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Academic year: 2021

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TÍTULO: CONDIÇÕES DE TRABALHO E COMPROMISSO PROFISSIONAL PARA CONSECUÇÃO DE DIREITOS SOCIOASSISTENCIAIS DOS USUÁRIOS.

TÍTULO:

CATEGORIA: CONCLUÍDO CATEGORIA:

ÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS ÁREA:

SUBÁREA: SERVIÇO SOCIAL SUBÁREA:

INSTITUIÇÃO: FACULDADES INTEGRADAS DE BOTUCATU INSTITUIÇÃO:

AUTOR(ES): PALOMA IRIS GALDINO FRANCISCO AUTOR(ES):

ORIENTADOR(ES): PRISCILA SALES PICOLI ORIENTADOR(ES):

COLABORADOR(ES): ISABEL CRISTINA GIGLIOLI DE OLIVEIRA, NILZA PINHEIRO DOS SANTOS COLABORADOR(ES):

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CONDIÇÕES DE TRABALHO E COMPROMISSO PROFISSIONAL PARA CONSECUÇÃO DE DIREITOS SOCIOASSISTENCIAIS DOS USUÁRIOS.

RESUMO

Este trabalho foi realizado a partir da realidade de trabalho vivenciada numa junto a Secretaria Municipal de Assistência Social no interior de SP, que tendo implantado serviços , programas e projetos em conformidade com o SUAS e reconhecendo os dez direitos Socioassistenciais de seus usuários , se propôs avaliar a partir de seus profissionais , quais os limites e possibilidades de atuação profissional , dada as condições de trabalho e compromissos para defender e reafirmar direitos e políticas sociais. Apresentamos os resultados obtidos pela pesquisa com 42 profissionais da área de Assistência Social da Secretaria, sendo do serviço social e psicologia, cujo objetivo foi de analisar como as condições de trabalho dos profissionais pode influenciar no bom funcionamento dos serviços e a qualidade do atendimento prestado à população.

Palavras Chaves: Assistência Social, direitos, condições de trabalho.

INTRODUÇÃO

O presente trabalho trata da atuação do profissional de Serviço Social, como trabalhador social, considerando a dimensão técnico-operativa de seu trabalho em um município de médio porte do interior de São Paulo, tendo em vista identificar seu compromisso, autonomia e condições de trabalho, revelados como limites e possibilidades na defesa de direitos socioassistenciais, nas diferentes modalidades de serviços , considerando que a qualidade na prestação de serviços influencia a vida da população usuária no usufruto de seus direitos sociais

OBJETIVOS

Verificar a percepção que os profissionais de Serviço Social têm em relação à política pública de Assistência Social e se a mesma se adequa às demandas estabelecidas.

Identificar quais instrumentais o profissional tem a sua disposição e se são suficientes para suprir as necessidades da população.

Identificar se o atendimento prestado a população é influenciado pelos recursos postos aos profissionais.

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ASPECTOS METODOLÓGICOS

O estudo foi desenvolvido utilizando uma amostra aleatória simples, correspondendo a 42 profissionais de Serviço Social, Psicologia e Estagiários de do 4º ano do curso de Serviço Social, como trabalhadores da Secretaria municipal de Assistência Social, tendo ocorrido 02 perdas por recusa, resultando em 95,23% dos profissionais contratados nessa área.

Para coleta de dados com medida quantitativas e qualitativas, foi utilizado um questionário contendo perguntas abertas e fechadas após um prévio contato com os profissionais, sendo entregue e recolhido no próprio local de trabalho juntamente com o termo de consentimento livre e esclarecido. Transcorreu no período que compreende os meses de maio e junho de 2017.

DESENVOLVIMENTO

É através da Política Nacional de Assistência Social- PNAS/2004 que são definidas as bases para o modelo de gestão para a política pública de Assistência Social. Nesta perspectiva, criou-se e implantou-se o SUAS (Sistema Único de Assistência Social) como instrumento para o fortalecimento da cidadania no Brasil, pois sua premissa é consolidar a rede de atendimento socioassistencial do país.

Todo Cidadão tem direito a informação sobre oferta da rede socioassistencial, sobre seu modo de gestão e financiamento, bem como sobre os seus direitos socioassistenciais.

OS dez direitos socioassistenciais foram construídos coletivamente por todos os trabalhadores da área da assistência social e usuários e podem significar um norte para a objetivação da cidadania no campo da referida política, bem como, empoderar os usuários na efetivação dos direitos sociais. (SPOSATI, 2007, p.457)

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1-Todos os direitos de proteção social de Assistência Social consagrados em lei para todos.

2-Direito de equidade rural-urbana na proteção social não contributiva, garantir completude de atenção no meio rural e urbano.

3-Direito à equidade social e de manifestação pública.

4-Direito à igualdade, do cidadão e cidadã, de acesso à rede sócio-assistencial.

5-Direito do usuário à acessibilidade, qualidade e continuidade. 6-Direito em ter garantida a convivência familiar, comunitária e

social.

7-Direito à proteção Social por meio da intersetorialidade das políticas públicas.

8-Direito à renda.

9-Direito ao cofinanciamento da proteção social não contributiva.

10-Direito ao controle social e defesa dos direitos

socioassistenciais.

É preciso ter claro que atribuir a assistência social à condição de política de direitos, não acresce um adjetivo, mas muda substantivamente a concepção que dela se possa ter, pois o usuário da rede socioassistencial é um sujeito de direitos e tem o direito a ter direitos de cidadania de acordo com a constituição Brasileira, processo que vem se consolidando de 1988.

Assim, são direitos dos usuários por modalidade de serviço :

1-O Direito do usuário dos serviços socioassistenciais em receber atenção qualificada

2-O Direito do usuário dos serviços socioassistenciais em receber informação e referência qualificada;

3-O Direito do usuário dos serviços socioassistenciais em ter reconhecimento e exercício seu direito como cidadão;

4-O Direito á qualidade no serviço socioassistencial;

5-Ter atendimento no centro de Referência de Assistência Social (CRAS)

6-Ter Serviços continuados de convívio social e de trabalho socioeducativo;

7-Ter projetos de promoção de Inclusão Produtiva;

8-Ter atendimento no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS);

9-Ter atendimento em serviços Especializados de média complexidade;

10-Ter atendimento em serviços Especializados Continuados de Alta complexidade;

O Assistente Social ocupa um lugar privilegiado no mercado de trabalho, na medida em que atua diretamente no cotidiano das classes e grupos sociais, e tem

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a real possibilidade de produzir um conhecimento sobre essa mesma realidade. E esse conhecimento é sem dúvida, o seu principal instrumento de trabalho, pois lhe permite ter a real dimensão das diversas possibilidades de intervenção profissional.

Ainda que a política de Assistência Social seja um campo de trabalho multiprofissional e interdisciplinar, ela se constitui historicamente como uma das principais mediações do exercício profissional dos Assistentes Sociais, sendo reconhecidos socialmente (e se autorreconhecendo) como os profissionais de referência desta política.

O profissional busca através de sua intervenção, inovar nas formas de atuação com programas que minimizem o número de dependentes da Assistência Social, implementando iniciativas de capacitação e geração de renda para família com pouca capacidade de auto-sustento, favorecendo e fortalecendo organizações que valorizam o trabalho associado ou economia solidária.

Desta forma, o Assistente social deve sempre atentar para as demandas institucionais originadas pela realidade socioeconômica e cultural vividas, analisando-as a fim de detectar novas demandas sócio-profissionais resultantes das expressões da questão social no país, para então consolidar e viabilizar a efetivação dos direitos.

Para tanto se considera como grande desafio profissional trabalhar de acordo com os princípios de integralidade e totalidade das pessoas/famílias, o que requer articulações e mediações, alem do conhecimento da rede socioassistencial para reais encaminhamentos.

Em suma, entende-se que a partir da junção dos direitos e deveres atribuídos aos assistentes sociais em seus campos de atuação, somado as competências, que lhes permitiram realizar uma análise crítica da realidade, é que, esse profissional pode estruturar seu trabalho e para assim intervir na realidade, posta com postura critica.

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Os assistentes sociais precisam redescobrir a cada dia, alternativas e possibilidades para seu trabalho profissional no cenário atual, formulando propostas que façam frente à questão social, e sendo solidários como modo de vida daqueles que a vivenciam, não só como vítimas, mas como sujeitos que lutam pela preservação e conquista da sua vida, da sua humanidade.

Entretanto mesmo dispondo de uma relativa autonomia na efetivação do seu trabalho, o assistente social depende do Estado, das empresas, ou das organizações não governamentais que viabilizam aos usuários o acesso a seus serviços, fornecem meios e recursos para a sua realização, estabelecem prioridades a serem cumpridas, interferem na definição de papeis e funções que compõem o cotidiano do trabalho institucional (SANTOS apud IAMAMOTO, 2012, p.62).

Os profissionais de Serviço Social precisam de qualificação, e

comprometimento para que não se conformem com as demandas imediatas e rotineiras, e sim possam ir além delas, a fim de desenvolverem outros tipos de práticas que incorporem as demandas.

Os instrumentos escolhidos e utilizados pelos assistentes sociais na sua prática profissional possuem grande significância, sendo alguns desses indispensáveis no dia a dia, como por exemplo, a linguagem que se encontra intimamente associada à sua formação teórico-metodológica, técnico-profissional e ético-política. Esse instrumental é um grande aliado do profissional, pois por meio da linguagem é que o assistente social mantém o relacionamento com os usuários, podendo usar desse momento de aproximação da forma que lhe achar mais propícia para esclarecer e informar esse cidadão.

Independente da área de atuação, em que estejam alocados os profissionais de Serviço Social, é perceptível ainda um tipo de relação subalternizada que por vezes impossibilita a efetivação dos direitos dos usuários. Ou seja, se vê e sente as relações de poder, os tipos de hierarquização e o lugar ou status que tem o serviço social, contudo, uma das especificidades do seu trabalho é o real conhecimento

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acerca da realidade numa perspectiva de totalidade do ser humano, e a sua capacidade de interpretar ou traduzir suas dificuldades leva o Assistente Social a vislumbrar maiores alternativas como respostas às demandas cotidianas.

RESULTADOS

Apresentamos uma análise dos resultados obtidos a partir da presente pesquisa, que serão demonstrados através de gráficos que facilitam a visualização dos resultados coletados.

Gráfico 01 – Referente ao sexo, idade, naturalidade, graduação, tempo de formado, titulação, treinamento recebido para atuar na Assistência Social e tempo de serviço no setor público e privado.

Fonte: Pesquisa realizada com profissionais de Psicologia e Serviço Social e estagiários do último ano de Serviço Social da Secretaria Municipal de Assistência Social de um município do interior de SP, de maio a junho de 2017.

Constatamos que predomina na área de Assistência Social em Botucatu, profissionais do sexo feminino, naturais do município e região, com média idade e formados entre 5 e 17 anos. Relacionando o tempo de formação e o tempo de serviço no setor público, verificamos que houve escolha e tempo para se preparar

FE MIN IN O 39 |-|49 AN OS BO TU CA TU MU N ICÍPIOS D O ES TAD O DE … FE MIN IN O 29 |-|38 AN OS BO TU CA TU RE G IÃO DE BOT U C AT U MU N ICÍPIOS D O ES TAD O DE … SE RV IÇO SOC IAL 05 |-|17 AN OS ESPE CIALIZA ÇÃ O SE RV IÇO SOC IAL N ÃO I N FOR MOU T EMPO DE … ESPE CIALIZA ÇÃ O PSIC OLOG IA 05 |-|17 AN OS ESPE CIALIZA ÇÃ O N ÃO RE CE BE U T RE IN AME N TO AB ORDAD O A P OLÍ TICA DE … N ÃO AT U OU N O SE TOR PR IVADO AT U A N O SE TOR P Ú BLICO… 30,00 27,50 30,00 27,50 15,00 7,50 12,50 7,50 7,50 20,00 17,50 17,50 15,00 12,50 15,00 15,00 12,50 15,00 37,50 17,50 45,00 37,50 SEXO IDADE NATURALIDADE GRADUAÇÃO TEMPO DE FORMAÇÃO TITULAÇÃO TREINAMENTO PARA ATUAR NA ASSISTÊNCIA SOCIAL TEMPO DE SERVIÇO NO SETOR PÚBLICO E PRIVADO

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para o ingresso no serviço público, entre 1 e 5 anos, já que muitos nem sequer atuaram no setor privado. No que refere a titulação dos profissionais em nível de especializações, analisamos que é motivada pelo acréscimo financeiro que possibilita no padrão básico de referência do cargo do servidor, sendo 10% se for na área direta de atuação.

Gráfico 02 – Referente à regularidade dos atendimentos, demandas, instrumentos e técnicas utilizados, percepção sobre a rotina de trabalho, se o exerceu função de chefia, entendimento do trabalho em equipe, participação no Conselho Municipal e participação nas reuniões da Assistência Social.

Fonte: Pesquisa realizada com profissionais de Psicologia e Serviço Social e estagiários do último ano de Serviço Social da Secretaria Municipal de Assistência Social de um município do interior de SP, de maio a junho de 2017.

Os dados demonstram que predomina na área profissionais em execução de atendimentos diretos mais que de planejamento e monitoramento, sendo adequado aos serviços, programas e projetos existentes já que há grande demanda espontânea. Os profissionais se utilizam do instrumental técnica propicia para abordagens individuais, como também se utilizando de serviços e recursos dispostos na rede socioassistencial e ainda, incluem na rotina de trabalho a necessidade de efetuarem estudos criteriosos das situações que se apresentam como demanda da área.

67,50% 22,50%20,00% 92,50% 90,00% 70,00% 47,50% 42,50% 32,50% 35,00%40,00% 17,50% 37,50% 30,00% 30,00% REGULARIDADE DO ATENDIMENTO DEMANDA INSTRUMENTOS E TÉCNICAS UTILIZADOS PERCEPÇÃO SOBRE A ROTINA DE TRABALHO SE EXERCEU FUNÇÃO DE CHEFIA ENTENDIMENTO DO TRABALHO EM EQUIPE PARTICIPAÇÃO EM CONSELHO MUNICIPAL PARTICIPAÇÃO EM REUNIÕES DA ASSISTÊNCIA SOCIAL

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Quase metade da equipe entrevistada já exerceu cargo de chefia nos serviços, mas prevalece a ideia de que trabalhar sozinho é mais difícil do que atuar em equipe, o que facilita a construção de ações na perspectiva da interdisciplinaridade, mas há falta de participação nos conselhos de outras áreas. Há participações em reuniões incorporadas na rotina de trabalho, mas apenas 30% refere que tem interesse em se fazer presente nas mesmas.

Gráfico 03 – Referente ao que é importante para o bom desempenho profissional, significado de autonomia profissional, conhecimento das fontes de financiamento, avaliação dos recursos disponíveis, condições de trabalho, desempenho no trabalho, qualidade na Assistência Social e do que depende a qualidade do serviço na opinião dos entrevistados.

Fonte: Pesquisa realizada com profissionais de Psicologia e Serviço Social e estagiários do último ano de Serviço Social da Secretaria Municipal de Assistência Social de um município do interior de SP, de maio a junho de 2017.

Os dados demonstram que entre os profissionais da área de Assistência Social há reconhecimento da importância da articulação entre profissionais e entre áreas, mesmo que nem sempre isso ocorra. Além disso, há reconhecimento que precisa haver motivação para boa execução das ações pertinentes, mas também necessitam de poder de decisão para terem autonomia e que possam propor programas e projetos para melhoria da política praticada. Os profissionais dizem

A R TI C U L A Ç Ã O C OM OU TR OS P R O FI S S ION A IS D A R E D E E S TA R MOTI V A D O P OD E R D E D E C IS Ã O P R E S TA N D O C ON TA S À C H E FI A P R O P OR P R OG R A MAS E P R O J E TOS À P OL ÍTI C A A D OTA D A C ON H E C E S U P E R FI C IA L ME N TE IN S U FI C IE N T E S P A R A MAN TE R A B OA QU A LI D A D E E S C A S S OS S A T IS FA TÓR IOS S E B E M A D MI N IS TR A D O S B OA S TR A B A LH A C OM D IFI C U LD A D E D E R E C U R S OS P A D R Ã O C OMP R OMI S S O P R OFI S S IO N A L R E C U R S OS FI N A N C E IR OS E MAT E R IA S 80,00% 77,50% 47,50% 47,50% 55,00% 20,00% 15,00% 12,00% 67,50% 55,00% 52,50% 20,00% 12,50%

IMPORTANTE PARA O BOM DESEMPENHO PROFISSIONAL SIGNIFICADO DE AUTONOMIA PROFISSIONAL CONHECIMENTO DAS FONTES DE FINANCIAMENTO AVALIAÇÃO DOS RECURSOS DISPONÍVEIS CONDIÇÕES DE TRABALHO DESEMPENHO NO TRABALHO QUALIDADE NA ASSISTÊNCIA SOCIAL DO QUE DEPENDE A QUALIDADE DO SERVIÇO

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conhecer as fontes de financiamento da Assistência e julgam que são insuficientes diante da demanda e para manter boa qualidade dos serviços, entretanto não relacionam qualidade com condições de trabalho, pois mesmo indicando recursos escassos, afirmam ter boas condições para trabalhar e indicam que depende mais do compromisso profissional.

Gráfico 04 – Referente à avaliação dos entrevistados sobre o cumprimento dos direitos socioassistenciais dos usuários e sobre a área de assistência social

Fonte: Pesquisa realizada com profissionais de Psicologia e Serviço Social e estagiários do último ano de Serviço Social da Secretaria Municipal de Assistência Social de um município do interior de SP, de maio a junho de 2017.

Verificamos que há contradições no entendimento manifesto pelos profissionais da Assistência Social já que apesar da indicação de escassez de recursos e relevância do compromisso profissional, metade da equipe entende que há respeito aos direitos dos usuários através dos serviços e estão sendo promovidos de forma crescente, contudo a outra metade da equipe mostra-se desmotivada e relata que não tem executado o trabalho como desejam e veem mais limites que possibilidades na área, demonstrando que há adequações a serem feitas para que haja maior qualidade na prestação de serviços.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Concluímos que a Assistência Social passou por inúmeras mudanças para adaptar-se a realidade Brasileira. O Sistema Único de Assistência Social- SUAS prevê o princípio da supremacia do atendimento ás necessidades sociais; a

ESTÃO SEN DO RESPE IT AD O S E IM PLEM ENTAD O S ESTÃO SEN DO PRO M O VIDO S DE FOR M A SIST EM ÁTICA E CRESC E NTE M AIS L IM ITES DO Q U E PO SSIBIL IDAD E S, PO IS N Ã O F A Z TUD O Q U E G O STARIA 37,50% 20,00% 57,50% AVALIAÇÃO SOBRE O CUMPRIMENTO DOS DIREITOS SOCIOASSISTENCIAIS DOS USUÁRIOS

AVALIAÇÃO SOBRE A ÁREA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

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universalização dos direitos sociais a fim de garantir aos usuários o acesso às demais políticas públicas; respeito á dignidade do cidadão, á sua autonomia e ao seu direito ao acesso a benefícios e serviços de qualidade, o direito a convivência familiar e comunitária.

Conforme a pesquisa realizada com os profissionais de Serviço Social da Secretaria Municipal de Assistência Social- SMAS, foi possível concluir que os profissionais tem conhecimento da importância do trabalho em equipe e da articulação com as demais políticas públicas, apesar de conhecer os recursos disponibilizados para a área, entendem que são escassos e que não trabalham da maneira que desejavam e que muito depende do compromisso de cada profissional para que aconteça um bom andamento e funcionamento do serviço.

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

SANTOS, Edina M. de Souza. O trabalho profissional do assistente social na área da assistência social no município de Santo Antônio de Jesus: Reflexões sobre os limites e possibilidades, 2012. 93f. TCC (Graduação) - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.

SPOSATI, A. Assistência Social: De ação individual a Direito Social. Revista

Brasileira de Direito Constitucional- RBDC n. 10 – jul./ dez.2007. Disponível em

<http://esdc.com.br/seer/index.php/rbdc/article/view/218>. Acesso em: 08 mar. 2017.

BRASIL, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate á Fome; Secretaria Nacional de Assistência Social. Fotografia da Assistência no Brasil na Perspectiva do SUAS. SUAS Plano 10, Brasília DF, dez./2005. Disponível em <http://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Cadernos/Foto grafia_AssistenciaSocial.pdf >. Acesso em: 12 mar. 2017.

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