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História do Brasil. 1. O Período Colonial

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Academic year: 2021

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História do Brasil

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1. O Período Colonial

O português Pedro Alvares Cabral e sua esquadra chegam ao litoral da Bahia em                          22 de Abril de 1500. É o descobrimento do Brasil. Segundo a maioria dos                          historiadores, trata­se mais de uma tomada de posse do que de um descobrimento                        em si, pois a existência do território ­ dividido seis anos antes entre                        portugueses e espanhóis pelo Tratado de Tordesilhas ­ já era sabida por                      Portugal.

Em 1534, a mando do rei João III, Portugal dividiu o território da colônia do        Brasil em 15 lotes de terra, as Capitanias Hereditárias com a intenção de                explorar e defender o território.      Cada faixa de terra seria entregue a um        donatário que se comprometia a arcar com os custos da capitania e repassar        parte dos ganhos a Coroa Portuguesa. O direito de administrar a terra era        vitalício e hereditário e regido pelo regulamento feito em dois documentos: a        Carta de Doação e o Foral. Esses documentos estabeleciam o comportamento e as        obrigações dos donatários e da Coroa. O primeiro deveria aplicar a Justiça e        podia cobrar impostos pelo uso da terra e dos rios. A Coroa se encarregava de        tributar a exploração do pau­brasil, das especiarias e dos metais preciosos. Apesar de ter apresentado duas capitanias prósperas ­ São Vicente, por        desenvolvido uma significativa economia de subsistência,      e Pernambuco, pela    produção açucareira ­ esse sistema fracassou por diversos motivos. Algumas        capitanias sequer chegaram a ser ocupadas, outras sofreram com a falta de        investimento, má administração,  isolamento e ataques dos indígenas.

Em 1548, os portugueses decidiram ampliar o poder da metrópole na colônia e        dificultar as investidas estrangeiras. Implantou­se o Governo­Geral, com sede        na capitania da Bahia e capital em Salvador. Ao governador­geral cabia        coordenar a defesa, cobrar os impostos e incentivar a economia. Para isso        teria a ajuda do provedor­mor (tesoureiro), do ouvidor­mor (juiz) e        capitão­mor (a cargo da defesa).

A ideia de centralização de poder do Governo­Geral funcionou militarmente, mas        não politicamente por falta de infraestrutura, de transporte e comunicação. As        Câmaras Municipais de cada vila acabaram sendo as instituições políticas de        maior poder desse sistema de governo.

Os governadores­gerais foram: ­ Tomé de Souza

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Em 1572 Portugal voltou a dividir o Brasil, agora nos governos do Norte e do        Sul, mas reunificou seis anos mais tarde. Em 1621 houve uma nova divisão,        foram criados os Estado do Brasil, com capital em Salvador e o Estado do        Maranhão,  com capital em São Luiz, este passaria a se chamar Estado do        Grão­Pará e Maranhão em 1751, e sua sede transferida para Belém.

Economia Colonial

A colônia era regida economicamente pelo Pacto Colonial que obrigava o Brasil                a comercializar exclusivamente com a Metrópole portuguesa. Desde de cedo a        produção colonial foi voltada para o abastecimento do mercado externo, todas        as atividades desenvolvidas em solo brasileiro tiveram como destino o mercado        europeu, da extração de pau­brasil a atividade mineradora.

A extração de pau­brasil foi a primeira atividade colonial brasileira pela        abundância de madeira no litoral. A extração era feita pelos índios que        trocavam a madeira por quinquilharias (escambo). O produto era armazenado em        feitorias ao longo da costa litorânea. Apesar de ser uma atividade lucrativa,        extração da madeira não obrigava o assentamento dos mercadores no território.        Os comerciantes só precisavam atracar, encher os navios de mercadorias e        seguir viagem. Essa falta de assentamento facilitava os ataques estrangeiros.        Por isso, Portugal decidiu implantar uma atividade lucrativa e duradoura na        colônia que facilitasse a fixação do mercador e fosse possível o povoamento do        território.

A plantação de cana­de­açúcar foi a principal atividade econômica da colônia        do século XVI ao século XVIII, e foi escolhida por se adaptar bem ao solo e ao        clima do Brasil, além disso, Portugal já possuía experiência na produção de        cana nos Açores e Ilha da Madeira. No entanto, faltava ao Estado português        capital inicial e uma infra­estrutura de distribuição,      o que foi resolvido      com uma parceria com os holandeses, que já fretevam o açúcar produzido por        Portugal nas Ilhas do Atlântico.

A cana era produzida no sistema de plantation, com base nas grandes        propriedades (latifúndios) e monoculturas (apenas um produto) ­ os engenhos;        usava mão­de­obra escrava (primeiro dos índios,      depois da negra); produção      voltada para o mercado externo, o que provocou um atrofiamento da economia        interna. Grande parte dos lucros eram remetidos para a Metrópole, os lucros        que ficavam no Brasil estavam concentrados com os senhores de engenho.

A pecuária colonial era a única atividade econômica voltada para o mercado        interno, os animais serviam como tração, alimento e meio de transporte para        os engenhos. Inicialmente foi desenvolvida em Pernambuco e na Bahia no século        XVI,  e  foi  responsável  pelo  povoamento do interior do território,        principalmente os sertões brasileiros e as pastagens naturais dos pampas no        Sul, já que o litoral se dedicava a atividade canavieira. Também eram       

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realizadas feiras de comércio de animais e os vaqueiros eram livres, recebiam        salários e cabeças de gado como pagamento pelos serviços. A pecuária ganhou        novo impulso como forma de abastecimento das regiões mineradoras no século        XVIII.

Em 1693, abundantes jazidas de ouro foram descobertas na região hoje ocupada        por Minas Gerais. Assim, iniciou­se a atividade extrativista mineradora e            milhares de pessoas migraram para a região das Minas em busca de riquezas e        melhores condições sociais. Já em 1702, a Coroa portuguesa decidiu impor uma        administração mais rígida e tirar sua parte nos lucros e publicou o Regimento       

Aurífero que regulamentava a extração de minérios. O documento estabelecia        ainda a criação das intendências das minas, que eram governos autônomos que                  prestavam conta ao Rei.

Em 1711 é fundada Vila Rica, atual Ouro Preto (MG), símbolo da sociedade        urbanizada no contexto da mineração. Por conta do desenvolvimento da região,        a Coroa transformou, em 1720, a região mineradora na nova capitania das Minas        Gerais, antes a região era parte da capitania de São Vincente, neste mesmo ano        Filipe dos Santos inicia a Rebelião de Vila Rica.

A extração de minérios foram organizados em dois tipos: as lavras, que eram        amplas regiões e demandavam muito capital e grande quantidade de escravos; e        as faiscações, menores, portanto, mais numerosas.

O Quinto era o principal imposto que extrativista minerador deveria pagar a        Coroa, 20% de todo ouro encontrado. Por conta da alta sonegação, foram        criadas, em 1725, as Casas de Fundição que transformavam o ouro em pó em                  barras e daí extraiam o quinto. Para coibir ainda mais a sonegação só se        permitia a exportação de ouro fundido. Em 1735, a Coroa criou um novo imposto        que incidia sobre o número de escravos utilizados na extração, a capitação. A mineração modificou o cenário geográfico e econômico da colônia, surgiram        núcleos urbanos e houve o crescimento populacional. Houve uma maior integração        do mercado interno do país para abastecer a região mineradora, o Sudeste        comprava gado da região Sul e escravos do Nordeste. Com o esgotamento das        jazidas por volta de 1800 houve um rápido esvaziamento      empobrecimento da  região.

Sociedade Colonial

Qualquer que fosse a atividade econômica desenvolvida nas diferentes regiões        do Brasil teve a escravidão como ponto em comum. Desde a sociedade açucareira        no Nordeste à sociedade mineradora do Sudeste.

Sociedade Açucareira era além de escravista, agrária e estratificada. Baseada        em latifúndios e com pouca ou nenhuma mobilidade social. A elite social,        política e econômica eram os senhores de engenhos, sendo o símbolo maior do                poder do senhor a casa­grande. Na base social estavam os escravos, negros       

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africanos em maioria, mas também indígenas.      Os escravos eram considerados      verdadeiras mercadorias, insumo de produção, no auge da produtividade do        engenho chegavam a trabalhar 18h. Entre os extremos da sociedade estavam os       

trabalhadores livres, alguns assalariados que prestavam serviços aos engenhos,        como o feitor­mor (administrador do engenho), feitor, alfaiate, pedreiro,        pescador, etc. E alguns comerciantes, de escravos, animais, carne, trigo, etc.

Sociedade  Aurífera  (1693­1800)  diferente  da  sociedade  açucareira  se desenvolveu a partir da migração de pessoas de diversas origens para a região        das Minas em busca de riquezas.      Não havia o latifúndio e, portanto, a        população se organizava em centros urbanos com uso do trabalho livre, isto        acrescentou a essa sociedade maior mobilidade social e pela primeira vez se        formou uma classe média no Brasil, que ficava acima dos escravos e abaixo dos        grandes comerciantes e donos das minas, e se constituía por artesãos, médicos,        barbeiros, advogados, soldados, etc.

Escravidão

No Brasil, o uso do trabalho compulsório foi a base ds atividade economica do        país, tendo início com a atividade açucareira em 1530 e só foi oficialmente        extinto em 1888. Inicialmente foram escravizados os índios na extracao de        pau­brasil. Na verdade,      os índios eram livres, mas explorados no escambo da        madeira por quinquilharias. Além disso, o aprisionamento indígena não vigorou        como um bom negócio para Portugal, que por se tratar de uma atividade interna        não gerava lucros a Coroa. Os indígenas também não estavam habituados ao        trabalho em grandes propriedades e não se adaptaram a produção açucareira de        larga escala.

Com o início da produção açucareira em 1530, a solução de mão­de­obra        encontrada pelos portugueses foi a escravidão africana, após a inadaptação        indígena e a limitação da mão­de­obra portugesa. A população de Portugal se        encontrava reduzida no século XVI e havia ainda a recusa de trabalho por parte        dos europeus.

Estima­se que 4 milhões de negros foram trazidos do continente africano entre        1550 e 1850, vinham especialmente de Benin, Guiné, da Costa do Marfim, do        Congo, de Angola e Moçambique. Para aprisiona­los, inicialmente os portugueses        invandiram as aldeias. Mais tarde passaram a incentivar a luta entre tribos        rivais para depois negociar com os vencedores a troca dos derrotados por        panos, alimentos, cavalos e munições.

Os escravos eram transportados em porões superlotados dos navios negreiros        conhecidos como tumbeiros, as más condições como maus tratos, má alimentação e        a sujeira matavam até a metade dos negros durante o transporte. Eram vendidos        em praça pública e se tornavam propriedade do senhor e ficavam sujeitos as        punições frequentes. Os castigos mais comumns eram o açoite, a palmatória e o        chicote.

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A escravidão atravessou o Império e a expansão da atividade cafeeira aumentou        a demanda por mão­de­obra a partir de 1830. Ao mesmo que tempo que aumentava        as pressões externas contra o tráfico de escravos, sobretudo da Inglaterra que        já vivia a muito a Revolução Industrial e estava preocupada com a        concorrência. As colônias inglesas do Caribe já haviam abolido a escravidão        e os produtos haviam ficado mais caros.

Em 1831, o governo brasileiro, cumprindo acordos com a Inglaterra, declarou o        tráfico ilegal no território nacional, mas não cumpriu nem fiscalizou o        acordo. Diante disso, o Parlamento britânico aprovou, em 1845, a Bill       

Aberdeen, lei que dava à Marinha inglesa o direito de perseguir e aprisionar        tumbeiros em qualquer ponto do Atlântico. A Inglaterra continuou com pressões        cada vez mais fortes , e em 1850 o governo brasileiro promulgou a Lei Eusébio        de Queiroz, que proibia a entrada de escravos no Brasil, mas desta vez        preocupou­se em cumprir. Com o fim do tráfico, a escravidão declinou, mas não        acabou. Os ainda escravos geravam mais escravos e continuavam a alimentar a        economia com mão­de­obra compulsória. Somente em 1871 foi promulgada a Lei do        Ventre Livre, que libertava os filhos de escravos nascidos a partir da lei,        apesar de mantê­los sob a tutela do senhor.

A partir de 1880 se intensificou o movimento pró­abolição, que contava com        importantes pensadores da época. Jornalistas, políticos, artistas, dentre eles        Joaquim Nabuco, que juntamente com outros políticos, como José do Patrocínio,        criou a Sociedade Brasileira Contra a Escravidão. Nabuco foi ainda bastante        atuante na Câmara dos Deputados e suas obras apontavam para os aspectos        negativos que a escravidão trouxe a sociedade brasileira e aos perigos da        demora para a abolição, particularmente em O Abolicionismo.

Em 1885, foi promulgada a Lei do Sexagenário que libertava os raros escravos                que conseguiam passar dos 65 anos. Em 1888, foi assinada a Lei Áurea pela          Princesa Isabel ­ substituindo o Imperador Dom Pedro II, em viagem a Europa ­        que proibiu a escravidão definitivamente no país.

1.2 O Tratado de Madri (1750)

Tratado firmado em 1750 entre os então reis de Portugal e Espanha para definir        os limites das respectivas colônias na América, substituindo o acordo anterior        do Tratado de Tordesilhas, que ambas as partes reconheceram ter violado tanto        no continente sul americano quanto nas colônias da África e Ásia. No Brasil,        na prática, as 370 léguas que o Tratado de Tordesilhas (1494) definia como        fronteira, não eram claras pelo centro do território, assim as partes        interpretavam os limites como fossem convenientes.

A União Ibérica que vigorou até 1640 equivaleu a uma anexação de Portugal pela        Espanha, no Brasil, uma das consequências foi a livre movimentação entre os       

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dominios portugueses e espanhóis na America, o que facilitou a penetração dos        lusos­brasileiros além do limite do tratado de Tordesilhas.

Depois de recuperar o título de Reino Independente, Portugal iniciou a        extensão de seus domínios até a região do Prata, onde hoje é o território        paraguaio. A região do Prata era uma região estratégica para os espanhóis de        controle do comércio e da navegação da prata vinda do Peru que dava segurança        ao Império Espanhol já ameaçado pela Inglaterra.

Pelo Tratado de Madri foram definidas parte das fronteiras do Brasil na        América pelo sucesso do acordo intermediado por Alexandre de Gusmão,        favorecendo os portugueses em detrimento dos espanhóis. Como parte das        negociações, Portugal teve de devolver o domínio da Colônia de Sacramento aos        espanhóis, mas a Espanha teve de conceder o domínio da margem setentrional do        rio Prata aos portugueses, que seria definido como o limite sul do Brasil. Além da área dos Sete Povos das Missões, no atual Rio Grande do Sul, e dos        territórios dos atuais estados de Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, a        Amazônia, e mais algumas áreas abandonadas. Também foi definido que o Rio        Uruguai seria o limite entre Argentina e Brasil. O Tratado ainda tratava do        estado de paz que as colônias se comprometiam a manter mesmo quando as        metrópoles estivessem em guerra.

Em 1777 é acordado no Tratado de Santo Ildefonso a restituição do domínio dos                  Sete Povos das Missões aos espanhóis, mas as fronteiras atuais do Rio Grande        do Sul só foram definidas pelo Tratado de Badajoz, em 1801.

1.2.1 Alexandre de Gusmão

Diplomata português, nascido na colônia do Brasil, notável pelo desempenho das        negociações do Tratado de Madri, que duraram entre 1746 a 1750, o qual definiu        as fronteiras entre as colônias portuguesas e espanhola na América do Sul.        Gusmão negociou sob o princípio do "utis possedetis" (posse efetiva da              terra/ocupação e considerando os acidentes geográficos como limites naturais)        que passou a ser largamente utilizado pela diplomacia brasileira para        solucionar as questões das fronteiras do Brasil.

2. O processo de independência

A separação política entre a colônia brasileira e a metrópole portuguesa foi        declarada oficialmente em 7 de Setembro de 1822 e resultou de um processo                    interno iniciado décadas antes, com os movimentos emancipacionistas do final        do século XVIII, a vinda da Corte portuguesa ao Brasil em 1808 e a crise do        sistema colonial ­ fatores sociais, políticos e econômicos.

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Francesa, as guerras napoleônicas e a pressão da Inglaterra pela liberação dos        mercados consumidores americanos ­ aos quais queria vender seus produtos        industrializados ­ também influenciaram e ajudaram a apressar a emancipação.

2.1 Movimentos emancipacionistas.

Durante o período colonial, ocorreram várias revoltas da população brasileira        contra os portugueses. As primeiras, chamadas de nativistas, exprimiam        rebeldia em relação ao domínio estrangeiro,      mas ainda não propunham a        independência. Dentre estas se destacam a Aclamação de Amador Bueno (1641), a        Revolta dos Beckman (1684), a Guerra dos Emboabas (1708­1709), a Guerra dos        Mascates (1710­1711) e a Revolta de Filipe dos Santos (1720).

Só a partir do século XVIII aconteceram movimentos do tipo emancipacionista: o        primeiro deles foi a Inconfidência Mineira, em 1789, pela insatisfação dos                    mineiros com os impostos cobrados pela Coroa, que atingiu seu auge com a        decretação da derrama, a cobrança forçada de tributos. Um grupo da elite local        decidiu apressar os preparativos para a revolta separatista. Traídos, porém,        foram todos presos, mas só um foi executado: o alferes Joaquim José da Silva        Xavier, o Tiradentes, único que não pertencia a uma classe previlegiada.

Em 1798, ocorreu a Conjuração Baiana, chamada de Revolta dos Alfaiates, foi                      organizada por negros e mulatos que propunham a independência da colônia, o        fim da escravidão e a instalação de uma sociedade baseada nos ideais da        Revolução Francesa. Eles distribuíram folhetos anunciando a República Baiense,        mas logo foram presos. No começo de 1799, os líderes foram mortos.

A Revolução Pernambucana, ocorrida em 1817, foi impulsionada pela falta de          autonomia da província e do domínio do comércio pelos portugueses. A elite        pernambucana rebelou­se, e em março tomou o Recife, organizando o primeiro       

governo independente e republicano no Brasil. Sem o apoio das demais                províncias nordestinas, acabaram derrotados em junho do mesmo ano.

2.2 A situação política e econômica européia. O Brasil sede do

   

 

   

 

   

 

 

Estado monárquico português.

Em 1806, o bloqueio continental à Inglaterra imposto na Europa continental por        Napoleão Bonaparte foi desrespeitado por Portugal, que dependia economicamente        dos britânicos. A invasão francesa no território lusitano, como retaliação,        tornou­se iminente, e, em 1807, o príncipe regente português Dom João VI e sua        corte fugiram para o Brasil.

Assim que chegou à colônia, em 1808, o monarca decretou a abertura dos portos          às nações amigas. Com a possibilidade de comercializar com outros países          quenaoa metrópole, o Brasil ficou praticamente livre do pacto colonial. A       

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novidade fez a elite econômica brasileira compreender melhor a necessidade da        independência como uma maneira de aumentar lucros. Ao mesmo tempo, a        Inglaterra, que passou a dominar o mercado brasileiro após a abertura dos        portos, percebeu que o fim do controle lusitano sobre o Brasil não causaria        impacto nas relações entre britânicos e brasileiros. Formou­se uma espécie de        aliança entre as elites brasileira e inglesa, que contribuiria muito para a        independência.

A família real instalou­se no Rio de Janeiro, que foi transformado em capital       

do reino português. Em 1815, o governo joanino elevou o Brasil à categoria de          Reino Unido a Portugal e Algarves. Em sua política externa, Dom João VI        dominou a Guiana Francesa, entre 1808 e 1817, em represália a Napoleão, e        ocupou a Cisplatina (atual Uruguai) entre 1821 e 1828.

2.3 O Constitucionalismo português e a Independência do Brasil

Em 1820, em Portugal, a burguesia local, influenciada pela Revolução Francesa,        tomou o poder mo país por meio da Revolução do Porto. Foi instalada uma        monarquia constitucional baseada nas Cortes Constituintes, que funcionavam        como Parlamento. Elas obrigaram Dom João VI a retornar imediatamente a        Portugal e a jurar lealdade à Constituição que haviam promulgado. Ele foi,        deixando em seu lugar, seu filho Dom Pedro como regente do Brasil, o qual        deveria conduzir a separação política,  caso fosse inevitável.

A Constituição portuguesa deixava claras as intenções do novo governo lusitano          em recolonizar o Brasil. Também era de exigência das Cortes que Dom Pedro        voltasse à Europa. O príncipe regente, entretanto, resistiu às pressões, as        quais considerava uma tentativa de esvaziar o poder da monarquia. Formou­se em        torno dele um grupo de políticos brasileiros que defendiam a manutenção do        status do Brasil de Reino Unido a Portugal.

Em 29 de dezembro de 1821, do Pedro recebeu um abaixo­assinado de        representantes da elite nacional pedindo que não deixasse o Brasil e lhe        oferecendo a possibilidade de reinar sobre um império na América. Sua decisão        de ficar foi anunciada em 9 de Janeiro de 1822, no episódio conhecido como Dia       

do Fico.

Entre os políticos que cercavam o regente estava José da Silva Lisboa, o        visconde de Cairu, e os irmãos Antônio Carlos e José Bonifácio de Andrada e        Silva. Principal ministro e conselheiro de Dom Pedro, José Bonifácio lutou num        primeiro momento pela manutenção dos vínculos com a antiga metrópole. Porém,        ao se convencer de que o rompimento era necessário, passou a ser o principal        ideólogo da independência política do Brasil, entrando para a história como o        Patriarca da Independência.      Fora do círculo da corte, líderes liberais como        Joaquim Gonçalves Ledo e Januário da Cunha Barbosa atuaram nos jornais e nas        lojas maçônicas criticando pesadamente o colonialismo português e defendendo a        total separação da metrópole.

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Em 3 de junho de 1822, Dom Pedro recusou fidelidade a Constituição de Portugal                e convocou a primeira Assembléia Constituinte brasileira. Em 1º de Agosto,                baixou um decreto declarando inimigas as tropas portuguesas que desembarcassem        no país.    Cinco dias depois, assinou o Manifesto às Nações Amigas, redigido              por José Bonifácio. Nele, justificou o rompimento com a Corte Constituinte de        Lisboa e defendeu a independência do Brasil.

Em protesto, os portugueses anularam a convocação da Assembléia Constituinte        brasileira, ameaçaram o envio de tropas e exigiram o retorno imediato do        príncipe regente. Ao receber as cartas com as exigências das Cortes, em 7 de           

setembro, Dom Pedro proclamou a independência do Brasil. Em 12 de outubro foi                    proclamado imperador e, em 1º de dezembro, coroado pelo bispo do Rio de        Janeiro, recebendo o título de Dom Pedro I.

No início de 1823, realizaram­se eleições para a Assembléia Constituinte,        encarregada de elaborar e aprovar a Carta Constitucional do Império            Brasileiro. Entretanto, o órgão entrou em divergência com Dom Pedro I e o        texto acabou sendo elaborado pelo Conselho de Estado ­ instituição nomeada                pelo imperador ­      e foi outorgado em março de 1824. Com a Constituição em                    vigor e vencidas as últimas resistências portuguesas nas províncias, o        processo de separação entre a colônia e metrópole estava concluído. O        reconhecimento oficial da independência brasileira pelo governo português,        porém só viria em 1825, quando Dom João VI assinou o Tratado de Paz e Aliança              entre Portugal e Brasil.

A independência do Brasil representou o triunfo do espírito conservador e                    centralizador de José Bonifácio. Ele conseguiu promover a emancipação do país                    mantendo o regime político ­ a monarquia ­                e o caráter agrário,      latifundiário, escravocrata e exportador da nossa economia, o que favorecia os                    interesses das elites locais.

Apesar da soberania política, o Brasil continuou economicamente dependente, se                  não mais de Portugal, agora da poderosa Inglaterra. Era dos ingleses que o                        Brasil comprava quase tudo que precisasse ­ principalmente os caros produtos                    industrializados ­ e era a eles que vendíamos praticamente a totalidade de                      nossa produção ­ restrita a produtos primários, mais baratos. Além disso, para                      alavancar nossa economia, recém emancipada, o governo brasileiro contraiu                volumosos empréstimos dos britânicos o que nos deixou ainda mais submissos ao                      seu poder econômico.

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Bibliografia1

Apostila de História do Guia do Estudante; Formação Econômica do Brasil, Celso Furtado; 1808, Laurentino Gomes;

1 Compilação de dados tiradas como referências diretas das obras listadas, o intuito desse                        texto é ser um resumo que sirva de guia para estudos de História do Brasil, por isso foi        escrito igualmente como está nos livros, sem tentativas de fazer paráfrases ou resenhas        críticas do assunto.

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931/1997, que constituiu a CIB-TO, de 26 de junho de 1997, publicada no Diário Oficial do Estado do Tocantins em 04 de julho de 1997, expedida pela Secretaria da Saúde do Estado