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Rev. esc. enferm. USP vol.25 número3

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Academic year: 2018

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NOTA PRÉVIA

OS VALORES D A PRESSÃO ARTERIAL VERIFICADOS PELO CLIENTE, ENFERMEIRA E MEDICO NO AMBULATÓRIO,

COMPARADOS COM OS REGISTRADOS NO DOMICILIO*

Angela María Geraldo Pier in **

PIEK1N, A.M.G. Os valores da pressão arterial verificados pelo cliente, enfermeira e médico no ambulatório, comparados com os registrados no domicilio. Rev. Esc.

Enf. USP, v.25, n.3, p. 367-9, dez. 1991.

O objetivo básico da mensuração da pressão arterial é traçar uma curva pressórica que apresenta dados os mais próximos daquela basal e real, principalmente em se tratando de pessoas hipertensas, cujos valo-res dos níveis tensionais são substanciais para o direcionamento do tra-tamento.

Vários fatores, tanto ambientais quanto fisiológicos, podem inter-ferir na obtenção de registros fidedignos, incluindo desde os relacionados ao equipamento, tais como calibração do esfigmomanômetro, inadequa-ção da largura do manguito em relainadequa-ção à circunferência do braço, até aqueles advindos do observador e da técnica propriamente dita. Nestes ressalta-se o relaxamento e descanso prévio do doente, sua posição, erros, desvios ou preferência por dígitos, percepção inadequada das dife-rentes fases do som que determinam a pressão sistólica e diastólica e a interação da pessoa com o observador, também seria um elemento a ser considerado na variabilidade da pressão arterial.

MANCIA et al.4

ao estudar essa variação apontou que a pressão arterial quando verificada pela enfermeira, apresentou índices menos acentuados do que aqueles registrados pelo médico, justificando que a presença deste desencadearia uma reação de alarme (efeito "white coat") resultando em superestimação da pressão arterial, o que por sua vez indu-ziria a um falso diagnóstico e adoção de condutas terapêuticas inade-quadas.

Com o avanço tecnológico tem-se tido opções de uma diversificação de métodos para a mensuração da pressão arterial, principalmente por

* P r o j e t o d e pesquisa em desenvolvimento, p a r a obtenção d o titulo d e D o u t o r em Enferma-gem, como parte d o P r o g r a m a Interunidades de Pós-Graduacfio em E n f e r m a g e m d a U S P . ** Enfermeira Assistente do Departamento d e E n f e r m a g e m Médico-Clrúrgica d a Escola de

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períodos mais prolongados. A monitorização intra-arterial (método de Oxford) prima pela precisão, mais paralelamente à excelência dos resul-tados, destaca-se a alta invasibilidade do método e a necessidade de su-pervisão direta do paciente. Já na monitorização não invasiva, o registro da pressão é obtido, até por um período de 24 h, graças a um equipa-mento especial (pressurômetro) que associa a técnica usual da medida a um sistema de gravação contínua.

Porém, frente a todo este aparato tecnológico vários estudos tem ressaltado a importância da auto verificação da pressão arterial no domi-cílio, pelo método usual, e que revelam valores pressóricos inferiores àque-les registrados pelo médico no consultório Este fato tem merecido, inclusive, a atenção de organizações internacionais, que ao discutirem o assunto apontam os principais benefícios que a verificação da pressão arterial no domicílio traz, destacando dentre eles a avaliação acurada da pressão arterial, e da resposta terapêutica, o envolvimento do hipertenso e sua familia com o tratamento proposto, e consequentemente melhor aderência ao mesmo, bem como propiciar condições para que o cliente aprenda a conviver com a cronicidade de sua doença6

.

Neste contexto, destaca-se a importância do papel do enfermeiro, na sua ação educativa, favorecendo situações que promovam o envolvimento da pessoa hipertensa com seu auto cuidado, na identificação da proble-mática da doença crônica, incluindo o treinamento para a auto verifi-cação da pressão arterial e atuando deste modo como elemento catali-zador dentro da equipe de saúde, que atende o hipertenso.

Frente a estas colocações e a convivência direta com a assistência a pessoas hipertensas em tratamento ambulatorial, sentiu-se a necessi-dade da realização deste estudo que tem como finalinecessi-dade caracterizar a pressão arterial de uma população hipertensa em seu próprio domicílio, seja pela auto-verificação ou por alguém da família, comparada com aquela registrada no ambulatório pelo próprio cliente, pela enfermeira e pelo médico.

Considera-se que os dados revelados nesta pesquisa possam ser úteis, subsidiando a análise dos níveis pressóricos desta clientela, bem como da proposta assistencial a ela direcionada, pois acredita-se que o envolvi-mento do hipertenso com a sua condição de ser doente é um requisito importante para o seu controle.

PIERIN, A.M.J. The values of blood pressure measured by the patient, nurse and physician in ambulatory, compared with the measurements in the home. Rev. Esc.

Enf. USP, v.25, n.3, p.367-9, Dec. 1991.

PREVIOUS NOTE

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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4. M A N C I A , G . et al. A l e r t i n g reaction and rise blood pressure d u r i n g measurement b y phy-sician a n d nurse. Hypertension, V . 9, n. 2, p . 209-15, 1987.

5. P I C K E R I N G , T . G . ; J A M E S , G . D . Some Implications of the differences between home, clinic and ambulatory blood pressure in normo tensive and hypertensive patients. J . H i p e r -tensión, V . 7, Suppl. 3 p . 565-72, 1989.

6. W O R L D H Y P E R T E N S I O N L E A G U E . Self-measurement of blood pressure: a statement b y the W o r l d Hypertension L e a g u e . J Hypertension, V . 6, n. 3, 267-61, 1988.

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