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DPC ProcTrib 05 x Revisão Recursos

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Academic year: 2021

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Revisão

Recursos em

Primeiro Grau

(2)

Atividade Avaliativa - COVID 19

A1

A1 – Atividade Avaliativa

Trata-se de um caso prático interdisciplinar, único para todas as turmas do mesmo período, apresentado aos alunos na primeira aula, com duas questões discursivas de caráter objetivo a serem respondidas fora da sala

de aula e entregue na data estabelecida pela Coordenação.

Caso Prático Interdisciplinar (Reais Processo Civil)

Questões discursivas de caráter objetivo, específicas para cada disciplina

Grupos: duplas ou trios

O limite de página de cada atividade e a forma de entrega, manuscrita ou digitada, serão informados pelo docente, podendo ser diferente em cada atividade, de acordo com os objetivos de aprendizagem.

(3)

Atividade Avaliativa - COVID 19

A2

Reais e Direito Processual Civil – Processo nos Tribunais

CASO PRÁTICO

Roberto é proprietário do apartamento localizado no Condomínio Orquídeas do Vale e que se encontra registrado na matrícula 123 do 10º Cartório de Registro de Imóveis da Capital/SP. Interessado em alugar o apartamento, Roberto optou por alugar a sua unidade pelo sistema denominado AirBNB, mediante o qual faria locações por prazos curtos – de no máximo 1 semana – por meio de plataforma mantida na internet pela empresa administradora do sistema, situação esta que lhe garantiria a possibilidade de manter o seu apartamento ocupado por um curto espaço de tempo.

Em razão da ótima localização do seu apartamento, a unidade passou a ser frequentemente alugada pelo sistema AirBNB, situação esta que gerou grande incômodo perante os demais condôminos sob a alegação de que o grande fluxo de locatários estaria a prejudicar a segurança do condomínio que não possuía condições de controlar as pessoas que passaram a frequentar o condomínio.

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Atividade Avaliativa - COVID 19

A3

Reais e Direito Processual Civil – Processo nos Tribunais

Por conta da específica situação de Roberto, o síndico convocou uma Assembleia Extraordinária para que fossem deliberadas e votadas as seguintes propostas de caráter genérico: a) a proibição de locação das unidades do condomínio pelo sistema denominado AirBNB, ou b) a proibição dos locatários pelo sistema denominado AirBNB de acessar e se utilizar das áreas comuns do condomínio, tais como quadras, piscinas, academia de ginástica e salão de festas, tendo os condôminos presentes à referida assembleia deliberado e aprovado a proposta versada no item “ b” do edital de convocação.

Considerando essa realidade, ROBERTO é atendido no seu escritório. Expôs que já tem 4 contratos celebrados com 4 locatários distintos. Eles ocuparão o imóvel em períodos diverso pelos próximos 2 meses, situação que lhe gerará renda suficiente para poder pagar as mensalidades escolares de seus filhos, uma vez que está desempregado desde o final do último ano. A vingar a deliberação em assembleia, terá que rescindir os contratos e pagar multa ( dinheiro do qual não dispõe) ou reduzir o valor contratado, o que comprometerá o pagamento das mensalidades escolares.

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Atividade Avaliativa - COVID 19

A4

Reais e Direito Processual Civil – Processo nos Tribunais

Expôs também que durante a assembleia, foi ofendido de forma contundente por inserir pessoas estranhas ao condomínio, pelo síndico o qual foi aplaudido por outros moradores. Sentiu-se muito humilhado porque está passando por situação financeira bastante delicada.

Nesse contexto, o advogado que o atendeu propôs ação objetivando que a deliberação condominial não incidisse sobre os contratos de locação celebrados antes de sua votação, respeitando-se o ato jurídico perfeito. Neste ponto, requereu tutela de urgência. Postulou, ainda, indenização por danos morais haja vista as ofensas sofridas.

_____________________________________

QUESTÕES DE DIREITO DE DIREITO CIVIL (REAIS) – A1

1 - A proposta aprovada em assembleia passa a integrar a convenção condominial ou o regimento interno? Justifique, inclusive quanto ao quórum necessário para tal aprovação.

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Atividade Avaliativa - COVID 19

A5

Reais e Direito Processual Civil – Processo nos Tribunais

2 - A proposta de proibição genérica de utilização de áreas comuns pelos locatários que se utilizam do sistema AirBNB, aprovada pela assembleia geral extraordinária, encontra guarida na legislação em vigor?

QUESTÕES DE DIREITO DE DIREITO PROCESSUAL CIVIL (TRIBUNAIS) – A1

1- O pleito de tutela de urgência foi indeferido pelo juiz sob o argumento de que a Assembleia é soberana. Pergunta-se: cabe recurso neste momento? Em caso positivo, qual o recurso cabível, qual o fundamento legal, qual o valor do preparo e onde deve ser proposto?

2- Ao final, a ação foi julgada improcedente. Pergunta-se: qual o recurso ou recursos cabíveis? O que é “error in procedendo” e “error in judiciado”? Qual o juízo “ a quo” e juízo “ad quem”?

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Atividade Avaliativa - COVID 19

A6

Reais e Direito Processual Civil – Processo nos Tribunais

ATIVIDADE A2 - (Profº Direito Civil)

Diante das problemáticas jurídicas relacionadas ao tema AirBNB, elabore um parecer acerca do cabimento (ou não) de restrições ao uso do imóvel pelo locatário, considerando a função social da propriedade e o princípio dos interesses coletivos no condomínio edilício, bem como a jurisprudência atual.

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Atividade Avaliativa - COVID 19

A7

Reais e Direito Processual Civil – Processo nos Tribunais

Debates

QUESTÕES DE DIREITO DE DIREITO PROCESSUAL CIVIL (TRIBUNAIS) – A1

1- O pleito de tutela de urgência foi indeferido pelo juiz sob o argumento de que a Assembleia é soberana. Pergunta-se: cabe recurso neste

momento? Em caso positivo, qual o recurso cabível, qual o fundamento legal, qual o valor do preparo e onde deve ser proposto?

2- Ao final, a ação foi julgada improcedente. Pergunta-se: qual o recurso

ou recursos cabíveis? O que é “error in procedendo” e “error in judiciado”? Qual o juízo “ a quo” e juízo “ad quem”?

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Atividade Avaliativa - COVID 19

A8

Reais e Direito Processual Civil – Processo nos Tribunais

Debates

QUESTÕES DE DIREITO DE DIREITO PROCESSUAL CIVIL (TRIBUNAIS) – A1

1- O pleito de tutela de urgência foi indeferido pelo juiz sob o argumento de que a Assembleia é soberana. Pergunta-se: cabe recurso neste

momento? Em caso positivo, qual o recurso cabível, qual o fundamento legal, qual o valor do preparo e onde deve ser proposto?

2- Ao final, a ação foi julgada improcedente. Pergunta-se: qual o recurso

ou recursos cabíveis? O que é “error in procedendo” e “error in judiciado”? Qual o juízo “ a quo” e juízo “ad quem”?

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Modelo

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PARECER

(2 linhas - espaço duplo)

EMENTA:

INDENIZAÇÃO. DANOS FÍSICOS E MATERIAIS. ACIDENTE DE TRÂNSITO. POSSIBILIDADE DE MEDIDA JUDICIAL. HONORÁRIOS.

(Resumo das conclusões da consulta) (2 linhas - espaço duplo)

I. DA CONSULTA

(Descrição da consulta) (1 linha - espaço duplo)

Em razão de consulta feita pela Sra. Maria Bastos, fazemos um breve relato dos fatos para na sequência nos manifestarmos sobre o assunto.

2. Em 27 de fevereiro de 2017, a Sra. Maria, seu marido, Sr. Sergio, e sua filha, Sueli, retornavam da cidade de São Miguel (SP) para a cidade de Santo André (SP), quando foram gravemente atingidos, próximos à (...)

(12)

PARECER

cidade de São João (SP), pelo veículo dirigido pelo Sr. Jonas de Carvalho, que, imprudentemente, fazia ultrapassagem pela contramão, havendo todos, inclusive o Sr. Jonas, sofrido lesões.

3. A Sra. Maria e sua família foram socorridos e encaminhados ao Hospital Regional Estadual – HRE-III.

4. Em consequência do acidente, o Sr. Sergio perdeu a perda esquerda e fraturou quatro costelas. A Sra. Maria fraturou o maxilar, perdeu seis dentes frontais, teve suas duas pernas amputadas na altura do joelho e permaneceu em coma por 3 (três) anos, em razão de ter perdido grande quantidade de sangue. Sueli, na época com 7 (sete) anos, teve graves ferimentos no rosto, ficando desfigurada, além de fraturas nas duas pernas, ficando com dificuldade para caminhar.

5. O Sr. Sergio, estando prestes a receber alta hospitalar, sofreu embolia resultante de inadequada aplicação de soro medicamentoso, vindo a falecer em 14 de abril de 2017.

6. Conforme relatado e obtendo informações de que o Sr. Jonas de Carvalho é um próspero comerciante na cidade de São João (SP), ostentan-(...)

(13)

PARECER

(...)

do sinais exteriores de riqueza, nunca tendo se importando com a situação das vítimas, consulta-nos a Sra. Maria Bastos, em apertada síntese, sobre o seguinte:

A) se é cabível pedido de indenização, uma vez que em virtude do acidente ela e o que poderá ser pedido;

B) se pode pleitear indenização no lugar de sua filha e de seu marido, lembrando que a primeira sofreu graves lesões e o segundo veio a falecer em 14 de abril de 2017 por erro médico;

C) se o fato de seu marido ter vindo a falecer é passível de indenização;

D) se poderá solicitar uma prótese, necessária para se locomover, e quem deverá arcar com tal despesa;

E) quais os documentos necessários para ingressar em juízo e como poderá providenciá-los;

F) se este escritório poderá ser patrono da demanda e quanto seria cobrado a título de honorários advocatícios.

(14)

PARECER

II. DA INDENIZAÇÃO EM TERMOS GERAIS

(Aproximação do tema jurídico – instituto principal) (1 linha - espaço duplo)

7. Tendo por base os fatos narrados na consulta em tela, podemos afirmar que é cabível pedido de indenização, pois, apesar de passados cerca de 5 anos do ocorrido, entendemos que não houve prescrição (artigo 198, inciso I do Código Civil), tendo em vista que a consulente encontrava-se em estado de COMA até o ano de 2019. Destarte, não houve decurso do prazo de 3 anos (artigo 205, § 3°, inciso V, do Código Civil), para pleitear indenização em juízo.

8. Assim, pode ser poderão ser requeridas, a título de indenização, o seguinte:

A) conserto do automóvel;

B) medicamentos diversos para os três membros da família feridos no acidente;

C) cirurgia, fisioterapia e acompanhamento psicológico de Sueli Bastos;

(15)

PARECER

(...)

D) danos morais em benefício da Sra. Maria Bastos e Sueli Bastos pelos diversos danos causados, com repercussão em suas vidas íntimas, em face do Sr. Jonas de Carvalho e contra o Hospital Regional Estadual – HRE-III em que estava internado o Sr. Sérgio Bastos, pelo erro médico e sua consequente morte, aplicando o artigo 951 do Código Civil;

III. DO RECEBIMENTO DAS INDENIZAÇÕES

(Especificação do tema jurídico) (1 linha - espaço duplo)

9. A indenização pela morte do Sr. Sérgio Bastos, poderá ser recebida pela Sra. Maria Bastos – inteligência do artigo 943 do Código Civil.

10. O mesmo ocorre com no caso da indenização em favor de Sueli Bastos, pois a consulente poderá atuar como representante legal da mesma.

(16)

PARECER

IV. DA INDENIZAÇÃO PELO FALECIMENTO DO SR. SÉRGIO BASTOS (Especificação do tema jurídico)

(1 linha - espaço duplo)

11. Entendemos que poderá ser recebida indenização, no caso, por erro médico. O hospital é responsável como fornecedor de serviços médicos, conforme entendimento do artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor. In casu, não houve perda do direito de ação, conforme disposto no artigo 26 do mesmo Código. Além disso, é possível pedir indenização pela morte do marido, tendo em vista que a morte do Sr. Sergio Bastos se deu por negligência médica. Segundo doutrina do professor Flecha Lima, (indicação da obra): “Exige-se a prestação de cuidados conscienciosos, atentos e que sejam ministrados os remédios adequados, o contrato é celebrado a partir do momento em que o profissional aceita o tratamento, assumindo em consequência de observar as regras técnicas para atingir o fim desejado”.

12. A responsabilidade civil dos hospitais é fundamentada em teoria objetiva, logo, independente de comprovação da existência de culpa, há obrigação de reparar, podendo os hospitais e clínicas mover ação de regresso, conforme dispõe o artigo 934 do Código Civil.

(17)

PARECER

(...)

13. Portanto, o hospital tem responsabilidade objetiva, facultando-lhe o direito que confere o referido artigo, em face do médico responsável pelo dano.

V. DO PEDIDO DE PRÓTESE

(Especificação do tema jurídico) (1 linha - espaço duplo)

14. É direito da consulente o pedido de prótese, devendo esta ser fornecida pelo Sr. Jonas de Carvalho, uma vez que este estava dirigindo na contramão, causando o acidente. Portanto, este deverá indenizar os tratamentos necessários para que, não havendo restabelecimento completo da saúde, diminua, ao menos, os danos sofridos, conforme disposto no artigo 949 do Código Civil. Se necessário, o mesmo deverá responder com seus bens para a compra da prótese, em consonância com o artigo 942, também do Código Civil.

(18)

PARECER

(...)

VI. DOS DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA AJUIZAMENTO DA AÇÃO (Especificação do tema jurídico - prova)

(1 linha - espaço duplo)

15. Os documentos necessários para ingressar em juízo são: • RG e CPF de Maria Bastos, Sueli Bastos e Sérgio Bastos; • certidão de nascimento de Sueli Bastos;

• certidão de casamento de Maria e Sérgio Bastos; • certidão de óbito de Sérgio Bastos;

• documentos referentes ao acidente, ou seja, cópia do Boletim de Ocorrência, Inquérito Policial (se houver);

• laudo pericial;

• prontuários médicos;

• laudos médicos atualizados da consulente e de sua filha, bem como recibos e notas fiscais dos medicamentos e tratamentos de saúde diversos.

(19)

PARECER

(...)

VII. DO PATROCÍNIO DA DEMANDA E HONORÁRIOS

(Aproximação do tema relação profissional) (1 linha - espaço duplo)

16. Poderá a Sra. Maria Bastos ser representada em juízo por advogado legalmente habilitado, conforme art. 103 do Código de Processo Civil.

17. Quanto à cobrança de honorários, tratando-se de um contrato quota litis, o valor a ser pago dependerá do valor ganho em cada uma das ações a serem propostas, sobre o qual 30% (trinta por cento) será recebido a título de honorários.

18. Conforme o art. 38, do Código de Ética e Disciplina, caso a Sra. Maria se torne a parte sucumbente dos processos, nada terá que pagar aos advogados.

19. Lembramos ainda que, eventuais valores de honorários de condenação fixados pelo Juiz pertencerão aos advogados, nos termos do art. 85, § 14 do Código de Processo Civil.

(20)

PARECER

VIII. CONCLUSÃO

(Tópico final como as conclusões do Parecer) (1 linha - espaço duplo)

20. Conforme o exposto acima concluímos que:

A) são possíveis os pedidos de indenizações por danos morais e materiais, tanto em face do Sr. Jonas, como em face do Hospital HRE-III;

B) a Sra. Maria tem direito de pleitear indenizações em nome de sua filha Sueli e de seu falido marido, Sr. Sergio, uma vez que a primeira é menor de idade, e será representada pela mãe, e o segundo será representado por seu Espólio, que também terá a Sra. Maria como inventariante;

C) é possível o pedido de indenização pelo falecimento do Sr. Sergio, uma vez que sua morte foi provocada por erro médico, devendo o Hospital HRE-III arcar com essa indenização;

(21)

PARECER

(...)

20. Conforme o exposto acima concluímos que:

D) pode também solicitar prótese, devendo o Sr. Jonas arcar com as devidas despesas, uma vez ele causou o acidente resultante na amputação das pernas da Sra. Maria.

21. Posto isso, considerados os limites das informações fornecidas até o presente momento, este é o PARECER, S.M.J.

São Paulo, 31 de março de 2020. (Nome do Advogado)

(22)

Revisão

Parte I

(23)

Atividade de Recursos – 1

p1/4

Eva Silva, brasileira, solteira, empregada doméstica, residente nesta Capital, na “Comunidade do Gato”, casa 30, promoveu em 19/03/2018 perante a 1ª Vara da Família e Sucessões do Foro Central, uma ação de reconhecimento e extinção de união estável cumulada com indenização por dano moral com pedidos de tutela provisória de urgência, em face de Adão Costa, brasileiro, solteiro, convivente em união estável, segurança. Alega a autora que em janeiro de 2004, ela e réu iniciaram um relacionamento afetivo passando a coabitar. Informou que dois filhos foram gerados no curso da união estável, Ivy Costa, nascida em 10/10/2005 e Tom Costa, nascido em 20/12/2011. Afirmou que o réu sempre foi ciumento e violento, tendo vários episódios de agressão. Entretanto, após conseguir emprego de segurança, em fevereiro de 2018, a situação piorou. O réu comprou uma arma ilegalmente, e passou a andar com ela sempre. No último dia 8, o réu teve uma crise de ciúmes e impediu a autora de ir trabalhar, ameaçando incendiar a casa, com os filhos dentro, caso ela fosse. Nesse dia, todos foram mantidos em cárcere privado e, no final da noite, quando voltou do trabalho, embriagado, espancou a todos. Apresentou provas do atendimento médico e das lesões (docs anexos). Alegou a autora que as agressões físicas e as frequentes ameaças perpetradas pelo réu causaram, além da dor corporal, inúmeras sequelas à incolumidade psicológica da autora. E, considerados os 14 anos de violência doméstica suportada, entende como adequado o valor de R$ 25.000,00 a título de dano moral.

(24)

Atividade de Recursos – 1

p2/4

Eva Silva (...) Disse que a união estável, com todos os seus reflexos sociais, goza de proteção legal e pode ser dissolvida judicialmente diante do descumprimento dos deveres de lealdade, respeito e assistência, e de guarda, sustento e educação dos filhos, logo em razão da violência doméstica contra ela e os filhos e do descumprimento dos deveres de lealdade, respeito e assistência (CC, 1.724), ela apresentou seus pedidos de reconhecimento da união estável (CC, 1.723), extinção da união estável (CC, 1.572) e indenização por dano moral. Nos termos do art. 731 c/c o art. 732, ambos do CPC, a autora informa que no curso da união estável, em 17/05/2005, foram adquiridos os direitos possessórios de uma moradia localizada na “Comunidade do Gato”, casa 30, conforme comprovam os registros de instalação de eletricidade nº 0206489910 e de serviços de água e esgoto nº 05909848/07 (docs. anexos), avaliados em R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), cabendo a partilha do bem (CC, 1.725). Além disso, a autora ainda pediu a guarda dos filhos, com a suspensão das visitas, diante da violência doméstica e a fixação de pensão mensal para os menores (CC,1.694) no importe de um salário mínimo mensal, mediante depósito na conta poupança da autora. Por remate, pediu a autora tutela provisória de urgência, com fundamento na Lei 11.340, de 2006, para: a) a autorização para afastamento da ofendida e de sua prole do lar (art. 23, III) com o posterior afastamento do lar do agressor (art. 22, II) e a recondução da ofendida e a de seus dependentes ao respectivo domicílio, mantida a separação de corpos até o final da ação (art. 23, IV);

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Atividade de Recursos – 1

p3/4

Por remate, pediu a autora tutela provisória de urgência, com fundamento na Lei 11.340, de 2006, para:

a) a autorização para afastamento da ofendida e de sua prole do lar (art. 23, III) com o posterior afastamento do lar do agressor (art. 22, II) e a recondução da ofendida e a de seus dependentes ao respectivo domicílio, mantida a separação de corpos até o final da ação (art. 23, IV);

b) a proibição de aproximação da ofendida, de seus familiares e das testemunhas, fixando o limite mínimo de distância entre estes e o agressor (art. 22, III, “a”) com a suspensão de visitas aos dependentes menores (art. 22, IV) e a proibição de contato com a ofendida, seus familiares e testemunhas por qualquer meio de comunicação (art. 22, III, “b”);

c) a prestação de alimentos provisionais (art. 22, V) no valor de um salário mínimo a ser pago mensalmente.

Em caráter acessório à ação principal, a autora também formulou pedido para a concessão dos benefícios da assistência judiciária, nos termos do art. 99 do CPC.

(26)

Atividade de Recursos – 1

p4/4

Recebida a inicial o juiz a encaminho ao Ministério Público, que se manifestou em consonância com a autora. Decidiu o juízo:

“Vistos. 1. Defiro os benefícios da gratuidade processual. Anote-se. 2. Ante a petição inicial com documentos e diante da concordância do Ministério Público, defiro a separação de corpos liminar, afastando o requerido do lar conjugal, bem como a proibição de aproximação, pelo requerido, da ofendida, de seus familiares, a suspensão dos direitos de visita do genitor aos menores, a proibição de contato, pelo requerido, com a ofendida e seus familiares, tudo com fundamento na Lei Maria da Penha. 3. Defiro a tutela antecipada para fixar os alimentos provisórios em 1 salário mínimo vigente à data do pagamento, a ser depositado em conta bancária de titularidade da genitora, até o dia 10 (dez) de cada mês. 4. Oficie-se à Vara da Violência Doméstica com cópia integral dos autos. 5. Expeça-se mandado de separação de corpos e de citação para que o requerido seja afastado do lar conjugal, anotando-se que o prazo de contestação é de 15 dias. 6. Defiro desde já reforço policial. 7. Observa-se à requerente que eventual partilha estará sujeita a prova de propriedade de todos os bens, em especial, certidão da matrícula dos imóveis. Caso não tenham sido registrados, além da certidão de matrícula, deve-se trazer aos autos o título de aquisição”.

(27)

Atividade de Recursos – 1

p5

QUESTÕES

1. Eva da Silva tem interesse em recorrer da decisão proferida pelo juízo, com o objetivo de reformar ou anular a decisão? Justifique indicando os fundamentos

legais e eventual aplicação dos arts. 1.010. III, 1.016, III e 1.023, todos do CPC.

2. Eva da Silva tem interesse em recorrer da decisão proferida pelo juízo, com o objetivo de aprimorar a decisão? Justifique indicando os fundamentos legais e

eventual aplicação dos arts. 1.010. III, 1.016, III e 1.023, todos do CPC.

3. Adão Costa tem interesse em recorrer da decisão proferida pelo juízo, com o objetivo de reformar ou anular a decisão? Justifique indicando os fundamentos

legais e eventual aplicação dos arts. 1.010. III, 1.016, III e 1.023, todos do CPC.

4. Adão Costa tem interesse em recorrer da decisão proferida pelo juízo, com o objetivo de aprimorar a decisão? Justifique indicando os fundamentos legais e

eventual aplicação dos arts. 1.010. III, 1.016, III e 1.023, todos do CPC.

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Atividade de Recursos – 1

p5

QUESTÕES

1. Eva da Silva tem interesse em recorrer da decisão proferida pelo juízo, com o objetivo de reformar ou anular a decisão? Justifique indicando os fundamentos

(29)

Atividade de Recursos – 1

p5

QUESTÕES

2. Eva da Silva tem interesse em recorrer da decisão proferida pelo juízo, com o objetivo de aprimorar a decisão? Justifique indicando os fundamentos legais e

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Atividade de Recursos – 1

p5

QUESTÕES

3. Adão Costa tem interesse em recorrer da decisão proferida pelo juízo, com o objetivo de reformar ou anular a decisão? Justifique indicando os fundamentos

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Atividade de Recursos – 1

p5

QUESTÕES

4. Adão Costa tem interesse em recorrer da decisão proferida pelo juízo, com o objetivo de aprimorar a decisão? Justifique indicando os fundamentos legais e

eventual aplicação dos arts. 1.010. III, 1.016, III e 1.023, todos do CPC.

Referências

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