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RELATÓRIO DE ACOMPANHAMENTO FPSM 3º TRIMESTRE 2010

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RELATÓRIO DE ACOMPANHAMENTO

FPSM

3º TRIMESTRE 2010

Elaborado por:

Comitê de Investimentos do FPSM

Coordenadoria de Controle Interno

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RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO FUNDO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO MUNICÍPIO

3º TRIMESTRE DE 2010

O presente relatório apresenta e avalia o desempenho geral do Fundo de Previdência Social do Município (FPSM) regido pela Lei Municipal 3.561/2005 e 4.587/10. Referindo-se ao 3º trimestre de 2010 no que tange as suas receitas, despesas e resultado. Além disso, avalia informações sobre os retornos, risco, liquidez. Expectativa das aplicações financeiras do Fundo em atendimento a resolução 3.790 de setembro de 2009, a qual dispõe sobre as aplicações dos recursos, políticas de investimentos e atividade dos gestores de previdência dos regimes próprios de previdência social instituídos pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios.

1 DA AVALIAÇÃO GERAL DO FUNDO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO MUNICÍPIO – 3º TRIMESTRE (ANEXO A)

O FPSM possui atualmente (competência setembro 2010) 1.215 servidores vinculados, sendo 951 servidores ativos, 170 inativos e 54 pensionistas. Custeia ainda o pagamento de 18 servidores com auxílio doença, 06 com salários maternidade e 16 com salário família.

Em atendimento ao que dispõe a Lei Municipal 3.561/2005 e alterações e o cálculo atuarial (Nota técnica 2009) o Fundo é custeado por contribuições dos servidores à alíquota de 11%, do Município à alíquota patronal de 11,80% e à alíquota especial de 13,70%. Além dessas contribuições, o Fundo ainda possui ingressos provenientes da amortização de empréstimo contraído pelo município, da rentabilidade de suas aplicações e da compensação previdenciária.

Tais recursos são aplicados no custeio dos benefícios, incluindo salário família dos servidores inativos e pensionistas, bem como em auxílio maternidade e em auxílio doença. Além disso, ainda são custeadas despesas administrativas obedecendo ao limite de 0,5% da remuneração dos servidores ativos, inativos e pensionistas vinculados ao fundo.

Considerando o Regime de caixa, o fundo de previdência arrecadou até o terceiro trimestre de 2010 o valor de R$ 10.656.130,11. Pagou referente ao custeio de aposentadorias,

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pensões, salário família, auxílio maternidade, auxílio doença e despesas administrativas o valor de R$ 3.805.030,39 referente a 2010 e R$ 2.949.11 de restos a pagar de 2009, apurando-se um superávit pelo regime de caixa de R$ 6.848.150,61.

Em uma análise da composição dos recursos recebidos pelo Fundo, observa-se que 17,58% originaram-se da contribuição dos servidores, 42,57% das contribuições do Município, 37,28% dos rendimentos, 2,55% das compensações previdenciárias e 0,02 em outras receitas provenientes de restituições ao Fundo por aposentadorias/pensões pagas indevidamente. Na contribuição do Município vale destacar que a contribuição patronal representa 18,85%, a alíquota especial 21,89% e a amortização de empréstimo contraído como Fundo 1,83%.

Gráfico 01 – Origem das receitas do FPSM regime de caixa

Os recursos efetivamente recebidos pelo Fundo foram aplicados conforme se evidencia no Gráfico 02, podendo-se observar que 33,13% está sendo utilizado no custeio de aposentadorias e pensões, 2,43% em outros benefícios previdenciários, 0,17% em despesas administrativas e 64,26% formam o superávit previdenciário.

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Gráfico 02 – Aplicação recursos do FPSM

Considerando as receitas e despesas projetadas para o Fundo Previdenciário, tem-se a partir do regime de caixa, até o mês de setembro de 2010 a situação a seguir, evidenciando-se que se atingiu o percentual de receita de (78,67%), as despesas (68,48%), e o resultado em (85,77%).

Resultado Previdenciário Projetadas Executadas % Executado

Receitas 13.545.000,00 10.656.130,11 78,67%

Despesas 5.560.543,00 3.807.979,50 68,48%

Resultado 7.984.457,00 6.848.150,61 85,77%

Quadro 03 – Resultado previdenciário regime de caixa

Ainda em relação às receitas e despesas, importante destacar que as informações prestadas para fins de obtenção do Certificado de Regularidade Previdências (CRP) são realizadas pelo Regime de Competência, sendo que o último CRP emitido em 09 de maio de 2010 e tem validade para 180 dias conforme legislação em vigor.

Quanto ao total dos recursos do fundo, em 30 de setembro o Fundo apresentou um saldo de recursos de R$ 51.054.169,56, sendo que 51.049.593,44 encontravam-se aplicado em conformidade com o que dispõe a resolução 3.790/2009 em fase final de enquadramento e 4.576,12 em conta corrente.

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2 AVALIAÇÃO DAS APLICAÇÕES FINANCEIRAS: TIPOLOGIA DOS TÍTULOS PÚBLICOS, EVOLUÇÃO PATRIMONIAL, RISCO, RENTABILIDADE E DESEMPENHO (ANEXO B e C)

Na seqüência realiza-se uma análise das aplicações financeiras do regime de previdência social em consonância com o que dispõe a Resolução 3.790 abrangendo a tipologia dos títulos públicos, evolução patrimonial, risco, rentabilidade e desempenho das mesmas.

Totais investimentos Res. 3.790/09 art. 6° I b - ATÉ 100% 28.265.138,39 55,30%

Totais investimentos Res.3.790/09, art.6º, V ATÉ 30% 10.787.587,93 21,30%

Totais investimentos Res.3.790/09, art.7° inc. II ATÉ 15% 750.053,72 1,20%

Totais investimentos Res.3.790/09, art.6° inc. III b ATÉ 80% 11.007.470,99 21,73%

Totais investimentos Res.3.790/09, art.6° inc. III a ATÉ 80% 239.342,41 0,47%

Total aplicado 51.049.593,44 100,00%

Quadro 04 - Composição das aplicações por segmento e enquadramento legal

Neste sentido, quanto à proporcionalidade das aplicações, 55,30% estão aplicados em fundos de investimentos enquadrados no art. 6º, inciso I – b onde se permite até 100%, 21,30% estão aplicados conforme enquadramento no art. 6°, inciso V, 21,73% estão aplicados em fundos de investimento enquadrados no art. 6°, inciso III – b, onde se permite até 80%. Outros 0,47% estão aplicados em fundos de investimento enquadrados no art. 6°, inciso III – a, onde se permite também até 80% e 1,20% estão aplicados em fundos de investimento enquadrados no art. 7°, inciso II, onde se permite até 30% e 15% pela política interna.

2.1 Tipologias dos Títulos Públicos

Atualmente, os tipos de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional se aproximam mais do padrão internacional, ainda que alguns aspectos permaneçam com características de uma economia em desenvolvimento. Abaixo, estão apresentadas as principais características que representam 97,2% (Dez/2009) do total de títulos e que são a base para cálculo do IMA – Índice Mercado Andima.

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Quadro 05 – Principais Papéis Públicos

2.2 Composições das carteiras de investimentos

No tocante às composições das carteiras por segmento dos recursos do fundo, segue abaixo as posições coletadas do mês de setembro de 2010.

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Ao analisar a composição do mês de setembro, verifica-se a concentração expressiva das Notas do Tesouro Nacional Série B em comparação as Letras Financeiras do Tesouro. Tal tendência deve permanecer nas composições do Fundo até o momento em que o Comitê de Política Monetária decida alterar a taxa Selic, afetando de forma significativa a rentabilidade dos fundos atrelados ao IMA-B. Quanto à proporcionalidade total da carteira, temos a seguinte posição: 41% em NTN-B, 21% em LFT, 13,41% em depósitos a prazo, a NTN-F compõe 10,03%, Operações compromissadas 5,03%, LTN compõe 5,02%, cotas em fundos compõe 2,22%, fundo em ações (renda variável) 1,47%, debêntures 1,19% e CRI compõe 0,14%.

A seguir, segue a composição por parâmetro de rentabilidade ANBIMA no mês de setembro de 2010:

Gráfico 4 – Composição da carteira por parâmetro de rentabilidade – ANBIMA Quanto à proporcionalidade total da carteira pelo parâmetro de rentabilidade ANBIMA, temos a seguinte posição: 54% em IMA-B, 40% em IMA-GERAL, 5% em IRF-M, 1,08 em IGC e 0,38% em IBX-50. É necessário salientar que foi incluso o IGC e IBX-50 (renda variável) no referido quadro, em razão de apresentar uma visualização total das aplicações que o Regime Próprio possui atualmente. Entretanto, os mesmos índices não compõe o Índice Mercado Andima, pois são de mercado de renda variável e cabe mencionar que os índices da Andima são apenas para o mercado de renda fixa.

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Através do Boletim ANBIMA coletado no mês de setembro do corrente ano, verifica-se que o IMA voltou a apreverifica-sentar o melhor resultado dentre os indicadores de renda fixa, com variação de 1,39% no mês de agosto e de 8,56% no ano, comparada a uma variação do DI de 0,89% e 6,07% respectivamente. Dentre os subíndices, os principais destaques foram os que medem a rentabilidade das carteiras compostas por títulos de prazo mais longo como é o caso do IMA-B5+ e do IRF-M1+, que registraram altas de 3,32% e 1,74% em agosto e 13,13% e 10,27% no ano, respectivamente. Abaixo segue os dados coletados de agosto/2010:

Gráfico 05 – Rentabilidade Ativos – agosto 2010

Fonte: Boletim ANBIMA Agosto/2010.

Quadro 06 – Índice de Mercado AMBIMA - IMA

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Gráfico 06 – Performance do IMA em 12 meses

Fonte: Boletim ANBIMA Agosto/2010

Concluindo as análises das composições que o Regime Próprio atualmente dispõe, verifica-se que o mesmo tem uma grande parcela atrelada ao IMA-B, cujo desempenho se encontra acima do IRF-M e do IMA-Geral, possibilitando uma maior rentabilidade nos últimos 12 meses. É importante ressaltar que mesmo tendo uma grande parcela, os fundos atrelados ao IMA-GERAL também apresentam bom desempenho em comparação ao DI e a taxa Selic, conforme mostra o gráfico da rentabilidade dos ativos no mês de agosto.

Para uma análise aprofundada da rentabilidade, deve-se considerar que nos fundos de investimento o parâmetro de rentabilidade é aproximadamente 70% atrelada a um índice. É importante ressaltar que é imprescindível analisar a composição da carteira de forma ampla, mas sem esquecer que cada fundo tem o seu próprio comportamento quanto à sua rentabilidade.

2.3 Evoluções Patrimoniais dos Fundos de Investimento do RPPS

O patrimônio de um fundo de investimento representa a soma de todo o valor dos títulos e do seu valor em caixa. Considera-se que a elevação de um patrimônio de um fundo de investimento representa uma boa gestão da carteira de títulos, onde o gestor consegue adquirir títulos com excelentes taxas, o que representa uma grande rentabilidade, e ainda não compromete a sua liquidez. O que pode acontecer ainda, mesmo com uma gestão excelente, é

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a evolução patrimonial tornar-se negativa. Isso geralmente acontece devido ao fato do cotista necessitar “queimar” ativos para fazer frente às despesas não previstas no seu Regime Próprio.

No tocante às evoluções patrimoniais dos fundos, segue abaixo as posições coletadas até o dia 30 de setembro de 2010.

Gráfico 07 - Evolução Patrimonial do Caixa RS Gráfico 08 – Evolução Patr. Fundo Caixa Novo Brasil

Gráfico 09 – Evolução Patr. Caixa Ações – IBX 50 Gráfico 10 – Evolução Patr. Caixa Fic Brasil RF DI LP

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Gráfico 13 – Evolução Patr. Banrisul Prev. Mun. II Gráfico 14 – Evolução Patr. Banrisul Prev. Mun. III

Gráfico 15 – Evolução Patr. BB Atuarial Conservador Gráfico 16 – Evolução Patr. BB Liq. Renda Fixa

Gráfico 17 – Evolução Patr. BB RF Conservador Gráfico 18 – Evolução Patr. Fundo BB Ações

Ao analisar especificamente cada evolução, verifica-se que a maioria dos fundos apresentou no decorrer dos nove meses (Jan/Set), uma pequena evolução nos seus patrimônios. Podemos destacar os produtos: do Banco da Caixa Federal – O Novo Brasil, o IMA-B e o Ações Brasil IBX-50; do Banco do Estado – O Banrisul Previdência II e III e todos do Banco do Brasil – O BB Atuarial Conservador, o Liquidez Renda Fixa, o Renda Fixa

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Conservador e o Ações Governança por apresentarem uma evolução em seu patrimônio em razão de sua rentabilidade. Já os fundos que não apresentaram uma elevação patrimonial no decorrer do corrente ano estão sendo analisados para possíveis alterações futuras.

2.4 Avaliações do risco das aplicações FPSM

Segue-se avaliação das aplicações de renda fixa das operações de investimentos realizadas com os recursos do Fundo até o 3º trimestre de 2010.

Com base em estudos técnicos elaborados pelo Administrador, que incluem a avaliação do cenário macroeconômico interno e externo, em informações públicas disponíveis no mercado, o preço dos ativos negociados no mercado doméstico, são selecionados ativos elegíveis para compor a carteira referencial do Fundo, em consonância com a política de investimento. Compete ao Comitê de Investimentos da Unidade de Administração de Recursos de Terceiros a avaliação dos ativos elegíveis, a elaboração e aprovação da estratégia de investimento, subordinada a aprovação final da Diretoria de Administração de Recursos de Terceiros.

No que se refere aos fatores de risco, não obstante a diligência do Administrador em selecionar as melhores opções de investimento, de acordo com a política de investimento do Fundo, os títulos e valores mobiliários que compõem a carteira do Fundo. Por sua própria natureza, estão sujeitos às flutuações típicas de mercado, incluído, mas não limitado, aos riscos de mercado, de crédito, de liquidez e de derivativos, que podem acarretar redução do valor das cotas.

O Fundo está sujeito, ainda, a outros riscos que podem afetar adversamente o seu patrimônio, incluído, mas não limitado, ao risco legal de aplicação de leis ou regulamentações pouco claras, ao risco sistêmico que provém de ocorrências econômicas que podem afetar a estabilidade dos mercados financeiros. Eventual concentração de investimentos em determinado(s) emissor(es) e/ou setor(es), e eventual divergência entre a avaliação estimada e teórica do preço dos ativos do Fundo e os preços de mercado dos ativos quando de sua efetiva negociação.

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Para o monitoramento do risco de mercado, o administrador utiliza o instrumento de cálculo do Value at Risk -V@R, com grau de confiança de 95%, que sintetiza a maior perda esperada da carteira do Fundo, em condições normais de mercado. Adicionalmente, o Administrador utiliza o modelo de Stress Testing para a simulação da perda financeira em um cenário econômico-financeiro adverso, através de variações bruscas de preços dos ativos que compõem a carteira.

O risco de crédito é controlado através da diversificação da carteira, do estabelecimento de um limite de crédito para as emissões privadas que leve em consideração a classificação de risco das emissões ou dos emissores realizadas por agências classificadoras de risco. Monitoramento da exposição ao risco, através do cumprimento diário da política de investimento.

A administração da liquidez é diária e leva em consideração a concentração de investidores no Fundo e a liquidez dos negócios com os ativos financeiros na carteira. Por sua vez, o gerenciamento de exposição ao risco de derivativos é englobado pela sistemática utilizada para o monitoramento do risco de mercado e de liquidez. Destaca o administrador ainda que os métodos utilizados pelo administrador para gerenciar os riscos a que o fundo se encontra sujeito não constituem garantia contra eventuais perdas patrimoniais que possam ser incorridas pelo Fundo.

Nome do Fundo VaR

Caixa Econômica Federal - Fundo Brasil Referenciado DI LP 0,01 % Caixa Econômica Federal - Fundo Caixa RS RENDA FIXA 0,03 % Caixa Econômica Federal – Fundo Novo Brasil RF Créd. Priv. LP 0,28 % Caixa Econômica Federal – FI Ações Brasil IBX-50 2,18 % Caixa Econômica Federal – FI Brasil IMAB 0,30 % Banco do Brasil – RPPS Atuarial Conservador 0,2525 % Banco do Brasil – RPPS Renda Fixa Conservador 0,1120 % Banco do Brasil – BB RPPS Liquidez 0,0271 % Banco do Brasil – Regime Próprio Ações Governança Previdenciário 2,141 % Banrisul - Fundo Patrimonial LP 0,5963 % Banrisul - Previdência Municipal II 0,5950 % Banrisul – Previdência Municipal III 1,0378 % Quadro 07 – tabela do Value at Risk

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Observa-se que no cálculo do valor de risco de mercado está sendo considerada a posição de ativos do portfolio dos fundos/carteiras na parte da manhã (08 h), bem como o patrimônio líquido informado.

Cabe salientar que desde a data do dia 24 de setembro do corrente ano, o CMN editou a nova resolução 3.790 a qual dispõe sobre as aplicações dos recursos em moeda corrente dos regimes próprios de previdência social instituídos pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Pela resolução as aplicações deveriam ser enquadradas até 31 de março de 2010, mas com o advento da portaria 345 de dezembro de 2009 é estendido para 2011 esse limite para com os parâmetros do IMA (Índice Mercado Andima).

2.5 Avaliações das rentabilidades e desempenhos das aplicações (ANEXO C)

O quadro a seguir elaborado a partir da análise das rentabilidades de cada uma das modalidades de investimento em que estão aplicados os recursos do fundo de previdência evidencia o desempenho de forma geral das aplicações realizadas considerando ainda a comparação da taxa interna de retorno com a meta atuarial traçada, bem como outros indicadores econômicos e de inflação além da rentabilidade mensal de 2010 e dos últimos doze meses.

COMPARATIVO RENTABILIDADE INDICADORES E METAS - ANO 2010

INDICADORES 1° TRIMESTRE TRIMESTRE 2° TRIMESTRE NO ANO 12 MESES 3° RPPS TIR APLICAÇÕES 2,78

2,18 3,51

8,70 11,06 META ATUARIAL INPC

+ 6% 3,84 2,55 1,91 8,52 10,96 IPCA + 6% 3,59 2,50 2,01 8,31 10,98 SELIC 2,02 2,23 2,59 7,02 9,26 CDI 2,02 2,21 2,59 7,00 9,23

Quadro 5 – comparativo rentabilidade e metas do RPPS

Analisando o quadro percebemos que os retornos no ano e últimos doze meses superaram a meta atuarial. Considerando toda conjuntura econômica aprofundando mais ainda a análise nota-se que temos um cenário bastante desfavorável, o qual apresenta inflação elevada, taxa básica de Juros Selic baixa e mercado acionário com pouca valorização no ano.

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Contudo, os impactos inflacionários no ano foram bem amortecidos, graças às estratégias de alocação com concentrações consideráveis em FI-IMA as quais tiveram desempenho indexado. No entanto, com as mudanças que foram trazidas pelas novas modalidades de investimentos será preciso considerar períodos com janelas mais longas para análises seguras e consistentes sem, contudo, perder oportunidades de curto prazo.

Diante desse cenário, se fazem constantes revisões e análises de todas as aplicações do Fundo, suas composições, seus respectivos retornos, riscos e tendências futuras.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conclui-se que o Município repassou todos os recursos para o Fundo dentro dos prazos legais até o mês de setembro de 2010. As aplicações dos recursos estão sendo adequadas conforme a política de investimentos e a nova resolução 3.790/2009, bem como que os valores depositados em conta estão corretos, considerando o saldo anterior, as entradas e saídas ocorridas no período.

Com relação às receitas, despesas e resultado do fundo previdenciário pode-se concluir que estão dentro das previsões orçamentárias, inclusive será possível superar o resultado previdenciário projetado o que, de qualquer forma, fica principalmente atrelado ao rendimento das aplicações financeiras do fundo.

Com relação às aplicações, conclui-se que, no que tange à composição o Município possui seus recursos investidos e estes estão em fase final de enquadramento conforme a nova

resolução 3.790 do conselho monetário nacional e a política interna de investimentos. Aplica

a integralidade dos recursos em fundos de investimentos, os quais são continuamente monitorados em seus principais fatores de risco, retorno, liquidez e principalmente em suas tendências futuras.

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Comitê de Investimentos – FPSM

Coordenadoria de Controle Interno

Referências

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