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Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCG: Browsing DSpace

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(1)

CPgEE/ccT-uppb

C O O R D E N A Ç Ã O D E P O S - G R Â D U A Ç A O E M E N G E N H A R I A E L É T R I C A

CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA

UNIVERSIDADE FEDERAL DAPARAlfeA

PARECER F I N A L 0 0 JULGAMENTO

DA

D I S S E R T A Ç Ã O DE

MESTRADO

A"

JORGE CHAVES CE MEDEIROS

TITULO:

" E s t u d o

Sobre

E q u a l l x a e í c A u t o m á t i c a D i g i t a l

CONCEITO:

C O M I S S Ã O EXAMINADORA:

PROF. CLYLTOJf JOSE GAIAMBA FERNANDES - Ph.D

PROF. JOBERTO SERGIO BARBOSA MARTINS - M.Sc

S

A L

PROF. WANDERLEY L O P t S DE SOUSA - D r . I n g .

(2)

ESTUDO SOBRE E O U A L i Z A Ç Ã O AUTOMATI CA DIGI TAL

p o r

JORGE CHAVES DE MEDEIROS

TESE SUBMETIDA PARA O B T E N Ç Ã O DO GRAU DE MESTRE EM C I Ê N C I A S DO DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA E L É T R I C A DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA PA R A Í B A .

(3)
(4)

A G R A D E C I M E N T O S .

Aos professores Ivan Rocha Neto e Clylton José Galamba Fernandes meus

sinceros agradecimentos pelo incentivo e dedicada orientação desta t e s e .

Aos funcionrrios do Departamento de Engenharia Elétrica e outras pes

soas que direta ou indiretamente contribuíram para a confecção deste t r a b a l h o .

A Srtf Maria de Lourdes Mendes da Silva pelo esmero trabalho de ter

datilogrado o m a n u s c r i t o .

(5)

UNIVERSIDADE FF DF R A L DA PARAlBA

P r ó - R e i t o r i a P a r a A s s u n t o s d o I n t e r i o r

Coordenação Setorir.l dn Fós-Graduação Rua Aprígio V e t o 832 " ! |-?3) 321 7222-R 355

58 100 - ('nmptua Hi it tide - 1'araíba

(6)

R E S U M O .

Computadores são máquinas q u e trabalham em velocidades a l t a s . Com suas

aplicações em p e s q u i s a s , meios de c o m u n i c a ç ã o , indústria, e t c , necessitou-se es

tabelecer meios e formas de comunicação entre os c o m p u t a d o r e s . A comunicação er^

tre computadores deve ser rápida para a p r o v e i t a r - s e sua característica de velocJ_

d a d e .

Nos sistemas de comunicação existem equipamentos conhecidos por modem's

que procuram fazer com que a informação vá de um ponto a outro com maior confia_

b i l i d a d e . Como parte do m o d e m , tem-se o e q u a l i z a d o r . Este item tem o maior peso

no custo do modem com o aumente da velocidade de c o m u n i c a ç ã o .

Neste traba'ho estuda-se uma proposta de equalização baseada na memória

do canal de comunicação onde procura-se atingir maior velocidade na comunicação

com menor c u s t o . £ tentado modelar o cana! de comunicação através da i n t e r f e r ê n

-cia i nters i mbó1i c a .

Foram estudados quatro m o d e l o s . Entre eles destacou-se com melhor rendj_

mento o denominado SISTEMA REAL IMENTADO COM RECUPERAÇÃO PELA A S S O C I A Ç Ã O DIRETA .

Neste trabalho são ainda descritos o s outros m o d e l o s , fazendo-se comparações en_

tre os m e s m o s .

(7)

ABSTRACT

Computers are machines that work at high s p e e d . Since that computers a r e

largely used in r e s e a r c h , c o m m u n i c a t i o n s , industry a p p l i c a t i o n s , e t c , , there is a

need to provide an adequated communication channel w h i c h takes into account the

high processing speed of the c o m p u t e r s .

The modem (modulator/demodulator) are equipments normally used in the

communication systems to provide the coupling with the communication channel

c h a r a c t e r i s t i c s . Equalization is normally available in a modem and this item has

an crescent and significant weight in the modem cost evaluation when we increase

the data r a t e .

It is the aim of the present work to develop a model of equalization

based on the channel communication m e m o r y where w e tried to attain high velocity

at lower c o s t . W e have modeled the communication channel by means of intersymbol

i n t e r f e r e n c e .

Four equalization models w e r e s t u d i e d . The model named "Feedback System

with Recuperation by Direct A s s o c i a t i o n " , showed to have the best performance and is

described in this work together with comparisons between the various models s t u d i e d .

(8)

INDICE

Agvadecimen tos

Resumo Absbraot

1 - Introdução 1

2 - Equalização Convencional 3

2.1 Conceitos Básicos 3

2.2 Filtro Transversal 6

2.3 Algoritmos de Equalização , 9

2.3-1 Características de um algoritmo 10

2.3.2 Algoritmos clássicos de equalização 15

2.4 M é t o d o Cíclico de Treinamente 18

2.4.1 Sequência de treinamento 18

2.4.2 Processo de treinamento 19

2.4.3 Estrutura do equalizador cíclico 21

3 - Sistema de Equalização de Alta V e l o c i d a d e 23

3.1 Introdução 23

3.2 Conceituação da Proposta 24

3-3 Memória do Canal de Comunicação ' 27

4 - Descrição do H a r d w a r e e Testes 32

4.1 Dimensões do Parâmetros Escolhidos para Implementação e C i r c u i t o s . . . 32

4.2 Sequência de T r e i n a m e n t o e de Testes 35

4.3 Métodos de Avaliação 37

4.4 Resul tados 40

5 - Discursão e Conclusão 46

5.1 Conclusão e Sugestões 47

5.2 Üso de Malhas Digitais Adaptativas 49

50

APFNDICE A

56

REFERÊNCIAS

(9)

LISTA DE FIGURAS

Curvas características de um canal telefônico

As formas de onda são chamadas de "raised c o s i n e " a T o período de

amostragem

Representação dos sinais com seus respectivos padrões de olho

Diferença de tensão entre os pontos A e B em função da frequência

Soma das tensões dos pontos A e B em relação â frequência

Diagrama de um filtro transversal

Modelo de um equalizador

Gráfico de convergência de processos em relação ao tempo

Oscilação sobre o valor de um coeficinte de ajuste de um equaliza_

dor

Estrutura de um equalizador usando o algoritmo de Zeros Forçados

Estrutura de um equalizador usando o algoritmo de Média Q_uadrátj_

ca

Figura 2.12 Curvas aproximadas de convergência para os algoritmos de Zeros F o £

çados (ZF) e Média Quadrática (MQ)

Idéia base do método cíclico

Estrutura do equalizador cíclico

Figura 2.1.

Figura 2.2

Figura 2.3

Figura 2.4

Figura 2.5

Figura 2.6

Figura 2.7

Figura 2.8

Figura 2.9

Figura 2.10

Figura 2.11

Figura 2.13

Figura 2.14

Figura 3.1

Figura 3.2

Figura 3-3

Figura 3.4

Figura 3-5

Figura 4.1

Figura 4.2

Figura 4.3

Figura 4 .4

M o d e l o da idéia

Diagrama de blocos do sistema (caso a)

Diagrama de blocos do sistema (caso b)

Sistema não real imentado, Diagrama de blocos dos m é t o d o s c o n s i d e

-rando-se a memória do cana! de c o m u n i c a ç ã o , (a) Decisão pelo ve_

tor de e r r o . (b) Decisão pela a s s o c i a ç ã o direta

Sistemas r e a l i m t n t a d o s . Diagrama de blocos dos métodos c o n s i d e

-rando-se a memória do canal de c o m u n i c a ç ã o , (a) Decisão pelo ve

tor de e r r o . )b) Decisão pela associação direta

Circuito do modulador Delta

C i rcui to do detetor

Esquema do armazenador de dados

Circuito do gerador da sequência de t r e i n a m e n t o . 0 amplificador o

peracional realiza a conversão digital analógica

(10)

Figura 4.5 Circuito do gerador da sequência de teste

Figura 4.6 Resposta em frequência do canal de comunicação simulado

Figura 4.7 Circuito para determinar o erro médio de c o r r e l a ç ã o .

(11)

1

INTRODUÇÃO.

Desde sua invenção o computador vem sendo aplicado numa infinidade de ã

reas de pesquisa bem como utilizado em escala numérica a s c e n d e n t e .

Devido ao fato deste grande uso de computadores atingiu-se o estágio de

fazer-se necessário uma interação entre eles ou s e j a , estabelecer meios e formas

de comunicação entre os c o m p u t a d o r e s . Nestas duas últimas décadas as pesquisas

nesta área vêm tomando grande impulso seja na preparação da informação a ser

transmitida ou nos dispositivos utilizados para realizar estas c o m u n i c a ç õ e s . A

informação de um computador que de forma generalizada c h a m a - s e D A D O S , é digital

b i n á r i a , mas no processo de comunicação entre computadores os dados são digitais

podendo ser ou não b i n á r i o s .

Como já existe implantada toda uma rede de comunicação mundial q u e é a

telefônica, e como o seu espectro é razoavelmente grande e s u b - u t i I i z a d o , as co

municações de dados entre computadores foram encami nhando-se. para o uso de tais

redes por ser um investimento já realizado e pronto para u s o .

Por sua vez as redes telefônicas apresentam problemas que têm influêin

cias prejudiciais na transmissão de d a d o s . Tais problemas são basicamente dois :

atenuação e atraso de grupo ou deslocamento de f a s e . Para compensar esses prp_

blemas desenvolveu-se um processo conhecido por equalização que faz a correção

da amplitude atingida como também da f a s e . Esse processo começou sendo feito ma_

n u a l m e n t e mas chegou-se a um estágio o n d e a velocidade com que transmite-se a ijn

formação ê muito grande como também os ajustes a serem feitos são críticos pare

usar o equalizador m a n u a l , daí surgiu a equalização automática realizada por aj_

g o r í t m o s .

(12)

2

A equalização automática por outro lado passa a ser uma exigência para

viabilizar o uso de linhas c o m u t a d a s , onde para cada ligação estabelecida tem-se.

na realidade um canal de comunicação d i s t i n t o . Isto se deve ao fato de que os

equipamentos de comutação estabelecem caminhos internos diferentes ã cada 1'ga.

ç ã o , bem como a nível de rede nem sempre a mesma rota ê u t i l i z a d a . Daí a necess_[_

dade de se modelar o canal a cada ligação o que certamente não pode ser feito

m a n u a l m e n t e .

0 processo de equalização ê baseado na técnica de filtros transversais

q u e tornam-se caros com o a u m e n t o da velocidade de transmissão dos d a d o s . Visan

do este problema é proposto um sistema alternativo de equalização sem a aplica_

ção de filtros t r a n s v e r s a i s . Esta idéia baseia-se em fazer-se a correção de um

símbolo transmitido levando-se em consideração um ou mais símbolos transmitidos

a n t e r i o r m e n t e . Isto decorre do fato de assumir-se que o canal de comunicação pos_

sui m e m ó r i a , memória essa responsável pela interação entre os símbolos transrni ti_

dos (interferência i n t e r - s i m b ó l i c a ) .

No capítulo seguinte é apresentada uma revisão de conceitos de transmi£

são de dados e um estudo resumido da técnica que serve de base para o tipo de

equalização realizada a t u a l m e n t e . Esta técnica recebe o nome de filtros transvejr

s a i s . Faz-se uma avaliação sobre algoritmos de equalização vendo características

e modelos dos m e s m o s . Finalizando trata-se de algoritmos clássicos de equaliza_

ção dentre eles os de Zeros Forçados e Média Q u a d r á t i c a .

Introdução e conceituação da idéia proposta como um sistema alternativo

de equalização sem filtros transversais é apresentada no capítulo t r ê s . Modela

-mento do sistema e parâmetros importantes no e s t u d o do m e s m o são e x a m i n a d o s .

No capítulo quatro são vistos comentários sobre características dos

c\r_

cuitos utilizados e como foram u t i l i z a d o s , bem como também definição das dimen

soes dos parâmetros do capítulo anterior para o sistema m o n t a d o . Descreve-se os

métodos de avaliação usados e j p r e s e n t a - s e os resultados o b t i d o s .

Finalmente no capítulo cinco tem-se uma discursão com apresentação de

conclusões e sugestões a serem t o m a d a s , para outros trabalhos a efetuarem-se em

prosseguimento ã e s t e .

(13)

EQUALIZAÇÃO CONVENCIONAL

2.1 Conceitos Básicos

Neste tópico pretende-se mostrar alguns elementos relativos a comunica

ção de d a d o s , particularmente no que se relaciona com o meio de transmissão da

i n f o r m a ç ã o .

0 canal de comunicação é a parte do sistema q u e abrange o meio de trans

missão da informação juntamente com os dispositivos que fazem a adaptação da men_

sagem para ser t r a n s m i t i d a .

Sabe-se que a reprodução da mensagem através do canal de comunicação não

é perfeita devendo-se este fato ser atribuído as duas características de um ca_

nal que são a determinística e a p r o b a b i l í s t i c a .

Dentro das características determinísticas tem-se a variação das respos^

tas de amplitude e de frequência dentro da banda de passagem do canal e ainda a

sua não l i n e a r i d a d e . Nas características probabilísticas temse os ruídos a d i t i

vos e multiplicativos como o t é r m i c o , i m p u l s i v o , desvanecimento(mudanças a l e a t ó

-rias da atenuação na transmissão m é d i a ) . Estas características são importantes ,

porque limitam a taxa máxima de transferência de dados pelo canal (capacidade de

cana 1) .

Todo canal tem uma dispersão no tempo e no caso de canais telefónicos

a função de transferência é dada por atenuação e atraso em função da f r e q u ê n c i a ,

( f i g s . 2.1a e 2.1b) []Weber, 19791

(14)

O atraso representa o tempo relativo de c h e g a d a das várias componentes de frequência do s i n a l . Como estas grandezas (atenuação e a t r a s o ) variam com a frequência o sinal é distorcido através do canal e esta distorção é c a r a c t e r i z £ da pela superposição no tempo entre os símbolos adjacentes a qual recebe o nome de interferência i n t e r s i m b q l I c a ' •

Esta interferência decorre do fato de na resposta impulsiva do canal,um pulso observado está sendo a t a c a d o pelos valores residuais dos seus outros puj_ sos a d j a c e n t e s . Para um canal perfeito a resposta impulsiva é observada na figu. ra 2 . 2 . f ^ W e b e r , 1979]

F ( t) i

F i g . 2.2: As formas de ondas são chamadas de "raised c o s i n e " e T o período de a m o s t r a g e m .

Na prática tem-se o pulso c e n t r a d o em T=0 sofrendo influência dos outros pulsos pela nao centralização dos mesmos nos pontos de zero do p u l s o . centrado em T * 0 . Devido a este fato os pulsos sofrem interferências entre el s daí o nome de interferência i n t e r s i m b õ l i c a . Esta interferência tanto ocorre com os pulsos â direita de T = 0 , ou s e j a , a serem t r a n s m i t i d o s , como também com os que estão a es^ querda de T = 0 , ou s e j a , que já foram t r a n s m i t i d o s . A interferência c o m o pulso a ser e n v i a d o ocorre devido ao a t r a s o no canal .

Uma estimativa como também medida da influência da interferência inter -simbólica e do ruído na transmissão de d a d o s , é feita através de uma figura mos trada no o s c i l o s c ó p i o a qual é composta pelo sinal recebido e n t r a n d o no eixo-Y e no eixo-X tem-se o período de amostragem do sinal . Como resultado vê-se uma forma

(15)

'

f

u

m

u

M

de onda parecida com o olho humano e porisso chama-se diagrama do o l h o . (ver

f l g . 2 . 3 ) . No caso a apresenta-se o sinal sem distorção e no b com distor

ç ã o . Nos dois casos o diagrama de olho equivalente a p a r e c e ao l a d o .

p « I N A L PdCRÂO ÔLKO

o ) S e m d i s t o r ç f l o

b ) C o m d i s t o r ç ã o

c ) Multinível

F i g . 2 . 3 : Representação dos sinais com seus respectivos padrões de o l h o .

i m i i

(16)

i

No caso de um sinal multinfvel o diagrama também é utilizado só que

mostrará mais de um olho (Fig. 2 . 3 c ) . 0 número de decisões (limiar) é o nnúmero

de olhos que se tem na f i g u r a . Neste mesmo diagrama o b t e m - s e ainda informações

sobre o melhor tempo de a m o s t r a g e m , distorções nos cruzamentos dos z e r o s , dis_

torções nos tempos de amostragem e sensibilidade aos erros de tempo [Shanmugam,

1975].

2.2 Filtro Transversal

Este tipo de filtro foi citado r.um trabalho técnico atribuído ã Heinz

Kallmann em 1940, portanto é um dispositivo conhecido a m u i t o .

A vantagem primordial deste filtro é a ótima aproximação que ele conse

gue ã uma resposta em amplitude desejada e sem nenhuma distorção de fase ou com

uma variação muito lenta neste p a r â m e t r o , facilitando assim sua correção.Jweber,

1979] Um fator importante é a nãc composição estrutural do m e s m o por capacito

-res e i n d u t o r e s . Compõe-se por uma linha de retardo com ramificações ã

interva-los de tempo T

&

iguais ao período de amostragem do s i n a l . Em cada ramificação

tem-se um dispositivo de ganho variável que é ajustado através de um circuito

de controle o qual é alimentado pela soma das saídas de todos os dispositivos

correspondentes às r a m i f i c a ç o a s .

Nos filtros usuais os sinais percorrem os estágios no sentido

longitu-dinal saindo na extremidade oposta ã qual entraram ao passo que os utilizados

por Kallmann fazem amostragens e modificações no s i n a l , nas seções transversais

da linha de retardo e depois somam todos cs resultados das ramificações para re

compor o s i na I .

A t é certo tempo atrás a linha de, retardo era constituída por um c a b o .

Se tomar-se dois pontos de derivação neste cabo (A e B ) , separados tal que o

tempo de um sinal chegar em B saindo de A seja igual ao período de sinal (T) ,

tem-se que a diferença de tensão entre A e B é zero para múltiplos de l/T(AE^g=0

para n / T , sendo n = 0 , l , ) . Qualquer outra posição dos pontos A e B acarretará

num defasamento do sinal e consequentemente uma diferença de t e n s ã o .

Este comportamento é plotado e apresenta-se da seguinte f o r m a :

E = 2 E D

senTift (Fiy. 2.4) [Weber, i 979~| • Fazendo-se a soma das tensões nos pontos A e B

em lugar da d i f e r e n ç a , tem-se o comportaraento dado por [Weber, 1979] :E=2E

o

cos7ift

(17)

7

F i g . 2.4: Diferença de tensão entre os pontos A e B em função da f r e q u ê n c i a .

+ 2

í

0

%

f*£Q

- 2

F i g . 2.5: Soma das tensões dos pontos A e B em relação ã f r e q u ê n c i a .

Suponha-se um aumento no número de seções transversais de derivação e

tome-se como referência um ponto localizado na metade do c a b o . Todos os pontos

de derivação ã esquerda da referência tem um correspondente ã d i r e i t a , tal que

a distância entre um e outro é T . As diferentes formas de onda obtidas das inte_

rações entre estes p o n t o s , resultam como resposta em amplitude formatadas como

soma das diferentes ondas s e n o i d a i s . Pelo teorema de F o u r i e r , estas ondas são as

componentes em frequência do sinal introduzido na linha de retardo [ W e b e r , 1 9 7 9 ] •

Os dispositivos de ganho variável são os coeficientes da componente fundamental

e suas h a r m ô n i c a s . Alterando-se estes dispositivos modifica-se a forma de onda

o r i g i n a l . Um ponto crítico nestes filtros é que as derivações devem efetuarem-se

nos pontos exatos sob pena de não manter-se a periodicidade em f r e q u ê n c i a . Um va_

(18)

lor médio para o sinal resultante é a c h a d o , bastando para isso ter-se urna deriva^

ção no ponto de referência central do cabo c (Fig. 2 . 6 ) ,

{

t NTRA04

CIRCUITOS 01

GANHO A J U S T Á V E I S

F i g . 2.6: Diagrama de um filtro transversal

Todas as considerações ditas acima foram basicamente sob o domínio da

frequência. No domínio do tempo pode-se pensar como os sinais das derivações sen

do o próprio sinal aplicado chegando atrasado de um tempo múltiplo do espaço de

tempo T que é a distância entre uma derivação e o u t r a . 0 sinal atrasado terá mes

ma amplitude e polaridade se o ganho da derivação for u m , caso contrário tem-se

o sinal atrasado com forma similar ã onda original mas com amplitude e ou pola

ridade d i f e r e n t e s . E importante notar que numa correção através de uma derivação

pode-se estar acarretando maior interferência noutro ponto de derivação do sinal,

necessitando portanto de uma outra correção no sinal após a a n t e r i o r , neste ou

tro ponto a l t e r a d o . Em r e s u m o , obtem-se todas as derivações defasadas no tempo

e podese utilizálas para formar o sinal aplicado por meio de somas e subtra

-ç õ e s .

Devido ao desenvolvimento dos circuitos digitais os filtros transversais

puderam ser aplicados mais a m p l a m e n t e . A linha de retardo por cabo foi substituí_

da por registradores de deslocamento possibi1itando'urn maior número de derivações

fazendo com que funções mais complicadas pudessem ser c o m p o s t a s . Outro ponto be_

neficiado foi a parte dos coeficientes e do somador que podem ser implementados

com blocos mais compactos como são os multiplicadores e somadores d i g i t a i s . Está

(19)

claro que o sinal antes de ser a p l i c a b o no registrador de deslocamento deve s o

f r e r a conversão a n a l ó g i c a / d i g i t a l .

Considerandose a flexibilidade de sintetizar muitas funções d i f e r e n -tes apenas corrigindo os coeficien-tes das derivações é que o filtro transversal t o r n o u - s e um elemento muito importante nos sistemas de e q u a l i z a ç ã o . E s t a corre ção corresponde na realidade ã uma função que compensa a distorção c a u s a d a p e l a

função de transferência do canal de c o m u n i c a ç ã o .

Nos primeiros e q u a l i z a d o r e s usados para canais de voz com filtros trans versais tinhase ajustes m a n u a i s . Com as dificuldades apresentadas p a r a r e a l i z a -ção destes ajustes manualmente passou-se a realizá-los a u t o m a t i c a m e n t e . Portanto, os equalizadores automáticos fazem a correção dos coeficientes através de clrcul

tos eletrônicos sem a interferência e x t e r n a . Neste modo a u t o m á t i c o , o s circuj_

t o s eletrônicos referidos acima geralmente chamam-se de circuitos de controle e

já foram citados no infcio desta s e ç ã o . As pesquisas realizadas mais recentes s ã o exatamente nestes circuitos de controle para determinação de um melhor algoritmo de ajuste dos c o e f i c i e n t e s .

As distinções entre os filtros residem em: m é t o d o de armazenamento do s i n a l ; número de derivações da linha de retardo e componentes dos circuitos de controle de g a n h o .

2.3 Algoritmos de Equalização.

Dois modos de o p e r a ç ã o da e q u a l i z a ç ã o devem ser observados antes de apresentar-se os algoritmos de e q u a l i z a ç ã o a u t o m á t i c a , Esses modos referem-se ao período de tempo em que o controle da e q u a l i z a ç ã o é realizado por um algoritmo . Eles recebem os nomes de treinamento e a d a p t a ç ã o .

No modo de treinamento o transmissor envia uma sequência de dados conhe cida pelo receptor e neste fazse uma comparação entre a enviada e a l o c a l ( r e f e -rência absoluta) d e t e r m i n a n d o - s e a s s i m a distorção que o canal causou à Inforn» ç ã o . Este treinamento pode ser utilizado e geralmente o é em três casos [ W e b e r ,

1979J

a) Equalização — aqui usa-se o treinamento para a e q u a l i z a ç ã o e m si.ls_ to se a característica do canal é bastante estável e o s períodos de transmissão da informação propriamente dita são c u r t o s . C a s o c o n t r a -r i o , se o canal ataca bastante a i n f o -r m a ç ã o , sua t-ransmissão deve

(20)

10

ser interrompida para dar lugar ã um novo período de t r e i n o .

b) Pré-equalização — o treinamento é utilizado para um ajuste grosso

is características do canal visando-se uma rápida convergência na fa

se de a d a p t a ç i o .

c) Sincronismo da sequência da embara 1 hamento — as transmissões de a\_

ta velocidade utilizam geralmente o e m b a r a l h a m e n t o da informação pa_

ra obter uma distribuição de potência melhor no e s p e c t r o . Este emba

ralhamento (scrambler) e desembaralhamento devem ser sincronizados

no transmissor e r e c e p t o r . Pode-se efetuar esta s i n c r o n i z a ç ã o , den

tro do período de t r e i n a m e n t o , com uma pequena modificação no algorít

m o .

No modo de adaptação não possui-se um sinal absoluto para referência

no receptor portanto faz-se uma estimativa do próprio sinal que chega para se

ter a referência. Vê-se portanto que as correções dos coeficientes rea1izam-se ao

longo da transmissão evitando assim o desperdício de tempo para t r e i n a r . Uma e_

qualização desta forma só é possível operando-se com um sistema de pequena d i £

t o r ç ã o .

Como a estrutura do equalizador é similar para os dois modos tem-se nos

equipamentos atuais o uso dos dois modos para uma e q u a l i z a ç ã o a u t o m á t i c a . Daí o

nome comum hoje em dia de equalizador automático a d a p t a t i v o , pois numa primeira

fase usa-se o treino para uma aproximação grosseira dos c o e f i c i e n t e s , depois o

intrumento se auto-comuta e passa para a fase de a d a p t a ç ã o , seguindo as var\a_

ções mais lentas do canal no t e m p o .

2.3.1 Características de um algoritmo.

Utiliza-se o modelo de equalização a p r e s e n t a d o na figura 2.7 para o co

mentário sobre as características básicas que tem um a l g o r i t m o . 0 X ^ r e p r e s e n t a o

sinal na entrada do filtro transversal e ly a sua s a í d a . Este índice (K) é in_

teiro e indica o período ou distribuição no tempo destas s e q u ê n c i a s . 0 filtro tem

N+l derivações localizadas no tempo em múltiplos inteiros do período de a m o s t r a

-gem do sinal de d a d o s , c . representa os coeficientes de ganho destas derivações

com j inteiro. Geralmente a derivação para j=0 ê chamada derivação central e o

ganho c é muito maior que os o u t r o s , tal que neste ponto localiza-se o pico da

função de t r a n s f e r ê n c i a . A relação entre saída e entrada do filtro é dada pela e

(21)

li

REFEW£/;CIA

F i g . 2.7: Modelo de um equalizador

q u a ç ã o a b a i x o . Os dados transmitidos são usados no receptor como sequência de referência A,

K*

Z K = 5 c . XK_ . ( E q. 2 . 1 )

Pode-se analisar um a l g o r i t m o em relação a três pontos básicos: [Weber, 1979jfunção de d e s e m p e n h o , método de atualização dos ganhos e forma de avaliar a variação da qualidade de equalização em função das alterações nos g a n h o s .

A função de desempenho só depende dos coeficientes dos ganhos das de_ rivações e do e r r o . Deve-se procurar determinar os melhores valores para os coe ficientes tal que o e r r o seja m i n i m i z a d o . Conhecendo-se bastantes detalhes das características do canal esta função pode ssr determinada em termos dos coefj_ cientes de g a n h o . A s s i m os melhores coeficientes seriam os resultados das N+l equações da forma

0 (Eq. 2 . 2 )

3 c .

J

sendo F a função de d e s e m p e n h o . Dependendo do F e s c o l h i d o pode-se ter t o d a s , só uma ou nenhuma solução para a equação a c i m a . Nos algoritmos mais usados tem-se o F conhecido como distorção para o algoritmo de Zeros Forçados e e r r o médio qua_ drãtico para o a l g o r i t m o de Média Q u a d r á t i c a . No de Zeros Forçados ajusta - se os ganhos para minimizar a distorção e no o u t r o para minimizar o erro m é d i o qua_ drát i c o .

(22)

12

coeficientes baseado em medidas feitas no r e c e p t o r . Na m a i o r i a , esta atualizai

ção é feita por um algoritmo chamado 'steepest d e s c e n t ' ou método de relaxação.

Neste m é t o d o , numa iteração 'n

1

q u a l q u e r , o coeficiente é ajustado

incrementan-do-se uma pequena quantidade (A) na direção oposta ao gradiente da função de de_

sempenho F em relação ao valor anterior do c o e f i c i e n t e ,

(n+1) (n) d F

( n )

,

j J J 3 c T

( E q

-

Z

'

3 )

0 incremento A pode ter valor fixo independente de 'n' e ' j

1

. Outros usam A co_

mo um valor variável para tornar a convergência mais r á p i d a . A escolha deste pa

rimetro deve ser cuidadosa pois um valor pequeno pode levar a convergência 1 ejn

ta e um valor grande provocará d i v e r g ê n c i a . 0 problema consiste em determinar

quais os valores ideais para cada a l g o r i t m o , qualidade do canal e velocidade de

transferência de s í m b o l o s .

0 terceiro ponto de análise refere-se ao método usado pelo receptor pa

ra estimar os valores dos gradientes das equações (2.2) e ( 2

.3) . Lembre-se que

só medidas no receptor são d i s p o n í v e i s , para determinar este g r a d i e n t e .

Resumindo:[Weber,1979]

l) A equal ização automática deve basear-se em um critério de desemp<e

n h o . Procurase determinar a cada iteração a qualidade da informa

-ção recuperada e melhorá-la m i n i m i z a n d o , por exemplo a distor-ção ou

o erro médio q u a d r á t i c o .

II) A melhora do desempenho é obtida atuando-se sobre os ganhos das de

r i v a ç õ e s . 0 método de ajuste dos ganhos é praticamente universal e

consiste em promover pequenas alterações no valor tíos coeficientes

em cada iteração em função do desempenho o b s e r v a d o . Se o desempe_

nho piorou conclui-se que as alterações nos ganhos devem ser feitas

em sentido o p o s t o .

Ill) Por fim o algoritmo deve possuir um método de avaliação do desempe

n h o . A avaliação deve basearse em medidas realizadas e x c l u s i v a m e n

-te no r e c e p t o r .

(23)

13

tre a l g o r i t m o s . Eles são três: c o n v e r g ê n c i a , tempo de assentamento e erro resi

-dual .

A convergência do processo verifica-se quando a taxa de erro de transfe_

rência ou seja a percentagem de símbolos errôneos em relação ao número de símbo

los transmitidos diminui com o t e m p o . Então quando o processo converge para um

ponto ideal com taxa de erro nula diz-se que algoritmo de equalização é convergen_

t e . Por outro l a d o , se o processo não oferece uma diminuição da taxa de erro p £

de-se dizer que é inoperante se essa taxa de erro com ou sem equalização permane_

ce a mesma ou então é divergente quando a taxa de erro aumenta com o t e m p o .

Para uma visualização mais ampla veja as curvas da figura 2 . 8 . As cur

vas £ e lb são de processos convergentes. A curva £ é de um processo inoperan

te e as curvas £ e f são o b v i a m e n t e de processos d i v e r g e n t e s . Mas a curva d_

não pode ser dita totalmente convergente ou d i v e r g e n t e . Depende até que ponto

ela é a n a l i s a d a . No intervalo t - tj c o n v e r g e , depois de tj d i v e r g e . Em vista

deste problema os algoritmos dito convergentes o são numa determinada r e g i ã o , f£

ra da qual nada se pode a f i r m a r .

Como e s c l a r e c i m e n t o , dizemos que na prática o parâmetro usado na a n á l i

-se de convergência ê a função de de-sempenho ( F ) . Por questão de simplificação £

sa-se a taxa de e r r o .

As curvas de cada p r o c e s s o , usandcse a mesma o r d e n a d a , diferem depen

dendo do algoritmo u s a d o , da qualidade do canal e do valor do fator de a t u a l i z a

-ção D e l t a .

Quando apresentam-se dois processos convergentes pode-se compará-los £

nalisando qual tem maior velocidade de c o n v e r g ê n c i a . Este é o u t r o dado muito im

portante num algoritmo de equalização e pode ser chamado também de tempo de a £

s e n t a m e n t o . A velocidade de convergência é dada pela derivada da curva de conve£

gência enquanto tempo de assentamento é o tempo necessário para recuperar

símbo-bolos sem falhas ou com pequena taxa de e r r o . Tempo gasto pelo equalizador para

ajustar-se as características da linha de transmissão é também visto como tempo

de a s s e n t a m e n t o . 0 conceito tem validade para adaptação a um novo canal como pa

ra seguir alterações durante a transferência nos equalizadores a d a p t a t i v o s .

Por mais aproximados que sejam os parâmetros ajustáveis de um e q u a l i z a

-dor não tem-se uma adaptação perfeita ãs características do c a n a l . Isto se deve

ao aparecimento de um erro chamado erro residual no sinal e q u a l i z a d o . Um dado ín

(24)

li»

TAXA D E ERROS J

k

T A X A I N I C I A L S E M E Q U A L I Z A C Ä O

to t ,

F i g . 2.8: Gráfico de convergência de processos em relação ao tempo.

timcmente ligado ao erro é o valor de Delta e para um Delta pequeno o erro resi

dual é p e q u e n o . Acontece porém que o valor de Delta esta também intimamente 1iga_

do a velocidade de c o n v e r g ê n c i a , sô que inversamente p r o p o r c i o n a l . Portanto valo

res grandes de Delta fornecem pequenos tempos de assentamento mas resultam em

grandes erros r e s i d u a i s .

A cada iteração alteramse os ganhos dos coeficientes para o equaliza

-dor ajustar-se ao c a n a l . Quanto maior o Delta mais rápido chega-se aos valores

de ganho que promovem o ajuste ao c a n a l , podendo resultar um erro residual de

tal ordem que impeça a correta recuperação do s í m b o l o . Os valores de ajuste ft

cam oscilando e pode ocorrer d i v e r g ê n c i a . Então deve-se escolher um valor de Del

ta tal que minimize o tempo de assentamento e o erro r e s i d u a l . Para uma melhor

compreensão é bastante observar o gráfico a b a i x o . [Weber, 1975]

C O E F I C I E N T E / T V A L O R I D E A L OSCILAÇÃO RESIDUAL

! 1

T E M P O Dtí A S S E N T A M E N T O

(25)

15

2.3.2 Algoritmos clássicos de equalização,

B a s i c a m e n t e d o i s t i p o s de a l g o r i t m o s s ã o u s a d o s na m a i o r i a dos e q u a l i -z a d o r e s a u t o m á t i c o s . 0 a l g o r i t m o de Zeros F o r ç a d o s e o a l g o r i t m o de Média Q u a d r £ t i c a . 0 a l g o r i t m o de Z e r o s F o r ç a d o s f o i a p r e s e n t a d o p o r L u c k y na d é c a d a de 6 0 . [ L u c k y , 1965] • u s t r a b a l h o s s o b r e e q u a l i z a ç ã o a u t o m á t i c a que se s u c e d e r a m b a s e a -ram-se no e q u a l i z a d o r de L u c k y .

E s t e s a l g o r i t m o s usam a d i s t o r ç ã o como a sua f u n ç ã o de desempenho e L u c k y a d e f i n i u a s s i m . D = j — E |h,| ( E q . 2.U) o i =fo Na e x p r e s s ã o a c i m a , hQ é a r e s p o s t a de p i c o ou de r e f e r ê n c i a p a r a n o r m a l i z a ç ã o c e n t r a d a na l i n h a de r e t a r d o . E s t e a l g o r i t m o e f e t i v a m e n t e age s o b r e os ganhos f o r ç a n d o a f u n ç ã o de t r a n s f e r ê n c i a h ( t ) a t e r z e r o s em t o d a s as d e r i v a ç õ e s e x c e t o a c e n t r a l . A d e r i v a _ ç ã o c e n t r a l e s t á a s s o c i a d a a r e s p o s t a de p i c o da f u n ç ã o de t r a n s f e r ê n c i a no tem po e seu v a l o r n o r m a l i z a d o de ganho é u n i t á r i o .

0 a l g o r i t m o de Zeros Forçados usa a p o l a r i d a d e do s i n a l e q u a l i z a d o r e t a m b é m a p o l a r i d a d e do e r r o e s t i m a d o p a r a d a r os a j u s t e s nos g a n h o s . 0 p r o d u t o

d e s s a s duas p o l a r i d a d e s d e t e r m i n a o s e n t i d o (soma ou s u b s t r a ç ã o ) de c o r r e ç ã o nos g a n h o s . Esses s i n a i s s ã o a t r a s a d o s um em r e l a ç ã o ao o u t r o e o n ú m e r o de m u l t i p l i c a ç õ e s n e c e s s á r i a s é d e t e r m i n a d o p e l o n ú m e r o de d e r i v a ç õ e s que t e m - s e . Essas mui

t i p l i c a ç õ e s s ã o b i n á r i a s e seus r e s u l t a d o s s ã o a c u m u l a d o s p a r a t i r a r - s e a m é d i a do v a l o r de c o r r e ç ã o p a r a cada c o e f i c i e n t e de g a n h o .

A f i g u r a 2.10 mostra o esquema de um e q u a l i z a d o r c o n t r u i d o com t a l a l g £ r i t m o . Os c o n t a d o r e s B i n á r i o s d e t e r m i n a m a m é d i a das a t u a l i z a ç õ e s dos c o e f i c i e n -t e s . As p o r -t a s l ó g i c a s OU EXCLUSIVO s ã o os m u l -t i p l i c a d o r e s b i n á r i o s e D s ã o os r e g i s t r a d o r e s de d e s l o c a m e n t o das p o l a r i d a d e s do e r r o e s t i m a d o e do s i n a l de s a i d a e q u a l i z a d o . 0 b l o c o q u a n t i z a d o r d e t e r m i n a a r e f e r ê n c i a c o r r e s p o n d e n t e ao s i n a l e q u a l i z a d o e os d e n o m i n a d o s p o r SNL d e t e r m i n a m a p o l a r i d a d e de e r r o e s t i m a do e do s i n a l de s a i d a e q u a l i z a d o . P a r a m a i o r e s e s c l a r e c i m e n t o s v e r as r e f e r ê n -c i a s [ W e b e r , 1 9 7 9 ] , [ l u c k y , 1 9 6 5 ] , [ l u c k y , 1966}

(26)

16 T . LINHA DE R E T A R D O C D - C O N T A D O R B I N Á R I O C - C O E F I C I E N T E S DE GANHO A J U S T Á V E I S D - R E G I S T R A D O R DE DESLOCAMENTO £ i g . 2.10: E s t r u t u r a de um e q u a l i z a d o r u s a n d o o a l g o r i t m o de Z e r o s F o r ç a d o s . 0 a l g o r i t m o de Média Q u a d r a t i ca é um dos m a i s a m p l a m e n t e u t i l i z a d o s em e q u a l i z a d o r e s d i g i t a i s . A t é pouco tempo a t r á s h a v i a r e s t r i ç õ e s a e s t e a l g o r i t m o d e v i d o a sua c o m p l e x i d a d e mas com o a p a r e c i m e n t o c r e s c e n t e de c i r c u i t o s i n t e g r a _ dos em m é d i a e l a r g a e s c a l a e s s a s l i m i t a ç õ e s f o r a m v e n c i d a s . A q u i , a f i n a l i d a d e dos a j u s t e s dos c o e f i c i e n t e s de ganho das j d e r i v a ç õ e s é p a r a m i n i m i z a r a f u n ç ã o e s t i m a d a de c o r r e l a ç ã o e n t r e o e r r o e o s i n a l em cada uma d e s s a s j d e r i v a -ç õ e s . A f u n -ç ã o c o r r e l a -ç ã o é d e f i n i d a p e l a e x p r e s s ã o 2 . 5 .

p . - l c.X. . ( E q . 2.5) J i-1 1 1 J

Pode s e r d e m o n s t r a d o p a r a dados a l e a t ó r i o s que o a l g o r i t m o de M é d i a ;a m i n i m i z a o v a l o r da d e f i n i d a p e l a e x p r e s s ã o a b a i x o Q u a d r á t i c a m i n i m i z a o v a l o r da d i s t o r ç ã o m é d i a q u a d r á t i c a que é chamada Dr m s • D = Z h2 ( E q . 2.6) rms . . i T1 i f o A p a r c e l a hQ que f o i e x c l u i d a do s o m a t ó r i o , c o r r e s p o n d e ao p i c o da f u n ç ã o de

(27)

17 t r a n s f e r ê n c i a c e n t r a d a na l i n h a de r e t a r d o . A f i g u r a 2.11 m o s t r a o esquema de um e q u a l i z a d o r c o n s t r u í d o com a l g o r i t m o de M é d i a Q u a d r á t i c a . Para um i n t e r e s s e m a i o r de a p r o f u n d a r - s e n e s t e a s s u n t o r e c o m e n d a - s e as r e f e r ê n c i a s [ W e b e r , 1 9 7 9 ] > [ G e r s h o , 1969] , [ P r o a k i s , 1969J e j T l i e s s e n , 1970}. I M T P IDA S A I D A DO SINAL E O U A L I Z ADO - > — — O T . L I N H A D E RETARDO C . C O E F I C I E N T E D E GANHO A J U S T Á V E L MU L T I P L I C A D O R A C U M U L A D O R F i g . 2 . 1 1 : E s t r u t u r a de um e q u a l i z a d o r u s a n d o o a l g o r i t m o de M é d i a Q u a d r á t i c a A l g u n s p o n t o s c o m p a r a t i v o s e n t r e e s s e s d o i s a l g o r i t m o s s ã o e s p e c i f i c a -dos a s e g u i r . [Weber,l979] 0 a l g o r i t m o de Z e r o s F o r ç a d o s a p r e s e n t a v e l o c i d a d e de c o n v e r g ê n c i a me_ n o r que o a l g o r i t m o de M é d i a Q u a d r á t i c a . A c o n v e r g ê n c i a ê g a r a n t i d a com a l g o r i t m o de M é d i a Q u a d r á t i c a p a r a ca n a i s com g r a n d e d i s t o r ç ã o u s a n d o a p r é - e q u a 1 i z a ç ã o no p e r i o d o de t r e i n a m e n t o . P o r o u t r o l a d o a c o n v e r g ê n c i a n ã o é g a r a n t i d a p a r a o a l g o r i t m o de Z e r o s F o r ç a d o s quando o p a d r ã o olho a p r e s e n t a - s e f e c h a d o mesmo sendo u s a d o a p r é - e q u a 1 i z a ç ã o .

Pode-se o b s e r v a r na f i g u r a 2.12 o g r á f i c o d a s c u r v a s a p r o x i m a d a s de c o n v e r g ê n c i a p a r a o s d o i s a l g o r i t m o s . [_Weber, 1979_J

Como o s i n a l u s a d o p a r a t r a ç a r e s t e g r á f i c o t i n h a d i s t o r ç ã o m u i t o a l t a v ê - s e que o a l g o r i t m o dos Z e r o s F o r ç a d o s d i v e r g e ao p a s s o que o de M é d i a Quadra t i c a c o n s e g u e uma boa v e l o c i d a d e de c o n v e r g ê n c i a .

3) 321 7XR-9 3&

(28)

18

D I S T O R Ç Ã O

4 0 0 0 6 0 0 0 1 2 0 0 0 1 6 0 0 0 2 0 0 0 0 m )E P U L S O S R E C E B I D O S

F i g . 2 . 1 2 : Curvas aproximadas de c o n v e r g ê n c i a para os a l g o r i t m o s de Zeros F o r ç a d o s (ZF) e M é d i a Q u a d r á t i c a ( M Q ) .

2.^ Método Cíclico de Treinamento

Ao l o n g o d e s s e s a n o s , m u i t o s t r a b a l h o s s u r g i r a m t e n t a n d o a l t e r a r um pou co as f o r m a s de e q u a l i z a ç ã o d e s c r i t a s com a f i n a l i d a d e de d i m i n u i r o tempo de a s s e n t a m e n t o dos e q u a l i z a d o r e s a u t o m á t i c o s . I s t o é i m p o r t a n t e p o r q u e nos s i s t e -mas de c o m u n i c a ç ã o de dados q u a n t o m a i o r a v e l o c i d a d e de a s s e n t a m e n t o menos tem po ú t i l é d i s p e r d i ç a d o no p r o c e s s o de a d a p t a ç ã o as c a r a c t e r í s t i c a s do c a n a l de comun i c a ç ã o .

0 tempo de t r e i n o para o e q u a l i z a d o r a j u s t a r os c o e f i c i e n t e s das deriva_ ç õ e s é a f r a ç ã o p r e d o m i n a n t e no tempo de a s s e n t a m e n t o . A l é m d i s s o os e q u a l izado_ res n e c e s s i t a m uma v e l o z r e c u p e r a ç ã o do r e l ó g i o de t r a n s m i s s ã o ou s e j a , do s i n _ c r o n i s m o . 0 tempo de t r e i n o pode s e r r e d u z i d o p e l a e s c o l h a c o n v e n i e n t e da se_ q u ê n c i a de t r e i n a m e n t o e dos v a l o r e s i n i c i a i s dos c o e f i c i e n t e s a j u s t á v e i s . M u e l l e r e S p a u l d i n g { M u e l l e r , 1975] s u g e r i r a m um m é t o d o que n ã o neces-s i t a v a de r e c u r neces-s o neces-s a d i c i o n a i neces-s de neces-s i n c r o n i z a ç ã o de neces-s e q u ê n c i a neces-s e promove a r á p i d a c o n v e r g ê n c i a d u r a n t e o p e r í o d o de t r e i n o . 0 m é t o d o é c o n h e c i d o por e q u a l i z a ç ã o c í c l i c a e c o n s i s t e na u t i l i z a ç ã o do a l g o r i t m o de M é d i a Q u a d r á t i c a com pequenas a l t e r a ç õ e s no p e r í o d o i n i c i a l de t r e i n o . 2.h.\ Sequência de treinamento Numa e q u a l i z a ç ã o , no p e r í o d o de t r e i n o é r e c e b i d o uma s e q u ê n c i a de s í m

(29)

19

b o l o s c o n h e c i d o s no r e c e p t o r mas nenhuma r e f e r ê n c i a a b s o l u t a de tempo é dispon_í v e l . 0 r e c e p t o r n ã o sabe quando i n i c i o u - s e a t r a n s m i s s ã o e desconhece qual o s í m b o l o que d e v e r i a e s t a r s e n d o r e c e b i d o a cada i n s t a n t e . £ n e c e s s á r i o s i n c r o n i z a r a s e q u ê n c i a r e c e b i d a com a s e q u ê n c i a a r m a z e n a d a de r e f e r ê n c i a p a r a d e t e r m i -n a r o e r r o -no p e r í o d o de t r e i -n o . D o i s p o n t o s r e f e r e n t e s a e s c o l h a da s e q u ê n c i a de s í m b o l o s de t r e i n a m e n _ t o s ã o i m p o r t a n t e s n e s t e m é t o d o c í c l i c o . S ã o e l e s : l ) d e t e r m i n a ç ã o do c o m p r i m e n t o em s í m b o l o s da s e q u ê n c i a . I I ) d e t e r m i n a ç ã o dos s í m b o l o s da s e q u ê n c i a . A i d é i a b á s i c a do m é t o d o c í c l i c o r e s i d e e x a t a m e n t e na e s c o l h a do comprj_ mento da s e q u ê n c i a . F o i e s c o l h i d a uma s e q u ê n c i a de c o m p r i m e n t o i g u a l a o n ú m e r o de d e r i v a ç õ e s do f i l t r o t r a n s v e r s a l . A e s c o l h a dos s í m b o l o s de t r e i n o n ã o pode s e r a r b i t r á r i a . P a r a a l c a n ç a r _ se o menor tempo de a s s e n t a m e n t o a s e l e ç ã o da s e q u ê n c i a d e v e s e r c u i d a d o s a . M u e l l e r e S p a u l d i n g a p r e s e n t a r a m t r ê s c a s o s e s p e c i a i s de s e q u ê n c i a s que e l e s c o n s i d e r a m uma boa e s c o l h a . F o i s u p o s t o um n ú m e r o í m p a r de d e r i v a ç õ e s e os ca_ sos s ã o os s e g u i n t e s : a) P u l s o p o s i t i v o — os s í m b o l o s e s t ã o e s p a ç a d o s T s e g u n d o s SEQ = ( 0 , 0 , - - - , 0 , 1 , 0 , — , 0 , 0 ) . b) P u l s o n e g a t i v o — os s í m b o l o s e s t ã o e s p a ç a d o s T s e g u n d o s e p r o d u z e m uma a m p l i t u d e m a i o r da c o m p o n e n t e de f r e q u ê n c i a n u l a . SEQ. = ( 1 , 1 , , 1 , - 1 , 1 , , 1 , 1 ) .

c) S e q u e n c i a s p s e u d o - a1eatõrias de m á x i m o comprimento — t a i s sequências possuem c o m p r i m e n t o i g u a l a N^2m- I onde N é o n ú m e r o de e s t a d o s que a s e q u ê n c i a t e r á e m o n ú m e r o de v a r i á v e i s de e s t a d o u s a d a s p a r a f o £ mar os e s t a d o s . As s e q u ê n c i a s p s e u d o - a ! e a t õ r i a s de m á x i m o c o m p r i m e n t o f o r n e c e m o m a i s l a r g o e s p e c t r o de e n e r g i a e p a r e c e m s e r p o r t a n t o a m e l h o r e s c o l h a p r i n c i p a l m e n t e p a r a c a n a i s com r u í d o .

2 . 4 . 2 Proceisjo de treinamento.

Para a n a l i s a r - s e o t r e i n a m e n t o n e s t e m é t o d o c í c l i c o toma-se a s e q u ê n c i a

(30)

20

de c o m p r i m e n t o i g u a l ao n ú m e r o de d e r i v a ç õ e s do f i l t r o t r a n s v e r s a l ,

Suponha-se que o a l g o r i t m o é de M é d i a Q u a d r á t i c a e o c a n a l é i d e a l , s e m d i s t o r ç ã o . A i n d a d i z - s e que a s e q u ê n c i a t r a n s m i t i d a e s t á s i n c r o n i z a d a com a se_ q u ê n c i a de r e f e r ê n c i a no r e c e p t o r . E n t ã o o a l g o r i t m o a j u s t a r á o s c o e f i c i e n t e s e v ê - s e que na d e r i v a ç ã o c e n t r a l tem-se ganho um e t o d o s os o u t r o s c o e f i c i e n t e s t ê m ganho z e r o . I s t o é d e v i d o a s i n c r o n i z a ç ã o e n t r e as duas s e q u ê n c i a s .

Tendo-se a s i n c r o n i z a ç ã o d e f a s a d a de ü m s i m b o l o o c o e f i c i e n t e de ganho um e s t a r á d e f a s a d o de uma p o s i ç ã o em r e l a ç ã o ã c e n t r a l como t a m b é m t o d o s o s coe_ f i c i e n t e s de ganho z e r o . O d e s l o c a m e n t o de uma p o s i ç ã o do ganho um em r e l a ç ã o ao p o n t o c e n t r a l de r e f e r ê n c i a s i g n i f i c a o d e f a s a m e n t o e n t r e as duas s e q u ê n c i a s

( t r a n s m i t i d a e r e f e r ê n c i a ) de um s í m b o l o .

Nos c a n a i s r e a i s e x i s t e d i s t o r ç ã o , e p o r t a n t o os c o e f i c i e n t e s n ã o t e r ã o ganho z e r o como t a m b é m o c o e f i c i e n t e que tem ganho um pode e s t a r d e s l o c a d o em r e l a ç ã o a o p o n t o de d e r i v a ç ã o c e n t r a l . A d i s t â n c i a de ganho um ao p o n t o de d e r i -v a ç ã o c e n t r a l d e t e r m i n a o n ú m e r o de s í m b o l o s d e f a s a d o s e n t r e a s e q u ê n c i a t r a n s m j _ t i d a e a r e f e r ê n c i a . I s t o é p o s s í v e l se f o r c o n s i d e r a d o o s d e s l o c a m e n t o s dos c o e f i c i e n t e s como c í c l i c o s . D i z e n d o de o u t r a f o r m a , pode-se v e r que a s e q u ê n c i a é p e r i ó d i c a com p e r í o d o i g u a l ao n ú m e r o de d e r i v a ç õ e s . 0 s i n a l r e c e b i d o mesmo d i s t o r c i d o (sem c o n s i d e r a r o r u í d o ) t a m b é m é p e r i ó d i c o t a l q u e se um s í m b o l o che_ ga ao f i m da l i n h a de r e t a r d o , e l e é s u b s t i t u í d o p o r o u t r o i g u a l no i n í c i o des_ t a mesma l i n h a m a n t e n d o a i n t e g r i d a d e da s e q u ê n c i a .

A t r a v é s da f i g u r a 2.13 p o d e - s e v i s u a l i z a r m a i s f á c i l o d e s l o c a m e n t o c í c l i c o d o s c o e f i c i e n t e s . Tem-se uma l i n h a de r e t a r d o com c i n c o d e r i v a ç õ e s e os seus c o e f i c i e n t e s c o r r e s p o n d e n t e s c^ a c,-. A s e q u ê n c i a de t r e i n o é f o r m a d a p o r c i n c o d í q i t o s X, a X,.. No i n s t a n t e t + 2T o b s e r v a - s e um d e s l o c a m e n t o de duas

3 1 5 o

p o s i ç õ e s p a r a a d i r e i t a . De f o r m a g e r a l d i z - s e que num tempo t » t as s a í d a s Y ( tQ+ k T ) podem s e r o b t i d a s p e l o d e s l o c a m e n t o c í c l i c o d o s c o e f i c i e n t e s de ganho,tan_ t o p a r a a d i r e i t a q u a n t o p a r a a e s q u e r d a .

A p o s s i b i l i d a d e de o b t e r t o d a s as s a í d a s p o r s i m p l e s d e s l o c a m e n t o a p r e -s e n t a - -s e como uma -s o l u ç ã o i n t e l i g e n t e p a r a o p r o b l e m a de -s i n c r o n i z a ç ã o da-s -se_ q u ê n c i a s de t r e i n o e r e f e r ê n c i a . Q u a l q u e r d e f a s a g e m e n t r e e s s a s s e q u ê n c i a s v a i p r o v o c a r um d e s l o c a m e n t o de c o m p e n s a ç ã o c o r r e s p o n d e n t e nos g a n h o s das d e r i v a ç õ e s . A s s i m , n ã o é n e c e s s á r i o p r o v e r s i n c r o n i z a ç ã o a n t e r i o r a o p r o c e s s o de e q u a l i z a ç ã o mas n a t u r a l m e n t e s e r á p r e c i s o p r o m o v e r o d e s l o c a m e n t o a p r o p r i a d o dos c o e f i c i e n

(31)

-X ( to)-X ( t O+ 2 T ) -X 1 X z X

\ Í J L 1

X 5

00

ééê

. S 0 M A D 0 « \ H - 4 X S X 2 X 1 l 1 C l } Í C t l ( C S l f C 4 ) ( C 6 S O M\A C O R X ( t O+ 4 T ) * X 2 X 3 \ \ Ü _ X 4 I X 5 I X I

0

(C2) (cs)

0 0

S O M A D O R

1

F i q . 2.13: I d é i a b a s e do m é t o d o c í c l i c o •*» Y ( to} Y { t o+ - 2 T ; -> Y( t O + 4 T ) t e s p a r a as p o s i ç õ e s c o r r e t a s l o g o a p ó s o f i n a l do p e r í o d o de t r e i n o . Esse des_ l o c a i n e n t o p r e p a r a o e q u a l i z a d o r p a r a r e c e b e r os d a d o s . A p o s i ç ã o c o r r e t a de t o dos os c o e f i c i e n t e s é d e t e r m i n a d a p e l o a l i n h a m e n t o do c o e f i c i e n t e de m a i o r va_ l o r ou c o e f i c i e n t e de p i c o na p o s i ç ã o de d e r i v a ç ã o c e n t r a l . No a l i n h a m e n t o t o dos os c o e f i c i e n t e s s ã o d e s l o c a d o s j u n t o s c o n s e r v a n d o suas p o s i ç õ e s r e l a t i v a s .

2.4.3 Estrutura do equalizador cíclico.

A c o m p o s i ç ã o usada f o i a do a l g o r i t m o de M é d i a Q u a d r á t i c a com uma pe quena m o d i f i c a ç ã o n e c e s s á r i a ao d e s l o c a m e n t o c í c l i c o dos c o e f i c i e n t e s ( F i g . 2 . 1 4 )

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' 2 E N T R A D A O * T 6 SAIDA C H A V E S EM A - T R E I N A M E N T O CHAVE S EM B - O P E R A Ç Ã O A D A P T A T I V A F i g . 2 . 1 4 : E s t r u t u r a do e q u a l i z a d o r c í c l i c o E s t a a l t e r a ç ã o c o n s i s t e em c r i a r um c a m i n h o p a r a os c o e f i c i e n t e s c i r c u l a r e m . An-t e s de r e c e b e r a s e q u ê n c i a An-t r a n s m i An-t i d a os c o e f i c i e n An-t e s devem s e r i n i c i a 1 i z a d o s t o d o s com o mesmo v a l o r uma v e z que n ã o se sabe a p o s i ç ã o do c o e f i c i e n t e de p i c o .

Ao f i m do p e ' í o d o de t r e i n o , d e v e - s e c h a v e a r o e q u a l i z a d o r p a r a o mesmo c o n t i n u a r no modo a d a p t a t i v o . E s t e c h a v e a m e n t o deve d e s l i g a r t o d o s os p o n t o s ine_

(33)

3 SISTEMA DE EQUAL I Z A Ç Ã O DE ALTA VELOCIDADE

P e s q u i s a b i b l i o g r á f i c a dos s i s t e m a s de e q u a l i z a ç ã o u t i l i z a d o s a t é o pre_ s e n t e momento s e j a nos modem's ou em o u t r o s e q u i p a m e n t o s , m o s t r a a a p l i c a ç ã o u n j v e r s a i de f i l t r o s t r a n s v e r s a i s na c o n s t r u ç ã o dos mesmos.

Como na t r a n s m i s s ã o de dados um f a t o r i m p o r t a n t e é a v e l o c i d a d e com q u e os dados s ã o t r a n s m i t i d o s , r e c o n h e c e s e a d i f i c u l d a d e de p r o j e t a r f i l t r o s t r a n s -v e r s a i s p a r a uso nos e q u a l i z a d o r e s q u a n d o p r e t e n d e - s e uma t a x a de t r a n s m i s s ã o a j _ t a . P a r a t a x a s de 4800 b p s e 9600 bps tem-se a l é m de o u t r a s d i f i c u l d a d e s o aurnen t o do c u s t o do e q u i p a m e n t o . E s t e e s t u d o t e m a f i n a l i d a d e de d e s e n v o l v e r p r o j e t o s de b a i x o c u s t o com a l t a s t a x a s de t r a n s m i s s ã o p a r a um s i s t e m a a l t e r n a t i v o de e q u a l i z a ç ã o sem o u s o de f i l t r o s t r a n s v e r s a i s . Com a d i m i n u i ç ã o dos c u s t o s da e q u a l i z a ç ã o s e r á m a i o r a a p l i c a ç ã o de modem's nos s i s t e m a s de c o m u n i c a ç ã o de d a d o s . 3.1 Introdução P a r a i n t r o d u z i r - s e e s t a i d é i a c o n s i d e r e - s e a r e p r e s e n t a ç ã o s i m b o l ó g i c a dos s i n a i s de um s i s t e m a de c o m u n i c a ç ã o d i g i t a l a b a i x o , onde o s s í m b o l o s maiúscjj

l o s a p r e s e n t a m - s e como s i n a i s d i s c r e t o s e o s m i n ú s c u l o s s ã o s i n a i s c o n t í n u o s , s e n _ do t uma e s c a l a de tempo d i s c r e t a . X ( t ) = X . e l ; l = { X ,X.,-—,X .} c o n j u n t o de s i n a i s i o 1 n-1 J t r a n s m i t i d o s . Z ( t ) = Z . e 0 ; 0 = { Z ,Z., ,Z .} c o n j u n t o de s i n a i s r e -j o 1 m-1 J c e b i d o s ( r e p r e s e n t a ç ã o d i s c r e t a do s i n a l y ( t ) e n t r e g u e p e l o m e i o de t r a n s m i s s ã o ) . X * ( t ) - à [ Z ( t f ] = X | e I ; f u n ç ã o d e c i s ã o que d e c i d i r á q u a l o s í m b o l o t r a n s m i t i d o em f u n ç ã o do s í m b o l o r e c e b i d o ( Z ( t ) ) . No c a s o de c a n a i s d i s c r e t o s sem m e m ó r i a a c a r a c t e r i z a ç ã o c o m p l e t a dos memsmos é f e i t a p e l a m a t r i z de c a n a l P = Tp(Z./X.)~] o n d e X . e l . Z . e l e p ( Z /X.) é a ** j i -* i j j i

UNIVERSIDADE FE DEU Aí. DA P A R A Í B A

P r ó - R e i t o r i a Para Assuntos d o I n t e r i o r

Cooidenncâo Seteriol de I'cs-Grmiuacao Kua ApriTio Vel^o V. ' ' ' " \ T':!-» 355

(34)

24

X ( t o C A N A L O l ô l T À L I C A N A L •y (t)« D E T E T O R Z«t)

btditM

d [ Z ( í ) ]

D

( o Fi g . 3 . 1 : M o d e l o da i déi a . p r o b a b i l i d a d e do s í m b o l o r e c e b i d o s e r Z . c o n d i c i o n a d a a que o s í m b o l o t r a n s m i t i -do t e n h a s i d o X.. A m a t r i z de c a n a l P j u n t a m e n t e com a m a t r i z de p r o b a b i l i d a d e s a p r i o r i do c o n j u n t o I , [ p ( X j 7 j sendo e s t a a p r o b a b i l i d a d e i n e r e n t e a cada s í m b o l o , c o n t é m t o d a a i n f o r m a ç ã o n e c e s s á r i a e s u f i c i e n t e p a r a que a f u n ç ã o d e c i s õ r i a m i n i m i z e a p r o b a b i l i d a d e de e r r o [ Ã b r a m s o n , 1 9 6 J | . Por e x e m p l o , a m á x i m a p r o h a b i l i d a d e c o n s e g u i d a m i n i m i z a r á a p r o b a b i l i d a d e de e r r o p a r a cada s í m b o l o r e c e b i d o Z . i n d i v i d u a l m e n t e J d ( z r] = X . se p ( X . / Z . ) > p ( Xk/ Z . ) . p a r a t o d o XR f X. e k = (0 , - - - , n-1) (Eq.A) p ( Z . / X . ) p ( X . ) onde p ( X. / Z . ) = 1 ! — ( E q . B) e p ( Z . ) = E p ( Z . / X . ) p ( X . ) (Eq.C) ' J p í Z J J i J 1 1

0 modelo p r o b a b i 1 í s t i c o dado a c i m a d e v e - s e ao f a t o do mapeamento X ( t ) - > Z ( t ) n ã o s e r d e t e r m i n í s t i c o d e v i d o a p r e s e n ç a de p e r t u r b a ç õ e s a l e a t ó r i a s impos-t a s ao s i n a l no m e i o de impos-t r a n s m i s s ã o . Os e f e i impos-t o s de impos-t a i s p e r impos-t u r b a ç õ e s n ã o podem s e r e l i m i n a d o s mas e l e s podem s e r m i n i m i z a d o s com uma f u n ç ã o de d e c i s ã o estatís_ t i c a como a v i s t a a c i m a . 3.2 Vonoeiiuaçao da Proposta Os m é t o d o s de e q u a l i z a ç a o n ã o v i s a m c o r r i g i r as p e r t u r b a ç õ e s a l e a t ó r i a s c a u s a d a s p e l o r u í d o no m e i o de t r a n s m i s s ã o , mas d i s t o r ç õ e s i n t r o d u z i d a s p e l a s c a r a c t e r í s t i c a s t í p i c a s de um c a n a l de c o m u n i c a ç ã o como d i s t o r ç õ e s de f a s e , a t e n u a ç ã o n ã o u n i f o r m e p a r a as d i v e r s a s c o m p o n e n t e s do s i n a l ou s e j a , a t e n u a ç ã o e d e s -v i o de f a s e ou a t r a s o de g r u p o -v a r i á -v e i s com a f r e q u ê n c i a . T a i s d i s t o r ç õ e s n ã o s ã o n e c e s s a r i a m e n t e a l e a t ó r i a s como s ã o p o r e x e m p l o as c a u s a d a s p e l o r u í d o b r a n c o g a u s s i a n o , uma v e z que e l a s dependem e s s e n c i a l m e n -t e das c a r a c -t e r í s -t i c a s f í s i c a s do m e i o de -t r a n s m i s s ã o , c a r a c -t e r í s -t i c a s e s s a s que

(35)

%

n ã o v a r i a m a l e a t o r i a m e n t e . I s t o d i s p e n s a r i a um t r a t a m e n t o p r o b a b i 1 í s t i c o p a r a o p r o c e s s o de e q u a l i z a ç ã o . No e n t a n t o o p r o c e s s o de e q u a l i z a ç ã o p r o p o s t o a q u f po de s e r v i s t o como um p r o c e s s o d e c i s ó r i o , nã o d e t e r m i n í s t i c o , d e v i d o a m e m o r i a d o c a n a l . N e s t e t r a b a l h o p r o p õ e - s e d o i s m é t o d o s p a r a r e a l i z a r - s e a e q u a l i z a ç ã o num s i n a l . 0 p r i m e i r o d e l e s será chamado de DECISÃO PELO VETOR DE ERRO e o ou t r o chama-se de D E C I S Ã O PELA A S S O C I A Ç Ã O DIRETA.

a) M é t o d o de d e c i s ã o p e l o v e t o r de e r r o . E s t a p r o p o s t a de e q u a l i z a ç ã o ê b a s e a d a na i d é i a de a p l i c a r - s e ao s i n a l r e c e b i d o y ( t ) um s i n a l e q u a l i z a d o r E ( t ) com a f i n a l i d a d e de c o m p e n s a r a d i s t o r -ç ã o i n t r o d u z i d a p e l o c a n a l . A c o n t e c e que a d i s t o r -ç ã o i n t r o d u z i d a s o b r e X ( t ) que r e s u l t a em y ( t ) , em g e r a l depende do s í m b o l o X.el t r a n s m i t i d o o u s e j a , se X ( t ) = Xq ou X ( t ) = X , , e t c . D a í a n e c e s s i d a d e de d e c i d i r s e s o b r e q u a l s i n a l e q u a l i z a -d o r E U ) a p l i c a r - s e em f u n ç ã o -d o s i n a l Z ( t ) r e c e b i -d o . Como Z ( t ) p e r t e n c e a um c o n j u n t o d i s c r e t o , t r a b a l h a - s e com um c o n j u n t o d i s c r e t o de s i n a i s e q u a l i z a d o r e s W={E ,E., ,E , } . A s s i m c o n s i d e r e - s e o c a s o o 1 m-1 j g e r a l onde Z ( t ) c o n s i s t e de d_ a m o s t r a s de y ( t ) o que r e p r e s e n t a - s e p o r Z ( t ) . Zd( t ) = z ' ( t ) , Z2( t ) , , Zd( t ) , cada a m o s t r a Zd( t ) pode t a m b é m t e r 1,2 , ,r b i t s de p r e c i s ã o .

Cada ED e.W c o n s i s t i r á de d_ c o m p o n e n t e s sendo c o m p u t a d o d u r a n t e a f a s e de t r e i n a m e n t o do p r o c e s s o de e q u a l i z a ç ã o , q u a n d o tem-se a r e p r e s e n t a ç ã o d i s c r e _

d d

t a de y ( t ) e X ( t ) , Z ( t ) e X ( t ) r e s p e c t i v a m e n t e sendo e s t a s c o m p a r a d a s b i t a b i t :

Ed( t ) = Xd( t ) 0 Zd( t )

A s s i m Ed( t ) é a r m a z e n a d o como Ed em a s s o c i a ç ã o com o Z.e ü c a s o Zd( t ) = J J . ~ d Z.. Ou s e j a , p a r a cada s i n a l r e c e b i d o Z^cO d e c i d e - s e p o r uma e q u a l i z a ç ã o E j con_ f o r m e o d i a g r a m a a b a i x o , onde d u r a n t e a f a s e de t r e i n a m e n t o o s i s t e m a t e n t a a s -s o c i a r a cada Z . o m e l h o r v e t o r de e r r o ,

J

E q u a c i o n a n d o a e q u a l i z a ç ã o r e a l i z a d a p e l o s i s t e m a a b a i x o tem-se

(36)

26 CANAL D I S C R E T O Q ^ ^ ^ C A N A L | y ( t ) »| D E T ETÕR]-"1 Z-( t ) ^ 7 \ Z (t)» J K E T . R A I , \ j j | A M O S THMÊ0TÇ[' X ( t ) GERADO N O R E C E P T O R D U R A N T E O T R E I N O

[

D E V E T O R x' ( t l - o — ^ 1 N F O B I ENSINAMENTO NA N F C R M A p à O PARA FASE D E T R E I N O E N D E R E Ç O S ;: M • ^ . SINAL ECUAtJZADO

JTTtL

I N F O R M A Ç Ã O 0 ' J R A N T E O U S O F i g . 3.2: Diagrama de B l o c o s do S i s t e m a ( c a s o a ) . 0 s i n a l y ( t ) * no d i a g r a m a a c i m a é o s i n a l y ( t ) e q u a l i z a d o , s o b r e o q u a l a g o r a se p r o c e s s a r á a d e c o d i f i c a ç ã o da i n f o r m a ç ã o que f o i t r a n s m i t i d a . A m e m ó r i a do c a n a l tem um e f e i t o s o b r e a m a n e i r a como X ( t ) é d i s t o r c i d o , d e p e n d e n d o dos s í m b o l o s que f o r a m t r a n s m i t i d o s a n t e r i o r m e n t e X ( t - 1 ) , X ( t - 2 ) , , e t c . Ou s e j a , a i n t e r f e r ê n c i a i n t e r s i m b ó l i c a pode s e r usada p a r a b e n e f i c i a r a com p u t a ç ã o do v e t o r de e r r o de e q u a l i z a ç ã o , c o n f o r m e v i s t o a d i a n t e . F. b a s t a n t e q u e s t i o n á v e l o f a t o de se c o r r i g i r y ( t ) b a s e a d o na sua p r ó p r i a r e p r e s e n t a ç ã o d i s c r e t a Zd( t ) que f u n c i o n a como e n d e r e ç o p a r a r e c u p e r a ç ã o da i n f o r m a ç ã o a r m a z e n a d a Ed( t ) . T a l v e z se p u d e s s e tomar uma d e c i s ã o s o b r e a n a t u r e z a de X ( t ) d i r e t a m e n t e a p a r t i r de Zd( t ) sem t e r que p a s s a r p e l o p r o c e s s o i n t e r m e d i á_ r i o de e q u a l i z a ç ã o . A q u i n a s c e u a i d é i a de e q u a l i z a ç ã o p e l a a s s o c i a ç ã o d i r e t a . b) M é t o d o de d e c i s ã o p e l a a s s o c i a ç ã o d i r e t a . E s t a p r o p o s t a d i f e r e da a n t e r i o r no que d i z r e s p e i t o a i n f o r m a ç ã o que a r m a z e n a - s e na m e m ó r i a . N e s t e c a s o a i n f o r m a ç ã o n ã o é a d i f e r e n ç a e n t r e d o i s s_i_ n a i s Xd( t ) e Zd( t ) , mas s i m o p r ó p r i o s i n a l t r a n s m i t i d o Xd( t ) . P a r a cada X j e í tem se um v e t o r Xd e l d , sendo l d o mesmo c o n j u n t o I onde cada e l e m e n t o c o n s i s t e de

d a m o s t r a s . E q u a c i o n a n d o a e q u a l i z a ç ã o r e a l i z a d a p e l o s i s t e m a a b a i x o tem-se X ^ * = d Í Zd ( t f ] = Xd, Xd s e n d o o s í m b o l o m a i s p r o v á v e l de t e r s i d o — i i d d d t r a n s m i t i d o em a s s o c i a ç ã o ao s í m b o l o r e c e b i d o Z ( t ) " Z . , o n d e píjX ( t ) = Xd/ Zd( t ) = Zd> p r xd( t ) = Xd/ Zd( t ) = Zd J p a r a t o d o q * i , com Xd e Xde ld. I J 0. J H 1

Referências

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