Eficiência Energética e
Edificações Sustentáveis
Motivação para o estudo
As mudanças do clima compõem um dos maiores desafios globais atuais, em particular em limitar o aquecimento a 1,5 C0
Brasil ratificou o Acordo de Paris. Além de metas para florestas, a NDC brasileira inclui metas para aumentar a participação de fontes renováveis na matriz energética e
aumentar a eficiência energética
As cidades respondem por 2/3 da demanda por energia primária e por 70% das emissões de GEE relacionados à energia (PNUMA, 2010)
Oportunidade para o
Setor
Financeiro
Cidades mais sustentáveis podem contribuir para que o Brasil avance no cumprimento de sua NDC. Para tanto, a construção civil pode contribuir com:
Objetivos e método do estudo
Identificar
soluções
para financiamento de projetos de retrofit em edificaçõesexistentes, em novas edificações sustentáveis e para a aquisição de painéis solares
Sugerir
melhorias
em mecanismos financeiros existentes oudesenvolvimento
de novos mecanismos que viabilizem o desenvolvimento do mercado Análise de
documentos públicos
(relatórios, websites e notícias) Entrevistas
com organizações envolvidas com o tema Co-construção com
GT FEBRABAN
Objetivos do Estudo
Associações
1. ABESCO - Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia
2. ABSOLAR - Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica 3. Green Building Council
4. Secovi: Sindicato da Habitação 5. CREA: Conselho Regional de
Engenharia e Agronomia
6. CAU: Conselho de Arquitetura e Urbanismo no Brasil 7. Sinduscon: Sindicato da Construção Empresas do Setor 15. Cyrela 16. Gafisa 17. Tecnisa 18. Cushman & Wakefield 19. ECOGEN Especialistas
27. City of London: Urban Development Funds 28. One NYC: Green
Buildings and Energy Efficiency 29. C40 Cities Climate Leadership Group 30. WRI 31. CEBDS e SITAWI
Organizações entrevistadas
Instituições Financeiras 8. CAIXA 9. Santander 10. Votorantim 11. Itaú Unibanco 12. BID/EEGM 13. BNDES 14. IFC Consultorias 22. Mitsidi 23. EkobeSolar 24. Solatio 25. Inovatech 26. Sustentech GovernoEscopo do estudo
Retrofit em
Edificações
existentes
Novas
Edificações
Aquisição de
painel solar
Implantação de projeto de energia solar fotovoltaica
Redução de consumo de energia com iluminação, refrigeração e água
Redução de geração de resíduos
Contexto institucional: regulamentação
Estatuto da Cidade (2001): propõe avanços para cidades mais sustentáveis
Plano Nacional de Eficiência Energética (PNEf- MME): meta de redução de 10% do
consumo de energia elétrica no Brasil - inclui EE em edificações
Plano Diretor Energia (MME): obrigatoriedade de instalação de placas solares para
aquecimento de água
ABNT NBR 15.575 (2014): estabelece desempenho mínimo para edificações
habitacionais: possui critérios ambientais, conforto, segurança estrutural, acessibilidade, entre outros
Retrofit Novas
Contexto institucional: incentivos fiscais
IPTU Verde:
desconto no imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) para construções sustentáveis certificadas (novas e retrofit).Exemplos de Pilotos:
• Guarulhos: desconto de 20% no valor anual do IPTU de edificações
• São Paulo: desconto de 4%, 8% e 12% no IPTU se houver certificação LEED ou AQUA*
*LEED: Leadership in Energy and Environmental Design AQUA: Alta Qualidade Ambiental - High Environmental Quality
Retrofit Novas
Contexto institucional: normas e certificações
Procel EDIFICA (2003):
Certificação com foco em eficiência energética, com indicadores mensuráveis e comparáveis
Retrofit Novas
Edificações
LEED (Leardship for Energy and Environment Design)
Brasil é o quinto país do mundo em número de certificações LEED com 991 projetos certificados em 2015, atrás de Estados Unidos, Canadá, China e Índia
Resolução ANEEL nº. 687/2015: Solar Fotovoltaica
Geração compartilhada: prevê a possibilidade de criação de um consórcio para
compartilhamento dos ganhos dentro da mesma área de concessão
Autoconsumo remoto: prevê a possibilidade de instalação de painéis fora da
localização onde a conta de luz é gerada desde que dentro da mesma área de concessão
Normas e Certificações
INMETRO - IEC 61215: etiquetagem de painéis solares, alinhada com práticas internacionais
Incentivos Fiscais
ICMS 16/2015: autoriza estados a isentarem o ICMS sobre a energia da REN 482/2012 (20 estados já aderiram)
Contexto Institucional: regulamentação
Retrofit Novas
Eficiência Energética e Edificações Sustentáveis
Novas
Edificações
Contexto: Benefícios
Desafios
Recomendações
Ganhos de valor de mercado de edificações sustentáveis em relação a edificações tradicionais
Edificações sustentáveis possuem taxa de vacância é, em média, 7% menor no RJ e 9,5% menor em SP
Valor de mercado na locação, em média 24% maior no RJ em prédios certificados e 10% maior em SP
Contexto: benefícios de implementação para o mercado
(Green Building Council Brasil, 2016)
Pessoa Jurídica - Segmento Comercial: grandes e médias incorporadoras e/ou construtoras
Novas Edificações
(Green Building Council Brasil, 2016)
(Entrevistas com especialistas no tema) (Green Building Council Brasil, 2016)
Custo do empreendimento sustentável (ES) é em média 5% a 15% maior que os custos de empreendimentos tradicionais e consumidor reticente em absorver este valor.
o O projeto de uma edificação sustentável requer materiais, processos e capacitação específicos e curva de aprendizagem
Existem ocasiões em que o empreendimento sustentável não obtém melhoria de custos de manutenção e operação por falta de expertise de quem administra esta manutenção
Desafios
Síntese das entrevistas com especialistas no tema
Novas Edificações
Os empreendedores de ES gostariam de acessar financiamento imobiliário com taxas inferiores a de empreendimentos tradicionais
o Os atuais modelos de financiamento imobiliário não refletem os ganhos
potenciais do ES:
• Mercado imobiliário atual ainda não precifica ganhos das ES
• Setor financeiro tem dificuldade de analisar riscos de projetos de ES por falta de dados
Escassez de garantias disponíveis no mercado para diminuir o risco do financiamento
Desafios
Novas
Contribuir para que as taxas de juros de ES tornem-se mais atrativas
o Fomentar a criação de base de dados para possibilitar análise de risco mais precisa para ES por parte da instituição financeira
o Fomentar a oferta de garantias por instituições multilaterais, de fomento
e os fundos institucionais
Recomendações: instrumentos financeiros
Apoiar a emissão de títulos verdes para financiar ES: Green Bonds para construção de prédios sustentáveis com garantia e/ou investimento âncora de uma instituição multilateral ou de fomento
Novas Edificações
Eficiência Energética e Edificações Sustentáveis
RETROFIT
Contexto: Benefícios e
Potencial de Mercado
Desafios
Recomendações
Segmento comercial é um nicho promissor
Edificações que fizeram Retrofit
tiveram ganhos em economia de
energia em torno R$ 500mil a R$2 mm por ano
Contexto: benefícios de implementação para o mercado
Retrofit Tipo de Empreendimento Economia de Energia (%) Economia de Energia (R$ mm/ano) Prédios Antigos 21% 0,499 Hotéis 30% 1,71 Hospitais 31% 1,41 Shopping 18% 1,11 Centro de Distribuição 39%
Pessoa Jurídica - Segmento Comercial pequeno e médio
Porte de projetos abaixo de R$5 mm
Redes de lojas, padarias, concessionárias, supermercados, estacionamentos
Pessoa Jurídica - Segmento Comercial médio e grande
Porte de projetos entre R$5-10mm
Prédios corporativos, Hospitais, Shoppings, Hotéis
Mercado Potencial Mais Favorável:
Segmento Comercial, Porte de Projetos entre R$200 mil e R$3 milhões
Contexto: potencial de mercado
Desconhecimento das vantagens econômicas do Retrofit
Soluções de EE em geral são customizadas e não padronizadas
o Requer consultoria especializada
o Para IFs: dificulta a escalabilidade dos projetos e a criação de produtos
financeiros padronizados
Pouca utilização das linhas padronizadas existentes (ex: BNDES)
Empreendedores mencionaram escassez de garantias disponíveis no mercado para diminuir o risco do financiamento
Desafios
Modelos de financiamento existentes
Instituição Financeira Empresa A Empresa B Empresa D Empresa C Empresa E Cliente Final Empréstimo e Financiamento Pagamento GarantiaModelo de Financiamento direto para cliente final
Soluções Financeiras Produtos de Prateleira CDC, leasing, fiança Produtos BNDES Operações estruturadas: necessita um ticket médio mais alto
Modelos de financiamento existentes
Instituição Financeira Empresa A Empresa B Empresa D Empresa C Empresa E Ex. Consultor Engenheiro ESCO Cliente Final Intermediário Financiamento e Desenvolvimento do Projeto Empréstimo e Financiamento Pagamento Pagamento por performance GarantiaModelo de Financiamento com intermediário
Modelos de financiamento existentes
Desafios nas duas pontas
Instituição financeira
o projetos customizados aumentam custo de transação o dificuldade em desenhar produtos padronizados
Intermediário e cliente final
o dificuldade em dar garantiaso condições de financiamento não compatíveis com payback da operação o falta de informação e capacitação
Apoiar o desenvolvimento de mecanismos customizados para clientes do segmento comercial quando ticket médio for compatível
o Capacitação interna das instituições financeiras no tema
o Criar base de dados de forma a possibilitar a análise de risco pela instituição Potencializar as linhas disponíveis ou novas linhas padronizadas por meio de
o Redução da burocracia de linhas existentes (ex. BNDES – Eficiência Energética)
o Criar novas soluções de produtos padronizados que sejam atrativas para ambas as
partes
Contribuir para o aumento de oferta de garantias por instituições multilaterais, de fomento e de fundos institucionais
Recomendações: instrumentos financeiros
RetrofitEficiência Energética e Edificações Sustentáveis
Energia Solar Fotovoltaica
Contexto
Desafios
Recomendações
Contexto: potencial de mercado
Universo ainda pequeno: 3.981 micro e minigeradores, em um universo de 77 milhões de unidades consumidoras
Porém, cresceu 5 vezes nos últimos 12 meses
(Aneel e ABSOLAR) Aquisição
Painel Solar
Mercado Potencial
Pessoa Jurídica - segmento comercial
Prédios corporativos, hospitais, shoppings, redes de lojas, padarias, concessionárias, supermercados, estacionamentos (mini geradores até 5MW)
Carência de técnicos especializados em implantação de painéis solares Desconhecimento do cliente das novas Resoluções e incentivos fiscais Payback para o cliente ainda pouco atrativo
o Investimento na média de R$ 6.500/kWp instalado
o Payback distintos dependendo da localização e custo da energia: média de 6 anos
Baixa propensão do cliente a pagar taxas de juros atuais dos produtos financeiros existentes
BNDES não pode financiar equipamentos que não tenham conteúdo nacional
Para o setor financeiro: dificuldade em execução de garantias para o mercado de painéis solares fotovoltaicos
Desafios
Síntese das entrevistas com especialistas no tema
Aquisição Potencializar produtos existentes ou criação de novos para instituições financeiras
o Estudar a possibilidade de melhorar a atratividade para os clientes por meio
de condições do financiamento: prazo, taxas, garantias e indexação
o Ampliar a divulgação dos produtos existentes
Apoiar contratos de aluguel de usinas de Energia Solar Fotovoltaica em agências bancárias, contribuindo para a redução de custos e desenvolvimento do mercado
Recomendações: instrumentos financeiros
AquisiçãoDesenvolvimento dos mercados analisados
São mercados emergentes que dependem de ações promovidas de forma
cooperada pelos agentes do mercado, das entidades multilaterais de fomento e
dos organismos de governo. Essa ação conjunta possibilitará o desenvolvimento das soluções que estimulem as atividades e projetos de eficiência energética e edificações sustentáveis com benefícios para toda a sociedade
Cabe ao setor produtivo e suas entidades representativas estimular a troca de informações e a transparência para o desenvolvimento desses mercados, aumentar sua abrangência e escala e buscar continuamente a redução dos custos por meio de novas tecnologias