UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLANDIA
CENTRO
DECIENCIAS BIOMÉDICAS
CURSO
DECIENCIAS BIOLÓGICAS
CONHECIMENTOS, ATITUDES
E
PRÁTICAS
DE
PROFESSORES,
FUNCIONÁRIOS
E
ALUNOS
DA
ESCOLA
MUNICIPAL MARTINÉSIA,ASSOCIADOS AS
PARASITOSES
INTESTINAIS (UBERLANDIA-MG)
MARIA
JOSÉ
SILVA MARTINSMonografia
apresentada
àCoordenação
do Curso de Ciências Biológicas, da
Universidade Federal de Uberlândia para
aobtenção
do grau de Bacharel
emCiências Biológicas.
UBERLANDIA - MG
CENTRO
DECIENCIAS BIOMÉDICAS
CURSO
DECIENCIAS BIOLÓGICAS
CONHECIMENTOS, ATITUDES
E
PRÁTICAS
DE
PROFESSORES,
FUNCIONÁRIOS
E
ALUNOS
DA
ESCOLA
MUNICIPAL
MARTINÉSIA,
ASSOCIADOS AS PARASITOSES
INTESTINAIS (UBERLANDIA-MG)
MARIA
JOSÉ
SILVA MARTINSOrientador:
Prof. Dr.Oswaldo
MarçalJunior
Monografia
apresentada
àcoordenação
do Curso de Ciências Biológicas, da
Universidade Federal de Uberlândia para
a
obtenção
do grau de Bacharel
emCiências Biológicas.
UBERLANDIA - MG
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLANDIA
CENTRO DE CIENCIAs BIOMÉDICAS
CURSODE CIÉNCIAS BIOLÓGICAS
CONHECIMENTOS, ATITUDES
E
PRÁTICAS
DE
PROFESSORES,
FUNCIONÁRIOS
E
ALUNOS
DA
ESCOLA
MUNICIPAL
MARTINÉSIA,
ASSOCIADOS AS PARASITOSES
INTESTINAIS (UBERLANDIA
-
MG)
MARIA
JOSÉ
SILVA MARTINSAPROVADA PELA BANCA EXAMINADORAEM :]
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02
/_/_ NOTA [Hª/«"#“W.,—4
ºx» Prof. Dr.
Oswaldo
MarçalJunior
(Orientador)
,?
,; Prof. Dr.
Júlio Mendes
(Conselheiro)
MW:
(
(,
./
Prof. Ana MariaC.Carvalho
(Conselheira)
nossas
carências.
Se
cada um Tomassea porção que lhefosse necessária,
nãohaveria pobreza,
guerras, e
no mundo Todo ninguém maismorreria
deinaniçõo. “
DEDICATÓRIA
Ao meu esposoe companheiro: Hélio Miraí eao meu
filho
Raphael, que sempre estiveram comigo, incentivando e
apoiando nas horasdi tceis. Obrigadapelocarinho, amore
por
terem compreendido minha ausênciaem algunsAgradeçoa Deus por estar presenteemtodos os dias daminha vida.
Ao meu orientadorProf. Dr. Oswaldo Mar
capacidade, pelo exemplo de competência prolissional
incentivos constantes,de coração muitoobrigada,
çal Junior, que acreditou na minha
, pela paciência, dedicação, amizade e
Aos (:o-orientadoresDr. Júlio Mendes e Ana Maria Coelho Carvalho, que se
dispuserama fazer partede minha banca,
Aos meus país, pela minha existência, pelo respeitoe por sempreconfiarem em
mim.
A todos os meus colegasde curso e amigos que estiveram ao
meu lado durante
todos estesanos, em especial Eliane Moraes, JoãoIvo, Cintia Ingrid, Xande, Vanessa, Haydée,
Helica, Roberto Caixeta.
A minha cunhada Fabianae primas Kênia e Kelcy-Leny pela ajudana digitação
destetrabalho.
A todos os professores, funcionáriose alunos da Escola Municipal Martinésia,
que contribuiram parao desenvolvimentodestetrabalho. Sem vocês, teriasido impossível.
Aos funcionáriosPéricles, Dulce, Maria Angélica, Helena, Sirlene e Anselmo
pelo apoioe orientação prestados duranteo curso.
A Beth, Fernanda, Juliana e Patricia, que foram sempre muito receptivas e
pacientes.
A Fundação de Amparo a Pesquisa de Minas Gerais
(FAPEMIG), pelo
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(
RESUMO
As parasitoses intestinais representam um dos mais sérios problemas da
saúde
pública em todo mundo. O presente trabalhofoi realizadono periodo de marçoa
dezembro de 1998, envolvendo alunos, professores
e
funcionários da EscolaMunicipalMartinésia (Uberlândia, MG), com o objetivo de avaliar aspectos do conhecimento
e
daspráticas associados
às
parasitoses intestinais. Um questionário padronizadofoi aplicadoaos escolares do ensino fundamental ao ensino médio (entrevistas estruturadas),
enquanto entrevistas semi-estruturadas foram realizadas com o grupo de professores
e
funcionários. As respostas
dessas
entrevistas foram listadase
organizadas emcategorias. De modo geral, todos os escolares investigados apresentaram
conhecimentos básicos sobre
as
parasitoses intestinais. As criançasdas
séries iniciaispossuiam
infomações
gerais menos consistentes, limitadase
pouco elaboradas,enquanto que os escolares dos outros grupos forneceram explicações bem mais elaboradas
e
completas, demonstrando maiores conhecimentos sobreas
parasitosesintestinais. Cuidados higiênicos
se
sobressaíram comoas
medidas preventivas maisrelevantes. A escola e a família foram apontadas como
as
principais fontes deinformações. Os resultados demonstraram que tanto professores como funcionários
apresentaram um amplo repertório de conhecimentos sobre
as
parasitoses intestinais,particularmente associados ao ciclo epidemiológico
e às
medidas preventivas; porem,essas
informações foram incompletas e sem sistematização, com exceção daquelasfornecidas pelos professores de Ciências e de Biologia. A equipe escolar considerou
importante a integração da educação com a saúde. Os professores reconheceram que
problemas ambientais podem
ser
responsáveis pelo aparecimento de várias doenças, parasitárias ou não, revelando conhecimentos sobre a relação saúde/meio. Concluímosque os diferentes grupos pesquisados apresentam noções particulares sobre o tema abordado, mas todos possuem conhecimentos ao menos elementares sobre
as
parasitoses intestinais, sendo queas
maiores deficiências são observadas nos alunosdas séries iniciais do ensino fundamental. Por
esse
motivo, sugere-se
uma revisão docurrículo
dessas
séries, além do desenvolvimento de programas integrados deEducação em Saúde na localidade investigada.
SUMÁRIO
Q&Qàªwªt
A
-; 1. INTRODUÇÃO ...
2. MATERIALE MÉTODOS
1.1. Objetivos
...
01
06
A "ÍÍ 2.1. Área
de
Estudo-(é 2.2. Metodologia
-A 2.3.
Aª-«' 3. RESULTADOS
:
07 07 08 Instrumentos Utilizados
e
Procedimentosde
Análise ...083.1. Entrevistas
Estruturadas
—)
É... ."<!
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» 3.1.1. Conhecimentose
Práticas —),
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3.2.
)
. 3.2.1. Opiniões
e
Atitudes do Grupo D3.2.2. Opiniões
e
Atitudes do Grupo EA 4. TABELAS E FIGURAS ...
A;; 6. CONCLUSÓES
-N
7. REFERENCIASBIBLIOGRÁFICAS-8. ANEXOS
-5. DISCUSSÃO...
11
11
12
Entrevistas Semi-Estruturadas(ou sem profundidade) ...16 16
20 23
34
55
57
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1JNTRODUÇÃO
As
parasitoses
intestinais ouenteropasitoses
constituem umdos
maissérios
problemasde saúde
pública em todo o mundo,sendo interessante
notar quea
maioriadas parasitoses que
hoje nos afligemsão
as
mesmas encontradas
noinício
deste
século. Assim,observamos elevados
índicesde
prevalência tantode
helmintoses como
de
protozooses,que ameaçam constantemente a
vidae
obem-estar de grande parte
da população mundial (CUPERTINO, 1976; NUSSENZVEIGet
al, 1982; REY, 1992; SANTOSet
al., 1993; NEVES, 1995).No Brasil,
as enteroparasitoses
têm mostradoseu
alto nível detransmissão desde
o primeirogrande
levantamento parasitológico feito no períodode 1916 a 1921, cujos indices variaram
entre
78,83%e
99,4% (FUNDAÇÃOROCKFELLER, 1922). Posteriormente, PELLON & TEIXEIRA (1950) realizaram
levantamento
entre escolares
na faixa etária de 7à
14anos e os
índices de prevalência situaram—se entre 19,9%e
98,84%. BOTERO(19791981)
em revisõessobre
oassunto,
concluiuque a situação
nãose
modificou nos últimos 50 anos,salientando que a
distribuição geográficadesses
parasitas
se
estende
com o".
n“.
íª,
parasitoses
intestinaissão
maiores nos grupos maissusceptíveis das
populações, principalmentenas
crianças.NUSSENZVEIG
et
al
(1982), emestudo sobre a
prevalênciade
parasitoses
intestinais emescolares
realizado no município deSão
Paulo, selecionaram um grupode crianças
com 7anos de
idade,todas
matriculadas naprimeira
serie
do primeiro grau,e
encontraram uma prevalênciade
63% , comos
escolares albergando de
1a
5parasitos
diferentes.SANTOS
et
al (1993) verificaram alta prevalênciade
helmintiases emescolas da
periferiade
Belo Horizonte, demonstrandoque nas escolas
menosassistidas
comsaneamento
as
taxas de
prevalência de helmintos eramsuperiores a
60%,
enquanto que nas escolas situadas
emáreas
mais bemassistidas os
índicesencontrados
variavamde
24%a
46%. Os mesmosautores,
salientam queas
principaisconsequências
desses
altos índicesde
morbidade têm sidoa
debilidade do organismoe
o retardamento do desenvolvimento físicoe
mentalde escolares
brasileiros, o
que
vem favorecendoas
elevadas taxas
derepetência e
deabandonos
verificadasnas escolas
do país,Em Uberlândia
e
região foram realizados váriosestudos sobre as
parasitoses
intestinais entreescolares,
tantoárea
urbana como naárea
rural,destacando-se os trabalhos
de BERBERT — FERREIRAet
al (1990), COSTA—CRUZet
al (1991), COSTA—CRUZet
al (1996)e
FERREIRA & MARÇAL JR. (1997).No
estudo sobre a
ocorrênciade enteroparasitos
em 20escolas
públicas,situadas
em diferentes bairros daárea
urbana de Uberlândia - MG, COSTA-CRUZL
)..
L.)-._.).
O
L
)
cil?
BERBERT — FERREIRA
et al
(1990) investigarampré-escolares da
Escolade Educação
Básicada
Universidade Federalde
Uberlândiae
determinouum índice geral
de
prevalênciade parasitoses
intestinaisde
27,4%.FERREIRA & MARÇAL JR. (1997), em
estudo
realizadoentre os
escolares da
Escola Municipal Martinésia, encontrou umcoenciente
geralde
prevalência
de
22,3% com índicesde
infecção maiselevados
na faixaetária de
8a
9
anos
(34,8%).A ocorrência
de parasitiases
intestinais em 52escolares
no Distritode
Cruzeirodos
Peixoto,área
rural de Uberlândia, foiestudada
por COSTA—CRUZet
al
(1996)
que detectaram
uma taxa geralde
prevalênciade
34,6%entre
osescolares.
Osresultados apresentados
pelosdiferentes
levantamentos parasitológicos realizados, indicamque a
prevalênciadentre os escolares
estudados e bastante
alta, evidenciandoa necessidade de
uma avaliação maisdetalhada dos
mecanismosde transmissão e
dos fatoresde
riscodestas
infecções. Convémdestacar
ainda, queapesar
do considerável número depesquisas
realizadas e de
publicações mostrandoa
importânciadas parasitoses
intestinais emrelação
asaúde
pública, muitas comunidades não contam com nenhum monitoramento e/oupesquisa,
de modoque
o atendimento médico nãoconsegue
atingir todaa
população. (CASTANHEIRA&MENDES, 1997).A gravidade
dos danos causados pelas
infecçõesparasitarias
intestinaisdepende
le
.li,,
'
Em,
indicador epidemiológico importante, que pode
subsidiar ações
deprevenção e
controle, alémde
possibilitarum maior conhecimento darealidade das
comunidadesinvestigadas
e
gerar
transformações sociais (GUERRAet
al, 1991; ALMEIDA &COSTACRUZ , 1991).
VALLA & MELLO (1986), salientam
que a escola é
um importante canalpara a saúde
pública. Afinal,a escola é
um lugar onde todo mundo discutesaúde,
pois ha muitas oportunidades de
se
reuniros
alunos,os professores, os
paise os
moradores. De fato,a educação
contribuibastante para a
profilaxiae
o controledas
helmintoses
e
protozooses,elevando
o nívelde conscientização das
crianças,
fazendo—as sentirem
responsáveis e
principalmente impulsionando—asa
participarem ativamente doprocesso. Essa questão é
assim resumida, com muita propriedade, por DEL CID PERALTA (1981):”A
educação é
umdos fatores chaves para
impulsionaro
fomento de
saúde
e
queatravés de
um conhecimento progressivoda capacidade
individualpara
modificare
melhorar
as
condições à
morbidade,os
indivíduospoderão
adquirir maiorinteresse
nas
mudanças de seu
comportamento, assim comode
seu
ambiente.”Segundo
MELLOet
al (1995), os fatoresdeterminantes
da prevalência(
kn
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N...“ff
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J
ª!
1
“:
tà
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Considerando
que os
conceitos dos indivíduos exercem uma forte influência emsuas
atitudes,decisões e
modosde
resolverseus
problemas.faz-se
necessário, antes de
se
promoverqualquer
conhecimento sistematizado, identificar os conceitosexistentes
nos grupos—alvospara então
construirsobre os
mesmos,
de
formaque a
informação requeridaseja entendida e
reconstruida dentrodas
perspectivas
desses
grupos. Só assimé
possivel promovermudanças de
concepções
e,consequentemente, de
hábitos ligadosà saúde.
AEducação
Sanitária
será
efetivasomente se
levar em contacrenças,
atitudes,tabus
e
outros fenômenos culturaispara
que,a
partirdeles, possa ser
planejado umensino
que promova
mudanças
desejáveis. (CUNHA, 1993).É dentro
deste
contextoque
propomosa realização da presente
[A
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1.1. OBJETIVOS
O
presente
trabalho teve porobjetivos:- Avaliar os conhecimentos, atitudes e práticas de
escolares, professores
e
funcionários da Escola Municipal Martinésiaassociados
às
parasitoses
intestinais.A na
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2. MATERIAL E MÉTODOS
2.1
Área de Estudo
0
presente
trabalho foi realizado no Distritode
Martinésia, Uberlândia(MG), localizado
à noroeste
da cidade dasede
do município, da qual distacerca de
35 Km.
Segundo dados
da Prefeitura Municipalde
Uberlândia,trata—se
de
umDistrito rural
que apresenta
atualmente uma populaçãode
288habitantes
nasede
do distrito
e
514nas fazendas e
sítios da região (campo). As atividadeseconômicas
desustentação
da regiãosão
decaráter
predominantementeagropecuário
(milho,arroz, hortaliças e leite). O Distrito
apresenta
comoestrutura básica
uma escola,uma igreja, um centro esportivo, um posto de
saúde,
queatende e presta
assistência
médicae
odontológica à população. Estaassistência e
feita por médicose dentistas
da cidade de Uberlandia.A Escola Municipal Martinésia
apresentava,
em 1998, um total de 227 alunos matriculados da primeirasérie ao
ensino médio nos períodos matutinos, vespertinoe
noturno.Aescola apresenta sete salas
de aulas,secretaria,
biblioteca,)
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2.2 METODOLOGIA
O trabalho foi realizado no período
de
marçoa
dezembrode
1998
e
envolveu alunos,professores e
funcionários da Escola Martinésia. Os participantes dapesquisa
foram classificados em5 grupos, assim distribuídos:GRUPOA: Alunos
de
primeiraa
quartaséries
doensino
fundamental. GRUPOB: Alunos
de
quinta a oitavaséries
doensino
fundamental. GRUPOC: Alunos do
ensino
médioGRUPO D:Constituído por
professores
de várias disciplinasresponsáveis
pelas classes
dos alunos.GRUPO E:: Constituído por funcionários em geral,
ocupando
diferentes funções.2.3
Instrumentos Utilizados e Procedimentos de Análise
O instrumento utilizado
para
o estudo, constituiu-se emum questionário, organizado
após
pré teste. O questionário foi estruturado em blocos temáticos,contendo quinze perguntas, simples
e
claras,abertas e fechadas,
com linguagem apropriada àcompreensão
infanto-juvenil.Essas perguntas
abordaramaspectos
da epidemiologiadas parasitoses
intestinais (Pl), incluindo: fontede
infeção, habitatdo hospedeiro, sintomatologia, tratamento, importância
e
medidas preventivas
(Anexo I).
A
pesquisa
teve inicioapós
contatos preliminares coma direção da Escola Municipal Martinésla.
Na primeira
fase
de investigação foramrealizadas entrevistas
estruturadas
com osescolares
do ensino fundamental aoensino
médio. Oslabs») JêDDÚl
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assim um maior aproveitamento
das respostas destes escolares,
já
que esta
faixaetária
não
possui um domínio da escritae
nem daleitura. Quando
os alunos
demonstraram não
compreender a
pergunta feita,a
entrevistadora procurou
esclarecer
as
dúvidas traduzindoa
pergunta,de
modoa
permitir um melhor entendimento daquestão abordada. Para
os alunosde
quintasérie
do
ensino
fundamentalao
ensino médio, aplicação do questionário deu—sede
forma coletiva, ondea
entrevistadora reuniu-se nasala
de aula, explicou os objetivos do trabalho,
a
importânciade se responder
individualmenteàs
perguntas,
esclarecendo as
dúvidassurgidas apenas quando
solicitada.Numa
segunda fase
de investigação, foramrealizadas entrevistas
semi-estruturadas
ou em profundidade com o grupo deprofessores e
funcionários. Os sujeitos foram
entrevistados
individualmentee todas as entrevistas
foram conduzidas durante o horário de trabalho, em
sala especialmente destinada para
tal, de modoa
evitarque
algumadiscussão
paralela interferissenas respostas
e,consequentemente,
nos resultados. Osentrevistados
falaram livrementesobre as
principaisquestões relacionadas
como tema (Anexo II).Todas as entrevistas
foram feitas por uma únicapesquisadora,
entre osmeses
de março a setembro de 1998,duas vezes
porsemana e
em dias alternados, pela manhã, tarde e noite. A
duração
decada
expediente de trabalho girouem torno de três horas. As
entrevistas
levaram em média trinta” minutos.Essas entrevistas
foram
gravadas, sendo
posteriormente transcritas, na íntegra, pela autora.Todas as respostas
fornecidas pelos grupos foramlistadas e organizadas
emcategorias
(MINAYO, 1993). Quandonecessário, as respostas
foram divididasem
subcategorias,
garantindo umaanálise
correta.Para
exemplificaresse
processo
segue—se o
seguinte
modelo: naquestão
“Quais os sinaise
sintomasa
V
A
D
» O
,;
0
113. RESULTADOS
3.1
Entrevistas
Estruturadas
Foram
realizadas
185entrevistas estruturadas
comalunos
doensino
fundamental ao médio. Dentre os alunosestudados
55 (29,8%) moravam nasede
do distrito,
enquanto a
maioria 108 (58,4%) residiam emfazendas
próximasà sede
do distrito
e
um grupopequeno
22 (11,8%) residiam no Distrito Cruzeiro dosPeixoto.
Esses
últimos alunos foramagrupados
comos
dasede
do Distritode
Martinésia, visto que
são frequentadores
da mesma escola,e suas respostas
foramanalisadas
juntamente comas respostas
doescolares
dasede
de Martinésia.Os
entrevistados
desses
grupos foramrepresentados
por 106alunos
3.1.1 -
Conhecimentos e Práticas
GRUPOA
Este grupo foi
representado
por 57alunos
de primeiraa
quartaséries
do ensino fundamental. com idade compreendida entre 6 a 15
anos de
idade.Entre
os
entrevistados, 91 %já ouviram falar em vermese
esses
parasitas
foramrelacionados
pelosalunos
pelaaparência
física,tamanho e
feiura, assim distribuídos,
segundo
percentualde respostas: pequenos
(24,5%), coloridos(16,7%), compridos (13,3%), feios (6,6%) (tabela 1).
Essas crianças
codificavamas
espécies
daseguinte
maneiras: lombriga (24%), solitária (7%), vermes(4,2%),
outros (5,6%), micróbios (8,5%).
Quase
metadedas crianças pesquisadas
(47,9%) não conheciam vermes (tabela 2). As principais portas
de entrada dos parasitos
foram
pés e
mãos (42,5 do totalde respostas).
Opercentual de
respostas
na categorianão sabem
foi de 19,6%.O principal habitat identificado pelos
escolares
foia
barriga (63,9% do
total
das respostas).
Sobreas
fonte de infecção, a terra com 31,2%das respostas
foi o elemento mais
destacado pelos escolares
(tabela 3A). Os principais sinais desintomas
das
PI listados pelos alunos incluíramaqueles associados às alterações
gerais (p.ex. desânimo, doença, morte)
e
ao "sistema digestório” (p. ex. dor debarriga
e
faltade
apetite) (48,1%e
23,6%das respostas,
respectivamente) (tabela 4).Em
relação
ao tratamento, 59,7%das respostas
indicaram a idaao médico como
a
forma de tratamento mais apropriada (figura 1) Umgrande
número de alunos (77,2%) já havia sido submetidoaos exames de fezes
anteriormente. O conhecimentodesses
alunossobre
medidas preventivas, mostra que 80,9% dototal derespostas
relacionava cuidados higiênicos como medidasbásicas
(13
banho, lavar
as
mãos, os alimentos). Dosentrevistados apenas
6desconheciam
qualquer
medidade prevenção
(tabela 5). Aquase
totalidadedos alunos
(94,7%) tinha
noção da
importânciade se
utilizar filtrocomo prevenção.Somente
um aluno não
possuia
nenhuma informação.Todas
as
residências dos
alunos,apresentaram
água encanada.
A qualidadedas instalações sanitárias das residências
dos alunosmostraram
que
32 (56,1%)possuíam
emcasa
sanitários tradicionais (privada)e
25(43,9%) tinham
fossa
rudimentar localizada no quintal desuas
casas
(figura 2). As principais fontesde
informaçãosobre
as
Pl forama escola e a
familia(48,1%
e
44,4%, respectivamente),sendo
que nenhuma criança deixou deresponder a esta questão
(figura 3). Apercepção sobre a
importânciadas doenças
de vermes intestinais foi
respondida
por meio defrases
comose segue:
“apessoa
fica doente”, “os vermes entram nos
pés
da gente", “overme chupa onosso
sangue”
e
9 alunos disseramque
não tem medo dos vermes.GRUPO B
Foram incluidos
neste
grupo 47 alunos, de quinta a oitavaséries
do ensino fundamental, comidades
entre 11 a 19 anos.Quanto ao conhecimento
das
verminoses, verificou-se que todos ja' conheciam.Para eles
os vermessão
perigosos pelosseguintes
motivos: afetama
saúde
(16,7%),são
microscópicos (31,9%),pequenos
(8,4%), compridos (6,9%),são
vermesparasitas
(25%), coloridos (1,4%), feios (1,4%) (tabela 1).Segundo as
respostas
fornecidas, os alunos conheciam: lombrigas (34,5%), solitárias (30%), xistose (16,4%), outros (6,4%)e
giardia,ameba e
malaria (2,7%; 1,8% e 0,9%). FoiAs portas de
entradas
dosparasitas
identificadas pela maioria
dos
alunosforam:
pés e
boca (25% e 44,2% do total derespostas,
respectivamente). Não souberamresponder
àquestão apenas
2 alunos. Emrelação ao habitat, a maioria
identificou como
sendo
a barriga —45 (68,2% dototal de
respostas).
Sobreas
fontesde infecção, dois elementos foram
destacados
pelosescolares:
alimentos sujose
terra ((31,7%e
20,7%das respostas)(tabe|a
BB).Entre os sinais
e
sintomas maisrelatados
foram incluidos na categoria “alterações gerais” (45,6%) e ao sistema digestório (27,8%),sendo
que nenhum aluno deixou deresponder
à pergunta (tabela 4).Quanto ao tratamento,
as
respostas
com maisênfases e
frequência foram: ir ao médico e tomar remédio(86%
do total de
respostas)
(figura 1). Alguns alunos lembraram do nome demedicamentos, como mebendazol. A
grande
maioria (44 alunos — 93,6%) já haviafeito exame de fezes.
Com relação
as
medidas preventivas. cuidados higiênicos (lavaras
mãos, os alimentos), foram maisrelatados
pelosescolares
(67,8%das respostas)
enenhum aluno deixou de
responder
aesta questão
(tabela 5).Dos 47 alunos
estudados,
46 (97,9%) indicaram quetornam
água
filtrada.Todas
as residências
dos alunos dispunham deágua encanada.
Quantoas
instalações
sanitáriasnas
residências, 40 (85,1%) possuíamvasos
sanitários esete
possuiamfossas
rudimentares (figura 2). Quantoas
principais fontes de informaçõessobre as
Pl,as
mais citadas foram: aescola
39,8%, família22% e o
médico
21,2%
(figura 3).A
percepção sobre
a importânciadas doenças
ou vermes intestinais foi
respondidas
por meio defrases
como seguem: 41alunos consideram que os vermes podem
causar doenças
, podendo levar a morte, 11 não15
um problema sério dizendo que não tem medo.
GRUPOC
Participaram 81 alunos do ensino médio, a faixa etária variou de 15
a 28
anos
de idade.Entre os
entrevistados
, todos já conheciam vermes. De acordo comas
repostas dadas,
os vermessão
microscópicos (17,5%),perigosos
afetandosaúde
(23,1%),
pequenos
(16,9%), compridos (13,1%)são
vermesparasitas
(11,2%),coloridos (5%) (tabela 1). Os alunos conheciam : Ameba (23,8%), Tênia, (22,2%) )
Giardia (17,8%), Lombriga (14,1%), xistose (3,8%), e 11 alunos não conheciam nenhum verme (tabela 2).
As portas de
entrada
dosparasitas
maiscitadas
foram boca epés
(42,5% e 17,8%das respostas).
Em relação ao habitat, a maioria indentificouo maisimportante como
sendo
a barriga (66,7% do total derespostas).
Sobreas
fontes de infecção, mostra quetrês
elementos foramdestacados nas repostas
dosescolares:
água
(254%), terra (18,8%)e
alimentos sujos (17,4%) (tabela 3C)_ Entre os sinais e sintomas maisrelatados
foram incluídos na categoria "alterações gerais” (48,6%) e ao sistema digestório (23,2%),sendo
que nenhum aluno deixou deresponder
(tabela 4). Quanto ao tratamento 68 alunos (83,9%)responderam
que iam ao
médico
e
13 (16,1%) que tomavam remédios (figura 1). A maioria (95,1%)já fizera exame de
fezes
alguma vez.Com relação
as
medidas preventivas, cuidados higiênicos forammais relatados pelos
escolares
(64,4%das respostas)
e nenhum aluno deixou deresponder
aesta questão
(tabela 5). Os 81 alunos, indicaram que tomamágua
filtrada.
Todas as residências
dispunham deágua encanadas.
instalações sanitárias nas
residências, 77 (95,1%) possuíamvasos
sanitáriose
4(4,9%)
fossas
rudimentares (figura 2). As principais fontes de informaçõespara
os alunossobre as
Pl foram:escola
(39,4%), me'dico(21,7%)
e
família (20,2%) (figura 3).A
percepção sobre
a importânciadas doenças
intestinais foi respondida
como
segue:
alunos disseramque as pessoas
ficamdoentes,
os vermes podem levara mortee
14 revelaram não ter medodos
vermes.3.2.
Entrevistas Semi-Estruturadas
(ouem profundidade)
Foramrealizadas
30entrevistas
semi—estruturadascom professores, e funcionários da escola.
Esse
grupo envolveu profissionais de váriasáreas, sendo
representado
por 19professores
de diferentes disciplinase
11 funcionáriosocupando atividades diversas (diretora, orientadora, supervisora, secretária, oficial
administrativo e merendeiras). Quanto ao grau de
escolaridade apresentada
porestes
sujeitos, observa—se que a maior parte 20(66,6%)possuia
curso superior completo, 1(3,3%) superior incompleto, 3(10%)
segundo
grau completo profissionalizante( magistério), 2(6,6%) ensino médio incompleto e 4(13,3%) ensino fundamental incompleto.
3.2.1
Opiniões e Atitudes do Grupo
DEste grupo incluiu
docentes responsáveis
peloprocesso
educativo, tanto do ensino fundamental quanto do ensino médio,senda
a maioria do sexo feminino e
somente 2
pertencentes
ao sexo masculino,Constatou—se
através das
entrevista que háinteresse
por parte do grupo em
trabalhar educação
esaúde
no contexto escolar. Todos17
diferentes disciplinas demonstraram dispostos, porem os
professores das áreas
deexatas e humanas
citaramalguns
fatores que dificultam executaremou participarem do
processo
educativo, dizendo que otempo de que
eles
dispõempara
ajudarseus
alunos dentro dasua
disciplinaé
limitadoe
também não tem domíniode
conteúdo, faltando-lhes informaçõesbásicas.
Uma professora manifestousua preocupação,
mas sugeriuque
esse
trabalhodeve ser
atribuído a professora de ciênciae
biologia,informando
que estas
profissionais tem conteúdoe
didática sistematizada, sem maiorespreocupações.
“Eu tenho muita
preocupação
simem
ajuda-los,
mas eu
não
tenho comofazer
isso, porqueas
minhasaulas são
poucas, e
tambémeu não sei
o conteúdoda professora
de
ciências”.Segundo
aprofessora de
Português oseducadores
devem aproveitaras
oportunidades que osconteúdos
oferecempara debater
com osalunos
osaspectos
sociais, políticos e de cidadania.Para
ela,esse
tipo de atitude,estaria
levando os
escolares
aconscientização
e coragem para enfrentarseus
próprios problemas.
Para
a maioria dosentrevistados
asaúde estaria
diretamente ligada aomeio ambiente,
sendo
o mesmoconsiderado
o elemento
responsável
pelo aparecimento de váriasdoenças.
De acordo com os entrevistados,as péssimas
condições de moradia, falta desaneamento
básico, falta de higienepessoal, casa
limpa, lixo,
desemprego,
desnutrição, poluição ambiental:esses
e outros fatoressão
responsáveis
pelapresença
dedoenças.
Por outro lado, alguns acreditam que quandoas pessoas são educadas,
conscientizadas,esclarecidas e percebem
agravidade dos problemas, muitas
doenças
podemser
evitadas ou"eu
sei que
umlugar
que inexistesaneamento
básico, com
esgoto
acéu
aberto,eu entendo que isso
vai infiuenciarpara
surgir van'asdoenças,
maisisso não e
o
fator principal não,
as pessoas
para
teremsaúde
vaidepender
tambémde
suas
atitudespessoais, de seu
comportamentoneste
ambiente”.Sobre a integração da
saúde
com oprocesso
educativo, ogrupo avaliou pouca ligação, verificando nenhum compromisso da
saúde
coma educação.
Destacaram tambéma
falta de participação do Posto deSaúde
doDistrito com a
escola,
sendo este
não exercendo nenhuma atividade com osescolares.
Muitosprofessores
principalmente do noturno não sabiam da existência do Posto deSaúde
local. Os
entrevistados reconheceram
também oinverso, ou seja a
educação
não tendo nenhuma iniciativa em procurar os profissionais dasaúde para
solucionare
esclarecer
melhor os alunos. Algunsprofessores destacaram a
higiene bucal que
é
o único trabalho desenvolvido pela
Saúde e somente
para os alunos de primeira a quarta
série
do ensino fundamental.Para
cincoprofessores é
fundamental a participação de
escolares
eprofessores
empalestras
, programas,
campanhas
dasaúde,
ou outra atividade qualquer que seja desenvolvida pelasaúde.
Quandoas
entrevistadas
foramquestionadas sobre
a falta de integração entre os doissistemas:
saúde
xeducação,
todos foram unânimes,em sugerir que os
sistemas
devem—se relacionar mais, aproveitar os pontos fortes de
cada
um, tornandoas
atividadesescolares
mais ricase
variadas.Dessa
formao
sistema
desaúde
tantolocal quanto no âmbito geral foi
avaliado como deficiente por todos os entrevistados. Os entrevistados demonstraram ter conhecimentos
elementares
sobre transmissão, sintomase
tratamentodas
Pl. Nenhum professor deixou deresponder
aesta questão,
mesmoapresentando
dificuldades em lembrar dos nomes
das
doenças.
Todosse
esforçaram para lembrar de algum acontecimento ou19
anteriores. Reconheceram a importância de
sua colaboração
para odesenvolvimento da
pesquisa
emquestão.
De acordo com alguns entrevistados, os
escolares apresentam bastante
preocupação, quando oassunto
emquestão é sobre doenças.
Oitoprofessores
consideramque
os alunos do distritosão
mais ativos,responsáveis
e participativos e que o nível de aprendizagem e de aproveitamento e superior em relaçãoaos
escolares
da cidade de Uberlândia. Ainda enfatizaram que os menos participativos edesinteressados são
osescolares frequentadores
da primeiraa
quartaséries
do ensino fundamental, relatando que os hábitos de higiene nãosão
bem obedecidos.Um dos
professores se
referiuaos
alunos doensino
médio, informando
que
esses
nãoapresentam
nenhumapreocupação
comeste
tipo de
assunto
referente a verminose. Relatou que existemdoenças
mais graves,preocupantes
e fatais.“os meninos do noturno não
apresentam nenhuma
preocupação
em prevenir verminoses,eles
queremsaber
deoutras doenças
comoa
AIDSpor
exemplo”.Duas
professores
de quinta e oitava consideram que os alunos moradoresdas fazendas são
bem mais reivindicadores, disciplinadose
exigentescom os professores. Elas explicam que muitos alunos fazem uma verdadeira viagem
para
chegar até
a escola,são
muitasas
dificuldadesenfrentadas
por eles."Muitos
3.2.2
Opiniões e Atitudes do Grupo
EEste grupo foi composto por 11 funcionárias envolvidas direta ou
indiretamente
nas
atividadesescolares.
Do ponto
de
vistadas
entrevistadas, aescola
foiconsiderada
um lugarmuito importante onde os alunos
aprendem
comos
professores e
comoutras
pessoas. Dessa
formaelas se
consideram parte importante noprocesso
daeducação,
sentindoresponsáveis e preocupadas
com o desenvolvimento dos alunos.Para
elas, umaatenção especial
deveser dada para os
alunos menores, principalmente porquenecessitam
de mais ajudae
maiores explicações.Essas
profissionais explicaram que oespaço
queelas
dispõepara esclarecer, ensinar
alguma coisa
seria durante
o recreio, onde os alunos estariam fora dasala
de aulas,e então elas
podemobservar
melhorseus
comportamentos. Por outro ladoapenas
uma funcionaria do noturno admitiu nenhum esforço em contribuir comas
outrascolegas. Ela explicou que os alunos
são
adultose
entendidos.“aqui
a
noite osalunos
são
adultos e não tem nenhuma criança não”.Segundo as entrevistadas,
o meio ambiente interfere no aparecimento dedoenças.
Asmerendeiras
deixaram claros que os hábitos de higiene seriamfundamentais em
suas tarefas
diárias, uma vez quesão elas as responsáveis
pelapreparação
dos alimentos fornecidos.“eu trabalho aqui na cozinha
e
se
eu não
tiver higiene,todo mundo aqui
pode
adoecer”.Todas afirmaram que muitas
doenças
existem pela falta decondições
higiênicas do ambientee
pela falta de hábitos de higienepessoal.
O
sistema
desaúde
integrada aeducação
foiL.
L
L)
)...
21
pelas entrevistadas.
Asecretária
relatou queas
vezes precisa
de material de curativo ou alguma medicação para aliviar uma dor
de cabeça
e não tem. Ela explica que nem o básico não existe dentrodas escolas, e
não existepreocupação
nem dasaúde e
nem daescola
em suprir tal deficiência.Segundo
3 funcionárias oPosto de
Saúde
local não tem nenhuma vinculocoma
escola. Foi explicado que osprofissionais contratados como o médico e o dentista faltam muito
e
quandoaparecem é
observado anão
permanência do profissional em tempo integral contratado. Asentrevistadas
que trabalham no período datarde destacaram a
higiene bucal feito pelasaúde
comas
crianças de primeiraa
quarta série. Asentrevistadas
reconheceram não integração totalentre saúde e educação e
sugerirammudanças
de ambos os lados.Ressaltaram que seria
importante os
sistemas
trabalharem mais integrados, promovendo assimum bom funcionamento da escola.
As
respostas sobre
os conhecimentosdas
PIrevelaram que a maioria
das entrevistadas desconhece aspectos
importantessobre as parasitoses
intestinais,essencialmente
conhecimentossobre
atransmissão e a prevenção das
mesmas. Algumas conseguiam relatar sintomas, embora não muito corretamente.A diretora enfatizou que
saúde
engloba anossa
“maneira de ser” e éinfluenciada por vários fatores: ambientais, sociais
e
comportamentais.Segundo
ela, o conhecimento mais importantee
que deve ser.adotado
é a
prevenção seja
qual for a doença. A explicaçãodada é
de queas pessoas
têmmuita dificuldades em
saber
quemé
quem, eentão
existe umapreocupação
maior em como prevenir enão com o
causador
da doença.Sobre a participação dos
escolares
nos diversostemas abordados
pela
escola e
que incluemas doenças,
0 grupo avaliou que os jovenssão
im
L;
.»
22
interessados e
disciplinados.Segundo elas os
alunossão
muitos curiosos, prestam
atenção
ao queseus professores
fazeme
dizem. Uma certapreocupação
quantoao
nível de participação dos
escolares
de primeira a quarta
séries
foimanifestadas
pela diretora,
para a
qualessas
crianças não
teriam maturidade cognitiva suficiente.
Dessa
forma, ele explicaque
os hábitose
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4. TABELAS E FIGURAS
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5. DISCUSSÃO
De modo geral, todos os
escolares
investigadosapresentaram
intestinais (Pl), no tocantea
aquelas apresentadas
pelos alunos dos gruposB e C,
revelou diferenças significativas no nivel de
percepção das
Pl, por parte dos alunos investigados. Oreconhecimento particularizado (PlLETTl, 1995).
Entre os alunos do grupo A, foi
observado um maior percentual de
respostas
na categoria não seiàs perguntas
formuladas. Alemdisso,
suas
respostas,
de uma maneira geral,foram mais limitadas,
rupo A foram relativamente
menos
elaborados, indicando, entre outros
aspectos,
hábitos de higiene
não andar
descalço, tomar remédios quenão
deixadar
osmicróbios”. (alunos da
em que
essas
crianças foramentrevistadas
mostravam—se pouco
interessadas
no tema abordado, expressando—sede forma absolutamente superficial.
e a pouca idade,
são
fatores que levaram
aqueles
alunos aconfundirem os
aspectos destacados
anteriormente. Assimos
escolares descreveram
medidas de prevenção, geralmente de forma mecanizada, sem conseguirem
explica—las
corretamente. Ao que parece, nada mais fizeram
do que repetir o que adultos mais
próximos a
elas
dizem.“não ando
descalço
porque
senão eu pego
friagemnos
pés
e
também fico doente", “tomo37
Os
nossos resultados
evidenciam queesses
conhecimentossobre
prevenção foramrepassados aos escolares,
principalmente pelaescola
e pelosseus
pais, comodestacado
porum aluno da sexta série:“ Eu não aprendi vermes com ninguém, eu aprendi aqui
com a tia. Isso tudo tem no meu
caderno
de Ciências”.Isso significa
reconhecer
que os hábitos,costumes e
valores desuas
famílias, mas também dos profissionais com quem convivem no contexto escolar, (professoras,serventes,
supervisores) interferem decisivamente na formação desuas
opiniões e comportamentos. De acordo com MUSSENet
al (1977),as crianças
mais jovens realmentepossuem sua
referência internabaseada
no comportamentofamiliar,
enquanto
osadolescentes,
já temsuas
referências no externo, no grupo.Estes
indivíduos tornam-se mais críticos e maisindependentes
da família,tendendo
a
ser
mais envolvidos consigo e com o grupo econsequentemente,
mudandoseus
valores e conceitos do cotidianofamiliar.
É sabido que tudo que
se aprende
nos primeirosanos
de vida, tanto emrelação à
saúde
geral quanto àsaúde
bucal, fornecebases
para uma boasaúde
nasidades subsequentes, especialmente se
o exemplose
encontra dentro decasa.
Junta-se
a isso, o fato que a prevenção primária é a ideal tanto pelo lado biológicocomo pelo econômico (SCHALKA
et
al, 1996). No entanto, muitos pais não têmplena consciência de que
suas
atitudes, valores e comportamentos eaté
mesmo quesua
maneira deser
temenorme
influênciasobre
o desenvolvimento do filho(PlLETTl, 1995). Logo,