nesse padrão de desempenho, deve ser dada atenção especial, exigindo uma ação pedagógica intensiva por parte da instituição escolar.
Padrão de Desempenho básico, caracterizado por um processo inicial
de desenvolvimento das competências e habilidades corresponden-tes à etapa de escolaridade e área do conhecimento avaliadas.
Padrão de Desempenho adequado para a etapa e área do
conhe-cimento avaliadas. Os estudantes que se encontram nesse padrão, demonstram ter desenvolvido as habilidades essenciais referentes à etapa de escolaridade em que se encontram.
Padrão de Desempenho desejável para a etapa e área de
conheci-mento avaliadas. Os estudantes que se encontram nesse padrão de-monstram desempenho além do esperado para a etapa de escolarida-de em que se encontram. LP - Até 500 pontos MT - Até 400 pontos
ABAIXO DO BÁSICO
LP - De 500 até 600 pontos MT - De 400 até 500 pontosBÁSICO
LP - De 600 até 700 pontos MT - De 500 até 600 pontosPROFICIENTE
LP - Acima de 700 pontos MT - Acima de 600 pontosAVANÇADO
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LÍNGUA PORTUGUESA - LEITURA
ABAIXO DO BÁSICO
Até 500 pontos
Os estudantes que se encontram no Padrão de Desempenho Abaixo do Básico apresentam manifestações de
habi-lidades relacionadas à apropriação do sistema de escrita, como também aos processos iniciais de leitura. Dado o caráter inicial do processo de alfabetização, esses estudantes necessitam de uma intervenção pedagógica focalizada tanto em tarefas que possibilitem o desenvolvimento das habilidades do eixo da Matriz de Referência denominado Apropriação do
sistema alfabético como àquelas que dizem respeito ao eixo Leitura: compreensão, análise e avaliação.
A partir dos 250 pontos de proficiência, os estudantes já identificam algumas letras do alfabeto (especialmente as letras
iniciais), quando apresentadas isoladamente ou em um conjunto de letras (sequência de três letras).
Os estudantes com proficiência a partir de 300 pontos, além das habilidades descritas anteriormente, identificam a
sílaba inicial de uma palavra, especialmente em palavras formadas exclusivamente por sílabas no padrão CV (consoante/ vogal). Esse fato indica que os estudantes que se encontram neste nível de proficiência percebem as relações entre fala e escrita de forma mais sistemática.
Aqueles que estão no intervalo entre 350 e 400 pontos, além de terem consolidado as habilidades relacionadas à
identificação de letras do alfabeto, reconhecem uma mesma letra, ou sequência de letras, grafada em diferentes padrões gráficos (maiúscula, minúscula, de imprensa, cursiva). Esses estudantes leem silenciosamente palavras dissílabas e trissíla-bas, especialmente as paroxítonas, quando formadas exclusivamente por sílabas no padrão CV (consoante/vogal), ou por sílaba formada exclusivamente por uma vogal. Tal constatação indica que esses estudantes desenvolveram habilidades iniciais de leitura de palavras, sendo esse um marco importante de seu processo de alfabetização.
Os estudantes com nível de proficiência entre 400 e 450 pontos realizam a leitura de palavras dissílabas ou trissílabas,
paroxítonas, formadas por diferentes estruturas silábicas (sílaba no padrão CV, CVC, ditongo).
Os estudantes que estão no nível de proficiência entre 450 e 500 pontos identificam o gênero ao qual pertencem
al-guns textos mais familiares. Surgem, neste nível, as primeiras ocorrências de habilidade de leitura de frases na ordem direta (sujeito, verbo, objeto). Também aparecem as primeiras ocorrências de localização de informações explícitas (que se encon-tram na superfície textual) em textos curtos e de gênero familiar ao contexto escolar, como parlendas e textos que informam sobre curiosidades. Em textos narrativos curtos (entre três e quatro linhas), os estudantes que apresentam este nível de pro-ficiência identificam elementos como o tempo em que ocorre um determinado fato e a personagem principal da narrativa.
Em seu conjunto, o desenvolvimento das habilidades de leitura relacionadas a este Padrão de Desempenho caracteriza um leitor que lê e interpreta pequenos textos com alguma autonomia.
Esse item avalia a habilidade de identificar letras do alfabeto. Para resolver a tarefa proposta pelo item, o estudante ouve um conjunto de letras e, sem vê-las, precisa identificar, dentre as alternativas apresentadas, que são constituídas por letras com semelhanças sonoras e/ou gráficas, aquelas que correspondem à se-quência ouvida.
Os estudantes que optaram pela alternativa C, o gabarito, identificaram corre-tamente as letras “VGML”, demonstrando que estabeleceram relação entre o som das letras e a representação gráfica da sequência apresentada.
LEITURA
(P020123C2)
Faça um X no quadradinho onde aparecem as letras que você ouviu.
B J N E
T Q W U
V G M L
F J U E
32
LÍNGUA PORTUGUESA - ESCRITA
ABAIXO DO BÁSICO
Até 500 pontos
Os estudantes que se encontram no Padrão de Desempenho ABAIXO DO BÁSICO desenvolveram habilidades muito iniciais do processo de aprendizagem da língua escrita.
As crianças até 300 pontos, ao realizarem a cópia de um texto em uma página de caderno, ainda não consideram a ordem convencional de organização do texto na página, não respeitando as margens nem a sequência das palavras no texto, sem realizar adequadamente a passagem de uma linha a outra do texto/caderno.
As crianças com proficiência entre 300 e 400 pontos realizam a cópia de um texto, observando algumas regras de utilização da página, embora possam não observar os limites das margens ou a necessidade de recomeçar a escrita na margem esquerda na passagem de uma linha a outra do texto/caderno.
Os estudantes cuja proficiência encontra-se alocada no intervalo de 400 a 500 pontos apresentam uma escrita que pode ser, em alguns casos, ainda silábico-alfabética e, em outros, alfabética, escrevendo palavras de diferentes extensões e padrões silábicos – CV, VC, CVC, CVV – em conformidade com essas hipóteses de escrita. Isso significa que podem usar apenas uma letra para representar cada sílaba da palavra ou, ainda, que podem utilizar ora uma letra para cada sílaba, ora uma letra para cada som da palavra.
Esse item avalia a habilidade de o estudante utilizar, como escritor, o princípio alfabético na escrita de palavra com o apoio de imagem.
Nesse caso, solicitou-se ao estudante a escrita de TUBARÃO, palavra trissí-laba, constituída por duas sílabas de estrutura canônica (consoante/vogal – CV) e uma sílaba final no padrão CVV (consoante/vogal/vogal).
Embora o peixe TUBARÃO seja conhecido pelos estudantes e os mesmos possam estar familiarizados com a pronúncia do seu nome, a complexidade da palavra pode residir em dois pontos. A primeira letra, “T”, que comumente é tro-cada por “D”, quando da transição da oralidade para a escrita, nesse período do ciclo de alfabetização, assim como a utilização de marca de nasalização, no caso “ÃO”, muitas vezes concretizada como “AM” ou “AU”.
Nesse exemplo de escrita, o estudante cometeu dois desvios, que foram: a troca da letra “T” por “D”, possivelmente pela concorrência sonora de articulação de ambas, além do “U” por “O”, muito provavelmente na tentativa de uma hiper-correção na pronúncia da palavra TUBARÃO.
ESCRITA
34
BÁSICO
LÍNGUA PORTUGUESA - LEITURA
De 500 a 600 pontos
Os estudantes que apresentam o Padrão de Desempenho Básico
desenvol-veram todas as habilidades de leitura descritas no Padrão de Desempenho Abai-xo do Básico. Além daquelas habilidades, estudantes com proficiência entre 500 e 550 pontos identificam o número de sílabas de palavras formadas por
dife-rentes padrões silábicos e identificam sílabas no padrão CV no final de palavras. Neste Padrão de Desempenho os estudantes localizam informações explíci-tas em textos curtos e realizam inferências a partir da leitura de textos que con-jugam linguagem verbal e não verbal, como histórias em quadrinhos e tirinhas.
Com relação às habilidades relacionadas aos usos sociais de gêneros e su-portes textuais, inicia-se o desenvolvimento da habilidade de identificar gêneros textuais menos familiares, como a carta e a finalidade de textos, como bilhete, lista de compras, folheto, tabela de preços. Os estudantes que se encontram neste Padrão de Desempenho identificam também o assunto de textos verbais.
Os estudantes com proficiência entre 550 e 600 pontos, que se encontram,
portanto, no limite para a passagem ao próximo Padrão de Desempenho, conso-lidaram habilidades relacionadas à consciência fonológica, como a de identificar sons iniciais e/ou finais de palavras formadas por sílabas no padrão CV, e também as relativas à leitura de palavras em diferentes extensões e padrões silábicos.
As habilidades relacionadas à localização de informações em texto se am-pliam, uma vez que os estudantes que se encontram neste nível localizam infor-mações em textos de diversos gêneros, podendo tal informação estar no início, meio ou fim do texto. Esses estudantes identificam o espaço entre os elementos que compõem uma narrativa. Ampliam-se, também, aquelas habilidades relacio-nadas à identificação de gênero, finalidade e assunto de textos, assim como se amplia a extensão dos textos que esses estudantes conseguem ler.
Ampliam-se, ainda, as habilidades relativas à identificação de gênero, fina-lidade e assunto de textos, assim como se amplia a extensão dos textos que esses estudantes conseguem ler.
Além de inferirem informações em textos exclusivamente não verbais, os es-tudantes que apresentam este nível de proficiência inferem o sentido de uma palavra ou expressão. Reconhecem o local de inserção de determinada palavra numa sequência em ordem alfabética, considerando sua letra inicial.
Esse item avalia a habilidade de reconhecer a finalidade de gêneros diversos. Essa habilidade contribui para a forma-ção do leitor na medida em que possibilita o entendimento da língua relacionada ao seu uso em diferentes contextos sociais de interação.
Para realizar a tarefa proposta pelo item, o estudante precisa atentar-se tanto para a forma do gênero receita culi-nária, que se apresenta em sua estrutura canônica - lista de
ingredientes e modo de preparo, quanto para as informa-ções nele explicitadas para, então, reconhecer o propósito comunicativo do texto.
Os estudantes que marcaram a alternativa C, o gabarito, demonstraram ter desenvolvido a habilidade avaliada pelo item, pois identificaram corretamente que a finalidade da re-ceita é a de ensinar a fazer um doce.
LEITURA
Leia o texto abaixo.
Brigadeiro de panela
Ingredientes
• 1 Colher de sopa - manteiga ou margarina
• 1 Lata - leite condensado
• 4 Colheres de sopa - chocolate em pó
• 1 Pacote - chocolate granulado
Modo de preparo
1. Aqueça a panela em fogo médio.
2. Acrescente 1 colher de sopa de manteiga.
3. Logo após, utilize todo o leite condensado junto à manteiga.
4. Em seguida, acrescente 4 colheres de sopa de chocolate em pó e mexa
sem parar até desgrudar da panela.
5. Unte um recipiente onde a mistura será despejada e faça pequenas bolas
com a mão, passando a mistura no chocolate granulado.
Disponível em: <http://www.comofazerbrigadeiro.com.br/>. Acesso em: 1 ago. 2014. (P020197E4_SUP) (P020124B1)
Esse texto serve para
convidar para uma festa.
dar uma notícia.
ensinar a fazer um doce.
vender um produto.
36
BÁSICO
LÍNGUA PORTUGUESA - ESCRITA
De 500 a 600 pontos
As crianças que se encontram no Padrão de Desempenho BÁSICO desen-volveram todas as habilidades de leitura e escrita descritas no Padrão de Desem-penho ABAIXO DO BÁSICO, apresentando uma escrita que pode ser, em alguns casos, silábico-alfabética e, em outros, alfabética. Esses estudantes escrevem palavras de diferentes extensões e padrões silábicos – CV, VC, CVC, CVV, dentre outros – em conformidade com as hipóteses anteriormente referidas.
Uma conquista importante dos estudantes que apresentam esse nível de proficiência é a habilidade de usar a página adequadamente, respeitando mar-gens e a sequência adequada das palavras, inclusive quando há mudança de linha.
Nesse exemplo, ao contrário do apresentado no padrão anterior, nota-se um estudante cuja escrita encontra-se em nível ortográfico, sendo que ele comete apenas um desvio na grafia da palavra TUBARÃO, referente à marca de nasaliza-ção. Nesse caso, a palavra solicita “ÃO” e o estudante realizou com “AN”.
Apesar de ser um animal conhecido pelas crianças nessa faixa etária, a es-crita de seu nome apresenta algumas complexidades, uma vez que se estrutura com duas sílabas em padrão canônico e a última em padrão não canônico, além da presença de um ditongo nasal nessa sílaba final. Outros desvios recorrentes na grafia dessa palavra são as concorrências fonéticas na articulação das letras “T” (próxima a “D”) e “B” (que concorre com “P”).
ESCRITA
38
LÍNGUA PORTUGUESA - LEITURA
De 600 a 700 pontos
PROFICIENTE
Os estudantes que apresentam Padrão de Desempenho Proficiente
desen-volveram, além das habilidades de leitura descritas anteriormente, outras, que ampliam suas possibilidades de interação com os textos, como leitores. Os estu-dantes que se encontram no nível até 650 pontos, além de localizarem sílabas
iniciais e finais de palavras formadas exclusivamente pelo padrão CV, reconhe-cem sílabas mediais dessas palavras.
Quanto às habilidades de leitura, elas se ampliam, tanto aquelas que se re-ferem à apreensão de elementos que se encontram na superfície textual e à identificação de elementos da narrativa, quanto àquelas que dizem respeito à realização de inferências.
Ampliam-se também as habilidades relacionadas aos usos sociais da leitura e da escrita, o que indica que esses estudantes demonstram ter maior familiaridade com gêneros textuais diversos.
Os estudantes com proficiência entre 650 e 700 pontos desenvolveram
ha-bilidades mais sofisticadas, ligadas à consciência fonológica, como a habilidade de identificar o número de sílabas de palavras de diferentes extensões e forma-das por padrões silábicos diversos.
Quanto à leitura, a interação com textos narrativos revela que tais estudantes identificam o conflito gerador em narrativas. As habilidades de realização de infe-rências também se ampliam, pois os estudantes que se encontram neste nível de proficiência desenvolveram a habilidade de inferir o assunto de um texto a partir de seu título, de perceber o que provoca o efeito de humor num texto e de re-conhecer o efeito de sentido produzido pelo uso de onomatopeias em poesias.
Esse item avalia a habilidade de identificar efeitos de humor em textos diversos. O texto que serve de suporte ao item é uma tirinha e o efeito de humor solicitado no coman-do coman-do item não está localizacoman-do numa passagem específica do texto, deve, portanto, ser inferido a partir do seu sentido global, o que requer a integração dos elementos verbais e não verbais que compõem o texto, além da observação da sequência dos quadros.
Aqueles estudantes que optaram pela alternativa B, o gabarito, perceberam o efeito de humor da tirinha como de-corrência de o menino estar assustado com a presença de uma goteira no telhado. Nesse caso, entenderam que é en-graçado o fato de o menino que aponta para a goteira estar assustado com a água, o que leva a inferir, pela expressão desse menino desde o primeiro quadro, que a reação foi exagerada.
LEITURA
Leia o texto abaixo.
Cascão. n. 14, Ano 2009. p. 34. *Adaptado. Turma da Mônica Coleção Histórica – vol. 14. (ES.02.2186_SUP)
(ES.02.2186)
Esse texto é engraçado porque o Cascão
abriu a porta e quase esbarrou no amigo.
estava com medo da goteira no telhado.
estava com os cabelos arrepiados.
fi cou assustado ao ver o seu amigo.
40
LÍNGUA PORTUGUESA - ESCRITA
De 600 a 700 pontos
PROFICIENTE
Os estudantes com proficiência alocada no Padrão de Desempenho PRO-FICIENTE desenvolveram outras habilidades de escrita além daquelas descritas nos padrões anteriores, o que amplia as possibilidades de interação com os tex-tos como escritores.
As crianças com até 650 pontos de proficiência começam, a partir de um ditado, a escrever frases curtas, no padrão sintático sujeito/verbo/complemento, com ou sem espaçamento correto entre as palavras. No caso de frases não di-tadas, produzidas a partir de uma gravura, inicia-se o desenvolvimento da habili-dade de escrevê-las, ainda que no padrão de escrita silábico-alfabético, com ou sem uso de pontuação e de letras maiúsculas no início das frases.
No intervalo entre 650 e 700 pontos na Escala de Proficiência, os estudantes demonstram ganhos significativos quanto à escrita. Observa-se, pois, o início de uma transição de uma escrita alfabética de palavras para uma escrita com obser-vância de algumas regras ortográficas, especialmente as contextuais: uso de “l” ou “u” em final de palavra; uso de “ss”, “ç” ou “c”, dentre outras. Os estudantes escrevem, ainda, palavras com dígrafos, marcas de nasalização e irregularidades ortográficas como o uso de “s”/“z”; “s”/“c”; “x”/“ch”; “g”/“j”; “ss”/“ç”. Esses estudan-tes encontram-se no limiar entre o padrão PROFICIENTE e o AVANÇADO.
A habilidade avaliada por esse item é a de escrever frases ouvidas, ou seja, ditadas pelo Aplicador. Para isso, foi ditada para o estudante a frase “A PRAIA ESTÁ CHEIA DE CONCHAS”, estruturada em ordem direta.
Nesse exemplo de escrita, identificam-se apenas dois desvios na grafia rea-lizada pelo estudante: um desvio de hipossegmentação em “APRAI” e a falta da letra “A” na palavra “PRAIA”.
Percebe-se que, embora tenham ocorrido esses dois desvios logo no início da frase, o estudante manteve uma escrita ortográfica até o final da sua produção, apesar da complexidade de duas das palavras que a compõem, “CHEIA” e “CON-CHAS”, ambas compostas por sílabas em padrão não canônico e com a presença do dígrafo “CH”, além do ditongo “EI” em “CHEIA”. Essas dificuldades não foram observadas na escrita desse estudante, pois ele fez uso correto do dígrafo e do ditongo. No caso do dígrafo, não houve a substituição por “X” ou “J”, como acon-tece em alguns casos, em função da proximidade dos pontos de articulação na pronúncia dos fonemas, assim como não usou o “E” para representar o “EI”.
ESCRITA
42
Acima de 700 pontos
AVANÇADO
LÍNGUA PORTUGUESA - LEITURA
Os estudantes que se encontram no Padrão Avançado, a partir dos 700 pontos, ampliam a habilidade de inferir informações em textos que conjugam
lin-guagem verbal e não verbal, como tirinhas. Outra habilidade desenvolvida neste nível é a de identificar a relação entre pronomes anafóricos e seus referentes.
A partir dos 750 pontos de proficiência, amplia-se a habilidade de inserção
de uma palavra na ordem alfabética, tendo como referência a segunda ou a ter-ceira letra da palavra. Amplia-se também a habilidade de inferir o sentido de uma palavra ou expressão em texto curto. Neste nível, o estudante consegue identifi-car o interlocutor em textos como propagandas.
A partir dos 800 pontos de proficiência, observa-se a ampliação das
ha-bilidades de leitura anteriormente referidas, especialmente aquelas ligadas ao estabelecimento de relações lógico- discursivas entre partes ou elementos dos textos, como relações de causa e consequência e relações lógico-discursivas marcadas por conjunção temporal ou advérbio de tempo.
Observa-se, portanto, que as principais conquistas a partir deste nível de proficiência dizem respeito à capacidade de interagir com os textos, percebendo as relações existentes entre as diferentes partes que os constituem.
Veja o texto abaixo.
ANIMAIS EM EXTINÇÃO NO BRASIL
ARIRANHA
CERVO-DO-PANTANAL
________________
LOBO-GUARÁ
MICO-LEÃO-DOURADO
TATU
(ES.25.0836)
De acordo com a ordem alfabética, qual é o nome que deve fi car no espaço
vazio dessa lista?
ARARA-AZUL
JAGUATIRICA
ONÇA-PINTADA
TAMANDUÁ
Esse item avalia a habilidade de reconhecer o local de inserção de determinada palavra numa sequência em ordem alfabética. Para realizar essa tarefa, o estudante deve utilizar--se de seus conhecimentos da ordem em que se apresenta o sistema alfabético, apropriação que ocorre ao longo do processo de alfabetização através do uso de suportes
orga-nizados que consideram a ordem alfabética, como o dicio-nário e a lista de presença da turma, por exemplo.
Os estudantes que escolheram a alternativa B, o gaba-rito, demonstraram ter desenvolvido a habilidade avaliada pelo item, já que identificaram corretamente o nome “JA-GUATIRICA” como aquele que ocupa o espaço vago da lista de animais em extinção.
LEITURA
44
Acima de 700 pontos
AVANÇADO
LÍNGUA PORTUGUESA - ESCRITA
Nesse Padrão de Desempenho são observados avanços significativos na es-crita das crianças cuja proficiência se posiciona a partir de 700 pontos na Escala de Proficiência. Observa-se, por exemplo, a transição de uma escrita alfabética de palavras para uma escrita com observância de algumas regras ortográficas, especialmente as contextuais, como o uso de “l” ou “u” em final de palavra, uso de “ss”, “ç” ou “c”, dentre outras.
Os estudantes escrevem, ainda, palavras com dígrafos, marcas de nasaliza-ção e irregularidades ortográficas como o uso de “s”/“z”; “s”/“c”; “x”/“ch”; “g”/“j”; “ss”/“ç”.
No caso da escrita de frases ditadas, observa-se, na maioria das vezes, o uso de espaçamento entre palavras, o que não acontece com regularidade quan-do se trata da escrita de frases a partir de imagens. Nesse caso, observa-se a plausibilidade da frase escrita em relação à cena apresentada, embora possam apresentar equívocos ortográficos decorrentes da semelhança entre os modos de articulação de alguns fonemas (transcrição da fala para a escrita). Esses equí-vocos também ocorrem no caso da escrita de frases ditadas.
Nesse padrão, tem início o desenvolvimento de habilidades necessárias à produção de uma escrita ortográfica: observância de regras que orientam o uso de letras que podem representar um mesmo som em diferentes contextos; uso adequado de marcas de nasalização; uso de letras que podem representar um mesmo som em contextos semelhantes.
Além disso, os estudantes começam a desenvolver a habilidade de produzir textos de gêneros mais familiares a partir da proposição de uma situação comuni-cativa: “escrever um bilhete para transmitir um recado a alguém e/ou um convite para determinado evento”. Acrescenta-se a isso a elaboração de uma história a partir de uma cena (ou sequência de cenas) com o uso de elementos essenciais da narrativa como: personagens praticando ações em uma sequência temporal; uso de articuladores, como marcadores temporais; uso de recursos coesivos, como pronomes, que contribuem para a continuidade temática do texto sem tor-ná-lo repetitivo.
Esse item avalia a habilidade de produzir texto a partir de uma sequência de imagens, nesse caso, uma história em quadrinhos composta por quatro cenas. Para avaliar a escrita do estudante, dois aspectos foram considerados: adequa-ção à proposta e aspectos linguísticos.
No primeiro aspecto, observa-se que o estudante em questão produziu um texto de acordo com o que foi solicitado, embora alguns elementos, como o tem-po e a finalização da narrativa, tenham ficado implícitos no seu enredo.
Da mesma forma, no “aspecto linguístico”, a escrita desse estudante enqua-dra-se no Padrão Avançado, pois seu texto apresentou poucos desvios a se con-siderar, como por exemplo, a omissão da locução “ao” antes de “invés”, na linha 3, e a falta do “S” na palavra “PICINA”, na linha 5, que são desvios naturalmente aceitáveis para essa etapa de escolaridade.
ESCRITA
46
MATEMÁTICA
ABAIXO DO BÁSICO
Até 400 pontos
Os estudantes que se encontram neste Padrão de Desempenho desenvolveram estratégias operativas utilizando con-tagem, quando, por exemplo, resolvem problemas envolvendo adição, subtração e multiplicação com apoio de imagem. Eles estabelecem relações e comparações numéricas, além de evidenciar habilidades matemáticas concernentes à cons-ciência direcional, ou seja, eles projetam as dimensões espaciais do corpo no espaço imediato, demonstrando o apodera-mento de conceitos espaciais sobre o moviapodera-mento ou localizações de objetos no ambiente.
A partir dos 200 pontos de proficiência, os estudantes associam figuras bidimensionais presentes na composição de
objetos do cotidiano, quando, por exemplo, percebem que as faces laterais de uma pirâmide são triângulos.
Os estudantes com proficiência entre 250 e 300 pontos são capazes de diferenciar o maior do menor, o mais alto
do mais baixo, o mais curto do mais comprido, a partir da comparação entre objetos. Eles também reconhecem cédulas e moedas do Sistema Monetário Brasileiro e associam objetos do cotidiano à forma de figuras tridimensionais, quando, por exemplo, relacionam esfera à bola e cubo à caixa, além de identificar informações apresentadas em gráficos de coluna.
Os estudantes com proficiência entre 300 e 350 pontos começam a resolver problemas envolvendo o significado de
juntar da adição e retirar da subtração com apoio de figuras e com quantidades menores que 10. Eles também reconhecem os números ordinais, mas identificam até o nono elemento de um arranjo. Além de identificar a posição de um personagem a partir de uma referência, utilizando-se das noções de mais próximo/perto, eles são capazes de comparar e ordenar com-primento, altura e espessura.
Percebe-se que, no intervalo de 350 a 400 pontos, além das habilidades descritas anteriormente, esses estudantes
identificam o registro por extenso de números naturais até 20, reconhecem até o 12º elemento de uma fila e relacionam conceitos e propriedades matemáticas dos quatro domínios quando mobilizam habilidades em situações da vida cotidiana, que não exigem maior formalização. Eles também realizam a leitura e a interpretação de dados matemáticos apresentados em gráficos de colunas, além de identificar intervalos de tempo (hora, dia, semana, mês e ano) em situações envolvendo se-quências de eventos e localizam informações, em pequenos textos, envolvendo significado numérico. Demonstram, ainda, ser capazes de relacionar os valores entre cédulas e moedas do Sistema Monetário Brasileiro, e associar objetos do mundo físico a sólidos geométricos (cubo e pirâmide).
Questão ## M020041G5
Observe abaixo o gráfi co com o resultado de uma pesquisa realizada com as
crianças que participaram de uma colônia de férias sobre o tipo de fi lme preferido
por elas.
COMÉDIA
ROMÂNTICO
Tipo de filme preferido
35
30
25
20
15
10
5
0
Quantidade de crianças
AVENTURA
DESENHO
De acordo com o gráfi co, qual foi o tipo de fi lme preferido pela maior quantidade
de crianças?
AVENTURA.
COMÉDIA.
DESENHO.
ROMÂNTICO.
Esse item avalia a habilidade de os estudantes lerem informações e dados apresentados em gráficos de colunas.
Para a resolução desse item, os estudantes devem per-ceber que o gráfico apresenta quatro colunas, cujas alturas indicam a quantidade de crianças que escolheram cada tipo de filme. O comando solicita que os estudantes apontem o
tipo de filme preferido pela maior quantidade de crianças, para isso eles devem observar no eixo vertical a coluna de maior altura. Os estudantes que escolheram a alternativa C possivelmente desenvolveram a habilidade avaliada nesse item.
48
BÁSICO
MATEMÁTICA
0 50 100 150 200 250 300 350 400 450 500 550 600 650 700 750 800 850 900 950 1000
De 400 a 500 pontos
Os estudantes que apresentam o Padrão de Desempenho Básico desen-volveram todas as habilidades descritas no Padrão de Desempenho Abaixo do Básico. Além daquelas habilidades, constata-se que esses estudantes identificam propriedades comuns e diferenças entre figuras bidimensionais, o que evidencia uma sistematização das habilidades que lhes permitem projetar para a dimensão plana o objeto representado tridimensionalmente, quando, por exemplo, relacio-nam a roda de um carro à sua forma circular.
Percebe-se neste Padrão de Desempenho a gênese do sentido numérico e dos efeitos das operações. Os estudantes demonstram manipular os números nos diversos contextos, seja para comparar quantidades ou para associá-las à sua representação numérica, seja para manipular algoritmos ou resolver proble-mas envolvendo alguns dos significados das operações aritméticas.
Constata-se no intervalo entre 400 a 450 pontos marcos cognitivos
signifi-cativos no campo Numérico, pois esses estudantes, além de resolver problemas envolvendo as ações de comparar e completar quantidades, eles manipulam o algoritmo da adição e subtração sem reagrupamento, bem como problemas en-volvendo a multiplicação.
Os estudantes que se encontram no intervalo de 450 e 500 pontos de
de-sempenho, no que se refere a Grandezas e Medidas, conseguem estabelecer trocas entre cédulas e moedas em situações-problema. Demonstram, no que se refere a habilidades de medida de tempo, reconhecer horas exatas e meia hora em relógios digitais e analógicos. No campo Espaço e Forma, os estudantes que se encontram neste nível de proficiência demonstram que identificam proprieda-des geométricas que lhes permitem diferenciar figuras planas – como o triângulo, o retângulo e o círculo – em representações que combinam essas formas. Além disso, identificam a localização/movimentação de objetos em mapas tomando como referência noções de perto/longe, direita/esquerda. No campo Tratamen-to da Informação, identificam informações apresentadas em gráficos de coluna, bem como identificam, em diferentes gêneros textuais, informações relativas ao significado numérico.
Questão ##
M020265E4Observe abaixo a quantidade de peixes em um lago.
A quantidade total de peixes nesse lago é
2
9
17
18
Esse item avalia a habilidade de os estudantes associa-rem, através da contagem, a quantidade de objetos em uma coleção à sua representação numérica.
Para resolver esse item, os estudantes devem realizar a contagem dos peixes dispostos no lago e associar o último número dessa contagem (18) à quantidade total de peixes do lago. Faz-se necessário que os estudantes identifiquem
os objetos a serem contados e compreendam que cada elemento deve ser contabilizado uma única vez, de forma que o último objeto contado corresponda ao número total de elementos do grupo apresentado. Os estudantes que escolheram a alternativa D provavelmente desenvolveram a habilidade avaliada nesse item.
50
MATEMÁTICA
0 50 100 150 200 250 300 350 400 450 500 550 600 650 700 750 800 850 900 950 1000
De 500 a 600 pontos
PROFICIENTE
Neste Padrão de Desempenho, é perceptível um aumento do grau de com-plexidade das habilidades do campo Numérico que pode ser verificado quan-do esses estudantes demonstram resolver problemas de multiplicação e divisão com e sem apoio de figura. Além de serem capazes de manipular o algoritmo da adição e subtração sem reagrupamento e identificar o registro por extenso de números naturais até 30. Amplia-se também o pensamento geométrico, uma vez que eles demonstram identificar retângulos, círculos e triângulos com base na análise de figuras construídas pela justaposição de outras.
Os estudantes com proficiência entre 500 e 550 pontos demonstram
utilizar o sentido de número com mais propriedade. Eles resolvem problemas de multiplicação envolvendo o significado de dobro e triplo com e sem apoio de figura, problemas de divisão envolvendo a ideia de metade com e sem apoio de figura. No campo Geométrico, identificam figuras bidimensionais em desenhos formados pela composição de retângulos, círculos e triângulos, bem como asso-ciam objetos do mundo físico à representação de sólidos geométricos (cubo, pi-râmide, cilindro e cone), o que representa uma maior abstração das propriedades que envolvem essas figuras.
Os estudantes que se encontram no nível entre 550 e 600 pontos
desen-volveram as habilidades dos níveis anteriores. Além disso, demonstram ampliar o conhecimento relativo aos sólidos geométricos, passam a reconhecer o cone e a esfera, e a identificar em calendários os dias da semana, meses e anos.
Ao observar o conjunto de habilidades que estão localizadas neste Pa-drão de Desempenho, constata-se marcos cognitivos significativos nos campos Numérico, Geométrico e das Medidas, demonstrando que os estudantes cuja proficiência se encontra nesse intervalo encontram sentido para seu objeto de estudo de maneira significativa. Esses estudantes percebem a relação existente entre a Matemática e o mundo.
Questão ##
M010062G5Observe abaixo os 6 ovos de Páscoa que Rita distribuiu igualmente em 3 caixas.
Quantos ovos de Páscoa Rita colocou em cada caixa?
18
6
3
2
Esse item avalia a habilidade de os estudantes resolve-rem problemas envolvendo a divisão de números naturais, com o apoio gráfico.
Para resolvê-lo, os estudantes podem considerar os 6 ovos de páscoa e fazer uma distribuição entre as caixas, usando a correspondência de um ovo de páscoa para a primeira caixa, um para a segunda caixa, um para a tercei-ra, e, assim, sucessivamente, até que tenham terminado de
distribuir todos os ovos de páscoa. Eles devem ser capa-zes de reconhecer o significado de partilha apresentado no contexto do item, identificando que os 6 ovos de páscoa fo-ram distribuídos igualmente entre cada uma das 3 caixas, ou seja, observar que 6 refere-se ao dividendo e 3 ao divisor. A escolha da alternativa D indica que esses estudantes possi-velmente desenvolveram a habilidade avaliada nesse item.
52
Acima de 600 pontos
AVANÇADO
MATEMÁTICA
A principal característica dos estudantes que apresentam proficiência com-patível com o Padrão de Desempenho Avançado é o fato de terem desenvolvido habilidades matemáticas além daquelas esperadas para a etapa de escolaridade em que se encontram.
Os estudantes cuja proficiência se localiza no intervalo de 600 a 650 pontos
consolidaram a habilidade de identificar igualdades e desigualdades numéricas, por meio da contagem, indicando o desenvolvimento da habilidade relativa ao estabelecimento de relações e comparações numéricas sem apoio de figuras. Eles também demonstram resolver problemas relativos à divisão, sem apoio de figuras com grau de complexidade maior que nos níveis anteriores, bem como extrair informações de gráficos de colunas.
Constata-se que estudantes com proficiência localizada acima de 650 pon-tos consolidaram as habilidades relativas à resolução de problemas envolvendo
as ações de juntar, separar, acrescentar e retirar quantidades sem apoio de figu-ras. Eles consolidaram também as habilidades relativas ao reconhecimento de figuras tridimensionais, extração de informação em gráficos de colunas e identifi-cação de intervalo de tempo.
Questão ##
M020110G5Faltam 21 dias para a festa de aniversário de Eduardo.
Quantas semanas faltam para a festa de aniversário de Eduardo?
7
4
3
2
Este item avalia a habilidade de os estudantes reconhe-cerem e relacionarem, em situações-problema, as unidades usuais de medida de tempo: dias e semanas.
Para resolvê-lo, esses estudantes devem ter desenvol-vido a noção de tempo e percebê-lo como um componen-te do siscomponen-tema de medidas usado para sequenciar eventos, comparar suas durações e seus intervalos. Em seguida,
devem converter o número de dias em semanas, demons-trando reconhecer que 7 dias correspondem a uma semana. Apoiado nesse conhecimento, eles poderão utilizar o signi-ficado de medida da divisão para calcular quantas vezes o número 7 “cabe” no 21, chegando ao resultado 3. Assim, os estudantes que assinalaram a alternativa C possivelmente consolidaram a habilidade avaliada por esse item.
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COMO SÃO APRESENTADOS
OS RESULTADOS DO PAEBES
O processo de avaliação em larga escala não acaba quan-do os resultaquan-dos chegam à escola. Ao contrário, a partir desse momento toda a escola deve analisar as informações recebi-das, para compreender o diagnóstico produzido sobre a apren-dizagem dos estudantes. Em continuidade, é preciso elaborar estratégias que visem à garantia da melhoria da qualidade da educação ofertada pela escola, expressa na aprendizagem de todos os estudantes.
Para tanto, todos os agentes envolvidos – gestores, profes-sores, famílias – devem se apropriar dos resultados produzidos pelas avaliações, incorporando-os à discussão sobre as práticas desenvolvidas pela escola.
O encarte de divulgação dos resultados da escola traz uma sugestão de roteiro para a leitura dos resultados obtidos pe-las avaliações do PAEBES ALFA. Esse roteiro pode ser usado para interpretar os resultados divulgados no Portal da Avaliação http://www.paebesalfa2onda.caedufjf.net/ e no encarte Escola à vista!