- Circular de Julho / Agosto 2003 -
A Homeopatia e a Energia 1
H
OMEOPATIA
Definição
Como já referimos na revista nº21 (Homenagem à Família Reckeweg), um dos grandes problemas da aceitação da Homeopatia decorre da sua definição, ou seja, de um dos seus princípios, mais propriamente o da infinitesimalidade, como veremos. A Homeopatia tem por base a utilização de substâncias muito diluídas e dinamizadas (agitadas com sucussões ou movimentos), constituindo assim a definição do medicamento homeopático.
O medicamento homeopático obtém-se a partir de diluições de uma tintura mãe (uma planta, ou suas partes, que ficaram a macerar em álcool) em água, ou da pulverização (trituração em almofariz) de um mineral ou de um metal reduzindo-o a um pó tão fino que o torne solúvel em água destilada, e subsequentes diluições e dinamizações.
Podem utilizar-se também animais inteiros como por exemplo a abelha, designada pelo nome latino, apis, um dos constituintes do R1, na diluição D4 (de grande ajuda nas inflamações e nas tumefacções ou edemas); no R23 temos apis, na diluição D30, utilizada em alergias (pruriginosas, aliviando com o frio) com manifestações cutâneas, nomeadamente nas atopias. Como exemplo de outro animal, temos o sapo bufo rana no R33 para a epilepsia. Constituintes de animais, como tecidos, secreções como os venenos, entre outros, o da víbora vipera, um dos constituintes do R42, na diluição D12 (importantíssimo nesta época de calor e das queixas de pernas inchadas e pesadas).
- gotas, a forma mais usada em quase todos os “R” (podem impregnar grânulos ou comprimidos de lactose ou sacarose);
- pomadas, como o R30 e o R61 muito utilizados para massagens, nomeadamente no caso de dores reumáticas;
- colírio, a Cinerária Marítima para os problemas oculares;
- aerosol nasal, a Pulsatilla Compositum para a sinusite.
Potenciação
A potenciação consiste na diluição e dinamização de uma substância. Voltando ao busílis, que é a contestação da existência de acção dos medicamentos homeopáticos, devido à ciência convencional (a ala mais conservadora...) não querer modificar os seus padrões de trabalho, em especial na investigação. Como principal oponente temos a farmacologia, pela interpretação da acção medicamentosa assentar no efeito molecular!
Explicando melhor, a partir da diluição equivalente ao número de Avogrado (6,0220943 x 1023, ou número de moléculas existentes na molécula-grama de uma substância) já não existem moléculas do produto dissolvido! Este valor corresponderá a uma diluição de C12 (1/1000000000000000000000000), ou 1 dividido por 1, seguido de 24 zeros! O que em diluições decimais (as mais utilizadas na corrente homeopática complexista, como a Reckeweg), corresponderá a uma D24.
Diluições Homeopáticas
Do exposto depreendem-se algumas formas de apresentação dos medicamentos homeopáticos:
- líquida em xarope, como o R8 “jutussin” para a tosse, o
VC15 para estados depressivos, o R95 para “esgotamentos” ou astenia;
- ampolas bebíveis, como a outra apresentação do VC15;
- ampolas preparadas para se poderem injectar (apesar de no rótulo estar escrito “bebíveis”), se o médico assim o entender, assumindo a responsabilidade (têm-se utilizado vários “R” com resultados surpreendentemente bons, como o
R17 em cancerologia), visto estar proibida a comercialização de homeopatia injectável; é necessário ter muita atenção, pois existem por exemplo ampolas de R17 e VC15 exclusivamente para beber, não podendo ser injectadas! Ao examinar-se exteriormente a ampola bebível não apresenta um líquido hialino - não é transparente, e o seu conteúdo é superior a 2cc, além do número de ampolas por caixa, ser superior a 10.
de uma determinada substância, tiramos uma gota e diluimo-la em 99 gotas de água destilada, obtendo-se 100 gotas de uma primeira diluição homeopática que é a C1. No caso de utilizarmos as decimais, misturamos 1 gota do produto a homeopatizar, com 9 gotas de água destilada, obtendo assim a primeira diluição decimal ou D1. Desta primeira diluição após ser agitada (dinamizada) pelo menos 40 vezes, tiramos uma gota e misturamo-la com 99 (ou 9, no caso das decimais) de água destilada e assim sucessivamente até obtermos a diluição desejada.
Não vamos alongar-nos nesta área bastante específica onde há muito para dizer, mas quem estiver interessado poderá visitar as nossas instalações na sede da Reckeweg na Alemanha, umas das melhores do mundo, com representação em todos os continentes, com a tecnologia e todo o rigor exigidos cientificamente.
E
NERGIA
Definição
Define-se energia, como a capacidade de um sistema para produzir trabalho. A energia latente que um sistema possui, designa-se por energia interna, e só se altera por modificações de calor ou trabalho com o meio.
A variação desta energia (∆E) é dada pela diferença entre o calor absorvido (Q) e o trabalho produzido (W): ∆∆∆∆E = Q-W
Uma função termodinâmica muito importante e relacionada
O ATP é um nucleótido constituído por adenina (uma base azotada púrica), uma ribose (uma pentose, que é um açucar), e uma unidade trifosfato. A forma activa é igualmente um complexo ATP com Mg2+ (magnésio) ou Mn2+ (manganés).
O ATP é uma molécula muito rica em energia, porque a sua unidade trifosfato contém duas ligações fosfoanidrido. Ao ser hidrolizado, perde um ou dois grupos fosfato, transformando-se respectivamente em ADP (adenosino difosfato) ou AMP (adenosino monofosfato) e liberta energia,
com a energia interna, é a entalpia, ou grau de ordem de um sistema, e é através dela que se define energia livre (G):
H = E+PV
H - entalpia ou grau de ordem do sistema; E - energia interna; P - pressão; V - volume. Um aumento de entalpia significa um aumento de energia!
A entropia (S), mede o grau de desordem de um sistema:
G = H-TS
G - energia livre (em homenagem ao fundador da termodinâmica química, Gibbs); H - entalpia; T - temperatura absoluta; S - entropia.
A entropia, ao contrário da energia não se conserva mas tem tendência a aumentar.
G = (E+PV) – TS
Verifica-se que só pode ocorrer um processo espontâneo, se houver um decréscimo da energia livre!
O sol fonte de energia. O ATP da Terra!
Os seres vivos necessitam de energia livre (G) que é obtida da oxidação dos alimentos (proteínas - aminoácidos, ácidos gordos livres e glicose) para três objectivos principais:
1) Trabalho mecânico - contracção muscular e movimentos celulares (ciliares, amibóides...).
2) Síntese de macromoléculas e outras biomoléculas, a partir de precursores simples - metabolismo dos nutrientes (glúcidos, lípidos e prótidos).
3) Transporte activo de moléculas e iões, quer
reconvertendo-se depois o ATP a partir do ADP (ou AMP) mais fosfato inorgânico (Pi), o que constitui a fosforilação oxidativa. Esta pode definir--se como o processo pelo qual se forma ATP, quando se transferem electrões do NADH2 (nicotinamida adenina dinucleótido), para o O2 (oxigénio), através de uma série de transportadores de electrões, obtendo também água:
NADHred+H++3ADP+3Pi+ONAD+3ATP+H2O
Este ciclo ATP-ADP, é o modo fundamental de troca de energia nos sistemas biológicos.
Nutrientes + O2 = CO2 + H2O + ENERGIA (ATP + Calor)
Hidrólise é toda a reacção química em que a água actua
pelos seus iões H+ e OH-.
Os nutrientes mais comuns são os glúcidos, sendo o processo da glicólise (fosforilação oxidativa) o utilizado, obtendo-se como produto final o ácido pirúvico que se transforma em acetil-coenzima A (acetil-CoA), libertando-se o primeiro par de hidrogénio. Na prática é um par de electrões (e uma molécula de CO2), que são transportados por coenzimas, i.e., transferidos para a cadeia respiratória pela NAD, um dos principais aceitadores de electrões, na oxidação das moléculas alimentares. O NAD+ aceita um ião H+ e dois electrões, ou seja, um hidreto (ião negativo de hidrogénio).
Este processo permite a recuperação de uma fracção da energia contida nas moléculas dos nutrientes, através da formação de ATP. Por cada par de electrões transportados pela cadeia, formam-se três moléculas de ATP. A célula acumula 40% da energia química libertada pela combustão da glicose, sob a forma de ATP. Cada molécula de glicose produz 36 moléculas de ATP!
Esta cadeia respiratória transportadora de electrões é constituída por enzimas contendo flavinas (nucleótidos piridínicos), flavoproteína, NAD, grupos heme, coenzima Q (ou ubiquinona), citocrómio b,c,a (são hemoproteínas).
Membrana interna da mitocôndria
As mitocôndrias são organelas intra-citoplasmáticas móveis, capazes de sintetizar 37 das suas próprias proteínas,intracelulares quer na matriz extracelular, por exemplo na transmissão dos impulsos nervosos.
ATP/Ciclo de Krebs
A energia necessária para a realização de todos os metabolismos orgânicos (trabalho biológico) provém da molécula de ATP (adenosino trifosfato), obtida no ciclo fisiológico de Krebs (do ácido cítrico ou também chamado dos ácidos tricarboxílicos) a partir da glicose. O papel central deste doador nas trocas de energia, foi explicado por Fritz Lipmann e Horman Kalckar em 1941.
além de outras, obedecendo aos mecanismos de síntese proteica celular (DNA/RNAm). Têm a capacidade de se auto-replicar, i.e., dividirem-se como as bactérias, daí admitir-se que sejam bactérias que constituiram uma relação simbiótica com células eucariotas (que têm núcleo), durante o processo de evolução filogenética.
Mitocôndrias e fosforilação oxidativa. Esquema geral da respiração aeróbia, que mostra o ciclo de Krebs e o seu acoplamento com a fosforilação oxidativa.
(De lehninger, A.l.: Biochemistry. NY, Worth Publishers, Inc., 1975)
Na fosforilação oxidativa, a força electromotriz é convertida em força protão-motriz e daí em potencial de fosforilação.
A primeira fase é realizada por três bombas de protões impulsionadas por electrões: NADH-Q redutase e citocromo redutase e citocromo oxidase. Estes três complexos integrados na estrutura molecular da membrana mitocondrial, fazem de porta (“canal”), deixando passar através de si, protões do lado exterior para o interior da membrana e contêm como vimos, componentes da cadeia respiratória: flavinas, quinonas, quelatos de ferro-enxofre, hemes e iões cobre.
A citocromo redutase catalisa a transferência de electrões de H2O para o citocromo c e concomitantemente bombeia protões pela membrana mitocondrial interna. A citocromo oxidase procede do mesmo modo.
A segunda fase da fosforilação oxidativa é como dissemos, realizada pela ATPsintase, impulsionada pelo fluxo de protões que retorna à matriz mitocondrial. A cadeia respiratória e a ATP sintase, são sistemas bioquímicos independentes, apenas ligados por uma força protão-motriz!
Resumindo, as células obtêm energia através da trans-ferência de electrões de níveis energéticos superiores para outros inferiores, pressupondo a existência de compostos reduzidos e oxidados. Esta transferência de electrões pela cadeia respiratória, leva ao bombeamento de protões da matriz para o outro lado da membrana mitocondrial .
As formas reduzidas dos transportadores de electrões, estão localizadas na membrana interna das mitocôndrias, que é o local celular citoplasmático, onde se processam estas reacções fisico-químicas, transferem os electrões de alto potencial para o O2, constituindo a fosforilação oxidativa.
Esta translocação gera uma força “protão-motriz”, constituída por um gradiente de pH e um potencial eléctrico transmembrana, que é usada para impulsionar a síntese de ATP, pelo complexo ATPase. Ou seja, o gradiente de protões formado como resultado do fluxo de electrões, impulsiona a síntese de ATP a partir de ADP e Pi.
Estes gradientes constituem a força motora dos protões, que tende a deslocar H+ de volta, do lado C (interno) para o lado M (externo) da membrana. Uma vez que a membrana interna é impermeável aos iões H+, estes só podem alcançar o lado externo através do “canal de protões” da ATPase, catalisando a síntese de ATP.
Pelo contrário, quando a ATPase hidrolisa o ATP, funciona como uma “bomba protónica” e envia os protões do lado M para o C. Por cada NADH que é oxidado, são translocados 6 protões (H+) através da membrana, os quais ao voltarem ao lado M dão origem a três moléculas de ATP.
Portanto a oxidação e a fosforilação estão acoplados por um gradiente de protões, através da membrana mitocondrial interna.
Uma das hipóteses explicativas para este mecanismo de ligação é a teoria do acoplamento quimiostático de Mitchell, na qual essa ligação é de natureza electroquímica. A membrana actua como um transdutor que converte a energia proporcio-nada por um gradiente electroquímico, na energia química do ATP.
Neste modelo, a membrana é impermeável aos iões H+ e OH-, e se se estabelecerem diferenças de pH através dela, actuam como gradientes ricos em energia!
O sistema de transporte electrónico, é organizado em “pontes redox” (redução-oxidação) dentro da membrana, e os electrões passam de um transportador para o outro, na cadeia
É o potencial de membrana (como vimos na revista anterior), que tem o papel da emissão e recepção de sinais eléctricos pela célula, e permite manter as reacções enzimáticas.
A diferença de potencial de uma célula saudável, está entre os 70 e 100mV. Logo que uma “carga” (partículas) roda, cria um campo EM (electromagnético) que flutua, emitindo ondas cuja propagação é da ordem de 10 5 a 10 6 cm/s, ou seja, ondas com uma frequência de 1010, e 1012 hertz - são microondas!
É curioso notar que existe uma linguística própria das moléculas biológicas:
- Os glúcidos têm um papel energético, que culmina na produção de ATP.
- As nucleoproteínas armazenam e transmitem o DNA.
- As proteínas produzidas pelo programa do DNA, permitem uma resposta adequada às variações do meio ambiente, possuindo funções de transporte (ou canais) a nível da membrana celular.
- Os lípidos, permitem o isolamento e delimitação da célula e dos seus componentes, permitindo a maior ou menor fluidez da membrana celular (um tema a desenvolver quando falarmos da arteriosclerose).
Existem dois mecanismos fundamentais dos fenómenos de reconhecimento e adesão celulares. Um, compreende factores ligados à membrana celular, como a glicoforina, os antigénios do sistema HLA (ver revista nº22 de genética) e outros, constituintes dela própria. O outro mecanismo envolve
respiratória. Simultaneamente, os protões (H+) são ejectados para o lado C, criando um baixo pH, enquanto que os iões OH-permanecem do lado M, criando um pH elevado.
A energia gerada pelo transporte electrónico, conserva-se sob a forma de um gradiente protónico rico em energia, que através da acção da bomba protónica da ATPase, como vimos, impulsiona a fosforilação oxidativa de ADP em ATP, conservando-se a energia livre, respeitando assim a 1ª lei da termo-dinâmica.
Existe outra hipótese explicativa, mas que se pode consi-derar como outro aspecto do mesmo mecanismo e é a químico-conformacional, que postula “a informação é transmitida por interacções a curta distância, podendo ser de natureza electrostática”.
Quando os electrões são transferidos de um composto para outro, processa-se uma reacção de oxidação-redução (redox). O dador de electrões manifesta uma determinada “pressão” ou tendência para libertar electrões, enquanto o aceitador procura recebê-los.
Isto pode medir-se em termos de potencial eléctrico, de modo que o sistema com potencial mais elevado oxida outro, cujo potencial seja inferior, libertando-se simultaneamente energia.
Os electrões tendem a fluir dos compostos mais negativos (em que a “pressão” dos electrões é mais elevada) para os mais positivos, até entrarem em contacto final com o oxigénio, o aceitador último de electrões mais electropositivo, formando-se água (além do ATP “reconvertido”).
Os elementos mais reduzidos da cadeia transportadora de electrões, encontram-se no início dela, e os mais oxidados no fim. De igual modo, a energia livre (correspondente ao fluxo de electrões) decai, do início para o fim desta cadeia respiratória.
Uma diferença de potencial de 1,14Volt entre o NADH, ou do FADH (flavina adenina dinucleótido), impulsiona o fluxo de electrões para o O2, levando ao bombeamento de protões através da membrana mitocondrial.
moléculas que se ligam à membrana, através de interacções proteína/hidratos de carbono. Estes factores extrínsecos podem ser proteoglicanos, glicoproteínas, lectinas...
Para o reconhecimento e adesão celular, foram propostas duas teorias fundamentais: uma, da químico-afinidade, em que as células possuem produtos genéticos complementares emparelhados, que actuam como marcadores de superfície; a outra, mais aceite, baseia-se na existência de um pequeno número de moléculas de adesão celular, que podem modificar-se, como referimos atrás.
A membrana emite microondas (“rádio-frequência”) que constituem um sinal de reconhecimento da célula pelas circundantes, Já referimos que as células têm cerca de 100 000 receptores de membrana (ou marcadores celulares), que são pequenas antenas receptoras e emissoras de ondas EM de reconhecimento - base da linguagem intercelular.
A modificação da composição fosfolipídica da membrana, vai fazer com que estes dipolos EM emitam frequências fora do espectro normal, i.e., patológicas! O potencial de membrana fica alterado e se observarmos através da RMN, também o tempo de relaxamento das moléculas, como explicámos na revista anterior - RMN.
Uma teoria de reconhecimento celular/molecular, começou com os trabalhos feitos por H. V. Wilson, com esponjas. Verificou a capacidade das células reconhecerem num tecido, as suas semelhantes e aderirem umas às outras, dissociavam-se e reassociavam-se, e produziam inibições nas células vizinhas, pela chamada “inibição por contacto” (esta propriedade perde-se nas células neoplásicas), ou seja, impunham respeito umas às outras!
Para o reconhecimento molecular, os polissacáridos presentes no revestimento celular, podem constituir uma espécie de código molecular para a superfície da membrana celular. O número de combinações dos seus componentes individuais (galactose, hexosamina, manose, fucose e ácido siálico) origina para cada tipo celular, uma espécie de “impressão digital” ou BI, que torna possível o reconhecimento molecular entre células.
Os átomos de hidrogénio transferidos dos substractos reduzidos para os aceitadores específicos, sofrem uma dissociação em iões H (o protão do núcleo) e electrões (da sua órbita).
A célula cancerosa, tendo o seu DNA alterado, apresenta um campo EM diferente, que tem tendência a perturbar o alinhamento das moléculas de água, o que se pode observar pela RMN, na perturbação no retorno do estado alinhado ou anisotrópico, em que há variação de propriedades físicas com a direcção. Recordemos que alotropia é a existência de um elemento em duas ou mais formas simples diferentes.
RMN – Registos de luz
Um mecanismo de movimento de energia semelhante ao que se utiliza nas imagens obtidas num exame complementar de diagnóstico muito conhecido, a RMN (Ressonância Magnética Nuclear).
RMN (Foto cedida gentilmente pela Siemens e Clipóvoa)
Uma pessoa é introduzida num túnel com potentes electroímans, que quando ligados, criam um campo electromagnético (EM) potente que “carrega” de energia (através de fotões) os protões (os núcleos dos átomos de hidrogénio) das moléculas de água do nosso organismo, levando-os a alinhar os seus spins de rotação (ou momentos magnéticos); elas têm tendência a orientar (paralela ou perpendicularmente) os momentos magnéticos do núcleo do átomo do hidrogénio (o protão), no sentido do campo EM exterior aplicado.
Quando se desliga este campo EM, e como o estado mais estável da matéria corresponde aos níveis mais baixos de energia, os protões relaxam (tempo de relaxamento spin-spin ou T2), perdendo a energia EM “absorvida” sob a forma de fotões. São utilizadas antenas receptoras de fotões/radiação, vinda da libertação de energia (relaxação) dos protões. Implica
Nesta revista, também iniciámos a explicação do “lado obscuro” do funcionamento do DNA, i.e., da compreensão do suporte e mecanismos da informação genética, e da linguagem não apenas biológica, mas também a interacção com o cosmos (meio ambiente/universo).
Através dos olhos se realiza o "impossível da ciência"! Olhos - A informação digitalizada
Outro exemplo é a obtenção da vitamina D na pele, a partir do desidrocolesterol, através da acção da luz.
Um fotão é um quantum de energia E = hC/ λλλλ
h é a constante de Planck, C é a velocidade da luz e λλλλ é o comprimento de onda da radiação.
Esta equação mostra que os fotões com os comprimentos de onda menores, têm energia mais elevada.
Além da fosforilação oxidativa, existe outro processo de obtenção de energia, utilizado no mecanismo da nossa visão, equivalente à função fotossintética das plantas (absorção da luz pela clorofila), ou seja, o sistema da rodopsina, que utiliza a
uma análise computacional dos dados (sinal) recebidos, com a finalidade de se obter uma imagem.
Na RMN, fotografamos concentrações de H2O, e são as diferenças que dão origem às imagens, depreendendo-se que este tipo de estudo imagiológico será mais explícito nos tecidos mais ricos em água.
Cada imagem um campo vibratório - é assim que funciona a Homeopatia, por “imagens”, i.e., por campos vibratórios equivalentes aos campos vibratórios das moléculas dos fármacos “convencionais”.
Na RMN, fotografamos concentrações de H2O, e são as diferenças que dão origem às imagens, depreendendo-se que este tipo de estudo imagiológico será mais explícito nos tecidos mais ricos em água.
"Farmacologia” sem moléculas
Desenvolvemos este tema, pois que é uma das várias excepções conhecidas (aceites) da ciência médica convencional (alopática), que põe em causa os dogmas da farmacologia, que como dissemos baseia a acção biológica (orgânica) em moléculas. Ora aqui temos efeitos biológicos obtidos através de energia “pura”, ou seja, luz! Esta energia luminosa tem como suporte os fotões.Penso que com a explicação destas “excepções da ciência”, fique solucionada de vez, a controvérsia sobre as razões dos entraves colocados ao modo de funcionamento da Homeopatia, ressalvando os inúmeros trabalhos científicos que comprovam a sua eficácia.
luz como fonte de produção de ATP, sendo esta usada para criar um potencial redutor.
A membrana citoplasmática de um bastonete, contém canais específicos para iões positivos (catiões), que estão abertos no escuro (graças ao GMP - guanosina monofosfato), passando rapidamente iões Na+ para dentro da porção externa devido ao gradiente electroquímico ser grande. Este gradiente é mantido por bombas de Na+ K+ ATPase localizadas no segmento interno. A luz bloqueia esses canais específicos para catiões no segmento externo.
Como consequência o influxo de Na+ diminui e a mem-brana citoplasmática fica hiperpolarizada (mais negativa no lado interno). Esta hiperpolarização induzida pela luz, é então transmitida pela membrana citoplasmática do segmento externo para o corpo sináptico e encaminhada para outros neurónios da retina, assim se processando a informação.
Um só fótão absorvido pelo bastonete adaptado ao escuro, fecha centenas de canais específicos para catiões (aniões positivos/H+) e leva a uma hiperpolarização de cerca de 1mV, que é sentida pela sinapse e encaminhada a outros neurónios da retina. Assim se processam as imagens.
H
OMENAGEM
O início deste verão deixou-nos mais pobres: um triste acontecimento na história da medicina contemporânea, pois perdemos um dos seus mais dignos representantes (nem sempre condignamente reconhecido), o Dr. Adriano de Oliveira.
Este distinto médico, praticante de uma medicina da mais
Mas antes de nos deixar, ainda nos legou uma obra que ajudou a nascer, tendo sido sócio fundador de uma Associação que congregou médicos e farmacêuticos entusiastas da Homeopatia.
alta qualidade, aliava a vertente convencional (apelidada de científica) com a tradicional, no sentido de natural (apelidada de empírica).
Ultimamente, tem-se demonstrado o errado desta divisão, pois comprovou-se cientificamente aquilo que há muito se praticava “marginalmente”, tendo este ilustre colega escrito vários livros sobre estes assuntos.
Internacionalmente nos meios de vanguarda da pesquisa científica (nomeadamente na área da medicina), têm-lhe dado razão, e preconiza-se actualmente o regresso à utilização de técnicas e conselhos médicos que tinham sido desdenhados pela ala “pseudo-científica”.
Fotografia cedida gentilmente pela Drª. Teresa Maria Correia de Oliveira
Volta então a estar na moda o assunto da nutrição, que tão bem e sempre defendeu e propalou, o Dr. Adriano de Oliveira.
É recuperada a dieta mediterrânica, os estilos de vida saudáveis, que o aqui homenageado sempre abraçou, e que do outro lado do véu diáfano da realidade rejubilará, com a justeza do facto, que como é habitual relativamente às grandes personalidades, só são reconhecidos após a sua partida desta dimensão...
medicina, honrando este grande homem, avô do Director desta revista e gerente da empresa “Dr Reckeweg Portugal Lda.”, com o nosso esforço e empenho, ao difundirmos os conhecimentos sobre o que se conhece, o que há de mais saudável, e que deveria praticar-se no âmbito da Medicina, aliando a componente convencional com a Homeopática.
Seguindo os passos do seu imérito familiar, tem criado condições para dar continuidade às suas ideias e aos seus trabalhos. Através de um grupo competente e dedicado, de que me orgulho fazer parte, trabalhamos em equipa pluridisciplinar de saúde, estudando, investigando e divulgando temas controversos da medicina, apelidados inconscientemente de alternativos!
Só uma falta de conhecimentos é que permite o frutificar de erros, que não beneficiam a Humanidade, pois a Medicina é só uma, e todo e qualquer conhecimento que porventura seja “alternativo”, não o é, pois se for fidedigno, passa a fazer parte da Medicina!
Estes devem ser os padrões pelos quais se deve reger uma sociedade que se diz professar os altos valores morais e defender a Ética, colocando o ser humano em primeiro lugar, independentemente de diversos factores, como o de ser ou não doente!
Neste caminho, a Dr. Rekeweg Portugal Lda. tem-se empenhado, a fim de que possamos ser uma referência tanto a nível nacional como internacional.
Penso que com a explicação destas “excepções da ciência”, fique solucionada de vez, a controvérsia sobre as razões dos entraves colocados ao modo de funcionamento da Homeopatia, ressalvando os inúmeros trabalhos científicos que comprovam a sua eficácia.